IBOVESPA -0,79% | 170.653 Pontos
CÂMBIO +0,18% | 5,15/USD
O que pode impactar o mercado hoje
Ibovespa
O Ibovespa encerrou o pregão de quarta-feira em queda de 0,8%, aos 170.653 pontos, pressionado pelo aumento da aversão ao risco global após Donald Trump afirmar que o cessar-fogo entre EUA e Irã havia acabado.
PetroReconcavo (RECV3, +6,1%) liderou os ganhos entre as petroleiras, que foram o destaque positivo do dia, acompanhando a forte alta dos preços do petróleo. Na ponta negativa, Cury (CURY3, -7,9%) e Tenda (TEND3, -5,1%) recuaram após divulgarem dados operacionais referentes ao segundo trimestre abaixo das expectativas.
Renda Fixa
Os juros futuros encerraram ontem em alta, refletindo a retomada das tensões geopolíticas no Oriente Médio após a escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã, movimento que impulsionou os preços do petróleo, elevou as expectativas de inflação e reforçou a percepção de um cenário mais desafiador para os bancos centrais. Nos EUA, a T-note de 2 anos encerrou a 4,21% (+3bps), a T-note de 10 anos a 4,57% (+2bps) e o T-bond de 30 anos a 5,07% (+2bps), enquanto a ata da última reunião do Federal Reserve teve impacto limitado sobre a curva. No Brasil, os juros futuros encerraram com o DI jan/27 a 14,06% (+4bps), o DI jan/29 a 14,38% (+10bps) e o DI jan/31 a 14,49% (+12bps). A curva de NTN-B apresentou movimentos marginais, com a B29 a 8,50% (vs. 8,54%), a B35 a 8,13% (vs. 8,14%) e a B50 a 7,55% (vs. 7,57%).
Mercados globais
Nesta quinta-feira, os futuros nos EUA operam em alta (S&P 500: +0,2%; Nasdaq 100: +0,6%), apesar da continuidade do conflito entre EUA e Irã. As ações de tecnologia lideram a recuperação global, com destaque para a SK Hynix, que avançou 5,3% após informações de que sua listagem nos EUA foi mais de sete vezes sobresubscrita, reforçando o forte apetite dos investidores pelo setor de inteligência artificial.
Na Europa, as bolsas operam em alta (Stoxx 600: +0,2%), impulsionadas pelo setor de tecnologia, apesar de queda relevante na AstraZeneca após um estudo de fase avançada do medicamento Wainua para doenças cardíacas não atingir seu principal objetivo clínico.
Na Ásia, Nikkei (+1,4%), Kospi (+0,6%) e CSI 300 (+2,5%) fecharam em alta, enquanto Hong Kong (HSI: -0,7%) fechou em queda. No cenário macro, os investidores seguem monitorando a escalada das tensões entre EUA e Irã, que mantém o petróleo em alta, além da divulgação dos pedidos semanais de auxílio-desemprego e das vendas de moradias usadas nos Estados Unidos.
IFIX
O Índice de Fundos de Investimento Imobiliário (IFIX) encerrou o pregão de quarta-feira em queda de 0,20%, aos 3.821,06 pontos. O desempenho do índice refletiu o aumento da aversão ao risco nos mercados, em meio ao agravamento das tensões no Oriente Médio. Dentre os segmentos, o desempenho foi predominantemente negativo. Os fundos de tijolo recuaram 0,30%, pressionados principalmente pelas quedas em lajes corporativas (-0,53%), multiestratégia (-0,36%), ativos logísticos (-0,32%) e shoppings (-0,09%). Os fundos híbridos também registraram desempenho negativo (-0,27%), enquanto os fundos de recebíveis apresentaram leve recuo de 0,03%. Já os fundos de fundos tiveram queda mais moderada, de 0,08%. Entre os destaques positivos do pregão, sobressaíram TRBL11 (+2,2%), KORE11 (+1,9%) e TOPP11 (+1,8%). No campo negativo, as maiores quedas foram registradas por DEVA11 (-2,4%), HGRE11 (-1,7%) e URPR11 (-1,6%).
Economia
A escalada entre Estados Unidos e Irã voltou a dominar o noticiário, pressionando os preços do petróleo e reacendendo preocupações sobre oferta de energia e inflação global, enquanto a ata do Fed (banco central estadunidense) mostrou maior preocupação com pressões inflacionárias e os preços ao produtor na China aceleraram pelo quarto mês consecutivo.
No Brasil, a Câmara aprovou crédito de R$ 10 bilhões ao Ministério de Minas e Energia para subsidiar o diesel, em uma tentativa de mitigar a transmissão do choque externo de petróleo para os preços domésticos e reduzir riscos para a atividade econômica.
Na agenda de hoje, destaque para os dados de inflação no México e no Japão, que poderão calibrar as expectativas para a política monetária nas duas economias. Nos Estados Unidos, atenção aos pedidos iniciais de seguro-desemprego. No Brasil, não há indicadores relevantes previstos.
Veja todos os detalhes
Economia
Escalada geopolítica pressiona petróleo e reacende cautela com inflação global
- O noticiário global foi dominado pela escalada entre Estados Unidos e Irã, após Donald Trump afirmar que o memorando de entendimento com Teerã estaria praticamente encerrado e sinalizar novos ataques. Os Estados Unidos também revogaram a isenção que permitia ao Irã exportar petróleo, em resposta a ataques contra embarcações comerciais no Estreito de Ormuz. O aumento da tensão elevou o preço do Brent para patamares próximos a 78 dólares por barril, reacendendo preocupações sobre oferta de energia e riscos inflacionários;
- Nos Estados Unidos, a ata da reunião de junho do Federal Reserve (banco central estadunidense) mostrou aumento da preocupação dos dirigentes com a inflação, em meio a sinais de que as pressões de preços vêm se tornando mais disseminadas. Alguns participantes já viam argumentos para elevar os juros nesta última reunião, embora o Comitê tenha decidido manter a taxa inalterada na faixa de 3,50% a 3,75%. O documento também retirou a sinalização sobre o próximo movimento de juros e encurtou a comunicação, em linha com a estratégia do presidente Kevin Warsh de reduzir o uso de orientações prospectivas;
- O Fundo Monetário Internacional (FMI) revisou para baixo sua previsão de crescimento global em 2026, para 3,0%, citando riscos associados à guerra no Oriente Médio, à fragmentação do comércio e a possíveis correções nas expectativas ligadas à inteligência artificial. O FMI também elevou a projeção de inflação global para 4,7% em 2026, destacando que os preços de energia seguem acima dos níveis observados antes do início da guerra. Apesar disso, o fundo avaliou que a economia global tem resistido melhor do que o esperado ao choque, apoiada pela demanda do setor de tecnologia, pela liberação de reservas estratégicas e pela adaptação das cadeias de suprimentos;
- Na China, os preços ao produtor avançaram 4,1% em junho na comparação anual, acelerando em relação aos 3,9% de maio e atingindo o maior crescimento desde julho de 2022. O resultado refletiu a alta de preços em setores ligados a energia, equipamentos elétricos, eletrônicos e metais, em um contexto ainda marcado pelos efeitos do conflito entre Estados Unidos e Irã sobre commodities. Apesar disso, a inflação ao consumidor desacelerou para 1,0% em termos anuais, indicando que a fraqueza da demanda doméstica segue limitando o repasse de custos aos consumidores;
- No Brasil, a Câmara dos Deputados aprovou crédito de R$ 10 bilhões ao Ministério de Minas e Energia para subsidiar o diesel até o fim de 2026, em resposta ao aumento dos preços internacionais de combustíveis decorrente da escalada entre Estados Unidos e Irã. O texto ainda seguirá para análise do Senado;
- Na agenda de hoje, no exterior, serão divulgados dados de inflação no México e no Japão, importantes para avaliar a persistência das pressões de preços e suas implicações para a condução da política monetária pelo Banxico e pelo Banco do Japão (autoridades monetárias dos respectivos países). Nos Estados Unidos, os pedidos iniciais de seguro-desemprego deverão fornecer sinais adicionais sobre as condições do mercado de trabalho, variável relevante para as próximas decisões do Federal Reserve. No Brasil, não há indicadores econômicos relevantes previstos.
Empresas
Camil (CAML3) | Prévia do 1T26 (Mai/26): Esperando a virada
- Esperamos um trimestre fraco para a Camil, pressionado por preços mais baixos das commodities, apesar do crescimento de volumes impulsionado pelo ramp-up da operação no Paraguai. Projetamos receita líquida de BRL 2,5 bi (-4% A/A; +3% T/T), EBITDA ajustado de BRL 197 mi (-16% A/A; +2% T/T) e prejuízo líquido de BRL 10 mi;
- Acreditamos que os resultados terão impacto limitado sobre as expectativas do mercado, que segue aguardando uma redução da área plantada de arroz, dado que os preços ainda permanecem abaixo dos custos de produção, mesmo após a recuperação recente;
- No caixa, o trimestre deve refletir o consumo sazonal de capital de giro associado à recomposição de estoques durante a colheita, levando a um FCL de BRL -854 mi. Ainda assim, esperamos melhora ao longo do ano, com FCL positivo de ~BRL 100 mi em 2026, sustentado por menor capex e gradual desalavancagem;
- Link: https://conteudos.xpi.com.br/acoes/relatorios/camil-caml3-previa-do-1t26-mai-26-virando-a-pagina/.
Autopeças: Um ponto de inflexão para alguns, um jogo de espera para outros
- Onde cada companhia se posiciona no ciclo se torna cada vez mais importante, em meio a um pano de fundo no qual a dinâmica macro tem ditado a performance relativa mais do que os próprios fundamentos bottom-up;
- Dentro de Autopeças, estamos favorecendo nomes com vetores externos e balanços mais limpos/em desalavancagem em detrimento daqueles ainda atrelados a um ciclo brasileiro desafiador;
- Nesse sentido, nossas preferências são:
- (i) Tupy (elevada para Compra), pela recuperação de veículos pesados nos EUA e um ponto de inflexão mais visível para os lucros à frente, com uma desalavancagem mais clara como fator de redução de risco para a tese do papel;
- (ii) Marcopolo (Compra), com um perfil de valor/carry de menor risco (dividend yields sólidos e um perfil de lucros mais estável); e
- (iii) Iochpe-Maxion (Compra), pelo valuation descontado (P/E 2027E de 4,1x) e carry atrativo (~9% de dividend yield);
- Na ponta oposta, reiteramos Neutro para (iv) Randoncorp e (v) Frasle Mobility, por visibilidade limitada de lucros e múltiplos esticados, respectivamente;
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Renda fixa
De Olho na Renda Fixa: principais notícias de crédito privado, mercados e renda fixa
- Prisma mira ao menos US$ 1,5 bilhão em venda da Origem Energia (Pipeline Valor);
- Correios suspendem parte de plano de reestruturação e adiam fechamento de agências em meio à busca por mais R$ 7 bilhões (O Globo);
- Light conclui aumento de capital de R$ 1,5 bilhão (CanalEnergia);
- Ratings da Rumo removidos do CreditWatch negativo e rebaixados para ‘brAA-’ por piora da qualidade de crédito do grupo Cosan; perspectiva negativa (S&P National).
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Alocação & Fundos
Principais notícias
- Fundos Imobiliários (FIIs): confira as principais notícias
- BRCO11 combina galpões de qualidade e potencial de expansão (EuQueroInvestir);
- AIEC11 recua 4,01%; IFIX fecha em queda de 0,2%, aos 3.821,06 pontos (Suno Notícias);
- Escritórios Classe A em São Paulo: vacância cai no 2T de 2026, enquanto aluguéis avançam (Buildings);
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- TEPP11 avalia possível ampliação na participação no Ed. Torre Sul
- O fundo anunciou a aquisição dos conjuntos 171 e 172 do Edifício Torre Sul (Berrini, SP), com 1.084 m² de área BOMA, por R$ 10,8 mi (~R$ 9,93 mil/m²), sujeita ao cumprimento de condições precedentes;
- Os conjuntos estão locados para a IFC (contrato até dez/2026) e para a Nexmuv (jun/2027), gerando receita contratada de ~R$ 86 mil/mês e cap rate de aquisição de 9,6% a.a., patamar atrativo para um ativo corporativo Classe A na região da Berrini;
- A operação elevará a participação do fundo no Torre Sul dos atuais 49,5% para ~55%, assegurando o controle do imóvel e viabilizando a plena execução da gestão ativa — elemento central da tese do TEPP11;
- Avaliamos a transação como positiva;
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- Bresco Logística (BRCO11) | Portfólio de alta qualidade voltado a galpões logísticos last mile
- Reiteramos a recomendação de COMPRA para o BRCO11 para o fundo, fundamentada em:
- Gestão experiente e altamente especializada em empreendimentos logísticos, alinhada às melhores práticas ASG (Ambiental, Social e Governança);
- Portfólio de imóveis de alta qualidade, localizado em regiões estratégicas próximas aos principais mercados consumidores do país;
- Preço de negociação ainda convidativo, com potencial de valorização de 5,1% em relação à nossa estimativa;
- Dividend yield em patamar competitivo;
- Clique aqui para mais informações.
- Reiteramos a recomendação de COMPRA para o BRCO11 para o fundo, fundamentada em:
- ETFs: confira as principais notícias dos índices e movimentos setoriais
- Número de ETFs de renda fixa mais do que dobra em um ano: a oferta de ETFs de renda fixa disparou no Brasil em apenas doze meses, e o timing dialoga diretamente com os resgates bilionários em fundos de crédito. O que a expansão dessa prateleira sinaliza sobre a preferência do investidor local é o ângulo do dia. (Valor Investe)
- Fundos de crédito com exposição acima de 50% têm resgates de quase R$ 50 bilhões em dois meses (Valor)
- Recuperação dos multimercados não deve vir tão cedo, diz Anbima; renda fixa e ETFs seguem no foco (E-Investidor)
- New Memory ETFs Line Up to Challenge Runaway DRAM (ETF.com)
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ESG
União Europeia planeja ampliar seu mercado de carbono regulado | Café com ESG, 09/07
- O pregão de quarta-feira fechou em território levemente negativo, com o IBOV e ISE recuando 0,79% e 0,55%, respectivamente.
- Do lado das empresas, a JBS revisou sua estratégia climática e abandonou a meta de alcançar emissões líquidas zero até 2040, retirando também os compromissos relacionados às emissões de Escopo 3, que representam a maior parte de sua pegada de carbono – a empresa passará a focar na redução da intensidade das emissões dos Escopos 1 e 2 em 30% até 2030 e em 70% até 2050, justificando a mudança pela maior capacidade de mensuração e controle dessas emissões.
- No internacional, (i) a rápida expansão dos data centers para inteligência artificial começa a pressionar a infraestrutura elétrica dos EUA, elevando o risco de apagões e impulsionando pedidos de reajuste nas tarifas de energia – a Exelon alertou que o sistema já opera próximo do limite, enquanto encargos de capacidade em algumas regiões chegaram a subir 1.000% desde 2024, intensificando o debate sobre os custos da transição digital; e (ii) a União Europeia planeja ampliar seu mercado de carbono ao incluir as usinas de incineração de resíduos no EU ETS, reforçando os incentivos para redução das emissões e maior circularidade dos materiais – a proposta, com possível implementação a partir de 2031, enfrenta resistência do setor, que estima um aumento de € 3,8 bilhões nos custos operacionais dos municípios.
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