Resumo dos resultados do 1º tri de 2021: 44% dos resultados acima das nossas expectativas

Veja a retrospectiva dos resultados divulgados, com uma análise consolidada do nosso universo de cobertura de ações. Aqui você também poderá acessar os links para os comentários mais detalhados de cada empresa, que organizamos por destaques negativos, positivos e em linha.


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A divulgação dos resultados do 1° trimestre de 2021 (1T21) das empresas listadas na Bolsa começou no dia 23 de abril e todas as empresas do Ibovespa já reportaram seus resultados.

Vemos os resultados do 1o trimestre como sólidos, pois 77% das empresas reportaram resultados em linha ou acima do esperado. 44% dos resultados superaram as nossas expectativas, 33% foram em linha e 23% vieram abaixo. Já em relação às projeções do consenso, 48% deles vieram acima dos números projetados pelo mercado, 29% vieram em linha, enquanto 23% foram abaixo das estimativas.

O primeiro trimestre do ano foi marcado por um cenário macroeconômico e político desafiador, com preocupações sobre a inflação e alta nas taxas de juros de longo prazo em países desenvolvidos, a atividade econômica mais fraca no Brasil por conta da piora aguda da pandemia, além de ruídos políticos e incertezas fiscais.

Apesar dessas preocupações Macro, a história Micro das empresas segue construtiva. Várias empresas se mostraram resilientes em meio ao cenário doméstico com restrições de mobilidade, enquanto empresas com exposição à forte recuperação econômica global continuaram a se destacar. Nossa análise consolidada sugere que a receita e lucro operacional (EBITDA) das empresas sob a cobertura XP superaram nossas projeções, na média, em +3,1% (de +6,2% no relatório anterior) e +10,6% (de +7,9% do relatório anterior), respectivamente.

Levando em conta somente as empresas sob a cobertura XP e que estão no índice Ibovespa, a receita e EBITDA superaram nossos números em +3,7% e +8,9%, respectivamente.

No primeiro trimestre de 2021, os lucros das empresas do Ibovespa contraíram -48% em relação ao 4T20, porém cresceram mais de +200% em relação ao mesmo período do ano passado. Segundo dados do Bloomberg, para o ano de 2021, os analistas agora estimam um crescimento de +196% nos lucros das empresas.

Destaques dos setores

Como esperado, o grande destaque dessa temporada de resultados foram os setores ligados a commodities, impulsionados principalmente pelo forte crescimento dos EUA e China. Além do cenário de demanda aquecida, contribuiu para a receita dessas empresas a desvalorização do Real frente ao Dólar.

No setor Mineração e Siderurgia, 100% das empresas reportaram resultados acima ou em linha com as nossas expectativas, beneficiadas pelos preços mais altos do minério de ferro (+25% T/T, US$167/t na média do trimestre) e do cobre (+17% T/T).

Da mesma forma, o setor de Alimentos e Bebidas também reportou bons resultados. Em particular, a Marfrig (MRFG3) foi fortemente beneficiado pelo forte desempenho dos EUA, que compensou a situação mais frágil no Brasil. Mas o grande destaque do setor foi a Ambev (ABEV3), que surpreendeu positivamente apesar do momento ainda desafiador para bares e restaurantes.

Já em Varejo, as empresas de supermercado como a Assai (ASAI3) e GPA (PCAR3) apresentaram sólidos resultados apesar de uma base de comparação mais difícil e um trimestre desafiador com restrições de circulação. Essas medidas impactaram negativamente as companhias que dependem mais de vendas físicas. Por outro lado, as empresas com canal de ecommerce viram um bom desempenho diante do cenário de maiores restrições.

Adicionalmente, o aumento de restrições e piora da pandemia no primeiro trimestre levou a resultados mistos para o setor de Saúde. Ao contrário do que esperávamos, não houve uma postergação de tratamentos e procedimentos eletivos, o que pressionou as margens das operadoras de saúde como a GNDI (GNDI3). Por outro lado, taxas de ocupação mais alta e aumento de leitos operacionais impulsionaram o desempenho de prestadores de serviço, em particular a Rede D’Or (RDOR3).

O setor Financeiro também apresentou resultados mistos, com 40% dos resultados abaixo das nossas expectativas. Os números foram impulsionados por menores provisões, que não devem ser sustentáveis ao longo do tempo. Destacou-se o desempenho do Santander (SANB11) que reportou maior margem financeira e maiores volumes. Na ponta negativa, o Itaú (ITUB4) surpreendeu nossas expectativas, mas os resultados não impressionaram os mercados pois incluíram diversos itens não sustentáveis.

Por último, no setor de Transporte e Logística, as empresas de aluguel de carros apresentaram resultados fortes, com destaque para a Unidas (LCAM3). Os bons resultados foram impulsionados principalmente pelo cenário positivo para seminovos em um cenário de elevação dos preços de carros novos.

Veja abaixo a comparação entre as expectativas e os números reportados para cada uma das empresas que já divulgaram seus resultados e fazem parte da nossa cobertura.

A evolução do tema ESG nos resultados das empresas

Um tema que vem ganhando cada vez mais espaço nos relatórios e teleconferências de resultados de diferentes empresas é o ESG (do termo em inglês Environmental, Social and Governance). O mercado continua acompanhando de perto as empresas mais preparadas nessa agenda, e as companhias têm buscado se posicionar incluindo nos relatórios e apresentações de resultados tanto iniciativas implementadas durante o trimestre, quanto o anúncio de novos objetivos e metas para os meses adiante.

Conforme já mencionamos, vemos a transparência na divulgação de dados como um dos maiores desafios hoje na agenda ESG e, portanto, entendemos a padronização das divulgações e métricas ESG como uma evolução necessária e uma das tendências que destacamos para 2021 (leia aqui o relatório completo). Nesse sentido, recebemos de forma positiva a maior disponibilidade de dados por parte das empresas em seus relatórios / apresentações trimestrais, embora a qualidade deles continue sendo um desafio, ao mesmo tempo em que a padronização da divulgação dos mesmos é claramente necessária, abordando não apenas o que precisa ser relatado, mas a maneira como o é.

Olhando para frente, esperamos que a divulgação das métricas ESG por parte das companhias brasileiras evolua cada vez mais, e já temos visto resultados nessa direção. Nesse sentido, destacamos principalmente (i) o setor de mineração e siderurgia, com as empresas CSN Mineração (link análise ESG), Vale, Usiminas e Aura Minerals; (ii) os frigoríficos, com destaque para Marfrig; e, por fim, (iii) do lado de consumo, a Multiplan (link análise ESG). Quer saber mais sobre o tema ESG? Veja aqui nosso relatório completo sobre o tema.

Destaques dos Resultados Divulgados

Alliar (AALR3): A Alliar apresentou resultados melhores do que o esperado devido a maiores receitas de análises clínicas e novos negócios (R$10M no trimestre) e menores custos e despesas com pessoal, parcialmente compensados por receitas de diagnóstico por imagem abaixo do esperado. O EBITDA ficou 14% acima de nossas estimativas atingindo R$64 milhões com uma margem 2,5pp melhor do que o esperado. Além disso, pelo lado positivo, a empresa anunciou que decidiu investir em um núcleo técnico operacional (“NTO”), o que reforça o compromisso da empresa com análises clínicas que atualmente representam 21% do faturamento. No entanto, devemos observar que parte da melhora atual nos resultados da análise clínica está ligada ao teste Covid-19 que deve diminuir gradualmente. Além disso, o principal negócio da empresa – diagnósticos por imagem – apresentou uma queda de 5% em relação ao trimestre anterior, com o ticket médio em ressonância magnética 0,4% menor que o 1T20. Assim, permanecemos com recomendação Neutra e reiteramos nosso preço alvo de R$10,0/ação.

Ânima (ANIM3): A Ânima conseguiu nos surpreender em meio ao ambiente difícil do 1T21 com receita acima do esperado (ticket médio maior), margens maiores e uma nova estimativa de sinergias relacionadas à aquisição da Laureate de R$350M, comparado a R$230M anteriormente: 52% maior! Também acreditamos que estamos chegando em um ponto de inflexão no que diz respeito ao impacto negativo da pandemia no setor e esperamos que o ciclo de captação do 2S21 seja mais promissor. Dessa forma, reiteramos nossa recomendação de Compra e preço-alvo de R$15,0/ação.

AmBev (ABEV3): A AmBev registrou mais um trimestre sequencialmente forte, com um EBITDA normalizado de R$ 5,38 bilhões (+26% A/A e +22% versus XPe) e uma margem EBITDA de 32% (-157 bps A/A e + 169 bps versus XPe). Mantendo a excelência operacional como sua vantagem competitiva principal, acreditamos que a inovação no portfólio e a estratégia digital estão dando cada vez mais frutos, impulsionando o desempenho da empresa. No geral, o segmento core-plus apresentou forte crescimento em todas as geografias, o que foi uma surpresa bastante positiva dado que ainda passamos por um momento muito desafiador, com um ritmo de vacinação mais lento do que o esperado impedindo a aceleração da reabertura de bares e restaurantes. O segmento de Cerveja Brasil entregou outro trimestre forte com volume crescendo 16% A/A, apenas 2% abaixo da nossa estimativa, apesar do cancelamento do Carnaval e do ritmo lento de reabertura. Destaque para o forte desempenho da Brahma Duplo Malte e para o portfólio premium crescendo quase 20%, juntamente com o crescimento de um dígito alto (cerca de 9%) para as marcas convencionais. Continuamos otimistas com a AmBev apesar das incertezas de curto prazo. Mantemos nossa recomendação de Compra com preço-alvo de R$ 17,15 por ação.

Aura Minerals (AURA 33): Reportou números fortes, com EBITDA de US$52 milhões, em linha com o nosso e 2% acima do consenso (+4% T/T). Os níveis ainda fortes de produção (67 mil onças de ouro equivalente, queda de 3% T/T e alta de 66% na comparação anual) e preços de cobre mais altos (+17% T/T) mais do que compensaram a queda do ouro (-6% T/T). Acreditamos que a empresa esteja bem posicionada para aproveitar os benefícios de seu plano de expansão e destravar valor na medida em que atualize sua base de recursos e reservas. Mantemos nossa recomendação de Compra com preço-alvo de R$95 por BDR.

Banco do Brasil (BBAS3): O Banco do Brasil superou o consenso em 23% e nossas estimativas em 16%, com lucro de R$4,9 bi, implicando num ROE de 15% (vs. 13% estimado). Embora elevado, o número foi fortemente impulsionado por menores provisões, que não acreditamos ser sustentável ​​nos próximos trimestres. Dito isso, não esperamos uma reação forte do mercado no próximo pregão. No geral, acreditamos que os próximos trimestres devem ser impulsionados pelo consumo de cobertura ou por resultados mais baixos, e estamos fortemente favoráveis ​​ao primeiro devido a maiores rendimentos de dividendos em um banco com índice Tier I de 17%. Por fim, mantemos nosso rating de Compra e preço alvo de R$46, pois acreditamos que os múltiplos do banco sejam atrativos com 4,2x P/E e 0,6x P/B, enquanto operacionalmente o banco segue defendido com boas taxas de cobertura/adequação de capital e uma carteira defensiva.

brMalls (BRML3): A brMalls apresentou um resultado sólido apesar da nova rodada de restrições durante o trimestre. Como esperado, os números operacionais foram afetados pela pandemia. As vendas dos lojistas caíram 26% ano contra ano e inadimplência líquida atingiu 14,3%. Pelo lado positivo, aluguel mesmas lojas subiu 1% e sua taxa de vacância permaneceu praticamente estável em 3,7%. O FFO ajustado foi de R$85 milhões (acima dos nossos números e do consenso de mercado), principalmente dado uma receita mais forte e provisões menores. Embora esperamos uma reação positiva do mercado, mantemos nossa recomendação Neutra e preço-alvo de R$10,7/ação.

CSN Mineração (CMIN3): A CSN Mineração reportou fortes números, com EBITDA de R$3,7 bilhões, -9% abaixo do nosso e -3% abaixo do consenso da Bloomberg (+15% na comparação trimestral e +302% no comparativo anual). Os volumes de minério de ferro acima do esperado no período (8,2 milhões toneladas, -5% T/T e +47% A/A) compensaram parcialmente as despesas operacionais por tonelada mais altas (US$41/t, +43% T/T). Reiteramos nossa recomendação de Compra (preço-alvo de R$14/ação) com valuation atrativo, considerando seu crescimento para 60 milhões de toneladas em 2024E, em nossa visão, e um dividend yield de 11% para 2021E.

CSN (CSNA3): A CSN reportou fortes resultados, com o EBITDA consolidado atingindo a máxima histórica. O EBITDA ajustado de R$5,8 bilhões (+23% T/T, em linha com o nosso) foi impulsionado por maiores volumes de vendas e melhores preços realizados nos segmentos de siderurgia e mineração. A geração de caixa livre recorde no trimestre foi de R$3,5 bilhões devido ao forte EBITDA. Como consequência, a razão Dívida Líquida/EBITDA diminuiu para 1,29x (de 2,23x no 4T), perto do guidance da empresa de 1,0x. Reiteramos nossa recomendação de Compra para CSNA3 (preço-alvo de R$55/ação).

d1000 (DMVF3): A d1000 reportou uma melhora de resultados no 1T21. Apesar da receita bruta ter vindo levemente abaixo do nosso número (-1,6% vs XPie) e com queda de 8,7% A/A (vs. -7,2% XPie), o EBITDA Ajustado (excluindo o efeito não recorrente negativo de R$900 mil referente a despesas com rescisões contratuais) veio 24% acima da nossa estimativa, explicado por uma margem bruta acima do esperado (+2,6p.p. A/A) e uma melhoria na produtividade da área corporativa e redução de despesas em geral.

EDP Energias do Brasil (ENBR3): A EdP Energias do Brasil reportou um EBITDA Ajustado de R$ 782,2 milhões, muito acima (+26,9%) da nossa estimativa de R$ 616,6 milhões e acima do consenso da Bloomberg de R$753,7 milhões (+3,8%). Esse desempenho reflete uma combinação de (i) uma margem de contribuição (receita menos custos de compra de energia e encargos de transmissão) melhor que nossas expectativas e (ii) custos gerenciáveis (pessoal, materiais, serviços e outros, normalmente agrupados sob a sigla PMSO) -3,9% abaixo das nossas expectativas e -0,7% inferiores aos níveis do 1T20, o que sinaliza um forte controle de custos pela companhia que consideramos positivo. O lucro líquido reportado no 1T21 foi de R$ 495,8 milhões, bem acima do nossos R$ 261,0 milhões e do consenso de R$ 295,1 milhões, refletindo principalmente a melhor performance nas linhas de resultados operacionais (receitas e custos). Temos uma visão positiva dos resultados e ressaltamos como positivo o controle de custos gerenciáveis (aqueles sobre os quais a companhia tem espaço de gestão para reduzir) apresentado no trimestre. Mantemos recomendação de Compra com preço-alvo de R$21/ação.

Equatorial (EQTL3): O Lucro Líquido foi de R$ 375 milhões, abaixo (-6,3%) de nossa estimativa de R$ 400,4 milhões e do consenso de mercado da Bloomberg de R$398,0 (-5,8%).  O EBITDA ajustado (cálculos da empresa, refletindo principalmente a remoção de efeitos contábeis não-caixa do segmento de transmissão, linha com nossa metodologia) ficou em R$ 981,0 milhões, acima de nossa estimativa de R$ 826,5 milhões (+18,7%) e do consenso de mercado da Bloomberg de R$876,8 (+11,9%). Outros destaques operacionais incluem: o volume total de energia distribuída atingiu 5.804 GWh, com crescimento consolidado de +4,0% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior, com destaque para o Maranhão, Piauí e Pará, que tiveram crescimento de +5,4%, +5,4 % e +3,7%, respectivamente. Temos uma visão ligeiramente positiva sobre os resultados. Mantemos nossa recomendação Neutra na Equatorial Energia, com um preço-alvo de R$ 24/ação.

Gerdau (GGBR4): A Gerdau reportou EBITDA em R$4,3 bilhões, +29% e +25% acima das nossas estimativas e as do consenso, respectivamente. Os principais destaques foram os preços mais fortes em todas as unidades de negócios, resultando em margens saudáveis em praticamente todas as linhas. O Fluxo de Caixa Livre foi de R$1,1 bilhão com o forte resultado operacional sendo parcialmente compensado pela recomposição do capital de giro (-R$2,6 bilhões). A Dívida Líquida atingiu R$10,8 bilhões (de R$9,9 bilhões no 4T), enquanto a alavancagem, medida pela razão Dívida Líquida/EBITDA, caiu para 0,98x, contra 1,25x no 4T20. Adicionalmente, a empresa anunciou dividendos de R$0,40/ação (retorno de 1,2%, data ex em 17 de maio). Mantemos nossa recomendação de Compra para a ação.

Grupo Mateus (GMAT3): O Grupo Mateus reportou resultados acima das nossas estimativas e em linha com o consenso de mercado. O principal destaque do resultado foi o crescimento de receita líquida de 39,6% A/A e vendas mesmas lojas (SSS) em +10%, devido à forte expansão de lojas (11 unidades no trimestre e 43 nos últimos 12 meses). Em relação à rentabilidade, houve pressão de margem bruta (-1,2p.p. A/A) devido ao impacto negativo da desaceleração de inflação na categoria de commodities (conforme antecipado no call de resultados do 4T20), porém esta foi compensada por uma diluição de despesas operacionais.

Grupo Pão de Açúcar (PCAR3): O GPA (GPA Brasil e Grupo Exito) reportou resultados com EBITDA 4,5% acima das nossas estimativas, por conta de um impacto positivo de câmbio na receita do Grupo Éxito, e um lucro bastante acima da nossa estimativa, em R$113 milhões, devido a um impacto positivo não recorrente de imposto diferido.

Grupo Soma (SOMA3): O Grupo Soma reportou fortes resultados, acima das nossas estimativas e do consenso de mercado. Apesar do trimestre bastante desafiador para o setor de vestuário, com restrições de circulação e horário de operação, o Grupo Soma foi capaz de entregar crescimento de receita bruta de +17% A/A (+4,4% orgânico) devido à forte performance do canal digital (+75% A/A) e do atacado (+46% A/A). Além de entregar um crescimento (vs. queda de receita de seus pares), houve expansão de margem bruta (+5,5p.p.) por conta de vendas a preços cheios no canal online e do forte crescimento da Farm Global (marca com a 2ª maior margem bruta do Grupo).

Irani (RANI3): A Irani reportou resultado operacional bem mais forte do que o esperado, com EBITDA de R$100,3 milhões, +53% acima do nosso e +35% acima do consenso (alta de 61% na comparação trimestral). O principal motivo para o resultado acima do nosso foi o preço realizado mais forte compensando a alta no preço das aparas. Outro destaque foi o volume de papelão ondulado de 41 mil toneladas (-4% T/T), levemente abaixo dos números da Empapel (-1% T/T). Reiteramos nossa recomendação de Compra com preço-alvo de R$8,5/ação.

Iguatemi (IGTA3): A Iguatemi divulgou resultado ligeiramente acima do que o esperado. No lado operacional, a taxa de vacância subiu para 9,7%, com as vendas nas mesmas lojas caindo 25,6%. Por outro lado, o aluguel nas mesmas lojas mostrou certa resiliência e caiu somente 4,2% ano contra ano. No resultado financeiro, O FFO foi de R$77 milhões, em linha com nossas estimativas, mas acima do consenso de mercado. Destacamos uma despesa geral e administrativa acima do esperado dado as provisões para inadimplência e o maio resultado financeiro mais forte atribuído principalmente aos ganhos de marcação a mercado dos seus contratos de equity swap. No balanço patrimonial, a Iguatemi reportou uma geração de caixa de R$34 milhões, o que levou sua alavancagem dívida líquida/Ebitda a atingir 3,26x. Vale ressaltar que todos os ativos da Iguatemi estão em operação (cerca de 86% de sua capacidade de horas), o que permite os lojistas aumentarem suas vendas nos próximos meses e o que deve ajudar a reverter o índice de inadimplência da companhia. Reiteramos a Iguatemi como o nosso nome preferido no setor de shopping centers, com recomendação de Compra e preço-alvo de R$41,0/ação.

JHSF (JHSF3): A JHSF reportou resultados positivos e mais fortes do que as nossas estimativas. O desempenho foi atribuído principalmente pelo maior reconhecimento de receita do segmento residencial, o que fez com que seu resultado financeiro superasse nossas estimativas. Como esperado, o desempenho operacional do segmento de shopping centers foram amplamente afetados pelas restrições comerciais e fechamento dos shoppings no primeiro trimestre (vendas nas mesmas lojas e alugueis nas mesmas lojas caíram 18,5% e 17,6% ano contra ano, respectivamente). Pelo lado positivo, o segmento residencial apresentou forte desempenho de vendas, impulsionado pelo Complexo Boa Vista. Reiteramos nossa recomendação de Compra e preço-alvo de R$9,70/ação.

Localiza (RENT3): A Localiza reportou bons resultados, com lucro de R$482 milhões (+109% A/A, superando nossas estimativas e as de consenso em ~17% e ~6%, respectivamente). Os principais pontos positivos foram: (i) resiliência da receita de aluguel apesar do desafio de suprimento de carros novos (receita +10% A/A tanto em RAC quanto em Aluguel de Frotas), mostrando (a) a capacidade de precificação da Localiza em RAC (tarifa média +16% A/A), e (b) a consistente dinâmica de aluguel de frotas (volumes e tarifa média +5% A/A); e (ii) sólidos resultados do Seminovos, com menor depreciação em relação ao ano anterior e fortes margens refletindo aumentos nos preços dos carros usados ​​(preço médio dos carros vendidos +23% A/A). Do lado negativo, notamos as margens EBITDA de aluguel mais fracas (queda de 5-7p.p. em RAC e Aluguel de Frotas, respectivamente). Reiteramos recomendação de Compra e preço alvo de R$76,00/ação.

Magazine Luiza (MGLU3): Magazine Luiza reportou fortes resultados, acima dos nossos números e do consenso, explicado por um crescimento de lojas físicas acima do esperado (+4% A/A e vendas mesmas lojas em -0,5% A/A) mesmo em meio ao cenário mais restritivo do trimestre, além de uma continuidade de uma performance sólida do online (GMV +114% A/A). Além disso, apesar da queda de margem bruta por conta da maior participação do digital (-2p.p. A/A), o Magalu conseguiu manter a margem EBITDA estável A/A devido à diluição de despesas operacionais, mesmo com o fechamento de lojas. Finalmente, a companhia teve um impacto não recorrente positivo de R$177 milhões no seu lucro, devido à reversão de provisões tributárias relacionadas ao Difal.

Mills (MILS3): A Mills divulgou resultados acima das nossas expectativas pelo segundo trimestre consecutivo, seguindo a trajetória positiva observada no 3T20/4T20 e entregando um lucro líquido de R$7,4 milhões vs um prejuízo líquido de R$1 milhão no 1T20 e superando em 10,3% nossa estimativa. A companhia teve uma receita líquida de R$153,6 milhões (+21,8% a/a e 11,9% acima da XPe), com a unidade de aluguel de plataformas aéreas representando 86% desse montante. As linhas de custos e despesas avançaram menos do que o crescimento de receita e vieram em linha com nossas estimativas, consequentemente, a Mills conseguiu entregar um EBITDA de R$56,1 milhões, (+46,3% a/a e 19,6% acima da XPe) combinado com uma forte expansão da margem que veio em 36,5% (+6,1pp a/a e 2,4pp acima da XPe). Com a unidade de construção também contribuindo positivamente para o resultado (EBITDA de R$4 milhões vs R$0,2 milhão no 1T20) e atingindo o breakeven, a Mills entregou um lucro líquido de R$7,4 milhões – o terceiro lucro trimestral consecutivo. Após uma alta de 66% das ações desde o início da cobertura em 1º de março (vs 9,7% do Ibov), reiteramos nossa recomendação de Compra por acreditar que os ciclos de rentabilidade e crescimento já chegaram e devem continuar.

MRV (MRVE3): A MRV publicou resultados sólidos referente ao 1T21, impulsionado pela robusta performance operacional e resultados financeiros mais fortes do que o esperado. A DRE foi em linha com nossas estimativas até o EBITDA, mas os resultados financeiros mais fortes do que o esperado das operações da AHS impulsionaram seu lucro líquido de R$137 milhões (+31% ano contra ano e +24% contra nossas estimativas). No balanço patrimonial, a companhia reportou um consumo de caixa considerável de R$384 milhões, levando a uma alavancagem de 41% dívida líquida/PL. Embora acreditamos em uma reação levemente positiva, mantemos nossa visão conservadora para a ação e mantemos nossa recomendação Neutra com preço-alvo de R$23,0/ação.

Omega (OMGE3): A Omega reportou um prejuízo líquido foi de R$ (91,3) milhões, um desapontamento em relação a nossa estimativa de R$ (62,3) milhões. O EBITDA ajustado (incluindo o EBITDA pró-rata em participações minoritárias) foi de R$ 196,7 milhões, muito acima (+31,0%) das nossas expectativas de R$ 150,2 milhões, refletindo uma combinação de: (i) uma melhor incidência de ventos nos Complexos Eólicos Delta e Assuruá, (ii) a contribuição de Assuruá 3, cuja aquisição foi concluída em 30 de março de 2020, e (iii) a contribuição do primeiro trimestre completo de Chuí e Ventos da Bahia 1 e 2 como parte do portfólio da Omega. Temos uma avaliação positiva dos resultados da Omega. E destacamos como positivo a normalização do perfil de ventos nos complexos Delta e Assuruá. Continuamos a acreditar que a Omega é uma das companhias de melhor risco-retorno no setor elétrico, e continuamos a considerar a ação como nossa preferida no setor. Mantemos nossa recomendação de Compra com um preço-alvo de R$ 50/ação.

Priner (PRNR3): A Priner divulgou um 1T21 marcado pela continuidade do crescimento das receitas, mas com margens pressionadas em função do aumento de custos e despesas por conta das restrições relacionadas à Covid-19. Para os próximos trimestres, acreditamos que a aceleração do processo de vacinação combinada com o relaxamento das restrições deve impulsionar o crescimento das receitas, mas com margens melhores do que a que vimos no 1T21. Com isso, reiteramos nossa recomendação de Compra em PRNR3, com preço alvo de R$13,4/ação.

Raia Drogasil (RADL3): A RD reportou sólidos resultados referentes ao 1T21, acima das nossas estimativas porém em linha com o consenso. O forte desempenho de vendas mesmas lojas (+8,6% A/A sendo +4,6% de lojas maduras), a penetração de vendas digitais em um nível recorde (em 7,7%) e ganho de participação de mercado nacional e em todas as regiões foram os principais destaques positivos do resultado. Além disso, a companhia divulgou dados preliminares da performance em abril, com forte crescimento de vendas mesmas lojas (+22% total e +14% lojas maduras, comparando com Abr/19 dada fraca base de comparação em 2020).

Rede D’Or (RDOR3): A Rede D’Or divulgou resultados operacionais muito fortes, superando as nossas estimativas, impulsionados por uma receita líquida robusta, que refletiu uma combinação de: i) aumento de leitos operacionais, ii) taxa de ocupação mais alta e iii) ticket médio mais alto. O forte conjunto de indicadores operacionais reforça nossa visão positiva sobre a Rede D’Or e, com isso, reiteramos nossa recomendação de Compra com preço alvo de R$85/ação.

Simpar (SIMH3): A Simpar relatou resultados positivos, com lucro líquido ajustado aos acionistas majoritários de R$126 milhões (excluindo a provisão de prêmio futuro relacionado ao Call Bond 2024) superando as nossas estimativas e as estimativas de consenso em 15% e 9%, respectivamente. Embora observemos que os resultados operacionais não devem ser uma surpresa, dado que Movida, Vamos e JSL já reportaram, notamos a gestão contínua de passivos da empresa. A recente emissão de bônus vinculados à sustentabilidade da Simpar estendeu seu perfil de dívida para 8,4 anos (vs. 4,3 no 4T20), permitindo que o caixa atual seja suficiente para cobrir as obrigações de dívida até 2024. Apoiado por fundamentos sólidos para suas subsidiárias e um desconto de holding excessivo de ~30%, reiteramos nossa recomendação de Compra e preço-alvo de R$59,00/ação.

Tenda (TEND3): A Tenda reportou sólidos resultados, ligeiramente acima das nossas expectativas e impulsionada pelo forte desempenho de vendas. Apesar da recente pressão de custo de materiais de construção, a margem bruta foi um pouco mais forte do que o esperado, caindo apenas 50 pontos-base trimestre contra trimestre. Do lado negativo, despesas operacionais acima do esperado e resultados financeiros mais fracos compensaram o melhor desempenho na margem bruta e levou o lucro líquido em linha com nossas estimativas. Além disso, a Tenda continua avançando com os requisitos para iniciar a operação da nova planta off-site (no modelo remoto) como as certificações, chegada das novas máquinas e equipamentos. Vemos os resultados como positivo e reiteramos nossa recomendação de Compra e preço-alvo de R$37,2/ação.

Trisul (TRIS3): Trisul divulgou resultados positivos, embora um pouco abaixo do esperado em razão de uma receita líquida mais baixa do que o esperado e uma despesa financeira maior. Seu resultado continuou expandindo ano contra ano dado ao crescimento do volume de lançamentos e vendas e sem sinais de pressão de custos em sua margem bruta, que atingiu 40,3% (+1,4 p.p. ano contra ano e +2,7 p.p acima das nossas estimativas). No balanço patrimonial, apesar de uma pequena queima de caixa de R$22 milhões, a Trisul terminou o trimestre com um baixo nível de dívida líquida/PL de 7%. Não vemos o resultado como um gatilho para a ação e mantemos nossa visão positiva para as ações TRIS3 e recomendação de Compra e preço-alvo de R$14,0/ação.

Unidas (LCAM3): Unidas reportou fortes resultados, com lucro líquido de R$ 220 milhões (+175% A/A, superando nossas estimativas e as estimativas de consenso em ~22% e ~8%, respectivamente). Os principais pontos positivos foram: (i) receita de GTF +35% A/A, mostrando uma (a) combinação de crescimento forte de volumes [+16% A/A] e tarifa média [+ 17% A/A]), e (b) pipeline comercial encorajador no 2T21 (+11% T/T); e (ii) sólida perspectiva de vendas de carros usados ​​confirmando forte dinâmica de lucros, com menor depreciação A/A e fortes margens de Seminovos refletindo preços mais altos de carros usados ​​(preço médio do carro vendido +48% A/A). Do lado negativo, notamos (i) desaceleração no segmento de Rent-a-Car (RAC), com receita líquida +1% A/A (vs. + 7% A/A no 4T20). Apoiados por uma sólida perspectiva de crescimento estrutural do setor, reiteramos nossa recomendação de Compra e preço alvo de R$34,00/ação.

Usiminas (USIM5): A Usiminas reportou outro forte resultado, acompanhando o melhor mercado doméstico de aço e preços mais altos do minério de ferro. O EBITDA ajustado de R$2.4 bilhões foi recorde trimestral (+64% T/T, +18% vs. consenso). A alavancagem medida pela razão Dívida Líquida / EBITDA ficou em 0,3x (estável vs. 4T20), como consequência de melhores números operacionais compensados por um maior câmbio na marcação a mercado da dívida.

Vivara (VIVA3): A Vivara reportou EBITDA 8,6% acima dos nossos números, mas levemente abaixo do consenso do mercado. Apesar do aumento de restrições de circulação impostas no país, a companhia entregou um crescimento de receita líquida (+5,6% A/A), uma vez que o forte desempenho do canal online (+160% A/A) compensou a queda das lojas físicas (-10,6% A/A). Em relação à rentabilidade, a companhia entregou uma queda de margem bruta (-1p.p.) devido a impactos pontuais do trimestre, o que somado a maiores despesas operacionais por conta do fechamento de lojas e investimentos em projetos estratégicos levaram a uma queda de margem EBITDA ajustada (-3,5% A/A). No entanto, destacamos que o EBITDA ajustado foi positivo (em R$10,5 milhões) assim como lucro (R$3,9 milhões) apesar do cenário mais desafiador no trimestre.

AES Brasil (AESB3): A AES Brasil reportou um EBITDA ajustado de R$ 313,2 milhões, um pouco abaixo da nossa estimativa de R$ 329,9 milhões (-5,1%) e do consenso de mercado, de R$ 326,7 milhões (-4,1%). Os resultados refletiram principalmente uma menor margem de contribuição (receitas menos custos de aquisição e transmissão de energia) de R$ 411,9 milhões em relação aos nossos R$ 424,4 milhões. Isso por sua vez reflete o impacto de elevados preços de energia no mercado de curto prazo e rebaixamento da garantia física da companhia dentro do Mecanismo de Realocação de Energia (MRE) devido ao cenário pressionado de condições de chuvas e reservatórios no período. Retiramos dos nossos cálculos de EBITDA Ajustado um ganho não recorrente de R$ 35,9 milhões referente à repactuação do risco hidrológico, conforme previsto na Lei 14.052 / 2020 (repactuação do risco hidrológico). O Lucro Líquido foi de R$ 93,0 milhões, bem abaixo das nossas estimativas de R$ 140,6 milhões (-33,9%) e consenso da Bloomberg de R$ 111,0 milhões (-16,2%), principalmente devido a despesas financeiras acima do esperado. Adicionalmente, a companhia aprovou uma distribuição intermediária de dividendos no valor de R$ 68 milhões, ou 0,1704 por ação, em relação ao 1T21, o que significa um dividend yield de 1,2%. As ações serão negociadas “ex-dividendos” a partir de 11 de maio de 2021. Estimamos um dividend yield de 8,5% em 2021. Temos uma avaliação ligeiramente negativa dos resultados, mas mantemos nossa recomendação de Compra e nosso preço-alvo de R$ 18,00/ação para AESB3.

Banrisul (BRSR6): O Banrisul apresentou resultados fracos com o operacional antes do custo do crédito e impostos vindo 22% abaixo das nossas estimativas, em R$ 663 milhões. O resultado foi impactado por: (1) Menores margens financeiras, que caíram 4% A/A para R$ 1,2 bilhão, impulsionado por menores margens líquidas de juros; (2) Tarifas que caíram 3% A/A, impactadas pela queda das tarifas de varejo e adquirência; e (3) Custos que se deterioraram 2% A/A, visto que o banco aumentou as provisões trabalhistas que saltaram 107% A/A para R$ 119 milhões. Não obstante, o banco também consumiu 15 pontos-base de cobertura sobre inadimplência para 303%, 20 pontos-base de capital de nível I para 14,8% e deteriorou o seu spread em 93 pontos-base para 5,8%.Mantemos nossa recomendação de Compra com preço-alvo de R$ 19, pois acreditamos que o banco está operacionalmente defendido com empréstimos consignados e uma fonte de captação estável, enquanto apresenta um desconto atrativo de ~40% ao patrimônio líquido.

BB Seguridade (BBSE3): A BB Seguridade apresentou resultados com o lucro líquido abaixo das expectativas totalizando um valor de R$ 977 milhões (vs. R$ 1.113 das estimativas de consenso). O resultado foi impactado principalmente por: i) receita financeira, que ficou 57% abaixo A/A, pressionada tanto pela política de menor taxa de juros quanto pela redução de capital via payout; e ii) Brasilseg, que apresentou resultado abaixo do esperado devido a maior sinistralidade. Mantemos nossa classificação de Compra e preço-alvo de R$ 35, pois acreditamos que a empresa atenderá às expectativas de um alto rendimento de dividendos e tem um valuation atraente.

C&A Modas (CEAB3): A C&A Modas reportou resultados abaixo das nossas estimativas de EBITDA e Lucro Líquido. Os resultados foram negativamente impactados pelas restrições de circulação impostas no país em março, levando a uma queda na receita líquida de -20,6% A/A e -21,7% em vendas mesmas lojas. O resultado veio abaixo do esperado devido a uma compressão de margem bruta em vestuário mais forte (-5,9p.p. A/A) devido ao ambiente mais promocional e pressão de custos combinado a maiores despesas operacionais. No entanto, o segmento de serviços financeiros apresentou uma recuperação sequencial mais forte de receita vs. o 4T20, além de uma forte redução de despesas (-43,5% A/A).

Carrefour Brasil (CRFB3): Carrefour Brasil reportou resultados referentes abaixo das nossas estimativas e do mercado, decorrente de uma queda de margem bruta mais forte do que as nossas expectativas. O lucro líquido veio bastante acima da nossa estimativa, em R$923 milhões (95% acima da XPi) por conta do reconhecimento de uma receita não recorrente com a efetivação da transação do empreendimento imobiliário com a WTorre e créditos fiscais. Ajustando para esse efeito, o lucro veio abaixo do nosso, devido ao resultado operacional mais fraco.

Cielo (CIEL3): A Cielo apresentou resultados fracos, com lucro recorrente chegando a R$ 134 milhões (vs. a média de mercado de ~ R$ 190 milhões). O resultado foi impactado negativamente tanto por volumes quanto por margem. Os volumes vieram abaixo do esperado, uma vez que o TPV (Volume Total de Pagamentos) da empresa não se recuperou no trimestre, as margens também não ajudaram (margem líquida de 0,73% vs. 0,78% no 1T20). No geral, 2021 começou com um declínio de 20% no lucro recorrente em relação ao ano anterior. Reiteramos nossa classificação Neutra, pois acreditamos que as ações da empresa já incorporam tais fundamentos.

Cogna (COGN3): Cogna iniciou 2021 divulgando mais um trimestre negativo, mas desta vez o impacto veio da Vasta (B2B de Educação Básica) com uma queda de 30% na receita A/A e 59% no EBITDA. Por outro lado, a Kroton (graduação) apresentou um aumento de EBITDA de 18%, apesar da queda de receita de 19% no comparativo anual, mas devemos destacar que 45% do EBITDA se refere a itens não recorrentes que devem ser monitorados. A empresa registrou um prejuízo líquido de R$91M em comparação a um prejuízo de R$39M no 1T20 e nossa estimativa de -R$46M. Com o lucro ainda pressionado e resultados poluídos com itens não recorrentes, permanecemos com recomendação Neutra em COGN3 com o preço alvo de R$5,1/ação.

Copasa (CSMG3): A Copasa divulgou seus resultados do 1T21 com o EBITDA ajustado de R$ 498,6 milhões abaixo da nossa estimativa de R$ 551,3 milhões (-9,6%) e do consenso da Bloomberg de R$ 553,7 milhões (-10,0%). Tal performance reflete uma combinação de (i) uma tarifa média mais baixa em relação às nossas expectativas (-3,7% para água e -2,9% para o esgoto) devido uma maior participação do segmento residencial social no mix de clientes, parcialmente compensado por (ii) um volume faturado maior do que o esperado (+4,6% para água e +3,0% para o esgoto)  e (iii) custos gerenciáveis (pessoal, material e serviços) em linha com nossas expectativas (-0,2%). Passando para a linha do lucro, o lucro líquido de R$ 219,8 milhões também ficou abaixo da nossa estimativa de R$ 255,4 milhões (-14%) e do consenso da Bloomberg de R$ 237,0 milhões (-7,3%), também reflexo do menor resultado operacional da companhia. Temos uma avaliação ligeiramente negativa dos resultados. Além disso, continuamos a enxergar um cenário complexo para a concretização de uma eventual privatização da companhia nos ambientes estadual e municipal. Assim sendo, continuamos a acreditar que há poucos motivos para se investir nas ações da Copasa, e mantemos recomendação de Venda, com preço-alvo de R$15/ação.  

Enjoei (ENJU3): O Enjoei reportou resultados 11% abaixo das nossas estimativas e do consenso de receita líquida, devido a uma taxa de comissão (take rate) abaixo do esperado. Além disso, o EBITDA também veio mais fraco do que o nosso, devido a maiores despesas operacionais, porém em linha com o consenso. Destacamos como pontos positivos do resultado a queda de Custo de Aquisição de Cliente T/T e a sólida performance das safras mais novas, em linha com as anteriores.

Estapar (ALPK3): Estapar divulgou resultados fracos com a pandemia penalizando as principais operações e margens, compensando o desempenho positivo da linha On-Street (concessões em via pública). A redução da mobilidade devido à pandemia levou a uma diminuição nas receitas e, consequentemente, nas margens nas principais operações da ALPK, que compensou o desempenho positivo das operações On-Street (lucro bruto de R$9,8 milhões vs R$2,2 milhões no 1T20 e 29,6% acima de nossas estimativas), já que o 1T21 teve o resultado integral da concessão da Zona Azul de São Paulo iniciada em novembro de 2020. Não esperamos que esse cenário mude no curto prazo, portanto reiteramos nossa recomendação Neutra com preço-alvo de R$9,7 por ação.

IMC (MEAL3): A IMC reportou resultados ainda fortemente afetados pela segunda onda da Covid. Suas margens foram pressionadas devido a uma combinação de desalavancagem operacional e inflação nos alimentos. A receita líquida consolidada no trimestre foi de R$ 322 mi, 10% acima de nossas expectativas (-12,2% A/A), mas o EBITDA de R$ 2,3 mi ficou 18% abaixo de nossa projeção, principalmente devido aos custos acima do previsto, o que manteve a margem bruta em 23,2% (-16bps A/A). As operações internacionais foram o principal destaque positivo, com EUA e Caribe apresentando resultados sequencialmente mais fortes e também impulsionados pela câmbio desvalorizado. Além disso, o Frango Assado mais uma vez mostrou sua resiliência, com a receita líquida diminuindo apenas 3% A/A. Por outro lado, a divisão KFC, Pizza Hut, Viena e outras apresentou um resultado operacional negativo e um desempenho significativamente pior do que o esperado. Acreditamos que a IMC está caminhando na direção certa, mas gostaríamos que algumas iniciativas de médio prazo ganhassem força antes de ficarmos construtivos com o papel.  Olhando para o futuro, a recuperação do volume de vendas em abril/maio foi mais rápida do que em 2020, de acordo com a IMC. Com isso, a receita poderia aumentar no curto prazo, caso não ocorram outros solavancos no caminho, como a segunda onda de Covid. Diante desse cenário desafiador, mantemos nossa recomendação de Neutro e nosso preço-alvo de R$ 4/ação.

Klabin (KLBN11): A Klabin reportou números operacionais abaixo do esperado. O EBITDA recorrente de R$1.254 milhões ficou -9% abaixo do consenso e -11% abaixo da nossa estimativa (+13% T/T, +22% A/A). Os principais destaques positivos foram os volumes de papel em 536kt (+1% vs. XPe, -6% T/T e +15% A/A) e preços realizados de celulose mais altos (+21% T/T). No entanto, os custos de celulose ficaram 4% acima das nossas estimativas e os preços de aparas cresceram 150% A/A. Mantemos nossa recomendação de Compra e preço-alvo de R$32/ação.

Lojas Renner (LREN3): A Lojas Renner reportou resultados abaixo das nossas estimativas e das expectativas do mercado. Os resultados da companhia foram negativamente impactados pelas restrições de circulação impostas no país, principalmente em março, levando a uma queda de 15% A/A na receita líquida e -12,7% em vendas mesmas lojas, enquanto as despesas vieram acima do esperado, devido a maiores investimentos na transformação digital da companhia. Realize foi um destaque positivo, com uma recuperação sequencial mais forte de receita vs. o 4T20, porém ainda 31% abaixo do 1T20.

Multiplan (MULT3): Multiplan reportou resultados abaixo do esperado em grande parte devido aos impactos da recente rodada de restrições durante o trimestre e maiores provisões em razão do aumento da inadimplência. No lado operacional, a taxa de vacância subiu para 5,4% com as vendas nas mesmas lojas (SSS) e aluguéis nas mesmas lojas caindo 26,8% e 15,2% A/A, respectivamente. Do lado positivo, as atividades de locações mantiveram sólidas (turnover ou troca de lojistas de 2,1%), mostrando a demanda resiliente por shoppings de alta qualidade apesar dos desafios macroeconômicos de curto prazo. Para os próximos trimestre, esperamos que os resultados melhorem à medida que a capacidade operacional dos shoppings volte ao normal (o portfólio está operando com cerca de 77% de sua capacidade). Embora esperamos uma reação negativa do mercado, continuamos vendo valor de longo prazo nas ações e mantemos nossa recomendação de Compra e preço-alvo de R$25,0/ação.

Orizon (ORVR3): A Orizon divulgou seus resultados com o EBITDA ajustado de R$ 25 milhões bem abaixo da nossa estimativa de R$ 43 milhões. O resultado mais negativo pode ser explicado pelos seguintes fatores: (i) queda de 5,6% A/A no volume dos resíduos sólidos recebidos nos Ecoparques da Companhia, redução principalmente atribuída aos impactos da pandemia de COVID 19; (ii) aumento de 68% nos custos e despesas operacionais, sendo o principal impacto, não recorrente, a abertura de capital da Companhia na B3. Vemos o resultado do 1T21 da Orizon como negativo, por estar abaixo das nossas expectativas. No entanto, acreditamos que qualquer desapontamento potencial do mercado com os resultados do 1T21 da Orizon deve ser compensado pela notícia positiva da participação da companhia no leilão de aquisição dos ativos da Estre.

Sanepar (SAPR11): A Sanepar divulgou resultados mais fracos do que o esperado, com um EBITDA ajustado de R$523,9 milhões, -14,5% abaixo da nossa estimativa de R$612,8 milhões. O resultado mais negativo reflete os impactos causados pela crise hídrica no estado do Paraná e consequente necessidade de adoção de medidas de mitigação adotadas pela companhia (rodízio de abastecimento na Região Metropolitana de Curitiba – Programa META20). Como resultado, os volumes faturados de água e esgoto caíram 5,2% A/A e 5,1% A/A, respectivamente. Por outro lado, elogiamos a redução dos custos gerenciáveis apresentada pela companhia (-2,6% na comparação anual e -7,4% vs. nossas estimativas). Por fim, o lucro líquido de R$246,5 milhões também veio abaixo 23% da nossa estimativa de R$320,5 milhões, também reflexo do resultado operacional mais fraco. Daqui para a frente, nossa maior preocupação continua sustentada pelas incertezas em relação ao desenrolar da atual crise hídrica do estado do Paraná, na qual acreditamos ser essencial monitorar. Mantemos nossa recomendação Neutra com preço alvo de R$ 24,50/unit.

Ser (SEER3): A Ser postou resultados bastante impressionantes na frente de ensino à distância (EAD), com alunos 123% acima do ano anterior e 39% acima da XPe (embora a receita tenha sido apenas 6% maior, devido ao ticket médio inferior). No entanto, o presencial ainda está sob pressão: a base de alunos caiu 9% no comparativo anual e ficou 8% abaixo da XPe, resultando em uma queda de 1% na receita consolidada e também 1% abaixo da XPe. As despesas de marketing aumentaram para suportar o ciclo de captação, pressionando a margem EBITDA que caiu 3,0p.p. A/A e ficou 1,9p.p. abaixo da XPe, levando a uma redução de 13% no EBITDA que ficou 9% abaixo de nossas estimativas. O lucro veio melhor do que o esperado devido a menores despesas financeiras (em descontos concedidos) e a reversão de impostos. Apesar do desempenho positivo no segmento de EAD continuamos com recomendação Neutra para SEER3 e reiteramos nosso preço alvo de R$17,0/ação devido ao desempenho ainda fraco do presencial, também estamos cautelosos com relação às tendências do ticket médio de EAD e devemos observar que houve uma melhora de 2,0p.p. na margem bruta relacionada às menores despesas com ocupação, que deve subir novamente com a retomada das aulas presenciais.

SulAmérica (SULA11): A SulAmérica reportou resultados abaixo do esperado, com lucro líquido de R$ 54 milhões (vs. R$ 71 milhões do consenso Bloomberg), implicando em um ROE de 11,6%. No trimestre, destacamos o desempenho negativo do segmento de Vida, impactado principalmente pelo aumento no número de óbitos relacionados à Covid-19, e da maior alíquota de imposto devido ao não reconhecimento de créditos tributários. Por outro lado, os segmentos de Saúde e Odonto foram destaques positivos, beneficiados pelas medidas mais restritivas de isolamento e pela frequência ainda baixa de procedimentos eletivos que haviam sido postergados, compensando o maior volume de sinistros relacionados a pandemia. Reiteramos nossa recomendação de Compra e preço-alvo de R$ 58,00/ação devido a: i) fundamentos de longo prazo; ii) o trimestre não deve ser tratado como recorrente; e iii) a retomada da economia deve beneficiar prêmios.

Yduqs (YDUQ3): A Yduqs registrou uma redução de 34% na sua captação consolidada para graduação com a pressão negativa da Covid-19 no trimestre. Além disso, como resultado de um ciclo de captação mais difícil e mais longo, a empresa gastou mais em marketing e teve maiores provisões para devedores duvidosos, devido ao ambiente macroeconômico pior também devido à pandemia. Consequentemente, a margem EBITDA ajustada caiu 7,9pp levando a uma redução de 7% no EBITDA A/A (embora, apenas 1% abaixo de nossas estimativas). No entanto, é importante destacar que a empresa forneceu um guidance para o 1S21 com receita líquida 4% acima das nossas estimativas e EBITDA apenas 2% inferior considerando o meio do intervalo do guidance ou 5% acima considerando o topo dele. Além disso, estamos otimistas com o ciclo de captação do 2S21 devido ao processo de vacinação em andamento e acreditamos que a situação atual não altera as perspectivas de longo prazo para a empresa, pois acreditamos que o crescimento contínuo da base de alunos (impulsionado principalmente pela EAD), aliado ao processo de amadurecimento de seu novo modelo acadêmico presencial resultará em margens maiores. Assim, reiteramos nossa recomendação de Compra com preço alvo de R$50,7/ação.

Aeris (AERI3): A Aeris reportou resultados em linha com o esperado, com EBITDA de R$57 milhões +3% vs. nossas estimativas e consenso. Notamos que a margem EBITDA apresentou melhora de 150bps no 1T21 vs. 4T20 (8,5% vs. 7,0%), embora ainda abaixo dos níveis do 1T20 de 11,8%, possivelmente explicado pela pressão de margem relacionada à pandemia, que impediu a empresa de otimizar ainda mais sua produtividade durante o trimestre (altos níveis de absenteísmo). Em outra frente, saudamos a divulgação da Aeris de diversos dados operacionais, incluindo (i) receita líquida potencial de contratos de longo prazo (R$8,9 bilhões, ou 3,3 anos de receita considerando a receita anualizada do 1T21, que se compara a ~2,6 anos para a TPI Composites, seu principal concorrente), e (ii) níveis de rentabilidade das linhas de produção em diferentes estágios, o que nos dá mais visibilidade sobre a evolução dos níveis de retorno dentro dos diferentes ciclos de produção de uma pá eólica. Reforçamos nossa visão positiva de longo prazo em relação a Aeris, reiterando nossa recomendação de Compra e preço alvo de R$15,00/ação.

Assaí (ASAI3): Assaí reportou resultados sólidos, em linha com as nossas estimativas de EBITDA mas acima do nosso lucro, por conta de uma menor despesa financeira. Apesar de uma base de comparação muito difícil e de um cenário bastante desafiador no 1T21, a companhia apresentou um sólido crescimento de receita total de 21% A/A, explicado por um crescimento de vendas mesmas lojas de 11,4% A/A e expansão de lojas (+18 lojas nos últimos 12 meses). Além disso, a companhia apresentou expansão de margem bruta e EBITDA vs. o 1T20.

B3 (B3SA3): A B3 apresentou resultados em linha com as expectativas, com lucro de R$1,25 bi (vs. R$1,18 bi do consenso VisibleAlpha) expandindo 22,5% A/A e 14,5% T/T, e EBITDA de R$ 1,9 bi (vs. R$ 1,8 bi do consenso) expandindo 24,0% A/A e 12,6% T/T. A empresa segue se beneficiando de: i) maiores volumes de negociação com o ADTV (volume financeiro médio diário negociado) de ações à vista expandindo 32,1% A/A e 16,6% T/T; ii) atividade do mercado de capitais, contando com 15 IPOs e 7 follow-nos no trimestre; e iii) alavancagem operacional, dado que a margem EBITDA aumentou 76 bps A/A e 442 bps T/T para 83,1%. Reiteramos nossa recomendação Neutra e preço-alvo de R$ 65 baseado no atual patamar de preços das ações, que acreditamos já refletirem boa parte da melhora operacional e crescimento futuro que esperamos para a companhia

Bemobi (BMOB3): A Bemobi reportou resultados sólidos, embora em linha, com a receita líquida e o EBITDA crescendo 8% e 12% A/A, respectivamente. Apesar de um trimestre desafiador devido à Covid-19 e seu impacto no segmento pré-pago, a Bemobi registrou um sólido crescimento de receita de 8% A/A no 1T21. O EBITDA totalizou R$ 23,9 milhões, crescendo 12% A/A, superando o crescimento da receita e entregando uma expansão de margem de 1,2p.p. (38,3%). A Bemobi conseguiu manter sua alta taxa de conversão de EBITDA em caixa de 68,7%. As receitas internacionais aumentaram sua relevância neste trimestre e representaram 41% da receita total (vs. ~ 35% no 1T20), mantendo seu crescimento em ritmo acelerado. Com isso, mantemos nossa recomendação de Compra e preço-alvo de R$ 30/ação para o final de 2021.

Bradesco (BBDC4): O Bradesco apresentou resultados exatamente conforme o esperado, com lucro de R$ 6,5 (6% acima das estimativas de mercado), o que implica rentabilidade sob patrimônio líquido de 18%. O resultado foi impulsionado principalmente por um forte desempenho operacional, com melhorias em sua margem financeira, seguros e custos. Ainda precisamos de mais clareza da administração sobre o aumento sazonal da inadimplência, no entanto, uma vez que o índice de inadimplência em 90 dias se deteriorou 28 bps no trimestre para 2,5%. No conjunto, acreditamos que o resultado foi positivo, principalmente considerando o desempenho do último pregão. Por fim, reiteramos nossa recomendação de Compra e preço alvo de R$ 27.

BRF (BRFS3): A BRF reportou resultados resilientes, em grande parte alinhados com as nossas estimativas: embora os aumentos de preços não tenham sido suficientes para compensar as pressões nos custos devido ao aumento nos preços dos grãos, ainda assim o EBITDA ajustado consolidado veio 6% acima das nossas expectativas e atingiu R$ 1,2 bilhão (-4% A/A). O ponto-chave para esse resultado, a nosso ver, é que a BRF conseguiu aumentar os preços de seus produtos em 20% no trimestre em nível consolidado: um forte desempenho considerando a frágil situação econômica do Brasil. Do lado ruim, o aumento do preço dos grãos ainda foi mais forte, +25% A/A, comprimindo a margem bruta, que foi de 25% no 1T20 para 21% no 1T21, e ficou 90 pontos base abaixo da nossa estimativa de 22%. Os preços do milho e da soja continuam em tendência de alta em todo o mundo, com isso acreditamos que o “lado das commodities” do negócio deve permanecer em destaque no curto prazo devido ao seu impacto negativo nas margens. Apesar do trimestre agridoce, continuamos construtivos com a tese de investimento de médio e longo prazo da BRF. Mantemos nosso recomendação de Compra com um preço-alvo de R$ 30/ação.

Cemig (CMIG4): A Cemig divulgou o resultado com EBITDA Ajustado (incluindo Equivalência Patrimonial) de R$ 1.249,3 milhões, em linha com nossa estimativa de R$ 1.228,8 milhões (+2,0) e do consenso do Visible Alpha de R$ 1.208,7 milhões (+3,0). Passando para a linha de lucro, o Lucro Líquido da Cemig no trimestre foi de R$ 442,3 milhões, abaixo da nossa estimativa de R$ 516,2 milhões. O resultado reflete uma combinação de: (i) maior volume de venda de energia a consumidores finais em uma comparação anual, parcialmente compensando por (ii) um aumento nos custos com despesas gerenciáveis. Temos uma avaliação neutra dos resultados. Na frente operacional, destacamos os efeitos ainda existentes da pandemia do COVID-19: (i) redução de 13,82% na quantidade de energia vendida aos consumidores da classe comercial e (ii) aumento de 13,69% na quantidade de energia vendida para o segmento industrial, principalmente em função de novos contratos de venda de energia para clientes livres. Mantemos nossa recomendação Neutra para as ações, com preço-alvo de R$ 12/ação.

CESP (CESP6): A CESP reportou Lucro Líquido de R$115,8 milhões, muito acima da nossa expectativa de R$59,4 milhões e do consenso da Bloomberg de R$73,0 milhões. O EBITDA ajustado ficou em R$263,4 milhões, exatamente em linha (+0,8%) com a nossa estimativa de R$261,4 milhões e -11,3% abaixo do consenso da Bloomberg de R$297,0 milhões. O desempenho refletiu principalmente as condições hidrológicas mais adversas do trimestre, que implicam no rebaixamento da garantia física das usinas hidrelétricas da companhia e maiores custos com compra de energia em momentos de preços elevados no mercado de curto prazo. Temos uma visão neutra dos resultados da CESP no 1T21, dado que os números do EBITDA vieram exatamente em linha com nossas estimativas. Por outro, destacamos como positivo o anúncio de -13% de redução do saldo de ações judiciais com causa provável o que implica em menores impactos de correção monetária sobre os lucros no futuro.

Copel (CPLE6): A Copel reportou um EBITDA Ajustado de R$ 1.303,2 milhões em linha com nossa estimativa de R$ 1.276,7 milhões (+2,1%), mas acima do consenso da Bloomberg de R$ 1.232,0 milhões (+ 5,8%). O Lucro Líquido foi de R $ 795,2 milhões, acima da nossa estimativa de R$ 658,2 milhões e do consenso da Bloomberg de R$ 684,3 milhões. O resultado reflete a combinação do (1) crescimento da linha “suprimento de energia elétrica” e do maior volume de energia vendida em contratos bilaterais pela Copel Mercado Livre; (ii) aumento na linha de “disponibilidade da rede elétrica (TUSD/TUST)”, efeito do crescimento de 2,6% no mercado fio da distribuidora, e (iii) redução de 42,2% na linha de “provisões e reversões”, parcialmente compensado por o aumento de 12,7% em “energia elétrica comprada para revenda” e de 22,7% em serviços de terceiros. Temos uma avaliação neutra os resultados. Mas aproveitamos para elogiar o esforço contínuo em direção a operações mais eficientes. Mantemos nossa recomendação de Compra, com preços-alvo de R$ 7,5 / ação para CPLE6 e R$ 37,5/unit para CPLE11.

CTEEP (TRPL4): A CTEEP anunciou seu resultado do 1T21 com EBITDA ajustado de R$ 696,3mi, bem acima (+20,9%) da nossa estimativa de R$ 575,9mi, mas em linha (-2,9%) com o consenso da Bloomberg de R$ 717,0mi. Os resultados refletem: (i) o impacto positivo do ciclo da RAP 2020/2021, que considera a variação positiva do IPCA e os impactos da aplicação da Revisão Tarifária; (ii) à entrada em operação de projetos de reforços e melhorias e dos projetos greenfield energizados nos últimos 12 meses; e (iii) à conclusão da aquisição da PBTE, com consolidação no resultado econômico-financeiro da Companhia a partir de março de 2021. O lucro líquido foi de R$ 308,2mi acima (+3,9%) da nossa estimativa de R$ 296,7mi, também refletindo o maior resultado operacional da companhia. Vemos o resultado da CTEEP como neutro. Apesar dos números do EBITDA terem vindo acima das nossas estimativas, eles vieram em linha com as estimativas do consenso de mercado. Acreditamos que os resultados operacionais fortes reforçam a estabilidade e resiliência do segmento de transmissão de energia. Por outro lado, acreditamos que tal estabilidade já está precificada, e mantemos nossa recomendação Neutra na CTEEP, com preço-alvo de R$ 25/ação. 

Engie Brasil (EGIE3): A Engie Brasil reportou um EBITDA Ajustado (Pro-forma para a participação da Engie na operadora de gasodutos TAG) de R$ 1.667,1 milhões, em linha (+1,1%) com nossa estimativa de R$ 1.649,4 milhões, mas -8,8% abaixo do consenso da Bloomberg, de R$ 1.520,7 milhões. O Lucro Líquido foi de R$ 529,1 milhões, abaixo da nossa estimativa de R$ 793,6 milhões (-33,3%), mas em linha com o consenso da Bloomberg de R$ 525,1 milhões (+0,6%). A diferença em relação às nossas estimativas pode ser explicada por despesas financeiras acima do esperado. Adicionalmente, a companhia aprovou em 28 de abril uma distribuição intermediária de dividendos no valor de R$ 609,6 milhões, ou 0,7471 por ação, referente ao ano de 2020, o que significa um dividend yield de 1,9%. As ações serão negociadas “ex-dividendos” a partir de 12 de maio de 2021. Como resultado, a empresa atingiu um payout de 100% em 2020. Destacamos que a Engie pertence à nossa carteira Top Dividendos XP. Estimamos um dividend yield de 9,7% em 2021. Temos uma avaliação neutra dos resultados. Mantemos nossa recomendação Neutra para a Engie Brasil, com preço alvo de R$ 44/ação. 

Itaú (ITUB4): O Itaú registrou lucro 9% acima de nossas estimativas e 11% acima do consenso, de R$ 6,4 bilhões, o que representa uma rentabilidade sob o patrimônio líquido de 19% no trimestre. Embora os resultados tenham sido bastante fortes, acreditamos que os investidores devem manter uma atenção especial à sua qualidade menos inspiradora destes resultados. O Itaú divulgou diversos itens não sustentáveis, que ajudaram no resultado, enquanto áreas relevantes como rendas de tarifas, margem financeira com clientes e custos apresentaram desempenho abaixo do esperado. À medida que a concorrência aumenta e os reguladores se tornam mais agressivos, acreditamos que o consumo de cobertura e os resultados de tesouraria sejam menos relevantes para as perspectivas do setor. Dito isso, reiteramos nossa classificação Neutra e preço alvo de R$ 29.

Marfrig (MRFG3): A Marfrig reportou seus resultados, no geral, em linha com nossas expectativas, mas ainda assim muito fortes. O EBITDA ajustado ficou em R$ 1,7 bi, 8% abaixo do que esperávamos mas ainda 40% acima do mesmo trimestre em 2020. O resultado foi, mais uma vez, impulsionado por um forte desempenho nos EUA, onde os níveis de abate permaneceram praticamente estáveis ​​ao mesmo tempo em que o preço do gado diminui, com isso a empresa registrou um aumento de 368 pontos-base na margem EBITDA atingindo 12%, em linha com nossa projeção. Já a América do Sul, por outro lado, registrou resultados mais fracos do que o esperado, com um EBITDA ajustado de R$ 211 milhões que ficou 20% abaixo da nossa projeção. No geral, foi um resultado forte e impulsionado pela operação dos EUA, que já representa 89% do EBITDA ajustado da empresa. Reiteramos nossa recomendação de Compra, com preço-alvo de R$ 24/ação.

Mosaico (MOSI3): Mosaico reportou os resultados referentes ao 1o trimestre de 2012 (1T21), com a receita 4% abaixo da nossa, mas EBITDA 6% acima por conta de menores despesas com vendas/marketing. O lucro líquido veio bastante abaixo do nosso por conta de um efeito pontual de maiores despesas financeiras relacionadas ao pré-pagamento da dívida relacionada à aquisição do Buscapé. Apesar do desempenho fraco de receita, isso já era esperado enquanto a companhia trouxe indicações e iniciativas positivas para os resultados dos próximos trimestres dado que o GMV tem apresentado uma recuperação gradual ao longo do 1T e por conta do lançamento da plataforma de cashback a partir de Maio, o lançamento esperado da plataforma de cupom no 2T e da plataforma de descoberta no 2º semestre de 2021. 

Locaweb (LWSA3): Locaweb reportou resultados sólidos referentes 1T21 em linha com as nossas estimativas. O forte desempenho da receita líquida (+53,9,3% A/A) foi impulsionado principalmente pelo crescimento no segmento de Commerce. Destacamos novamente o recorde de adição de novas lojas no segmento de Commerce (+44,4% T/T), contribuindo para a maior participação do segmento na receita total (de 21,9% em 1T20 para 40,4% no 1T21).

LOG CP (LOGG3): A LOG reportou resultados positivos referente ao primeiro trimestre e amplamente em linha com nossas estimativas. Sua performance positiva deveu-se principalmente à forte demanda por ativos logísticos, em grande parte impulsionada pela demanda crescente de empresas relacionadas ao comércio eletrônico (e-commerce). A companhia registrou uma absorção bruta recorde de 213 mil m², implicando em uma baixa taxa de vacância de 2,6%. Isso levou seu FFO ajustado a R$28 milhões, bastante em linha com nossas estimativas e 64% acima ano contra ano. Apesar dos números sólidos e da perspectiva positiva para a companhia, matemos nossa visão conservadora às ações dado o valuation (mantemos recomendação Neutra e preço-alvo de R$40,4/ação).

Movida (MOVI3): A Movida reportou resultados fortes e em linha com as expectativas, com lucro líquido de R$109 milhões 3% acima das nossas estimativas e 4% abaixo das estimativas de consenso, e dobrando quando comparado aos R$55 milhões reportados no 1T20. Como principais destaques positivos, notamos (i) um forte aumento da margem no segmento RAC (+5p.p. A/A), refletindo um maior controle das despesas, e apoiado pela contínua recuperação das tarifas ao longo do trimestre (-2% A/A, mas + 43% vs. pico da crise no 2T20); e (ii) perspectiva positiva de Seminovos confirmando um bom momento de lucro para a indústria, com queda nos níveis de depreciação, refletindo o aumento no preço dos carros vendidos (preço médio dos veículos vendidos +29% A/A). Do lado negativo, notamos (i) desempenho de margem do segmento de GTF mais fraco do que o esperado (-6p.p. A/A e -4p.p. vs. nossas estimativas), afetado pelo desenvolvimento do produto “Zero Km” (mas ainda não diluindo todos os custos associados); e (ii) despesas financeiras acima do esperado, explicadas principalmente por um desembolso não recorrente relacionado a antecipação de dívidas (entre outros) de R$25 milhões durante o 1T21 (15% de impacto no lucro). Respaldados por uma visão estrutural sólida sobre o crescimento de longo-prazo do setor, reiteramos nossa recomendação de Compra e preço alvo de R$23,00/ação.

Grupo NotreDame Intermédica (GNDI3): O Grupo NotreDame Intermédica apresentou um crescimento robusto em receita devido a um aumento sólido no número de beneficiários de planos de saúde; no entanto, a maior sinistralidade pressionou as margens levando a uma queda de 51% no EBITDA, embora absolutamente em linha com nossas estimativas. Em nossa opinião, essa pressão deve continuar ao longo do 1S21, uma vez que a sinistralidade do 1S20 teve o benefício do cancelamento e/ou adiamento de procedimentos eletivos. No entanto, vemos esse impacto como transitório e não estrutural e acreditamos que a empresa deve continuar crescendo organicamente e deve ser capaz de reduzir estruturalmente a sinistralidade em breve. Portanto, reiteramos nossa recomendação de Compra e nosso preço-alvo de R$117/ação.

Pague Menos (PGMN3): A Pague Menos reportou fortes, em linha com as nossas expectativas de receita e EBITDA, mas acima da nossa estimativa de lucro por conta de uma menor despesa financeira. Destacamos o sólido desempenho de vendas mesmas lojas (SSS) de +9,6% A/A (vs. +8,9% XPie) mesmo em um cenário de maior restrições à circulação e base de comparação difícil (ano bissexto e estocagem frente ao início da pandemia em 2020). Além disso, a companhia apresentou expansão de margem bruta (+1p.p. A/A para 29,8%) e margem EBITDA (+1,2p.p. para 7,1%) decorrente de melhorias operacionais e diluição de despesas.

Pardini (PARD3): O Pardini apresentou um trimestre absolutamente em linha com as nossas expectativas, com o lucro líquido abaixo da nossa estimativa em apenas 0,2%, atingindo R$50M contra R$16M no 1T20. Embora seja uma melhoria impressionante no lucro vs o ano anterior, devemos notar que 2020 é um comparativo “fácil” (devido ao impacto negativo da primeira onda da pandemia) e que a magnitude do impacto positivo nos resultados dos testes da Covid em 2021 é pouco clara, pois a empresa não forneceu muitos dados sobre isso. Portanto, também não está claro como será o crescimento orgânico quando a pandemia acabar. Vemos PARD3 sendo negociada a um P/L ’22e de 16,7x, apenas 5% abaixo de sua média histórica, o que nos leva a reiterar nossa recomendação Neutra para a ação com um preço-alvo de R$21/ação.

Porto Seguro (PSSA3): A Porto Seguro reportou resultado em linha com o esperado, com lucro líquido de R$ 295 milhões (vs. R$ 291 milhões do consenso VisibleAlpha). No trimestre, destacamos a eficiência principalmente no segmento Auto, beneficiado pela melhora nos modelos de subscrição e pela sinistralidade ainda baixa devido às medidas de isolamento em função da pandemia, porém já mostrando sinais de retorno em ritmo ainda baixo. Mantemos nossa recomendação Neutra e preço-alvo de R$ 57,00/ação devido ao crescimento gradual da sinistralidade com a retomada da atividade econômica.

Sabesp (SBSP3): A Sabesp reportou resultados mais fracos do que o esperado, com EBITDA ajustado de R$1.616,0 milhões vindo -5,5% e -2,6% abaixo das nossas estimativas e do consenso, respectivamente. Do lado positivo, destacamos os avanços na agenda de redução da exposição cambial da companhia, com a dívida em moeda estrangeira atingindo 20% em março de 2021 contra 55% em março de 2020. Por outro lado, vemos o EBITDA ajustado abaixo do esperado, como reflexo de: (i) tarifas médias -2,7% menores que nossas estimativas, que acreditamos refletir um mix de clientes com maior participação do segmento residencial nos volumes, dados os efeitos da pandemia de COVID-19 sobre a demanda dos clientes industriais e comerciais, parcialmente compensadas por (iii) custos gerenciáveis -2,1% abaixo das nossas estimativas e (iii) volumes de água e esgoto em linha (-0,3%) com as nossas estimativas, (crescendo +2,3 % em relação ao ano anterior). O lucro líquido de R$496,9 milhões ficou abaixo de nossas estimativas de R$623,4 milhões e do consenso da Bloomberg de R$542,0 milhões, refletindo principalmente maiores despesas financeiras líquidas (-R$354,4 milhões vs. nossas estimativas de -R$233,1 milhões). Mantemos nossa recomendação Neutra com preço-alvo de R$50/ação.

Santander (SANB11): O Santander Brasil reportou fortes números, com lucro operacional 16% acima de nossa expectativa. O lucro líquido veio em linha com nossas estimativas e R$ 300 milhões acima do consenso da Bloomberg (média das análises do mercado) atingindo um valor de R$ 4 bilhões (implicando num ROE -retorno sobre o patrimônio- de 20%). O resultado é especialmente bom se considerarmos a melhora de 10% T/T no lucro operacional, dado que o 1T é sazonalmente um trimestre mais fraco. O resultado foi impulsionado principalmente por: i) maior margem financeira (NII); e ii) por maiores volumes. Reiteramos nossa recomendação Neutra e preço-alvo de R$32, pois acreditamos que o banco pode ter que fazer mais provisões no médio prazo (vs. possível reversão nos pares).

Vale (VALE3): A Vale reportou resultados fortes no primeiro trimestre. O EBITDA ajustado proforma de US$8,5 bilhões (-7% T/T, -7% vs. XPe e -2% vs. consenso) exclui despesas de Brumadinho e doações relacionadas à Covid-19 de US$117 milhões. Esses números mais fortes foram resultado de preços realizados mais altos (US$155,5 por tonelada, +20% T/T e +1% vs. XPe). O fluxo de caixa operacional foi de US$5,9 bilhões devido ao forte EBITDA e à melhora no capital de giro. Reiteramos nossa recomendação de Compra (preço-alvo de R$122/ação) e esperamos fortes dividendos para 2021.

TAESA (TAEE11): A Taesa reportou um EBITDA Ajustado (incluindo equivalência patrimonial, consistente com nossa metodologia para fins de comparação) de R$ 355,4 milhões, exatamente em linha com nossa estimativa de R$ 359,1 milhões (-1,0%), mas acima do consenso da Bloomberg de R$ 336,0 milhões (+5,8%). O lucro líquido foi de R$ 107,8 milhões, abaixo de nossa estimativa de R$ 183,9 milhões, refletindo principalmente um resultado de equivalência patrimonial abaixo do esperado e despesas financeiras acima do esperado. Adicionalmente, a empresa aprovou em 29 de abril a distribuição extraordinária de dividendos no valor de R$ 561,9 milhões, ou R$ 1,6311 por unit, referente ao ano de 2020, o que significa um dividend yield de 4,1%. O dividendo será pago em 31 de maio. Como resultado, a empresa atingiu um payout de 71% em 2020. Temos uma avaliação neutra dos resultados. No entanto, consideramos a manutenção de níveis mais elevados de distribuição de dividendos como positivo para a Taesa, refletindo seu forte potencial de geração de caixa e o menor perfil de risco do setor de transmissão de energia. Mantemos nossa recomendação Neutra para a TAESA, com um preço-alvo de R$ 32/unit.

Via (VVAR3): A Via reportou sólidos resultados, em linha com nosso EBITDA, porém com lucro 10% abaixo devido a maiores despesas financeiras. O principal destaque do resultado foi a aceleração no crescimento de GMV online (+123% A/A vs. +106% no 4T20), sendo principalmente puxado pelo marketplace (+124% A/A vs. +84% no 4T20). Em relação à rentabilidade, a companhia expandiu margem bruta (+0,7p.p.) apesar do aumento do digital por conta de um impacto positivo de um benefício fiscal, porém houve uma queda de margem EBITDA decorrente a maiores investimentos no digital, menor alavancagem operacional por conta da queda de receita nas lojas físicas (-9,6% A/A) e investimento em time de tecnologia.

Vulcabras (VULC3): Vulcabras divulgou um sólido resultado com forte crescimento de receita e expansão de margem, embora abaixo de nossas estimativas otimistas. Apesar do cenário desafiador no trimestre, a empresa apresentou crescimento de receita de 30,7% vs o 1T20, impulsionada pelo aumento do volume de vendas de calçados esportivos (+22% a/a), outros calçados (+87,7% a/a) e vestuário e acessórios (+9,9% a/a). Além disso, a empresa apresentou uma melhora de 1,71 pontos percentuais na margem bruta e 0,57pp na margem EBITDA quando comparado ao 1T20, o que reforça o principal pilar da nossa tese de investimento: expansão da margem. Devemos observar, no entanto, que a empresa apresentou um alto consumo de caixa no trimestre impulsionado por maiores necessidades de capital de giro (o fechamento de lojas devido à pandemia exigiu prazos de pagamento mais longos) e Capex. Reiteramos nossa recomendação de Compra e preço alvo de R$12,0/ação.

Westwing (WEST3): A Westwing reportou seus resultados em linha com nossas estimativas de Receita e EBITDA e um prejuízo menor do que esperávamos, por conta de menores despesas não operacionais e do impacto do reconhecimento de imposto diferido no período. O GMV se manteve em um forte crescimento (+91% A/A) e acima do apresentado pela Mobly (+52% A/A), com uma recuperação de margem bruta vs. o 4T20 mas com pressão no EBITDA por conta de maiores investimentos na operação.

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