É hora de voltar para a renda fixa?

A renda fixa vive e é hora de enxergar sua importância.


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As quedas recentes do Ibovespa provocadas sobretudo pelo surto global de coronavírus e a guerra de preços de petróleo entre Arábia Saudita e Rússia deixaram milhares de investidores preocupados.

E uma das grandes perguntas que surgem é: chegou a hora de, mesmo com a Selic baixa, voltar a equilibrar os portfólios com renda fixa?

A resposta é: Sim e não.

Vamos começar pelo “não”: Não é hora de voltar porque nunca foi o momento de sair da renda fixa. Explico.

O antigo céu de brigadeiro

O ano de 2019 foi marcado por muito otimismo com a economia e, consequentemente, com o mercado de ações.

A bolsa brasileira bateu recordes e o Ibovespa (índice das ações da bolsa brasileira) fechou o ano em alta de 30% a 115.645,34 pontos.

Ao mesmo tempo, a Selic, taxa básica de juros do Brasil, passou de 6,5% no começo de 2019 para 4,5% em dezembro, levando muitos a decretarem a morte da renda fixa, uma vez que os investimentos atrelados ao CDI (indicador com variação muito próxima à Selic) estariam rendendo menos.

Se você é um dos investidores que confiaram no obituário da renda fixa e destinou toda a sua carteira a ativos mais arriscados, a resposta do título desse texto é sim! Está na hora de voltar e destinar pelo menos uma parcela de sua alocação para a renda fixa. Ou seja: uma carteira diversificada é o segredo de bons retornos.

O que mudou no mercado?

Quem acompanha o mercado – e até quem não tem este costume – percebeu que nas últimas duas semanas tudo parece ter mudado.

O surto do coronavírus continua, com cada vez mais casos confirmados e mais países sendo afetados.

Em meio a essa turbulência, a Arábia Saudita anunciou guerra de preços de petróleo contra a Rússia, o que ocasionou queda profunda no Ibovespa de mais de 10% logo pela manhã do dia 9 de março e causou um circuit breaker.

Apenas para ilustrar o que isso significa, as duas últimas ocasiões em que a B3 acionou este mecanismo foram no chamado Joesley Day (dia em que vazaram áudios de conversas entre Joesley Batista e o então presidente Michel Temer, em 2017) e em 2008, ano de crise econômica global, quando houve seis paradas.

SAIBA MAIS
Tudo sobre Renda Fixa no mês (e o que esperar)
Atualização semanal do Tesouro Direto

Qual a importância da renda fixa?

De fato este é um momento de grande reflexão a respeito da importância da diversificação das carteiras de investimentos, como sempre abordamos no relatório mensal “Onde Investir”.

Para ilustrar a importância da renda fixa em uma carteira diversificada, pegamos como base a carteira Onde Investir – Março.

As carteiras não consideram a reserva de emergência, que deve ser o primeiro investimento feito por qualquer pessoa.

Na última página dos gráficos abaixo é possível conferir todas as premissas utilizadas para o exercício.

Em primeiro lugar, fica claro que a presença de ativos de renda fixa em um portfólio pode protegê-lo em momentos de estresse e grande risco.

Você pode estar pensando “ah, mas usar como exemplo bem essa semana é muito fácil”. De fato ficou mais fácil para ilustrar, mas vale lembrar que isso de fato aconteceu!

Não podemos nos esquecer que todos estamos sujeitos a acontecimentos como os recentes e ninguém consegue prever todos os riscos.

E é justamente por isso que a renda fixa sempre está presente nas recomendações de carteiras.

Não espere um novo susto para equilibrar e proteger sua carteira.

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Qual a melhor opção para diversificar sua carteira?

Essa é uma pergunta muito frequente, mas que não tem só uma resposta.

A melhor opção para você vai depender de seu perfil de investidor, objetivo para aquele investimento, montante disponível para investir, e prazo em que precisará daquele dinheiro.

Apesar de não ter uma resposta só, vale conhecer quais opções estão disponíveis, certo?

Tesouro Direto

Talvez o Tesouro Direto seja o investimento mais conhecido no mundo da renda fixa. Através dele, é possível acessar diferentes títulos que têm como principal característica a segurança, uma vez que são garantidos pelo governo federal.

O pensamento é simples: o risco de o país quebrar é o mais baixo em comparação com bancos e empresas.

Além disso, os títulos do Tesouro Direto apresentam diversas opções de vencimentos e rentabilidade, para se adequar aos objetivos do investidor.

Aprenda a investir no Tesouro Direto

Emissões bancárias

Talvez esse nome não seja tão conhecido, mas você provavelmente já ouviu falar em CDB.

Bancos (e outras instituições financeiras) precisam de recursos, assim como qualquer outra empresa. Para isso, podem pedir emprestado para investidores através de títulos como CDBs em troca de uma remuneração.

Além disso, há também LCIs e LCAs, que são isentas de imposto de renda e, assim como os CDBs, contam com a garantia do FGC para investimentos de até R$ 250 mil.

Quer saber mais sobre essas emissões?

Crédito privado

Por fim, temos a opção de emprestar dinheiro a empresas. Fazemos isso através do investimento em debêntures, CRIs (especificamente voltadas ao setor imobiliário) e CRAs (para empresas do setor agrícola).

Aqui também há a opção de títulos sem cobrança de imposto de renda, que são as debêntures incentivadas (voltadas a financiamento de obras de infraestrutura), CRIs e CRAs.

Por não contarem com a garantia do Fundo Garantidor de Crédito nem serem emitidas pelo governo, essas opções de investimento são mais arriscadas, uma vez que dependem da capacidade da empresa de pagar suas dívidas (e por isso não são recomendadas a todos os perfis de investidor).

No entanto, o maior risco é compensado por maiores retornos. Por isso, o crédito privado tende a ser uma boa opção para quem busca retornos interessantes na renda fixa.

Mas é sempre importante entender sobre a empresa para quem você está emprestando e acompanhar seus resultados depois!

Tudo pronto para voltar para a renda fixa?

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