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Temporada de resultados do 1º trimestre 2021 – o que esperar?

Publicamos nossa prévia com as estimativas e comentários sobre empresas e setores selecionados nessa temporada de resultados das empresas do primeiro trimestre de 2021 (1T21).

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Última atualização: 6/5/2021
Inclusão das empresas:
– Agri, Alimentos e Bebidas: BRF (BRFS3);
– Construção Civil: Cyrela (CYRE3), Even (EVEN3), EZTec (EZTC3), Lavvi (LAVV3), Trisul (TRIS3), Melnick (MELK3) e MRV (MRVE3)
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A temporada de resultados do primeiro trimestre de 2021 (1T21) iniciou no dia 23 de abril e, apesar de um cenário macroeconômico mais desafiador, nossas perspectivas para as empresas continuam positivas.

O cenário macroeconômico foi desafiador nesses primeiros meses do ano

No cenário macro global, os primeiros três meses deste ano foram marcados por preocupações sobre a inflação e a alta nas taxas de juros de longo prazo em países desenvolvidos, principalmente nos EUA. Na nossa opinião, essas pressões inflacionárias devem ser temporárias e naturais em um momento de reaquecimento da economia em meio aos avanços na vacinação contra a Covid-19.

Enquanto isso, no Brasil, a atividade econômica vem perdendo fôlego desde o final de 2020.  Após uma recuperação ao longo do segundo semestre do ano passado, a piora da pandemia deve impactar a atividade nessa primeira metade de 2021. Em contrapartida, o avanço da vacinação em massa deve permitir uma retomada no semestre seguinte – os nossos modelos indicam que os principais grupos de risco, como idosos e profissionais da saúde, deverão estar imunizados contra a Covid-19 até meados de junho.

Ao mesmo tempo, o trimestre foi marcado por crescentes incertezas políticas e fiscais por aqui. Após a aprovação ruidosa da PEC Emergencial, a turbulência em torno do cenário fiscal seguiu com a aprovação de um orçamento para o ano pelo Congresso que abriria espaço para o descumprimento da regra do teto de gastos. Apesar da resolução do impasse, ficou evidente a crescente pressão por maiores gastos, especialmente diante da piora da pandeia.

Nesse contexto, o Comitê de Política Monetária (Copom) optou em março por um ajuste mais célere da taxa básica de juros, elevando a Selic em 0,75 p.p. diante da pressão inflacionária ainda forte no curto prazo, resultado principalmente das commodities em alta, câmbio desvalorizado e desequilíbrios em cadeias de produção. Porém, esperamos uma moderação da inflação no segundo semestre, com o IPCA atingindo 4,9% no final do ano, e a Selic encerrando 2021 em 5,0% ao ano.

Mas as projeções de lucros continuam a ter forte recuperação

Olhando a história macroeconômica, o cenário parece desafiador para a Bolsa brasileira, com esses riscos potencialmente impactando o custo de capital e fluxos para a renda variável. Porém, é importante lembrar que os fatores mais importantes para o desempenho das ações, no médio e longo prazo, são o lucro e o caixa que as empresas geram.

Como mostramos em um gráfico da semana anterior, a projeção de lucros para o Ibovespa tem visto um movimento de recuperação. Depois de uma queda em 2020 causada pela crise da pandemia, estimativas de lucros voltaram a subir, impulsionadas pelo otimismo com o avanço das vacinações e a reabertura econômica.

O mercado, segundo dados da Bloomberg, espera que o Lucro Operacional (EBITDA) do Ibovespa nesse 1º trimestre se mantenha nos mesmos níveis que trimestre anterior. Porém, em relação ao mesmo período de 2020, o indicador deve ver um forte crescimento já que muitas empresas já tinham sido impactadas pela pandemia. Por esse mesmo motivo, a receita divulgada pelas empresas deve vir forte na comparação anual, enquanto o crescimento trimestral deve vir moderado em +2,3%.

Dentre os setores, esperamos que os seguintes sejam destaques:

  • Commodities, com as empresas beneficiadas pela forte demanda da China e dos EUA, que lideram na recuperação econômica global, e levando à alta dos preços de materiais como o minério de ferro (+25% T/T), a celulose de fibra curta (+33% T/T) e o petróleo (o preço médio do Brent subiu +20% T/T). Além disso, o resultados dessas empresas devem também serem impulsionadas pela desvalorização do Real frente ao Dólar frente ao real de -7,7% durante o trimestre;
  • Tecnologia, principalmente no segmento de ecommerce, impulsionado por restrições mais severas de distanciamento social, a aceleração de vendas online e o crescimento orgânico. No setor de Varejo, esperamos um forte desempenho online favorecido por estratégias comercias relacionadas apolíticas de frete grátis e comissões mais baixas
  • Supermercados, que devem ver resultados sólidos, embora com uma desaceleração do crescimento em relação ao trimestre anterior, porém o consumo em casa continua sendo uma realidade;
  • Bancos, com lucros voltando aos níveis de 2018-2019. Os resultados devem ser impulsionados por menores provisões, volumes maiores com a gradual retomada da economia, e redução de custos.  

Além disso, esperamos que o tema ESG (do termo em inglês Environmental, Social and Governance) ganhe espaço nos relatórios de resultados, bem como nas teleconferências de resultados, com os investidores demandando cada vez mais um posicionamento e ações por parte das empresas.

Abaixo destacamos nossa visão detalhada em relação ao que esperar para cada um dos setores da Bolsa e das empresas sob a cobertura da XP.

O que esperar para cada um dos setores

Agro

As commodities agrícolas seguem em trajetória positiva com preços elevados sustentados pela forte demanda, ainda com a China no centro das atenções, portanto o cenário continua positivo para soja, milho, trigo, açúcar, entre outros. O clima foi um problema em 2020 e continua sendo um fator a ser monitorado de perto este ano, especialmente nos EUA, conforme as preocupações com a seca no Meio Oeste americano devem adicionar volatilidade ao mercado. O cenário de oferta e demanda permanece apertado para todas as commodities, então quaisquer mudanças no lado da oferta devem se traduzir em preços, provavelmente com um prêmio. Para os produtores brasileiros, e empresas verticalizadas, o câmbio ainda está agregando outra camada de lucratividade, algo que poderia ter uma inércia positiva à medida que as posições de hedge avançam para 2022, pelo menos. Por fim, as preocupações com a inflação de alimentos são positivas para o setor.

Alimentos

A lentidão da vacinação no Brasil continua sendo o principal problema para as empresas de alimentos que dependem de shoppings e outros pontos de fluxo de consumidores. O cenário é ainda mais complicado para pontos comerciais em aeroportos; pelo lado positivo, restaurantes de beira de estrada e unidades independentes com estruturas drive-thru apresentaram boa resiliência. Embora o custo também seja um problema, com a inflação de alimentos adicionando pressão a um setor já fragilizado, a demanda deve aumentar à medida que as restrições são removidas, uma tendência que já está acontecendo nos EUA e deve chegar ao Brasil  no curto prazo. O 1T21, entretanto, só deve ser positivo do ponto de vista de redução de custos, já que algumas empresas conseguiram reduzir aluguéis e despesas excedentes com mão-de-obra, mas não projetamos recuperação significativa da demanda até o 2T21.

Bancos

Após um 2020 desafiador, esperamos que os lucros dos bancos melhorem significativamente em 2021. Para a maioria dos bancos, esperamos que os lucros cheguem aos níveis de 2018 ou 2019, embora ainda menos rentáveis à medida que o capital aumentou devido ao limite de payout (percentagem do lucro pago em dividendos) do Banco Central. Os principais drivers  devem ser: i) menores provisões, uma vez que os bancos estão com índice de cobertura acima de 300% e os modelos de crédito passaram a não apresentar necessidade de provisões complementares devido às melhores perspectivas de inadimplência; ii) volumes maiores, com a retomada da economia; iii) redução de custos, dado que o setor financeiro está focado em ganho de eficiência. Especificando por banco, acreditamos que o Bradesco e o Itaú devem registrar o maior crescimento de lucro A/A de 73% para R$ 6,5 bilhões e 50% para R$ 5,9 bilhões no trimestre, respectivamente. Por outro lado, esperamos desempenho inferior do Banrisul e do Santander, uma vez que ambos os bancos decidiram fazer menos provisões no 1T20.

Bebidas

O início de ano tem sido positivo para o setor de bebidas, apesar do cancelamento de grandes eventos que costumam dar o tom do primeiro trimestre, como o carnaval. Enquanto o processo de vacinação continua, embora mais lento do que o esperado, a retomada das operações em bares e restaurantes segue sendo um desafio e, portanto, a estrutura de delivery e as vendas em supermercados (off-premises) continuam sendo o foco principal. A produção de bebidas alcoólicas cresceu 1,6% no primeiro bimestre de 2021, o que confirma a leitura positiva do mercado, mas entre as empresas o desempenho deve ser heterogêneo, favorecendo aquelas com maior capilaridade comercial e com vendas crescentes pelos canais digitais, frentes onde a AmBev é líder.

Educação

No segmento de Educação, o primeiro trimestre é sazonalmente forte e tipicamente dá a perspectiva para o ano, já que o ciclo de admissão do 1T é o mais importante. Devido ao impacto negativo da segunda onda da Covid-19 no Brasil, começamos o ano sem muitos destaques. Além de uma receita pressionada por captações mais fracas, também esperamos que o mesmo aconteça com as margens devido a maiores despesas de marketing e provisão para devedores duvidosos. O destaque positivo deve ser a Ânima (EBITDA Ajustado +11% A/A) que se beneficia de melhor receita com a consolidação de ativos adquiridos recentemente (compensando o desempenho orgânico negativo na captação devido à pandemia) combinada com margens quase estáveis (performance positiva dos custos compensando maiores despesas com vendas). Por outro lado, esperamos outro trimestre fraco para a Cogna (EBITDA Ajustado -19% A/A), mas desta vez a pressão veio tanto do ensino superior (queda de receita compensando melhores margens A/A) e de educação básica (queda de receita – menor número de alunos e vendas de livros do que o esperado – pressionando as margens). Esperamos um desempenho negativo para a Yduqs (EBITDA Ajustado -6% A/A), com melhora da receita (devido à atividade de M&A e desempenho positivo no ensino à distância) compensada por maiores provisões para devedores duvidosos e despesas de marketing. Esperamos um trimestre relativamente estável para a Ser em termos de receita, mas com uma leve pressão no EBITDA (-4%) devido a maiores provisões e despesas com marketing.

Elétricas e Saneamento

Do lado das distribuidoras de energia, os resultados do 1T21 devem refletir uma manutenção do ritmo de recuperação da atividade econômica observado desde o final do ano passado, após meses de restrições para contenção da pandemia do COVID-19. Quanto às geradoras, esperamos que os resultados sejam impactados negativamente pela alocação sazonal de garantia física e estratégias de compras de energia no trimestre e pelo GSF (medida do risco hidrológico, refletindo a menor incidência de chuvas no trimestre). Por fim, não deverá haver grandes surpresas no segmento de transmissão de energia. Quanto aos resultados das empresas de saneamento, não esperamos grandes surpresas em relação a resultados, sendo que os da Sabesp devem refletir os esforços recentes de redução de custos e a incorporação de novos municípios em uma base de comparação anual.

Frigoríficos

Apesar do momento atual de safra no Brasil, quando a oferta costuma aumentar e pressiona o mercado, os preços dos animais vivos apresentaram boa resiliência, principalmente devido a pressões de custos que não devem deixar espaço para correções significativas, mas também em parte pelo bom desempenho nas exportações. A taxa de câmbio continua favorável, uma vez que o Brasil segue competitivo apesar dos preços elevados no mercado interno, mas a participação da exportação no total da produção tem crescido, o que é um fato positivo, ainda que em grande parte demanda doméstica esteja fraca. O cenário continua desafiador para a América do Sul, mas positivo para a América do Norte, com margens nas operações de bovinos superiores aos níveis históricos ao longo do primeiro trimestre – acreditamos que isso ainda não foi devidamente precificado nas ações das empresas: a diversificação geográfica tem sido mais relevante do que a diversificação de proteínas.

Incorporadoras e Construção Civil

Esperamos que as incorporadoras de baixa renda continuem sendo o destaque positivo, impulsionadas pelos resultados operacionais mais sólidos. Embora um sólido desempenho de vendas das incorporadoras de baixa renda, esperamos margens mais pressionadas devido à inflação de custos de construção. Para as incorporadoras de média e alta renda, acreditamos que as restrições às atividades comerciais e as medidas de isolamento social devem impactar tanto o volume de lançamentos quanto as vendas no primeiro trimestre. 

Mineração e Siderurgia

Os preços mais altos do minério de ferro (US$167 por tonelada, +25% T/T) são o principal destaque do trimestre. Acreditamos que o minério de ferro permanecerá em níveis elevados nos próximos períodos, apesar de espaço para correção, com a forte demanda da China e oferta ainda restrita. No segmento siderúrgico, a recuperação do setor automotivo é o principal ponto a ser monitorado, permitindo um melhor mix de vendas. Os melhores preços realizados são o principal destaque neste segmento (+15% na comparação trimestral, em média). O mercado deve prestar atenção às teleconferências para obter mais informações sobre os possíveis aumentos de preços em abril.

Óleo e Gás

Acreditamos que os resultados do 1T21 da Petrobras deverão refletir os maiores preços médios de petróleo Brent no 1T21 de US$61,3/barril comparados a US$50,8/barril no 1T20. Por outro lado, devem refletir uma média de desconto para a paridade de importação de -9,5% no Diesel e -10,5% na Gasolina.

Já no caso do setor de distribuição de combustíveis, acreditamos que os resultados das empresas do setor refletirão uma recuperação com relação ao 1T20 que sofreu fortes impactos da crise da Covid-19. Segundo dados da ANP a demanda por Querosene de Aviação – QAV no 1T21 cresceu +27,9% A/A e a demanda por Diesel apresentou um aumento de +5,17% A/A. Por outro lado, o volume de vendas do Ciclo Otto (que agrega gasolina e etanol) apresentou uma redução média de -1,1% A/A no 1T21, tendo em vista que a movimentação de pessoas ainda foi afetada pela pandemia da Covie-19.

Papel e Celulose

Um dólar forte e preços de celulose mais altos (fibra curta na China a US$ 610 por tonelada, +33% T/T) devem gerar mais um trimestre forte do lado da receita, em nossa opinião. No entanto, anúncios de aumentos de preços no primeiro trimestre podem estar refletidos somente nos resultados do 2T21. O mercado estará atento a potenciais paralisações e seus impactos sobre os volumes e custos. No segmento de papel, o aumento do preço do papel reciclado (+20-30% T/T) é o principal destaque, embora as empresas tenham conseguido aumentar os preços de papel / embalagens ao consumidor final. Papel para embalagens e papelão ondulado (ABPO +5% T/T) devem seguir compensando os fracos volumes dos segmentos de imprimir e escrever.

Saúde

Apesar da segunda onda da Covid-19 impactar o Brasil no início de 2021, prevemos um desempenho diferente no setor de saúde em comparação a 2020, quando a pandemia atingiu o país pela primeira vez. Em 2020, a postergação de procedimentos eletivos gerou pressão de receita e margens para hospitais e redução de custos para operadoras de planos de saúde (verticalizadas ou não). No entanto, em 2021, apesar da segunda onda da pandemia, os procedimentos eletivos não foram adiados, portanto hospitais e outros prestadores de serviços devem apresentar números positivos no início do ano, face a uma pressão de custos para as operadoras de planos de saúde. Em suma, esperamos um trimestre forte para a Rede D’Or, com lucro líquido 3 vezes maior em relação ao mesmo período do ano passado, e um trimestre com margens sendo pressionadas para a GNDI: -9p.p. levando a uma contração de 51% no EBITDA.

Shoppings e Propriedades Comerciais

De modo geral, esperamos que os shopping centers reportem resultados moderados, pressionados pelos recentes fechamentos e restrições às atividades de shopping centers em todo o país. Para galpões logísticos e centros de distribuição, continuamos vendo a demanda aquecida por ativos bem localizados e de alta qualidade, impulsionada por companhias de e-commerce e de logística, que devem beneficiar a LOG. Por fim, a JHSF também deve apresentar um sólido resultado, impulsionado pelas vendas do complexo Boa Vista no trimestre, compensando os impactos no segmento de shopping centers e hospitalidade.

Small Caps

Dentre os diferentes setores de nossa cobertura, acreditamos que o ramo de plataformas aéreas, liderado pela Mills (MILS3), tenha sido o que menos sofreu com os efeitos da segunda onda da Covid-19. Dado o reaquecimento da construção civil e, mais precisamente, do segmento de galpões logísticos, acreditamos que a Mills tem conseguido absorver a demanda por plataformas aéreas e, simultaneamente, conseguido aumentar os preços de aluguel. Por outro lado, tudo indica que o setor de manutenção industrial, no qual a Priner (PRNR3) é a segunda maior empresa, tenha sido um dos mais afetados pelas restrições de distanciamento social impostas novamente pelas autoridades. Apesar de um crescimento de receita, Priner deverá mostrar compressão de margens por conta de aumento de gastos com pessoal. Em relação ao setor de mobilidade urbana, no qual Estapar (ALPK3) é a líder, acreditamos que o trimestre trará resultados mistos. Se por um lado o mês de março trouxe aumento do distanciamento social, por outro, será a primeira vez que a Zona Azul de São Paulo (ZASP), a qual é transformacional para a Estapar, aparecerá integralmente nos resultados.

Tecnologia

No geral, esperamos que as empresas de tecnologia brasileiras apresentem resultados sólidos referentes ao primeiro trimestre de 2021, principalmente no segmento de e-commerce (ex: Locaweb), devido a (i) restrições mais severas de quarentena com o fechamento de lojas no final do trimestre em alguns estados; (ii) aceleração nas vendas de e-commece e (iii) aceleração nas adições líquidas de novos clientes e crescimento orgânico.

Varejo

O 1T21 foi um trimestre muito desafiador para o varejo devido ao aumento das restrições e a segunda onda da Covid-19. Além disso, a ausência do auxílio emergencial, que será retomado no segundo trimestre, aliada a uma confiança do consumidor mais fragilizada foram desafios para o setor. Além desse cenário mais difícil, as empresas também enfrentaram uma forte base de comparação, principalmente no caso dos supermercados e farmácias, dada a ausência do Carnaval e um dia extra em fevereiro/2020 (ano bissexto). No entanto, notamos que no geral os resultados foram bastante resilientes entre os segmentos sob nossa cobertura, com exceção do varejo tradicional, mais impactado neste contexto.

Acreditamos que o ecommerce será o principal destaque do trimestre. Esperamos um sólido crescimento do GMV, impulsionado por um forte desempenho online, favorecido pelas estratégias comerciais, principalmente relacionadas a políticas de frete grátis e comissões mais baixas, e por uma mobilidade ainda muito restrita. Continuamos esperando resultados sólidos para os supermercados, embora com uma desaceleração do crescimento em relação ao quarto trimestre devido (i) ao aumento das restrições da Covid, que limitaram as operações das lojas, (ii) ausência de carnaval em fevereiro e (iii) menor demanda do canal B2B (bares, restaurantes e transformadores), dado o cenário mais desafiador para o segmento no trimestre. No entanto, ainda esperamos resultados sólidos, já que o consumo em casa continua sendo uma realidade e o ecommerce deve apresentar forte crescimento. Em relação às farmácias, esperamos resultados resilientes, apesar das adversidades (sem carnaval, não estocagem de consumidores como em março/2020 e um dia a menos em fevereiro), já que o aumento da disponibilidade de serviços nas lojas deve contribuir para o tráfego e vendas. Por fim, os varejistas tradicionais devem apresentar resultados fracos, com crescimento das vendas em mesmas lojas (SSS) negativo, devido às restrições mais severas e a confiança do consumidor e orçamento familiar mais fragilizados. Mesmo assim, estimamos um desempenho sólido no canal online, o que deve ajudar a mitigar esse impacto. Destacamos março como um mês especialmente desafiador para o varejo físico devido às restrições muito mais rígidas, incluindo decretos de estado de emergência em várias capitais brasileiras na maior parte do mês.

Abaixo consolidamos as nossas estimativas do 1T21 das empresas da cobertura, organizadas por setor. Para facilitar a leitura, recomendamos o uso da ferramenta “Navegue pelo conteúdo” localizada à esquerda.


Agri, Alimentos & Bebidas

AmBev (ABEV3) – Compra

Conforme reportado pela empresa, os primeiros 2 meses de 2021 apresentaram resultados fortes, mas o cenário de curto prazo segue desafiador, tanto em relação à abertura de bares e restaurantes quanto ao mix de embalagens, ambos com efeito direto na margem da empresa. Entretanto, seguimos construtivos e positivamente surpresos com a resiliência da AmBev nos volumes de cerveja para o Brasil. Além disso, outros países devem apresentar números em recuperação no trimestre, com isso estamos mais otimistas. Principal KPI para a AmBev, o volume de vendas de cerveja no Brasil deve aumentar 18% A/A na nossa visão, um número forte mesmo frente a uma base de comparação mais fraca, embora ainda inferior ao 4T20 devido à sazonalidade. Os preços (receita líquida/hectolitro) devem aumentar 4% A/A, com a Receita Líquida crescendo 14% A/A, enquanto a margem EBITDA deve ficar próximo dos 30%.

Resultados já divulgados – clique aqui para ver o relatório com a análise completa.

BRF (BRFS3) – Compra

Este deverá ser um trimestre importante para a empresa, uma vez que os investidores precisam ter uma ideia melhor da eficiência das estratégias de hedge contra a alta nos preços dos grãos, ainda que essa preocupação deva permanecer ao longo de todo o ano. No entanto, estamos mais interessados ​​em analisar o ritmo de crescimento do portfólio de produtos com maior valor agregado, especialmente para o mercado interno brasileiro, tendência que poderá mais do que compensar a pressão de custos se bem-sucedida. Para o Brasil, esperamos um EBITDA de R$ 740 milhões (+11% A/A) e uma margem de 12,9% (-143bps A/A), incerto ainda se será o ponto mais baixo do ano.

Um melhor momento nas outras operações ainda está por vir e esperamos contrações nas margens para o 1º trimestre de 2021: com margem EBITDA na Ásia de 20,7% (-1.036bps A/A), Halal DDP de 8,2% (-234bps) e Exportações Diretas de 0,7% (-1.064bps), principalmente devido aos preços mais baixos e custos mais altos. O ritmo de recuperação econômica será fundamental no curto prazo, mas o cenário tem sido heterogêneo. Resumindo, esperamos um EBITDA consolidado de R$ 1.128mi e uma margem de 10,8% (-173bps A/A), resultado de um aumento de 22% no CPV enquanto os preços devem crescer 13% – processados ​​melhor, mas in natura pior.

Marfrig (MRFG3) – Compra

No geral, apesar dos primeiros trimestres tenderem a ser mais fracos para os frigoríficos, acreditamos que o 1T21 deve marcar um início de ano robusto para a Marfrig, principalmente com base no forte desempenho da operação na América do Norte, enquanto a América do Sul deve apresentar margens mais pressionadas. Essa visão mista entre geografias deve garantir que os EUA represente um percentual ainda maior dos resultados da empresa, chegando em 86% do EBITDA consolidado, o qual estimamos que fique em torno de R$ 1,8 bilhão (+ 52% A/A) com uma margem de 10,6% (+154 bps A/A).

Na nossa visão, a sazonalidade deve dar o tom do resultado, uma vez que a demanda doméstica na América do Sul costuma ser fraca no primeiro trimestre e as exportações estão apenas começando a apresentar uma tendência positiva. Também agregaríamos a esse cenário a situação desafiadora da oferta de gado, principalmente no Brasil, com preços que seguem em alta apesar da contínua destruição da demanda, aumentando os custos do frigorífico. Devido a essa perspectiva negativ, esperamos um EBITDA de R$ 263 milhões para a América do Sul no trimestre (-43% A/A) e margem de 6,0% (-632 bps A/A). Entendemos que só haveria espaço para uma recuperação significativa na região apenas a partir de 2022.

A América do Norte, por outro lado, estaria se beneficiando de um cenário diametralmente oposto, com oferta de gado saudável ainda devido ao acúmulo criado em 2020, além da demanda crescendo em função dos estímulos governamentais e da recuperação do setor de food service nos EUA. Em linhas gerais, estamos bastante otimistas com as perspectivas do 1T21 nos Estados Unidos e esperamos um EBITDA de cerca de R$ 1,6 bilhão para a região (+111% A/A) com uma margem de 12,1%, quase estável versus o trimestre anterior mas 433 pontos base acima na comparação anual.


Bancos

Banco do Brasil (BBAS3) – Compra

Esperamos que o Banco do Brasil melhore tanto na comparação trimestral (14%) quanto na anual (24%) devido aos menores custos de crédito. No entanto, esperamos que o banco tenha um desempenho inferior ao de seus pares privados, uma vez que a administração decidiu fazer provisões em um ritmo mais suave. Também esperamos que os custos melhorem à medida que o banco reduziu seus funcionários com: i) nenhum processo de contratação pública em 2020; ii) PDV (Programa de Desligamento Voluntário) que atingiu 5,5 mil funcionários; e iii) aposentadoria natural dos empregados. Por fim, o BB deve ter uma alíquota efetiva de imposto menor, pois o banco provavelmente distribuirá um payout maior no trimestre.

Banrisul (BRSR6) – Compra

Embora esperemos que o banco melhore significativamente os resultados no trimestre, o Banrisul também deve sofrer dada a estratégia em que decidiu não fazer provisões complementares no 1T20. No entanto, esperamos que o banco melhore sua carteira de crédito consignado devido ao aumento do limite regulatório da margem consignável. Por fim, o benefício do desligamento de funcionários (PDV) já deve ser sentido no trimestre.

Bradesco (BBDC4) – Compra

Esperamos que o Bradesco registre bons resultados no 1T21, impulsionados principalmente por: i) menores custos de crédito, uma vez que o banco atingiu um índice de cobertura inédito de 400%; ii) a sua liderança na redução de custos, com a rede bancária demitindo mais de 8 mil funcionários em 2020 e fechando 1,1 mil agências; iii) melhores resultados de seguros, impulsionados pelo setor de saúde; e iv) volumes maiores, conforme a economia for retomada. Por fim, esperamos que o Bradesco continue sua busca por maior eficiência, portanto, mantemos o banco como o nosso Top Pick entre os Bancos brasileiros.

Resultados já divulgados – clique aqui para ver o relatório com a análise completa.

Itaú (ITUB4) – Neutro

Esperamos que o Itaú registre um forte crescimento de 50% A/A para R$ 5,9 bilhões, uma vez que a empresa cortou as provisões em 50%. O banco também deve se beneficiar da maior atividade de varejo e banco de investimento. No entanto, esperamos que os investidores se atentem especialmente às possíveis divulgações do spin-off de Itaú-XP.

Resultados já divulgados – clique aqui para ver o relatório com a análise completa.

Méliuz (CASH3) – Compra

Quanto à empresa de tecnologia, esperamos que os investidores se preocupem menos com o lucro, que deve vir abaixo na comparação anual. Os dados operacionais divulgados no início de abril apresentaram um crescimento expressivo de volumes, portanto, o 1T20 não deve decepcionar. Além disso, a empresa deve dar mais detalhes sobre a Picodi, sua recente aquisição de R$ 110 milhões e que os investidores devem se atentar especialmente ao seu resultado trimestral.

Santander (SANB11) – Neutro

Esperamos que o banco espanhol divulgue resultados tímidos, pois o banco não terá trimestres de comparação (1T20 e 4T20) tão fáceis quanto os pares. O Santander optou por não acumular reservas de provisões em 2020, preservando assim os resultados do ano. Tal como acontece com outros bancos, o Santander também deve se beneficiar de volumes mais altos e uma alíquota efetiva de imposto mais baixa devido ao payout mais alto.

Resultados já divulgados – clique aqui para ver o relatório com a análise completa.


Bens de Capital

Aeris (AERI3) – Compra

Esperamos que a Aeris continue sua forte trajetória de crescimento no 1T21, com a receita líquida crescendo 120% em uma base anual, refletindo seus investimentos em expansão de capacidade alocados ao longo de 2020. Além disso, projetamos uma expansão da margem EBITDA de ~ 180bps vs. 4T20, embora ainda abaixo dos níveis de margem de ~ 12% reportados há um ano, principalmente devido a algumas pressões de custos relacionadas à pandemia durante o trimestre. Por fim, esperamos que o lucro líquido aumente 44% e 56% A/A e T/T, respectivamente, para ~R$24 milhões.


Construção Civil

Tenda (TEND3) – Compra

Esperamos fortes resultados do 1T21, impulsionado principalmente pela forte performance de vendas no trimestre (o primeiro trimestre mais forte de sua história), o que deve levar a uma receita líquida de R$584 milhões (+40% A/A). Ainda, esperamos uma pequena pressão em razão dos custos de construção, o que deve impactar sua margem bruta para 30,4% (-140 bps A/A e -118 bps T/T) e compensar parcialmente a receita mais alta. Assim, esperamos um lucro líquido de R$36 milhões para o primeiro trimestre (+104% A/A).

Resultados já divulgados – clique aqui para ver o relatório com a análise completa.

Cyrela (CYRE3) – Compra

Esperamos fortes resultados para o primeiro trimestre. Receita líquido deve atingir R$993 milhões (+87% A/A), impulsionado pela maior venda de estoque pronto e em construção. Ainda não vemos grandes impactos do maior custo de material nas margens dado que a companhia conseguiu compensar com aumento de preços. Em suma, esperamos lucro líquido de R$194 milhões, impactado positivamente pelo resultado de suas subsidiárias.

Lavvi (LAVV3) – Compra

Esperamos sólidos resultados para o trimestre. Projetamos uma receita líquida de R$90 milhões, impulsionada pela venda de unidades recém-lançadas. Margem bruta deve continuar em linha com o trimestre anterior dado que a companhia conseguiu compensar a alta de custo de material nos preços. Adicionalmente, esperamos uma alta das despesas de vendas, gerais e administrativa dado a construção do estande de vendas do empreendimento Versace. Como resultado, esperamos um lucro líquido de R$16 milhões.

Even (EVEN3) – Neutro

Esperamos resultados fortes para o trimestre, impulsionado pela venda do empreendimento Hotel Fasano Itaim. A receita líquida deve atingir R$665mn. No lado negativo, projetamos uma margem bruta mais fraca no trimestre (29,4%) dado a menor margem do Fasano Hotel e da contribuição das operações da Melnick (margem bruta ajustada de 26,7%). Assim, projetamos um lucro líquido de R$70 milhões para o trimestre.

Melnick (MELK3) – Compra

Esperamos resultados em recuperação no trimestre, beneficiada pelo maior volume de vendas o que deve levar sua receita líquida para R$161 milhões no trimestre. Estimamos uma margem bruta de 26,7%, ainda pressionada com os maiores custos de construção (apesar de menor impacto do que vimos no trimestre anterior). Como resultado, lucro líquido deve atingir R$15 milhões (versus R$3 milhões no 1T20).

EZTec (EZTC3) – Compra

Esperamos resultados mais amenos para a EZTec no primeiro trimestre em razão do menor volume de vendas reportado no trimestre (amplamente impactado pela nova rodada de restrições em São Paulo). Os menores volumes devem pressionar o reconhecimento de receita no trimestre levando a uma receita líquida de R$204 milhões. Pelo lado positivo, esperamos que o seu portfólio de recebíveis atrelados a IGP-DI continuando a impulsionar o resultado financeiro e compensar parcialmente a receita, levando a um lucro líquido de R$75 milhões

MRV (MRVE3) – Neutro

Esperamos que a MRV publique fortes resultados, impulsionado pela robusta performance de vendas. Em suma, estimamos resultados melhores para a companhia, apesar de certa pressão nas margens brutas em razão do maior custo de materiais. Isso deve levar a um lucro líquido de R$117 milhões para o primeiro trimestre.

Trisul (TRIS3) – Compra

Esperamos um 1T21 sólido para a Trisul, com o recente ramp-up de volumes compensando o impacto das restrições comerciais em São Paulo. Prevemos uma receita líquida de R$ 211 milhões (+ 23% a/a), impulsionada pelo robusto desempenho das vendas, sem impacto significativo do aumento dos custos de construção devido ao repasse da inflação para os preços. Isso deve beneficiar seu lucro líquido de R$41 milhões (+33% a/a) no primeiro trimestre


Educação

Ânima (ANIM3) – Compra

Esperamos um 1T21 positivo para a Ânima, considerando que a empresa deve apresentar um maior número de alunos em relação ao mesmo período do ano anterior (+14%, devido às aquisições realizadas ao longo do ano compensando a pressão da base orgânica negativamente impactada pela pandemia) e um ticket médio estável, levando a um crescimento de receita líquida de 13% A/A. Com margens de 34% (1p.p. abaixo do ano anterior), esperamos que o EBITDA Ajustado cresça 11% no 1T21 em relação ao 1T20, uma vez que maiores despesas com marketing devem compensar as melhorias na margem bruta. Apesar de não ser um trimestre expressivo, vemos a Ânima relativamente melhor posicionada e com importantes sinergias a serem capturadas a partir da aquisição da Laureate que foi recém aprovada. Reiteramos nossa recomendação de Compra para ANIM3 e preço alvo de R$15,0/ação.

Cogna (COGN3) – Neutro

Esperamos um 1T21 negativo para a Cogna devido ao desempenho abaixo da média, ainda que esperado, no ensino superior (receita líquida -20% A/A / EBITDA -11% A/A) combinado com um desempenho também negativo, o qual surpreende, na educação básica (receita líquida -28% A/A / EBITDA -43% A/A). A receita da educação básica foi pressionada por: i) redução do número efetivo de alunos matriculados no negócio de sistemas de ensino, ii) redução das receitas de soluções complementares; e iii) redução de vendas de livros. Então, as margens caíram 8 p.p. devido à alavancagem operacional. Consequentemente, o resultado consolidado deve representar uma redução de 16% na receita líquida no 1T21 em relação ao 1T20 e uma redução de 19% no EBITDA. E como apontamos em nosso relatório de início de cobertura, o fluxo de notícias negativas deve continuar por um tempo, já que o processo de recuperação do segmento de graduação continuará a impactar negativamente os resultados dos próximos trimestres. Dessa forma, reiteramos nossa recomendação de Neutra para COGN3 e o preço-alvo de R$5,1/ação.

Ser (SEER3) – Neutro

Esperamos um trimestre estável para a Ser em termos de receita, mas com uma leve pressão no EBITDA (-4% A/A) devido a maiores provisões e despesas de marketing. Esperamos uma redução de 1% A/A na base de alunos do ensino presencial, levando a uma de redução de 4% na receita desse segmento, que deve compensar o desempenho positivo do segmento de ensino a distância que teve crescimento de 60% na base de alunos A/A e 57% na receita líquida. Em suma, esperamos um aumento de receita consolidada de 1%, que combinado com maiores provisões de devedores duvidosos e despesas de marketing deve levar a uma redução do EBITDA Ajustado de 4% A/A. O lucro líquido deve permanecer estável em relação ao ano anterior. Com um desempenho não promissor da base de alunos presencial e o fato de o ensino à distância representar apenas ~10% da receita total, não prevemos grandes melhorias nos resultados de curto prazo, o que nos leva a reiterar nossa recomendação de Neutra e preço alvo de R$17,0/ação para SEER3.

Yduqs (YDUQ3) – Compra

Esperamos um trimestre fraco para Yduqs, uma vez que as melhorias na receita devem ser compensadas por maiores provisões para devedores duvidosos e despesas com marketing. Esperamos um crescimento geral da base de alunos de 34%, devido à 58% de crescimento esperado do segmento de ensino à distância e a 11% de crescimento do presencial, o qual deve se beneficiar de aquisições realizadas ao longo do ano. Esperamos uma melhora de 18% A/A na receita líquida, o que é inferior ao crescimento da base de alunos, dado que a maior parte do crescimento da base vem do ensino a distância, diluindo o ticket médio consolidado. Também esperamos um aumento nas provisões para devedores duvidosos que, combinado com maiores despesas de marketing, deve levar a uma redução da margem EBITDA Ajustada de 8p.p.. O EBITDA ajustado de R$ 331M representa uma redução de 6% em comparação com o 1T20. Reiteramos nossa visão otimista sobre a empresa e nossa recomendação de Compra com preço alvo de R$50,7/ação, dado que acreditamos no crescimento contínuo da base de alunos (impulsionado pelo segmento de ensino à distância) promovendo margens mais elevadas no futuro próximo.


Elétricas

AES Brasil (AESB3) – Compra

Para o 1T21, esperamos que os resultados das geradoras sejam impactados negativamente pela estratégia de sazonalização da garantia física adotada alinhada ao rebaixamento do GSF (risco hidrológico) das usinas participantes do MRE (mecanismo de realização de energia), bem como elevados preços de energia no mercado de curto prazo (spot), tendo em vista que o 1T21 foi um período em que as condições hidrológicas foram mais adversas. Mantemos nossa recomendação de Compra nas ações com preço-alvo de R$18/ação.

Resultados já divulgados – clique aqui para ver o relatório com a análise completa.

CESP (CESP6) – Compra

Para o 1T21, esperamos que os resultados das geradoras sejam impactados negativamente pela estratégia de sazonalização da garantia física adotada alinhada ao rebaixamento do GSF (risco hidrológico) das usinas participantes do MRE (mecanismo de realização de energia), bem como elevados preços de energia no mercado de curto prazo (spot), tendo em vista que o 1T21 foi um período em que as condições hidrológicas foram mais adversas. Além disso, notamos que a alta dos índices de inflação pode impactar negativamente o lucro líquido da CESP devido á correção monetária dos passivos relacionados a ações judiciais contra a companhia. Destacamos que a CESP tem uma maior exposição ao risco hidrológico devido à ausência de outras fontes de energia, como renováveis, em seu portfólio. Mantemos nossa recomendação de Compra nas ações com preço-alvo de R$36/ação.

Resultados já divulgados – clique aqui para ver o relatório com a análise completa.

Engie (EGIE3) – Neutro

Para o 1T21, esperamos que os resultados das geradoras sejam impactados negativamente pela estratégia de sazonalização da garantia física adotada alinhada ao rebaixamento do GSF (risco hidrológico) das usinas participantes do MRE (mecanismo de realização de energia), bem como elevados preços de energia no mercado de curto prazo (spot), tendo em vista que o 1T21 foi um período em que as condições hidrológicas foram mais adversas. Por outro lado, acreditamos que parte desses efeitos deverão ser mitigados pela estratégia de trading de energia da Engie, bem como os efeitos positivos da alta do IGP-M sobre os resultados da subsidiária de gasodutos TAG. Mantemos nossa recomendação Neutra nas ações com preço-alvo de R$44/ação.

Resultados já divulgados – clique aqui para ver o relatório com a análise completa.

ISA CTEEP (TRPL4) – Neutro

Não deve haver grandes surpresas nos resultados do 1T21 no segmento de transmissão de energia. Mantemos nossa recomendação Neutra nas ações com preço-alvo de R$25/ação.

Resultados já divulgados – clique aqui para ver o relatório com a análise completa.

Omega Geração (OMGE3) – Compra

Esperamos que os resultados do 1T21 da Omega sejam mais fracos dado a sazonalidade do fim da safra de ventos na região Nordeste do Brasil, que se concentra de maio a dezembro. Mantemos nossa recomendação de Compra nas ações com preço-alvo de R$50/ação.

Resultados já divulgados – clique aqui para ver o relatório com a análise completa.

TAESA (TAEE11) – Neutro

Não deve haver grandes surpresas nos resultados do 1T21 no segmento de transmissão de energia. Mantemos nossa recomendação Neutra nas ações com preço-alvo de R$32/unit.

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Equatorial (EQTL3) – Neutro

Esperamos que os resultados do 1T21 da Equatorial reflitam um aumento no consumo de energia em suas subsidiarias e o contínuo avanço nos projetos de transmissão de energia. Mantemos nossa recomendação Neutra nas ações com preço-alvo de R$24/ação.

Cemig (CMIG4) – Neutro

Para o 1T21, no segmento de distribuição, Cemig D, os resultados deverão refletir as tendências de demanda de energia em leve recuperação de maneira consolidada (mercados cativo e livre). Quanto ao segmento de geração, acreditamos que os resultados deverão refletir os impactos da baixa incidência de chuvas na forma de rebaixamento de garantia física (comumente denominado “corte de GSF”, Generating Sclaing Factor no jargão do setor) e preços elevados de energia no mercado de curto prazo (PLD). Mantemos nossa recomendação Neutra nas ações com preço-alvo de R$12/ação.

EdP Energias do Brasil (ENBR3) – Compra

Para o 1T21, no segmento de distribuição, os resultados refletirão o aumento de +4,4% no volume de energia, dividido em +3,9% para a EDP São Paulo e +5,1% para a EDP Espírito Santo. Quanto ao segmento de geração, esperamos que os resultados sejam impactados negativamente pela estratégia de sazonalização da garantia física adotada alinhada ao rebaixamento do GSF (risco hidrológico) das usinas participantes do MRE, o que implica em menores margens brutas de compra e venda de energia. Mantemos nossa recomendação de Compra nas ações com preço-alvo de R$21/ação.

Copel (CPLE6) – Compra

Para o 1T21, esperamos que o braço de distribuição da companhia (Copel Dis) reflita uma manutenção do ritmo de recuperação da atividade econômica observado desde o final do ano passado. Quanto ao segmento de geração, esperamos que os resultados das geradoras sejam impactados negativamente pela estratégia de sazonalização da garantia física adotada alinhada ao rebaixamento do GSF (risco hidrológico) das usinas participantes do MRE, bem como elevados preços de energia no mercado de curto prazo (spot), tendo em vista que o 1T21 foi um período em que as condições hidrológicas foram mais adversas. Mantemos nossa recomendação de Compra nas ações com preço-alvo de R$7,5/ação para CPLE6 e R$ 37,50/unit para CPLE11.

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Mineração e Siderurgia

Aura Minerals (AURA33) – Compra

A Aura Minerals está posicionada para divulgar resultados muito bons após mais um forte relatório de produção no 1T21 (67 mil onças de ouro equivalente). O principal destaque é o maior preço de cobre compensando parcialmente a queda no preço do ouro. Além disso, o EBITDA da mina Gold Road (US$3,4 milhões, em nossa visão) deve ser integralmente incluído no resultado consolidado, uma vez que sua produção foi declarada comercial em dezembro de 2020. Acreditamos que o mercado deve prestar atenção na teleconferência de resultados da empresa para entender melhor a evolução dos teores nas minas e o crescimento de produção nas minas de Aranzazu e Gold Road. Temos recomenação de Compra em Aura.

CSN (CSNA3) – Compra

Em nossa opinião, a CSN deve se beneficiar dos preços mais altos do minério de ferro e do aço no primeiro trimestre. Esperamos um aumento de 20% nos preços realizados do aço, parcialmente compensado por maiores custos com minério de ferro e carvão. Com isso, acreditamos que o EBITDA do segmento de Siderurgia chegará a R$1,6 bilhão no 1T21. No segmento de mineração, esperamos resultados mais fortes, com EBITDA de R$4,0 bilhões, devido aos preços de minério de ferro mais altos (média spot de US$167 por tonelada vs. US$134/t no 1T) mais do que compensando os embarques sazonalmente mais baixos (7,9 milhões de toneladas) no 1T21. Mantemos nossa recomendação de Compra (preço-alvo de R$55/ação) com base em nossa expectativa de níveis saudáveis para os preços do minério de ferro no futuro e seus projetos de expansão no segmento de minério de ferro.

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CSN Mineração (CMIN3) – Compra

Esperamos outro conjunto de números fortes, com EBITDA de R$ 4,0 bilhões, devido aos preços de minério de ferro mais altos (média spot de US$167/t, contra US$134/t no primeiro trimestre) mais do que compensando os embarques sazonalmente menores (7,9 milhões de toneladas) no 1T21. Do lado dos custos, é importante destacar o efeito negativo dos maiores preços spot nas compras de minério de terceiros e da menor diluição dos custos fixos, dada a redução dos volumes. Mantemos nossa recomendação de Compra (preço-alvo de R$14/ação) com base em nossa expectativa de níveis saudáveis para os preços do minério de ferro no futuro e seus projetos de expansão.

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Gerdau (GGBR4) – Compra

Estimamos resultados ainda fortes no primeiro trimestre. Os principais destaques são os baixos impactos da sazonalidade e os preços mais altos em todos os segmentos, em nossa opinião. No Brasil, esperamos margens ainda saudáveis devido aos aumentos de preços e demanda resiliente compensando custos mais altos (sucata e minério de ferro). Nos EUA, projetamos volumes ainda elevados (-0,5% T/T, 1,16 milhão de toneladas) e preços realizados mais altos. Em relação ao segmento de Aços Especiais, prevemos números saudáveis com mais um trimestre de recuperação do setor automotivo nos Estados Unidos e nas operações do Brasil (EBITDA de R$391 milhões). Mantemos nossa recomendação de Compra para Gerdau.

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Usiminas (USIM5) – Neutra

Projetamos números melhores no 1T21. No segmento de aço, esperamos que maiores volumes (+2% na comparação trimestral) e preços compensem custos por tonelada mais elevados no período. O movimento de recomposição de estoques do setor automotivo deve impactar positivamente preços realizados devido ao melhor mix e volumes maiores (maior diluição de custos). Na mineração, sazonalmente mais fracos (~1,9 milhão de toneladas) e preços mais altos do minério de ferro (US$167/t, +25% T/T) podem resultar em outro trimestre de forte EBITDA (R$1,14 bilhão). Mantemos nossa recomendação Neutra.

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Vale (VALE3) – Compra

Esperamos que preços mais altos de minério de ferro (US$167/t, +25% na comparação trimestral) compensem os volumes sazonalmente mais baixos (72,9 milhões de toneladas) no primeiro trimestre de 2021. Em relação aos custos, frete e custos de produção mais altos – com menor diluição de custo fixo, por conta dos volumes mais baixos – podem compensar parcialmente o trimestre mais forte em termos de preços. Temos um EBITDA de US$8,7 bilhões para o segmento de minério de ferro. Em relação ao segmento de metais básicos, temos um EBITDA menor no trimestre (US$994 milhões) com volumes de vendas mais baixos compensando melhores condições nos mercados de níquel e cobre.

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Óleo e Gás

Petrobras (PETR4) – Venda

Nossas estimativas refletem (i) preços médios de petróleo tipo Brent de US$ 61,3/barril, comparados a US$50,8/barril no 1T20, (ii) os níveis de produção de petróleo e derivados informados pela ANP e (iii) os descontos relativos à paridade de importação observados no período. Mantemos nossa recomendação de Venda em PETR4 e PETR4 com preço-alvo de R$24/ação.

Ultrapar (UGPA3) – Neutro

Acreditamos que os resultados das empresas do setor refletirão uma recuperação com relação ao 1T20 que sofreu fortes impactos da crise do COVID-19. Nossa previa dos resultados do 1T21 reflete: (i) dados atualizados de vendas de combustíveis para o período com base em dados do Sindicom, e (ii) margens atualizadas para a Oxiteno com base na evolução das cotações de petroquímicos. Mantemos nossa recomendação Neutra nas ações com preço-alvo de R$22/ação.


Papel e Celulose

Irani (RANI3) – Compra

Estimamos mais um trimestre de fortes volumes nos segmentos de papel para embalagens e papelão ondulado (73 mil toneladas, queda de 2,8% T/T), com a empresa operando em plena capacidade. Além disso, esperamos uma margem estável, com melhores preços realizados (+12% T/T) mais do que compensando os preços mais altos de aparas (papelão reciclado) e celulose no período. Portanto, esperamos um bom primeiro trimestre, com volumes ainda fortes e preços mais altos. Além disso, projetamos números estáveis para o segmento de resinas no 1T21. Mantemos nossa recomendação de Compra com foco nos benefícios de longo prazo dos projetos de expansão da empresa.

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Klabin (KLBN11) – Compra

Acreditamos que os preços mais altos em todas as linhas e os volumes vindos da aquisição da International Paper (IP) devem compensar as vendas sazonalmente mais baixas e a parada para manutenção na planta de Monte Alegre. No negócio Celulose, estimamos melhores preços e volumes (+1% T/T), apesar da parada para manutenção. Em relação ao segmento de papel, ainda vemos volumes fortes (-7% T/T, +15% A/A) e preços mais altos (+5% T/T), devido à forte demanda de alguns produtos em meio aos impactos da Covid-19. É importante destacar que o dólar ainda alto é o principal fator de alavancagem (4,1x Dívida Líquida / EBITDA, em nossa visão). Temos recomendação de Compra para a Klabin devido à demanda saudável por papel / embalagem no futuro e à recuperação dos preços de celulose.


Propriedades comerciais

LOG Commercial Properties (LOGG3) – Neutro

Nós esperamos que a LOG (LOGG3) continue reportando fortes resultados para o 1T21, impulsionado pelo seu recente crescimento (aumento da ABL), baixa taxa de vacância e forte demanda para galpões logísticos bem localizados e com alta qualidade. Assim, estimamos uma receita líquida de R$40 milhões (+16% A/A), EBITDA de R$31 milhões (+18% A/A) e lucro líquido de R$26 milhões (+52% A/A).

Resultados já divulgados – clique aqui para ver o relatório com a análise completa.


Saneamento

Copasa (CSMG3) – Venda

Não enxergamos grandes fontes de surpresas para os resultados da Copasa no 1T21, os quais devem refletir a sazonalidade de volumes de água e esgoto do período. Mantemos nossa recomendação de Venda nas ações com preço-alvo de R$15/ação.

Resultados já divulgados – clique aqui para ver o relatório com a análise completa.

Orizon (ORVR3) – Compra

Não esperamos grandes surpresas para os resultados da Orizon no 1T21, que devem refletir a manutenção de volumes mais fortes no período. Mantemos nossa recomendação de compra nas ações com preços-alvo de R$ 29 / ação.

Sabesp (SBSP3) – Neutro

O resultado do 1T21 da Sabesp deve ser um pouco mais forte em termos relativos tendo em vista (i) a incorporação de novos municípios em uma base de comparação anual, (ii) um maior controle de custos gerenciáveis (pessoal, materiais e serviços) e (iii) uma recuperação parcial da demanda de outras categorias de consumidores (como classe comercial) como parte da demanda consolidada, o que implica maiores tarifas médias. Mantemos nossa recomendação Neutra nas ações com preço-alvo de R$50/ação.

Sanepar (SAPR11) – Neutro

O resultado do 1T21 da Sanepar deve ser um pouco mais fraco, tendo em vista que o reajuste tarifário de 2020 só começou a produzir efeitos a partir de fevereiro de 2021. Por outro lado, acreditamos em uma parcial recuperação de volumes tendo em vista a recuperação relativa dos reservatórios da companhia após as chuvas no estado do Paraná durante o trimestre. Mantemos nossa recomendação Neutra nas ações com preço-alvo de R$24,5/unit.


Saúde

GNDI (GNDI3) – Compra

Esperamos um trimestre fraco para a GNDI, uma vez que os custos médicos mais elevados devem compensar um desempenho positivo em termos receita (orgânica e inorgânica), dado que em 2021, diferentemente de 2020, os procedimentos eletivos não foram adiados, apesar da segunda onda da pandemia. Esperamos um crescimento de receita de 16% apoiado por um crescimento de 8% nos beneficiários de saúde (~ 21 mil adições líquidas orgânicas) e um crescimento do ticket médio de 7% A/A. No entanto, como esse ano os procedimentos eletivos não foram postergados, estimamos uma sinistralidade caixa de 77%, 9p.p. maior que no 1T20, levando a uma contração do EBITDA de 51%, atingindo R$189M. Apesar das difíceis  bases de comparação em termos de custos no curto prazo, ainda acreditamos que a empresa deve continuar crescendo organicamente e deve ser capaz de reduzir estruturalmente a sinistralidade no futuro próximo. Portanto, reiteramos nossa recomendação de Compra para GNDI3 e preço-alvo de R$117/ação. 

Rede D’Or São Luiz (RDOR3) – Compra

Esperamos um trimestre fraco para a GNDI, uma vez que os custos médicos mais elevados devem compensar um desempenho positivo em termos receita (orgânica e inorgânica), dado que em 2021, diferentemente de 2020, os procedimentos eletivos não foram adiados, apesar da segunda onda da pandemia. Esperamos um crescimento de receita de 16% apoiado por um crescimento de 8% nos beneficiários de saúde (~ 21 mil adições líquidas orgânicas) e um crescimento do ticket médio de 7% A/A. No entanto, como esse ano os procedimentos eletivos não foram postergados, estimamos uma sinistralidade caixa de 77%, 9p.p. maior que no 1T20, levando a uma contração do EBITDA de 51%, atingindo R$189M. Apesar das difíceis  bases de comparação em termos de custos no curto prazo, ainda acreditamos que a empresa deve continuar crescendo organicamente e deve ser capaz de reduzir estruturalmente a sinistralidade no futuro próximo. Portanto, reiteramos nossa recomendação de Compra para GNDI3 e preço-alvo de R$117/ação. 


Shoppings

brMalls (JHSF3) – Neutro

Esperamos resultados fracos para o 1T21 em razão da recente restrição de operação dos shopping centers em meio a pandemia. Esperamos uma receita líquida de R$227 milhões (queda de 23% A/A), pressionado pelos novos descontos de aluguel e menor tráfego de pessoas. Adicionalmente, a dívida atrelada a IGP-DI deve continuar impactando negativamente o lucro líquido da companhia dado a recente alta da inflação. Assim, esperamos um FFO de R$54 milhões (queda de 61% A/A)

Iguatemi (MULT3) – Compra

Esperamos que a Iguatemi reporte um desempenho operacional moderado no 1T21, impactado principalmente pelas recentes restrições nas operações de shopping center, mas um resultado financeiro marginalmente maior. Grande parte do melhor resultado financeiro se da pela crescente contribuição do Iguatemi 365 (sua plataforma de marketplace), que continua em plena expansão tanto de número de itens em sua plataforma como também geograficamente. Assim, estimamos uma receita líquida de R$163 milhões (+4% A/A; considerando linearização) e um FFO de R$72 milhões (+46% A/A), positivamente impactado pela maior receita financeira proveniente do contrato swap recente.

Resultados já divulgados – clique aqui para ver o relatório com a análise completa.

JHSF (JHSF3) – Compra

Esperamos que a JHSF reporte fortes resultados para o 1T21. Em nossa opinião, os resultados serão impulsionados pelo forte desempenho do segmento residencial (vendas de R$346 milhões, alta de 247% a/a), apesar das restrições relacionadas à pandemia, que teve um impacto significante nos segmentos de shopping centers/varejo e hotelaria/restaurantes. Assim, estimamos uma receita líquida de R$325 milhões (+95% A/A), EBITDA de R$186 milhões (+246% A/A) e lucro líquido de R$135 milhões (+611% A/A).

Multiplan (MULT3) – Compra

Nós esperamos que a Multiplan (MULT3) reporte resultados moderados referente ao 1T21, impactado principalmente pela nova rodada de restrições comerciais e fechamentos temporários das operações de shopping centers, o que deve levar a novos descontos de aluguel e menor receita de estacionamento. Assim, estimamos uma receita líquida de R$271 milhões (queda de 17% A/A) e um FFO ajustado de R$134 milhões (queda de 40% A/A).

Resultados já divulgados – clique aqui para ver o relatório com a análise completa.


Small Caps

Estapar (ALPK3) – Neutro

Esperamos um trimestre com desempenho misto para a Estapar. O principal destaque positivo do resultado deverá ser a Zona Azul de São Paulo, que começou a ser operada em novembro de 2020 e terá no 1T21, o primeiro resultado “cheio” em um trimestre. Para nós, esse é o principal gatilho da receita da empresa no curto e médio prazo. Diante desse cenário, a receita advinda da Zona Azul deverá chegar a R$ 37,6 milhões (vs R$ 12,5 milhões no 1T20). Apesar disso, o mês de março deverá pesar negativamente nos resultados da companhia e, com isso, esperamos que a receita por vaga de estacionamento caia para R$ 164,2 por vaga por mês (vs R$ 206,5 em 1T20). Com uma margem de 23,7%, a empresa deverá entregar um EBITDA de R$ 45,4 milhões no 1T21, uma queda de 39% quando comparado ao 1T20, compensando o desempenho positivo advindo da Zona Azul de São Paulo. Reiteremos nossa recomendação Neutra com preço-alvo de R$ 9,7 por ação.

Mills (MILS3) – Compra

Esperamos um 1º trimestre de 2021 (1T21) positivo para a Mills, uma vez que a companhia deverá mostrar continuidade do aumento da taxa de utilização das plataformas aéreas (53,3% vs 49,4% no 1T20), e dos preços de aluguel (+8% vs 1T20). Com uma margem de 33,7%, esperamos que o EBITDA chegue a R$ 46,9 milhões (+10% acima do 1T20). Por fim e em linha com nosso cenário otimista, acreditamos que a Mills irá entregar R$ 6,7 milhões de lucro líquido (vs -R$ 1M no 1T20). Reiteramos nossa recomendação de Compra com preço-alvo de R$ 8,2 por ação.

Priner (PRNR3) – Compra

Esperamos um trimestre negativo para a Priner devido principalmente a uma compressão nas margens da companhia após o aumento dos casos de Covid-19 pelo país e maiores restrições em cidades importantes para a companhia. Apesar de esperarmos um crescimento da receita líquida para o trimestre (+10,6% vs 1T20), como a Priner depende de mão-de-obra para realizar os serviços de manutenção industrial, as maiores restrições devem pressionar a linha de custos (+20,7% vs 1T20) e, consequentemente, a margem EBITDA da companhia (3,3% vs 10,8% no 1T20). Por fim, a Priner deverá mostrar um prejuízo líquido de R$ 3 milhões, abaixo dos R$ 4 milhões de lucro líquido reportados no mesmo período do ano anterior. Apesar do momento adverso, reiteramos nossa visão de longo prazo para o papel com recomendação de Compra e preço-alvo em R$ 13,4 por ação.


Tecnologia

Locaweb (LWSA3) – Compra

Esperamos que a empresa continue apresentando fortes resultados, com um crescimento de receita líquida de +48% A/A, principalmente impulsionados pela operação de commerce e crescimento inorgânico com as aquisições recentes. Ainda esperamos ver aceleração nas adições líquidas de clientes na plataforma, dada (i) a tendência de digitalização atual e (ii) fechamentos de lojas no final do trimestre devido a restrições na quarentena. Em relação à rentabilidade, esperamos uma queda na margem EBITDA de 0,9p.p. em relação ao ano anterior, uma vez que as aquisições feitas pela empresa impactaram negativamente o EBITDA consolidado (conforme a empresa menciona, geralmente as empresas adquiridas têm 0% margem EBITDA). Por fim, esperamos prejuízo líquido de R$ 3 milhões.


Varejo

Ecommerce

Enjoei (ENJU3) – Compra

A Enjoei já reportou fortes dados preliminares do 1T (link), com um GMV de R$ 172 milhões, +104% a/a (vs. +95% no 4T e +83% em 2020), mesmo em meio um trimestre desafiador, especialmente para a categoria de vestuário. Estimamos uma receita líquida de R$ 27 milhões, +72% a/a, e uma taxa de comissão média de 18,8%, -3,3 p.p a/a. Em termos de rentabilidade, esperamos que a margem bruta caia 7,8 p.p vs. o trimestre anterior, reflexo da expansão da política de frete grátis. Por fim, estimamos um EBITDA negativo de R$ 5 milhões (vs. -R$ 19 milhões no 4T), com um lucro líquido próximo ao equilíbrio (breakeven).

Magazine Luiza (MGLU3) – Neutro

Em nossa visão, a Magazine Luiza será o destaque do trimestre no segmento de ecommerce. Estimamos um crescimento de 60% a/a do GMV total (vs. +66% no 4T20), impulsionado pelo GMV online (+111% a/a), dado que o ecommerce permaneceu resiliente no início do ano e se beneficiou do aumento das restrições em março. Esperamos que o crescimento tanto do 1P quanto do 3P permaneça forte, em +110% e +115% a/a, respectivamente. Quanto às lojas físicas, apesar do cenário desafiador principalmente no mês de março, estimamos receitas estáveis a/a e uma queda de 3,2% de vendas mesmas lojas (vs. +10,9% no 4T). Em termos de rentabilidade, a margem bruta deve registrar queda de 1,5 p.p a/a, reflexo da maior representatividade do canal online, o que contribuirá para uma pressão de 180bps na margem EBITDA. Por fim, esperamos um lucro líquido de R$ 39 milhões, -23% a/a.

Mosaico (MOSI3) – Compra

Esperando mais um trimestre desafiador, dado que os preços das principais categorias que a Mosaico atua (eletrônicos e smartphones) permanecem elevados, prejudicando a conversão de vendas. Como resultado, a receita líquida deve crescer 23%, vs. 29,5% no 4T. Quanto à rentabilidade, estimamos uma pressão no EBITDA para 12,4% (vs. 38% no 1T20), reflexo do aumento de promoções, maiores investimentos em marketing e contratação de funcionários. Por fim, esperamos um lucro líquido de R$ 5 milhões. Destacamos que apesar de um trimestre mais fraco, a cia. vai começar a oferecer cashback no segundo trimestre, e os consumidores devem se acostumar com um novo patamar de preços para as principais categorias da empresa. Neste sentido, esperamos melhores resultados no 2º trimestre.

Via Varejo (VVAR3) – Neutro

A Via Varejo deve reportar um crescimento do GMV total de 23% a/a, impulsionado principalmente pelo crescimento de 109% a/a do GMV online. Estimamos um crescimento de +106% a/a para o GMV do canal 1P e de 120% para o 3P, vs. +112% e +84% reportados no 4T, respectivamente. Destacamos que a empresa acelerou a adição de novos sellers à plataforma e zerou a cobrança de comissão para vendedores com vendas mensais abaixo de R$ 50 mil, o que pode explicar a aceleração do crescimento do canal 3P. A performance das lojas físicas deve permanecer fraca, com queda de 9% a/a de vendas mesmas lojas, apesar da base de comparação relativamente fraca (-8% no 1T20). Quanto a rentabilidade, esperamos que a margem EBITDA Ajustada caia 2,4 p.p a/a, apesar do impacto positivo de 1 p.p na margem bruta devido a um benefício fiscal. Por fim, projetamos um lucro líquido de R$70 milhões.

Westwing (WEST3) – Compra

Esperamos um sólido trimestre para a Westwing, com um crescimento de 92% a/a do GMV e de 79% a/a de receita líquida. A empresa continua se beneficiando da tendência “fique em casa” e da mudança de comportamento dos consumidores, que agora investem mais na decoração de suas casas. Além disso, categorias lifestyle devem continuar contribuindo para o aumento da recorrência de compra na plataforma, enquanto o aumento das restrições podem ter beneficiado a empresa, que surge como uma alternativa para as compras em shoppings. Como destacado durante o call de resultados do 4T, esperamos que uma melhora de margem bruta na comparação trimestral, mas uma queda de 2 p.p a/a, devido a um ambiente mais promocional. Estimamos um EBITDA negativo de R$4 milhões. Por fim, projetamos um prejuízo líquido de R$41 milhões, negativamente impactado por despesas não recorrentes relacionadas ao IPO da companhia.

Farmácias

d1000 (DMVF3) – Compra

A d1000 deve divulgar mais um trimestre de resultados fracos, com uma queda de 7% na receita bruta, abaixo do que seus concorrentes, devido à maior exposição às lojas de shoppings, mais impactadas pelas restrições à circulação de pessoas impostas durante o início do ano. Quanto à rentabilidade, esperamos que a margem bruta permaneça próxima de 30%, enquanto a margem EBITDA deve ser pressionada por menor alavancagem operacional. Por fim, projetamos um prejuízo líquido de R$ 9 milhões.

Pague Menos (PGMN3) – Compra

Acreditamos que a Pague Menos será o destaque no segmento de farmácias. Estimamos um sólido crescimento de +8% a/a de vendas mesmas lojas (+7,4% para lojas maduras), levando a um crescimento de +6% da receita bruta apesar do fechamento de lojas vs. 1T20, do cenário desafiador do trimestre e uma forte base de comparação (estocagem dos consumidores no 1T20). Em termos de rentabilidade, estimamos uma expansão da margem bruta para 29,8% (+1 p.p a/a) e um aumento de 1,5 p.p na margem EBITDA, para 5,2%, refletindo as iniciativas de reestruturação interna. Por fim, projetamos um lucro líquido de R$ 33 milhões, vs. R$ 9 milhões no 1T20.

Resultados já divulgados – clique aqui para ver o relatório com a análise completa.

RD (RADL3) – Neutro

Esperamos sólidos resultados, com um crescimento de +8,2% a/a de vendas mesmas lojas (+3,3% de lojas maduras), levando a um crescimento de +15,3% da receita bruta, mesmo em meio a um cenário desafiador e uma forte base de comparações (movimento de estocagem dos consumidores em março/2020). Em termos de rentabilidade, estimamos uma queda de 0,3 p.p na margem bruta devido às iniciativas promocionais e aumento da representatividade do canal digital, enquanto a margem EBITDA (ex-IFRS) deve ser pressionada (-0,7 p.p a/a) devido a maiores investimentos no marketplace e iniciativas de hub de saúde. 

Supermercados

Assaí (ASAI3) – Compra

Esperamos outro trimestre de resultados sólidos, com crescimento de receita e ganhos de participação de mercado. Estimamos a receita líquida em R$ 9,8bn, aumento de 25% A/A, com Vendas mesmas Lojas (SSS) crescendo 10,4%, vs. +19,6% no 4º trimestre de 2020 (4T20). A desaceleração é explicada principalmente por uma forte base de comparação, dada a ausência de carnaval em 2021 e a dinâmica de estocagem pelos consumidores vista em março de 2020, além de restrições mais severas da Covid-19 ao longo do 1T21. No entanto, esperamos que a companhia entregue expansão da margem EBITDA Ajustado de ~0,9p.p. A/A, em 6,5% por alavancagem operacional. Por fim, estimamos um lucro líquido de R$ 215mn, que se compara à R$ 98mn no 1T20.

Resultados já divulgados – clique aqui para ver o relatório com a análise completa.

Carrefour (CRFB3) – Neutro

O Carrefour reportou a sua prévia de vendas do 1T21 no dia 19/abr (link). Os resultados foram sólidos, apesar do ambiente desafiador no primeiro trimestre, com o aumento das restrições da Covid-19, a ausência do Carnaval e um dia a menos em fevereiro. Esperamos que o atacarejo (Atacadão) continue como o destaque, com Vendas mesmas Lojas (SSS) crescendo 12,9% A/A e margem EBITDA estável em 7,1%, enquanto a operação de Varejo apresentou um SSS de 8,2% A/A e margem EBITDA de 6,4% (+ 1,7p.p. A/A). Em relação ao Banco CSF, nossas estimativas são de vendas ligeiramente pressionadas (-3,5% A/A), embora com uma contribuição positiva de R$ 159 milhões para o EBITDA consolidado. Por fim, esperamos um lucro líquido consolidado de R$ 475 milhões (+ 31% A/A).

Grupo Mateus (GMAT3) – Compra

Esperamos ver números fortes no trimestre, apesar das expectativas do mercado de que os resultados da companhia deveriam se mostrar pressionados pela ausência do auxílio emergencial no período. Estimamos que as vendas cresçam 27% A/A, com Vendas Mesmas Lojas (SSS) crescendo +10% A/A, com destaque para o Eletro Mateus (SSS +30,6 A/A). Quanto à rentabilidade, esperamos que a margem bruta venha pressionada (-1,5p.p. A/A) devido à forte queda de alguns produtos commoditizados no trimestre. O EBITDA deve ser de R$ 191 milhões segundo nossas projeções, com margem EBITDA de 6,2%. Por fim, estimamos um lucro líquido de R$ 143 milhões, o que representaria um aumento de 76% A/A.

Pão de Açúcar (PCAR3) – Neutro

Esperamos um trimestre de resultados sólidos, embora desacelerando em relação ao quarto trimestre de 2020 (4T20), devido ao aumento das restrições da Covid-19. Para o GPA Brasil, estimamos Vendas mesmas Lojas (SSS) de 3,5% A/A, vs. +11,5% no 4T20, com receita líquida de R$ 6,6bi (-2% A/A) e margem EBITDA de 7,8% (+0,6 A/A). Em relação ao Éxito, esperamos ver uma dinâmica semelhante de receita líquida e rentabilidade, com receita líquida de R$ 5,3bn (+4% A/A) e uma margem EBITDA de 7,1% (+1,4p.p. A/A). Por fim, estimamos o lucro líquido consolidado em R$ 5 milhões, comparado com R$ 75 milhões no 1T20.

Resultados já divulgados – clique aqui para ver o relatório com a análise completa.

Vestuário e Joias

C&A (CEAB3) – Compra

A C&A deve registrar resultados fracos no trimestre, com Vendas mesmas Lojas (SSS) negativo em -25% A/A, dadas as maiores restrições da Covid-19, além de uma confiança do consumidor mais fragilizada. Embora o canal online deva permanecer com um desempenho sólido, ele não é suficiente para compensar o impacto negativo do varejo físico. Com isso, esperamos que a receita líquida apresente queda de -24,5% A/A, enquanto o EBITDA deve ficar negativo, em -R$ 117 milhões, dada a pressão em margem bruta que estimamos em -4,0% A/A na operação de varejo físico) juntamente com uma desalavancagem operacional. Por fim, estimamos um prejuízo líquido consolidado de R$ 108 milhões, que se comparam com -R$ 46 milhões no 1T20.

Grupo Soma (SOMA3) – Compra

Vemos o Grupo Soma como o destaque positivo no segmento de vestuário, uma vez que a performance do canal de atacado deve seguir forte, a performance do varejo deve seguir resiliente suportada pelo canal digital, a Farm Global deve se beneficiar da forte recuperação econômica nos EUA e com a incorporação da ByNV a partir de março. Dessa forma, estimamos um crescimento de receita de 15% A/A com uma forte expansão de margem bruta de 5,5p.p. A/A por conta de uma boa gestão de estoques. Finalmente, estimamos um EBITDA Ajustado de R$16 milhões (+144% A/A), com margem EBITDA de 4,8% (+2,5p.p. A/A), e um lucro líquido de R$ 7 milhões.

Lojas Renner (LREN3) – Neutro

Esperamos ver resultados fracos, devido ao aumento das restrições da Covid-19 e um ambiente mais promocional, principalmente em março, após os decretos estaduais de emergência em várias capitais brasileiras. Estimamos Vendas mesmas lojas (SSS) em queda de -9,6% A/A, levando a uma retração de -15,5% A/A de receita líquida, enquanto a margem bruta deve cair -0,69p.p. A/A. Com isso, estimamos um EBITDA negativo para a operação de varejo físico em -R$ 80mn (vs. +R$ 86mn no 1T20). Quanto à Realize (serviços financeiros), esperamos ver a receita líquidas ainda pressionada (-45% A/A) mas com uma contribuição positiva para o EBITDA de R$ 28mn. Assim, estimamos um EBITDA Ajustado (ex-IFRS) negativo em R$ -52mn (vs. R$ 106mn no 1T20), dada a menor alavancagem operacional, com nenhum desconto em despesas de aluguel e folha de pagamento como foi visto na primeira onda da Covid-19. Por fim, estimamos um prejuízo líquido de R$ 79mn.

Vivara (VIVA3) – Compra

A Vivara deve se destacar mais uma vez das demais companhias em nossa cobertura de vestuário e acessórios, uma vez que ela deve apresentar um crescimento de receita de +5,5% A/A, apesar do cenário mais desafiador no trimestre. Além disso, esperamos que as Vendas mesmas Lojas (SSS) apresentem ligeira queda em -1,3% A/A (vs. -7,4% no 1T20), enquanto a margem bruta deve ser levemente pressionada em -0,8p.p. A/A, fechando o período em 65,6%, devido a custos pontuais de processamento mais elevados com o processo de integração da produção da marca Life, além de mais “Semanas do ouro” que o normal, nas quais a empresa aceita produtos usados de ouro de clientes como parte de pagamento e processa os itens para virarem estoques futuramente novas peças. Como resultado, estimamos um EBITDA Ajustado (ex-IFRS) de R$ 10mn, com margem caindo -9,7p.p. A/A, dado que a empresa não se beneficiou de descontos de aluguel ou folha de pagamento como os vistos na primeira onda da Covid-19. Por fim, esperamos que o lucro líquido fique próximo ao equilíbrio (breakeven).


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