IBOVESPA -0,06% | 173.714 Pontos
CÂMBIO +0,39% | 5,11/USD
O que pode impactar o mercado hoje
Ibovespa
O Ibovespa encerrou a semana passada em queda de 2,3% em reais e de 2,5% em dólares, por conta da leve apreciação de 0,1% do real, aos 173.714 pontos.
Vibra foi o destaque positivo da semana (VBBR3, +6,3%), impulsionada pela alta nos preços do petróleo e revisão positiva no preço alvo da companhia por banco de investimentos. Por outro lado, Auren (AURE3, -11,3%) caiu, após a companhia sofrer revisão negativa pela Fitch Ratings. Confira o resumo semanal da Bolsa.
Renda Fixa
No comparativo semanal, os juros futuros encerraram a semana em direções opostas entre Brasil e Estados Unidos. Nos EUA, os rendimentos das Treasuries recuaram nos vencimentos mais curtos, refletindo leituras de inflação abaixo do esperado, enquanto os vértices mais longos permaneceram relativamente estáveis em meio aos desdobramentos do conflito no Oriente Médio. A T-note de 2 anos encerrou a 4,18% (-3 bps vs. semana anterior), a T-note de 10 anos a 4,55% (-1 bp) e o T-bond de 30 anos a 5,07% (+1 bp).
No Brasil, os juros futuros avançaram em uma semana marcada pela imposição de novas tarifas dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, pela cautela com o quadro fiscal e pelo aumento da aversão a risco em meio às tensões geopolíticas. O DI jan/27 encerrou a 13,96% (+6 bps vs. semana anterior), o DI jan/29 a 14,34% (+36 bps) e o DI jan/31 a 14,53% (+36 bps). A NTN-B apresentou leve alta, com a B29 a 8,34% (vs. 8,36%), a B35 a 8,09% (vs. 8,03%) e a B50 a 7,59% (vs. 7,52%).
Mercados globais
Nesta segunda-feira, os futuros nos EUA operam em alta (S&P 500: +0,3%; Nasdaq 100: +0,6%). O sentimento melhora moderadamente após o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã afirmar que permanecem abertas as possibilidades para uma solução diplomática, apesar de os EUA terem realizado o nono dia consecutivo de ataques ao país. Na semana passada, a aversão ao risco foi intensificada pela forte realização nas ações de semicondutores, levando o S&P 500 a cair 1,6% e o Nasdaq 2,9%, enquanto o ETF VanEck Semiconductor (SMH) recuou 9% na semana, acumulando sua terceira queda semanal nas últimas quatro semanas.
Na Europa, o Stoxx 600 reverteu as perdas iniciais e agora opera próximo da estabilidade. Na Ásia, o Kospi caiu 4,5% e o Kosdaq recuou 5,3%, enquanto o CSI 300 avançou 1,5%. A Bolsa no Japão permaneceu fechada por feriado. Leia o Top 5 temas globais.
IFIX
O Índice de Fundos Imobiliários (IFIX) registrou alta de 0,11% no acumulado da semana. Dentre os principais segmentos, o desempenho foi liderado pelos fundos de tijolo, que avançaram 0,36% no período, com destaque para os segmentos logístico (+0,53%) e de shoppings (+0,40%). As lajes corporativas também registraram valorização de 0,36%. Já os fundos de recebíveis apresentaram alta mais moderada (+0,15%), em meio à perspectiva de uma correção monetária reduzida nos próximos meses, após a leitura benigna do IPCA de junho (+0,16% M/M). Entre os destaques positivos do pregão de sexta-feira, sobressaíram CACR11 (+2,5%), JSRE11 (+2,4%) e BROF11 (+1,7%). No campo negativo, as maiores quedas foram registradas por LIFE11 (-2,2%), TOPP11 (-2,0%) e SNFF11 (-1,9%). Saiba mais aqui.
Economia
Forças militares dos EUA realizaram ataques contra o Irã pelo nono dia consecutivo hoje, aumentando as dúvidas sobre uma possível reabertura do Estreito de Ormuz para o tráfego comercial marítimo. Nesse cenário, os contratos futuros de petróleo Brent voltaram a superar US$ 90 o barril, trazendo os riscos inflacionários de volta ao radar dos investidores.
Nenhum indicador econômico relevante será divulgado hoje,
Esta semana acontece a Expert XP, maior feira de investimentos do mundo. Entre os destaques da agenda econômica estão Janet Yellen, ex-presidente do Fed (banco central dos EUA) e ex-Secretária do Tesouro dos EUA (na quinta feira) e o presidente do Banco Central do Brasil, Gabriel Galípolo (na sexta-feira).
Veja todos os detalhes
Economia
Preço do petróleo Brent ultrapassa US$ 90 em meio a ataques entre EUA e Irã no fim de semana
- Forças militares dos EUA realizaram ataques contra o Irã pelo nono dia consecutivo hoje, aumentando as dúvidas sobre uma possível reabertura do Estreito de Ormuz para o tráfego comercial marítimo. Quatro militares americanos morreram no fim de semana em decorrência de ataques iranianos contra forças dos EUA, segundo o Comando Central dos EUA. Nesse cenário, os contratos futuros de petróleo Brent voltaram a superar US$ 90 o barril, trazendo os riscos inflacionários de volta ao radar dos investidores. O preço está voltando um pouco esta manhã, negociando por volta de 88 dólares. Preços mais elevados do petróleo reforçam a visão do mercado de que o Federal Reserve (banco central dos EUA) poderá elevar as taxas de juros no segundo semestre do ano. Os juros dos títulos do Tesouro dos EUA (Treasuries) sobem ligeiramente esta manhã. Os juros do título de 10 anos — principal referência de mercado — avançou mais de 1 ponto-base, para 4,558%;
- Nenhum indicador econômico relevante será divulgado hoje;
- No Brasil, o indicador mensal de atividade econômica do Banco Central — o IBC-Br — registrou alta de 0,1% em maio frente a abril (Mercado: -0,1%; XP: 0,0%). Em relação a maio de 2025, o indicador avançou 0,8% (Mercado: 0,7%; XP: 1,0%). O indicador sugere que a economia brasileira continua crescendo no segundo trimestre, embora em ritmo mais lento do que no primeiro. Nossa projeção para o crescimento do PIB em 2026 permanece em 2,0%, com algum viés de alta. A renda real continua se expandindo em ritmo sólido, sustentada por um mercado de trabalho aquecido e pelo aumento das transferências fiscais. Além disso, um amplo conjunto de medidas de estímulo do governo continuará apoiando a demanda interna no curto prazo. Em nossa visão, esses fatores devem compensar o impacto negativo das condições monetárias restritivas e da incerteza elevada nos próximos trimestres.
- Esta semana acontece a Expert XP, maior feira de investimentos do mundo. Entre os destaques da agenda econômica estão Janet Yellen, ex-presidente do Fed (banco central dos EUA) e ex-Secretária do Tesouro dos EUA (na quinta feira) e o presidente do Banco Central do Brasil, Gabriel Galípolo (na sexta-feira).
Empresas
M. Dias Branco (MDIA3) | Recuperação sequencial
- Para o Q2 da MDIA, esperamos:
- Recuperação T/T esperada no 2Q26, com receita líquida de BRL 2.5bi (+12% T/T), impulsionada pela sazonalidade, maiores volumes e melhora do mix de vendas;
- Margem bruta avançando, beneficiada por menores custos de matérias-primas A/A e melhor mix, mas a rentabilidade segue pressionada por despesas com frete e marketing;
- EBITDA deve mostrar recuperação T/T, mas permanecer abaixo A/A, com margem estimada em 10.5% (+169bps T/T; -214bps A/A), refletindo o ambiente de consumo desafiador e o espaço limitado para repasse de preços;
- Capex segue elevado e deve consumir caixa no curto prazo, mas o tri ainda deve entregar geração de caixa positiva.
- Clique aqui para acessar o relatório.
Renda fixa
De Olho na Renda Fixa: principais notícias de crédito privado, mercados e renda fixa
- IG4 quer Oncoclínicas e Centaurus reduz fatia (Valor Econômico);
- GPA diz que contestações a plano de recuperação extrajudicial são minoritárias e sem fundamento (Valor Econômico);
- Engie incorpora Jirau e olha para o futuro em leilões de transmissão e baterias (Canal Energia);
- Moody’s Ratings downgrades Rumo’s ratings to Ba3; outlook changed to negative (Moody’s).
- Clique aqui para acessar o clipping.
Alocação & Fundos
Principais notícias
- Fundos Imobiliários (FIIs): confira as principais notícias
- Patria registra locações 31% acima da média e vê nova fase para FIIs de escritórios (InfoMoney);
- Como a volatilidade pode ajudar o investidor de FIIs a ganhar mais patrimônio? (InfoMoney);
- IFIX fecha em ligeira alta e acumula ganho de 0,41% na semana (FIIs);
- Clique aqui para acessar o relatório.
- ETFs: confira as principais notícias dos índices e movimentos setoriais
- Investidores despejam US$ 25 bi em ETFs de semicondutores mesmo com DRAM caindo 40%, enquanto ETFs alavancados de chip amplificam a volatilidade do rally de IA
- Investors Pour $25B Into Semiconductor ETFs as DRAM Plunges 40%: chip funds despencam desde 22/jun — DRAM cai ~40% — mas o dinheiro entra na mão contrária, e o motivo por trás dessa convicção diz muito sobre como o mercado está lendo o drawdown. (ETF.com)
- Daily ETF Flows: QQQ Notches Inflows of $2.4B (ETF.com)
- What are leveraged ETFs and how are they driving the AI rally? (Reuters)
- After 11 Quiet Years, CRAK Is Finally Having Its Moment (ETF.com)
- Clique aqui para acessar o relatório.
- Investidores despejam US$ 25 bi em ETFs de semicondutores mesmo com DRAM caindo 40%, enquanto ETFs alavancados de chip amplificam a volatilidade do rally de IA
ESG
Governo prevê que El Niño deve ganhar intensidade nos próximos meses | Café com ESG, 20/07
- O mercado encerrou a semana passada em território negativo, com o Ibovespa caindo 2,33% e o ISE 3,5%. O pregão de sexta-feira também fechou em leve queda, com o IBOV e o ISE recuando 0,06% e 0,48%, respectivamente.
- Do lado das empresas, a ISA Energia divulgou que obteve a licença prévia para o Projeto Itatiaia, que vai ampliar o escoamento de energia renovável do norte de Minas Gerais e do Nordeste para o Rio de Janeiro com investimento de R$ 2,7 bilhões – o projeto foi arrematado no 1° leilão de transmissão de 2023 da Aneel e prevê a construção de uma subestação, a ampliação de duas subestações já existentes, e a implementação de duas linhas de transmissão de 507 km.
- Na política, (i) o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) estima que o fenômeno El Niño deverá ganhar intensidade nos próximos meses, aumentando o risco de incêndios florestais em diferentes regiões do país – em geral, projeções climáticas do MMA apontam para uma alta probabilidade do fenômeno atingir intensidade forte ou muito forte entre agosto e dezembro; e (ii) após pressões da indústria pesada europeia sobre o ônus de comprar licenças de carbono para compensar suas emissões, a Comissão Europeia propôs, na sexta-feira, uma reforma do seu mercado regulado de carbono (ETS, na sigla em inglês) com o objetivo de permitir que as indústrias possam emitir dióxido de carbono por mais tempo – além disso, pela nova proposta, o sistema exigirá que os Estados-membros destinem pelo menos metade de sua receita anual de 24 bilhões de euros, proveniente dos custos de carbono, para a descarbonização da indústria (atualmente, menos de 5% são destinados a esses fins).
- Clique aqui para acessar o relatório completo.
Mandato temporário para E32 aprovado; Ceará avança com política para data centers | Brunch com ESG
- Pensando em melhor auxiliar os investidores, o Brunch com ESG é um relatório publicado todos os domingos pelo time ESG do Research da XP que busca destacar os principais tópicos da agenda na semana;
- Nesta semana, destacamos: (i) Mandato temporário para E32 aprovado, mas impacto de curto prazo no etanol permanece limitado; e (ii) Ceará avança com política para data centers enquanto marco federal segue pendente.
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