IBOVESPA -0,39% | 175.063 Pontos
CÂMBIO -0,12% | 5,05/USD
O que pode impactar o mercado hoje
Ibovespa
O Ibovespa encerrou o pregão de quinta-feira em queda de 0,4%, aos 175.063 pontos, apesar da melhora do apetite por risco ao longo do dia após os negociadores dos EUA e do Irã terem chegado a um arcabouço para estender o cessar-fogo, mas que ainda depende de aprovação de Donald Trump. O principal fator por trás do desempenho fraco do índice, no entanto, foram os dados Caged, que vieram abaixo das expectativas do mercado.
Copasa (CSMG3, +4,9%) liderou os ganhos após anunciar novos termos para seu processo de privatização. Azzas 2154 (AZZA3, -3,4%) foi o principal destaque de queda, seguida por Magazine Luiza (MGLU3, -3,3%) e Assaí (ASAI3, -2,4%).
Renda Fixa
Os juros futuros encerraram com sinais mistos nesta quinta-feira. Nos EUA, as Treasuries recuaram, com a T-note de 2 anos a 4,02% (-1bp), a de 10 anos a 4,45% (-3bps) e o T-bond de 30 anos a 4,98% (-3bps), refletindo dados do PCE e do PIB mais fracos do que o esperado e avanços nas negociações geopolíticas no Oriente Médio.
No Brasil, a curva apresentou abertura, com o DI jan/27 em 14,10% (+3bps), o DI jan/29 em 13,89% (+6bps) e o DI jan/31 em 13,96% (+4bps), pressionada principalmente por fatores técnicos ligados à forte oferta de títulos prefixados pelo Tesouro, que se sobrepôs ao Caged mais fraco e ao ambiente externo mais favorável. A curva de NTN-B apresentou oscilações marginais, com a B29 em 7,87% (vs. 7,89%), a B35 em 7,71% (vs. 7,71%) e a B50 em 7,27% (vs. 7,29%).
Mercados globais
Nesta sexta-feira, os futuros nos EUA operam próximos da estabilidade (S&P 500: +0,1%; Nasdaq 100: +0,1%), enquanto investidores seguem monitorando os desdobramentos do conflito entre EUA e Irã. O destaque no pós-mercado ficou para a forte alta da Dell Technologies, que disparou 37% após elevar guidance e divulgar resultados acima das expectativas, reforçando a narrativa positiva em torno do ciclo de investimentos em IA.
Na Europa, as bolsas operam avançam (Stoxx 600 +0,6%), conforme investidores avaliam a possibilidade de extensão temporária do cessar-fogo entre EUA e Irã. O mercado europeu também segue acompanhando a escalada do setor de defesa, impulsionada por novas tensões geopolíticas após um drone russo atingir um prédio residencial na Romênia, membro da OTAN e da União Europeia.
Na China, os mercados fecharam com desempenhos mistos (CSI 300: -0,5%; HSI: +0,7%), refletindo maior cautela dos investidores chineses diante das incertezas geopolíticas e da fragilidade do cessar-fogo entre EUA e Irã. No restante da Ásia, os índices fecharam majoritariamente em alta, ignorando parcialmente a retomada de tensões no Oriente Médio e acompanhando o bom desempenho das ações de tecnologia globais.
IFIX
O Índice de Fundos Imobiliários (IFIX) encerrou a quinta-feira em alta de 0,20%, aos 3.861,52 pontos, avançando 7,71 pontos frente ao fechamento anterior. Com o resultado, o índice segue próximo da máxima de 52 semanas, atualmente em 3.944,38 pontos.
Os Fundos de Recebíveis lideraram os ganhos do dia, com avanço de 0,23%, em um movimento consistente com o perfil defensivo do segmento. Os Fundos de Tijolo também encerraram no campo positivo, com alta de 0,19%, sustentados por Shoppings (+0,29%) e Lajes Corporativas (+0,39%), enquanto Ativos Logísticos registraram leve recuo de 0,06%. Os Fundos Híbridos avançaram 0,15%, os Fundos de Fundos subiram 0,55% e Multiestratégia registrou alta de 0,37%.
Entre os destaques positivos do pregão, sobressaíram BPML11 (+3,5%), GTWR11 (+2,4%) e BCRI11 (+2,0%). No campo negativo, as maiores quedas foram registradas por CACR11 (-8,3%), DEVA11 (-3,6%) e PCIP11 (-1,0%).
Economia
Estados Unidos e Irã chegaram a um possível acordo para estender o cessar-fogo por 60 dias e iniciar negociações sobre o programa nuclear iraniano. Apesar da notícia positiva, novos episódios militares ao longo de ontem mostraram que a trégua permanece instável.
Na Zona do Euro, a ata da última reunião de política monetária do banco central reforçou a sinalização de uma postura mais restritiva. O documento apontou que o choque de oferta elevou o risco de pressões inflacionárias mais disseminadas, ainda que a desaceleração da atividade imponha um dilema crescente à política monetária.
No Brasil, a geração de empregos formais perdeu ritmo, mas a taxa de desemprego segue baixa. Na seara fiscal, O governo central registrou superávit primário de R$ 25,5 bilhões em abril. O resultado refletiu principalmente o avanço da receita líquida.
Na agenda internacional de hoje, destaque para a leitura final da confiança do consumidor da Universidade de Michigan. No Brasil, o foco recai sobre o PIB do 1º trimestre de 2026 e o resultado primário do setor público consolidado.
Veja todos os detalhes
Economia
Negociações entre Estados Unidos e Irã avançam
- Estados Unidos e Irã chegaram a um possível acordo para estender o cessar-fogo por 60 dias e iniciar negociações sobre o programa nuclear iraniano. Segundo os jornais, o entendimento incluiria a reabertura gradual do Estreito de Ormuz, canal que permanece efetivamente fechado desde o início do conflito e que vem pressionando os preços de energia globalmente. Ademais, o acordo incluiria a suspensão do bloqueio a portos iranianos e algum alívio sobre as sanções ao petróleo do país. O acordo ainda precisa da aprovação do presidente Donald Trump. Apesar da notícia positiva, novos episódios militares ao longo do dia mostraram que a trégua permanece instável;
- Na Zona do Euro, a ata da última reunião de política monetária do banco central reforçou a sinalização de uma postura mais restritiva. Vários membros afirmaram que não teriam se oposto a uma alta naquele encontro, caso tivesse sido proposta. O documento apontou que o choque de oferta associado à energia tem se mostrado mais persistente do que o previsto, elevando o risco de pressões inflacionárias mais disseminadas, ainda que a desaceleração da atividade imponha um dilema crescente à política monetária. Mesmo com duas altas de juros projetadas para este ano, a inflação seguiria ligeiramente acima da meta de 2%. O mercado precifica elevação de 0,25 p.p. na próxima reunião, em 11 de junho, com ao menos mais um aumento até o fim do ano;
- No Brasil, o mercado de trabalho brasileiro trouxe sinais mistos em abril. O relatório CAGED mostrou criação líquida de 85,9 mil empregos formais, abaixo da expectativa do mercado de 216,5 mil. A desaceleração foi disseminada entre os setores. Por sua vez, a PNAD Contínua apontou taxa de desemprego de 5,8% no trimestre móvel até abril, menor do que o esperado (5,9%). Segundo nossos cálculos, a taxa de desemprego mensalizada e dessazonalizada recuou de 5,6% para 5,5%. O mercado de trabalho segue arrefecendo de forma gradual. Projetamos que o ritmo médio de criação de vagas formais passe de cerca de 110 mil por mês em 2025 para aproximadamente 90 mil por mês em 2026. O cenário de taxa de desemprego baixa e alta dos salários permanece. A demanda doméstica deve seguir resiliente neste ano, especialmente à luz das medidas de estímulo à renda e ao crédito;
- O governo central registrou superávit primário de R$ 25,5 bilhões em abril, acima do observado no mesmo mês do ano passado (R$ 18,2 bilhões) e ligeiramente acima das expectativas de mercado. O resultado refletiu principalmente o avanço da receita líquida (+5,8% ante abril de 2025), puxada pela arrecadação mais forte de IOF, imposto de renda retido na fonte e contribuições previdenciárias, em linha com a atividade econômica ainda aquecida, o mercado de trabalho resiliente e as medidas recentes de elevação de receitas. Pelo lado da despesa, houve crescimento de 3,3% com relação a abril do ano passado. Destacamos os gastos com benefícios previdenciários, pessoal e BPC/LOAS. Apesar do desempenho mais favorável da arrecadação no início do ano, a leitura prospectiva continua apontando para um quadro fiscal apertado, já que parte relevante do ganho de receita tende a ser absorvida por despesas obrigatórias mais altas e por medidas de mitigação do choque recente nos preços de combustíveis;
- Os Estados Unidos anunciaram que passarão a classificar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas estrangeiras a partir de 5 de junho. A medida, anunciada pelo secretário de Estado, Marco Rubio, submete integrantes e financiadores das facções a sanções financeiras e restrições de movimentação;
- Na agenda internacional de hoje, destaque para a leitura final da confiança do consumidor da Universidade de Michigan. No Brasil, o IBGE divulgará o PIB do 1º trimestre de 2026. A atividade econômica brasileira ganhou tração no início de 2026, após leituras fracas no segundo semestre de 2025. Esperamos aceleração de 1,1% em relação ao trimestre anterior. Por fim, conheceremos o resultado primário do setor público consolidado, que será divulgado pelo Banco Central.
Empresas
Jalles (JALL3) | Prévia dos Resultados do 4T26: nada de novo no front
- Esperamos que a Jalles reporte um trimestre fraco. Projetamos receita líquida de R$ 489 mi (-25% A/A), refletindo um desempenho operacional mais fraco ao longo do ano, parcialmente compensado por preços mais elevados de etanol na entressafra;
- Menores volumes vendidos devem pressionar a diluição de custos da companhia; assim, estimamos EBIT ajustado de BRL 36 mi (-61% A/A) e EBITDA ajustado de R$ 270 mi (-49% A/A). Apesar da sazonalidade positiva, projetamos FCF de BRL 160 mi, levando a uma leve queda da DL T/T;
- Clique aqui para acessar o relatório.
Irani (RANI3): Próximo ciclo de investimentos focado em eficiência e ganhos de market share
- Hoje, a Irani realizou seu Investor Day 2026, oferecendo uma visão atualizada sobre seu próximo ciclo de investimentos, particularmente os projetos Gaia XII e Plataforma Neos;
- Acreditamos que o evento de hoje foi ancorado em oportunidades de crescimento, com o projeto Gaia XII anunciado pela Irani (~R$450 milhões de capex, ou ~70-75% da nossa estimativa de EBITDA para 2026E) mirando fortalecer seu negócio de papel em Minas Gerais;
- Tanto por meio da substituição da atual caldeira a gás natural por uma de biomassa (reduzindo custos relacionados a vapor e emissões de carbono), quanto pelo aumento de capacidade em 36kt (~30% das vendas de papel para embalagens em 2025);
- Além disso, a Irani reiterou suas intenções de ganhar mais market share no mercado de papelão ondulado no Brasil, com objetivo de longo prazo de atingir ~8% do mercado total (vs. níveis atuais de 4%);
- Apoiada pelo projeto atualizado da Plataforma Neos, baseado em fibra reciclada e mirando ~240kt de produção incremental até 2034E (vs. vendas totais de ~170kt em 2025);
- Considerando o crescimento historicamente consistente do mercado de papelão ondulado no Brasil, a maior disponibilidade de OCC, balanço confortável e desembolso faseado de capex para a Plataforma Neos;
- Vemos positivamente a estratégia equilibrada de alocação de capital da Irani, combinando capex oportunístico com remuneração aos acionistas;
- Reiteramos nossa recomendação de Compra;
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PRIO (PRIO3) e Brava Energia (BRAV3) | Prévia de produção
• As empresas independentes de petróleo devem divulgar em breve seus dados operacionais mensais, com números de produção e vendas referentes a maio. Aproveitamos este momento para antecipar essa divulgação;
• No momento da redação, os dados disponíveis cobrem campos offshore selecionados até 24 de maio;
• Os principais destaques são: (i) esperamos que a produção de petróleo da PRIO caia para c.161kbpd (c.-8kbpd m/m), pressionada por um desempenho sequencialmente mais fraco em Frade, e (ii) a produção monitorada da Brava deve permanecer praticamente estável em c.40kbpd, apesar de uma maior produção em Atlanta;
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Renda fixa
De Olho na Renda Fixa: principais notícias de crédito privado, mercados e renda fixa
- Raízen abre o que está na mesa em negociação com credores (The AgriBiz);
- Caixa, BB, Itaú, Bradesco, Santander e BTG serão fiadores do empréstimo do BRB junto ao FGC (Valor Econômico);
- Dívida de R$ 35 milhões da Azul que ficou fora do ‘Chapter 11’ é questionada pelo Banco Pine (Valor Econômico);
- Novas regras do FGC entram em vigor em junho e mudam cenário para bancos e CDBs (Estadão).
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Estratégia
Pesquisa com assessores XP | Níveis de alocação aumentam após a correção do mercado
- Nesta edição da nossa pesquisa com assessores e consultores vinculados à XP, observamos um aumento dos níveis de alocação em ações, embora a intenção de aumentar ainda mais a exposição tenha diminuído. Os principais destaques foram:
- A parcela de respondentes que pretende manter sua alocação em ações inalterada subiu para 75% (+12 p.p. M/M), enquanto a dos que pretendem aumentar a alocação caiu para 20% (-9 p.p. M/M);
- O sentimento dos assessores em relação à bolsa piorou para 7,0, ante 7,4 na pesquisa anterior;
- A renda fixa segue como a classe de ativos preferida dos clientes, seguido de ativos internacionais;
- Instabilidade política e eleições são as principais preocupações, seguidas pelos riscos fiscais no Brasil e pelos riscos geopolíticos;
- A maioria dos assessores (57%) informou que a recente valorização do real ainda não influenciou suas decisões de alocação.
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Alocação & Fundos
Principais notícias
- Fundos Imobiliários (FIIs): confira as principais notícias
- IFIX fecha em alta de 0,2% e encerra acima dos 3.860 pontos (FIIs);
- Gestoras de FIIs criam associação para atrair investidor estrangeiro (Metro Quadrado);
- FII: Qual o nível de dívida considerado confortável para fundos imobiliários? (InfoMoney);
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- ETFs: confira as principais notícias dos índices e movimentos setoriais
- AI’s Grip on Emerging Markets Fuels Rise in Stock-Picking ETFs: Rising AI influence in emerging markets is driving growth in active, stock-picking ETFs, as investors seek more targeted exposure beyond broad index funds. (Bloomberg);
- US Bitcoin (BTC) ETFs Bleed $2.8 Billion in Longest Outflow Streak: U.S. spot bitcoin ETFs saw $2.8 billion in outflows during their longest withdrawal streak, signaling weakening institutional demand and reinforcing how ETF flows remain a key driver of bitcoin price dynamics. (Bloomberg);
- DRAM Leads the Race to Monetize the Memory Boom: The DRAM ETF stands out as a leading vehicle to capture the AI-driven memory boom, offering targeted exposure to a key bottleneck in the semiconductor supply chain that is benefiting directly from surging demand for AI infrastructure. (etf.com);
- Hedgeye launches ETF focusing on index inclusion candidates: Hedgeye launched an ETF targeting companies likely to be added to major indices, offering investors a tactical way to capture rebalancing flows through ETFs, which can drive short-term demand and price appreciation. (Reuters).
- Acesse o relatório completo aqui
ESG
Viridis negocia terras raras de Minas Gerais com Europa e EUA; AIE projeta alta em investimentos em gás natural em 2026 | Café com ESG, 29/05
- O mercado encerrou o pregão de quinta-feira em queda, com o IBOV e o ISE recuando 0,39% e 0,47%, respectivamente;
- No lado das empresas, a mineradora australiana de terras raras Viridis está em negociações avançadas com potenciais compradores desses minerais críticos na Europa e nos EUA para a mina Colossus, em Minas Gerais – segundo o CEO Rafael Moreno, embora a companhia tenha recebido interesse global, incluindo de compradores chineses, a Viridis pretende operar exclusivamente com clientes ocidentais;
- Como efeito do conflito no Oriente Médio, (i) a União Europeia avalia pedir aos países membros a suspensão, por três anos, da aplicação de penalidades a empresas de óleo e gás que descumprirem a regulação de emissões de metano, em meio a preocupações com a segurança energética após interrupções no abastecimento de energia – a medida também reflete pressões dos EUA e de entidades do setor, que argumentam que a aplicação integral da lei poderia comprometer a capacidade da Europa de assegurar o suprimento de combustíveis; e (ii) segundo a Agência Internacional de Energia (AIE), os investimentos globais em gás natural devem crescer mais de 10% em 2026, atingindo US$ 330 bilhões, o maior nível em 10 anos, enquanto os gastos em upstream de petróleo recuam pelo terceiro ano consecutivo – para a Agência, em um cenário ainda afetado pela guerra no Irã, que interrompeu fluxos no Estreito de Hormuz e gerou paralisações no Oriente Médio, empresas vêm redirecionando investimentos para outras regiões e ampliando gastos em GNL, renováveis e carvão para reforçar a segurança energética;
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