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Ata do Copom em foco nesta terça-feira

No exterior, o ISM de Serviços de abril nos Estados Unidos será o indicador de maior impacto nesta terça-feira, 05/05/2026

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IBOVESPA -0,92% | 185.600 Pontos

CÂMBIO -0,60% | 4,95/USD

O que pode impactar o mercado hoje

Ibovespa

O Ibovespa encerrou o pregão de segunda-feira em queda de 0,9%, aos 185.600 pontos. O movimento refletiu a piora do apetite global por risco, em meio à escalada das tensões no Oriente Médio após o Irã atacar os Emirados Árabes Unidos pela primeira vez desde o início da trégua. 

Prio (PRIO3, +5,7%) foi o principal destaque de alta, impulsionada pela divulgação de dados de produção e pela alta do preço do petróleo. Cyrela (CYRE3, -5,0%) liderou as perdas, em meio a preocupações com o aumento dos custos de construção civil.

Para o pregão de terça-feira, foco para a ata do Copom e uma série de resultados do 1T26.

Renda Fixa

Os juros futuros subiram nesta segunda-feira, com Treasuries e DIs reagindo à escalada de tensões no Oriente Médio, à disparada do petróleo e ao ajuste nas expectativas para a trajetória de juros do Federal Reserve. Nos EUA, a T‑Note de 2 anos encerrou em 3,95% (+7 bps), a T‑Note de 10 anos em 4,44% (+6 bps) e o T‑Bond de 30 anos em 5,02% (+4 bps). No Brasil, a curva de DIs ganhou forte inclinação, com maior abertura nos vértices longos em meio ao choque de petróleo e à piora das expectativas de inflação doméstica: o DI jan/27 fechou em 14,21% (+6 bps), o DI jan/29 em 13,85% (+14 bps) e o DI jan/31 em 13,86% (+12 bps).

Mercados globais

Nesta terça-feira, os futuros nos EUA operam estáveis (S&P 500: 0,0%; Nasdaq 100: 0,0%), após a correção relevante da véspera, refletindo o aumento do risco geopolítico após ataques com drones e mísseis envolvendo os Emirados Árabes Unidos. No pano de fundo, o conflito no Estreito de Ormuz voltou a se intensificar, com relatos de confrontos diretos entre forças americanas e iranianas, elevando a incerteza sobre o fluxo global de energia.

Na Europa, as bolsas operam em alta (Stoxx 600: +0,5%), apesar dos últimos desdobramentos do conflito e seus potenciais impactos macro. O ambiente segue pressionado pela possibilidade de prolongamento da guerra, com riscos de recessão global via choque de energia. No corporativo, destaque para Vodafone (+1,4%), após anunciar a aquisição total de sua joint venture no Reino Unido. Por outro lado, HSBC decepcionou levemente no resultado trimestral.

Na Ásia, o desempenho foi negativo, com mercados reagindo à deterioração do cenário geopolítico e à volatilidade do petróleo. As bolsas operaram em queda, enquanto Japão e Coreia do Sul permaneceram fechados. O quadro geral permanece de um mercado sustentado por fundamentos, especialmente lucros corporativos e AI, mas cada vez mais sensível a choques geopolíticos, com episódios de aversão a risco gerando correções táticas no curto prazo.

IFIX

O Índice de Fundos Imobiliários (IFIX) encerrou o pregão desta segunda‑feira em queda de 0,67%, aos 3.903,53 pontos, refletindo a piora do apetite global por risco em meio à escalada das tensões no Oriente Médio, permanecendo abaixo da máxima de 52 semanas, de 3.944,38 pontos. O segmento de Recebíveis recuou 0,91%, com apenas 16% dos fundos em alta — o pior índice de aproveitamento do segmento nos pregões recentes. Os FIIs de Tijolo apresentaram desempenho relativamente melhor, com queda de 0,49%: Shoppings e Ativos Logísticos fecharam próximos da estabilidade, com recuos de 0,06% e 0,10%, respectivamente, enquanto Lajes Corporativas cederam 0,76%. Os fundos Híbridos recuaram 0,71%, Multiestratégia registrou a maior queda proporcional, de 1,51%, e os Fundos de Fundos caíram 0,90%. Na ponta positiva, o AZPL11 liderou os ganhos, com alta de 1,4%, seguido por PVBI11 e CYCR11, ambos com avanço de 1,0%. Entre as maiores quedas, o TGAR11 recuou 5,7% e o VGHF11 cedeu 5,6%. O principal destaque negativo do pregão foi o CACR11, que desabou 42,2% após anunciar a não distribuição de dividendos referentes ao mês de abril.

Economia

O conflito no Oriente Médio voltou a escalar, com o Irã atacando instalações dos Emirados Árabes Unidos após os Estados Unidos lançarem a operação “Project Freedom” para escoltar embarcações presas no Estreito de Ormuz. O Brent chegou a US$ 114 por barril, alta de 5% na sessão, com o mercado cético quanto à capacidade da operação de desobstruir a rota de forma duradoura. A OPEC+ aprovou uma elevação simbólica de cotas de 188 mil bpd para junho, em sua primeira reunião sem os Emirados Árabes Unidos, que deixaram o grupo em 1º de maio.

No Brasil, o Boletim Focus registrou a oitava alta consecutiva na projeção do IPCA de 2026, que passou de 4,86% para 4,89% — ante 4,36% há quatro semanas. O governo lançou o Novo Desenrola Brasil, programa de renegociação de dívidas com descontos de até 90%.

Na agenda do dia, o destaque é a ata do Copom, que deverá trazer pistas sobre o ritmo e a extensão do ciclo de cortes de juros. No exterior, atenções voltadas para o ISM de Serviços dos EUA e para os PMIs de serviços da China e do Brasil.

Veja todos os detalhes

Economia

Ata do Copom é destaque na agenda de hoje

  • Os Estados Unidos lançaram a operação “Project Freedom“, destinada a escoltar embarcações neutras presas no Estreito de Ormuz para fora da região. A iniciativa conta com contratorpedeiros, mais de 100 aeronaves e 15.000 militares, segundo o Comando Central americano. Dois navios de bandeira americana já concluíram o trânsito, segundo o Pentágono. O mercado, porém, recebeu a iniciativa com ceticismo: analistas apontam que a operação não resolve o bloqueio estrutural da rota, cujo fluxo de petroleiros caiu a cerca de 5% dos níveis pré-conflito. O Brent disparou até US$ 114 por barril na sessão, alta de 5%, após o Irã atacar instalações dos Emirados Árabes Unidos – as defesas do país interceptaram 15 mísseis e 4 drones, enquanto um incêndio foi reportado em um terminal petrolífero na costa de Fujairah;
  • Em paralelo, a OPEC+ realizou sua primeira reunião sem os Emirados Árabes Unidos – que saíram formalmente do grupo em 1º de maio, após décadas de participação – e aprovou um aumento de cotas de 188 mil barris por dia para junho. O movimento foi amplamente esperado pelo mercado e segue o ritmo de altas mensais anteriores, simplesmente subtraindo a parcela antes alocada aos Emirados. Analistas classificaram o anúncio como simbólico: a maior parte da produção adicional do Golfo Pérsico segue impossibilitada de escoar enquanto o Estreito permanecer bloqueado. A saída dos Emirados – cuja capacidade de produção é de 4,8 milhões de bpd, bem acima de sua cota anterior de 3,2 milhões – abre espaço para que o país expanda livremente sua oferta quando o Estreito reabrir, o que pode aumentar riscos de guerra de preços no longo prazo;
  • No Brasil, o Boletim Focus divulgado ontem pelo Banco Central registrou a oitava alta consecutiva na projeção para o IPCA de 2026, que avançou de 4,86% para 4,89%. Há quatro semanas, a estimativa estava em 4,36%. Para 2027, a projeção permaneceu em 4,00%, enquanto para 2028 subiu de 3,61% para 3,64%. A taxa Selic projetada para o final de 2026 ficou estável em 13,00% pela segunda semana consecutiva. O câmbio projetado para 2026 foi mantido em R$/US$ 5,25. A trajetória das expectativas inflacionárias reflete os efeitos do choque de energia sobre combustíveis e alimentos, em linha com a dinâmica do conflito no Oriente Médio;
  • Ainda no Brasil, o governo lançou o Novo Desenrola Brasil (Desenrola 2.0), programa de renegociação de dívidas com descontos de até 90% e juros limitados a 1,99% ao mês nas linhas de cartão de crédito, crédito direto ao consumidor e cheque especial. O programa permite o uso de até 20% do FGTS para quitar débitos e estará aberto por três meses. O programa mira dezenas de milhões de inadimplentes e, segundo o governo, foi desenhado para reduzir o endividamento das famílias em um cenário de juros ainda elevados. Do ponto de vista fiscal, o custo para o governo deve ser limitado, dado que o mecanismo principal envolve aporte no Fundo Garantidor de Operações (FGO) e contrapartidas dos bancos;
  • Na agenda de hoje, o principal destaque é a publicação da ata da última reunião do Copom, que deverá trazer mais detalhes sobre a decisão de cortar a Selic em 0,25 p.p. para 14,50% na semana passada – e, sobretudo, pistas sobre o ritmo e a extensão do ciclo de cortes à frente, dado que o comunicado manteve a porta aberta para ajustes sem sinalizar a próxima reunião. No exterior, o ISM de Serviços de abril nos Estados Unidos será o indicador de maior impacto, com o mercado monitorando a transmissão dos custos energéticos ao setor. A China divulgará os PMIs de serviços e composto (RatingDog). No Brasil, o S&P Global divulgará o PMI de Serviços de abril.

Commodities

Papel e Celulose: Mensagem favorável para preços e volumes de celulose – feedback da Teleconferência de Resultados do 1T26 da Suzano

  • Durante o Call de Resultados do 1T26 da Suzano, o management manteve um tom construtivo sobre celulose de fibra curta, apoiado por restrições de oferta na Indonésia e pelo atraso do Oki II;
  • Enquanto a fibra longa segue pressionada por estoques elevados na China e economia mais fraca dos produtores;
  • Em volumes, o management espera que os envios sigam impactados por manutenções programadas no 2T26E, mas a sazonalidade deve sustentar melhoras sequenciais;
  • Enquanto isso, o Call de Resultados do 1T26 da Irani foi mais focado em questões operacionais temporárias, principalmente as paradas de manutenção da PM#5 e PM#1 e o problema no transformador;
  • Com o management não enxergando deterioração estrutural de custos, enquanto espera recuperação de volumes a partir do 2T26E;
  • Em relação aos dados recentes do setor, destacamos: (i) estoques de celulose em portos europeus caíram -13% M/M em Mar’26 (-16% A/A), segundo a Europulp; e (ii) os preços líquidos de BHKP na China estão atualmente em US$605/t, com futuros de BHKP em US$608/t para Jun’26;
  • Clique aqui para acessar o relatório completo.

Empresas

AmBev (ABEV3) | BZ Beat e EPS acima do esperado; catalisador positivo

  • Embora o resultado do T1 não tenha representado um beat particularmente relevante — com adj. EBITDA de BRL 7,5 bi (reportado +1,5% A/A; orgânico +10,1% A/A, em linha com a XPe e +5,0% vs. consenso) e lucro líquido de BRL 3,7 bi (+0,6% A/A, 5,4% acima das nossas estimativas, impulsionado por menores despesas financeiras ligadas a derivativos, com ETR de 21,2%, amplamente em linha com nossa estimativa de 21,0% e +3,8% vs. consenso) — esperamos que as ações operem em alta na sessão de hoje;
  • BZ Beer foi o principal destaque do trimestre, com um resultado sólido, especialmente em base relativa versus pares e expectativas do mercado, e superando a XPe — mais do que compensando performances mais fracas nas demais operações;
  • Além disso, mesmo nas operações que ainda enfrentam ambientes de indústria desafiadores — notadamente Canadá e LAS (este último pressionado por consumo ainda frágil na Argentina, com a administração sinalizando bom momentum na Bolívia) — vemos pontos positivos;
  • Link: https://conteudos.xpi.com.br/acoes/relatorios/ambev-abev3-bz-beat-e-eps-acima-do-esperado-catalisador-positivo/

ISA Energia (ISAE4) 1T26: Resultados ajustados em linha

Componentes de PA&PV levaram o EBITDA a ficar 2% Acima da XPe

  • A ISA Energia reportou resultados operacionais em linha no 1º trimestre de 2026;
  • A ISAE apresentou um EBITDA de R$ 1.021 milhões, 2% acima da XPe, explicado principalmente pelo aumento pontual das Parcelas de Ajuste e Variável (PA e PV) observado na receita da companhia no trimestre (+R$ 21 milhões, ou +2% vs. nossa estimativa de receita), enquanto as despesas de PMSO ficaram levemente acima das nossas expectativas (+1% vs. XPe);
  • Adicionalmente, destacamos que o lucro líquido reportado da ISAE, de R$ 358 milhões, ficou acima das nossas estimativas, refletindo uma menor alíquota efetiva de imposto, parcialmente compensada por maiores despesas financeiras líquidas;
  • No geral, esperamos uma reação neutra do mercado aos números divulgados;
  • Mantemos recomendação Neutra para ISAE e acreditamos que quaisquer anúncios relacionados à disputa com a SEFAZ sejam os principais catalisadores de curto prazo para o papel;
  • Clique aqui para acessar o relatório completo.

Movida (MOVI3): Resultados 1T26 | Resultados de locação seguem fortes; guidance de lucro para o 2T26 sugere upside

  • A Movida reportou resultados positivos, com lucro líquido de R$125mn (+59% A/A);
  • Destacamos:
  • EBITDA forte em RaC (+27% A/A), impulsionado por
  • (a) tarifas mais altas (+7% A/A),
  • (b) volumes robustos (+18% A/A) com maior utilização (+5,6 p.p A/A), e
  • (c) expansão de margem (+1,4 p.p. A/A);
  • EBITDA positivo em GTF (+3% T/T), refletindo crescimento moderado de receita (+2% T/T) e melhora de margem (+0,7 p.p. T/T);
  • Seminovos, com volumes mais fracos (‑7% T/T), compensados por preços mais altos (+8% T/T) e margens de EBITDA praticamente estáveis (+0,1 p.p. T/T); e
  • Alavancagem estável (2,6x dívida líquida/EBITDA; estável T/T);
  • A Movida também divulgou guidance de lucro líquido para o 2T26 de R$110–130mn, que avaliamos de forma positiva, pois o ponto médio sugere upside frente ao consenso de mercado;
  • Mantemos nossa recomendação de Compra;
  • Clique aqui para acessar o relatório completo.

Hidrovias do Brasil (HBSA3): Resultados 1T26 | Menores volumes e maiores custos pressionam resultados; negativo como esperado

  • A Hidrovias do Brasil reportou resultados mais fracos, com EBITDA ajustado de R$182mn (-23% A/A e -6% vs. XPe);
  • No geral, observamos uma dinâmica operacional mais fraca em todas as frentes, com destaque para:
  • Operações no Brasil, com EBITDA ajustado -22% A/A, principalmente impactado por restrições logísticas na chegada de cargas no corredor Norte, levando a (a) menores volumes (-8% A/A) e (b) maiores custos operacionais (margem EBITDA -6 p.p. A/A);
  • Operações no Paraguai, com EBITDA ajustado -23% A/A, impactado por (a) menores receitas, devido à apreciação do BRL vs. USD, e (b) maiores custos de navegação para compensar condições mais desafiadoras de calado;
  • Adicionalmente, a alavancagem aumentou para 2,7x (vs. 2,3x no 4T25), refletindo um EBITDA LTM mais fraco aliado a uma menor posição de caixa em moeda estrangeira;
  • Mantemos nossa recomendação de Compra;
  • Clique aqui para acessar o relatório completo.

Pague Menos (PGMN3): 1T sólido; crescimento saudável da receita, ainda que desacelerando, e expansão de margem 

  • A Pague Menos entregou resultados sólidos no 1T, com o crescimento da receita permanecendo em patamares de dois dígitos, ainda que desacelerando em função de comparáveis difíceis, e expansão de margem impulsionada por melhores condições comerciais e um mix de categorias mais favorável; 
  • Acreditamos que a desaceleração t/t já era esperada, em meio à disrupção de oferta de GLP 1 e à normalização da atividade promocional da Black Friday; 
  • No entanto, acreditamos que a dinâmica de capital de giro (WK) pode ser uma fonte de desconforto para alguns investidores, embora vejamos que a estabilização do novo CD da Paraíba e o maior giro de estoques devem ajudar a melhorar o ciclo; 
  • Entendemos que capital de giro e tendências de vendas de curto prazo devem ser mais explorados na teleconferência de resultados de amanhã; 
  • Em rentabilidade, SG&A deve enfrentar uma base de comparação mais normalizada nos próximos trimestres, uma vez que os reforços de pessoal foram concluídos no 2T25, o que pode abrir espaço para a diluição das despesas de vendas à frente. 
  • Clique aqui para acessar o relatório completo. 

Marcopolo (POMO4): Resultados neutros; volumes devem melhorar daqui em diante; revisão 1T26

  • A Marcopolo apresentou resultados neutros no 1T26, com EBITDA recorrente (excl. resultado de equivalência patrimonial) de R$236 milhões praticamente em linha com nossas estimativas e estável A/A;
  • As receitas de R$1,655 milhões ficaram -1% A/A (em linha com XPe) e -36% T/T, refletindo um (+) mix doméstico melhor (mais pesado), compensado por (-) exportações/volumes externos mais fracos (-16% e -34% A/A, respectivamente), particularmente no México;
  • E (-) a sazonalidade mais fraca de volumes no início do ano em base T/T – dito isso, as indicações do management apontam para melhora sequencial nos próximos trimestres;
  • Apoiada por programas ligados ao governo (ex: Ministério da Saúde no 2T26E, volumes antigos/novos do Caminho da Escola a partir do 2T26E/3T26E, respectivamente) e melhora da sazonalidade (particularmente no 2S26E);
  • Em lucratividade, a margem EBITDA recorrente (excl. resultado de equivalência patrimonial) permaneceu em 14,2%, estável A/A, com um mix melhor compensando menor produção (-11% A/A);
  • Com resultados amplamente em linha com nossas expectativas e perspectiva de resultados para o ano fiscal de 2026 inalterada para nós, reiteramos nossa recomendação de Compra para POMO4;
  • Clique aqui para acessar o relatório completo.

Mercado Livre (MELI34): Radar do E-commerce, mais uma ferramenta ao nosso arsenal 

  • Vemos a dinâmica do e-commerce brasileiro muito como um quebra-cabeça, no qual são necessárias várias peças diferentes para se ter uma noção do panorama mais amplo, dada a informação muito limitada disponível para acompanhá-lo; 
  • Assim, trazemos mais uma ferramenta ao nosso arsenal para monitorar o segmento: o Radar do E-commerce; 
  • Neste relatório, analisamos os dados fornecidos pela Retailfy, uma plataforma brasileira de conciliação financeira para sellers de marketplaces que agrega cerca de 2,5 mil sellers, com GMV mensal em torno de R$0,8-0,9 bilhão em 2026; 
  • Embora a amostra apresente limitações devido ao seu tamanho, acreditamos que ela deve ajudar a sinalizar potenciais tendências nas diferentes plataformas; 
  • No geral, os dados confirmam a forte aceleração de volumes do MELI após a mudança em sua política de frete grátis, enquanto a adição de sellers também segue robusta; 
  • Em termos de principais métricas operacionais, observamos take rates, ticket médio e taxas de cancelamento caminhando em direções opostas para MELI e Shopee. 
  • Clique aqui para acessar o relatório completo. 

JHSF (JHSF3): FBO da Embassair em Miami reforça o ecossistema de aviação executiva da JHSF

  • A JHSF anunciou a aquisição do FBO da Embassair no Aeroporto de Opa‑Locka (OPF), em Miami. Destacamos: (i) a aquisição do FBO da Embassair no OPF, ampliando a presença internacional da JHSF na aviação executiva e fortalecendo a integração com o Aeroporto Executivo São Paulo Catarina, em linha com a estratégia de receitas recorrentes;
  • (ii) potencial de upside decorrente de ganhos de participação de mercado no OPF, um mercado maior que Catarina, por meio da conversão de tráfego em serviços e hangaragem; (iii) upside adicional associado a uma maior participação de jatos pesados e menor participação de jatos leves no OPF; e (iv) a possível implementação do U.S. Customs and Border Protection (CBP), que pode aumentar a eficiência dos voos internacionais e a atratividade do ativo;
  • No geral, avaliamos a transação como estrategicamente positiva, com a criação de valor dependente da execução e da captura gradual de participação. Dessa forma, reiteramos nossa recomendação de compra;
  • Clique aqui para acessar o relatório completo.

Vittia (VITT3) | Prévia de resultados do 1T26: trimestre fraco

  • Esperamos que a Vittia entregue um trimestre fraco, sem catalisadores, impactado pela sazonalidade e por um ambiente ainda pressionado para os varejistas de insumos agrícolas. Projetamos receita líquida de BRL 130mi (-6% A/A), uma vez que os produtores seguem postergando compras para a safra de soja 2026/27;
  • Estimamos compressão da margem bruta em 60bps A/A, ainda pressionada pelo outlook de fertilizantes no T1, antes do conflito EUA–Irã, e pela sazonalidade. Como resultado, projetamos adj. EBITDA de cerca de BRL 2mi (-69% A/A) e prejuízo líquido de BRL 12mi;
  • Link: https://conteudos.xpi.com.br/acoes/relatorios/vittia-vitt3-previa-de-resultados-do-1t26-trimestre-fraco/

Principais notícias dos setores

Nestas publicações diárias, trazemos as principais notícias nacionais e internacionais dos setores: Financeiro, Varejo (e-commerce, supermercados, lojas de roupa, farmácias, etc.), Agro, Alimentos e Bebidas, Energia (óleo & gás e elétricas) e Saúde.

  • XP Daily: As principais notícias do setor Imobiliário
  • Incorporadoras: O que esperar da temporada de resultados do 1T26
    • No 1T26, esperamos resultados amplamente positivos para as incorporadoras brasileiras, com continuidade da dispersão entre segmentos e companhias. No segmento de baixa renda, a demanda resiliente, a boa velocidade de vendas e a conversão de backlog devem sustentar um forte crescimento de receita, embora as trajetórias de margem e lucro sigam heterogêneas. CURY e TEND devem se destacar pela boa rentabilidade, com a Tenda devendo apresentar o maior crescimento de lucro do grupo, enquanto a MRV deve reportar o resultado mais fraco entre os pares.
    • No segmento de média e alta renda, os resultados tendem a permanecer mais voláteis, refletindo o timing de reconhecimento de receitas e a diluição de custos. Moura Dubeux (MDNE) deve ser o principal destaque, com crescimento mais forte de resultados, enquanto a Cyrela deve entregar números mais equilibrados. As demais companhias devem reportar trimestres mais fracos, em função de menor aceleração de PoC;
    • Mantemos uma visão mais construtiva para os nomes de baixa renda, com CURY3 como nossa top pick;
    • Clique aqui para acessar o relatório completo.
  • Radar Energia XP: Notícias diárias do setor de energia
  • Market Dispatch – Abril de 2026
  • Volatilidade no CP / Estabilidade no LP; Todos os Olhos na Discussão de CVaR
    • Nesta edição do nosso Market Dispatch mensal, trazemos atualizações sobre os mapas climáticos para os próximos meses e recapitulamos o que foi um mês misto para os preços de energia (queda de 15% M/M para abril/26 e alta de 38% para maio/26);
    • Abril foi marcado por volatilidade de curto prazo nos preços e estabilidade relativa no longo prazo (em patamar elevado);
    • Após um março de realização de lucros, abril mostrou volatilidade no curto prazo e certa “aderência” no longo prazo, refletindo um cenário mais incerto no CP, com forças conflitantes associadas à (possível consolidação) de um evento de El Niño, que traz duas consequências claras;
    • i) mais chuva no Sul (pressão de baixa para preços de CP) e ii) possíveis ondas de calor e redução na geração de renováveis (pressão de alta em preços de médio/longo prazo);
    • Nesse contexto, rodamos novamente nossa análise de “mark-to-model”, que continua apontando algum downside nas nossas estimativas de EBITDA para AXIA no período 2026–2030 (ainda que esse downside tenha se reduzido na comparação M/M);
    • Também destacamos que: i) a modulação aumentou substancialmente ano contra ano (positivo para hidrelétricas e eólicas e negativo para solares) e ii) o relevante spread de R$ 103/MWh entre submercados observado no 1T25 reduziu de forma significativa no 1T26 (para R$ 20/MWh), e antecipamos impactos maiores ao longo do 2T26;
    • Clique aqui para acessar o relatório completo.

Renda fixa

De Olho na Renda Fixa: principais notícias de crédito privado, mercados e renda fixa


Alocação & Fundos

Principais notícias

  • Fundos Imobiliários (FIIs): confira as principais notícias
    • FIIs: confira o calendário de dividendos de maio de 2026 (Research XP);
    • Carteira Fundamentalista de Fundos Imobiliários – Maio de 2026 (Research XP);
    • CACR11 despenca; IFIX recua aos 3,9 mil pontos e fecha segunda-feira em queda (FIIs);
    • Clique aqui para acessar o relatório.
  • Selic em 14,50% ao ano: O que muda para o mercado de FIIs?
    • Na reunião desta quarta‑feira (29/04), o Copom reduziu a taxa Selic em 0,25 p.p., levando‑a a 14,5% ao ano, movimento em linha com as projeções da nossa equipe econômica e com a expectativa predominante do mercado;
    • Nesse contexto, a nossa equipe econômica projeta a continuidade do ciclo de cortes, com a expectativa de dois ajustes adicionais de 0,5 p.p. nas próximas reuniões, o que levaria a taxa Selic a 13,5% ao ano, seguidos de uma pausa para avaliação na segunda metade de 2026;
    • Em geral, as expectativas para a trajetória da taxa de juros no Brasil exercem influência relevante sobre o desempenho dos fundos imobiliários. Projeções de juros em patamares mais elevados tendem a impactar negativamente a performance dos FIIs, enquanto a sinalização de queda das taxas, por meio do fechamento da curva de juros futura, costuma atuar como vetor positivo;
    • Clique aqui para acessar o relatório completo.
  • Carteira Recomendada XP FIIs – Fundamentalista – Maio/26
  • ETFs: confira as principais notícias dos índices e movimentos setoriais
    • ETF começa a engrenar e tem captação líquida de R$ 13 bi no ano, puxada por renda fixa: ETFs no Brasil registraram captação líquida de cerca de R$ 13 bilhões em 2025, impulsionados principalmente por ETFs de renda fixa, sinalizando maior maturidade do mercado local, apesar de o segmento ainda representar uma fatia pequena da indústria total de fundos. (Valor Investe);
    • Emerging-Market Stocks Rise to Record High on Tech Boost, Currencies Gain: Emerging-market equities climbed to a record driven by gains in technology stocks linked to the AI theme, while major EM equity ETFs such as VWO and IEMG initially rose but later reversed gains as renewed Middle East tensions pressured currencies and increased volatility across emerging assets. (Bloomberg);
    • U.S. equity fund inflows ease to a six-week low: U.S. equity fund inflows ebbed to a six-week low in the week through April 29 as ​investors concerned over a surge in crude oil ‌prices exercised caution ahead of a monetary policy decision by the Federal Reserve. (Reuters);
    • Bitcoin supera os US$ 80 mil, mas reduz ganho com guerra no Irã: O bitcoin chegou a ultrapassar os US$ 80 mil impulsionado principalmente por fortes entradas em ETFs de bitcoin à vista nos EUA, mas perdeu fôlego diante da piora do cenário geopolítico no Oriente Médio. (Valor Econômico).
    • Acesse o relatório completo aqui
  • Carteiras de Alocação PF: Mai/2026
    • Atualizamos as perspectivas por classe de ativo e apresentamos as carteiras de alocação para pessoa física para o mês de maio/2026;
    • Neste mês, mantivemos a alocação das carteiras sem alterações, reforçando que em um ambiente ainda marcado por elevada volatilidade e movimentos rápidos de reprecificação, o custo de errar o timing permanece elevado; 
    • Em um ambiente ainda volátil, as carteiras seguem priorizando diversificação, qualidade e carrego, com maior ênfase em seletividade diante dos riscos geopolíticos e da dinâmica de inflação e juros;
    • Acesse aqui o conteúdo completo.
  • Carteiras de Alocação PJ: Mai/2026
    • Atualizamos as perspectivas por classe de ativo e apresentamos as carteiras de alocação para pessoa jurídica para o mês de maio/2026;
    • Neste mês, mantivemos a alocação das carteiras sem alterações, reforçando que em um ambiente ainda marcado por elevada volatilidade e movimentos rápidos de reprecificação, o custo de errar o timing permanece elevado; 
    • Em um ambiente ainda volátil, as carteiras seguem priorizando diversificação, qualidade e carrego, com maior ênfase em seletividade diante dos riscos geopolíticos e da dinâmica de inflação e juros;
    • Acesse aqui o conteúdo completo.

ESG

Conselho de Minerais Críticos terá poder de vetar fusões e aquisições no setor mineral, diz deputado Arnaldo Jardim | Café com ESG, 05/05

  • O mercado encerrou o pregão de segunda-feira em queda, com o IBOV e o ISE recuando 0,92% e 0,56%, respectivamente;
  • No Brasil, (i) o etanol de milho superou uma etapa regulatória relevante na Organização Marítima Internacional (IMO, na sigla em inglês), dando ao país vantagem sobre os Estados Unidos e outros concorrentes na corrida para fornecer biocombustíveis ao transporte oceânico – o chamado etanol de milho de safrinha é o primeiro biocombustível compatível com transporte marítimo a ter sua pegada de carbono definida e aprovada pela IMO; e (ii) o deputado federal Arnaldo Jardim, relator do projeto que institui a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos, afirmou que o Conselho de Minerais Críticos e Estratégicos (CMCE) terá o poder para vetar fusões e aquisições no setor mineral, com base em critérios definidos em lei – segundo ele, as decisões deverão considerar aspectos como soberania nacional e interesse público, com análise caso a caso;
  • No internacional, a Meta fechou um contrato de compra de energia de longo prazo com a EDP para o projeto solar Cypress Knee, localizado em Arkansas, nos EUA – segundo a Meta, o projeto, com conclusão prevista para 2028, colabora com o objetivo da empresa de atingir um consumo de 100% de energia limpa;
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Carteira ESG XP: Sem alteração no nosso portfólio para maio de 2026

  • Com o objetivo de ajudar os investidores no processo de alocação de recursos, lançamos em set/21 nossa carteira ESG, combinando 10 nomes que gostamos sob uma perspectiva fundamentalista e que possuem altos padrões ESG;
  • Para maio, não estamos fazendo nenhuma alteração na nossa Carteira ESG XP, mantendo as mesmas 10 ações;
  • Clique aqui para acessar o relatório completo.

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