IBOVESPA +2,97% | 177.866 Pontos
CÂMBIO -0,47% | 5,10/USD
O que pode impactar o mercado hoje
Ibovespa
O Ibovespa encerrou a semana passada em alta de 2,1% em reais e de 3,4% em dólares, por conta da apreciação de 1,2% do real, aos 177.681 pontos.
CSN Mineração foi o destaque positivo da semana (CMIN3, +20,2%), apesar da queda no minério de ferro, sustentada em partes pelo avanço de +18% A/A nas exportações de minério de ferro em junho de 2026.
Por outro lado, MRV (MRVE3, -8,1%) foi o destaque negativo, após a companhia retomar geração de caixa operacional no 2T26 na operação de incorporação. Confira o resumo semanal da Bolsa.
Renda fixa
No comparativo semanal, os juros futuros encerraram a semana em direções opostas. Nos EUA, os rendimentos das Treasuries avançaram, sustentados pela expectativa de manutenção de uma política monetária restritiva por mais tempo pelo Federal Reserve, em meio a sinais divergentes no Oriente Médio. A T-note de 2 anos encerrou a 4,21% (+4 bps vs. semana anterior), a T-note de 10 anos a 4,56% (+7 bps) e o T-bond de 30 anos a 5,06% (+19 bps).
No Brasil, a divulgação do IPCA de junho abaixo das expectativas, reforçou a percepção de continuidade do processo de desinflação e elevou a probabilidade de um corte da Selic em agosto. Nesse contexto, a curva nominal apresentou fechamento em toda a extensão, com o DI jan/27 a 13,90% (-10 bps vs. semana anterior), o DI jan/29 a 13,98% (-27 bps) e o DI jan/31 a 14,17% (-22 bps). A curva de NTN-B também apresentou fechamento, encerrando com a B29 a 8,36% (vs. 8,60%), a B35 a 8,03% (vs. 8,27%) e a B50 a 7,52% (vs. 7,69%).
Mercados globais
Nesta segunda-feira, os futuros nos EUA operam em queda (S&P 500: -0,3%; Nasdaq 100: -1,0%). As ações de chips seguem sob forte pressão, com destaque para a queda superior a 10% da SK Hynix no pré-mercado após sua estreia na Nasdaq e perdas em Micron, Sandisk, Seagate, Intel e AMD. No cenário geopolítico, a troca de ataques entre EUA e Irã no fim de semana voltou a elevar a tensão no Oriente Médio, impulsionando os preços do petróleo.
Na Ásia, o Kospi caiu quase 9% e o Nikkei recuou 1,9%, também pressionados por companhias ligadas à inteligência artificial. Apesar do movimento negativo no setor de semicondutores, a TSMC divulgou crescimento de 67,9% na receita de junho, reforçando a forte demanda.
Na Europa, o Stoxx 600 cai 0,1%, com o setor de tecnologia entre as principais quedas, enquanto petróleo e gás lideram os ganhos. Nesta semana, o foco dos investidores também estará nos resultados dos grandes bancos americanos e na divulgação do CPI de junho nos EUA. Confira o Top 5 temas globais da semana.
IFIX
O Índice de Fundos Imobiliários (IFIX) encerrou a semana com queda de 0,1%, refletindo tanto os ruídos geopolíticos quanto a dinâmica interna, diante dos níveis ainda elevados das taxas de juros de longo prazo, com parte das perdas sendo recuperada no pregão de sexta-feira – desempenho positivo de 0,30% – após a divulgação do IPCA.
Em termos setoriais, o desempenho foi sustentado principalmente pelos fundos de recebíveis, que permaneceram praticamente estáveis, enquanto os fundos de tijolo recuaram 0,09% na semana, pressionados pelos segmentos de lajes corporativas (-0,44%) e logística (-0,20%). Ainda assim, conforme temos enfatizado de forma recorrente, ambos os setores seguem apresentando fundamentos sólidos, com sinais positivos de demanda e melhora operacional, especialmente por meio de reajustes de aluguel que, em diversos casos, têm superado a inflação, como observado em escritórios de alta qualidade.
Entre os destaques positivos do pregão de sexta-feira, sobressaíram HGRE11 (+2,7%), MFII11 (+2,2%) e VRTA11 (+1,9%). No campo negativo, as maiores quedas foram registradas por KORE11 (-1,9%), TOPP11 (-1,8%) e BRCR11 (-0,7%).
Economia
A escalada entre Estados Unidos e Irã continuou dominando o noticiário, com novos ataques militares e versões conflitantes sobre a situação do Estreito de Ormuz, rota responsável por cerca de um quinto do petróleo transportado por via marítima no mundo. O aumento da incerteza mantém elevados os riscos para a oferta global de energia, a inflação e a atividade econômica.
No Brasil, o governo intensificou as negociações com os Estados Unidos antes da decisão prevista para 15 de julho sobre a possível aplicação de tarifas de 25% às exportações brasileiras, mantendo a estratégia de negociação técnica e sem sinalizar concessões em temas considerados estratégicos.
Na agenda desta semana, os mercados acompanharão os índices de inflação ao produtor e ao consumidor nos Estados Unidos, além das vendas no varejo, da produção industrial e da divulgação do Livro Bege pelo Federal Reserve (banco central estadunidense), indicadores importantes para avaliar a evolução da atividade e calibrar as expectativas para a política monetária americana.
No Brasil, a atenção estará voltada para as vendas no varejo e o volume de serviços de maio, que deverão fornecer sinais sobre a composição do crescimento econômico, além do IBC-Br, indicador mensal de atividade do Banco Central. Também será divulgado o IGP-10 de julho, para o qual esperamos deflação, refletindo principalmente a queda recente das cotações internacionais do petróleo. Leia o Economia em Destaque.
Veja todos os detalhes
Economia
Persistência do conflito no Oriente Médio mantém mercados em alerta
- A escalada entre Estados Unidos e Irã prosseguiu durante o fim de semana, com novas rodadas de ataques militares e versões conflitantes sobre a situação do Estreito de Ormuz. O Comando Central dos Estados Unidos informou ter concluído uma nova ofensiva contra dezenas de alvos iranianos, com o objetivo de reduzir a capacidade de Teerã de ameaçar embarcações comerciais, enquanto o Irã declarou o fechamento da rota em resposta aos ataques americanos. O presidente Donald Trump, por sua vez, afirmou que o estreito permanece aberto e que os Estados Unidos continuarão garantindo a livre navegação. A divergência entre as partes mantém elevada a incerteza sobre a oferta global de energia, especialmente porque cerca de um quinto do petróleo transportado por via marítima passa pela região;
- O primeiro-ministro do Iraque iniciou visita oficial aos Estados Unidos para aprofundar a cooperação estratégica entre os dois países. Entre os principais temas da agenda estão acordos nos setores de petróleo e gás, incluindo projetos voltados à criação de rotas alternativas de exportação, reduzindo a dependência do Estreito de Ormuz. A iniciativa ocorre em um contexto de elevada volatilidade geopolítica e busca fortalecer a segurança energética do país, que sofreu perda de receitas petrolíferas após as interrupções no tráfego marítimo da região;
- No Brasil, o governo intensificou as negociações com os Estados Unidos antes da decisão prevista para 15 de julho sobre a possível aplicação de tarifas de 25% às exportações brasileiras. A estratégia segue concentrada na negociação técnica conduzida junto ao USTR (United States Trade Representative), órgão que coordena a política de comércio exterior estadunidense, sem concessões consideradas estratégicas, como mudanças envolvendo o Pix. O Brasil apresentou propostas para responder aos diferentes eixos da investigação conduzida sob a Seção 301 e sinalizou a possibilidade de reduzir tarifas em aproximadamente 300 linhas tarifárias, de forma compatível com as regras da Organização Mundial do Comércio;
- Na agenda desta semana, os destaques internacionais ficam por conta dos índices de inflação ao produtor e ao consumidor de junho nos Estados Unidos, além dos indicadores de vendas no varejo e produção industrial do mesmo mês. O Federal Reserve (banco central estadunidense) também divulgará o Livro Bege, documento que reúne informações sobre as condições econômicas das diferentes regiões do país e poderá fornecer sinais adicionais sobre atividade, mercado de trabalho e pressões inflacionárias. Na China, serão publicados o PIB do segundo trimestre e outros indicadores de atividade, enquanto a Zona do Euro divulgará a leitura final da inflação ao consumidor de junho. No Brasil, o IBGE divulgará as vendas no varejo e o volume de serviços de maio, para os quais esperamos sinais mistos e que deverão ajudar a avaliar a composição do crescimento econômico. O Banco Central também publicará o IBC-Br, indicador mensal de atividade e importante termômetro para o desempenho do PIB. Por fim, a Fundação Getulio Vargas divulgará o IGP-10 de julho, para o qual esperamos deflação, refletindo principalmente a queda recente das cotações internacionais do petróleo e fornecendo sinais adicionais sobre a dinâmica dos preços ao produtor.
Empresas
Aura (AURA33): Produção mais fraca no 2T26, embora o momentum do 2S26E permaneça intacto
- Revisão de produção do 2T26 A Aura reportou produção do 2T26 levemente abaixo do esperado (75,4 kGEO, -9% T/T, +17% A/A, -4% vs. XPe), principalmente devido a menores volumes em Borborema, Minosa e EPP, parcialmente compensados por produção mais forte em Aranzazu e Almas;
- Destacamos: (i) a produção de MSG permaneceu abaixo dos níveis normalizados, uma vez que a companhia continuou priorizando upgrades de infraestrutura subterrânea, embora o management tenha reiterado sua estratégia de turnaround e destacado uma perspectiva mais forte para o 2S26E;
- (ii) Aranzazu e Almas, que foram os principais destaques operacionais positivos, com Aranzazu se beneficiando de efeitos favoráveis de conversão de preços de metais, enquanto Almas se beneficiou da expansão em curso da planta; e
- (iii) Borborema, Minosa e EPP, onde a produção foi impactada por menores teores;
- No geral, apesar do desvio modesto vs. nossas expectativas, esperamos que a produção melhore de forma material no 2S26E, com a companhia reiterando seu guidance anual;
- Em suma, seguimos construtivos com a tese de investimento da Aura, com os principais vetores de upside ligados à execução em MSG e Borborema, combinados a uma perspectiva favorável para os preços do ouro no médio prazo, apesar da volatilidade recente das commodities associada ao conflito EUA–Irã;
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Agro, Alimentos e Bebidas – Data Expert | Análise do WASDE – Jul/26
- O WASDE de julho trouxe uma leitura amplamente construtiva para o milho, mais equilibrada para a soja, mais apertada para o trigo e mais negativa para o algodão na safra nova:
- No milho , a principal mudança veio dos EUA, onde estoques iniciais menores e exportações mais fortes levaram a uma redução relevante dos estoques finais de 2026/27;
- Na soja , uma produção maior nos EUA foi compensada por exportações mais robustas, mantendo os estoques finais domésticos inalterados;
- No trigo , tanto o balanço dos EUA quanto o global ficaram mais apertados, com estoques finais menores apesar das melhores safras na Rússia e na Ucrânia;
- Já no algodão , estoques globais mais apertados da safra velha foram ofuscados por uma oferta maior na safra nova, tanto nos EUA quanto globalmente.
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Renda fixa
De Olho na Renda Fixa: principais notícias de crédito privado, mercados e renda fixa
- Oi assina venda de unidade de serviços telefônicos (Valor Econômico);
- Rivais querem comprar a Enel São Paulo. Falta combinar com os italianos (Brazil Journal);
- Ratings da BRK retirados do CreditWatch negativo e rebaixados para ‘brA+’ por aumento de alavancagem para financiar nova concessão; perspectiva negativa (S&P National);
- Fitch Rebaixa Ratings da FS para ‘B+’/ ‘A(bra)’; Perspectiva Estável (Fitch Ratings).
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Alocação & Fundos
Principais notícias
- Fundos Imobiliários (FIIs): confira as principais notícias
- HGRE11 | Rescisão do compromisso de venda do Ed. Alegria
- O HGRE11 comunicou a rescisão do compromisso de venda do Ed. Alegria e do respectivo terreno, localizados no Brás (SP), firmado em junho de 2023 com uma SPE de incorporadora para desenvolvimento residencial; o distrato ocorreu em comum acordo pelo não cumprimento das condições urbanísticas previstas no prazo contratual;
- Com o encerramento do acordo, o fundo devolverá à contraparte R$ 2,2 milhões líquidos, correspondentes à restituição do sinal pago, já deduzidos os valores contratualmente retidos pelo HGRE11;
- Avaliamos os eventos como negativos para o HGRE11;
- Clique aqui e entenda nossa visão.
- VBI Logístico (LVBI11) | Perspectivas positivas após a incorporação
- Reiteramos nossa recomendação de COMPRA para o LVBI11, fundamentada nos seguintes pilares:
- Fundamentos sólidos e preço atrativo, com VM/VP de 0,86x e potencial de valorização de 16,3% em relação à cota patrimonial;
- Equipe de gestão qualificada e eficiente na manutenção da vacância em níveis reduzidos;
- Portfólio bem posicionado para o momento favorável do mercado logístico;
- Benefícios associados à incorporação pelo HGLG11;
- Clique aqui para mais informações.
- Bullets | Fundos Imobiliários (FIIs) [Daily]
- IFIX fecha em alta, mas acumula perda na semana (FIIs);
- Desconto na cota é o suficiente? veja como identificar um FII realmente barato (InfoMoney);
- Para TRX e Shopee, o interior também tem direito ao last mile (Metro Quadrado);
- Clique aqui para acessar o relatório.
- HGRE11 | Rescisão do compromisso de venda do Ed. Alegria
- ETFs: confira as principais notícias dos índices e movimentos setoriais
- ETFs alavancados de chip asiático explodem com estreia da SK Hynix enquanto S&P mira recorde na temporada de balanços e Brasil celebra 22 anos de indústria
- SK Hynix ganha ETFs alavancados um dia após IPO recorde de US$ 28 bi: a Leverage Shares/Themes lança o 2x Long (SKHX) e o único 1x Short (SKHZ) do mercado a 0,75%, dando ao trader americano toolkit completo sobre o ADR mais quente do momento. (ETF.com)
- The Korean levered ETFs shaking markets all around the world (Bloomberg)
- S&P 500, SPY e VOO: 4 catalisadores que podem mover os mercados esta semana (Invezz)
- 19 ETFs têm data de corte e mais 10 pagam dividendos na semana; veja (Investidor10)
- Clique aqui para acessar o relatório.
- ETFs alavancados de chip asiático explodem com estreia da SK Hynix enquanto S&P mira recorde na temporada de balanços e Brasil celebra 22 anos de indústria
ESG
IRENA aponta vantagem de custo das renováveis em 90% dos projetos em 2025 | Café com ESG, 13/07
- O mercado encerrou a semana passada em alta, com o Ibovespa subindo 2,18% e o ISE 3,48%. O pregão de sexta-feira também fechou no positivo, com o IBOV e o ISE subindo 2,97% e 3,48%, respectivamente.
- Do lado das empresas, segundo a Agência Internacional de Energia Renovável (IRENA), as fontes renováveis evitaram um gasto estimado em US$ 480 bilhões com combustíveis fósseis em 2025 e impediram a emissão de cerca de 8,4 gigatoneladas de CO₂ – de acordo com o levantamento, mais de 90% dos empreendimentos renováveis que entraram em operação em 2025 passaram a fornecer energia a um custo inferior ao da usina movida a combustíveis fósseis mais barata construída em seus respectivos mercados, reforçando o papel das renováveis não apenas na redução de emissões, mas também na segurança energética, na estabilidade econômica e na resiliência climática.
- No internacional, (i) a Comissão de Meio Ambiente do Parlamento Europeu aprovou um texto que expande a cobertura do Mecanismo de Ajuste de Carbono na Fronteira (CBAM, na sigla em inglês) para 180 novos produtos manufaturados – com o objetivo de igualar o custo do carbono entre produtos fabricados no bloco e mercadorias importadas, o sistema atualmente cobre matérias-primas como alumínio, cimento, eletricidade e aço, com a ampliação envolvendo a inclusão de máquinas, componentes automotivos, eletrodomésticos e equipamentos de construção; e (ii) a Austrália despontou como um dos mercados de exportação que mais crescem para baterias chinesas, como parte de uma rápida transição para energias renováveis – o país respondeu por quase 10% da nova capacidade global de baterias em março, sendo o terceiro maior importador, atrás apenas da Alemanha e dos EUA, segundo dados da consultoria Rystad.
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Preços de energia limpa nos EUA devem subir; Montadoras chinesas continuam ganhando mercado na Europa | Brunch com ESG
- Pensando em melhor auxiliar os investidores, o Brunch com ESG é um relatório publicado todos os domingos pelo time ESG do Research da XP que busca destacar os principais tópicos da agenda na semana;
- Nesta semana, destacamos: (i) opreço de energia limpa nos EUA deve subir com fim dos incentivos do IRA e aumento da demanda relacionada à IA ; e (ii) montadoras chinesas continuam ganhando mercado na Europa mesmo com elevação das tarifas
- Clique aqui pera ler o conteúdo completo.

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