Guia completo sobre Fundos de Investimento: Entenda como aplicar e o que fazer

Tudo o que você precisa saber para investir em Fundos de Investimento, as principais estratégias e como aplicar nesses ativos


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Você sabia que, segundo a ANBIMA , no Brasil existem quase 15 milFundos de Investimento?

E que a estrutura de mercado de fundos no Brasil é uma das mais seguras e sofisticadas do mundo? E que já são quase 4 milhões de pessoas físicas que investem seu dinheiro através de fundos ?

Na teoria, osFundos de Investimento são uma das aplicações mais simples de se entender e fáceis para investir. É assim porque, basicamente, você delega o seu dinheiro para especialistas cuidarem dele.

Justamente por deixar o suado dinheiro com terceiros que é preciso saber muito bem quem são essas pessoas e qual a estratégia que será usada para o fundo escolhido. Por isso, na teoria os fundos de investimento são fáceis, mas, na prática, não é bem assim.

Neste guia completo com tudo Fundos de Investimentos, além dos conceitos básicos e estratégias, vamos nos ater àsestratégias para investir em fundos.

Isso porque acreditamos que todos os investidores devem saber identificar as oportunidades e entender se isso condiz com o perfil de investimento. Para isso, vamos mostrar os principais tipos de fundo e explicar cada estratégia possível:

O que são os Fundos de Investimento?

Como funcionam os Fundos de Investimento? Público-Alvo dos Fundos de Investimento O que são Cotas de Fundos? Tipos de Movimentações Tipos de Fundos de Investimentos Prazos de Aplicação e Resgate Segurança do Fundo de Investimento Taxas, Corretagem e Tributação dos Fundos de Investimentos Riscos do Fundo de Investimentos Estratégia de investimento para investir em fundos Como faço para investir em Fundos de Investimento com da XP? ConclusãoO que são os Fundos de Investimento?

Os fundos de investimento nada mais são um tipo de aplicação financeira onde um ou mais investidores (cotistas) agrupam seus recursos para realizar aplicações em ativos mobiliários ou imobiliários .

Trata-se de uma comunhão de recursos, constituído sob a forma de condomínio e destinado à aplicação em ativos financeiros, entre eles títulos da dívida pública, ações, debêntures, moedas e derivativos.

Os cotistas são os donos de fundos, mas existem uma série de figuras que trabalham para que o dinheiro deles seja aplicado da melhor forma possível dentro do que foi combinado na política do fundo.

Como funcionam os Fundos de Investimento?

Uma das principais figuras que existem nos fundos é o gestor. Se fizermos o paralelo com um time de futebol, ele seria o técnico, que é quem decide aqueles que vão ou não vão jogar.

Existe também uma outra figura importante, que é a do administrador. Ele é quem cuida para ver se tudo está ocorrendo conforme descrito na política de investimentos do fundo. Cabe a ele proteger os cotistas.

As outras figuras são o custodiante, o distribuidor e o auditor. Apesar de tantos nomes, todos eles são peças fundamentais para trazer transparência, segurança e conformidade com as regras para os investidores.

Público-Alvo dos Fundos de Investimentos

De acordo com a Comissão de Valores Mobiliários (CMV), existem três tipos de investidor:

  • Investidor em Geral: é o investidor para o qual não há restrições a respeito de seu perfil.
  • Investidor Qualificado: pessoa física ou jurídica que possui aplicações financeiras em valor igual ou superior a R$ 1 milhão e que ateste essa condição por escrito. Porém, o investidor pode se tornar qualificado mesmo que não tenha R$ 1 milhão aplicados, através da aprovação em algum exame de certificação aceito pela CVM que conceda esse status.
  • Investidor Profissional: pessoa física ou jurídica que possui mais de R$ 10 milhões aplicados no mercado financeiro que ateste essa condição por escrito. Também são considerados investidores profissionais instituições financeiras, seguradoras, fundos de pensão, fundos de investimento, entre outros.

O que são Cotas de Fundos?

As cotas dos fundos são uma fração de participação, no qual o valor total do fundo seria o resultado das participações de cotas compradas pelos investidores.

Tipos de Cotas

Existem dois tipos de cotas para fundos de investimento:

Cota de Abertura

•A cota de abertura é calculada atualizando-se os valores dos ativos componentes da carteira do fundo de investimento até a data do dia anterior, devidamente atualizadas por 1 dia, quando se tratar de fundos classificados como Renda Fixa.

•Assim, o valor da cota é conhecido na abertura dos negócios do dia, e as aplicações e resgates do dia são convertidos a partir do valor da cota de abertura.

Cota de Fechamento

•A cota de fechamento é calculada atualizando-se os valores dos ativos componentes da carteira do fundo de investimento no próprio dia do cálculo da cota, sendo divulgada após o fechamento do mercado, no 1º dia útil seguinte.

•Por exemplo, os fundos de ações usam a cota de fechamento porque o valor da cota pode ter grande variação durante o dia, que não seria refletido no valor da cota.

Como é calculado o valor da cota do Fundo de Investimentos?

Para saber o valor da sua cota em um Fundo de Investimentos, será necessário multiplicar a quantidade de cotas investidas pelo valor atual do fundo no mercado.

Tipos de Movimentações

  • Aplicação Inicial: valor mínimo que o cotista pode aplicar em um fundo de investimento pela primeira vez.
  • Movimentação Mínima: valor mínimo que o cotista pode movimentar, seja aplicação ou resgate, em um fundo de investimento, depois de já ser um cotista.
  • Saldo Mínimo de Permanência: valor mínimo que o investidor precisa manter no fundo para continuar sendo cotista. Se o cotista desejar realizar um resgate que resulte em um saldo menor do que o mínimo de permanência, deverá realizar o resgate total de sua posição.

Tipos de Fundos de Investimentos

De acordo com a Instrução CVM 555, o fundo de investimento pode apresentar 4 classificações, a depender da composição de sua carteira. São elas:

Fundos de Renda Fixa

Os fundos de renda fixa possuem regras de remuneração definidas no momento da aplicação. Aplica em ativos de renda fixa como títulos públicos e privados.

Os fundos de investimento de renda fixa têm como principal fator de risco a variação da Selic, taxa básica de juros da economia brasileira, e do IPCA, a inflação oficial do Brasil.

Entre os ativos que os fundos dessa classe investem estão os títulos públicos do Tesouro Direto, as debêntures, as emissões bancárias em geral, como CDBs, LCIs e LCAs, e os Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs).

Em geral, os fundos de renda fixa têm menor volatilidade, se comparados às outras classes. Logo, eles costumam ser mais compatíveis para o público conservador. Apesar disso, são importantes para qualquer perfil de investidor por causa da diversificação.

Por outro lado, há também aqueles fundos de renda fixa que apresentam volatilidade elevada, a depender da estratégia.

As principais estratégias dos fundos de investimento de Renda Fixa

Abaixo, listamos as principais estratégias para você identificar e decifrar em fundos de renda fixa:

Crédito Privado

São fundos que apresentam pelo menos 50% do patrimônio investido em ativos de crédito privado, como debêntures, emissões bancárias e FIDCs. Podem ser divididos em três tipos de produto:

  • Grau de Investimento (high grade): investem em ativos de baixa e média classificação de risco de crédito, como letras financeiras, CDBs e FIDCs. Usualmente, os fundos apresentam prazo de resgate variando entre 1 e 30 dias.
  • High Yield: possuem perfil de risco de crédito elevado e, consequentemente, almejam maiores retornos. Em geral, esses fundos possuem prazo de resgate mais longo, de 60 dias ou mais, a depender da liquidez dos ativos da carteira.
  • Debêntures Incentivadas: investem em debêntures de infraestrutura, de acordo com a Lei 12.431. Dada a importância do financiamento dessas empresas com projetos de longo prazo, o investidor pessoa física possui isenção fiscal.

Atenção:

* Há fundos da estratégia crédito privado que pertencem à classe multimercado. No entanto, investem prioritariamente nos mesmos ativos que os fundos de renda fixa. A diferença é que essa estratégia tem liberdade para fazer operações com derivativos. O intuito é proteger o portfólio ou comprar ativos no exterior.

** Os ativos de crédito privado, por serem negociados em mercado de balcão, tendem a apresentar volume reduzido de negociação, o que dificulta seu processo de precificação. Com isso, nem sempre a volatilidade do papel reflete o risco de crédito associado. No caso de inadimplência de uma empresa ou instituição, ocorre o chamado evento de crédito. Assim, o ativo sofre uma desvalorização brusca, descontinuando a performance do fundo.

Juros

Essa estratégia investe em apenas taxas de juros, a partir do Tesouro Selic. Assim, esse título do Tesouro Direto atrelado à taxa básica ou contratos futuros de DI, podem ter gestão ativa ou passiva.

Inflação

Investem por meio do Tesouro IPCA+, título do Tesouro Direto atrelado à inflação, ou contratos futuros de juro real. Assim, como os fundos de juros, podem ter gestão ativa ou passiva.

Fundos de Ações

Os fundos de ações possuem uma carteira de ativos investidos em renda variável. O principal fator de risco do fundo de ações negociadas na Bolsa de Valores fica por conta da variação de preços dos papéis.

Como exigência da CVM, no mínimo 67% do patrimônio líquido do fundo de ações deve ser composto por ações, bônus ou recibos de subscrição, cotas de fundos de ações, cotas de fundos de índice de ações ou Brazilian Depositary Receipts (BDRs).

Em geral, são fundos que possuem um nível de volatilidade mais elevado se comparado às classes renda fixa e multimercado.

O que significa a exposição dos fundos de ações?

O conceito de exposição ao mercado de ações é comumente utilizado pelos gestores e pode ser dividido em exposições bruta (gross) e líquida (net). Explicamos melhor abaixo:

  • Exposição Bruta (gross): Representa o quanto o fundo está exposto ao mercado de ações, seja por meio de posições compradas ou vendidas. O valor é obtido somando-se as suas parcelas comprada e vendida, dadas em percentual de patrimônio líquido. Em geral, o gross diz respeito ao risco da carteira de forma que quanto maior a magnitude da exposição bruta maior a oscilação do fundo.
  • Exposição Líquida (net):Representa uma medida de direcionamento do fundo, calculada pelo valor das posições compradas, subtraindo pela parcela vendida, dado em percentual de patrimônio líquido. Quanto maior o net do fundo mais otimista é a visão do gestor.

As principais estratégias dos fundos de investimento de ações

Abaixo, listamos as principais estratégias para você identificar e decifrar em fundos de ações:

Long Only

São os fundos cuja carteira tende a apresentar apenas posições compradas. A depender do processo de investimento, as estratégias podem ser segmentadas nas seguintes subcategorias:

  • Valor: Buscam retorno por meio da seleção de empresas cujo valor das ações seja negociado abaixo do valor intrínseco estimado.
  • Small Mid Caps: Investem em empresas de baixa liquidez e capitalização de mercado. As Small Caps tendem a apresentar maior volatilidade do que as demais estratégias.
  • Dividendos: Investem em empresas com histórico de pagamento consistente de dividendos.
  • Índice Ativo:Têm o objetivo de superar determinado índice de referência do mercado acionário a partir de deslocamentos táticos em relação à carteira do índice.

Long Biased

Fundos que investem em ações com maior liberdade para ajustar a exposição, em comparação aos Long Only, conforme o grau de otimismo do gestor no mercado de ações. São fundos que utilizam-se de proteções, como posições vendidas e derivativos. Em geral, sua exposição líquida varia de 20% a 100%.

Alguns fundos que investem em ações e possuem a estratégia Long Biased são classificados como multimercado. Isso ocorre porque, assim, há maior liberdade para se realizar operações com derivativos.

Indexados

São os fundos que buscam replicar o retorno de determinado índice do mercado acionário

Investimento no exterior

Envolve todos os fundos de ações que mantêm, no mínimo, 67% de seus recursos alocados no exterior. Em geral, são veículos locais que compram cotas de fundos internacionais, como o investimento em ações nos EUA ou na Europa.

Fundos Multimercado

Possuem a liberdade de aplicação em ativos de renda fixa, renda variável e cambial. É ideal para diversificação de investimentos.

Os fundos multimercados não tem o compromisso de se concentrar em nenhum fator em específico. Assim, são veículos que apresentam maior liberdade para alocação e podem investir em diversos ativos.

Dado seu caráter mais complexo, comparando com as outras classes, os fundos multimercados requerem um conhecimento mais aprofundado por parte do investidor. Afinal, há uma vasta variedade de ativos e que precisam fazer sentido, juntos, dentro de uma estratégia delineada pelo gestor.

As principais estratégias dos fundos de investimento multimercado

Abaixo, listamos as principais estratégias para você identificar e decifrar em fundos multimercados:

Macro

Fundos que realizam operações em diversas classes de ativos (renda fixa, renda variável, moedas, commodities, etc) definindo as decisões de investimento baseadas em cenários macroeconômicos, com horizontes de curto, médio ou longo prazos.

Long & Short

Fundos que operam no mercado de ações, montando posições de valor relativo (compradas e vendidas). Em geral, a carteira é formada por pares, que podem ser de um mesmo setor (intrasetorial) ou de setores diferentes (intersetorial), bem como por posições individuais contra o Ibovespa ou uma cesta de diversas ações. Apesar de investirem em ações, os fundos dessa categoria não necessariamente possuem correlação com o índice.

Investimento no exterior

Estratégia de caráter abrangente, envolve todos os fundos que mantêm, no mínimo, 67% de seus recursos alocados no exterior. Em geral, são veículos locais que compram cotas de fundos internacionais, que compõem estratégias macro, de ações, crédito, entre outras modalidades.

Quantitativo

Fundos cuja estratégia é baseada em algoritmos desenvolvidos pelo time de investimentos. Tendem a ser pouco correlacionados com os demais fundos da indústria e não possuem discricionariedade na gestão.

Fundo Cambial

O fundo de investimento cambial apresenta, como principal fator de risco, a variação do preço de moeda estrangeira ou cupom cambial.

Como exigência da CVM, no mínimo 80% do patrimônio líquido do fundo cambial deve estar investido em ativos relacionados direta ou indiretamente a tal fator de risco.

Em geral, são mais comuns os fundos que buscam replicar a variação do dólar ou do euro.

O escopo de atuação de fundos cambiais é bastante específico, portanto existe basicamente um só tipo de estratégia, que consiste em estar exposto a uma determinada moeda estrangeira.

Os gestores trabalham através de derivativos, via contratos futuros de moeda ou operações de swap cambial. Ainda, é possível que invistam em títulos públicos ou privados denominados em moedas estrangeiras.

Fundos de fundos

Os fundos de fundos são uma categoria com uma característica específica: investir em outros fundos. Aqui, vamos tomar o exemplo de como a gestora da XP trabalha os fundos de fundos para entender melhor as estratégias.

A família Selection abrange os fundos de fundos da XP Asset Managemente é composta por produtos de diferentes estratégias, entre elas renda fixa, multimercado e ações.

Com um mínimo acessível, a partir de R$ 500,00, é possível montar uma carteira diversificada de fundos de renda fixa, multimercados ou de investimento em Bolsa.

Além disso, via Selection, é possível acessar estratégias exclusivas que o relacionamento do Grupo XP permite, por exemplo, investimentos em fundos hoje fechados para captação ou apenas para Investidores Qualificados (dentro do limite permitido pela regulamentação).

Basicamente, então, asestratégias dos fundos de fundos replicam outras estratégias, sejam elas de ações, renda fixa, multimercados, entre outros.

Vantagens dos Fundos de Investimentos

Uma das grandes dores de cabeça para alguns investidores, especialmente em renda variável, é a apuração do imposto de renda.

Em fundos, todo esse problema é resolvido sem que você precise perder tempo, uma vez que o resgate das cotas já é líquido de taxas e também de impostos.

Além disso, a figura de um gestor profissional faz com que o investidor não se preocupe com realocações e decisões pontuais de se investir em um ativo específico.

Além das vantagens acima, podemos considerar:

  • Diversificação: acesso a uma carteira de ativos diversificados
  • Gestão especializada: profissionais de mercado dedicados à gestão da carteira de investimentos
  • Liquidez: agilidade na aplicação e no resgate de cotas
  • Acessibilidade: acesso a mais modalidades de investimento com menos recursos, para todo perfil de investidor
  • Diluição de Custos: os custos com corretagem são divididos igualmente entre todos os cotistas

Como saber qual é a melhor alternativa para o meu perfil?

O mundo dos Fundos de Investimento é uma excelente alternativa para qualquer tipo de investidor, seja aquele que está acostumado com as aplicações tradicionais, como poupança e CDB, como aqueles que procuram maiores rentabilidades em investimentos mais sofisticados.

Para saber se um fundo é uma boa opção para o seu perfil, dois pontos são importantes:

1. Verificar o resultado do seu suitability, que é um teste de perfil de investidor oferecido pelas instituições financeiras. Ali, você saberá exatamente se um fundo está ou não adequado ao seu perfil.

2. Comparar esse fundo com outros de mesmo perfil. Você deve olhar atentamente para pontos como: taxas cobradas, prazo de resgate, performance passada (para identificar a qualificação do gestor) e tamanho do fundo.

Existem diversas ferramentas de comparação gratuita de fundos, inclusive no site da XP.

Prazos de Aplicação e Resgate

Aplicação

  • Prazo de cotização: período determinado para a apuração do valor da cota para efeito de aplicação no fundo. Geralmente, vale 0 ou 1 dia.

Resgate

  • Prazo de cotização: período determinado para a apuração do valor da cota para efeito de resgate no fundo. Geralmente, varia entre 0 e 30 dias, para fundos mais líquidos, podendo valer 180 dias ou mais de um ano, para fundos menos líquidos.
  • Prazo de liquidação:período determinado para o pagamento, pelo fundo, do valor líquido devido ao cotista que efetuou pedido de resgate. Por exigência da CVM, o pagamento deve ser feito em até 5 dias úteis, contados da data de cotização.

Segurança do Fundo de Investimento

Como os fundos de investimento são regulamentados pela CVM, eles são alternativas seguras para a sua carteira de investimentos.

Mas atenção: antes de aplicar em um fundo, primeiro verifique se ele está listado no site do órgão. Desta forma, você consegue investir de forma mais segura.

Os parâmetros de composição das carteiras de fundos seguindo cada perfil são determinados pela Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais). É esta mesma entidade que vai fiscalizar a qualidade das informações, visando a transparência e a clareza para os investidores.

Taxas e tributação dos fundos de investimentos

Antes de adquirir as cotas de qualquer fundo, leia o material informativo do fundo para analisar quais são os custos cobrados, dentre eles a taxa de administração, a taxa de performance, a taxa de saída e o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras).

Taxa de administração

Esta taxa é cobrada para custear o serviço de gestão e operação dos fundos de investimentos. Seu valor varia porque é um percentual sobre o patrimônio total.

No caso dos FICs (fundos com cotas de outros fundos), há a cobrança da taxa máxima de administração, por isso fique atento.

Taxa de performance

É uma espécie de bonificação pelo trabalho do gestor quando o fundo supera o benchmark, podendo incidir sobre as cotas. O percentual cobrado vai variar de acordo com os critérios da instituição emissora.

Taxa de saída

Quando aplicável, é cobrada sobre o valor investido no caso de o cotista querer vender as cotas antes do prazo estabelecido no regulamento do fundo.

IOF

O IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) é cobrado somente se o resgate for realizado antes de 30 dias da data de aplicação.  O percentual do IOF varia de acordo com a tabela:

Tributação IR

Riscos do fundo de investimentos

Fundos de Investimento são uma aplicação de risco?

A resposta é: “depende”. Você, investidor, quer se expor a um risco maior para ter mais rentabilidade? Se sim, você pode encontrar aplicações de risco, assim como de baixíssimo risco.

Tudo irá depender do seu perfil de investidor e do prazo que deseja investir. Nada é mais eficiente do que uma carteira diversificada de acordo com o perfil de cada investidor.

Existem basicamente dois tipos de risco quando o assunto é fundos de investimentos:

  • Risco de crédito: representa a falta de pagamento dos rendimentos pelo emissor de um ativo que faz parte do fundo. No caso de fundos que possuem títulos do Tesouro Direto, por exemplo, o risco de calote é baixo porque o emissor é o próprio governo.
  • Risco de mercado ou de estratégia: é a probabilidade de o gestor do fundo não ter sucesso na estratégia de investimento. Neste caso, os cotistas ficam com retornos negativos.

Estratégias para investir em fundos

Se quer baixo risco, coloque grande parte dos recursos em fundos de Renda Fixa e Referenciados e uma pequena parte em Fundos Multimercado (e até mesmo de ações).

Quem investe em fundos de investimento geralmente está em busca de diversificação e segurança. Por isso, é importante não focar somente em um tipo fundo somente.

Avalie a possibilidade de aplicar em renda fixa, multimercados, com foco no exterior e até mesmo de ações. As oportunidades são diversas.

No caso dos fundos, também vale a regra de respeitar o perfil de investidor, de olho na relação entre risco e retorno. Esteja certo do quanto está disposto a arriscar e quanto você quer aplicar em investimentos conservadores.

Se quiser arriscar, avalie o rendimento histórico e a estratégia do fundo, não investindo uma parte considerável do seu patrimônio.

Caso o seu objetivo seja segurança, invista em fundos de renda fixa e multimercados moderados que rendam acima do CDI.

Como faço para investir em Fundos de Investimento com da XP?

Existem diversos distribuidores de investimentos no Brasil. Um banco é o exemplo de um distribuidor que vai, na maioria das vezes, distribuir os fundos de investimentos somente da gestora do seu próprio banco.

Outro exemplo são os profissionais da indústria independente, como os agentes autônomos de investimento, que podem ser vinculados diretamente a diferentes gestoras ou a uma corretora.

Em ambos os casos, existe uma tendência natural da oferta de fundos ser mais vasta e diversificada do que em um banco de varejo.

Uma dica é sempre buscar conhecer bem quem é o gestor, uma vez que é a capacidade desse profissional que será determinante para uma boa rentabilidade do fundo.

Para fazer uma aplicação em qualquer um dos nossos fundos de investimentos, basta abrir sua conta. Se já for cliente, é só fazer o login no site da XP com seu código de cliente e senha.

Depois, clique em “Produtos” e procure por “Fundos de Investimentos”. Se você já sabe em qual fundo vai investir, clique em “aplicar”. Aí você será direcionado para o ambiente de aplicação. Selecione o fundo que você está buscando, insira o valor da operação, assine o termo de ciência de risco e digite a sua assinatura eletrônica para finalizar.

Se você quiser conhecer melhor sobre nossos produtos, você vai encontrar uma seleção de mais de 400 fundos de investimento divididos em classes, como Renda Fixa, Multimercados, Ações e Cambiais.[1] 

Conclusão

Retomando, os fundos são capazes de atingir qualquer perfil de investidor. O mercado brasileiro oferece muitas alternativas, que também são pouco aproveitadas, se comparar com o total de recursos que temos na economia, por exemplo.

Basta que as pessoas dediquem uma pequena parte do seu tempo para buscar um profissional ou até mesmo se informar nos sites que ajudam a tomar  boas decisões de investimento.

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