IBOVESPA +0,51% | 176.641 Pontos
CÂMBIO -0,86% | 5,07/USD
O que pode impactar o mercado hoje
Ibovespa
O Ibovespa encerrou o pregão de terça-feira em alta de 0,5%, aos 176.641 pontos. O movimento foi impulsionado pela melhora do apetite por risco nos mercados globais após a divulgação do CPI de junho nos Estados Unidos abaixo das expectativas.
Hapvida (HAPV3, +8,3%) liderou os ganhos do índice em meio ao movimento de recuperação das ações domésticas e mais sensíveis aos juros. Já a CSN Mineração (CMIN3, -5,3%) esteve entre os destaques negativos do dia, em um movimento de realização de lucros após o papel acumular valorização superior a 30% ao longo do mês.
Renda Fixa
Os juros futuros encerraram a terça-feira em queda. Nos EUA, os rendimentos das Treasuries encerraram com a T-note de 2 anos a 4,19% (-9 bps), a T-note de 10 anos a 4,58% (-4 bps) e o T-bond de 30 anos a 5,10% (0 bps), refletindo o CPI de junho abaixo do esperado.
No Brasil, a curva de juros acompanhou o movimento externo, favorecida também pela queda do dólar frente ao real e pelo aumento das apostas de corte da Selic nas próximas reuniões do Copom. Nesse contexto, o DI jan/27 encerrou a 13,90% (-7 bps), o DI jan/29 a 14,02% (-21 bps) e o DI jan/31 a 14,22% (-17 bps). A curva de NTN-B apresentou movimentos marginais, encerrando com a B29 a 8,34% (vs. 8,35%), a B35 a 8,06% (vs. 8,05%) e a B50 a 7,55% (vs. 7,54%).
Mercados globais
Nesta quarta-feira, os futuros nos EUA operam em alta (S&P 500: +0,1%; Nasdaq 100: +0,4%), após a divulgação do CPI abaixo do esperado, reduzindo as apostas de alta de juros na reunião de julho do Fed e impulsionando o apetite por risco, além de bons resultados dos bancos americanos. Apesar da melhora no sentimento, as tensões no Oriente Médio seguem pressionando os mercados europeus, que operam estáveis (Stoxx 600: 0,0%) com desempenho misto entre setores.
Na Ásia, o Kospi liderou os ganhos (+6,2%) e o Nikkei avançou 1,5%. No dia, os investidores acompanham os balanços de Morgan Stanley, Johnson & Johnson, BlackRock e United Airlines, após os grandes bancos norte-americanos iniciarem a temporada de resultados acima das expectativas.
IFIX
O Índice de Fundos de Investimento Imobiliário (IFIX) encerrou o pregão de ontem com leve alta de 0,04%, aos 3.831,38 pontos. Dentre os segmentos, os fundos de recebíveis avançaram 0,18%, enquanto os fundos de fundos registraram alta de 0,36%, liderando os ganhos do dia. No segmento de tijolo (+0,05%), o desempenho foi sustentado principalmente pelos fundos de shoppings (+0,26%), ao passo que lajes corporativas (-0,26%) pressionaram o resultado agregado. Os fundos híbridos recuaram 0,37%, enquanto o segmento de multiestratégia/FOFs avançou 0,18%. Já os fundos de ativos logísticos encerraram o dia estáveis (0,00%).
Entre os destaques positivos do pregão, sobressaíram KISU11 (+3,1%), TOPP11 (+2,2%) e KORE11 (+2,0%). No campo negativo, as maiores quedas foram registradas por CACR11 (-2,6%), HSLG11 (-1,7%) e HGRU11 (-1,5%).
Economia
A inflação ao consumidor dos Estados Unidos desacelerou mais do que o esperado em junho, refletindo principalmente a queda dos preços de energia, mas o presidente do Federal Reserve (banco central estadunidense), Kevin Warsh, reforçou que o resultado ainda não representa uma vitória sobre a inflação. Ao mesmo tempo, a retomada dos ataques entre Estados Unidos e Irã voltou a pressionar o petróleo, enquanto o PIB da China perdeu fôlego no segundo trimestre e a produção industrial da Zona do Euro voltou a recuar em maio, reforçando sinais de desaceleração da atividade global.
No Brasil, o governo sinalizou que poderá editar uma nova medida de apoio aos exportadores caso os Estados Unidos confirmem novas tarifas, enquanto o CNPE (Conselho Nacional de Política Energética) aprovou o aumento da mistura de etanol na gasolina para reduzir a dependência de importações e suavizar os efeitos da alta do petróleo. O Senado também aprovou mudanças nas regras do piso mínimo do frete rodoviário e a aposentadoria especial para agentes comunitários de saúde e de combate às endemias.
Na agenda de hoje, destaque para o índice de preços ao produtor dos Estados Unidos, que deverá fornecer sinais adicionais sobre as pressões de custos na economia americana, além das decisões de juros no Canadá e na Coreia do Sul. No Brasil, atenção à Pesquisa Mensal de Serviços, importante para avaliar o desempenho do setor.
Veja todos os detalhes
Economia
Inflação americana desacelera, mas riscos geopolíticos mantêm cautela sobre os juros
- Nos Estados Unidos, a inflação ao consumidor desacelerou mais do que o esperado em junho, com o índice cheio recuando de 4,2% para 3,5% em termos anuais e registrando queda de 0,4% na comparação mensal, a primeira desde abril de 2020. O núcleo também perdeu força, passando de 2,9% para 2,6% em doze meses, refletindo moderação em serviços, habitação e bens. A principal contribuição veio da queda de 5,7% nos preços de energia, em um período marcado pelo cessar-fogo temporário entre Estados Unidos e Irã. Apesar do alívio, a retomada do conflito e a nova alta do petróleo mantêm elevada a possibilidade de recrudescimento das pressões inflacionárias nos próximos meses;
- O presidente do Federal Reserve (banco central estadunidense), Kevin Warsh, afirmou que a desaceleração da inflação em junho não representa “missão cumprida” e reiterou que a prioridade da instituição permanece sendo a convergência dos preços à meta de 2%. Em audiência no Congresso, Warsh reforçou que a independência do Fed é essencial para sua credibilidade e afirmou que continuará conduzindo a política monetária com base nos dados, mesmo diante de possíveis pressões do presidente Donald Trump por juros mais baixos. O dirigente acrescentou que as mudanças na comunicação, incluindo a retirada de orientações prospectivas e a adoção de comunicados mais enxutos, não têm como objetivo reduzir a transparência;
- Os preços do petróleo subiram cerca de 2%, com o Brent encerrando a US$ 84,73 por barril e o WTI a US$ 79,34, nos maiores níveis em aproximadamente um mês. O movimento refletiu o restabelecimento do bloqueio naval dos Estados Unidos ao Irã e a continuidade dos ataques militares, aumentando os riscos de interrupção do fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz, por onde transita parcela relevante da oferta global. Donald Trump também abandonou a proposta de cobrar uma taxa de 20% para proteger embarcações na região, afirmando que buscará acordos de investimento com países do Golfo;
- O PIB da China cresceu 4,3% no segundo trimestre de 2026 em relação ao mesmo período do ano anterior, abaixo da expectativa de 4,5% e em desaceleração ante a alta de 5,0% registrada no primeiro trimestre, marcando o ritmo mais fraco desde o quarto trimestre de 2022. Na comparação trimestral, a atividade avançou 0,9%, em linha com as projeções, mas abaixo da alta de 1,3% observada nos três primeiros meses do ano. No acumulado do primeiro semestre, a economia cresceu 4,7%, ainda dentro da meta anual de 4,5% a 5,0%. Os dados reforçam a leitura de desequilíbrio estrutural, com a produção industrial sustentada por exportações ligadas à inteligência artificial, enquanto consumo e investimento seguem pressionados pela crise imobiliária e pela fraqueza da demanda doméstica, fatores que deverão influenciar políticas fiscais de estímulo à atividade econômica;
- A produção industrial da Zona do Euro recuou 0,2% em maio ante abril, contrariando a expectativa de alta de 0,3% e revertendo parte do avanço de 0,3% registrado no mês anterior. O resultado reforça a leitura de recuperação ainda irregular da indústria, com ganhos em energia, bens de capital e bens de consumo não duráveis compensados por quedas em bens intermediários e bens de consumo duráveis. A divergência entre países, com forte retração na Irlanda e avanços em economias como Luxemburgo, Hungria e Polônia, também evidencia que a retomada industrial do bloco permanece fragmentada;
- No Brasil, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o governo não descarta editar uma nova Medida Provisória de apoio aos exportadores caso os Estados Unidos confirmem novas tarifas sobre produtos brasileiros. A eventual iniciativa seguiria modelo semelhante ao da MP Brasil Soberano, utilizada anteriormente para mitigar os impactos do aumento de tarifas americanas. Segundo o ministro, qualquer decisão dependerá da confirmação das medidas e de uma avaliação cuidadosa dos efeitos sobre as empresas brasileiras;
- O Conselho Nacional de Política Energética aprovou o aumento da mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina de 30% para 32%, com vigência a partir de 1º de agosto. A medida busca reduzir a dependência da importação de gasolina e mitigar os efeitos da alta internacional do petróleo sobre os preços domésticos. O Ministério de Minas e Energia estima redução de aproximadamente R$ 0,03 por litro no preço da gasolina e diminuição de cerca de 900 milhões de litros por ano na necessidade de importação do combustível;
- O Senado aprovou o projeto de lei de conversão da Medida Provisória que endurece a aplicação das regras do piso mínimo do frete rodoviário. O texto reforça os mecanismos de fiscalização ao determinar que a ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) suspenda a geração do CIOT (Código Identificador de Operação de Transporte) para operações que descumpram o piso mínimo do frete ou apresentem irregularidades cadastrais. A proposta também manteve dispositivos incluídos pela Câmara, como anistias relacionadas a multas por excesso de peso por eixo e às penalidades aplicadas durante as paralisações de caminhoneiros em 2022, embora esses trechos devam ser vetados pelo governo. A medida fortalece o marco regulatório do transporte rodoviário de cargas e busca ampliar o cumprimento da política de piso mínimo do frete;
- O Senado também aprovou a Proposta de Emenda à Constituição que estabelece aposentadoria especial para agentes comunitários de saúde e de combate às endemias. O texto cria regras permanentes e de transição para as categorias e segue para promulgação. Segundo estimativas dos Ministérios da Fazenda e do Planejamento, a medida deverá gerar impacto de aproximadamente R$ 3 bilhões por ano sobre o orçamento federal;
- Na agenda de hoje, no exterior, será divulgado o índice de preços ao produtor dos Estados Unidos, indicador importante para avaliar a evolução dos custos ao longo da cadeia produtiva e seus possíveis efeitos sobre a inflação ao consumidor. Também serão anunciadas as decisões de juros no Canadá e na Coreia do Sul, que deverão fornecer novos sinais sobre o equilíbrio entre inflação e atividade nessas economias. No Brasil, o IBGE divulgará a Pesquisa Mensal de Serviços, principal termômetro de desempenho do setor e relevante para avaliar o ritmo recente da atividade econômica.
Empresas
Camil (CAML3) | Análise dos resultados do 1T26 (Maio/26): volumes maiores que o esperado, mas surgem mais questionamentos
- A Camil reportou um pequeno beat, mas com resultados mistos entre as UBs. Embora os volumes tenham surpreendido positivamente em todas as frentes, algumas linhas merecem maior atenção e, somadas à elevada alavancagem, devem prejudicar a percepção dos investidores;
A receita líquida atingiu R$ 2,6 bilhões (-1% A/A, mas +4% vs. XPe), sustentada por volumes fortes tanto no Brasil (382 mil toneladas vs. 339 mil toneladas XPe) quanto na operação Internacional (211 mil toneladas vs. 168 mil toneladas XPe), parcialmente compensados por preços mais fracos;
Os menores custos de commodities impulsionaram um beat no lucro bruto, que alcançou R$ 652 milhões (+8% A/A e +20% vs. XPe). No entanto, despesas com frete acima do esperado pressionaram a rentabilidade, limitando o Adj. EBITDA a R$ 210 milhões (-10% A/A e +7% vs. XPe), com margem de 7,9% (-82bps A/A, mas +21bps vs. XPe); - No geral, embora esperemos uma redução da alavancagem nos próximos trimestres, o ritmo de desalavancagem parece cada vez mais dependente de uma recuperação dos preços do arroz no 2S26;
- Veja o relatório aqui.
Mineração & Siderurgia: Riscos de oferta e custos sustentam preços mais altos do minério de ferro no curto prazo
- A Camil reportou um pequeno beat, mas com resultados mistos entre as UBs. Embora os volumes tenham surpreendido positivamente em todas as frentes, algumas linhas merecem maior atenção e, somadas à elevada alavancagem, devem prejudicar a percepção dos investidores;
A receita líquida atingiu R$ 2,6 bilhões (-1% A/A, mas +4% vs. XPe), sustentada por volumes fortes tanto no Brasil (382 mil toneladas vs. 339 mil toneladas XPe) quanto na operação Internacional (211 mil toneladas vs. 168 mil toneladas XPe), parcialmente compensados por preços mais fracos;
Os menores custos de commodities impulsionaram um beat no lucro bruto, que alcançou R$ 652 milhões (+8% A/A e +20% vs. XPe). No entanto, despesas com frete acima do esperado pressionaram a rentabilidade, limitando o Adj. EBITDA a R$ 210 milhões (-10% A/A e +7% vs. XPe), com margem de 7,9% (-82bps A/A, mas +21bps vs. XPe); - No geral, embora esperemos uma redução da alavancagem nos próximos trimestres, o ritmo de desalavancagem parece cada vez mais dependente de uma recuperação dos preços do arroz no 2S26;
- Veja o relatório aqui.
Bens de Capital: Aguardando sinais de melhora na rentabilidade; Embraer como destaque do 2T26
- Vemos a Embraer como o destaque desta temporada de resultados, enquanto Randoncorp/Kepler Weber enfrentam uma perspectiva relativamente mais fraca no 2T26;
- Para Embraer, esperamos resultados sustentados por melhores entregas e mix mais favorável, com espaço para uma discussão mais construtiva sobre rentabilidade;
- Para WEG, esperamos que o crescimento permaneça limitado pelo câmbio e por restrições de capacidade (XPe de +5% A/A de crescimento orgânico da receita, neutro ao câmbio), embora uma melhora sequencial de margem vs. nível excepcionalmente fraco do 1T26 deva ser um ponto positivo;
- Dentro de Autopeças, esperamos que um mercado persistentemente desafiador de veículos pesados (particularmente no Brasil) continue pesando sobre a Randoncorp, mas vemos sinais iniciais de uma inflexão de lucros nos EUA como um potencial gatilho para Tupy (com melhoras mais relevantes esperadas a partir do 2S26E);
- Por fim, embora Frasle e Marcopolo devam reportar receitas resilientes, vemos alguns sinais de atenção, especialmente preocupações relacionadas ao crescimento na Frasle e um ambiente menos favorável de mix/câmbio pesando sobre a rentabilidade da Marcopolo;
- Clique aqui para acessar o relatório completo.
MBRF (MBRF3) | Menor margem para erro
- Vemos a Embraer como o destaque desta temporada de resultados, enquanto Randoncorp/Kepler Weber enfrentam uma perspectiva relativamente mais fraca no 2T26;
- Para Embraer, esperamos resultados sustentados por melhores entregas e mix mais favorável, com espaço para uma discussão mais construtiva sobre rentabilidade;
- Para WEG, esperamos que o crescimento permaneça limitado pelo câmbio e por restrições de capacidade (XPe de +5% A/A de crescimento orgânico da receita, neutro ao câmbio), embora uma melhora sequencial de margem vs. nível excepcionalmente fraco do 1T26 deva ser um ponto positivo;
- Dentro de Autopeças, esperamos que um mercado persistentemente desafiador de veículos pesados (particularmente no Brasil) continue pesando sobre a Randoncorp, mas vemos sinais iniciais de uma inflexão de lucros nos EUA como um potencial gatilho para Tupy (com melhoras mais relevantes esperadas a partir do 2S26E);
- Por fim, embora Frasle e Marcopolo devam reportar receitas resilientes, vemos alguns sinais de atenção, especialmente preocupações relacionadas ao crescimento na Frasle e um ambiente menos favorável de mix/câmbio pesando sobre a rentabilidade da Marcopolo;
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Renda fixa
De Olho na Renda Fixa: principais notícias de crédito privado, mercados e renda fixa
- Oncoclínicas renegocia dívida de R$ 5,1 bi e crise pode pressionar seguradoras de saúde (Bloomberg Linea);
- Ânima recompra FMU por R$ 410 milhões e amplia presença em São Paulo (InvestNews);
- Taesa aprova aquisição de 5 transmissoras da Energisa por R$ 1,5 bi (Agência Infra);
- Advent levanta R$ 230 milhões no mercado para ampliar participação na Natura (InvestNews).
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Alocação & Fundos
Principais notícias
- Fundos Imobiliários (FIIs): confira as principais notícias
- CACR11 volta a fechar no negativo; IFIX termina pregão estável (Suno Notícias);
- Fundo imobiliário BRCO11 supera média do Ifix em dividendos e traça meta ousada no 2º semestre (Estadão);
- Patria vende imóvel no Rio com prejuízo de 34% e expõe desafio dos escritórios (SiiLA);
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- ETFs: confira as principais notícias dos índices e movimentos setoriais
- A rotação para renda fixa ganha o palco: SGOV se aproxima do marco inédito de US$ 100 bi enquanto o Brasil vive uma guerra de ETFs de renda fixa — e os investidores aproveitam para comprar o dip de semicondutores
- SGOV se aproxima de US$ 100 bi, um feito inédito para ETFs de renda fixa ultracurta: já soma US$ 97,9 bi (+US$ 28,9 bi no ano) e é o 3º maior ETF de RF dos EUA. (ETF.com)
- Fluxos passivos → sofrimento ativo? Novo paper premiado tenta explicar por que a gestão ativa piora à medida que o passivo cresce (FT/Alphaville)
- Anbima: ETFs ganham espaço e devem aumentar participação na indústria — R$ 32,5 bi no 1º semestre, com RF puxando 83,6% (Exame)
- Gestoras travam disputa por ETFs de renda fixa no Brasil, com novos lançamentos e taxas cada vez mais baixas (Estadão)
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- A rotação para renda fixa ganha o palco: SGOV se aproxima do marco inédito de US$ 100 bi enquanto o Brasil vive uma guerra de ETFs de renda fixa — e os investidores aproveitam para comprar o dip de semicondutores
ESG
CNPE aprova temporariamente aumento da mistura de etanol na gasolina para 32% | Café com ESG, 15/07
- O pregão de terça-feira território positivo, com o IBOV e o ISE avançando, 0,51% e 0,57%, respectivamente.
- Do lado das empresas, a brasileira Energis8 (E8R) espera produzir cerca de 1 bilhão de litros de combustível de aviação sustentável (SAF) por ano, via um modelo de processamento por encomenda, no qual os clientes fornecem etanol à Energis8 para ser transformado em SAF mediante o pagamento de uma taxa – o projeto deve entrar em operação em 2031, com previsão de investimento de US$ 1,3 bilhão, segundo Marcos Guerra (presidente executivo da companhia).
- Na política, (i) o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) aprovou, nesta terça-feira, a elevação temporária de 30% para 32% (E32) do percentual obrigatório de etanol anidro na gasolina, com a medida sendo válida por 180 dias, com possibilidade de prorrogação pelo mesmo período – tal aumento é previsto na Lei do Combustível do Futuro e, em nota, o Ministério de Minas e Energia (MME) disse que a decisão foi influenciada pela volatilidade do mercado internacional de petróleo e combustíveis; e (ii) a Assembleia Legislativa do Ceará (Alece) aprovou um projeto de lei de autoria do governo estadual para flexibilizar o licenciamento ambiental para instalação de data centers e projetos de armazenamento de energia – o movimento do Ceará ocorre em meio a indefinições em torno da política brasileira de incentivos ao setor, o Redata, que segue indefinido, apesar dos esforços do setor de resgatar a proposta.
- Clique aqui para acessar o relatório completo.

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