IBOVESPA -0,73% | 173.787 Pontos
CÂMBIO +0,10% | 5,05/USD
O que pode impactar o mercado hoje
Ibovespa
O Ibovespa encerrou a semana passada em queda de 1,4% em reais e de 2,0% em dólares, por conta da leve apreciação do real, aos 173.787 pontos.
Mais uma vez, o destaque positivo da semana foi Usiminas (USIM5, +7,1%) após a companhia sinalizar que pretende retomar o pagamento de dividendos ainda este ano.
Por outro lado, Braskem (BRKM5, -12,6%), assim como outras companhias ligadas ao setor de Óleo e Gás, foi o destaque negativo da semana após continuidade da queda no preço do petróleo. Confira o resumo semanal da Bolsa.
Renda Fixa
No comparativo semanal, os juros futuros recuaram em meio ao ambiente externo mais benigno, marcado pela queda relevante do petróleo (~10% na semana) e pelo alívio nas taxas das Treasuries, em um contexto de menor pressão inflacionária implícita e possibilidade de acordo entre Estados Unidos e Irã, o que contribuiu para reduzir prêmios nas curvas, especialmente nas pontas mais longas. Nos EUA, a T-note de 2 anos encerrou em 3,99% (-13 bps vs. semana anterior), a T-note de 10 anos em 4,44% (-16 bps) e o T-bond de 30 anos em 4,98% (-9 bps). No Brasil, o DI jan/27 encerrou em 14,09% (-3 bps), o DI jan/29 em 13,86% (-3 bps) e o DI jan/31 em 13,89% (-12 bps). A curva de NTN-B apresentou fechamento, com a B29 em 7,95% (vs. 7,99%), a B35 em 7,72% (vs. 7,82%) e a B50 em 7,27% (vs. 7,38%).
Mercados globais
Nesta segunda-feira, os futuros nos EUA operam em alta (S&P 500: +0,3%; Nasdaq 100: +0,3%), sustentados pela continuidade do otimismo em torno de tecnologia e inteligência artificial. No campo geopolítico, a extensão do cessar-fogo entre EUA e Irã continua sendo monitorada, embora o mercado pareça cada vez mais confortável com a hipótese de uma solução negociada. A atenção da semana se volta para o payroll de sexta-feira.
Na Europa, as bolsas europeias operam levemente negativas (Stoxx 600: -0,1%). Apesar das negociações entre Washington e Teerã continuarem, a escalada militar entre Israel e Líbano voltou a elevar preocupações sobre estabilidade regional e oferta de energia. Em contrapartida, o setor de tecnologia europeu se destaca positivamente após a SoftBank Group anunciar investimentos de EUR 45 bilhões em infraestrutura de IA na França ao longo dos próximos cinco anos.
Na China, os mercados fecharam mistos (HSI +0,9%; CSI 300 -1,0%). O principal destaque regional foi novamente a Coreia do Sul, onde o Kospi avançou 3,7% e renovou máximas históricas. As ações da Samsung Electronics dispararam mais de 10%, atingindo recorde histórico e impulsionando o índice local. No Japão, o Nikkei avançou 0,9%, aproximando-se novamente dos recordes recentes. Veja os top 5 temas da semana.
IFIX
O Índice de Fundos Imobiliários (IFIX) registrou alta de 0,58% no acumulado da semana, com desempenho positivo liderado pelos Fundos de Recebíveis (+0,73%) e pelos Fundos de Tijolo (+0,48%). O resultado, contudo, não foi suficiente para evitar o fechamento de maio no campo negativo: o índice acumulou queda de 1,33% no mês, em um período marcado pelo aumento da aversão ao risco, impulsionado pelas incertezas do conflito no Oriente Médio, pela dinâmica inflacionária global e pelas dúvidas associadas ao cenário eleitoral brasileiro. O IPCA-15 de maio subiu 0,62%, acima das expectativas, elevando a inflação acumulada em 12 meses para 4,64%.
A performance mensal negativa foi puxada pelos fundos mais sensíveis às taxas de juros futuras, com destaque para FOFs e fundos Multiestratégia, que registraram queda média de 1,04% no mês em função de seu maior beta, passando a negociar com descontos mais atrativos e prêmios de risco acima da média histórica. Os Fundos de Tijolo recuaram 2,07% no mês, pressionados principalmente por Lajes Corporativas (-3,48%) e Shoppings (-2,63%).
No segmento de shoppings, projetamos resultados operacionais mais moderados no curto prazo, em linha com a desaceleração esperada do varejo, embora os ativos de maior qualidade devam sustentar baixa vacância e geração de valor via reciclagem de portfólio. Os aluguéis mínimos devem ser beneficiados por reajustes atrelados aos IGPs, que voltaram a apresentar dinâmica mais favorável. O segmento logístico (-0,94%) apresentou queda mais contida, refletindo um momento operacional favorável, com vacância em mínimas históricas e reajustes de aluguel em diversos casos acima da inflação, apesar do prêmio de risco mais comprimido.
Os Fundos de Recebíveis (-0,57%) registraram o desempenho mais resiliente do mês, beneficiados pelo perfil defensivo e menor sensibilidade à curva de juros. Os fundos indexados ao IPCA+ devem capturar níveis mais elevados de inflação em seus rendimentos nos próximos meses. Mantemos preferência por fundos de perfil de risco baixo a intermediário, uma vez que os veículos high yield não apresentam, neste momento, assimetria de retorno favorável diante do cenário ainda desafiador para suas operações.
Entre os destaques positivos da semana, sobressaíram HSML11 (+2,6%), RECR11 (+2,0%) e RZTR11 (+1,8%). No campo negativo, as maiores quedas foram registradas por CACR11 (-6,3%), URPR11 (-2,2%) e KIVO11 (-1,6%).
Economia
Novos ataques entre Estados Unidos e Irã no fim de semana voltaram a tensionar a região, mas não romperam o cessar-fogo. Trump analisa um memorando que reabriria o Estreito de Ormuz. O preço do petróleo Brent sobe para cerca de 95 dólares por barril nesta manhã. Na Colômbia, o candidato de direita Abelardo de la Espriella venceu o primeiro turno da eleição presidencial com 43,7% dos votos e enfrentará o esquerdista Iván Cepeda (40,9%) no segundo turno, marcado para 21 de junho.
A economia brasileira acelerou no início de 2026. O PIB cresceu 1,1% no 1º trimestre ante o trimestre anterior, o melhor resultado em quatro trimestres e em linha com a nossa projeção. A composição teve viés conservador para a política monetária. Mantivemos a previsão de alta de 2,0% para o PIB de 2026, com balanço de riscos assimétrico para cima. Em paralelo, cresce a expectativa de que os Estados Unidos anunciem novas tarifas contra produtos brasileiros ainda nesta semana, no âmbito da investigação da Seção 301.
Na agenda, o destaque internacional é a bateria de dados do mercado de trabalho nos Estados Unidos, com o relatório de empregos (Payroll) na sexta-feira; na Zona do Euro, sai a inflação ao consumidor de maio. No Brasil, em semana de feriado, atenções para a produção industrial de abril e a balança comercial de maio.
Veja todos os detalhes
Economia
Economia brasileira acelera no primeiro trimestre
- Os Estados Unidos bombardearam radares e centros de controle de drones no Irã no fim de semana — resposta, segundo a Associated Press, à derrubada de um drone americano —, e Teerã revidou, enquanto o Kuwait informou ter interceptado drones e mísseis. Os confrontos tensionaram a região, mas não romperam a trégua: Trump analisa um memorando que estenderia o cessar-fogo e reabriria o Estreito de Ormuz. Os impasses, contudo, persistem dos dois lados — o presidente americano pressiona por compromissos mais rígidos quanto ao programa nuclear iraniano, enquanto o negociador-chefe de Teerã afirmou no domingo que não aceitará um acordo que não preserve os direitos do país. Neste contexto, o Brent sobe para cerca de US$ 94 por barril nesta manhã — ainda bem acima dos níveis pré-guerra, já que a normalização de Ormuz deve levar meses;
- Na Colômbia, o candidato de direita Abelardo de la Espriella venceu o primeiro turno da eleição presidencial, realizado no domingo, com 43,7% dos votos, superando o candidato de esquerda Iván Cepeda (alinhado ao presidente Gustavo Petro), que ficou com 40,9%. O segundo turno está marcado para 21 de junho. De la Espriella, advogado e empresário sem mandato prévio, defende uma agenda pró-mercado, com política de segurança linha-dura, redução do tamanho do Estado, desregulamentação, corte de impostos e retomada dos setores de petróleo e mineração. Por sua vez, Cepeda propõe a continuidade da agenda de Petro, com mais gasto social, maior intervenção do Estado e reformas em previdência, saúde e energia, financiados por uma reforma tributária que amplia a base de arrecadação e taxa grandes fortunas;
- Na China, o PMI industrial oficial (NBS) recuou de 50,3 para 50,0 em maio, exatamente na linha que separa expansão de contração, com o subíndice de novos pedidos abaixo de 50 (49,9), sinalizando demanda ainda fraca. Em contrapartida, o PMI não industrial subiu de 49,4 para 50,1, acima do esperado. Os dados reforçam o quadro de atividade próxima da estagnação e sustentam a expectativa de novos estímulos por parte de Pequim;
- No Brasil, o PIB cresceu 1,1% no 1º trimestre de 2026 ante o trimestre anterior, em linha com nossa projeção. É o resultado mais forte em quatro trimestres. Avaliamos que a composição setorial teve viés conservador para a política monetária, uma vez que os setores mais sensíveis ao ciclo econômico ganharam tração e a absorção doméstica surpreendeu positivamente. Pela ótica da demanda, a absorção doméstica teve forte recuperação (1,3%), com altas no consumo das famílias (1,0%), na formação bruta de capital fixo (3,5%) e no consumo do governo (0,4%); o setor externo contribuiu negativamente na margem, com as importações (4,4%) crescendo bem acima das exportações (-1,7%), refletindo a força da renda doméstica. A atividade deve permanecer resiliente em 2026, sustentada pelos impulsos de renda e crédito — que, segundo nossas estimativas, podem adicionar até 1,5 p.p. ao crescimento neste ano. Assim, mantivemos a projeção de alta de 2,0% para o PIB de 2026, com balanço de riscos assimétrico para cima. Para mais informações, clique aqui;
- Paralelamente, cresce a expectativa de que os Estados Unidos anunciem ainda nesta semana novas tarifas no âmbito da investigação comercial sob a Seção 301, aberta no ano passado. Segundo a Folha, o USTR deve publicar as conclusões preliminares já nos primeiros dias de junho — cerca de um mês antes do prazo final do processo, em 15 de julho —, com a expectativa de que recomendem sobretaxar produtos brasileiros. Fontes do setor empresarial ouvidas pelo Estadão afirmam que a lista de produtos estaria sendo definida no fim de semana e que a decisão é de natureza política, não econômica, dado que os EUA mantêm superávit comercial com o Brasil. A investigação questiona práticas como o Pix, tarifas sobre o etanol, comércio digital, propriedade intelectual e políticas ambientais. Diferentemente do “tarifaço” do ano passado, barrado na Justiça americana, a Seção 301 tem respaldo jurídico mais consolidado;
- No cenário internacional, o protagonismo ficará para a bateria de indicadores do mercado de trabalho nos Estados Unidos, com destaque ao relatório Payroll na 6ª-feira. Na Zona do Euro, será conhecido o índice de preços ao consumidor (CPI) de maio, após dado de inflação mais brando divulgado na Alemanha. Além disso, serão publicados os PMIs das principais economias globais – PMIs são sondagens empresariais que buscam medir o pulso da atividade econômica. No Brasil, em semana de feriado, poucos indicadores no radar: o IBGE divulgará a produção industrial de abril, para a qual esperamos crescimento moderado, e o MDIC publicará a balança comercial de maio, que deve mostrar superávit robusto.
Empresas
GPS anuncia aquisição do Grupo SEI; positivo
- A GPS anunciou a aquisição de 55% do Grupo SEI (~R$220mn de receita LTM), sua primeira transação de M&A do ano, atuando nos segmentos de segurança e facilities.
- Vemos a operação de forma positiva, pois:
- confirma que o pipeline segue ativo e endereça parcialmente o ritmo mais lento de M&A no ano — uma das principais preocupações dos investidores; e
- a empresa adquirida se encaixa no perfil típico de transações da GPS, tanto em tamanho quanto em segmentos, reduzindo riscos de execução, especialmente em um momento em que a companhia ainda integra a GRSA.
- Embora a cadência de M&A deva continuar sendo um tema no curto prazo, entendemos que o ritmo mais moderado é justificado pelo cenário macro e político, que favorece uma abordagem mais seletiva de alocação de capital.
- Reiteramos nossa recomendação de Compra.
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Renda fixa
De Olho na Renda Fixa: principais notícias de crédito privado, mercados e renda fixa
- Sabesp conclui aquisição de participação na concessionária Castilho por R$ 30,7 milhões (Valor Econômico);
- Fim das concessões para operadoras de telefonia destrava investimentos bilionários em infraestrutura (Valor Econômico);
- Petrobras assina contrato para construção de navios-plataforma para atuar em Sergipe (Valor Econômico);
- Votorantim compra direitos minerários da João Santos por R$ 250 milhões (Pipeline Valor).
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Estratégia
Raio-XP – Após correção, está na hora de comprar Bolsa brasileira
- Em maio, os mercados globais seguiram em alta, renovando máximas, impulsionados pelo forte momentum do trade de IA e por uma temporada de resultados muito forte nos EUA;
- O MSCI ACWI subiu 4,4%, enquanto mercados beneficiados pelo otimismo com IA, como Coreia do Sul (+26%) e Taiwan (+16%), tiveram desempenho ainda mais positivo;
- O Brasil, por sua vez, continuou perdendo fôlego e se descolou dos emergentes, com o Ibovespa caindo mais 9% no mês. Exploramos três desafios para a Bolsa brasileira: 1) fluxos de estrangeiros, com 24 de 26 pregões registrando saídas; 2) juros e inflação, com a taxa terminal de juros sendo reprecificada para níveis mais altos; e 3) política, com a volatilidade em torno das eleições;
- Por outro lado, vemos dois pontos positivos: 1) Técnico e valuation: nosso indicador proprietário de sentimento de mercado voltou para “pessimismo extremo”, o que é um sinal de compra; 2) a possível conclusão do conflito no Oriente Médio;
- Também atualizamos as Carteiras Recomendadas XP;
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Alocação & Fundos
Principais notícias
- Fundos Imobiliários (FIIs): confira as principais notícias
- FIIs na Semana | IFIX encerra maio no campo negativo (Research XP);
- HGLG11 conclui 11ª emissão com captação de R$ 532,6 milhões – (FIIs);
- FIIs superam R$ 800 mi em negócios em semana movimentada (FIIs);
- Clique aqui para acessar o relatório.
ESG
CVM recua e torna voluntário o reporte alinhado ao IFRS S1 e S2 | Café com ESG, 01/06
- O mercado encerrou a semana passada em queda, com o Ibovespa caindo 7,22% e o ISE, 2,7%. O pregão de sexta-feira também fechou em território negativo, com o IBOV e o ISE recuando 0,73% e 0,78%, respectivamente;
- No Brasil, (i) a maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) julgou inconstitucional o dispositivo da lei do mercado regulado de carbono que obrigava as seguradoras a investir em crédito de carbono – em contexto, pela regra original, empresas de seguros, capitalização e previdência complementar aberta deveriam aplicar 0,5% de suas provisões técnicas em créditos de carbono ou em fundos que investissem nesse ativo; e (ii) a CVM revogou a obrigatoriedade do reporte de informações financeiras relacionadas à sustentabilidade com base nos padrões IFRS S1 e S2 para companhias abertas – a mudança, formalizada na noite de sexta‑feira (29) por meio da Resolução 244, que altera a Resolução 193, surpreendeu o mercado: a adoção dos padrões passa a ser voluntária, no modelo “pratique ou explique”;
- No internacional, a SEC, regulador do mercado de capitais dos Estados Unidos, formalizou uma proposta para encerrar a exigência de que companhias abertas divulguem riscos climáticos, alegando que as regras representariam obrigações “exageradamente pesadas e custosas” para as empresas;
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Brasil Eco Invest em destaque: 5º leilão é lançado | Brunch com ESG
- Pensando em melhor auxiliar os investidores, o Brunch com ESG é um relatório publicado todos os domingos pelo time ESG do Research da XP que busca destacar os principais tópicos da agenda na semana;
- Na segunda-feira (25 de maio), o governo anunciou: (i) os resultados do quarto leilão do Eco Invest, focado na Amazônia Legal (bioeconomia, turismo sustentável e infraestrutura), que atraiu oito instituições financeiras e gerou mais de R$ 7 bilhões em financiamento catalítico; e (ii) o lançamento do quinto leilão, voltado à inovação, que contará com até R$ 2,5 bilhões em recursos do Tesouro para alavancar capital privado e potencialmente mobilizar cerca de R$ 50 bilhões, o que o tornaria a maior rodada do programa até o momento. Essa nova fase prevê a criação de seis fundos de inovação direcionados a cadeias de valor estratégicas, incluindo fertilizantes verdes, combustíveis sustentáveis, minerais críticos, sistemas de baterias, soluções industriais baseadas em inteligência artificial, biomateriais, veículos elétricos e aplicações de economia circular.
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