Carteira Diversificada: Como Montar?

Seja você um investidor conservador ou arrojado, o objetivo é sempre o mesmo: ao investir de forma diversificada, é possível diminuir os riscos de perda de dinheiro no caso da desvalorização de algum ativo.

access_time 10/10/2019 - 14:23
format_align_left 7 minutos de leitura

Carteira diversificada de investimentos: Como montar?

Podcast Investorcast: Time de especialistas esclarece diversos pontos sobre diversificação

Esta é uma das dúvidas mais comuns dos investidores que estão começando agora. Mas também é pertinente a quem já investe, pois cada mudança de cenário exige posturas diferentes diante da gestão do patrimônio.

Portanto, se você pretende fazer seu dinheiro render mais e com segurança, mas ainda tem dúvidas, preparamos este conteúdo especial sobre a diversificação de investimentos.

Essa estratégia simples – comum aos maiores investidores – pode fazer a diferença para quem ainda não saiu de investimentos mais conversadores. Mas, por outro lado, tem como objetivo reduzir riscos de aplicações mais voláteis.

Seja você um investidor conservador ou arrojado, o objetivo é sempre o mesmo: ao investir de forma diversificada, é possível diminuir os riscos de perda de dinheiro no caso da desvalorização de algum ativo.

Inclusive, há um antigo ditado popular que diz: não coloque todos os ovos numa cesta só!

Afinal, o risco é perder tudo o que juntou caso aconteça algo com a cesta.

Montar uma carteira diversificada também é uma boa estratégia para proteger e fazer o dinheiro render mais. E isso se torna ainda mais necessário em momentos de instabilidade política e econômica aqui no Brasil e pelo mundo também.

Portanto, para entender como ter uma rentabilidade maior e mais segura ao montar uma carteira de investimentos correta para o seu perfil e seus objetivos, preparamos este texto com algumas dicas importantes.

Ao ter em mente qual a relação entre risco e retorno que você quer, vai ficar mais fácil montar uma carteira de investimentos ideal.

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carteira diversificada: como montar?
Mapear objetivos e definir perfil são pontos fundamentais para montar carteira diversificada

Carteira de investimentos: o que é?

É uma seleção de ativos de diferentes tipos e segmentos de acordo com cada perfil de investidor.

Isso significa que, na prática, a carteira diversificada de investimentos é um conjunto de ativos com uma estratégia que pode mirar diferentes tipos de indexadores.

Para se ter uma carteira de investimentos rentável, é preciso criar um equilíbrio entre as aplicações. E, para isso, é possível contar com alternativas atreladas à inflação ou ao CDI, além de ter exposição ao Ibovespa, dólar, fundos…

Então, é importante registrar: é necessário distribuir o dinheiro entre diferentes tipos de ativos do mercado.

E essa diversificação pode ser feita entre classes de aplicações (renda fixa e renda variável, por exemplo), inclusive até mesmo entre as mesmas classes.

Com isso, o principal objetivo ao se diversificar os investimentos é fazer a maximização dos retornos para um dado risco ao longo do tempo.

Mas por que é preciso fazer isso? O principal motivo é que o mercado brasileiro e o cenário macroeconômico mundial estão sujeitos a incertezas, o que pode afetar negativamente os preços dos ativos.

A aprovação da Reforma da Previdência, um tweet do Trump ou os resultados da economia chinesa podem fazer os investimentos por aqui variar bastante, por exemplo.

Com isso, é praticamente impossível saber exatamente como serão os rendimentos dos investimentos em um prazo mais longo porque pequenas coisas no meio do caminho podem mudar significativamente os cenários.

Por esse motivo é importante não colocar todo o dinheiro em um único ativo que pode sofrer muito em caso de um choque.

Podcast Investorcast: Time de especialistas esclarece diversos pontos sobre diversificação

Carteira diversificada: Como montar?

Saber como montar uma carteira diversificada de investimentos faz muita diferença na hora de buscar rentabilidade e segurança, já que os seus ganhos dependem fundamentalmente da forma como as aplicações estão organizadas.

Dessa forma, sua carteira pode contar com: Tesouro Direto, ações, fundos de investimentos, derivativos e muitos outros tipos de investimentos com prazos e rentabilidades distintas.

Primeiro passo: Conheça seu perfil

Para entender mais sobre como definir seu perfil, você pode clicar aqui.

Se ainda não sabe seu perfil, um bom início é se perguntando: quanto você se sente desconfortável com perdas?

Caso você tenha tolerância zero à volatilidade, a tendência é ter um perfil conservador.

Mas, se houver algum apetite a risco, em busca de mais rentabilidade, seria mais para o moderado.

Já se você não teme possíveis perdas, seu perfil seria agressivo.

Segundo passo: Identifique seus objetivos

Outro fator muito importante para quem quer montar uma carteira diversificada de investimentos é conhecer bem quais são os objetivos de curto, médio e longo prazo.

Ao saber exatamente o que quer e para quando quer, fica mais fácil escolher os tipos de ativos que você deve ter na carteira para atingir os objetivos desejados.

Além disso, fique atento também ao estabelecimento das metas: mire sempre o quanto de dinheiro pretende ter no final de cada prazo.

Assim, fica mais fácil saber qual é a melhor forma de direcionar as suas aplicações e datas de vencimentos.

Como investir no cenário de juros baixos?

A regra dos investimentos é clara: se você quer um retorno maior, precisa aceitar mais risco. Simples assim.

E em tempos de juros baixos, essa regra acaba ganhando ainda mais peso. Por que? Vamos explicar.

Selic e Juro real. Talvez você já tenha ouvido esses termos por aí. E, possivelmente, até conheça seus significados.

Juro real nada mais é do que juros menos inflação. Ele serve para você saber quanto, de fato, o seu investimento está rendendo. Para isso, é preciso descontar a desvalorização do dinheiro no tempo, que é a inflação.

Já a Selic é a taxa básica de juros da economia brasileira, definida pelo Comitê de Política Monetária (Copom). E ela influencia todas as outras taxas de juros cobradas pelos bancos em empréstimos.

Em setembro, o Copom cortou a Selic de 6% para 5,5% ao ano e, na visão do nosso time de Economia, a taxa deve ir a 4,5% ainda em 2019.

Nesta mínima histórica, um momento inédito da economia do país, o cenário aponta que investimentos em produtos que acompanham a taxa básica de juros devem render menos e o investidor deve saber como agir.

Por esse motivo, para ter mais rentabilidade em momentos como este, o investidor precisa ter mais criatividade e apetite ao risco.

Para rentabilizar os investimentos, será preciso uma carteira diversificada, além de buscar mercados mais sofisticados, como o de fundos multimercados e de renda variável.

Ao construir seu portfólio, seu principal objetivo é ter ganhos maiores do que a inflação.

Se não tomar nenhuma atitude, você correrá um sério risco de ter uma rentabilidade menor ou até mesmo negativa.

Reforçando: Investidores que querem mais retorno precisam aceitar mais risco. Ainda mais em momentos como o que estamos vivendo – e que tendem a durar mais.

Especialistas para ajudar

O assessor de investimentos, figura que ganhou destaque na XP por sua importância, é o especialista que vai te ajudar a planejar o futuro e buscar os melhores investimentos para o seu perfil e objetivos.

Por ter diversas qualificações no mercado financeiro, o assessor analisa as oportunidades para indicar sempre aquilo que faz sentido para você no curto, médio e longo prazo.

Além disso, na XP os assessores contam com a melhor plataforma do mercado financeiro e estão sempre em busca de novos e bons investimentos em diversas instituições financeiras, com a imparcialidade que é necessária.

E em caso de dúvidas, todos os dias da semana, das 8h às 20h, assessores da XP respondem a dúvidas dos investidores ao vivo e online no canal especial Youtube.

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