Pontos de Risco: entenda a avaliação de risco da XP

Conheça a nota metodologia de pontos de risco criada pela XP para ajudar você a comparar e escolher seus investimentos.


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Pontos de Risco

Com o objetivo de oferecer aos investidores maior transparência dentro da plataforma da XP criamos uma nova pontuação de risco, exibida através de uma caixa com a cor vermelha. Assim, você terá maior autonomia, clareza e uma visão mais detalhada ao comparar seus investimentos.

Vários parâmetros foram levados em conta de modo a unificá-los em uma única nota para cada ativo, mas nos baseamos principalmente em três pilares de riscos: os riscos de crédito, liquidez e mercado. Para entender um pouco mais sobre cada um deles, veja o quadro:

Podcast da ExplicaAna

Felipe Dexheimer e Ana Magalhães discutem “o que é risco e como avaliá-lo”

Metodologia XP de Risco para Fundos e Previdência

A metodologia já está implementada para fundos de investimentos, tanto os tradicionais quanto os de previdência. Entenda como cada um dos diferentes tipos de riscos impactam esse ativo.

Risco de Mercado

Para levar em conta o risco de mercado de um fundo levamos em consideração os mercados em que ele atua, seu índice de referência, seu histórico (como se comportou em momentos de estresse) e qual o orçamento de risco que o gestor tem.

No caso de fundo de renda fixa, consideramos também o prazo, o duration e o indexador dos papeis investidos.

Risco de Crédito

Para entender o impacto desse tipo de risco, levamos em conta a nota de crédito da emissão ou dos papéis onde o gestor costuma investir e os parâmetros de risco do gestor.

Risco de Liquidez

Aqui levamos em conta os instrumentos em questão ou tipos de instrumento utilizados pelo gestor. No espaço de renda fixa, tipicamente LFs (Letras Financeiras) são mais líquidas do que CRIs (Certificados de Recebíveis Imobiliários), por exemplo. A liquidez dos ativos em bolsa também é considerada, imaginando o impacto que ocorreria caso a posição tivesse que ser vendida rapidamente.

Notas por classe de ativos

Cada fundo é único, mas eles podem ser divididos em compartimentos (classes de ativos) cujas características são similares. A régua abaixo ilustra o número de pontos mínimo, máximo e médio de cada classe. Quando há apenas a média, significa que todos os fundos desse compartimento tem a mesma pontuação.

Metodologia XP de Risco para COE

Certificados de Operações Estruturadas (COEs) são operações construídas com derivativos e empacotadas com o fim de ajudar o investidor a acessar uma determinada oportunidade com algum diferencial, como, por exemplo, capital protegido. Leia mais sobre COEs no Infomoney.

Emissor

Por ser emitido por um banco e não protegido pelo FGC, os COEs possuem risco de crédito. Na XP buscamos sempre fazer a emissão com bancos de primeira linha, para mitigar essa fonte de risco.

Estrutura

A estrutura também é super importante: se o capital é protegido, por exemplo, o risco será menor, caso contrário, esse risco de perda, ainda que limitada a uma fração do valor investido, é incorporada à pontuação.

Os ativos em questão

Em seguida o risco depende de quais são os ativos subjacentes, como bolsa americana ou ouro, além do grau de alavancagem embutido, nos casos, por exemplo, onde o resultado da estrutura é de 2 vezes o do ativo original. e da liquidez desses ativos.

O prazo

Um dos fatores que mais contribui para o risco final é o prazo. Dadas as mesmas características, cada ano de prazo que é adicionado à estrutura pode somar até 5 pontos de risco. Por isso, o risco da operação tende a cair com o tempo, à medida que se aproxima de seu vencimento.

Para o cliente agressivo não há restrição, por isso não há uma linha no gráfico. Para os perfis conservadores e moderados o limite será 10 e 40 pontos, respectivamente.

Perguntas frequentes

Qual é a principal mudança na classificação?

À partir de agora os fundos, os planos de previdência e os COE não são mais separados em Conservador, Moderado e Agressivo pela classificação ANBIMA do fundo (Renda Fixa, Multimercados, Ações), mas sim pelo número de pontos. São considerados investimentos conservadores aqueles com até 10 pontos de risco, moderados até 40 pontos de risco, e agressivos acima disso.

Por que ocorreu essa mudança?

Colocamos no ar a régua de pontos para auxiliar o investidor a entender quanto risco um produto corre em relação a outros e em relação à referência de seu perfil. Passamos também a estar enquadrados com as melhores práticas recomendadas pelos órgãos reguladores.

Quais são os benefícios para o investidor?

Será possível não apenas saber que um investimento tem mais risco do que outro, mas também quantificar essa diferença. Essa comparação fica fácil mesmo para riscos que não se refletem da mesma maneira na flutuação das cotas, como é o risco de crédito.

Quais são os critérios escolhidos para a classificação de risco de cada fundo de investimento?

As principais métricas utilizadas envolvem a classificação interna do fundo, sua volatilidade histórica e esperada, o histórico de perdas acumuladas do fundo (“drawdowns”) e como sua carteira é exposta a alguns fatores pré-determinados, especialmente na parcela de crédito.

Qual é a pontuação máxima?

A metodologia classifica os ativos de 1 a 100 pontos de risco. O gráfico da sessão Notas por classe de ativos ajuda a entender os intervalos esperados conforme o tipo de fundo.

O que acontece com o cliente que possui atualmente um investimento em que o fundo sofreu a reclassificação de risco?

A mudança na classificação do fundo não causa automaticamente um desenquadramento pois, no momento da aplicação, o fundo estava em acordo com o perfil (suitability) do investidor. Se desejar fazer um novo aporte, entretanto, o investidor receberá um alerta de que aquele investimento não é mais visto como adequado a seu perfil.

As classificações de risco são atualizadas com qual frequência?

Formalmente as pontuações são verificadas mensalmente, e podem haver alterações em decorrência desse processo. Em casos extraordinários, podem haver alterações no meio do mês.

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