ESG: Tendências e preferências para 2021

Quais tendências monitorar em 2021 e quais ações vemos como bem posicionados para exposição ao tema ESG? Leia o relatório abaixo para saber mais!


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Os investimentos ESG (do termo em inglês Environmental, Social and Governance) têm, gradualmente, ganhado força em todo o mundo. Apesar de o progresso nos primeiros anos, embora de suma importância, tenha sido bastante lento, de três anos para cá vimos uma aceleração significativa na incorporação dos critérios ESG nos investimentos, ao mesmo tempo em que tivemos uma integração e um amadurecimento das filosofias e práticas do investimento responsável.

Quando olhamos para o Brasil, embora a divulgação e a qualidade dos dados ESG continuem atrasadas quando comparadas aos países desenvolvidos, a agenda ESG tem evoluído. Embora haja claramente muito a ser feito em relação ao tema no país, dado que ainda estamos no início da jornada, a pandemia ocorrida em 2020 agiu como um catalisador.

Os holofotes se voltaram tanto para a importância das questões sociais e ambientais quanto para a mensagem mais clara que os investimentos ESG podem, em alguns casos, aumentar os retornos, ao mesmo tempo em que ajudam a moldar um futuro melhor.

No fim, investimento ESG é aquele que combina lucro com propósito, e esperamos que esse movimento persista e acelere ainda mais no Brasil no próximo ano.

Seis tendências ESG que devem ser monitoradas em 2021

Embora os temas ESG sejam de longo prazo, alguns deles podem surgir com força repentina. Destacamos a seguir seis principais tendências ESG que esperamos dominar o cenário dos investimentos sustentáveis ​​em 2021.

Tendência #1. Os fatores sociais devem ganhar mais atenção

O pilar Social talvez tenha sido o mais difícil de definir no passado, mas dadas as mudanças que enfrentamos em 2020, frente à crise mais rápida da história, acreditamos que as questões sociais ganharão mais atenção em 2021. Os investidores já começam a demandar das empresas brasileiras boas práticas na frente social, abrangendo temas como diversidade e inclusão, operações da cadeia de suprimentos e relações de trabalho. Olhando para frente, as empresas terão de lidar com essas questões sociais com seriedade e ética, ao mesmo tempo em que os investidores acompanharão cada vez mais de perto as evoluções nessa agenda.

Tendência #2. Mudanças climáticas: todos os olhos voltados para as emissões de CO2

A covid-19 acelerou a busca pela sustentabilidade ambiental em muitos setores, ao mesmo tempo em que uma série de governos em diferentes países colocou a “energia limpa” no centro dos programas de recuperação pós-pandemia.

Consequentemente, esperamos que o desempenho ambiental das diferentes companhias seja observado ainda mais de perto pelos investidores.

Além disso, à medida em que os governos em todo o mundo embarcam em estímulos fiscais significativos, vemos um foco crescente em projetos verdes. Já vimos isso na China e também na Europa e esperamos que a vitória de Joe Biden impulsione a agenda ESG adiante, tanto nos EUA quanto no Brasil (veja aqui nosso relatório completo: “Eleições americanas: Quais os efeitos para a agenda ESG nos EUA e no Brasil?”).

Tendência #3. Economia circular e as novas oportunidades de investimentos

Esperamos que o foco em economia circular acelere em 2021, criando, assim, novas oportunidades de investimentos. Sem dúvida, uma transição para a economia circular obrigará as empresas a repensar o uso de matérias primas e demais insumos com um objetivo claro: eliminar o desperdício e ter uma visão mais contínua e cíclica de produção. Na nossa visão, as empresas que primeiro se adaptarem para essa transição terão melhores desempenhos, considerando o foco crescente por parte dos investidores na busca por investimentos que sejam parte da solução de desafios estruturais.

Tendência #4. Gestoras: prontas ou não, aí vem o ESG

A crescente demanda por investimentos responsáveis ​​exigirá que cada vez mais gestoras incorporem os fatores ESG em seus processos de seleção de ativos.

De fato, nossa rodada de reuniões virtuais, realizada em setembro, com as principais gestoras de recursos do Brasil nos permitiu concluir que um número significativo delas está se movendo para incorporar os critérios ESG em sua abordagem de investimento.

Conforme descrevemos em detalhes no nosso relatório de início de cobertura ESG no Research da XP, existem diferentes estratégias para a integração dos fatores ESG nos investimentos: desde filtro de exclusão à integração ESG a investimentos temáticos ou de impacto. Seja qual for a escolhida, a divulgação da estratégia adotada pelas diferentes gestoras de recursos está se tornando mais esperada e, também, cada vez mais necessária.

Tendência #5. Engajamento corporativo como oportunidade

No cenário brasileiro, dentre os pilares ESG, o de governança já é, historicamente, levado em consideração por parte dos investidores.

No entanto, conforme mencionamos acima, acreditamos que a pandemia destacou a importância crescente das questões sociais, juntamente com um foco no meio ambiente e, mais especificamente, na questão climática.

É por meio do pilar de governança que os investidores são mais capazes de envolver e influenciar a gestão da empresa na entrega de resultados nas frentes sociais e ambientais. Independentemente da estratégia ESG adotada, vemos o engajamento corporativo (também chamado de ativismo acionário) sendo cada vez mais uma parte importante do processo de investimento e vemos com bons olhos o efeito dessa estratégia em direcionar as empresas na adoção de melhores práticas ESG.  

Tendência #6. Padronização das divulgações e métricas ESG: uma evolução necessária

Embora a disponibilidade de dados ESG tenha aumentado, a qualidade deles continua sendo um desafio, ao mesmo tempo em que a padronização da divulgação dos mesmos é claramente necessária, abordando não apenas o que precisa ser relatado, mas a maneira como o é.

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As 10 principais ações para exposição ao tema ESG em 2021

Em nossa visão, embora ESG seja uma “megatendência” estrutural, os investidores não estão isentos de escolher de forma bastante criteriosa as ações entre os setores da Bolsa. Saber o setor certo e, mais importante, a ação certa, ainda é muito importante para obter uma performance satisfatória.

Vemos empresas bem posicionadas nos critérios ESG como um foco importante para 2021. Dito isso, destacamos abaixo nossa Seleção ESG, composta pelas 10 empresas listadas com as melhores classificações ESG de acordo com o MSCI e, em nossa visão, os melhores nomes para exposição ao tema ESG em 2021.


Quer saber também o que esperamos para 2021 no cenário global, macro, político, ações, renda fixa e alocação? Veja abaixo o relatório completo feito por todo o time da XP!

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