Fundos DI: o que são e como funcionam

Dentre os diversos tipos de fundos de investimento disponíveis no mercado, o fundo DI está entre os mais comuns. Também conhecido como fundo de renda fixa referenciado DI, esse tipo de aplicação pode ser encontrado em diversas plataformas de investimentos, sejam bancos ou corretoras independentes. Ele é um fundo de investimento que obrigatoriamente possui ao menos […]


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Dentre os diversos tipos de fundos de investimento disponíveis no mercado, o fundo DI está entre os mais comuns.

Também conhecido como fundo de renda fixa referenciado DI, esse tipo de aplicação pode ser encontrado em diversas plataformas de investimentos, sejam bancos ou corretoras independentes.

Ele é um fundo de investimento que obrigatoriamente possui ao menos 95% dos investimentos em títulos atrelados aos principais indexadores, CDI ou Selic. Pode comprar títulos públicos ou privados, ambos de baixo risco.

Quando você compra cotas de um fundo DI, dá ao gestor o poder de gerenciar o seu dinheiro, comprando e vendendo ativos.

Há uma busca pela maior rentabilidade com o menor risco, sempre indo de acordo com os títulos permitidos pela modalidade.

Para explicar mais sobre o que são os fundos DI e se são uma boa alternativa para você, continue a leitura:

– O que são os fundos DI?

– Qual a rentabilidade?

– Vantagens e desvantagens

– Tributação

– Fundo DI ou Poupança: qual é mais vantajoso?

– Fundo DI x Tesouro Direto

– Como e quando investir?

Boa leitura!

O que são os fundos DI?

Como explicamos acima, os fundos de renda fixa referenciados na taxa DI precisam ter uma carteira de, no mínimo, 95% em títulos públicos atrelados à taxa Selic.

Por conta dessa determinação feita pela Anbima, essa escolha é feita para que os rendimentos sejam bem próximos ao índice de referência.

Vale ressaltar ainda que uma das características mais conhecidas do fundo DI é o seu grau de risco. Ele pode ser classificado como seguro, mesmo que não tenha a garantia do Fundo Garantidor de Créditos, o FGC.

O risco de se investir nesta modalidade de investimentos, apesar de existir, é baixo. Isso porque, em geral, boa parte do dinheiro do fundo é investido em títulos públicos, que são bem seguros.

A outra parte – menor – é investida em títulos privados com baixo risco de crédito (quando a empresa declara falência e não honra seus compromissos).

Qual a rentabilidade do fundo DI?

Por investir quase a sua totalidade em títulos do Tesouro Direto atrelados à Selic, os fundos DI tendem a ter um rendimento de 100% CDI (que possui rentabilidade muito semelhante à taxa básica de juros).

É preciso acrescentar ainda que esse rendimento de 100% do CDI sofre o desconto dos custos, principalmente de taxa de administração.

Essa taxa pode variar de 0,3% a 3,5%, o que faz com que os fundos DI rendam no fim das contas entre 80% e 100% do CDI.

Por isso, uma parte importante da descoberta da rentabilidade do fundo DI é saber a taxa de administração cobrada por ele.

Fuja de fundos que cobrem taxas altas de administração, principalmente porque se tratam de investimentos mais simples e sem complexidades que justificariam uma taxa maior.

São essas taxas que vão corroer o seu rendimento e fazer com que ele não seja tão viável.

Bons fundos DI rendem em torno de 100% do CDI, mesmo com o desconto da taxa de administração.

Vantagens e desvantagens

Como todo investimento, o fundo DI possui vantagens e desvantagens. Por isso, listamos abaixo os principais destaques.

Vantagens

O baixo risco é a principal vantagem dos fundos referenciados DI. Por terem grande parte do investimento em títulos públicos, têm a vantagem do menor risco do mercado.

Além disso, pode-se listar também que a maioria conta com liquidez diária. Isso é uma ótima notícia para os investidores que podem precisar do dinheiro no curto prazo, já que significa que o dinheiro pode ser sacado a qualquer momento.

O terceiro ponto positivo do fundo DI é que, em muitos casos, a aplicação mínima inicial é baixa. Com isso, investidores que possuem pouco capital ou que estão começando podem fazer o investimento.

Desvantagens

Como já falamos acima, em muitos casos são cobradas taxas de administração altas. Por isso, para esses casos, o fundo DI dificilmente consegue atingir a rentabilidade de 100% do CDI, já que essa taxa costuma ‘comer’ parte dos lucros.

Ao contrário de outros investimentos como CDB, LCI e LCA, os fundos DI têm como desvantagem a falta de cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC).

A tributação do investimento também pode ser considerada uma desvantagem, mas vamos explicá-la a seguir.

Tributação

Os fundos DI sofrem a incidência do Imposto de Renda sobre os lucros (somente o lucro, não o valor total). O pagamento é feito no momento do resgate e segue a tabela regressiva – de acordo com o período transcorrido (varia de 22,5%, para prazos menores, até 15%, para prazos maiores).

Além disso, há a incidência do come-cotas, que funciona como um adiantamento para o IR. É cobrado duas vezes ao ano (sempre em maio e novembro), com uma alíquota de 15% de imposto em cima da rentabilidade do período (sendo deduzidos da aplicação no formato de cotas).

Para aplicações de até 30 dias, é cobrado também o IOF (Imposto sofre operações financeiras).

Fundo DI ou Poupança: qual é mais vantajoso?

Sem dúvida, o fundo DI é mais vantajoso que a poupança, mesmo que descontadas a taxa de administração e o IR.

Isso porque a poupança atualmente rende apenas 2,63% ao ano (70% da taxa Selic, que está em 3,75% ao ano – dados de janeiro de 2020).

Por outro lado, o fundo DI pode render até mesmo mais que o CDI, ou seja, mais do que os 3,75% ao ano.

Infelizmente, por desconhecimento ou falta de segurança, milhões de brasileiros ainda apostam na poupança como um investimento, perdendo assim oportunidades de fazer o dinheiro render de verdade.

Fundo DI x Tesouro Direto

Como a maior parte dos fundos DI investem diretamente em Tesouro Selic, mas cobram uma taxa de administração por isso, podem não ser tão vantajosos quanto investir nos títulos propriamente ditos.

Isso porque qualquer pessoa que tenha acesso a uma corretora de valores pode ela mesma comprar os títulos, sem precisar pagar as taxas do fundo (que costumam ser altas). Com isso, o valor que seria cobrado como taxa de administração acaba voltando para o bolso do próprio investidor.

Isso deixar de esclarecer, claro, que o Tesouro Direto tem a cobrança de taxa de custódia anual (0,30%) e de administração (aqui na XP essa taxa é ZERO).

Outra vantagem de investir diretamente no Tesouro Direto é que os títulos podem servir como margem de garantia para operações em Bolsa de Valores.

Isso significa que o seu título funciona como uma espécie de ‘cheque caução’ para operações de Day Trade (saiba mais aqui) ou de Mercado Futuro (leia mais aqui).

Sendo assim, para ter mais rentabilidade você terá de escolher entre fundos DI com taxas de administração baixas ou títulos do Tesouro Direto em corretoras que não cobram a administração.

Qualquer outra alternativa não vale a pena, então fique atento.

Como e quando investir?

O primeiro passo para escolher o melhor fundo DI para você é ter clareza sobre qual o seu perfil de investidor. Essa definição leva em conta a sua tolerância ao risco, seus objetivos financeiros, prazo de investimento e necessidade de liquidez.

Isso significa que os fundos DI, por seu foco em renda fixa, acabam sendo indicados para os investidores que precisam de segurança, rentabilidade e liquidez.

Não significa que um investidor agressivo não possa ter fundos DI na carteira, mas sim que este não deve ser o principal investimento em renda fixa, já que existem alternativas tão ou mais seguras e com maior rentabilidade.

Depois de avaliar a questão do perfil, é preciso comparar os custos e rentabilidades dos fundos DI disponíveis nas instituições financeiras. Isso porque ambos são fatores determinantes no retorno do investimento ao longo do tempo.

Como já falamos, a taxa de administração cobrada também pode impactar – e muito – nos seus rendimentos. Cuidado com fundos que permitem aplicações baixas, mas cobram altas taxas de administração.

Com tudo isso em mente, para de fato investir em um fundo DI você precisará abrir uma conta em uma corretora de valores independente (já que os bancos costumam cobrar taxas mais altas de administração e são menos rentáveis para o cliente).

Com tudo certo, o próximo passo é transferir dinheiro da sua conta corrente para a conta na corretora.

Depois, será o momento de analisar de fato as alternativas de fundos DI disponíveis, levando em consideração todos os pontos que apresentamos aqui, principalmente as taxas e rentabilidade.

Conclusão

Como você pode ler neste texto, os fundos DI são um tipo de investimento com um baixo risco, sendo classificado como seguro – mesmo sem a garantia do FGC.

Embora sejam investimentos simples e seguros, necessitam de atenção para evitar que os rendimentos sejam corroídos por taxas altas e impostos.

O fundo DI é então indicado para pessoas que querem ter um investimento com baixo nível de risco e alta liquidez. Pode ser uma boa alternativa para quem não tem tolerância ao risco ou que não quer esperar muito para ver resultados.

Quer saber mais detalhes sobre fundo DI? Acesse a lista de fundos da XP e compare suas taxas e rentabilidades para entender qual é uma boa alternativa para o seu perfil.

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