IBOVESPA -0,03% | 173.325 Pontos
CÂMBIO -0,22% | 5,07/USD
O que pode impactar o mercado hoje
Ibovespa
O Ibovespa encerrou o pregão de terça-feira praticamente estável, com leve queda de 0,03%, aos 173.326 pontos. Em um dia de agenda macroeconômica esvaziada, as ações de petroleiras e bancos contribuíram positivamente para o desempenho do índice. Por outro lado, os papéis que mais pressionaram o mercado foram impactados por fatores idiossincráticos.
Na ponta positiva, CSN Mineração (CMIN3, +3,9%) esteve entre os principais destaques do pregão, dando continuidade ao movimento positivo observado nas últimas semanas. O papel já acumula valorização de 33,5% apenas durante o mês de julho. Já as ações do setor de Saúde lideraram as perdas do índice, com destaque para Hypera (HYPE3, -5,2%) e Rede D’Or (RDOR3, -4,0%). O movimento refletiu um aumento da cautela dos investidores em relação aos resultados do 2T26 das companhias do setor.
Para o pregão de quarta-feira, o foco da agenda corporativa será a divulgação dos resultados do 2T26 da WEG, antes da abertura do mercado.
Renda Fixa
Os juros futuros encerraram ontem em leve alta. Nos EUA, a T-note de 2 anos fechou a 4,26% (+5bps), a T-note de 10 anos a 4,63% (+4bps) e o T-bond de 30 anos a 5,13% (+2bps), refletindo a percepção de que um choque de energia mais persistente pode exigir uma postura mais restritiva dos bancos centrais, incluindo o Federal Reserve.
No mercado doméstico, os DIs registraram avanço moderado, com o DI jan/27 encerrando a 13,94% (+2bps), o DI jan/29 a 14,41% (+5bps) e o DI jan/31 a 14,60% (+5bps), em movimento influenciado pela alta das taxas externas e pelo avanço do petróleo, embora limitado pela resiliência da curva local e pela colocação de lotes mínimos de NTN-B no leilão do Tesouro Nacional. A NTN-B apresentou leve abertura em vértices intermediários e longos, com a B29 a 8,40% (estável), a B35 a 8,28% (vs. 8,16%) e a B50 a 7,64% (vs. 7,57%).
Mercados globais
Nesta quarta-feira, os futuros nos EUA operam em queda (S&P 500: -0,2%; Nasdaq 100: -0,5%), com investidores acompanhando uma nova rodada de resultados corporativos e a escalada das tensões no Oriente Médio. Na véspera, as bolsas americanas interromperam uma sequência de três quedas, impulsionadas por resultados acima do esperado de empresas como 3M e General Motors, além da recuperação das ações de semicondutores.
Na Europa, o Stoxx 600 sobe 0,5%, recuperando as perdas iniciais, com destaque para os setores de mineração, utilities e petróleo e gás. Já as empresas de tecnologia recuam, refletindo uma rotação para ativos considerados mais defensivos em meio ao aumento da aversão ao risco.
Na Ásia, o desempenho foi misto. O Taiex (Taiwan) avançou 1,3%, impulsionado por ações ligadas à inteligência artificial, apesar da TSMC ter recuado 0,4%. Na China, o CSI 300 caiu 0,5% e o Hang Seng recuou cerca de 1,0%.
O foco do dia está nos números trimestrais de Alphabet, Tesla, IBM, Texas Instruments, ServiceNow e AT&T. O mercado buscará sinais sobre os investimentos em inteligência artificial, demanda por computação em nuvem e perspectivas para o segundo semestre. As tensões entre Estados Unidos e Irã seguem no radar após a 11ª noite consecutiva de ataques americanos. O petróleo avança diante dos receios de interrupções na oferta, enquanto aumentam as apostas de que o Federal Reserve possa elevar os juros nos próximos meses.
IFIX
O Índice de Fundos de Investimento Imobiliário (IFIX) encerrou o pregão de ontem em queda de 0,26%, aos 3.827,72 pontos. Dentre os segmentos, os fundos de tijolo recuaram 0,22%, pressionados principalmente pelas quedas em shoppings (-0,30%) e lajes corporativas (-0,11%), apesar da leve alta observada nos ativos logísticos (+0,06%). Os fundos de recebíveis também encerraram o dia no campo negativo (-0,27%), enquanto os fundos híbridos recuaram 0,34%. O segmento de multiestratégia/FOFs registrou a maior queda entre os grupos acompanhados, com recuo de 0,68%. Entre os destaques positivos do pregão, sobressaíram LIFE11 (+2,3%), GZIT11 (+1,2%) e KORE11 (+1,0%). No campo negativo, as maiores quedas foram registradas por RBRP11 (-2,6%), TRBL11 (-2,3%) e TGAR11 (-2,1%).
Economia
No exterior, o petróleo (tipo Brent) fechou em alta de 2% ontem, a US$ 91 por barril, a maior cotação desde 10 de junho, com a continuidade dos ataques dos EUA ao Irã e a ameaça dos houthis de bloquear o tráfego marítimo saudita no Mar Vermelho. Nos Estados Unidos, o governo Trump sinalizou novas tarifas sobre cerca de 60 países à medida que a sobretaxa global temporária de 10% expira nesta sexta-feira.
No Brasil, o destaque fica por conta da entrada em vigor, hoje, da tarifa de 25% dos EUA sobre produtos brasileiros, que deve afetar cerca de 20% das exportações ao mercado americano.
Na agenda de hoje, o Reino Unido divulga o índice de preços ao consumidor (CPI) de junho, enquanto o Banco Central do Brasil publica o fluxo cambial semanal.
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Economia
Tarifa de 25% dos EUA ao Brasil entra em vigor; Trump sinaliza novas tarifas globais antes da expiração da sobretaxa temporária
- No noticiário sobre o conflito no Oriente Médio, o petróleo (tipo Brent) subiu 2% ontem e fechou em US$ 91,01 por barril, a maior cotação de fechamento desde 10 de junho, em meio à continuidade dos ataques dos Estados Unidos ao Irã — o décimo dia consecutivo — e à ameaça dos houthis do Iêmen de bloquear o tráfego marítimo saudita no Mar Vermelho. Um novo navio-tanque foi atingido próximo ao Estreito de Ormuz, e ataques à infraestrutura do Cazaquistão no Mar Negro também pressionaram a oferta, mesmo com relatos paralelos de esforços de mediação para uma nova trégua entre EUA e Irã;
- Nos Estados Unidos, o representante comercial Jamieson Greer sinalizou que o governo Trump deve anunciar em breve novas tarifas (entre 10% e 12,5%) sobre cerca de 60 parceiros comerciais, sob a justificativa de práticas trabalhistas consideradas inadequadas, à medida que a tarifa global temporária de 10% instituída em fevereiro (Seção 122) expira na sexta-feira. O anúncio ocorre dias após os EUA imporem tarifa de 50% sobre produtos canadenses;
- Na agenda, destaque para a entrada em vigor da tarifa de 25% dos EUA sobre produtos brasileiros, que deve atingir cerca de 20% das exportações do país ao mercado americano, com lista de exceções que inclui carne bovina, café, suco de laranja, petróleo e celulose. No Reino Unido, será divulgado o CPI de junho. No Brasil, o Banco Central publica o fluxo cambial semanal.
Empresas
Mineração e Siderurgia: Riscos de oferta sustentam o minério de ferro; perspectiva para o aço nos EUA permanece construtiva
- Nesta semana, os preços do minério de ferro recuaram -2% S/S, com a BHP reportando produção recorde de minério de ferro no ano fiscal de 2026, de ~291Mt, embora a produção trimestral tenha ficado ligeiramente abaixo do consenso e recuado A/A;
- O avanço nas negociações com os sindicatos em Port Hedland reduziu o risco de novas paralisações no curto prazo, embora as conversas sejam retomadas apenas em 28 de julho;
- No aço norte-americano, a Steel Dynamics reportou volumes recordes de embarques e lucro operacional da divisão de aço em alta de +30% T/T, mantendo uma visão construtiva para a demanda até 2027;
- Enquanto isso, as negociações do USMCA entre EUA e México foram retomadas, abrangendo aço, alumínio e regras mais rígidas de conteúdo regional;
- Também destacamos que: (i) os estoques portuários de minério de ferro na China recuaram -1% S/S;
- E (ii) os preços de HRC e vergalhão permaneceram estáveis S/S no Brasil, com paridade de importação de aço plano em +23% (-1p.p. S/S) e paridade de aço longo em -2% (estável S/S), com importações de aço do Egito (isentas de tarifas) sugerindo paridade em +9%;
- Clique aqui para acessar o relatório completo.
Vittia (VITT3) | Prévia de resultados do 2T26: melhora A/A, mas ventos contrários persistem
- Esperamos que a companhia reporte resultados melhores A/A, impulsionados principalmente por easy comps, embora o desempenho ainda deva permanecer fraco em termos absolutos;
- A dinâmica do setor segue praticamente inalterada: produtores continuam pressionados por custos elevados e por uma rentabilidade ainda pouco atrativa, o que tem levado muitos a postergar decisões de compra e adotar uma postura mais cautelosa antes do próximo ciclo de plantio;
- Veja o relatório completo aqui.
Embraer (EMBJ3): Farnborough Airshow — resumo do dia 2
- Consolidando os principais anúncios da concorrência;
- Conforme discutido pela ADS, os anúncios do segundo dia totalizaram £16,4 bilhões, -34% abaixo do dia equivalente da FIA 2024, ilustrando um pano de fundo comercial geral mais fraco ao longo do evento;
- Os anúncios de pedidos mais relevantes incluíram (i) o primeiro pedido direto da Uganda Airlines à Boeing (4 787-9 e 4 737 MAX 8),
- (ii) o pedido da AerCap de 15 unidades adicionais do 787-9 e
- (iii) o MoU da Philippine Airlines para mais nove A350-1000;
- De forma mais ampla, vemos o fluxo de notícias se deslocando de grandes campanhas de aeronaves para acordos de motores e anúncios relacionados à cadeia de suprimentos;
- Clique aqui para acessar o relatório completo.
Vale (VALE3): Mais um trimestre de execução operacional consistente – relatório de produção e vendas do 2T26
- A Vale reportou mais uma performance operacional sólida no 2T26, com resultados ligeiramente acima das nossas estimativas e implicando um potencial de ~5% de upside para nossa projeção de EBITDA ajustado do 2T26E (~US$3,9 bilhões vs. estimativa anterior de ~US$3,7 bilhões);
- Destacamos: (i) volumes de vendas de minério de ferro, pelotas e níquel acima do esperado, combinados com preços realizados mais elevados de cobre e níquel, sustentando revisões positivas para o EBITDA;
- (ii) produção de minério de ferro de 84,3Mt (+1% A/A, em linha com a XPe), apoiada pelo Sistema Sudeste (+3,3Mt A/A), parcialmente compensada por volumes mais fracos no Sistema Norte, enquanto os envios aumentaram (+3% A/A, +2% vs. XPe);
- E (iii) produção de pelotas atingindo 7,3Mt (-7% A/A, -8% vs. XPe) devido à suspensão temporária das operações em Omã, embora envios e preços realizados tenham superado as expectativas;
- No geral, embora reiteremos nossa recomendação Neutra para a Vale diante do valuation e das pressões de custos, acreditamos que fundamentos mais fortes para o cobre e a melhora dos preços dos metais devem continuar sustentando as ações nos níveis atuais;
- Clique aqui para acessar o relatório completo.
Renda fixa
De Olho na Renda Fixa: principais notícias de crédito privado, mercados e renda fixa
- Produtor usa vacas ‘tokenizadas’ para conseguir crédito (Valor Econômico);
- Governo publica portaria que viabiliza ressarcimento por cortes a geradores renováveis (Valor Econômico);
- Leilão de saneamento em Rondônia testa o mercado (e a Aegea) (Brazil Journal);
- Mercado Livre capta R$ 1,5 bi em Letras Financeiras para expandir crédito e investimentos (Valor Econômico).
- Clique aqui para acessar o clipping.
Alocação & Fundos
Principais notícias
- Fundos Imobiliários (FIIs): confira as principais notícias
- VBI Prime Properties (PVBI11) | Desconto elevado e potencial de recuperação
- Reiteramos a recomendação de COMPRA para o PVBI11, baseada nos seguintes fatores:
- Portfólio de elevada qualidade, composto por lajes corporativas de alto padrão localizadas em regiões primárias da cidade de São Paulo;
- Elevado desconto, que reflete excesso de pessimismo em relação à qualidade dos ativos;
- Potencial de melhora na distribuição de rendimentos e de ganho de capital;
- Gestão ativa voltada à redução da vacância, reforçando a expectativa de recomposição gradual da ocupação;
- Clique aqui para mais informações.
- Bullets | Fundos Imobiliários (FIIs) [Daily]
- IFIX fecha em queda de 0,26%; MXRF11 lidera negócios (Suno Notícias);
- FIIs de shopping: indicadores escondem desafios; confira quais (B³ Bora Investir);
- Mercado corporativo de SP acelera recuperação e reduz vacância (FIIs);
- Clique aqui para acessar o relatório.
- ETFs: confira as principais notícias dos índices e movimentos setoriais
- ETFs batem recorde de volume de negociação e captam US$ 46 bi na semana enquanto vantagem tributária acelera ETFs de renda fixa no Brasil
- ETFs Just Set a Trading Volume Record: o volume negociado em ETFs atingiu máxima histórica na semana passada, e o que está por trás desse salto — e para onde o dinheiro correu — diz muito sobre o regime de mercado atual. (ETF.com)
- Investors Added $46B to ETFs Last Week (ETF.com)
- A vantagem tributária que ajuda a explicar o avanço dos ETFs de renda fixa no Brasil (InfoMoney)
- The Great ETF Conversion Tax Dodge (Bloomberg)
- Clique aqui para acessar o relatório.
- ETFs batem recorde de volume de negociação e captam US$ 46 bi na semana enquanto vantagem tributária acelera ETFs de renda fixa no Brasil
ESG
Assembleia Geral Extraordinária (AGE) da Vale será realizada hoje e deve definir novo presidente do Conselho | Café com ESG, 22/07
- O pregão de terça-feira fechou em leve queda, com o IBOV e o ISE recuando 0,03% e 0,29%, respectivamente.
- No Brasil, de olho em governança corporativa, o português Manuel Lino Sousa Oliveira, conhecido como “Ollie” , candidato apoiado pela Previ na eleição de hoje para a presidência do conselho da Vale, largou na frente na disputa, segundo dados apresentados pela companhia – ontem, a Vale divulgou o chamado mapa sintético consolidado para a Assembleia Geral Extraordinária (AGE) de hoje, que vai eleger não só o “chairman” como também um novo integrante para o colegiado da mineradora.
- No internacional, (i) o diretor-executivo da Agência Internacional de Energia (AIE), Fatih Birol, afirmou, nesta terça-feira, que o mundo deverá se preocupar com a segurança energética se Estados Unidos e Irã não restabelecerem em breve o fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz – o estreito corresponde por ~20% das remessas mundiais de energia e está em grande parte bloqueado desde o início do conflito, em 28 de fevereiro; e (ii) a China deve atingir, ainda em 2026, a meta de atingir mais de 50% de sua capacidade instalada de energia abastecida por fontes renováveis, prevista inicialmente para 2030 – dados do Monitor Global de Energia (GEM, em inglês) mapearam 1.362 GW de projetos eólicos e solares em diferentes estágios de desenvolvimento, boa parte concentrada nas regiões desérticas do norte e noroeste do país, onde Pequim desenvolve seu programa de “megabases” de energia renovável.
- Clique aqui para acessar o relatório completo.

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