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Varejo no Brasil e queda do preço do petróleo em destaque

Preços do petróleo atingem o menor nível em dois meses; veja os destaques desta terça-feira, 16/06/2026

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IBOVESPA -0,42% | 170.415 Pontos

CÂMBIO -0,78% | 5,04/USD

O que pode impactar o mercado hoje

Ibovespa

O Ibovespa encerrou o pregão de segunda-feira em queda de 0,4%, aos 170.415 pontos. Apesar do forte avanço dos mercados globais após o anúncio de um acordo provisório entre Estados Unidos e Irã para a reabertura do Estreito de Hormuz, a Bolsa brasileira ficou na contramão devido ao forte peso do setor de petróleo no índice. A queda do Brent pressionou as ações do segmento e mais do que compensou o movimento positivo observado nos demais setores.

Embraer (EMBR3, +7,2%) liderou os ganhos do índice após notícias favoráveis para sua divisão de defesa, incluindo avanços na potencial venda de aeronaves C-390 para a Grécia e perspectivas de expansão na Índia. As empresas ligadas ao petróleo concentraram as maiores perdas do dia. Prio (PRIO3, -6,8%), PetroReconcavo (RECV3, -6,4%), Petrobras (PETR4, -5,0%) e Brava Energia (BRAV3, -3,9%) foram pressionadas pela forte queda dos preços do petróleo.

Renda Fixa

Os juros futuros fecharam em queda ao longo de toda a curva ontem, refletindo o maior apetite a risco global após o acordo no Oriente Médio e a consequente forte queda do petróleo, em um contexto de expectativa pelo Copom e pelo Fed. Nos EUA, as Treasuries encerraram com a T-note de 2 anos a 4,06% (-2bps), a de 10 anos a 4,47% (-1bps) e o T-bond de 30 anos a 4,97% (+0bps).

No Brasil, a curva de DI acompanhou o movimento externo, com o DI jan/27 a 14,24% (-12bps), o DI jan/29 a 14,33% (-13bps) e o DI jan/31 a 14,24% (-9bps). A curva de NTN-B teve queda nos vencimentos mais curtos, com a B29 em 8,32% (vs. 8,58%), a B35 em 7,94% (vs. 7,94%) e a B50 em 7,42% (vs. 7,42%).

Mercados globais

Nesta terça-feira, os futuros nos EUA operam mistos (S&P 500: 0,0%; Nasdaq 100: +0,2%) após forte alta na sessão anterior, impulsionada pelo anúncio de um acordo entre Estados Unidos e Irã para encerrar o conflito no Oriente Médio. Na véspera, o S&P 500 avançou mais de 1%, enquanto o Nasdaq ganhou 3,1%.

Na Europa, as bolsas sobem (Stoxx 600: +0,5%), apoiadas principalmente pelos setores industrial e financeiro. Na Ásia, o desempenho foi misto, com o Nikkei (Japão) encerrando praticamente estável, após atingis máxima intradiária história, enquanto o Kospi (Coreia do Sul) avançou 2,1%. Em contrapartida, na China as ações recuaram (CSI 300: -0,2%; HSI: -1,4%). Os investidores também acompanham dados de atividade imobiliária e de comércio exterior nos Estados Unidos, além dos desdobramentos do acordo entre Washington e Teerã.

IFIX

O Índice de Fundos Imobiliários (IFIX) encerrou a segunda-feira em alta de 0,50%, aos 3.833,15 pontos, avançando 19,12 pontos frente ao fechamento anterior e mantendo a sequência positiva do índice. Os Fundos de Tijolo lideraram os ganhos do dia, com avanço de 0,61%, sustentados por Shoppings (+0,70%) e Ativos Logísticos (+0,31%), enquanto Lajes Corporativas contribuíram positivamente com alta de 0,69%. Os Fundos de Recebíveis também encerraram no campo positivo, com valorização de 0,41%, reforçando seu desempenho consistente. Os Fundos Híbridos avançaram 0,44%, os Fundos de Fundos registraram alta de 0,38% e Multiestratégia subiu 0,62%. Entre os resultados positivos do pregão, sobressaíram MEII11 (+13,7%), DEVA11 (+5,8%) e CACR11 (+4,6%). No campo negativo, as maiores quedas foram registradas por TGAR11 (-2,3%), HSLG11 (-1,6%) e BROF11 (-1,5%).

Economia

O acerto entre Estados Unidos e Irã para reabrir o Estreito de Ormuz dominou os mercados globais ontem. O presidente Donald Trump e autoridades iranianas assinaram virtualmente um memorando de entendimento, com a previsão de reabertura total da via marítima até sexta-feira. Assim, o preço do petróleo (tipo Brent) recuou quase 4,5%, para US$ 83,6 por barril, o menor patamar em dois meses.

Indicadores de atividade econômica da China enviaram sinais mistos em maio. Do lado positivo, a produção industrial acelerou em relação ao mês anterior e a taxa de desemprego recuou ligeiramente. Por outro lado, as vendas varejistas recuaram pela primeira vez desde dezembro de 2022. Além disso, os investimentos em ativos fixos e no setor imobiliário mostraram quedas acentuadas no período recente. Além disso, o Banco do Japão (BoJ) elevou os juros para 1%, o nível mais alto desde 1995, em linha com as expectativas. O aperto da política monetária ocorre em um contexto de enfraquecimento da taxa de câmbio e aumento expressivo da inflação, em parte devido ao choque global de energia.

No Brasil, destaque para as mudanças na curva de juros futuros. O mercado agora precifica cerca de 80% de probabilidade de um corte de 0,25 p.p. na reunião do Copom desta semana. A precificação de alta de juros ainda em 2026 recuou para cerca de 0,30 p.p. Conforme publicamos no relatório Esquenta do Copom, a taxa Selic deve ser reduzida de 14,50% para 14,25%. O Comitê não deve indicar que o ciclo de flexibilização monetária terminou, mantendo espaço para cortes adicionais caso o cenário evolua de modo favorável. No entanto, o Copom deve retirar menções a “próximos passos da calibração dos juros”, sugerindo que uma pausa pode ocorrer em breve. Afinal, as expectativas de inflação permanecem em alta, como apresentado no Boletim Focus do Banco Central. A mediana das projeções de mercado para o IPCA de 2026 subiu de 5,11% na semana passada para 5,30% no relatório publicado ontem. A previsão para 2027 – o atual horizonte relevante da política monetária – avançou de 4,03% para 4,10%.

Hoje, destaque para a publicação da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC) de abril. As vendas reais do varejo ampliado devem apresentar o quarto aumento consecutivo. Por sua vez, o índice de varejo restrito – exclui os segmentos de veículos, materiais de construção e atacado especializado em alimentos, bebidas e fumo – deve mostrar contração mensal.

Veja todos os detalhes

Economia

Preços do petróleo atingem o menor nível em dois meses após EUA e Irã chegarem a um acordo sobre o fim da guerra e a reabertura do Estreito de Ormuz

  • O acerto entre Estados Unidos e Irã para reabrir o Estreito de Ormuz dominou os mercados ontem. O Presidente Donald Trump e autoridades iranianas assinaram virtualmente um memorando de entendimento, com a previsão de reabertura total da via marítima até sexta-feira. Assim, o preço do petróleo (tipo Brent) recuou quase 4,5%, para US$ 83,6 por barril, o menor patamar em dois meses. O noticiário mais favorável sobre o conflito no Oriente Médio também impulsionou os ativos de risco globais, com destaque aos mercados acionários americanos (S&P 500: +1,7%; Nasdaq: +3,1%);  
  • Nos Estados Unidos, a produção industrial ficou estável em maio, após expansão de 0,7% em abril. O consenso de mercado apontava para ligeiro ganho de 0,2%. O indicador subiu 1,4% em comparação ao mesmo mês do ano passado. Apesar da estabilidade divulgada ontem, o aumento nos gastos com inteligência artificial por parte das empresas vem impulsionando o setor manufatureiro, o que ajuda a compensar parte do impacto negativo das tarifas de importação mais elevadas e do choque de energia causado pela guerra no Oriente Médio. Incentivos tributários para investimento em equipamentos também vêm puxando o setor;      
  • Indicadores de atividade econômica da China enviaram sinais mistos em maio. Do lado positivo, a produção industrial cresceu 4,5% ante o mesmo mês do ano passado, acelerando em relação à alta de 4,1% observada em abril. A mediana das estimativas de mercado apontava para ganho de 4,3%. Além disso, a taxa de desemprego recuou ligeiramente de 5,2% para 5,1% (expectativa: 5,2%). Por outro lado, as vendas varejistas declinaram 0,6% em maio (expectativa: 0,0%), após uma elevação de 0,2% no mês anterior. Trata-se do primeiro recuo desde dezembro de 2022. Os investimentos em ativos fixos caíram 4,1% nos primeiros cinco meses de 2026 (expectativa: -2,0%), após a queda de 1,6% no período de janeiro a abril. Ademais, a contração dos investimentos imobiliários se aprofundou em maio (-16,2% no acumulado do ano). Em linhas gerais, a economia chinesa vem apresentando desempenho bastante heterogêneo entre os setores. As exportações e a indústria seguem robustas, o que contrasta com a persistente fragilidade no consumo das famílias e no setor imobiliário;  
  • O Banco do Japão (BoJ) elevou os juros para 1%, o nível mais alto desde 1995, em linha com as expectativas. A decisão de subir juros em 0,25 p.p. teve o placar de 7-1. O aperto da política monetária ocorre em um contexto de enfraquecimento da taxa de câmbio e aumento expressivo da inflação, em parte devido ao choque global de energia;
  • No Brasil, destaque para as mudanças na curva de juros futuros. O mercado agora precifica cerca de 80% de probabilidade de um corte de 0,25 p.p. na reunião do Copom desta semana. Além disso, a precificação de alta de juros ainda em 2026 recuou para cerca de 0,30 p.p. Os juros fecharam em toda curva, sobretudo nos vértices mais curtos. Neste sentido, publicamos o relatório Esquenta do Copom. Prevemos redução de 0,25 p.p. na taxa Selic, para 14,25%. A nosso ver, o comunicado pós-reunião destacará as pressões recentes e os riscos para a convergência da inflação à meta. O Comitê não deve indicar que o ciclo de flexibilização monetária terminou, mantendo espaço para cortes adicionais caso o cenário evolua favoravelmente. No entanto, o Copom deve retirar menções a “próximos passos da calibração dos juros”, sugerindo que uma pausa pode ocorrer em breve;   
  • Apesar da melhora nos ativos financeiros, as expectativas de inflação permanecem em alta, conforme divulgado no Boletim Focus do Banco Central. A mediana das projeções de mercado para o IPCA de 2026 subiu de 5,11% na semana passada para 5,30% no relatório publicado ontem (estava em 4,92% há quatro semanas). A previsão para 2027 – o atual horizonte relevante da política monetária – avançou de 4,03% para 4,10%. Na mesma linha, a mediana para 2028 aumentou de 3,65% para 3,68%. Enquanto isso, a expectativa para o crescimento real do PIB em 2026 se elevou de 1,91% para 1,96%, refletindo a resiliência da atividade doméstica no curto prazo em meio a um amplo conjunto de medidas governamentais de estímulo. A estimativa para o PIB de 2027 continuou em 1,70%. Além disso, o mercado revisou novamente para cima a trajetória esperada para a taxa Selic. A mediana para o final de 2026 subiu de 13,50% para 13,75%; para o final de 2027, houve elevação de 11,50% para 12,00%. Isto é, o Boletim Focus reforça a percepção de que o espaço para flexibilização monetária segue limitado;    
  • Hoje, destaque para a publicação da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC) de abril. As vendas reais do varejo ampliado devem apresentar o quarto aumento consecutivo (XP: 0,2% m/m e 3,3% a/a; Mercado: 0,1% m/m e 3,2% a/a). Por sua vez, o índice de varejo restrito – exclui os segmentos de veículos, materiais de construção e atacado especializado em alimentos, bebidas e fumo – deve mostrar queda no mês (XP: -0,6% m/m e 2,2% a/a; Mercado: -0,5% m/m e 2,3% a/a). Nos Estados Unidos, atenções voltadas para os dados de concessões de alvarás, construções residenciais, preços de exportação e preços de importação – todos referentes a maio.   

Commodities

Papel e Celulose: Fraqueza na China vs. força no Ocidente mantém suporte de curto prazo, embora limite upside

  • Na última semana, publicamos nossa Perspectiva de Mercado de Papel e Celulose para Jun’26, destacando mercados de celulose divergentes, com a China ainda fraca enquanto os mercados ocidentais permaneceram mais firmes;
  • Na China, os preços de BEKP ficaram em ~US$600-610/t, com demanda fraca e estoques elevados impedindo novos aumentos de preços, enquanto custos menores de madeira doméstica reduziram parte do suporte da curva de custos;
  • Em contraste, o BEKP na América do Norte aumentou US$50/t, para ~US$1.530/t; No geral, vemos os preços de celulose sustentados no curto prazo por disrupções de oferta e custos elevados de frete;
  • Mas com upside limitado diante da demanda fraca na China e custos menores de madeira doméstica;
  • Em relação aos dados recentes do setor, destacamos: (i) envios brasileiros de caixas de papelão ondulado totalizaram ~358kt em Mai’26 (estáveis M/M e -1% A/A), segundo a Empapel;
  • E (ii) os preços líquidos de BHKP na China estão atualmente em US$604/t, com futuros de BHKP em US$608/t para Jul’26 (estáveis S/S), enquanto o NBSK está em US$680/t;
  • Clique aqui para acessar o relatório completo.

Principais notícias dos setores

Nestas publicações diárias, trazemos as principais notícias nacionais e internacionais dos setores: Financeiro, Varejo (e-commerce, supermercados, lojas de roupa, farmácias, etc.), Agro, Alimentos e Bebidas, Energia (óleo & gás e elétricas) e Saúde.

  • Agro, Alimentos & Bebidas: confira as principais notícias
  • Relatório temático | El Niño; Tema quente, mas longe de garantir perdas de produtividade
    • O NOAA confirmou a ocorrência do El Niño e projeta um dos mais fortes já registrados. Para as commodities, vemos os impactos abaixo:
      • Soja: a produtividade do Brasil parece resiliente ao El Niño, com o principal downside concentrado no MATOPIBA, enquanto o Sul pode se beneficiar;
      • Milho: o principal risco está concentrado na safrinha (2ª safra), dada sua dependência de chuvas e problemas de plantio, de modo que essa preocupação deve ganhar força apenas até o final de 2026;
      • Algodão: apresenta uma relação menos consistente com o El Niño, sendo a Bahia responsável pela maior parte do downside em episódios mais severos;
      • Açúcar: é uma das commodities mais sensíveis ao El Niño, já que o fenômeno pode pressionar a produtividade da cana no Brasil e reduzir o excedente exportável na Índia e na Tailândia.
    • Em relação à equities , vemos:
      • Farming: SLC e BrasilAgro estão expostas ao risco de queda de produtividade decorrente da volatilidade de produtividade, dada a possibilidade de clima mais seco e temperaturas mais elevadas em suas áreas;
      • 3Tentos: apresenta um cenário mais construtivo, já que sua forte exposição ao Rio Grande do Sul pode se beneficiar de uma normalização das chuvas, sustentando a produtividade e impulsionando uma melhora generalizada em seus segmentos operacionais;
      • S&E: as condições climáticas podem impactar a produtividade da São Martinho e da Jalles, mas a produção deste ano já está assegurada e, dado o ambiente de max moagem, o cenário para açúcar e etanol permanece baixista.
    • Clique aqui para acessar o relatório.
  • XP Daily: As principais notícias do setor Imobiliário
  • Real Estate | Um mercado mais seletivo em meio ao aumento de pressões
    • Principais índices de inflação. Iniciamos o ano com uma visão otimista para as construtoras de baixa renda, sustentadas pelas condições do programa Minha Casa Minha Vida, um cenário de inflação controlada, baixa concorrência e demanda relevante;
    • Por outro lado, o segmento de propriedades de renda não compartilhava do mesmo entusiasmo, diante de índices de inflação mais negativos/contidos, o que sugeria um ano de crescimento mais limitado de receita, especialmente considerando a atividade mais fraca do varejo e expectativas tímidas para operações de M&A;
    • Avançando seis meses, permanecemos otimistas com as construtoras de baixa renda, mas com a alta recente dos índices de inflação, nossa preferência relativa pelos operadores de shoppings aumenta, à medida que o trade relativo observado no início do ano pode se inverter no segundo semestre, caso as pressões de custos persistam.
    • Clique aqui para acessar o relatório completo.

Renda fixa

De Olho na Renda Fixa: principais notícias de crédito privado, mercados e renda fixa

  • IG4 faz oferta por créditos detidos por credores da Raízen (Valor Econômico);
  • Neoenergia obtém financiamento de R$ 764 milhões com agência do Japão para concessão na Bahia (Valor Econômico);
  • Oncoclínicas convoca assembleias de debenturistas para discutir possível recuperação extrajudicial (Valor Econômico);
  • Moody’s Local Brasil eleva ratings do Agibank para AA.br; perspectiva estável (Moody’s Local).
  • Clique aqui para acessar o clipping.

Estratégia

XP Short Scout: Monitor de short selling no Brasil – 15/06/2026

  • O short interest mediano no Ibovespa aumentou 42 bps, para 6,5%. As posições em aberto recuaram para R$ 127,8 bilhões (-5,9%).
  • Brava Energia (BRAV3) viu sua taxa de aluguel subir para 41,5%, um aumento de 37,8 p.p. em relação a 29 de maio. O short interest também avançou 1,2 p.p., para 16,6% do free float, enquanto o days to cover ficou em 9,6 dias de ADTV, uma alta de 13,9% frente a duas semanas atrás.
  • Já a Copasa (CSMG3) apresentou taxa de aluguel de 20,2%, alta de 14,0 p.p. em relação à atualização anterior, enquanto o short interest subiu 1,4 p.p., para 22,6% do free float, e o days to cover recuou 3,3%, para 8,6 dias de ADTV.
  • Também destacamos a alta da taxa de aluguel de Engie Brasil (EGIE3) para 6,5%, um avanço de 2,6 p.p. nas últimas duas semanas. Seu days to cover está em 23,7 dias de ADTV (+9,3%), enquanto o short interest atualmente representa 15,1% do free float (+2,5 p.p.).
  • Outros nomes para acompanhar: BEEF3, BRSR6, CVCB3, HBSA3, ITUB3, JHSF3, PLPL3, SLCE3
  • Clique aqui para acessar o relatório completo.

Os investidores estrangeiros registraram as maiores saídas mensais no mercado à vista desde março de 2020

  • Em maio, os fluxos estrangeiros deram continuidade à tendência negativa iniciada em meados de abril, com saídas líquidas de R$13,3 bilhões no mercado à vista, parcialmente compensadas por entradas líquidas de R$2,4 bilhões em futuros. Desde meados de abril, quando as saídas estrangeiras se intensificaram, as saídas acumuladas já somam R$31,0 bilhões no mercado à vista, com entradas registradas em apenas 3 dos últimos 38 pregões. A tendência permaneceu negativa em junho, com saídas líquidas de R$3,4 bilhões no mercado à vista, apesar de entradas líquidas de R$1,7 bilhão em futuros.
  • Como resultado, as entradas acumuladas de capital estrangeiro em 2026, que atingiram um pico de R$69,1 bilhões em meados de abril, recuaram para R$40,4 bilhões. Como discutimos em nosso último Raio-XP, vemos três principais fatores por trás dessa reversão nas ações brasileiras: (i) a retomada do trade de IA, que redirecionou fluxos de estratégias ligadas a commodities e HALO para ações nos EUA e outros mercados emergentes, como Coreia e Taiwan; (ii) o aumento das expectativas de inflação e juros, tanto globalmente quanto no mercado doméstico; e (iii) a maior volatilidade política e eleitoral no Brasil. Em nível setorial, quase todos os setores registraram saídas líquidas de capital estrangeiro em maio, com exceção de Inst. Financeiras, Óleo, Gás & Petroquímicos e Mineração & Siderurgia. Em contrapartida, Construção Civil, Alimentos & Bebidas e Saúde foram os setores que sofreram as maiores retiradas por parte dos estrangeiros.
  • Enquanto isso, os investidores institucionais foram fortes compradores líquidos de ações brasileiras em maio, interrompendo uma sequência de oito meses consecutivos de saídas. Eles registraram entradas líquidas de R$13,3 bilhões no mercado à vista, parcialmente compensadas por saídas líquidas de R$4,0 bilhões em futuros. Até agora em junho, os investidores institucionais seguem como compradores líquidos, com entradas totais de R$0,7 bilhão.
  • Os investidores pessoa física também permaneceram compradores líquidos, com entradas líquidas de R$5,8 bilhões no mercado à vista e de R$1,5 bilhão em futuros durante maio. Em junho, eles continuaram aumentando exposição, com entradas líquidas acumuladas de R$1,4 bilhão.
  • Por fim, a indústria de fundos voltou ao terreno positivo em maio, registrando entradas líquidas de R$10,3 bilhões, impulsionadas principalmente por R$10,4 bilhões de captação em fundos de renda fixa. Por outro lado, os hedge funds e os fundos de ações continuaram enfrentando resgates, registrando saídas líquidas de R$6,4 bilhões e R$0,1 bilhão, respectivamente.
  • Clique aqui para acessar o relatório completo.

Alocação & Fundos

Principais notícias

  • Fundos Imobiliários (FIIs): confira as principais notícias
    • IFIX fecha o pregão da segunda-feira em alta de 0,5% (Suno Notícias);
    • Entidade quer transformar FIIs em vitrine global para o mercado latino-americano (InfoMoney);
    • Fiagro da JiveMauá nasce com proteção ao investidor e dois anos de carência (TheAgriBiz);
    • Clique aqui para acessar o relatório.
  • Hedge Top FOFII 3 FII (HFOF11) | Dividend yield convidativo, sustentado por desconto histórico
  • Reiteramos a recomendação de COMPRA, fundamentada nos seguintes pontos:
    • Gestão ativa eficiente, com histórico consistente de retornos superiores ao IFIX;
    • Carteira majoritariamente composta por fundos de tijolo, com elevado potencial de valorização patrimonial;
    • Preço de negociação atrativo, com VM/VP de 0,85x, refletindo um deságio de 15,3% em relação à cota patrimonial;
    • Yield convidativo, sustentado por resultados recorrentes sólidos e uma reserva acumulada robusta;
    • Programa de recompra de cotas, que, em nossa visão, gera valor patrimonial imediato, eleva o resultado por cota e reforça o alinhamento entre gestão e cotistas.
  • Clique aqui para mais informações.x
  • ETFs: confira as principais notícias dos índices e movimentos setoriais
  • ETF Brief: IA turbina ETFs na B3 com altas de quase 20% enquanto Bitcoin se aproxima de US\$ 68 mil com alívio geopolítico e ETF da Argentina dispara 18% no mês
    • IA impulsiona ETFs na B3: veja 4 fundos que avançaram quase 20% em um mês: a temática de inteligência artificial chega com força à bolsa brasileira e turbina o desempenho de ETFs locais. (Valor Investe)
    • Com muito sobe e desce no ano, ETF do mercado argentino subiu 18% em um mês; vale investir? (Valor Investe)
    • Bitcoin sobe e se aproxima dos US\$ 68 mil com queda do petróleo e alívio geopolítico (Valor Investe)
    • IA e stablecoins serão próximo grande motor de crescimento das criptomoedas, diz executiva da Visa (Valor)
    • Fluxos da semana (08/06–12/06): VOO lidera captação global com US\$ 48,2 bi, enquanto IVV registra US\$ 43,9 bi em saída; no Brasil, SMAL11 puxa os inflows (US\$ 145 mi). Resumo completo no ETF Brief.
    • Clique aqui para acessar o relatório.

ESG

Mapeando a evolução da governança corporativa no mercado de capitais brasileiro

  • Hoje, o time de Research ESG da XP realizou uma reunião com Fabio Coelho, presidente da Associação de Investidores no Mercado de Capitais (Amec), para discutir as percepções sobre a recente temporada de assembleias no Brasil e aprofundar em demais tendências que vêm moldando o cenário de governança corporativa no país.
  • Neste relatório, apresentamos os principais pontos da conversa, incluindo: (i) o papel crescente dos credores nas decisões corporativas; (ii) os principais temas observados na última temporada de assembleias; (iii) a evolução das práticas de engajamento entre investidores locais e estrangeiros; e (iv) a decisão da CVM de rever seu posicionamento anterior e tornar voluntário o reporte de sustentabilidade alinhado ao IFRS.
  • Clique aqui para acessar o relatório completo.

Vale divulga segundo relatório alinhado ao IFRS S1 e S2 | Café com ESG, 16/06

  • O pregão encerrou segunda-feira em território negativo, com o IBOV e o ISE recuando 0,41% e 0,34%, respectivamente;
  • No lado das empresas, (i) a Vale divulgou nesta segunda-feira (15) seu segundo relatório de informações financeiras relacionadas à sustentabilidade e ao clima, em linha com as normas IFRS S1 e S2 – a companhia manteve os mesmos riscos e oportunidades climáticos identificados para o exercício de 2024, com atualização das estimativas de impacto, e acrescentou quatro novos riscos e uma nova oportunidade em sustentabilidade, com destaque para a mineração circular; e (ii) o BNDES divulgou ontem a aprovação de R$ 500 milhões para financiar a construção de uma nova planta de etanol de milho da FS em Campo Novo do Parecis (MT) – a unidade terá capacidade de processamento anual de até 1,2 milhão de toneladas de milho e produção anual de até 540 milhões de litros de etanol;
  • Na política, o governo brasileiro decidiu não aderir à proposta liderada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para a criação de uma reserva estratégica internacional de terras raras, iniciativa que será debatida durante a cúpula do G7, na França, esta semana – em contexto, o Brasil não integra o bloco, mas foi convidado para participar das sessões abertas da cúpula;
  • Clique aqui para acessar o relatório completo.

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  • Para fins de verificação da adequação do perfil do investidor aos serviços e produtos de investimento oferecidos pela XP Investimentos, utilizamos a metodologia de adequação dos produtos por portfólio, nos termos das Regras e Procedimentos ANBIMA de Suitability nº 01 e do Código ANBIMA de Distribuição de Produtos de Investimento. Essa metodologia consiste em atribuir uma pontuação máxima de risco para cada perfil de investidor (conservador, moderado e agressivo), bem como uma pontuação de risco para cada um dos produtos oferecidos pela XP Investimentos, de modo que todos os clientes possam ter acesso a todos os produtos, desde que dentro das quantidades e limites da pontuação de risco definidas para o seu perfil. Antes de aplicar nos produtos e/ou contratar os serviços objeto deste material, é importante que você verifique se a sua pontuação de risco atual comporta a aplicação nos produtos e/ou a contratação dos serviços em questão, bem como se há limitações de volume, concentração e/ou quantidade para a aplicação desejada. Você pode consultar essas informações diretamente no momento da transmissão da sua ordem ou, ainda, consultando o risco geral da sua carteira na tela de carteira (Visão Risco). Caso a sua pontuação de risco atual não comporte a aplicação/contratação pretendida, ou caso existam limitações em relação à quantidade e/ou volume financeiro para a referida aplicação/contratação, isto significa que, com base na composição atual da sua carteira, esta aplicação/contratação não está adequada ao seu perfil. Em caso de dúvidas sobre o processo de adequação dos produtos oferecidos pela XP Investimentos ao seu perfil de investidor, consulte o FAQ. As condições de mercado, mudanças climáticas e o cenário macroeconômico podem afetar o desempenho do investimento.
  • A rentabilidade de produtos financeiros pode apresentar variações e seu preço ou valor pode aumentar ou diminuir num curto espaço de tempo. Os desempenhos anteriores não são necessariamente indicativos de resultados futuros. A rentabilidade divulgada não é líquida de impostos. As informações presentes neste material são baseadas em simulações e os resultados reais poderão ser significativamente diferentes.
  • Este relatório é destinado à circulação exclusiva para a rede de relacionamento da XP Investimentos, incluindo assessores de investimentos da XP e clientes da XP, podendo também ser divulgado no site da XP. Fica proibida sua reprodução ou redistribuição para qualquer pessoa, no todo ou em parte, qualquer que seja o propósito, sem o prévio consentimento expresso da XP Investimentos.
  • 0800 77 20202. A Ouvidoria da XP Investimentos tem a missão de servir de canal de contato sempre que os clientes que não se sentirem satisfeitos com as soluções dadas pela empresa aos seus problemas. O contato pode ser realizado por meio do telefone: 0800 722 3710.
  • O custo da operação e a política de cobrança estão definidos nas tabelas de custos operacionais disponibilizadas no site da XP Investimentos: www.xpi.com.br.
  • A XP Investimentos se exime de qualquer responsabilidade por quaisquer prejuízos, diretos ou indiretos, que venham a decorrer da utilização deste relatório ou seu conteúdo.
  • A Avaliação Técnica e a Avaliação de Fundamentos seguem diferentes metodologias de análise. A Análise Técnica é executada seguindo conceitos como tendência, suporte, resistência, candles, volumes, médias móveis entre outros. Já a Análise Fundamentalista utiliza como informação os resultados divulgados pelas companhias emissoras e suas projeções. Desta forma, as opiniões dos Analistas Fundamentalistas, que buscam os melhores retornos dadas as condições de mercado, o cenário macroeconômico e os eventos específicos da empresa e do setor, podem divergir das opiniões dos Analistas Técnicos, que visam identificar os movimentos mais prováveis dos preços dos ativos, com utilização de “stops” para limitar as possíveis perdas.
  • Ação é uma fração do capital de uma empresa que é negociada no mercado. É um título de renda variável, ou seja, um investimento no qual a rentabilidade não é preestabelecida, varia conforme as cotações de mercado. O investimento em ações é um investimento de alto risco e os desempenhos anteriores não são necessariamente indicativos de resultados futuros e nenhuma declaração ou garantia, de forma expressa ou implícita, é feita neste material em relação a desempenhos. As condições de mercado, o cenário macroeconômico, os eventos específicos da empresa e do setor podem afetar o desempenho do investimento, podendo resultar até mesmo em significativas perdas patrimoniais. A duração recomendada para o investimento é de médio-longo prazo. Não há quaisquer garantias sobre o patrimônio do cliente neste tipo de produto.
  • O investimento em opções é preferencialmente indicado para investidores de perfil agressivo, de acordo com a política de suitability praticada pela XP Investimentos. No mercado de opções, são negociados direitos de compra ou venda de um bem por preço fixado em data futura, devendo o adquirente do direito negociado pagar um prêmio ao vendedor tal como num acordo seguro. As operações com esses derivativos são consideradas de risco muito alto por apresentarem altas relações de risco e retorno e algumas posições apresentarem a possibilidade de perdas superiores ao capital investido. A duração recomendada para o investimento é de curto prazo e o patrimônio do cliente não está garantido neste tipo de produto.
  • O investimento em termos são contratos para compra ou a venda de uma determinada quantidade de ações, a um preço fixado, para liquidação em prazo determinado. O prazo do contrato a Termo é livremente escolhido pelos investidores, obedecendo o prazo mínimo de 16 dias e máximo de 999 dias corridos. O preço será o valor da ação adicionado de uma parcela correspondente aos juros – que são fixados livremente em mercado, em função do prazo do contrato. Toda transação a termo requer um depósito de garantia. Essas garantias são prestadas em duas formas: cobertura ou margem.
  • O investimento em Mercados Futuros embute riscos de perdas patrimoniais significativos. Commodity é um objeto ou determinante de preço de um contrato futuro ou outro instrumento derivativo, podendo consubstanciar um índice, uma taxa, um valor mobiliário ou produto físico. É um investimento de risco muito alto, que contempla a possibilidade de oscilação de preço devido à utilização de alavancagem financeira. A duração recomendada para o investimento é de curto prazo e o patrimônio do cliente não está garantido neste tipo de produto. As condições de mercado, mudanças climáticas e o cenário macroeconômico podem afetar o desempenho do investimento.
  • ESTA INSTITUIÇÃO É ADERENTE AO CÓDIGO ANBIMA DE DISTRIBUIÇÃO DE PRODUTOS DE INVESTIMENTO.
  • A XP Investimentos CCTVM S/A, inscrita sob o CNPJ: 02.332.886/0001-04, é uma instituição financeira autorizada a funcionar pelo Banco Central do Brasil.Toda comunicação através de rede mundial de computadores está sujeita a interrupções ou atrasos, podendo impedir ou prejudicar o envio de ordens ou a recepção de informações atualizadas. A XP Investimentos exime-se de responsabilidade por danos sofridos por seus clientes, por força de falha de serviços disponibilizados por terceiros. A XP Investimentos CCTVM S/A é instituição autorizada a funcionar pelo Banco Central do Brasil.


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