Análise Fundamentalista - Ações CMIN3

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Vale a pena investir nas ações da CMIN3?

Temos recomendação de Compra para a CSN Mineração e preço-alvo de R$7,8/ação para o final de 2022. O principal pilar da nossa tese de investimentos em CMIN é o forte crescimento da produção nos próximos anos, atingindo 60 milhões de toneladas em 2024 e ~90 milhões de toneladas em 2030. No nosso modelo, consideramos alguns dos projetos de expansão que a companhia planeja executar gradativamente ao longo dos próximos 13 anos, como (i) os projetos de expansão da Planta Central, (ii) projetos de recuperação de rejeitos das barragens, (iii) projetos de Itabirito e (iv) projetos de expansão do TECAR.. Adicionalmente, apesar da forte queda dos preços de minério de ferro, ainda acreditamos que a companhia seja uma forte geradora de caixa, mesmo considerando os patamares atuais. Por fim, em termos de valuation, vemos a CMIN negociando a um múltiplo EV/EBITDA atrativos e significativamente abaixo dos seus pares australianos, e esperamos que essa diferença reduza adiante, frente a distribuição de dividendos diante da forte geração de caixa, melhores práticas ambientais, sociais e de governança.

Quais os principais riscos de investir nas ações de CMIN3

Os principais riscos associados à CMIN são aqueles relacionados à recuperação da demanda na China. Mesmo que a crise energética na China tenha começado a diminuir e as restrições à produção de aço também estejam sendo reduzidas gradualmente, a demanda poderá não se recuperar completamente conforme os projetos de construção chegam à conclusão e o pipeline de novos projetos diminui. O governo chinês vem tentando equilibrar a contenção das especulações excessivas no setor imobiliário sem gerar desaceleração demasiada do PIB, mas poderá fracassar, resultando em um pouso forçado.

Como a CMIN está posicionada no tema ESG?

O setor de mineração é altamente sensível do ponto de vista ESG e está cada vez mais exposto a esses riscos, incluindo preocupações com emissões, uso de água, desmatamento e relações com a comunidade. Para este setor, vemos o pilar Ambiental como o fator mais importante na análise, seguido pelo Social Governança, respectivamente.

Em nossa visão, com a pressão crescente para que as mineradoras sejam empresas responsáveis na perspectiva ESG, elas precisam ser ambiciosas e realistas sobre o que de fato podem oferecer e construir tendo em vista uma estratégia ESG que funcione para seus negócios. Com vários fatores empurrando e puxando as mineradoras a se engajarem mais nessa agenda, quando falamos da CSN Mineração (CMIN), é importante ressaltar que a companhia faz parte de um setor muito sensível no que se refere ao pilar E. Apesar de reconhecermos positivamente os esforços da CMIN para minimizar os impactos adversos de suas operações de mineração no meio ambiente, ainda vemos riscos neste pilar que são importantes de serem monitorados olhando para frente. Na frente S, apesar de vermos espaço para mais melhorias, apreciamos as iniciativas da empresa, com destaque para os programas educacionais com as comunidades locais. Por fim, no pilar G, destacamos que é importante ficar de olho na governança da CMIN, considerando que o Grupo CSN é o acionista controlador da empresa e, no caso de um cenário adverso para a siderúrgica, isso pode trazer desafios à mineradora, além de vermos espaço para melhorias tanto em termos da independência quanto diversidade no que se refere ao Conselho de Administração da empresa.

Clique aqui para acessar o relatório completo sobre a visão ESG da CMIN

Quem é a CSN Mineração?

A CSN Mineração é a segunda maior exportadora de minério de ferro do Brasil e está entre as cinco mais competitivas do mercado transoceânico, tendo como principal acionista fundadora a Companhia Siderúrgica Nacional (CSNA3). As principais atribuições da CSN Mineração consistem principalmente na exploração das atividades de mineração de minério de ferro e na exploração da infraestrutura de transporte portuário.

Enquanto a CSN foi fundada há mais de 80 anos, a CMIN só foi fundada em 2015, como resultado da aliança estratégica entre a CSN e o Consórcio Asiático formado pela ITOCHU Corporation, JFE Steel Corporation, POSCO, Kobe Steel, Ltd., Nisshin Steel Co., Ltd. e China Steel Corp.

A CSN Mineração possui uma operação integrada, com ativos de alto valor, que permite grande eficiência no setor, com um posicionamento de destaque em custo e qualidade. Entre os principais ativos da companhia, destacamos as minas de Casa de Pedra e do Engenho, o complexo de beneficiamento do Pires, participação na ferrovia MRS o terminal cativo para exportação de minério de ferro no Porto de Itaguaí (TECAR). Confira abaixo um resumo de cada um desses ativos:

  • Casa de Pedra (CdP) é a operação de mineração de ferro mais antiga do Brasil e a segunda maior em capacidade. Estima-se que a mina tenha mais de 6 bilhões de toneladas de recursos e 3 bilhões de toneladas em reservas. A mina atualmente tem uma capacidade de produção de aproximadamente 32 milhões de toneladas por ano.
  • Engenho & Pires é uma mina a céu aberto localizada perto de Casa de Pedra e possui reservas estimadas em 300 milhões de toneladas de minério.
  • MRS é uma concessionária ferroviária que opera mais de 160 milhões de toneladas por ano através de MG, RJ e SP e conecta CdP ao TECAR. A CSN Mineração detém 18,63% de participação no grupo de controle. A MRS transporta quase 20% de todas as mercadorias exportadas no Brasil.
  • Por fim, o TECAR é um terminal premium administrado pela CSN Mineração e possui logística integrada com as ferrovias da MRS, localizada no Rio de Janeiro. Atualmente, o porto tem capacidade de exportação anual de 45 milhões de toneladas por ano de minério de ferro. Nos últimos anos, o TECAR embarcou 30 milhões de toneladas de minério de ferro por ano, em média, representando ~ 60% do total de minério de ferro embarcado no porto (em 2019, o TECAR representou mais de 85% do volume total embarcado devido ao acidente da Vale em Brumadinho). Os direitos de concessão vão até 2022 e são renovados até 2047.

Em janeiro de 2021, a empresa concluiu sua listagem no nível 2 da B3 com o ticker CMIN3, levantando cerca de R$ 1,37 bilhão, em sua oferta primária.

Para mais detalhes sobre a companhia, acesse o site de relação com investidores da empresa aqui.

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