Bom dia! Neste relatório diário publicado todas as manhãs pelo time ESG do Research da XP, buscamos trazer as últimas notícias para que você comece o dia bem informado e fique por dentro do tema ESG – do termo em inglês Environmental, Social and Governance ou, em português, ASG – Ambiental, Social e Governança.
Quais tópicos abordamos ao longo do conteúdo? (i) Notícias no Brasil e no mundo acerca do tema ESG; (ii) Performance histórica dos principais índices ESG em diferentes países; (iii) Comparativo da performance do Ibovespa vs. ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial, da B3); e (iv) Lista com os últimos relatórios publicados pelo Research ESG da XP.
Principais tópicos do dia
• O pregão encerrou segunda-feira em território levemente negativo, com o IBOV e o ISE recuando 0,41% e 0,34%, respectivamente.
• Do lado das empresas, (i) a Vale divulgou nesta segunda-feira seu segundo relatório de informações financeiras relacionadas à sustentabilidade e ao clima, em linha com as normas IFRS S1 e S2 – a companhia manteve os mesmos riscos e oportunidades climáticas identificadas para o exercício de 2024, com atualização das estimativas de impacto, e acrescentou quatro novos riscos e uma nova oportunidade em sustentabilidade, com destaque para a mineração circular; e (ii) o BNDES divulgou ontem a aprovação de R$ 500 milhões para financiar a construção de uma nova planta de etanol de milho da FS em Campo Novo do Parecis (MT) – a unidade terá capacidade de processamento anual de até 1,2 milhão de toneladas de milho e produção anual de até 540 milhões de litros de etanol.
• Na política, o governo brasileiro decidiu não aderir à proposta liderada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para a criação de uma reserva estratégica internacional de terras raras, iniciativa que será debatida durante a cúpula do G7, na França, esta semana – em contexto, o Brasil não integra o bloco, mas foi convidado para participar das sessões abertas da cúpula.
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Brasil
Empresas
Na Vale, a Previ propõe um novo chairman
“A Previ, o maior acionista da Vale, pediu uma assembleia extraordinária para trocar o chairman da mineradora – numa decisão vista como um avanço para a governança da companhia. A administradora do fundo de pensão do Banco do Brasil pretende remover Daniel Stieler, indicado por ela mesma em 2021, ainda no Governo Bolsonaro, e apoiar Manuel Lino Silva Oliveira, o “Ollie”, como o novo chairman – em vez de um nome da própria Previ, algo inédito. Ollie é um membro independente do conselho da Vale desde 2021, e três anos atrás se tornou o lead independent director. De nacionalidade portuguesa, ele tem 45 anos de experiência corporativa, incluindo passagens pela Anglo American e diversas empresas de mineração. “Ele não é um nome da Previ, é genuinamente independente,” disse um gestor. “Em tese é alguém que a Previ não controla, o que dá credibilidade a esse movimento e retira o argumento de interferência política. Para o minoritário, seria o melhor nome possível no cenário dado.” A escolha de um nome 100% independente sugere que a Previ trabalhou uma composição com outros acionistas para efetuar a troca. A Previ tem 8% do capital da Vale, e tem que compor com acionistas como Mitsui, Capital e BlackRock, cada um dono de fatias de 7% a 10% da empresa. A decisão da Previ marca o fim da jornada de Stieler, que chegou ao conselho da Vale quando era presidente da Previ no Governo Bolsonaro – mas, num duplo twist carpado, conseguiu transitar habilmente no Governo PT aproximando-se de certos setores do partido.”
Fonte: Brazil Journal 15/06/2026
Vale transforma rejeitos em receita e reduz risco com barragens
“A Vale publicou nesta segunda-feira (15) seu segundo relatório de informações financeiras relacionadas à sustentabilidade e ao clima, conforme as normas conhecidas como IFRS S1 e S2. Ao longo de 232 páginas, a mineradora expressa em cifrões os riscos que as mudanças climáticas podem trazer para os negócios, mas também as oportunidades. A empresa manteve os mesmos riscos e oportunidades para clima identificados para o exercício de 2024, com as estimativas de seus impactos atualizadas. A novidade é que foram incluídos quatro novos riscos e uma nova oportunidade em sustentabilidade. A mineração circular recebeu destaque na divulgação da empresa por combinar dois fatores: a oportunidade de um novo negócio que reduz um risco ambiental, o de rompimento de barragens de rejeitos da operação, como os ocorridos em Mariana (2015) e Brumadinho (2019). “Esse segundo relatório é uma evolução do primeiro. Ele acrescenta outros riscos e identifica mais uma oportunidade de negócio, que é fazer uma melhor gestão de resíduos e transformar isso em negócio”, disse José Victor Sousa, diretor de controladoria e contabilidade da Vale, ao Reset. A estratégia está estruturada no programa Waste to Value, que tem como objetivo reduzir a geração de estéril e rejeitos, reaproveitar os materiais já depositados e criar valor econômico a partir desses recursos. Ao comercializar e reaproveitar os materiais, a Vale tem um duplo benefício: adiciona uma nova linha de receita e diminui o volume de resíduos que necessitam de disposição, o que reduz a necessidade do uso de barragens e pilhas e aumenta a segurança operacional. Em 2025, a empresa produziu 26,3 milhões de toneladas de minério de ferro a partir do reaproveitamento de estéril e rejeito, equivalente a 8% do total da produção anual, o dobro do ano anterior. A meta é que essa fatia alcance 10% de sua produção total até 2030. Outros produtos que a mineradora tem comercializado a partir de rejeitos são a areia sustentável (3 milhões de toneladas comercializadas desde 2023) e blocos e pisos para o setor de construção civil.”
Fonte: Capital Reset; 15/06/2026
Schneider Electric vai desenvolver soluções para data centers de IA
“A Schneider Electric e a Hon Hai Technology Group (Foxconn), fabricante taiwanesa de eletrônicos, anunciaram nesta segunda-feira, 15 de junho, uma parceria voltada a fornecer soluções integradas e prontas para implantação de data centers de inteligência artificial (IA), com início previsto ainda em 2026. Por meio da parceria, as empresas planejam desenvolver e implementar inovações em otimização energética de circuito fechado, sistemas modulares de energia e refrigeração e modelos padronizados de engenharia. O objetivo é criar projetos escaláveis, replicáveis e de alto desempenho para fábricas de inteligência artificial, acelerando a implantação de infraestrutura de IA em diferentes mercados ao redor do mundo. Com a velocidade com que a IA está evoluindo, o setor exige um novo modelo para a forma como a infraestrutura é projetada, construída e implementada. Ao combinar a experiência da Foxconn em sistemas de IA e fabricação global da Schneider Electric em energia, estamos criando um caminho para que os clientes implementem capacidade de IA em escala — de forma mais rápida, inteligente e sustentável”, disse Young Liu, presidente da Foxconn. Para Olivier Blum, CEO da Schneider Electric, a crescente demanda por inteligência artificial tem acelerado a necessidade de maior capacidade computacional, tornando a energia um elemento estratégico para sustentar essa expansão. O executivo acredita ainda que escalar a IA exigirá integração entre infraestrutura digital e sistemas energéticos.”
Fonte: Uol ;15/06/2026
“A decisão da Organização Marítima Internacional (OMI) de definir a pegada de carbono do etanol de milho brasileiro é um passo histórico que pode posicionar o transporte marítimo como um importante mercado futuro para o setor, disseram executivos da indústria à Reuters. Em maio, a OMI definiu o valor padrão da pegada de carbono do etanol de milho brasileiro em 20,8 gramas de dióxido de carbono equivalente (CO2e) por megajoule, referindo-se especificamente ao biocombustível produzido a partir da safra intermediária ou de segunda safra de milho do país.
A intensidade média atual de emissão de gases de efeito estufa no transporte marítimo é de 93,3 gramas de CO2e por megajoule, de acordo com a OMI. O valor definido pela OMI para o etanol de milho brasileiro é um passo significativo, à medida que a agência desenvolve regulamentações para governar combustíveis com menor emissão de carbono, disse Gustavo Mariano, vice-presidente de trading da Inpasa. “Foi um marco histórico e simbólico”, disse Mariano em entrevista, acrescentando que isso consolida a posição do etanol de milho brasileiro e sul-americano como um combustível viável para a descarbonização. Durante décadas, a indústria de etanol do Brasil foi dominada pelos produtores de cana-de-açúcar do país. No entanto, de acordo com a associação industrial UNEM, a produção de etanol de milho saltou para quase 10 bilhões de litros na safra 2025/26, ante 2,65 bilhões de litros no início da década.
Assim que os biocombustíveis receberem aprovação para uso no transporte marítimo, os produtores poderão se beneficiar de possíveis prêmios para combustíveis mais ecológicos, disse Rafael Abud, diretor executivo da fabricante de etanol de milho FS Fueling Sustainability.”
Fonte: Reuters;15/06/2026
Natura gera R$ 86 bilhões em impacto positivo e antecipa meta em 5 anos
“A Natura fechou 2025 com um número que levou mais de uma década para construir: para cada R$ 1 de receita, a empresa gerou R$ 4 em valor para a sociedade. No total, isso representa R$ 86,85 bilhões em impacto positivo no ano — e uma meta que só estava prevista para 2030 cumprida com cinco anos de antecedência. O resultado foi medido pelo IP&L — Integrated Profit & Loss, ou Lucros e Perdas Integrados em tradução literal —, uma metodologia própria que a Natura começou a desenvolver em 2014 e formalizou em 2022. A ideia central é transformar em valores monetários o que o mercado costuma tratar como intangível: o impacto da empresa sobre o meio ambiente, sobre as comunidades com que trabalha e sobre as pessoas que movem o seu negócio. “Uma das crenças da Natura é que a empresa é um organismo vivo e que tudo é interdependente”, diz Ana Costa, vice-presidente de Sustentabilidade, Jurídico e Reputação Corporativa da companhia, que conversou com a EXAME com exclusividade. “A gente começou muito a pensar em como medir esse impacto, porque é uma coisa difícil — e ninguém falava disso ainda de forma pioneira.” O IP&L organiza o impacto da Natura em quatro dimensões: capital humano, capital social, capital ambiental e capital financeiro. Dentro de cada uma, uma série de indicadores compõe o que Ana Costa chama de “mandala” — uma visão integrada do que a empresa recebe e do que devolve para cada um desses sistemas. No capital ambiental entram, por exemplo, o uso de álcool orgânico nos produtos e o custo e o retorno associados a essa escolha. No social, o pagamento de tributos — que, na lógica da metodologia, revertem em benefícios para a sociedade. No humano, entra o conceito de renda digna, que vai além do salário mínimo legal e mede o que de fato garante qualidade de vida para os trabalhadores próprios da empresa. O financeiro, com todos os seus índices convencionais, também compõe o cálculo. O valor gerado saltou de R$ 2,5 para R$ 4 — referência histórica da companhia, que por anos divulgou o índice anterior como seu resultado consolidado e buscou formas de aumentar esse número — e foi puxado por alguns fatores combinados. Entre eles, o Instituto Natura ampliou investimentos em educação, com programas de alfabetização de jovens e adultos e de letramento em outros países além do Brasil..
Fonte: Exame;15/06/2026
Política
BNDES aprova R$ 500 milhões para planta de etanol de milho da FS
“O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) divulgou, nesta segunda-feira (15/6), a aprovação de R$ 500 milhões para financiar a construção de uma nova planta de etanol de milho da FS em Campo Novo do Parecis (MT). A unidade terá capacidade de processamento anual de até 1,2 milhão de toneladas de milho e produção anual de até 540 milhões de litros de etanol. O projeto custa, no total, R$ 2,07 bilhões, e os recursos aprovados pelo banco representam 24,2%. Eles são, em parte, do Fundo Clima e da linha BNDES Finem, voltada para produção de alimentos e biocombustíveis. Segundo o BNDES, estima-se ainda que serão gerados 390 mil toneladas por ano de grãos secos de destilaria, usados na indústria de ração animal. O projeto prevê também uma segunda fase, com a proposta de dobrar a capacidade de processamento, chegando a 2,4 milhões de toneladas de milho e a 1.080 milhão de litros de produção anual de etanol. A FS tem outras três plantas no Mato Grosso, nos municípios de Lucas do Rio Verde, Sorriso e Primavera do Leste.”
Fonte: Eixos; 15/06/2026
G7: Brasil não vai aderir a proposta de Trump para reserva estratégica de terras raras
“O governo brasileiro decidiu não aderir à proposta liderada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para a criação de uma reserva estratégica internacional de terras raras, iniciativa que será debatida durante a cúpula do G7, na França, esta semana. O G7 é formado por Estados Unidos, Japão, Alemanha, Reino Unido, França, Itália e Canadá. O Brasil não integra o bloco, mas foi convidado para participar das sessões abertas da cúpula. O grupo pretende divulgar uma declaração conjunta defendendo a formação de uma reserva estratégica de terras raras para fortalecer a segurança das cadeias de suprimento e reduzir a vulnerabilidade diante do domínio chinês na produção e no processamento desses minerais. Segundo informações do ICL Notícias, embora o Brasil tenha sido convidado a participar da iniciativa, fontes do governo descartaram a adesão. Procurada pela agência eixos, uma fonte do governo também confirmou a posição e afirmou que o Brasil não costuma apoiar iniciativas que pareçam um “clube anti-China”. A avaliação é de que o projeto tem como objetivo reduzir a dependência global da China e não converge com a tradicional postura diplomática brasileira de evitar alinhamentos que possam ser interpretados como um movimento de contenção a Pequim. Dessa forma, o Brasil busca atrair investimentos para o setor de minerais críticos, mas sem subscrever iniciativas voltadas ao isolamento ou à limitação da China, de acordo com a fonte consultada pela eixos. A posição está alinhada com declarações recentes do presidente Lula sobre a estratégia brasileira. Em maio, ao comentar a disputa comercial e tecnológica entre Washington e Pequim, Lula afirmou que o Brasil pretende manter as portas abertas para investidores de diferentes nacionalidades. “Não temos veto, preferência por ninguém, pode vir chinês, alemão, francês, japonês, americano, quem quiser, desde que tenham consciência de que o Brasil não abre mão da sua soberania. Os minerais críticos são nossos, as terras raras são nossas e a gente quer explorar aqui dentro”, declarou o presidente na ocasião.”
Fonte: Eixos; 15/06/2026
Fundo Clima tem orçamento de R$ 27 bi para financiar projetos de armazenamento de energia, diz BNDES
“O diretor de planejamento e relações institucionais do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Nelson Barbosa, disse que o Fundo Clima tem um orçamento de R$ 27 bilhões para serem usados, este ano, para financiar sistemas de armazenamento de energia por baterias que vencerem os leilões que serão realizados nos dias 2 e 4 de dezembro e que atendam às exigências de conteúdo local. O Fundo Clima é uma linha de financiamento destinada a projetos sustentáveis e o montante destina-se a todos os projetos verdes que busquem o banco. A linha tem recursos suficientes para financiar os sistemas de baterias que serão licitados em certame inédito. Segundo ele, que falou com jornalistas após evento sobre o leilão de baterias, o montante de recursos pode chegar a R$ 34 bilhões se o governo quiser elevar esse volume e o Congresso aprovar. “Temos ‘funding’ suficiente para financiar projetos do leilão [de baterias]”, disse Barbosa. O executivo ressaltou que há possibilidade de haver mais recursos para o Fundo Clima no ano que vem. Barbosa destacou que o Fundo Clima e outra linha do BNDES, Mais Inovação, são mais baratas em relação às taxas de mercado. O Mais Inovação tem como destino projetos cuja tecnologia precisa ser desenvolvida no país. De acordo com Barbosa, as taxas de mercado, não subsidiadas, serão destinadas pelo banco a empresas que vencerem o leilão, mas sem atender às metas de conteúdo local.”
Fonte: Valor Econômico; 15/06/2026
Fim de auxílio a combustível entra no radar de governo Lula, após acordo EUA-Irã
“Com o anúncio da assinatura de um acordo para encerrar o conflito entre Estados Unidos e Irã e a estabilização do preço internacional do petróleo, o governo federal passou a considerar a retirada gradual ou até mesmo o encerramento dos estímulos concedidos por meio das subvenções aos combustíveis, apurou o Valor. Caso o preço do barril tipo Brent recue de forma mais significativa, também poderá ser reavaliada a alíquota temporária de 12% do Imposto de Exportação sobre óleos brutos de petróleo, uma vez que a tributação foi criada para capturar parte da renda extraordinária gerada pela alta dos preços da commodity. O Imposto de Exportação tem caráter regulatório e pode ser alterado via decreto. Além disso, neste contexto, a votação do Projeto de Lei Complementar (PLP) em tramitação na Câmara dos Deputados que viabiliza a redução de tributos sobre combustíveis em 2026 perderia o sentido, já que deixaria de haver necessidade de medidas adicionais. O governo, por isso, tenta evitar a apreciação da proposta, cuja tramitação foi dificultada pela inclusão de “jabutis” com elevado impacto fiscal, como mostrou o Valor. Fontes da equipe econômica afirmam que houve uma tentativa do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), de enxugar o texto. Ainda assim, a avaliação é que não faz sentido votar a matéria neste momento, já que, se a queda do Brent for mantida, o projeto perderá sua razão de ser. Diante do cenário internacional, a percepção dentro da equipe econômica é que, se o barril do Brent se estabilizar abaixo de US$ 80, talvez não seja necessário renovar o programa de subvenção após o período previsto atualmente. No fim de maio, o prazo foi prorrogado até o fim de julho.”
Fonte: Valor Econômico; 16/06/2026
Internacional
Empresas
Schneider Electric vai desenvolver soluções para data centers de IA
“A Schneider Electric e a Hon Hai Technology Group (Foxconn), fabricante taiwanesa de eletrônicos, anunciaram nesta segunda-feira, 15 de junho, uma parceria voltada a fornecer soluções integradas e prontas para implantação de data centers de inteligência artificial (IA), com início previsto ainda em 2026. Por meio da parceria, as empresas planejam desenvolver e implementar inovações em otimização energética de circuito fechado, sistemas modulares de energia e refrigeração e modelos padronizados de engenharia. O objetivo é criar projetos escaláveis, replicáveis e de alto desempenho para fábricas de inteligência artificial, acelerando a implantação de infraestrutura de IA em diferentes mercados ao redor do mundo. Com a velocidade com que a IA está evoluindo, o setor exige um novo modelo para a forma como a infraestrutura é projetada, construída e implementada. Ao combinar a experiência da Foxconn em sistemas de IA e fabricação global da Schneider Electric em energia, estamos criando um caminho para que os clientes implementem capacidade de IA em escala — de forma mais rápida, inteligente e sustentável”, disse Young Liu, presidente da Foxconn. Para Olivier Blum, CEO da Schneider Electric, a crescente demanda por inteligência artificial tem acelerado a necessidade de maior capacidade computacional, tornando a energia um elemento estratégico para sustentar essa expansão. O executivo acredita ainda que escalar a IA exigirá integração entre infraestrutura digital e sistemas energéticos.”
Fonte: Uol ;15/06/2026
A Rolls-Royce ganha contrato para construir pequenos reatores nucleares para a Suécia
“A Rolls-Royce construirá pequenas centrais nucleares para a Suécia, um grande impulso para as ambições do grupo britânico de engenharia de liderar o desenvolvimento dessa tecnologia emergente na Europa. Um grupo liderado pela Rolls-Royce construirá três minirreatores para o país escandinavo após vencer a concorrência da GE Vernova Hitachi. Este é o terceiro grande contrato para a unidade SMR da Rolls-Royce, cujos apoiadores incluem a CEZ, a empresa de energia tcheca, e a Autoridade de Investimentos do Catar. A mais recente conquista da Rolls-Royce SMR segue-se a licitações bem-sucedidas no Reino Unido e na República Tcheca, à medida que os governos apoiam os pequenos reatores modulares como uma fonte confiável de eletricidade para atender à crescente demanda sem emissões de carbono. Os defensores dos SMRs, que são menores do que as usinas convencionais de escala gigawatt, afirmam que eles podem ser construídos com menos atrasos devido aos métodos de construção modular — em que são construídos em uma fábrica e depois transportados para o local final para montagem — e evitar estouros de orçamento. Mas os críticos dizem que não há certeza de que isso se concretizará. A Agência Internacional de Energia estimou que mais de 1.000 SMRs (Reatores Modulares Pequenos) poderão ser construídos em todo o mundo até 2050, com um investimento acumulado superior a US$ 670 bilhões no setor. No âmbito do acordo anunciado na segunda-feira, a Rolls-Royce SMR fornecerá três reatores, cada um projetado para gerar 470 megawatts de eletricidade, ao lado da usina nuclear de Ringhals, na costa oeste da Suécia. Peter Kyle, secretário de negócios do Reino Unido, afirmou que a concessão do contrato representa um “grande voto de confiança na inovação britânica e em nossa indústria nuclear — agora estamos no centro do renascimento nuclear europeu, juntamente com nossos parceiros na Suécia”.”
Fonte: Financial TImes;15/06/2026
Choques energéticos impulsionam empresas italianas à descarbonização
“As economias europeias têm sofrido com múltiplos choques nos preços da energia nos últimos anos — começando com a invasão em larga escala da Ucrânia pela Rússia em 2022 e, agora, com o conflito no Oriente Médio. Mas esses golpes atingiram a Itália com particular intensidade, onde os preços da energia já são até 30% mais altos do que a média europeia devido à dependência do país em relação ao gás natural importado e à implantação relativamente lenta de energias renováveis. No entanto, essa volatilidade nos preços da energia, aliada à pressão das metas de redução de emissões da UE no âmbito do seu ambicioso Pacto Ecológico Europeu, deu às empresas italianas um forte incentivo para descarbonizar, numa tentativa de aumentar a sua competitividade. “A Itália é um país onde o custo total da energia sempre foi muito alto em comparação com outros países europeus”, afirma Stefano Pogutz, professor de sustentabilidade corporativa na Universidade Bocconi de Milão. “Quando o custo da energia é alto, é preciso melhorar a eficiência.” A primeira-ministra Giorgia Meloni tem sido bastante crítica do Pacto Ecológico Europeu, descrevendo-o como “ideológico” e exigindo uma transição mais gradual para energias limpas, sem impactos negativos nos meios de subsistência. No entanto, o governo italiano tem apoiado as empresas em seus esforços para reduzir o consumo de energia com diversos programas, incluindo incentivos fiscais para investimentos em novos equipamentos, digitalização ou instalação de energias renováveis. Muitos desses programas foram financiados diretamente por fundos da UE.”
Fonte: Financial TImes;15/06/2026
Política
Petróleo despenca ao menor valor desde março com acordo entre EUA e Irã
“O anúncio de um acordo preliminar entre os Estados Unidos e o Irã derreteu grande parte do prêmio de risco do barril de petróleo, que despencou nesta segunda-feira e aproximou-se da faixa de US$ 80, a qual não era vista desde o início de março tanto para o Brent quanto para o WTI. Apesar do otimismo, analistas de mercado mostram-se cautelosos quanto aos desdobramentos depois da renovação do cessar-fogo, visto que pontos-chave na negociação, como o programa nuclear iraniano, seguem sem uma conclusão. O petróleo Brent com entrega para agosto caiu 4,76%, cotado a US$ 83,17 por barril, na Intercontinental Exchange (ICE). O WTI com vencimento em julho despencou 4,87%, cotado a US$ 80,75 por barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex). Os termos exatos do acordo entre Estados Unidos e Irã ainda não foram divulgados, embora o primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, tenha afirmado que o pacto exigia “o término imediato e permanente das operações militares em todas as frentes, inclusive no Líbano”. Além disso, o presidente americano, Donald Trump, autorizou a reabertura irrestrita do Estreito de Ormuz e o fim do bloqueio ao Irã, com vigência a partir da assinatura do acordo, já feita. Vale notar que o acordo será de mais um cessar-fogo de 60 dias, no qual outra tratativa mais abrangente será negociada, e Trump afirmou que os ataques poderiam ser retomados caso um acordo não seja atingido no período. “
Fonte: Valor; 15/06/2026
Os pioneiros correm o risco de perder com a retração da política verde da UE.
“Para a Outokumpu, da Finlândia, uma das maiores produtoras de aço inoxidável da UE, a descarbonização e a competitividade andam de mãos dadas.
A empresa afirma que obtém cerca de 90% de sua eletricidade de fontes de baixo carbono e produz metais a partir de materiais quase inteiramente reciclados. O cromo que utiliza, matéria-prima essencial para o aço inoxidável, provém de suas próprias minas. Ao explorar fontes de energia limpa e barata na Finlândia e em todo o mundo, a Outokumpu espera superar concorrentes mais poluentes, com base na expectativa de que os preços do carbono aumentem gradualmente. Mas é uma das líderes climáticas identificadas pelo Financial Times que corre o risco de perder se a UE continuar a se afastar de suas metas ambientais. Várias das medidas climáticas mais ambiciosas do bloco foram atenuadas devido a preocupações com a competitividade da Europa, com indústrias como a química e a da aviação pressionando Bruxelas para flexibilizar as regras. “Investimos e iniciamos a jornada”, diz Heidi Peltonen, vice-presidente de sustentabilidade da Outokumpu. “As vozes mais estridentes não se fizeram ouvir e esperamos que haja uma recompensa para os pioneiros.”
Fonte: Financial Times; 15/06/2026
Índices ESG e suas performances


(1) O Índice ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3) tem como objetivo ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de empresas com reconhecido comprometimento com o desenvolvimento sustentável, práticas e alinhamento estratégico com a sustentabilidade empresarial.
(2) O Índice S&P/B3 Brasil ESG mede a performance de títulos que cumprem critérios de sustentabilidade e é ponderado pelas pontuações ESG da S&P DJI. Ele exclui ações com base na sua participação em certas atividades comerciais, no seu desempenho em comparação com o Pacto Global da ONU e também cias sem pontuação ESG da S&P DJI.
(3) O ICO2 tem como propósito ser um instrumento indutor das discussões sobre mudança do clima no Brasil. A adesão das companhias ao ICO2 demonstra o comprometimento com a transparência de suas emissões e antecipa a visão de como estão se preparando para uma economia de baixo carbono.
(4) O objetivo do IGCT é ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de emissão de empresas integrantes do IGC que atendam aos critérios adicionais descritos nesta metodologia.
(5) A série de índices FTSE4Good foi projetada para medir o desempenho de empresas que demonstram fortes práticas ambientais, sociais e de governança (ESG)..
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