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Expert XP 2026 começa hoje; veja o que move os mercados

Decisão de juros do BCE e inflação no Japão são alguns dos temas de maior destaque nesta quinta-feira, 23/07/2026

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IBOVESPA +2,44% | 177.547 Pontos

CÂMBIO -0,28% | 5,06/USD

O que pode impactar o mercado hoje

Ibovespa

O Ibovespa encerrou o pregão de quarta-feira em forte alta de 2,4%, aos 177.548 pontos, interrompendo uma sequência de cinco sessões consecutivas de queda. O movimento foi marcado por um rali generalizado, com 72 dos 78 papéis do índice fechando no campo positivo, possivelmente refletindo uma retomada mais significativa dos fluxos estrangeiros para o mercado brasileiro. Além disso, a expressiva valorização do petróleo, com o Brent avançando 4,5% no dia, deu suporte adicional ao índice por meio das petroleiras, com destaque para Petrobras (PETR3 +2,4%; PETR4 +2,2%) e PRIO (PRIO3 +2,7%).

O destaque positivo do dia foi WEG (WEGE3, +10,4%), que avançou após divulgar resultados do segundo trimestre acima das expectativas do mercado (veja aqui o comentário completo). Na ponta negativa, TIM (TIMS3, -2,1%) e Vivo (VIVT3, -1,2%) recuaram após os resultados do 2T26 da Claro Brasil indicar um cenário menos positivo para o setor do que nos últimos trimestres. TIM também foi pressionada por uma redução de preço-alvo por um banco de investimentos.

Hoje, tem início a Expert XP 2026, o maior festival de investimentos do mundo. O evento reúne diversos especialistas do mercado financeiro e milhares de participantes do mundo inteiro para promover uma experiência rica em aprendizado e networking. Saiba mais aqui.

Renda Fixa

Os juros futuros encerraram ontem em alta. Nos EUA, as Treasuries avançaram, com a T-note de 2 anos a 4,31% (+5bps), a T-note de 10 anos a 4,66% (+3bps) e o T-bond de 30 anos a 5,15% (+2bps), refletindo a percepção de que a alta dos preços de petróleo pode impactar a política monetária do Fed. No mercado doméstico, a curva de DI também apresentou abertura, em especial nos vértices intermediários e longos, acompanhando a pressão observada nas curvas globais diante da piora das tensões no Oriente Médio, com o DI jan/27 encerrando a 13,95% (+1bp), o DI jan/29 a 14,49% (+8bps) e o DI jan/31 a 14,65% (+5bps). A NTN-B apresentou movimentos mistos, com a B29 a 8,46% (vs. 8,40%), a B35 a 8,19% (vs. 8,28%) e a B50 a 7,64% (estável).

Mercados globais

Nesta quinta-feira, os futuros nos EUA operam em queda (S&P 500: -0,4%; Nasdaq 100: -0,4%), pressionados pela alta do petróleo e pela cautela em torno dos investimentos em inteligência artificial. Na Europa, o Stoxx 600 cai 0,7%, com perdas disseminadas entre os setores, parcialmente compensadas pela alta das empresas de energia.

Na Ásia, o desempenho foi misto, com destaque para o Kospi (+4,4%), impulsionado por Samsung e SK Hynix, enquanto o Nikkei avançou 0,5%, o Hang Seng subiu 1,0% e o CSI 300 ganhou 0,2%. O Brent sobe cerca de 4,8%, passando de US$ 98/barril, enquanto o WTI avança para acima de US$ 90/barril.

Na temporada de resultados, as ações da Alphabet recuam no pré-mercado após a companhia elevar sua projeção de capex para até US$ 205 bilhões em 2026, reforçando os gastos com inteligência artificial e reacendendo preocupações sobre o elevado custo da expansão da infraestrutura de IA. No dia, os investidores também acompanham os balanços de Dow, American Airlines, T-Mobile e Intel, além dos pedidos semanais de seguro-desemprego e da decisão de política monetária do Banco Central Europeu (BCE).

IFIX

O Índice de Fundos de Investimento Imobiliário (IFIX) encerrou o pregão de ontem em queda de 0,34%, aos 3.814,78 pontos, em meio à abertura da curva de juros no Brasil e ao aumento da aversão ao risco nos mercados internacionais, impulsionado pela piora do cenário geopolítico no Oriente Médio. Dentre os segmentos, os fundos de tijolo recuaram 0,44%, pressionados principalmente pelas quedas em ativos logísticos (-0,79%), lajes corporativas (-0,54%) e shoppings (-0,19%). Os fundos híbridos também encerraram o dia no campo negativo (-0,38%), assim como os fundos de recebíveis (-0,20%). Já o segmento de multiestratégia/FOFs apresentou estabilidade, com leve alta de 0,01%, sendo o único a fechar o pregão no campo positivo. Entre os destaques positivos do pregão, sobressaíram MCRE11 (+3,2%), LIFE11 (+2,6%) e RBRL11 (+2,5%). No campo negativo, as maiores quedas foram registradas por CACR11 (-11,9%), TRBL11 (-5,7%) e TOPP11 (-3,2%).

Economia

As tensões no Oriente Médio voltaram a se intensificar após ataques dos houthis contra petroleiros no Mar Vermelho, elevando os riscos para a oferta global de petróleo e impulsionando o preço da commodity. Nos Estados Unidos, a Câmara dos Deputados aprovou uma medida para evitar uma paralisação do governo federal até dezembro, reduzindo temporariamente a incerteza fiscal antes das eleições legislativas.

No Brasil, o governo reforçou que seguirá priorizando a negociação com os Estados Unidos diante das novas tarifas comerciais, ao mesmo tempo em que anunciou uma nova etapa do Plano Brasil Soberano para apoiar empresas afetadas e ampliar a diversificação dos mercados de exportação.

Na agenda, o destaque internacional será a decisão de juros do Banco Central Europeu e a divulgação da inflação ao consumidor do Japão. No Brasil, não há indicadores econômicos relevantes previstos para o dia.

Veja todos os detalhes

Economia

Mercados acompanham avanço das tensões comerciais e nova alta do preço do petróleo

  • As tensões no Oriente Médio voltaram a pressionar o mercado após os houthis do Iêmen reivindicarem ataques contra dois petroleiros sauditas no Mar Vermelho, em meio à implementação de um bloqueio naval contra portos da Arábia Saudita. Relatórios de segurança marítima confirmaram que o petroleiro Encelia foi atingido e sofreu um incêndio a bordo, sem registro de vítimas. O episódio reforçou as preocupações com possíveis interrupções nas rotas marítimas da região, levando parte das embarcações a alterar seus trajetos e elevando o prêmio de risco geopolítico incorporado aos preços da commodity. O petróleo encerrou o dia cotado a US$ 95,50 por barril, acumulando alta diária de 4,93%;
  • A Câmara dos Deputados dos Estados Unidos aprovou um projeto para manter o financiamento do governo federal até 4 de dezembro, reduzindo o risco imediato de uma paralisação (“government shutdown”) antes das eleições legislativas de novembro. A proposta agora segue para o Senado, onde dependerá do apoio de parte da oposição para avançar. A extensão temporária do orçamento busca preservar o funcionamento da administração federal enquanto continuam as negociações sobre o orçamento definitivo;
  • No Brasil, o governo reiterou que seguirá priorizando a negociação com os Estados Unidos diante das novas tarifas sobre as exportações brasileiras. O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Márcio Elias Rosa, afirmou que o governo poderá recorrer à Lei de Reciprocidade, mas que uma eventual resposta deverá ser calibrada para evitar custos maiores à economia doméstica. O governo também busca impedir que a nova tarifa de 12,5% seja cumulativa às medidas já em vigor, o que elevaria a alíquota sobre parte das exportações para 37,5%. Paralelamente, foi anunciada a terceira etapa do Plano Brasil Soberano, com até R$ 18,5 bilhões em financiamentos para capital de giro, investimentos, inovação e diversificação de mercados, com prioridade para exportadores e setores estratégicos. As autoridades reforçaram que a solução negociada com Washington continua sendo o caminho preferencial;
  • A Expert XP tem início hoje, reunindo autoridades, economistas e investidores para discutir os principais temas que moldam o cenário econômico e financeiro global. A programação do primeiro dia contará com nomes de destaque internacional, como Janet Yellen, ex-secretária do Tesouro dos Estados Unidos e ex-presidente do Federal Reserve (banco central), e Niall Ferguson, historiador e professor reconhecido por suas análises sobre economia, geopolítica e mercados. O evento deverá concentrar debates sobre política monetária, cenário internacional e perspectivas para os investimentos;
  • Na agenda, o principal destaque internacional será a decisão de política monetária do Banco Central Europeu, que poderá oferecer novos sinais sobre o ritmo de flexibilização dos juros na Zona do Euro. Também será divulgada a inflação ao consumidor do Japão, importante para avaliar a continuidade do processo de normalização da política monetária pelo BoJ (banco central). No Brasil, não estão previstas divulgações de indicadores econômicos relevantes.

Empresas

Prévia de Resultados 2T26: Hypera (HYPE3), Dasa (DASA3), Mater Dei (MATD3), Qualicorp (QUAL3)

  • Esperamos um trimestre sólido para a maioria das empresas de saúde, apesar das preocupações de que os feriados e a Copa do Mundo pudessem afetar negativamente os volumes;
  • Até o momento, esses impactos parecem ter sido limitados, permitindo que a maior parte das companhias entregasse expansão de margem;
  • Neste relatório, adicionamos as quatro últimas empresas de nossa cobertura à temporada de resultados, complementando nossa publicação anterior;
  • A Hypera deve apresentar um desempenho em linha com as tendências observadas no 1T26, com a forte geração de caixa de R$ 306 milhões como principal destaque;
  • Já a Dasa deve reportar um trimestre muito forte, com expansão de 320p.p. na margem EBITDA, enquanto o Mater Dei também deve entregar resultados sólidos, com ganho de 146p.p. na margem;
  • Por outro lado, esperamos um trimestre mais pressionado para a Qualicorp, o que nos levou a revisar nosso preço-alvo para R$ 1,70 por ação (vs R$ 2,00 por ação);
  • Clique aqui para acessar o relatório completo.

Vivara (VIVA3) | Monitor de Preços de Joias: Sob a Lupa; uma análise aprofundada dos preços de joias no Brasil

  • Neste relatório, analisamos mais de 14 mil SKUs de seis marcas líderes de joias no Brasil (Vivara, H.Stern e Monte Carlo em Ouro; Life by Vivara, Pandora e Misha em Prata) para avaliar o posicionamento competitivo;
  • Em Ouro, Vivara e Monte Carlo se destacam por seu amplo apelo em diferentes faixas de preço e ocasiões, embora o posicionamento da Monte Carlo seja alcançado por meio de uma exposição relevante à prata;
  • A H.Stern continua sendo o player mais premium, com preços mais altos e praticamente nenhum desconto;
  • Enquanto isso, a Vivara tem um negócio relevante de acessórios, principalmente relógios, enquanto Monte Carlo e H.Stern são players exclusivamente de joias;
  • Em Prata, a Pandora se aproximou do posicionamento da Life, mas ainda mantém um prêmio relevante, especialmente em Charms, o principal segmento da categoria;
  • A Misha se encontra na faixa inferior do espectro, refletindo sua maior dependência de metais banhados, com exposição limitada à prata de lei;
  • Clique aqui para acessar o relatório completo. 

XP Varejo: Vitrine XP – O que esperar dos resultados do 2T26

  • Esperamos uma temporada mista no 2T, marcada por um cenário macro pressionado e pela Copa do Mundo como principal tema do trimestre, impulsionando artigos esportivos e eletrônicos, enquanto pesa fortemente sobre o fluxo de clientes de forma generalizada;
  • Em margens, cerca de 60% da nossa cobertura deve apresentar pressão sobre as margens diante de bases de comparação difíceis, desalavancagem operacional e investimentos;
  • A SBF deve ser o claro destaque, com crescimento impulsionado pela Copa do Mundo, ao lado da expansão de rentabilidade da ALPA, enquanto o setor farmacêutico deve permanecer resiliente apesar das bases de comparação difíceis de GLP-1, com a PNVL como destaque;
  • O vestuário de renda média deve apresentar vendas nas mesmas lojas (SSS) resilientes apesar das bases de comparação difíceis e expansão da margem bruta do varejo, embora com serviços financeiros mais fracos diante de uma concessão de crédito mais restrita;
  • No e-commerce, o GMV do MELI deve permanecer forte (+43% a/a), com margens pressionadas, enquanto os players locais seguem fracos;
  • No lado negativo, AZZA e NATU devem ser os destaques negativos, enquanto os varejistas de alimentos devem continuar pressionados por volumes fracos;
  • Clique aqui para acessar o relatório completo. 

TMT: Prévia do 2T26 | POSI3

  • Neste relatório, apresentamos nossas estimativas para a Positivo (POSI) no 2T26:
  • Esperamos que a Positivo entregue resultados mistos no trimestre;
  • Projetamos crescimento de 11,0% a/a na receita líquida e de 14,9% a/a no EBITDA, impulsionados pelo crescimento de dois dígitos altos no segmento de Infraestrutura, sustentado principalmente pelo forte desempenho das operações de servidores e da Positivo S+;
  • Também esperamos uma expansão de 31 bps na margem EBITDA na comparação anual, alcançando 9,1%;
  • Por outro lado, acreditamos que o resultado financeiro líquido deve pressionar a última linha;
  • Como resultado, estimamos lucro líquido de R$ 7 milhões;
  • Clique aqui para acessar o relatório completo.

TMT: Prévia do 2T26 | ISPs

  • Neste relatório, apresentamos nossas estimativas para os resultados do 2T26 de Unifique (FIQE3), Desktop (DESK3) e Brisanet (BRST3);
  • Acreditamos que a FIQE deve reportar mais um trimestre positivo, impulsionado principalmente pela consolidação de aquisições recentes e pelo aumento da penetração da operação móvel;
  • Também esperamos que a DESK apresente melhora operacional, com os ganhos de eficiência sendo o principal destaque do trimestre;
  • Para a BRST, esperamos resultados mistos;
  • Estimamos crescimento de 14,4% a/a na receita, impulsionado pela contínua expansão da operação móvel, enquanto projetamos compressão da margem EBITDA;
  • Clique aqui para acessar o relatório completo.

WEG (WEGE3): Pesquisa XP — Sentimento se torna construtivo

  • Após a divulgação dos resultados do 2T26 da WEG, realizamos uma pesquisa com investidores para mapear impressões e posicionamento;
  • Os resultados apontam para uma melhora do sentimento, com o indicador atingindo seu maior nível desde o 3T24 e quase metade dos respondentes enxergando os resultados como um catalisador para compra da ação;
  • Embora o trimestre reforce nossa confiança de que o crescimento deve reacelerar daqui para frente, continuamos vendo riscos relacionados ao ritmo do ramp up de capacidade e ao ambiente tarifário;
  • Após a performance de hoje, acreditamos que o valuation da ação, negociando a 27x P/L 2027, já reflete boa parte dessa melhora esperada no crescimento;
  • Clique aqui para acessar o relatório completo.

Transportes: Prévia de Resultados do 2T26

  • Do lado positivo, destacamos:
    • Locação de Veículos, particularmente a Movida, com EBITDA e lucro líquido crescendo 22% e 101% A/A, respectivamente, sustentados por forte crescimento de volumes em RaC, reajustes tarifários contínuos e expansão de margens tanto em RaC quanto em GTF, enquanto a Localiza também deve apresentar números sólidos, com destaque para o forte volume de Seminovos e a resiliência da demanda em RaC; e
    • Locação Pesada, liderada pela Vamos, com receitas recordes em Locação e crescimento de 10% A/A no EBITDA de Locação, apoiados por indicadores de demanda em melhora, além da Armac, cujo EBITDA deve avançar 45% A/A, impulsionado por uma relevante expansão de margens de locação e pela consolidação de aquisições;
  • Por outro lado, continuamos vendo melhora limitada em Serviços Industriais:
    • a GPS deve apresentar crescimento resiliente de receita, mas margens praticamente estáveis em meio a um ambiente ainda desafiador em Catering; e
    • a Priner, cuja forte expansão de EBITDA (+84% A/A) reflete principalmente a consolidação da SEMEP, enquanto as tendências operacionais dos negócios legado ainda mostram melhora limitada;
  • Clique aqui para acessar o relatório completo.

Financials: Recuperação para o NU, cautela para o Inter, pressão para o BB

  • Esta é a 3ª parte da nossa prévia de resultados do 2T26, cobrindo Banco do Brasil, Nubank e Inter:
  • Para o Banco do Brasil, a pressão persistente da carteira de agronegócio, a piora da qualidade de crédito de PF e a normalização da carteira PJ devem continuar pesando sobre os resultados, levando-nos a projetar um lucro líquido recorrente de R$ 3,4 bn (-10% a/a; -1% t/t), apesar do crescimento modesto do NII e de uma provável contribuição positiva das receitas de serviços e de despesas controladas;
  • Para o Nubank, esperamos uma melhora sequencial dos resultados, apoiada por uma normalização gradual do custo de crédito favorecida pelo programa Desenrola, levando o lucro líquido recorrente a US$ 974 mn (+53% a/a; +11% t/t);
  • Já o Inter deve continuar apresentando crescimento sólido da carteira e tendências saudáveis de receita, mas esperamos que a pressão contínua da deterioração da qualidade dos ativos e das elevadas despesas com provisões siga sendo um importante fator limitante, restringindo a expansão do lucro apesar da alavancagem operacional positiva e resultando em um lucro líquido de R$ 406 mn (+29% a/a; +3% t/t);
  • De forma geral, vemos o 2T do NU como um trimestre de recuperação, enquanto o Inter ainda carece de um impulso claro de curto prazo em meio à pressão sobre a NIM ajustada ao risco. Para o BB, os ventos contrários na qualidade do crédito continuam adiando uma recuperação mais significativa dos resultados;
  • Clique aqui para acessar o relatório completo.

WEG (WEGE3): Um passo na direção certa; resultados do 2T26

  • A WEG reportou resultados do 2T26 levemente acima do esperado, com lucro líquido de R$1,56 bilhão (+6% vs. XPe, +4% vs. consenso);
  • Estimamos crescimento orgânico da receita, neutro ao câmbio, de +7% A/A, com a estabilidade da receita consolidada A/A refletindo uma combinação de mercados externos em alta de +15% A/A em USD (América do Norte +20%), compensada pela apreciação do BRL e por um ambiente doméstico ainda desafiador para GTD;
  • Em rentabilidade, a margem EBITDA de 21,8% ficou acima das nossas estimativas, uma vez que ganhos de produtividade, eficiências operacionais e um mix favorável mais do que compensaram custos mais altos de cobre, tarifas e despesas com pessoal relacionadas à expansão de capacidade da companhia;
  • No geral, acreditamos que os resultados de hoje reforçam a confiança de que o crescimento pode reacelerar nos próximos trimestres, sustentado por demanda saudável em EEI, backlog sólido em T&D e pelo ramp-up gradual de novas capacidades;
  • Dito isso, a 27x P/E 2027E, vemos o valuation atual já incorporando parte dessas expectativas de crescimento futuro, em nossa visão;
  • Clique aqui para acessar o relatório completo.

Renda fixa

De Olho na Renda Fixa: principais notícias de crédito privado, mercados e renda fixa

  • MPF entra com ação para suspender aumento da mistura de etanol de 32% na gasolina (Globo Rural);
  • Engie e outras empresas querem antecipar bilhões ao Governo para manter hidrelétricas (Brazil Journal);
  • Oncoclínicas vende fatia em empresa na Arábia Saudita por US$ 6,55 milhões (InvestNews);
  • S&P National Ratings rebaixa rating da SLC Agrícola para ‘brAA-’ e de duas operações risco SLC Agrícola para ‘brAA- (sf)’; perspectiva estável (S&P National);
  • Clique aqui para acessar o clipping.

Estratégia

Temporada de resultados do 2T26: esperamos um trimestre sólido no Brasil

  • Nossas estimativas apontam para um trimestre positivo no 2T26, após duas temporadas de resultados consecutivamente mais fracas;
  • Para o nosso universo de cobertura da XP (cerca de 140 empresas), a prévia consolidada de resultados indica crescimento de receita líquida de 9,9% A/A, além de forte crescimento de EBITDA e lucro líquido de 20,5% e 19,8%, respectivamente;
  • Embora grande parte desse crescimento deva ser impulsionada por Óleo & Gás (que deve responder por 17,3 pontos percentuais do crescimento de 20,5% de EBITDA projetado para a nossa cobertura), ainda esperamos que os setores domésticos apresentem números resilientes neste trimestre;
  • Além de Óleo & Gás, vemos TMT, construtoras de baixa renda e Utilidade Pública como os principais destaques positivos, enquanto construtoras de média/alta renda, Papel & Celulose e Varejo Alimentar devem ser os destaques negativos;
  • Clique aqui para acessar o relatório completo.

Posicionamento dos Fundos de Ações – Julho de 2026

  • Atualizamos nossa estimativa do posicionamento dos fundos de ações, analisando regressões em janela móvel que comparam o desempenho dos fundos a vários setores e fatores. Para esta análise, selecionamos fundos com exposição líquida variando de 50% a 150%, com base nos dados mais recentes disponíveis. No mês passado, isso correspondeu a 1.005 fundos com um total de patrimônio líquido de R$ 320,1 bilhões;
  • Nos últimos 30 dias, os movimentos de posicionamento foram mais contidos do que nos meses anteriores, com nenhum setor variando mais de ~150 bps;
  • Elétricas (+129 bps; -2,6 p.p. subalocado) registrou o maior aumento, recuperando-se após dois meses consecutivos de redução, seguido por Propriedades Comerciais (+110 bps; +8,6 p.p. sobrealocado) e Educação (+80 bps; -1,2 p.p. subalocado);
  • Por outro lado, Inst. Financeiras (-146 bps; -8,5 p.p. subalocado) apresentou a maior queda por mais um mês, atingindo uma alocação líquida próxima de zero, seguido por Transportes (-88 bps; +1,3 p.p. sobrealocado) e TMT (-80 bps; +3,3 p.p. sobrealocado), este último esfriando após liderar os fluxos nos dois meses anteriores.
  • Os setores com sobrealocação mais concentrada (crowded) são Propriedades Comerciais, Saúde e Papel & Celulose. Os setores mais subalocados (underbought) são Inst. Financeiras, Bancos e Mineração & Siderurgia;
  • O Índice de Risco Ativo permaneceu próximo do neutro (z-score de 5 anos praticamente estável em 0,0), estabilizando-se após a recuperação das mínimas e indicando que os fundos mantiveram o posicionamento mais ativo reconstruído nos meses anteriores;
  • Clique aqui para acessar o relatório completo

Alocação & Fundos

Principais notícias

  • Fundos Imobiliários (FIIs): confira as principais notícias
    • PVBI11 negocia com desconto e aposta em redução da vacância (EuQueroInvestir);
    • CACR11 encolhe quase 12%, AJFI11 salta 9,6%; IFIX fecha em queda de 0,34% (Suno Notícias);
    • Reforma de escritório passa a ser uma estratégia de negócio (Buildings);
    • Clique aqui para acessar o relatório.
  • Vinci Logística (VILG11) | Preço de negociação atrativo e perspectivas promissoras
    • Recomendamos COMPRA para o VILG11, com base nos seguintes fatores:
      • Gestão qualificada, com histórico consistente de geração de valor;
      • Portfólio de elevada qualidade imobiliária;
      • Elevado nível de ocupação (99,5%) e potencial de reajuste dos valores de locação em renovações e revisões contratuais;
      • Carteira de locatários amplamente diversificada, com exposição a 64 inquilinos;
      • Preço de negociação atrativo, com desconto de 14% em relação à cota patrimonial (VM/VP de 0,86x) e potencial de valorização de 14,8% frente à nossa estimativa de R$ 107,87 por cota;
      • Dividend yield de 10,5%, com perspectivas positivas para a distribuição de proventos;
    • Clique aqui para mais informações.
  • ETFs: ETF de S&P 500 em reais supera o índice americano em 40% via câmbio enquanto Bradesco Asset e Investo aceleram a corrida de novos ETFs na B3
    • ETF de S&P 500 em reais supera índice americano em 40%: o desempenho do veículo local descolou fortemente do S&P 500 em dólar, e o que explica esse prêmio revela um efeito que todo alocador de ETF internacional em reais precisa entender antes de ler retorno. (InfoMoney);
    • Bradesco Asset cria área dedicada a fundo negociado em bolsa (Valor);
    • Investo e V8 Capital lançam 1º ETF ligado a índice da B3 de Tesouro prefixado com juros semestrais (E-Investidor);
    • HSBC ETFs anuncia dividendos para 15 fundos com pagamentos em agosto (Investing);
    • Clique aqui para acessar o relatório.

ESG

Caixa Econômica Federal capta US$ 230 milhões com a Agência Francesa de Desenvolvimento para projetos de água, saneamento e resíduos sólidos | Café com ESG, 23/07

  • O pregão de quarta-feira fechou em alta, com o IBOV e o ISE avançando 2,44% e 1,95%, respectivamente;
  • Do lado das empresas, (i) a assembleia geral extraordinária (AGE) da Vale elegeu nesta quarta-feira o português Manuel Lino Silva de Sousa Oliveira, conhecido como “Ollie”, como novo presidente do conselho de administração da companhia – além disso, Ieda Gomes foi eleita como membro do conselho; e (ii) a Caixa Econômica Federal captou US$ 230 milhões com a Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD) para financiar projetos de água potável, saneamento e gestão de resíduos sólidos no país – a operação mescla características de green bonds, em que os recursos são carimbados para projetos específicos, e de sustainability-linked bonds (SLB), que permitem o uso livre do dinheiro, mas vinculam o custo da dívida ao cumprimento de metas ambientais, sociais ou de governança;
  • Na política, o acordo proposto pelo governo para encerrar disputas judiciais sobre os cortes de geração de energia renovável pode movimentar até R$ 3,3 bilhões em ressarcimentos às empresas, segundo estimativa divulgada nesta quarta-feira pela Associação Brasileira de Energia Eólica e Novas Tecnologias (Abeeólica) – o montante, porém, dependerá da adesão dos geradores elegíveis ao termo de compromisso regulamentado em portaria publicada pelo Ministério de Minas e Energia (MME) na noite de terça-feira;
  • Clique aqui para acessar o relatório completo.

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  • Os analistas da XP Investimentos estão obrigados ao cumprimento de todas as regras previstas no Código de Conduta da APIMEC Brasil para o Analista de Valores Mobiliários e na Política de Conduta dos Analistas de Valores Mobiliários da XP Investimentos.
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  • Para fins de verificação da adequação do perfil do investidor aos serviços e produtos de investimento oferecidos pela XP Investimentos, utilizamos a metodologia de adequação dos produtos por portfólio, nos termos das Regras e Procedimentos ANBIMA de Suitability nº 01 e do Código ANBIMA de Distribuição de Produtos de Investimento. Essa metodologia consiste em atribuir uma pontuação máxima de risco para cada perfil de investidor (conservador, moderado e agressivo), bem como uma pontuação de risco para cada um dos produtos oferecidos pela XP Investimentos, de modo que todos os clientes possam ter acesso a todos os produtos, desde que dentro das quantidades e limites da pontuação de risco definidas para o seu perfil. Antes de aplicar nos produtos e/ou contratar os serviços objeto deste material, é importante que você verifique se a sua pontuação de risco atual comporta a aplicação nos produtos e/ou a contratação dos serviços em questão, bem como se há limitações de volume, concentração e/ou quantidade para a aplicação desejada. Você pode consultar essas informações diretamente no momento da transmissão da sua ordem ou, ainda, consultando o risco geral da sua carteira na tela de carteira (Visão Risco). Caso a sua pontuação de risco atual não comporte a aplicação/contratação pretendida, ou caso existam limitações em relação à quantidade e/ou volume financeiro para a referida aplicação/contratação, isto significa que, com base na composição atual da sua carteira, esta aplicação/contratação não está adequada ao seu perfil. Em caso de dúvidas sobre o processo de adequação dos produtos oferecidos pela XP Investimentos ao seu perfil de investidor, consulte o FAQ. As condições de mercado, mudanças climáticas e o cenário macroeconômico podem afetar o desempenho do investimento.
  • A rentabilidade de produtos financeiros pode apresentar variações e seu preço ou valor pode aumentar ou diminuir num curto espaço de tempo. Os desempenhos anteriores não são necessariamente indicativos de resultados futuros. A rentabilidade divulgada não é líquida de impostos. As informações presentes neste material são baseadas em simulações e os resultados reais poderão ser significativamente diferentes.
  • Este relatório é destinado à circulação exclusiva para a rede de relacionamento da XP Investimentos, incluindo assessores de investimentos da XP e clientes da XP, podendo também ser divulgado no site da XP. Fica proibida sua reprodução ou redistribuição para qualquer pessoa, no todo ou em parte, qualquer que seja o propósito, sem o prévio consentimento expresso da XP Investimentos.
  • 0800 77 20202. A Ouvidoria da XP Investimentos tem a missão de servir de canal de contato sempre que os clientes que não se sentirem satisfeitos com as soluções dadas pela empresa aos seus problemas. O contato pode ser realizado por meio do telefone: 0800 722 3710.
  • O custo da operação e a política de cobrança estão definidos nas tabelas de custos operacionais disponibilizadas no site da XP Investimentos: www.xpi.com.br.
  • A XP Investimentos se exime de qualquer responsabilidade por quaisquer prejuízos, diretos ou indiretos, que venham a decorrer da utilização deste relatório ou seu conteúdo.
  • A Avaliação Técnica e a Avaliação de Fundamentos seguem diferentes metodologias de análise. A Análise Técnica é executada seguindo conceitos como tendência, suporte, resistência, candles, volumes, médias móveis entre outros. Já a Análise Fundamentalista utiliza como informação os resultados divulgados pelas companhias emissoras e suas projeções. Desta forma, as opiniões dos Analistas Fundamentalistas, que buscam os melhores retornos dadas as condições de mercado, o cenário macroeconômico e os eventos específicos da empresa e do setor, podem divergir das opiniões dos Analistas Técnicos, que visam identificar os movimentos mais prováveis dos preços dos ativos, com utilização de “stops” para limitar as possíveis perdas.
  • Ação é uma fração do capital de uma empresa que é negociada no mercado. É um título de renda variável, ou seja, um investimento no qual a rentabilidade não é preestabelecida, varia conforme as cotações de mercado. O investimento em ações é um investimento de alto risco e os desempenhos anteriores não são necessariamente indicativos de resultados futuros e nenhuma declaração ou garantia, de forma expressa ou implícita, é feita neste material em relação a desempenhos. As condições de mercado, o cenário macroeconômico, os eventos específicos da empresa e do setor podem afetar o desempenho do investimento, podendo resultar até mesmo em significativas perdas patrimoniais. A duração recomendada para o investimento é de médio-longo prazo. Não há quaisquer garantias sobre o patrimônio do cliente neste tipo de produto.
  • O investimento em opções é preferencialmente indicado para investidores de perfil agressivo, de acordo com a política de suitability praticada pela XP Investimentos. No mercado de opções, são negociados direitos de compra ou venda de um bem por preço fixado em data futura, devendo o adquirente do direito negociado pagar um prêmio ao vendedor tal como num acordo seguro. As operações com esses derivativos são consideradas de risco muito alto por apresentarem altas relações de risco e retorno e algumas posições apresentarem a possibilidade de perdas superiores ao capital investido. A duração recomendada para o investimento é de curto prazo e o patrimônio do cliente não está garantido neste tipo de produto.
  • O investimento em termos são contratos para compra ou a venda de uma determinada quantidade de ações, a um preço fixado, para liquidação em prazo determinado. O prazo do contrato a Termo é livremente escolhido pelos investidores, obedecendo o prazo mínimo de 16 dias e máximo de 999 dias corridos. O preço será o valor da ação adicionado de uma parcela correspondente aos juros – que são fixados livremente em mercado, em função do prazo do contrato. Toda transação a termo requer um depósito de garantia. Essas garantias são prestadas em duas formas: cobertura ou margem.
  • O investimento em Mercados Futuros embute riscos de perdas patrimoniais significativos. Commodity é um objeto ou determinante de preço de um contrato futuro ou outro instrumento derivativo, podendo consubstanciar um índice, uma taxa, um valor mobiliário ou produto físico. É um investimento de risco muito alto, que contempla a possibilidade de oscilação de preço devido à utilização de alavancagem financeira. A duração recomendada para o investimento é de curto prazo e o patrimônio do cliente não está garantido neste tipo de produto. As condições de mercado, mudanças climáticas e o cenário macroeconômico podem afetar o desempenho do investimento.
  • ESTA INSTITUIÇÃO É ADERENTE AO CÓDIGO ANBIMA DE DISTRIBUIÇÃO DE PRODUTOS DE INVESTIMENTO.
  • A XP Investimentos CCTVM S/A, inscrita sob o CNPJ: 02.332.886/0001-04, é uma instituição financeira autorizada a funcionar pelo Banco Central do Brasil.Toda comunicação através de rede mundial de computadores está sujeita a interrupções ou atrasos, podendo impedir ou prejudicar o envio de ordens ou a recepção de informações atualizadas. A XP Investimentos exime-se de responsabilidade por danos sofridos por seus clientes, por força de falha de serviços disponibilizados por terceiros. A XP Investimentos CCTVM S/A é instituição autorizada a funcionar pelo Banco Central do Brasil.


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