O que é CDI e como ele influência nos seus investimentos

Saiba tudo sobre o CDI (certificado de depósito interbancário) e como uma das principais taxas referenciais de rentabilidade afeta a renda fixa.


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O CDI, ou Certificado de Depósito Interbancário, é uma taxa de juros utilizada nos empréstimos entre os bancos. Ela é usada como principal índice dos investimentos de renda fixa (aqueles que possuem uma rentabilidade previsível).

CDI hoje:

3,55% ao ano

Taxa anual atualizada em 18/03/20

Assim, muitos investimentos em renda fixa possuem sua rentabilidade atrelada ao CDI. O mínimo que se espera de um investimento é que ele renda cerca de 100% do CDI. Geralmente, esta alíquota é próxima da taxa básica de juros, a taxa Selic.

Então, de acordo com os cortes ou aumentos da Selic, o CDI oscila e altera a rentabilidade de diversos ativos, como fundos de investimentos conservadores, CDBs, LCs e outros investimentos.

Com a taxa Selic em seus registros mais baixos nos últimos anos no Brasil, o CDI também encontra-se nas suas mínimas históricas. E há expectativa de que estas taxas permaneçam baixas seguindo uma tendência global.

Diante disso, preparamos um artigo completo com tudo o que você precisa saber sobre o CDI e como identificar as melhores oportunidades de mercado. Confira:

O que é o CDI (Certificado de Depósito Interbancário)?

A taxa CDI é o mínimo esperado de qualquer investimento em renda fixa.

Como citado, o CDI é um título emitido e negociado apenas entre os bancos. E sua duração é de um dia útil.

A existência da taxa, também conhecida como DI-OVER ou simplesmente DI, se deve ao cumprimento das normas do sistema financeiro no Brasil.

Diariamente, os bancos movimentam grandes valores. No final do dia, eles precisam ter zerado os seus saldos em tesouraria.

Os bancos tomadores de recursos (saldo negativo em caixa no final do dia) emitem o CDI para os bancos doadores, ou seja, o CDI é uma forma de captação bancária sem a necessidade de lastro em títulos públicos.

O objetivo é equilibrar a liquidez e permitir a continuidade das operações. Então, as instituições que possuem dinheiro em caixa emprestam para as que não têm através da emissão do CDI.

Como este título possui registro e garantia, no próximo dia útil, há a compensação dos empréstimos do adquirente (banco que adquiriu o empréstimo) para o emitente (emissor do CDI). E todas estas operações ocorrem sob a taxa de juros DI.

Como a taxa CDI afeta você e seus investimentos

Apesar de que as pessoas físicas não possam adquirir o CDI, o seu valor costuma ser utilizado como indexador de rentabilidade em investimentos.

Você pode adquirir ativos de renda fixa indexados ao CDI. Por exemplo, um CDB com rentabilidade de 115% do CDI, rende 4,09% ao ano.

Outro ponto importante é que o CDI influencia nos juros praticados em empréstimos bancários para empresas e pessoas, afetando a disponibilidade de crédito no mercado. Um DI alto costuma encarecer a concessão de crédito.

Assim, as pessoas e empresas deixam de contrair empréstimos e passam a guardar o dinheiro que seria utilizado, por exemplo, para compra de um imóvel ou equipamentos industriais.

A taxa DI também costuma estar presente em demais contratos de negociações, como em taxas de juros de dívidas de empresas e no risco dos contratos de swap cambial.

A economia, então, tende a se beneficiar de uma taxa de CDI baixa porque o dinheiro tende a circular mais com o investimento das empresas.

Uma taxa CDI alta faz com que o “prêmio” de deixar o dinheiro parado compense mais do que arriscar empreendendo com esse capital.

O CDI tende a acompanhar a SELIC, uma vez que também reflete a liquidez do mercado, controlada funcionalmente pelo Banco Central quando este determina a SELIC META.


Como surgiu o CDI

O CDI nasceu na década de 80 com o objetivo de balizar a liquidez dos bancos brasileiros, solidificando o sistema bancário. Anteriormente, muitos quebravam por falta de dinheiro em caixa.

À época, a Cetip fazia o registro e a compensação dos empréstimos interbancários. Após a fusão, hoje a compensação é feita pela B3.

Como a taxa CDI é composta e calculada

A taxa DI é a média das movimentações interbancárias do dia. E a B3 é responsável pelo cálculo e divulgação do CDI.

De acordo com as normas do Banco Central, são consideradas apenas as operações de um dia útil realizadas entre instituições bancárias de diferentes conglomerados.

A partir de 2018, a metodologia de cálculo do CDI observa duas condições:

  • Número de operações de empréstimos interbancários maior ou igual a 100.
  • Volume total das operações elegíveis superior ou igual a R$ 30 bilhões.

Assim, faz-se uma média ponderada que gerará a taxa CDI do próximo dia. Caso alguma das condições não sejam observadas, mantém-se a mesma divulgada no dia anterior.

A taxa DI mensal consiste na composição das taxas diárias praticadas no mês de referência. Da mesma forma, a anual é a composição dos DIs mensais.

Para facilitar, a B3 disponibiliza a série história do CDI. Basta informar a data de início e fim do período de referência da consulta.

Qual a relação do CDI com a taxa Selic e a Poupança?

O CDI e a Selic possuem valores bastante próximos. Geralmente, a taxa DI está entre 0,1 e 0,2% abaixo da taxa de juros.

Essa proximidade se deve ao fato de que o risco de crédito dos empréstimos interbancários é bastante baixo semelhante ao do governo.

Além disso, as operações com o CDI têm como objetivo equilibrar o caixa das instituições financeiras.

Do contrário, um banco poderia emprestar dinheiro para o outro à taxa Selic e pegar emprestado à DI, ou seja, haveria lucros na negociação.

A taxa básica de juros é definida através das trocas financeiras entre o Banco Central e as instituições financeiras.

A sua meta é estabelecida pelo Comitê de Política Monetária (COPOM). Enquanto isso, a taxa DI é definida diariamente pelas operações interbancárias.

O Banco Central também define a taxa de rentabilidade da poupança. Apesar de que a caderneta é isenta de Imposto de Renda e demais taxas, ela costuma ser menos atrativa que um investimento indexado ao CDI. Quanto a taxa Selic se encontra abaixo de 8,5% ao ano, que é o nosso caso atual, a poupança rende exatamente 70% da Selic.

O que significa um rendimento de 100% do CDI?

Basicamente, o rendimento de 100% do CDI significa que o seu dinheiro renderá exatamente de acordo com o comportamento deste indicador até a data do vencimento.

Considere que você possua R$ 50.000,00 em um ativo com rentabilidade de 100% da taxa DI, ou seja, cerca de 5,40% ao ano. Assim, o seu dinheiro renderá aproximadamente R$ 2.700,00 ao ano.

Lembre-se de que um investimento que praticamente não possui risco, deve pagar 100% do CDI para estar alinhado ao mercado. Desta forma, o investidor não deve nunca aceitar ativos de renda fixa com rendimentos inferiores a 100% CDI.

Taxa CDI 2020 e 2019 (mensal, anual e acumulado)

Desde 2016, este indicador já caiu mais de 70 %.

Um ponto fundamental para se acostumar com o CDI é acompanhar o seu histórico. Assim, você poderá tomar decisões mais assertivas em relação aos seus investimentos.

Veja agora o seu comportamento nos últimos dez anos:

Índice Mensal do CDI 2020

Mêstaxa CDI (%)
Janeiro0,37
Fevereiro0,29
Março0,33
  

 Taxa CDI mensal em 2020 – Fonte: B3

O rendimento do CDI (0,99%) é aproximadamente 0,30% superior o da poupança (0,69%) até março. Ao descontar a inflação acumulada de 0,53%, o ganho real é de 0,461% contra 0,164%.

Tenha em mente que o retorno descontado do IPCAé o dinheiro que, de fato, vem para o seu bolso.

Então, caso você tenha aplicado R$ 100.000,00 em um CDB que rende 100% do CDI, de janeiro a março, o seu retorno real seria de R$ 461,00 até então. Enquanto que a poupança traria apenas R$ 164,00. Ou seja, você deixa de ganhar mais de R$ 297,00 na poupança.

CDI Histórico – De 2008 a 2020

AnoCDI (%)
200812,37
20099,90
20109,74
201111,59
20128,41
20138,05
201410,81
201513,23
201614,00
20179,95
20186,42
20195,97

Histórico do CDI de 2008 até 2020 – Fonte: B3

O CDI registrou uma trajetória de alta entre 2009 e 2016. Esse período foi marcado pela crise econômica iniciada nos EUA e que trouxe reflexos à economia mundial.

Em 2011, houve a mudança na matriz econômica brasileira. A sua base foi marcada pelo  intervencionismo político direto nas taxas de juros, como na Selic e na inflação.

O colapso destas medidas ocorreu em 2016, onde o país apresentou a maior taxa de juros nominal do mundo em 14% ao ano.

Para controlar a inflação, o governo costumava subir a taxa Selic, que refletia na subida do CDI.

Assim, os investimentos atrelados a este indexador registraram altos rendimentos. Porém, com o IPCA em torno de 9%, o ganho real foi pequeno.

Entre 2008 e 2015, a bolsa brasileira registrou quedas bastante expressivas. Desde 2016, com o impeachment de Dilma Rousseff, o índice se recuperou e atingiu as máximas históricas em 2019.

Neste período, o IBOV registrou alta de aproximadamente 40%, enquanto o CDI cresceu mais de 100%. Por isso, os investimentos de renda fixa se mantiveram como boas alternativas.

Em 2019 com a retomada mundial do otimismo perante o Brasil, o Ibovespa fechou o ano com 31,6% de alta, passando a sofrer em 2020 com a crise do coronavírus.

Calculadora CDI B3 (Simule Investimentos)

A simulação dos rendimentos dos investimentos indexados ao CDI pode ser realizada através da ferramenta CALC, disponibilizada pela B3.

Veja só como é simples simular:

  1. Escolha a opção DI.
  2. Informe a data inicial e a final de referência.
  3. Forneça o percentual do CDI do seu investimento e o valor investido.

Considere um investimento de R$ 100 mil em um ativo de renda fixa com taxa de 120% do CDI. Veja o resultado abaixo:

resultado ferramenta Calc

Resultado da simulação de investimento na ferramenta Calc – 15/10/19

Qual é a tendência do CDI para 2020?

Os juros brasileiros demonstram estabilidade e ancoragem em baixos patamares.

O CDI encontra-se nas suas mínimas históricas, acompanhando a taxa Selic, que por sua vez, vem sendo paulatinamente cortada durante o governo de Jair Bolsonaro.

No cenário mundial, a tendência de queda de juros é bastante forte, especialmente frente a recessão trazida pelo alastramento do coronavírus.

Diversos bancos centrais, como o Banco Central Europeu, o do Japão e a Suíça, já registram juros negativos. A taxa do FED americano também encontra-se muito próxima a zero.

No cenário interno e externo, mesmo com a redução de juros, é esperada uma forte recessão para 2020 devido aos impactos do coronavírus.

Os investimentos que o utilizam o CDI como indexador poderão ter ajustes na rentabilidade. Então, muitos decidem tomar mais risco neste momento, para buscar ativos que acima de 100% da taxa DI.

Desta forma, é possível fazer o seu dinheiro render mais mesmo sem abrir mão da segurança da renda fixa.

Como investir no CDI com a XP Investimentos

Comece a investir agora mesmo em apenas 3 passos.

Na XP Investimentos, você encontra diversos investimentos atrelados ao CDI para fazer o seu dinheiro crescer.

Veja só como é simples investir:

  1. Abra a sua conta (é 100% online e gratuito);
  2. Transfira seu dinheiro para a conta da XP;
  3. Entre na sua conta e escolha a opção Renda Fixa. Aqui, você encontrará todos os ativos atrelados ao CDI.

Atenção: recomendamos que você preencha o Suitability antes de começar a investir. Este formulário possibilitará que você conheça o seu perfil de investidor e os ativos mais adequados para a sua carteira.

Caso você ainda tenha dúvida, conte com o seu assessor de investimentos. Ele é o profissional capacitado para ajudá-lo a encontrar as melhores oportunidades do mercado.

Na XP Investimentos, você tem acesso aos melhores assessores que darão um atendimento muito especial para você.

Principais ativos indexados ao CDI

DebênturesLCI
CRILCA
FIDCCDB
LFDPGE

Na renda fixa, você pode encontrar taxas mais atrativas em títulos de crédito privado, como os CDBs e as LCs (Letras de Câmbio).

Estes ativos são empréstimos do seu capital para os bancos (CDB) ou financeiras (LC). Em troca, você receberá uma taxa de rendimento, por exemplo 130% do CDI.

Assim, é possível ter uma estimativa de quanto o seu dinheiro renderá até a data do vencimento.

O CDB e a LC possuem a garantia do FGC (Fundo Garantidor de Créditos) para investimentos de até R$ 250 mil. Logo, podem ser classificados como ativos de baixo risco.

Além disso, os Fundos DI devem ser considerados. Eles são carteiras gerenciadas por profissionais capacitados que mesclam ativos de renda fixa de acordo com uma estratégia determinada, como escolha de títulos públicos e de crédito privado.

A taxa de rentabilidade é próxima do CDI, ou seja, supera facilmente a poupança e a inflação, sendo considerado de baixo risco.

Fundos

Por fim, há os fundos multimercados. Tratam-se de carteiras de investimentos em renda fixa e variável administradas com uma gestão mais ativa. Ou seja, com mais movimentações. A sua composição depende do objetivo de rendimento.

No momento atual, eles podem oferecer taxas de rentabilidade maiores, pois investem parte do patrimônio em ações.

Porém, é preciso estar atento ao escolher um fundo multimercado por conta do risco mais elevado, qualidade da gestão e rating do emissor.

Nos fundos DI e nos multimercado, há uma gestão especializada, que diariamente, acompanha o desempenho da carteira.

Se você tem pouco tempo para analisar os seus investimentos, mas deseja rendimentos acima do CDI, eles podem ser as melhores alternativas.

Conclusão

Abra a sua conta agora mesmo e conheça oportunidades para ganhar acima do DI.

O CDI é o benchmark da renda fixa. Assim, na hora de analisar um investimento, você deve exigir ao menos 100% deste indicador.

No cenário atual do mercado, a tendência é de que a taxa DI permaneça em baixo patamar até 2022. 

Portanto, o uma opção é buscar investimentos com taxa de rentabilidade acima do CDI para fazer o seu capital render mais, como fundos multimercados e CDBs.

Na XP Investimentos, através dos nossos assessores, você pode encontrar boas oportunidades para ganhar acima de 100% do CDI.

Além disso, oferecemos uma ampla gama de produtos indexados à taxa DI. Para ter acesso, basta abrir a sua conta agora mesmo.

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