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Inflação nos EUA, escala 6×1 e dados de emprego no Brasil no radar

Fim da escala 6x1 e IPCA-15 são alguns dos temas de maior destaque nesta quinta-feira, 28/05/2026

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IBOVESPA -0,48% | 175.744 Pontos

CÂMBIO +0,73% | 5,05/USD

O que pode impactar o mercado hoje

Ibovespa

O Ibovespa encerrou o pregão de quarta-feira em queda de 0,5%, aos 175.744 pontos, reagindo principalmente à divulgação do IPCA-15 de maio, que veio acima das expectativas do mercado.

O principal destaque do dia foi Usiminas (USIM5, +5,9%), dando continuidade ao momento positivo das ações da companhia, que acumulam alta de 23,4% em maio e de 71,9% em 2026 até o momento. Na ponta negativa, Copasa (CSMG3, -4,7%) recuou após as propostas recebidas dos interessados em se tornarem investidores de referência no processo de privatização da companhia ficarem abaixo do piso pretendido.

Nesta quinta-feira, foco para o Caged de abril na agenda doméstica e o deflator PCE do 1T26 nos EUA.

Renda Fixa

Os juros futuros encerraram a sessão desta quarta-feira praticamente estáveis, com leve viés de alta na curva local, em meio ao IPCA-15 acima do esperado, queda do petróleo e expectativas cautelosas para o Caged. Nos EUA, as Treasuries recuaram, com a T-note de 2 anos a 4,03% (-1bp), a de 10 anos a 4,48% (-1bp) e o T-bond de 30 anos a 5,01% (-2bps), refletindo a incerteza em torno de um possível acordo entre EUA e Irã. No Brasil, o DI jan/27 encerrou em 14,07% (0bp), o DI jan/29 em 13,83% (+1bp) e o DI jan/31 em 13,92% (+2bps). A curva de NTN-B apresentou leve recuo, com a B29 em 7,89% (vs. 7,89%), a B35 em 7,71% (vs. 7,73%) e a B50 em 7,29% (vs. 7,33%).

Mercados globais

Nesta quinta-feira, os futuros nos EUA operam em queda (S&P 500: -0,2%; Nasdaq 100: -0,3%), enquanto investidores aguardam a divulgação do PCE de abril, principal indicador de inflação acompanhado pelo Federal Reserve, e em um ambiente marcado pela alta do petróleo e pela retomada das tensões no Oriente Médio. Apesar disso, a sessão anterior terminou novamente em máximas históricas para os índices americanos, impulsionados pela queda do petróleo ao longo do pregão regular.

Na Europa as bolsas operam em queda (Stoxx 600: -0,5%), refletindo a cautela dos investidores diante das mensagens contraditórias sobre um possível acordo entre EUA e Irã após a escalada militar envolvendo novos ataques americanos. O petróleo voltou a subir, reacendendo preocupações inflacionárias e pressionando os ativos de risco na região.

Na China, os mercados fecharam mistos (CSI 300: +0,1%; HSI: -1,3%), com investidores monitorando os desdobramentos geopolíticos. No restante da Ásia, as bolsas fecharam majoritariamente em queda, com o Kospi sul-coreano caindo 0,5%, assim como o Nikkei japonês, após novos ataques americanos contra instalações iranianas próximas ao Estreito de Ormuz.

IFIX

O Índice de Fundos Imobiliários (IFIX) encerrou a quarta-feira praticamente estável, aos 3.853,81 pontos, com avanço de apenas 2,79 pontos frente ao fechamento anterior, correspondendo a uma variação positiva de 0,07%. A amplitude intradiária foi contida, oscilando entre 3.848,13 e 3.857,87 pontos, reforçando um pregão de baixa volatilidade e mercado próximo ao equilíbrio.

Os Fundos de Recebíveis sustentaram o desempenho positivo do dia, com alta de 0,23%, enquanto os Fundos de Tijolo encerraram praticamente no zero a zero, com ganho marginal de 0,02%. Dentro do segmento de tijolo, Shoppings avançaram 0,12% e Lajes Corporativas cederam 0,11%, enquanto Ativos Logísticos recuaram 0,02%. Os Fundos de Fundos registraram alta de 0,50% e Multiestratégia avançou 0,18%, ao passo que os Fundos Híbridos foram o destaque negativo do dia, com queda de 0,21%.

Entre os destaques positivos do pregão, sobressaíram KISU11 (+2,2%), TGAR11 (+2,1%) e HSML11 (+1,5%). No campo negativo, as maiores quedas foram registradas por CACR11 (-16,7%), BPML11 (-1,9%) e KNRI11 (-1,5%).

Economia

O conflito no Oriente Médio voltou a movimentar os mercados de petróleo. A mídia estatal iraniana divulgou uma minuta não oficial de acordo de paz interino com os EUA, prevendo a reabertura do Estreito de Ormuz em até um mês após sua finalização. A Casa Branca negou o documento, mas o Brent recuou cerca de 4%, ficando abaixo de US$ 96 por barril, e acumula queda superior a 7% na semana. O Estreito segue praticamente fechado ao tráfego comercial, e analistas alertam que a reabertura plena pode levar meses mesmo após um eventual acordo.

No Brasil, o IPCA-15 de maio avançou 0,62% m/m, acima da nossa projeção (0,61%) e do consenso da Bloomberg (0,57%). A inflação acumulada em 12 meses subiu de 4,37% para 4,64%. O núcleo de serviços segue pressionado, com a 3M SAAR de serviços subjacentes acelerando para 6,15%. Mantemos as projeções de IPCA em 5,3% para 2026 e 4,0% para 2027, ambas com viés de alta. Por sua vez, a Câmara dos Deputados aprovou uma emenda constitucional que acaba com a escala de trabalho 6×1 e reduz a jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, com um período de transição de 14 meses.

Na agenda de hoje, destaque nos Estados Unidos para a segunda leitura do PIB do 1T26, o deflator PCE do 1T26 e os pedidos iniciais de seguro-desemprego. No Brasil, saem Pnad Contínua, IPP, Caged (exp: +211 mil) e resultado primário do governo central (exp: superávit de R$ 26,4 bilhões).

Veja todos os detalhes

Economia

Câmara dos Deputados aprova emenda constitucional que acaba com regime de trabalho 6×1

  • O conflito no Oriente Médio apresentou desdobramentos relevantes. A mídia estatal iraniana divulgou uma minuta não oficial de um acordo de paz interino entre EUA e Irã, segundo a qual o tráfego marítimo pelo Estreito de Ormuz poderia retornar a níveis normais em até um mês após a finalização do acordo. A Casa Branca, porém, negou o teor do documento, classificando-o como “fabricação completa”, segundo a Bloomberg. Apesar do desmentido, o Brent recuou cerca de 4%, ficando abaixo de US$ 96 por barril, e acumula queda superior a 7% na semana, à medida que o mercado precifica maior probabilidade de acordo. O Estreito, contudo, continua praticamente fechado ao tráfego comercial — dados de rastreamento de embarcações indicam menos de 5% do volume histórico diário —, e analistas alertam que a reabertura plena, ainda que um acordo seja firmado, pode levar meses por conta de operações de desminagem e incertezas logísticas;
  • O IPCA-15 de maio avançou 0,62% m/m, ligeiramente acima da nossa projeção (0,61%) e do consenso da Bloomberg (0,57%). No acumulado em 12 meses, a inflação subiu de 4,37% em abril para 4,64% em maio. O resultado mostrou um núcleo ainda persistente: a inflação de serviços subjacentes avançou 0,53% m/m, e sua média móvel trimestral anualizada dessazonalizada (3M SAAR) acelerou de 5,98% para 6,15% em maio — patamar bem acima da meta. Os serviços intensivos em mão de obra, métrica acompanhada de perto pelo Banco Central, avançaram 0,59% m/m, com 3M SAAR acelerando para 7,43%. As passagens aéreas subiram apenas 3,25% m/m, abaixo da nossa projeção de 10%, mas o querosene de aviação acumulou alta próxima a 80% nos últimos meses, e as coletas de preços já apontam para reajustes relevantes à frente — o impacto ainda não está integralmente capturado no índice. Os preços de bens industrializados avançaram 0,31% m/m, abaixo do esperado, mas os bens industrializados subjacentes seguem pressionados (0,68% m/m) e sua 3M SAAR subiu de 5,12% para 5,65%. A média dos núcleos subiu 0,47% m/m, com a 3M SAAR aumentando de 5,06% para 5,11%. Mantemos nossas projeções de IPCA em 5,3% para 2026 e 4,0% para 2027, ambas com viés de alta.
  • A Câmara dos deputados aprovou, na noite de ontem, uma proposta de emenda constitucional que acaba com a escala de 6 dias trabalhados para 1 de descanso e reduz a jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais. O projeto prevê um período de transição de 14 meses para a redução da jornada de trabalho, sendo que uma primeira redução de duas horas deve ocorrer em 60 dias e a restante em 12 meses. Além disso, abre espaço para a adoção de medidas para reduzir o impacto para micro e pequenas empresas. Trabalhadores que ganham duas vezes e meia o teto do INSS não ficariam sujeitos às novas regras. O texto vai agora para o Senado;
  • Na agenda de hoje, destaque nos Estados Unidos para a segunda leitura do PIB do 1T26 (exp: 2,0% T/T anualizado; 1ª leitura: 2,0%), o deflator PCE do 1T26 (1ª leitura: 4,5% anualizado; núcleo: 4,3%) e os pedidos iniciais de seguro-desemprego da semana passada (exp: ao redor de 210 mil). No Brasil, o IBGE divulga a Pnad Contínua Mensal de abril, com dados sobre o mercado de trabalho, e o IPP (Índice de Preços ao Produtor) de abril, que trará leitura atualizada das pressões de custos na indústria. O Ministério do Trabalho publica o Caged de abril, com o saldo de criação de empregos formais (exp: +211 mil), e o Tesouro Nacional divulga o resultado primário do governo central do mesmo mês (exp: superávit de R$ 26,4 bilhões).

Renda fixa

De Olho na Renda Fixa: principais notícias de crédito privado, mercados e renda fixa

  • Raízen avança com bondholders, mas credores pedem nova captação (Pipeline Valor);
  • Plano para socorrer BRB prevê crédito junto ao FGC e fiança de bancos públicos e privados (Valor Econômico);
  • Gasmig abre sua maior chamada pública para contratação de biometano (Valor Econômico);
  • Perspectiva do rating da Cocal alterada para estável por maior alavancagem; rating ‘brAA+’ reafirmado (S&P National).
  • Clique aqui para acessar o clipping.

Alocação & Fundos

Principais notícias

  • Fundos Imobiliários (FIIs): confira as principais notícias
    • IFIX fecha estável perto de máximas; CACR11 despenca 16,7% (Suno);
    • Locação comercial sobe mais do que a inflação — e o que FIIs de shopping têm a ver com isso (FIIs);
    • Procura-se galpão de alto padrão? Estoque não acompanha expansão do setor logístico (InfoMoney);
    • Clique aqui para acessar o relatório.
  • ETFs: confira as principais notícias dos índices e movimentos setoriais
    • Chipmaker ETF rides AI excitement to quickest $10bn valuation on record: The Roundhill Memory ETF (DRAM) surged to a $10 billion valuation in record time, rising 87% within 50 days, as strong investor demand for AI-driven semiconductor exposure via ETFs accelerates flows into highly targeted tech strategies.. (FT);
    • US space stocks rise on SpaceX IPO hype: Exchange-traded funds tracking the aerospace sector, including Ark Space & Defense Innovation ETF , shed 0.8% on Wednesday, after having climbed more than 7% since ​SpaceX unveiled its filing last week. (Reuters);
    • Contrato de Ibovespa alavancado 24/7 em plataforma blockchain gera incômodo no mercado regulado: O lançamento de um contrato de Ibovespa alavancado negociado 24/7 via blockchain levanta preocupações no mercado regulado ao permitir acesso direto e sem intermediários ao índice — alternativa que concorre com veículos tradicionais como ETFs e futuros, mas com maiores riscos para investidores. (Valor Econômico);
    • Goldman Sees Korea Leveraged ETFs as Volatility Accelerator: Leveraged ETFs in Korea are amplifying market volatility by intensifying short-term flows and positioning around tech and AI trades. (Bloomberg).
    • Acesse o relatório completo aqui

ESG

Ascenty planeja investir US$ 1,2 bi em expansão de infraestrutura de IA no Brasil | Café com ESG, 28/05

  • O mercado encerrou o pregão de quarta-feira em queda, com o IBOV e o ISE recuando 0,48% e 0,53%, respectivamente;
  • No lado das empresas, a operadora de data center Ascenty, controlada pela canadense Brookfield e pela americana Digital Realty, anunciou um investimento de US$ 1,2 bilhão para expandir sua operação voltada à inteligência artificial (IA) no Brasil – a empresa planeja construir quatro novos empreendimentos no interior de São Paulo, em meio ao boom global da demanda por infraestrutura para IA;
  • Na política, (i) o presidente Lula afirmou, nesta quarta-feira (27), que “falta pouco tempo” para a Petrobras anunciar se há ou não petróleo na Margem Equatorial, faixa que se estende do Amapá ao Rio Grande do Norte – segundo ele, “todos os estudos estão feitos e tudo está aprovado”; e (ii) a Rússia assinou nesta quinta-feira um acordo com o Cazaquistão para construir a primeira usina nuclear no maior país da Ásia Central – o Cazaquistão, maior produtor mundial de urânio e país que sofreu com os efeitos dos testes nucleares soviéticos, discute a possibilidade de gerar energia atômica há pelo menos duas décadas;
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