Bom dia! Neste relatório diário publicado todas as manhãs pelo time ESG do Research da XP, buscamos trazer as últimas notícias para que você comece o dia bem informado e fique por dentro do tema ESG – do termo em inglês Environmental, Social and Governance ou, em português, ASG – Ambiental, Social e Governança.
Quais tópicos abordamos ao longo do conteúdo? (i) Notícias no Brasil e no mundo acerca do tema ESG; (ii) Performance histórica dos principais índices ESG em diferentes países; (iii) Comparativo da performance do Ibovespa vs. ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial, da B3); e (iv) Lista com os últimos relatórios publicados pelo Research ESG da XP.
Principais tópicos do dia
• O mercado encerrou o pregão de segunda-feira em queda, com o IBOV e o ISE recuando 0,92% e 0,56%, respectivamente.
• No Brasil, (i) o etanol de milho superou uma etapa regulatória relevante na Organização Marítima Internacional (IMO, na sigla em inglês), dando ao país vantagem sobre os Estados Unidos e outros concorrentes na corrida para fornecer biocombustíveis ao transporte oceânico – o chamado etanol de milho de safrinha é o primeiro biocombustível compatível com transporte marítimo a ter sua pegada de carbono definida e aprovada pela IMO; e (ii) o deputado federal Arnaldo Jardim, relator do projeto que institui a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos, afirmou que o Conselho de Minerais Críticos e Estratégicos (CMCE) terá o poder para vetar fusões e aquisições no setor mineral, com base em critérios definidos em lei – segundo ele, as decisões deverão considerar aspectos como soberania nacional e interesse público, com análise caso a caso.
• No internacional, a Meta fechou um contrato de compra de energia de longo prazo com a EDP para o projeto solar Cypress Knee, localizado em Arkansas, nos EUA – segundo a Meta, o projeto, com conclusão prevista para 2028, colabora com o objetivo da empresa de atingir um consumo de 100% de energia limpa.
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Brasil
Empresas
Etanol de milho do Brasil avança em regulamentação internacional para uso marítimo
“O etanol de milho do Brasil superou uma etapa regulatória relevante na Organização Marítima Internacional (IMO, na sigla em inglês), dando ao país vantagem sobre os Estados Unidos e outros concorrentes na corrida para fornecer biocombustíveis ao transporte oceânico. O chamado etanol de milho de safrinha é o primeiro biocombustível compatível com transporte marítimo a ter sua pegada de carbono definida e aprovada pela IMO, segundo Flavio Mathuiy, capitão de mar e guerra que representa o Brasil no órgão regulador global do setor. A IMO, com sede em Londres, não respondeu imediatamente a um pedido de comentário durante um feriado no Reino Unido. A decisão remove um obstáculo importante para o biocombustível brasileiro antes da entrada em vigor de um marco global da IMO para reduzir emissões de gases de efeito estufa no transporte marítimo, o que pode impulsionar produtores de milho e traders de etanol no país. O marco de emissões zero da IMO foi aprovado em abril de 2025, mas sua adoção formal foi adiada para dezembro de 2026 após pressão dos EUA. As regras devem abrir caminho para o fim do petróleo como principal combustível do transporte marítimo e viabilizar alternativas mais limpas. O setor de transporte marítimo responde por 2% a 3% das emissões globais de gases de efeito estufa, segundo estudo da IMO de 2020. Se fosse um país, seria o sexto maior emissor do mundo, entre Japão e Alemanha, de acordo com o Banco Mundial.”
Fonte: Bloomberg; 04/05/2026
Natura nomeia novo presidente do conselho de administração
“O conselho de administração da Natura nomeou Alessandro Carlucci como seu novo presidente, em reunião realizada na última quinta-feira (30). Ele substitui Fábio Barbosa, que presidia o colegiado desde 2025 e foi diretor-presidente da então Natura&Co, entre 2022 e 2025. Barbosa vai migrar para o recém-criado conselho consultivo da Natura, se juntando aos fundadores da companhia no novo órgão que terá como objetivo preservar os valores e a cultura da companhia. A ata da reunião do colegiado, divulgada nesta segunda-feira (4), também mostra que foram formados novos comitês, refletindo as mudanças na composição do conselho que foram aprovadas pelos acionistas na assembleia da última quarta-feira (29).”
Fonte: Valor Econômico; 04/05/2026
Energia solar supera R$ 300 bilhões em investimentos no Brasil
“Os investimentos acumulados em energia solar no Brasil ultrapassaram a marca de R$ 300 bilhões, considerando tanto grandes usinas quanto sistemas de geração própria. Os dados são da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar). Apesar do avanço histórico, o setor enfrenta um cenário recente de desaceleração, com queda no ritmo de novos projetos ao longo do último ano. Entre os principais fatores para a desaceleração estão cortes na geração de usinas renováveis que produzem energia excedente, sem compensação financeira aos empreendedores, e dificuldades de conexão para pequenos sistemas, relacionadas à capacidade das redes elétricas. O crescimento ocorre mesmo diante de uma retração significativa em 2025. Segundo o levantamento, a potência adicionada à matriz energética caiu 25,6%, passando de 15,6 GW em 2024 para 11,6 GW no ano seguinte. A presença da energia solar se espalha por todo o território nacional, com usinas de grande porte em diversas regiões e sistemas de geração distribuída instalados em mais de 5 mil municípios. Os maiores estados em geração centralizada (grandes usinas solares) são: Minas Gerais (8,6 GW), Bahia (2,9 GW) e Piauí (2,4 GW). Já os principais em geração distribuída (pequenas usinas e telhados) são: São Paulo (6,5 GW), Minas Gerais (5,8 GW) e Paraná (4,2 GW). Na avaliação da Absolar, os entraves recentes limitaram o potencial de crescimento do setor, resultando em fechamento de empresas, cancelamento de investimentos e redução de empregos.”
Fonte: NovaCana; 04/05/2026
Política
Conselho poderá vetar fusões com base em soberania, diz Jardim sobre Minerais Críticos
“O deputado federal Arnaldo Jardim (Cidadania/SP), relator do projeto que institui a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos, afirmou que o Conselho de Minerais Críticos e Estratégicos (CMCE) terá o poder para vetar fusões e aquisições no setor mineral, com base em critérios definidos em lei. Segundo ele, as decisões deverão considerar aspectos como soberania nacional e interesse público, com análise caso a caso. “O conselho vai graduar isso e vai analisar caso a caso. Alguns poderão se chocar em relação a isso, mas eu sou uma pessoa com visão liberal de mercado”, disse durante apresentação do texto na Câmara dos Deputados. O relator afirmou que mecanismos semelhantes já existem em outros países. “Nos Estados Unidos, há órgãos que podem vetar fusão entre empresas no setor. Não criei nada. Lá já tem. Assim como no Canadá e no Chile”, disse, ao destacar que observou experiências internacionais na elaboração da proposta. Jardim também disse que projetos já em andamento não serão afetados pelas novas regras. Segundo ele, o texto respeita o preceito jurídico que resguarda situações já constituídas e busca garantir segurança aos investimentos em curso. “Vamos zelar por isso.””
Fonte: Eixos; 04/05/2026
Internacional
Empresas
Preços de painéis solares sobem após China restringir concorrência entre fabricantes
“Os esforços da China para conter uma guerra de preços brutal entre seus dominantes fabricantes de painéis solares começaram a elevar os preços, levantando a perspectiva do fim da era de células cada vez mais baratas que sustentou a forte expansão dessa tecnologia. Segundo dados da BloombergNEF, InfoLink e Bloomberg BGN, os preços dos módulos subiram de forma constante de US$ 0,09 por watt no fim de dezembro para US$ 0,114 por watt em 15 de abril. Esse aumento reflete tanto a alta da prata, componente-chave dos painéis solares, quanto as medidas da China para frear a concorrência acirrada de preços que levou alguns dos maiores produtores do país a registrarem perdas bilionárias. “Chegamos ao fundo do poço”, disse Yana Hryshko, chefe de pesquisa de cadeia de suprimentos solar na consultoria Wood Mackenzie, que prevê que os preços possam subir ainda mais, para US$ 0,15–0,16 por watt neste ano. “Tudo o que era possível fazer para reduzir custos de fabricação já foi feito. Agora, os fabricantes precisam ganhar dinheiro.” Embora tenham ocorrido alguns picos pontuais, os preços dos painéis solares caíram rapidamente de cerca de US$ 2 por watt em 2010, puxados por fabricantes chineses que hoje respondem por mais de 80% da produção global.”
Fonte: Financial Times; 05/05/2026
Meta assina acordo com EDP para compra de energia solar nos EUA
“A Meta fechou um contrato de compra de energia de longo prazo (PPA) com a EDP, por meio da EDP Renewables North America, para o projeto solar Cypress Knee, localizado em Arkansas, nos Estados Unidos. O projeto terá capacidade instalada de 250 megawatts (MW) e conclusão prevista para 2028. Este é o terceiro acordo entre as duas empresas nos EUA. Com o novo contrato, a capacidade total de energia contratada entre as duas companhias chega a 545 MW. “A nossa parceria com a Meta demonstra como as colaborações de longo prazo são fundamentais para acelerar a transição energética à escala global”, disse o CEO da EDP, Miguel Stilwell d’Andrade, em nota. Já a Meta afirma que o acordo colabora com o objetivo de chegar a um consumo de 100% de energia limpa e renovável.”
Fonte: Eixos; 04/05/2026
Shell faz lobby na UE sobre quão “verde” seu hidrogênio verde precisa ser
“A Shell está pressionando para enfraquecer regras planejadas para a produção de hidrogênio verde na Europa, lançando seu peso sobre uma área cada vez mais contestada da política de energia e clima: o que pode ou não ser considerado “verde”. A empresa de energia quer que o bloco adie as regras previstas para entrar em vigor em 2030, segundo as quais a produção precisaria corresponder aos momentos exatos em que a energia eólica e solar utilizada é gerada. A Shell argumenta que isso elevaria os custos e defende, em vez disso, um sistema que reconheça o investimento em energia renovável mesmo que ela seja gerada em outro momento no tempo. “Se formos mais pragmáticos, em vez de buscarmos a perfeição — isso vai ajudar a indústria”, disse Andy Beard, presidente de hidrogênio da Shell, que se prepara para inaugurar neste ano uma grande nova planta de hidrogênio verde em Roterdã.A posição da companhia faz parte de um debate mais amplo sobre padrões de “verde”, que se desenrola em diversos setores, incluindo indústria e tecnologia. O hidrogênio verde é produzido a partir da separação do hidrogênio da água por eletrólise, processo alimentado por energia eólica e solar, e é um potencial substituto para o hidrogênio feito a partir de combustíveis fósseis. Seu desenvolvimento, porém, tem sido limitado pelos altos custos, tornando-o economicamente inviável até que consiga ganhar escala. Pelas regras atuais da União Europeia, os produtores podem certificar seu hidrogênio como “verde” desde que comprem, ao longo do mês, eletricidade renovável suficiente para igualar o consumo do eletrólisador — mesmo que, em determinados momentos, o equipamento esteja sendo alimentado por energia proveniente de combustíveis fósseis.”
Fonte: Financial Times; 05/05/2026
Política
Emissões de metano de combustíveis fósseis permanecem em níveis elevados, diz IEA
“As emissões de metano – um gás de efeito estufa – procedentes de combustíveis fósseis permanecem “em níveis muito elevados”, alertou nesta segunda-feira, 4, a Agência Internacional de Energia (IEA). Em 2025, a produção recorde do setor dos combustíveis fósseis (petróleo, carvão, gás) foi responsável por 35% das emissões de metano procedentes da atividade humana, ou seja, 124 milhões de toneladas, segundo os cálculos da IEA. A agência apresentou o relatório anual Global Methane Tracker nesta segunda-feira, antes de uma reunião internacional em Paris, organizada no âmbito da presidência francesa do G7. Com um leve aumento na comparação com 2024 (121 mi t), as emissões “permanecem em níveis muito elevados”, próximos do recorde de 2019, dominadas pelo setor petrolífero (45 mi t), à frente do carvão (43 mi t) e do gás (36 mi t). “Não há sinal de que as emissões mundiais de metano relacionadas ao setor de energia tenham diminuído”, destaca a IEA. O metano, inodoro e invisível, é o principal componente do gás natural e procede geralmente de gasodutos, do gado e de aterros sanitários. Quase 580 milhões de toneladas de metano são emitidas a cada ano no planeta, 60% delas procedentes de atividade humana, em particular agricultura e energia. Com um potencial de aquecimento muito maior do que o do CO2, o metano é responsável por quase 30% do aumento da temperatura média mundial desde a revolução industrial. Mas, devido ao ciclo de vida mais curto, reduzir as emissões de metano representaria “benefícios climáticos significativos a curto prazo”, ressaltou a IEA.”
Fonte: NovaCana; 04/05/2026
Gastos da Comissão Europeia com consultores de energia sobem 400% em uma década
“Os gastos da Comissão Europeia com consultores para trabalhar em política de energia e clima aumentaram mais de 400% desde 2014, à medida que o órgão recorre a reforço externo de pessoal para tocar uma agenda altamente burocrática. A dependência de consultorias, porém, tem gerado críticas sobre potenciais conflitos de interesse, já que as firmas de consultoria atuam simultaneamente na formulação de políticas para o braço executivo da UE e no lobby para a indústria sobre os mesmos temas. No total, os gastos com assessoria externa em todas as áreas de política pública aumentaram 173%, chegando a € 1,45 bilhão entre 2014 e 2024, de acordo com os dados mais recentes da Comissão, analisados pela ONG climática Aria e pelo FT. Na área de clima e energia, em que a UE ampliou fortemente sua produção legislativa sob a lei climática do Green Deal de 2019, os gastos com consultorias cresceram 433%, alcançando € 127 milhões no mesmo período. O Green Deal é visto como a agenda de legado da atual presidente da Comissão, Ursula von der Leyen, e compromete o bloco a reduzir as emissões de gases de efeito estufa a zero líquido até 2050.”
Fonte: Financial Times; 05/05/2026
Austrália e Japão ampliam parceria em energia e minerais críticos
“Austrália e Japão concordaram nesta segunda-feira (4) em aprofundar a cooperação nas áreas de energia e minerais críticos durante encontro entre a primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, e o premiê australiano, Anthony Albanese, em Sydney, durante visita oficial de três dias da líder japonesa ao país. Após assinarem no mês passado um acordo histórico de defesa, os dois governos decidiram ampliar a colaboração para fortalecer as cadeias de suprimentos de energia, alimentos e minerais estratégicos. “A Austrália e o Japão estão tomando medidas para proteger suas economias de futuros choques e incertezas globais”, afirmou Albanese em comunicado. “Ao trabalharmos juntos, construiremos cadeias de suprimentos mais seguras e resilientes, beneficiando empresas e consumidores australianos e japoneses agora e no futuro”, acrescentou. A Austrália responde por cerca de um terço do fornecimento de energia do Japão e é o principal fornecedor de gás natural liquefeito (GNL) para o país asiático. As duas nações vêm tentando reforçar a segurança energética em meio às tensões no Oriente Médio, que têm afetado o comércio global. Empresas japonesas também acompanham de perto os desdobramentos da indústria australiana de GNL, diante de riscos de greves em grandes instalações de gás e da pressão política por aumento de impostos sobre exportações.”
Fonte: Valor Econômico; 04/05/2026
Índices ESG e suas performances


(1) O Índice ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3) tem como objetivo ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de empresas com reconhecido comprometimento com o desenvolvimento sustentável, práticas e alinhamento estratégico com a sustentabilidade empresarial.
(2) O Índice S&P/B3 Brasil ESG mede a performance de títulos que cumprem critérios de sustentabilidade e é ponderado pelas pontuações ESG da S&P DJI. Ele exclui ações com base na sua participação em certas atividades comerciais, no seu desempenho em comparação com o Pacto Global da ONU e também cias sem pontuação ESG da S&P DJI.
(3) O ICO2 tem como propósito ser um instrumento indutor das discussões sobre mudança do clima no Brasil. A adesão das companhias ao ICO2 demonstra o comprometimento com a transparência de suas emissões e antecipa a visão de como estão se preparando para uma economia de baixo carbono.
(4) O objetivo do IGCT é ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de emissão de empresas integrantes do IGC que atendam aos critérios adicionais descritos nesta metodologia.
(5) A série de índices FTSE4Good foi projetada para medir o desempenho de empresas que demonstram fortes práticas ambientais, sociais e de governança (ESG)..
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