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Temporada de Resultados Renda Fixa – 1º trimestre de 2026

Confira os resultados do 1º trimestre de 2026 das empresas sob cobertura do Research Renda Fixa da XP.

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Acompanhe aqui os resultados trimestrais de empresas selecionadas que emitem títulos de crédito privado na plataforma da XP

Coruripe

1Inclui Capex relacionado ao plantio e trato cultural da cana-de-açúcar

2Inclui adiantamento de clientes.

3Covenant não inclui os ajustes feitos pelo XP Research.

1Açúcar Total Recuperável (ATR) é um indicativo da qualidade da cana que corresponde à soma total dos açúcares na cana, relacionado à capacidade de transformar a matéria-prima nos seus principais subprodutos: etanol e açúcar.

2A Biometria de TCH (Toneladas de Cana por Hectare ou Toneladas de Colmo por Hectare) é uma ferramenta que mede a produtividade do canavial, seja em uma pequena parcela, por talhão, ou a produtividade média de toda a unidade, região ou país.

3O etanol anidro é aquele misturado à gasolina.

4O etanol hidratado é o etanol comum vendido nos postos

A Coruripe realizou o call de divulgação de resultados da Safra 25/26. A moagem reportada foi de 14,4 mil toneladas, uma queda de 9,4% ante a safra anterior, reflexo do impacto das queimadas e estiagem, que prejudicaram seus indicadores de produtividade, TCH e ATR – como visto na tabela acima. O clima adverso impactou o setor como um todo.

O EBITDA Ajustado foi de R$ 1,5 bilhão (-27,6% vs. safra 24/25), ao passo que seu Capex relacionado ao plantio e trato cultural da cana-de-açúcar totalizou R$ 731,3 milhões (+15,4% vs. safra 24/25). Com isso, o EBITDA Ajustado após pagamento de Capex recorrente alcançou R$ 751,3 milhões (-46,9% vs. safra 24/25).

Os juros sobre empréstimos e financiamentos somaram R$ 806,1 milhões (+55,9% vs. safra 24/25), refletindo aumento do custo médio de financiamento, acompanhado de crescimento da dívida líquida, que encerrou a safra em R$ 3,6 bilhões (+11,2% vs. safra 24/25).

Em sua conferência de resultados, a Coruripe anunciou um plano para monetizar os valores relacionados a processos judiciais em curso envolvendo o IAA (Instituto do Açúcar e do Álcool) – cujas causas somam mais de R$ 5 bilhões –através de uma possível venda destes processos. Com essa medida, a companhia almeja obter uma entrada de caixa de R$ 1,5 bilhão, ainda nesta safra, além de um earn-out sobre eventuais valores adicionais que o comprador desses créditos venha a receber nos anos subsequentes. Este montante será utilizado para amortizar parte relevante de seus empréstimos e financiamentos de curto prazo, que totalizam R$ 1,7 bilhão.

Em relação às perspectivas para a safra 26/27, a empresa enxerga uma melhora nas condições climáticas, o que deve favorecer a moagem desta safra e reduzir parcialmente o impacto dos preços do açúcar.

No âmbito de preços, a empresa sinalizou um ambiente desafiador para o açúcar, o que deve contribuir para um mix mais alcooleiro do que o visto na safra anterior, como forma de compensar o menor faturamento bruto com açúcar. Além disso, existem movimentos setoriais que favorecem o preço do etanol, como o aumento da demanda do setor de combustíveis, que adotará o padrão E32 na fabricação de gasolina e poderá consumir 1 bilhão de litros adicionais de etanol anidro, bem como, o aumento do preço da gasolina, reflexo do petróleo mais elevado, que favorece o etanol hidratado. Ainda assim, a Companhia não espera que estes efeitos de moagem e preços do etanol eliminem totalmente, o impacto do açúcar e da produtividade ainda baixa – apesar de uma expectativa melhor para 26/27, a produtividade ainda deve ficar abaixo dos níveis vistos em outras safras. Desta forma, diante de uma dinâmica setorial menos favorável, a empresa prevê aumento de sua alavancagem financeira.

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Assaí

(Com participação de XP Equity Research)

(1) Inclui desconto de recebíveis na dívida. EBITDA Pré-IFRS-16
(2) Ratios Contratuais: [Dívida Bruta (-) Caixa (-) Contas a receber com deságio de 1,5%] / [Lucro Bruto (+) Depreciação Logística (-) SG&A]

O Assaí reportou resultados fracos, mas em linha, no 1T, com crescimento moderado,mas com controle de SG&A levando a um resultado acima do esperado. Como esperado, a linha de receita permaneceu pressionada pelo macro desafiador, somado à deflação de alimentos em diversas commodities simultaneamente. Enquanto isso, a companhia conseguiu entregar uma margem EBITDA estável com efeitos tributários positivos, maturação das lojas e forte controle de SG&A. Vale destacar que a varejista reconheceu R$273 milhões de monetização de créditos de PIS/Cofins relacionados às suas operações de bebidas frias, apesar de reportagens recentes na imprensa sugerirem uma potencial notificação da Receita Federal em relação ao alegado uso indevido de tais créditos (link). Ao mesmo tempo, a companhia destacou que realizou uma reestruturação organizacional durante o trimestre, o que pode ajudar a manter o SG&A sob controle apesar de um ambiente de linha de receita desafiador.

No trimestre, o Assaí aumentou sua dívida líquida em R$ 880 milhões, o que levou essa linha a atingir R$ 12,7 bilhões (+7,5% T/T e -8,1% A/A). Esse consumo de caixa é explicado, em boa parte, por: (i) um fluxo de caixa operacional negativo em R$ 401 milhões (-201,3% A/A), impactado pela sazonalidade de maior volume de pagamentos a fornecedores e por uma composição de mix de meios de pagamento que gerou consumo de caixa na linha de contas a receber. Vale destacar que a elevada variação anual se deve ao fato de a Páscoa ter ocorrido no final de abril de 2025, diferente de 2026 que o feriado ocorreu no início do mês; desse modo, a varejista realizou compras a prazo no 1T25 para compor os estoques de itens sazonais do período e, com isso, os pagamentos a fornecedores foram menos aparentes no fechamento do 1T25; (ii) investimentos que somaram R$ 131 milhões (-57,2% A/A), refletindo o compromisso da companhia em reduzir sua alavancagem; e (iii) aluguéis que totalizaram R$ 396 milhões (+6,7% A/A).

A alavancagem monitorada pelo limite de endividamento da companhia encerrou o período em 1,3x (-0,4x A/A), sinalizando evolução na meta de desalavancagem financeira.

Crescimento moderado, como esperado. A linha de receita veio virtualmente em linha com nossas estimativas, com vendas líquidas crescendo 2% em um macro fraco e com deflação de alimentos (commodities essenciais caindo -12%). Assim, as vendas nas mesmas lojas (SSS) vieram em terreno negativo (-0,9%), o que foi parcialmente compensado pela expansão de lojas (+11 nos últimos 12 meses). Notavelmente, o Sr. Belmiro Gomes destacou ventos contrários de demanda decorrentes do aumento da atividade de apostas e da mudança de hábitos alimentares impulsionada pelos medicamentos GLP-1.Pontos interessantes a destacar: (i) a companhia lançou seus primeiros produtos de Marca Própria (arroz e feijão sob as marcas Chef e Assaí), com meta de ~200 SKUs até o final de 2026; (ii) as vendas de last-mile via iFood mais do que dobraram (+101% a/a), com 104 lojas ativas, e o app Meu Assaí respondeu por 47% das vendas totais (vs. 42% no 1T25), com clientes identificados no app apresentando frequência de visitas 50% maior e ticket médio 28% maior; (iii) as operações de farmácia foram anunciadas para julho de 2026, com meta de 25 unidades em São Paulo até o final de 2026; (iv) o ASAI apontou os primeiros impactos da alta dos preços do petróleo em razão do conflito no Oriente Médio, principalmente em custos de frete/embalagem e nos preços de produtos de limpeza; e (v) a companhia divulgou um fato relevante (link) sobre um programa opcional de recompra de debêntures de até R$200 milhões, direcionado a títulos negociados com desconto em relação ao valor de face no mercado secundário, a ser executado em até 180 dias e cancelado após a recompra.

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