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Reserva de emergência: o que é e como criar a sua?

A reserva de emergência é um valor guardado periodicamente para lidar com imprevistos. Saiba como calcular o valor ideal e como fazer uma para facilitar sua gestão financeira de forma inteligente.

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Reserva de emergência: o que é e como criar a sua?

Sabe aquele dinheiro guardado que pode te ajudar a atravessar um período de dificuldades financeiras sem comprometer seu padrão de vida? Essa é a chamada reserva de emergência, também conhecida como reserva financeira.

Imprevistos acontecem: uma despesa médica, perda do emprego, conserto urgente no carro ou na casa. E quando isso ocorre, ter uma reserva financeira pode te ajudar a não sentir tanto os impactos.

No Brasil, a educação financeira ainda não é tão difundida, por isso milhões de brasileiros continuam sofrendo para pagar contas. Uma pesquisa da FEBRABAN revela que 29% dos brasileiros afirmam não ter condições financeiras de poupar ou investir.

Quando não se tem uma reserva de emergência, tanto o presente quanto o futuro podem ficar comprometidos. Assim, ter uma reserva é considerada a base de qualquer planejamento financeiro.

Neste conteúdo, você vai entender o que é uma reserva de emergência, por que ela é importante, como definir o valor ideal e onde investir para ter mais segurança. Boa leitura!

O que é uma reserva de emergência?

A reserva de emergência é um dinheiro que você separa aos poucos para usar em situações inesperadas. Ela funciona como uma rede de proteção financeira para momentos difíceis, ajudando você a lidar com imprevistos sem precisar fazer dívidas ou comprometer seu orçamento doméstico.

Por que montar uma reserva de emergência?

Montar uma reserva financeira é importante para qualquer pessoa que queira ter segurança no futuro e organizar as contas, independentemente da renda. Uma boa reserva de emergência pode ajudar:

  • Evitar dívidas;
  • Manter o orçamento doméstico equilibrado;
  • Ter mais segurança e tranquilidade diante de mudanças;
  • Reduzir a dependência de cartão de crédito.

A regra de ouro aqui é: antes de pensar em fazer o dinheiro render mais, o primeiro passo é criar uma proteção financeira para os momentos de emergência. Mais adiante, vamos falar sobre os lugares mais indicados para guardar esse dinheiro.

Qual é o valor ideal da reserva de emergência?

Não existe um valor que funcione para todo mundo. Isso porque cada pessoa tem uma realidade financeira, despesas e responsabilidades diferentes. A recomendação mais comum é acumular entre 6 a 12 meses dos seus custos fixos mensais. Dependendo da situação familiar e dos seus planos, pode fazer sentido ter uma reserva maior.

Vamos a um exemplo prático: supondo que você precise de R$ 2 mil ao mês para se manter com conforto. Se a sua meta for ter uma reserva equivalente a seis meses de gastos, você precisará acumular R$ 12 mil.

Vale lembrar que o número de meses considerado “essencial” e quanto é destinado a cada despesa são decisões particulares. Sendo assim, o valor varia caso a caso.

No exemplo a seguir, usaremos as despesas essenciais de Pedro e Ana:

 Imagem de dois exemplos hipotéticos das despesas adicionais de Ana e Pedro

Considerando uma reserva de emergência de seis meses, Pedro deveria acumular pelo menos R$ 9.540 e Ana precisaria formar uma reserva mínima de R$ 33.000.

Quanto devo guardar por mês para reserva de emergência?

Não existe uma quantia mínima obrigatória. O valor que você vai guardar depende da sua realidade financeira e do quanto consegue separar do orçamento todos os meses.

Se a recolocação profissional no seu caso for mais difícil, sua reserva financeira precisa ser maior. No caso de profissionais que possuem estabilidade, como servidores públicos, que possuem maior previsibilidade de manter a renda, a reserva pode ser menor.

No caso de uma parte da remuneração ser variável, é preciso ter uma reserva maior, a fim de garantir a cobertura em caso de variações drásticas nos rendimentos. Neste cenário, pense sempre em poupar mais para se proteger em momentos de instabilidade.

Como fazer uma reserva de emergência?

Confira o passo a passo para entender como fazer reserva de emergência:

1. Organize as suas finanças

O primeiro passo é entender exatamente quanto dinheiro entra e quanto sai todos os meses. Coloque na ponta do lápis os gastos essenciais, como aluguel, energia e os gastos variáveis, como lazer e cartão de crédito.

Quando você conhece bem os seus gastos, fica mais fácil ver onde economizar e quanto pode separar para construir a sua reserva. E essa conta vale tanto para o seu plano pessoal quanto para os custos familiares.

2. Defina uma meta de valor para poupar todo mês

Sua meta precisa fazer sentido para a sua realidade e estar de acordo com as contas que você fez e do que vai sobrar de dinheiro. Esse passo também ajuda a identificar o quanto você pode poupar e qual é o prazo estimado para atingir a meta.

3. Aplique seu dinheiro

Depois de definir quanto pretende guardar, você pode escolher um lugar seguro e de fácil acesso para deixar esse dinheiro.

Não precisa acumular toda a reserva de emergência de uma vez. O importante é conseguir fazer aportes recorrentes e construir sua reserva aos poucos.

Com a XP, você pode programar aplicações recorrentes, deixando o ato de aplicar dinheiro mais simples e consistente. Além disso, você pode contar com o apoio de um assessor de investimentos para identificar as melhores oportunidades do mercado alinhadas às suas metas.

Como escolher investimentos para reserva de emergência?

Na escolha de investimentos para reserva de emergência, você deve considerar três características principais:

Liquidez

A liquidez dos investimentos é a facilidade de acessar o seu dinheiro quando precisar. Como uma emergência pode acontecer a qualquer momento, a reserva deve ficar em aplicações que permitam um resgate rápido.

Portanto, na hora de escolher os investimentos para reserva de emergência, opte pelos que tenham alta liquidez. Se você já investe com a XP, conheça o Resgate Express, um fundo que oferece liquidez imediata nos seus investimentos.

Risco

Outro fator importante é o risco do investimento. No caso da reserva de emergência, como esse dinheiro pode ser necessário em uma situação delicada, o ideal é priorizar opções que ofereçam mais segurança e menor chance de perdas.

Previsibilidade

Além disso, também é importante saber que o dinheiro estará disponível e preservado quando você precisar dele. Assim você consegue saber quanto deve investir e o tempo necessário que o dinheiro deve ficar investido para ter uma reserva de emergência de acordo com os seus gastos.

Você pode investir em renda fixa ao invés da poupança. Através da XP, você tem acesso a mais de 80 opções seguras de Renda fixa para seu dinheiro render mais.

Qual é o melhor investimento para reserva de emergência?

Não existe uma opção ideal para todas as pessoas. Em geral, o melhor investimento para a reserva de emergência é aquele que combina segurança, possibilidade de resgate rápido e baixa oscilação.

Isso significa priorizar aplicações de baixo risco que permitam resgatar o dinheiro rapidamente em caso de necessidade.

É importante lembrar que a reserva de emergência não tem como objetivo buscar a maior rentabilidade possível, mas sim garantir os recursos disponíveis e protegidos para lidar com imprevistos financeiros.

Antes de começar a investir, entenda as taxas do mercado.

Onde investir a reserva de emergência?

Confira algumas opções de investimentos para reserva de emergência:

Tesouro Direto Selic

O Tesouro Selic é um título público de renda fixa emitido pelo Tesouro Nacional, com rendimento atrelado à taxa básica de juros (Selic). Os recursos desse tipo de título estão disponíveis para saque diariamente, saindo na conta do investidor no dia seguinte (D+1).

O Tesouro Selic rende 100% da taxa Selic e todos os dias o investidor pode observar um incremento no investimento, não apenas em uma data específica. Assim, não há risco da aplicação valer menos do que o esperado caso seja resgatada antes do vencimento.

Fundos de Renda Fixa Referenciados DI

Outra opção interessante é investir em fundos de investimento referenciados DI, com prazos de resgate no mesmo dia ou no dia útil seguinte. Esses fundos rendem próximos ao CDI e investem, pelo menos, 80% do dinheiro, em títulos de renda fixa, como o Tesouro Direto.

Esse tipo de investimento conta com um gestor profissional, uma pessoa queentende como o mercado financeiro funciona para alocar o seu dinheiro. Se você não tem tempo ou não quer fazer um acompanhamento próximo, nesse tipo de investimento saberá que seu dinheiro estará em boas mãos.

Um ponto de atenção é que esse investimento não possui a garantia do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), ou seja, caso o emissor dos títulos quebre, você pode não receber o dinheiro de volta. Por isso, é importante escolher emissores com a nota de rating alta.

CDB com liquidez diária

O CDB com liquidez diária também é um bom investimento, pois pode trazer retornos previsíveis. Geralmente, esses CDBs rendem em torno de 100% do CDI.

Além disso, o CDB é um investimento de alta liquidez e com proteção do FGC. Ou seja, se o emissor do título quebrar, o FGC garante a devolução de até R$ 250 mil investidos por pessoa física ou jurídica.

Mesmo com essa proteção, atente-se ao risco do banco emissor e busque por instituições que apresentem baixo risco. É possível saber essa informação olhando a classificação de risco (rating) ao escolher. Quanto maior o rating, mais baixo o risco.

LCI e LCA com liquidez diária

A Letra de Crédito Imobiliária (LCI) e a Letra de Crédito do Agronegócio (LCA) são títulos de renda fixa emitidos pelo setor bancário. Os pontos positivos desse investimento são:

Apesar de a rentabilidade não ser um dos pontos importantes para a reserva, é interessante que o rendimento seja pelo menos de 100% da taxa Selic.

E aqui vale a mesma dica dos CDBs: para a reserva de emergência, procure bancos de baixo risco.

Confira na tabela a seguir um resumo de onde investir para a reserva de emergência:

InvestimentoRentabilidadeLiquidezProteçãoPrincipais vantagens
Tesouro Selic100% da SelicD+1Garantia do Tesouro NacionalSegurança, baixo risco e previsibilidade.
Fundos DIAtrelada ao CDID+0 ou D+1Não possui FGCGestão profissional e facilidade de acesso.
CDBs com liquidez diáriaPróximo a 100% do CDID+0FGC até R$ 250 milSegurança, rentabilidade previsível e resgate rápido.
LCI e LCA com liquidez diáriaVaria conforme a instituiçãoD+0FGC até R$ 250 milIsenção de IR e facilidade de resgate.

Por que não guardar dinheiro da reserva de emergência na poupança?

Guardar dinheiro na poupança ainda é uma das alternativas mais conhecidas pelos brasileiros, e muitas pessoas pensam nela quando decidem começar uma reserva de emergência. No entanto, não sabem que ao fazer essa escolha estão perdendo boas oportunidades.

A poupança não tem um rendimento fixo. O quanto ela rende muda de acordo com os juros da economia brasileira. Além disso, ela só rende uma vez ao mês, na data de aniversário.

Caso você precise do dinheiro antes dessa data, ele perde a remuneração de todo o período entre os dois aniversários. Portanto, ao escolher essa aplicação, você pode deixar de ganhar maior rentabilidade.

Dicas para fazer uma boa reserva de emergência

Mulher sorrindo enquanto usa notebook em uma mesa com caderno aberto e caneca, pesquisando dicas para fazer uma boa reserva de emergência.

Confira algumas dicas de como conseguir guardar dinheiro para fazer uma boa reserva de emergência:

Faça um planejamento financeiro

O planejamento financeiro vai te ajudar a tomar decisões e a usar ferramentas de gestão do dinheiro. Isso porque alcançar os seus objetivos fica muito mais fácil quando você usa de forma inteligente as ferramentas disponíveis e tem cuidado com o seu dinheiro.

Organizar suas finanças precisa ser uma atividade contínua. Caso prefira registrar receitas e despesas detalhadamente, lembre-se de separar as contas fixas das variáveis. Para isso, busque equilibrar o dinheiro que entra e o que sai, ajustando sempre as contas e avaliando a negociação de dívidas que possam aparecer.

Caso o planejamento esteja inadequado ao seu atual ganho, avalie a possibilidade de conseguir renda extra para dar mais tranquilidade e segurança financeira.

Poupe aos poucos

Não é preciso fazer a aplicação do valor total de uma única vez. Você pode poupar aos poucos de acordo com o valor que estabeleceu no seu planejamento.

Ao fazer essas aplicações, você estará investindo com rentabilidade, mas também podendo resgatar o dinheiro em caso de necessidade.

Vale destacar também que a reserva financeira deve ser usada em casos extremos, como:

  • Custos médicos não cobertos pelo plano de saúde;
  • Consertos no carro ou casa, se houver algum tipo de acidente;
  • Manutenção de aparelhos eletrônicos que não possuem seguro.

Tenha autocontrole

Como já falamos, é preciso ter foco e paciência para organizar suas finanças. Para isso, você pode:

  1. Estabelecer um valor que deseja poupar mensalmente e separar o valor logo no começo do mês;
  2. Se achar mais fácil, você pode definir uma meta de gastos semanais e poupar o que sobrar com o dinheiro separado no começo do mês;
  3. Fique de olho nos gastos parcelados em financiamentos, empréstimos e cartões de crédito. Hoje em dia existem aplicativos que podem te ajudar a se atentar aos valores que precisam ser pagos;
  4. Procure guardar dinheiro para conseguir mais descontos à vista, evitando compras a prazo que podem te levar a contrair dívidas.

A emergência e a necessidade do dinheiro são estabelecidas por você, então é importante ter autocontrole e paciência para não gastar. Afinal de contas, não adianta nada poupar sua reserva de emergência e gastar com bens ou serviços supérfluos.

Reserve parte do 13º salário

Todo começo de ano é a mesma coisa. Depois das festas, chegam as contas como IPVA, IPTU, lista de compra de materiais escolares das crianças, taxas de matrículas, entre outras.

Se você recebe 13º salário, reserve uma parte para pagar essas contas e se beneficiar dos eventuais descontos. Na maioria dos estados brasileiros, o percentual de desconto é maior ao rendimento das suas aplicações financeiras. Então vale a pena resgatar o dinheiro para quitar tudo de uma vez.

Conclusão

A reserva de emergência deve ser investida em opções que ofereçam mais segurança ao seu dinheiro. Mas isso não significa que você precisa deixar o seu dinheiro no banco, que geralmente oferece opções com menor rentabilidade.

Na XP, você encontra produtos com opções de liquidez e rentabilidade para investir seu dinheiro com mais segurança.

Com o simulador XP, você cuida melhor do seu dinheiro. Simule e invista de acordo com o seu perfil!

Perguntas frequentes sobre reserva de emergência

Quanto devo guardar do meu salário por mês?

O valor depende da sua realidade financeira e dos seus objetivos. Uma recomendação é começar separando uma parte do salário, mesmo que pequena, logo no começo do mês. O mais importante é manter a consistência ao longo do tempo.

Quanto devo ter na reserva de emergência?

Em geral, recomenda-se entre 6 e 12 meses das suas despesas essenciais. O valor ideal depende da estabilidade da sua renda e do seu estilo de vida.

Quem precisa de uma reserva financeira?

Toda pessoa precisa de uma reserva de emergência, independente da renda ou do perfil de investidor. Isso inclui quem tem renda fixa, autônomos, profissionais PJ e até investidores mais experientes.

Onde devo deixar o dinheiro da reserva de emergência?

Você deve deixar o dinheiro da reserva de emergência em investimentos seguros, como Tesouro Selic, CDBs com liquidez diária ou fundos DI, que possuem resgate rápido.

Posso investir minha reserva em ações ou criptomoedas?

Não é recomendado, pois investimentos como ações e criptomoedas podem sofrer fortes oscilações de preço em curtos períodos. Isso significa que, no momento em que você precisar usar o dinheiro, ele pode estar valendo menos do que o esperado.

Em quanto tempo consigo montar uma reserva de emergência?

O tempo para montar uma reserva de emergência varia de acordo com a sua renda, seus gastos e o quanto você consegue poupar por mês. Por isso, o prazo pode ir de alguns meses até alguns anos, dependendo do valor total necessário e da sua capacidade de investimento.

Qual a diferença entre reserva de emergência e investimento?

A reserva de emergência é um valor separado para situações inesperadas, como perda de renda, despesas médicas ou consertos urgentes. Já os investimentos têm como objetivo fazer o patrimônio crescer ao longo do tempo, assumindo diferentes níveis de risco e prazos, dependendo da estratégia.

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