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Renegociar dívidas: veja 7 dicas para fechar o ano no azul

As dívidas podem se tornar um grande problema para sua vida, principalmente quando você perde o controle delas. Tão importante quanto evitá-las é saber renegociar dívidas caso elas surjam.

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Renegociar dívidas: veja 7 dicas para fechar o ano no azul

Como renegociar dívidas? Mais do que responder essa pergunta, é preciso entender também quais são os tipos de dívidas e como ter controle sobre elas, para que não afetem seu planejamento financeiro no longo prazo. 

O controle dos gastos e finanças pessoais é um grande desafio para muitos brasileiros que nunca tiveram acesso a educação financeira. Segundo dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), em agosto de 2022, quase oito em cada dez brasileiros tinham dívidas a vencer

Não são poucos os casos de pessoas que não sabem quanto ganham, quanto gastam e acabam contraindo dívidas para pagar suas contas mais básicas. Nesse cenário, além de ser impossível fazer investimentos ou pensar no futuro, essas pessoas nunca irão conquistar sua liberdade financeira.  

Neste artigo, saiba tudo sobre renegociar dívidas, o que fazer quando não se tem dinheiro para pagá-las, como é possível ter a remissão de dívidas, e, por fim, como evitá-las. 

Quais tipos de dívidas existem? 

Saber quais são os tipos de dívidas mais comuns entre os brasileiros é o primeiro passo para identificar quais estão presentes na sua vida financeira. E, claro, após identificar o que você mais gasta e o que mais te traz dívidas, fica mais fácil tomar uma atitude a respeito. 

São cinco os principais tipos de dívidas: 

  1. Dívidas no cartão de crédito: uma das mais comuns, envolve o parcelamento de compras ou a aquisição de um produto/serviço cujo valor está além do dinheiro que se pode pagar naquele momento. Nesse caso, o ideal é entender formas de pagamento alternativas que façam jus à sua realidade financeira. 
  1. Dívidas de crédito especial: ou os famosos empréstimos, são oferecidas por instituições financeiras, normalmente, e costumam ter taxas de juros exorbitantes. Para evitar esse tipo de dívida, é importante entender se realmente pedir emprestado é extremamente necessário. 
  1. Cheque especial: em caso de imprevistos, você tem a opção de utilizar um acréscimo do saldo da sua conta corrente que ficará como débito em aberto com o banco, conhecido como saldo negativo. Essa é uma das dívidas mais difíceis de serem controladas, dada a facilidade de se obter. Por isso, é fundamental ficar atento e acompanhar com recorrência o extrato de sua conta, tendo consciência do real valor que você possui. 
  1. Ausência de pagamento de impostos: deixar de pagar impostos como Imposto de Renda, IPTU e IPVA deixa seu nome em dívida com a Receita Federal. Para além das multas, há o risco do bloqueio de seus bens e do acesso a empréstimos e crédito. 
  1. Financiamentos: seja do carro, do imóvel ou da mensalidade da faculdade, atrasar o pagamento de um financiamento coloca em risco o que você já investiu. As taxas de juros podem até ser mais baixas que as das dívidas citadas anteriormente, mas o acúmulo de parcelas em haver pode gerar uma bola de neve futura. 

O que são dívidas boas? 

As dívidas boas geralmente estão relacionadas com um desejo e planejamento de futuro bem estruturado.  

Vamos usar como exemplo o caso de alguém que deseja cursar o ensino superior, mas não possui dinheiro para pagar a faculdade. Na maioria das vezes, a busca por melhor qualificação gera ganhos futuros.  

Embora esse estudante não consiga pagar suas mensalidades nesse momento, fazendo o curso, ele provavelmente irá aumentar sua renda mensal e conseguir planejar melhor seu futuro financeiro. Por isso, nesse caso, contrair essa dívida é um investimento futuro e não um gasto desnecessário.  

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Outro exemplo é a captação de recursos no mercado quando uma empresa contrai dívidas para expandir seus negócios. Uma empresa pode abrir seu capital na bolsa, também chamado de IPO ou oferta pública inicial, pode emitir um CRI (Certificado de crédito imobiliário), um CRA (Certificado de Recebimento do Agronegócio) ou uma debênture e dessa forma, cria uma dívida para conseguir alcançar seus objetivos de negócio.  

Mas para isso é muito importante ter um plano de negócios, no caso de uma empresa, ou um plano de renda de longo prazo, no caso do estudante, para que a dívida contraída possa ser paga com os resultados esperados nessa contratação. 

O que é uma dívida ruim? 

Da mesma forma que uma dívida boa justifica a sua contratação por conta de um plano de longo prazo, a dívida ruim é aquela adquirida sem qualquer planejamento e geralmente para quitar gastos descontrolados.  

Comprar um carro com parcelas que não cabem no seu bolso é uma dívida ruim. Sem controle de gastos, pesquisa de linhas de crédito e taxa de juros não abusivas, esse financiamento vira um problema que cresce mês a mês.  

Financiar um ativo no longo prazo sem saber se terá uma fonte de receita no futuro ou uma reserva de emergência para sanar essa dívida no caso de um imprevisto, também é uma péssima dívida.  

Outro ponto é não gastar mais do que se ganha e não tomar decisões impulsivas que comprometam suas finanças pessoais ou da família.  Nesse caso, você não possui um controle inteligente dos seus gastos e com certeza terá problemas ao final do mês. 

Infográfico sobre como renegociar dívidas trazendo 7 dicas

Por que devo renegociar minhas dívidas? 

A pessoa com nome restrito devido ao registro de dívidas no mercado pode ter dificuldades no acesso a empréstimos, aquisição de cartões de crédito, financiamentos ou compras grandes parceladas.  

Estando com seu nome limpo e o pagamento das contas pendentes em dia, após renegociação das dívidas, as solicitações têm maior chance de serem aprovadas.  

O que fazer quando não se tem dinheiro para pagar uma dívida? 

Mesmo que não se tenha dinheiro suficiente para pagar o valor devido, o ideal é tentar uma renegociação da dívida. Se você recebeu uma notificação judicial, por exemplo, aceite assumir a situação e reconhecer a dívida. Muitas vezes a renegociação pode trazer um cenário positivo. 

Há situações em que o devedor se desespera com o aviso sobre a dívida e acaba optando pela transferência de seus bens para o nome de outra pessoa a fim de evitar uma possível penhora, mas este é de longe o pior caminho. De acordo com o Serasa, tal ação configura fraude à execução e pode acarretar nova ação judicial além de multa pela justiça. 

Quem pode me ajudar a pagar minhas dívidas? 

Há bancos que aceitam quitar dívidas numa via de mão dupla. Ou seja, sua dívida é quitada, mas cria-se uma nova com o banco, porém com juros menores e prazos maiores. 

No entanto, é preciso muito cuidado para não tornar isso algo recorrente, pois, no fim, é como se você pagasse uma dívida com uma nova dívida. E, algo que pode parecer uma solução no princípio, acaba se tornando um problema maior. Por isso, a renegociação da dívida acaba sendo o caminho mais viável em todos os casos. 

Como renegociar dívidas? 

Renegociar dívidas, como já mostrado, acaba sendo o melhor caminho para acabar com elas. Se desesperar pela falta de dinheiro não deve ser a primeira atitude.  

O melhor é começar aceitando a condição e pensando em todas as possibilidades possíveis de proposta de renegociação da dívida. Veja a seguir um passo a passo para renegociar dívidas. 

1. Não negue sua dívida  

Tome conhecimento dos valores dessa dívida e aceite que ela existe. Sem entender qual é o tamanho do problema e como ela chegou nesse ponto, será impossível se organizar financeiramente e verificar quais ajustes você poderá fazer para pagá-la.  

2. Priorize dívidas mais caras  

Se você tiver mais de uma dívida para quitar é importante começar pela de maior valor. Geralmente são aquelas que podem gerar mais juros, e consequentemente, te deixar cada vez mais sufocado.  

3. Tente pagar à vista  

Em muitos casos é possível negociar com o banco um valor menor caso o pagamento da dívida seja feito à vista. Dessa forma você não será sufocado com a correção de juros.  

4. Negocie as parcelas  

Nem sempre o pagamento à vista é possível quando a dívida já tomou proporções inesperadas. Nesse caso negocie com o banco uma taxa de juros menor e uma parcela que caiba no seu bolso.  

5. Evite as multas a todo custo  

Pagar multas é como jogar dinheiro fora. Antes ou depois de qualquer negociação tenha certeza dos prazos e de que as parcelas cabem no seu orçamento para então  fechar essa nova proposta com o banco.  

6. Tenha segurança na negociação 

Deixe claro que no momento da contratação você não estava ciente de todos os detalhes. Mas agora, depois de ter estudado o contrato e avaliado seu histórico financeiro, consegue apresentar uma proposta sólida para renegociar a dívida e quitá-la. 

Ter uma boa postura e conhecimento do caso é importante para o credor confiar na sua capacidade de pagamento da dívida.  

7. Confirme que a dívida foi quitada  

Tenha uma confirmação de que a dívida foi paga e não aceite acordos verbais. Já pensou te cobrarem uma única dívida mais de uma vez porque você não tem como comprovar a quitação da dívida?  

Como quitar dívidas? 

Alguns períodos do ano podem ser mais favoráveis para quitar dívidas, como datas comemorativas. Perto do natal, por exemplo, onde o consumo é intensificado, é possível que seja gerado mais crédito para você pagar uma dívida e assim conseguir gastar na aquisição de um novo bem. 

Atualmente no Brasil existem algumas plataformas de renegociação de dívidas online que possibilitam manter um nível de crédito saudável. O mais importante, no entanto, é você ter uma inteligência financeira estável para não contrair mais dívidas desnecessárias no futuro e conquistar sua liberdade financeira

O que significa remir a dívida? 

A remissão de uma dívida significa o perdão da dívida dado ao devedor pelo credor. Se aceita pelo devedor, a obrigação do pagamento é extinta.  Essa é, para além da renegociação de dívidas e da quitação da dívida, outra possibilidade de fim das dívidas. 

Quais são os tipos de remissão de dívidas? 

São diversos os tipos de remissão de dívidas, a depender de seu objeto ou de sua forma. Assim, quanto ao seu objeto, ela pode ser total (perdão total da dívida) ou parcial (perdão de apenas uma parte da dívida). 

quanto à sua forma, a remissão de dívidas pode ser: expressa (perdão por escrito ou verbalmente), tácita (perdão por conduta do credor) ou presumida (perdão determinado por lei. 

Quais os requisitos de remissão de dívidas? 

Os requisitos para haver remissão de dívidas devem incluir a vontade do credor em perdoar e a aceitação do perdão pelo devedor. 

Como evitar novas dívidas? 

Entender suas finanças pessoais, o seu histórico e tipos de gastos, ter um planejamento financeiro de curto, médio e longo prazo devem ser os primeiros passos a fim de evitar novas dívidas. Dessa forma, você estará garantindo o futuro e a saúde financeira pessoal e de sua família.  

Para além disso, confira a seguir dicas específicas que vão ajudar você a manter uma vida financeira saudável sem dívidas. 

1. Controle seu cartão de crédito  

Geralmente muitas pessoas não conhecem o valor das taxas que podem pagar nas faturas dos cartões de crédito quando não pagam a parcela integral. O gasto no crédito tem como objetivo adquirir algo no presente sem ter o dinheiro completo para o pagamento. Mas em algum momento você vai precisar ter esse dinheiro e quitar a dívida.  

2. Organize seus débitos  

Outro inimigo terrível nesse processo de pagamento de dívidas é o cheque especial. Por isso mantenha um controle de gastos atualizado para que você consiga planejar sua vida financeira com mais tranquilidade.  

3. Não crie mais dívidas sem planejamento  

Tenha controle da sua vida financeira e entenda quando contrair uma dívida é um investimento e não um custo descontrolado.  

Quanto antes você pagar seu débito ao credor melhor para ele, que recebe o valor esperado, e para você que diminui o valor crescendo por conta dos juros.  

Infográfico sobre os tipos de dívidas (cartão de crédito, crédito especial, cheque especial, ausência de pagamento de impostos, financiamentos). Distinção entre dívidas boas (investimento com retorno favorável no futuro) e dívidas ruins (gastos desnecessários sem planejamento)

Seguindo as dicas acima, fica cada vez mais fácil se organizar financeiramente. Além disso, é importante também manter uma planilha de gastos equilibrada com os dados corretos da sua fonte de receita, gastos fixos e gastos adicionais, para que você não se perca nas suas contas.  

Para saber ainda mais sobre como se educar financeiramente e ter controle sobre suas finanças, acompanhe também outros conteúdos da nossa trilha para organizar sua vida financeira

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