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Projeções XP para a economia e balança comercial em destaque

Vagas de emprego nos EUA e novas tarifas de Trump são alguns dos temas de maior destaque nesta quarta-feira, 03/06/2026

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IBOVESPA +1,16% | 174.197 Pontos

CÂMBIO -0,28% | 5,01/USD

O que pode impactar o mercado hoje

Ibovespa

O Ibovespa encerrou o pregão de terça-feira em alta de 1,2%, aos 174.198 pontos, interrompendo uma sequência de cinco quedas consecutivas. A proposta dos EUA de tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros impactou nomes específicos, mas teve impacto limitado no desempenho do índice como um todo.

CSN (CSNA3, +8,9%), Usiminas (USIM5, +8,6%) e Gerdau (GGBR4, +6,5%) lideraram os ganhos, beneficiadas pela redução de tarifas sobre alguns derivados de aço e alumínio nos EUA. Na ponta negativa, WEG (WEGE3, -2,3%) recuou com preocupações sobre o potencial impacto das novas tarifas americanas sobre suas exportações.

Renda Fixa

Os juros futuros encerraram a sessão desta terça-feira com movimentos mistos. Nos EUA, a curva refletiu incertezas geopolíticas envolvendo as negociações entre EUA e Irã e cautela antes do payroll. As Treasuries encerraram com a T-note de 2 anos a 4,04% (+1bps), a de 10 anos a 4,45% (-1bps) e o T-bond de 30 anos a 4,96% (-2bps). No Brasil, a curva de DI apresentou ajuste na ponta curta e estabilidade nos vértices longos, com o jan/27 a 14,16% (-5bps), o jan/29 a 14,02% (-4bps) e o jan/31 a 14,04% (0bps), em um ambiente ainda influenciado pela expectativa de interrupção do ciclo de cortes da Selic, revisões altistas para inflação e pela elevação do prêmio de risco diante da proposta de tarifas adicionais dos EUA sobre produtos brasileiros. A curva de NTN-B apresentou abertura, com a B29 em 8,11% (vs. 7,95%), a B35 em 7,83% (vs. 7,72%) e a B50 em 7,37% (vs. 7,27%).

Mercados globais

Nesta quarta-feira, os futuros nos EUA operam próximos da estabilidade (S&P 500: -0,1%; Nasdaq 100: +0,1%) após mais uma sessão de recordes históricos. Apesar do forte momento do mercado, investidores começam a discutir a possibilidade de uma desaceleração do rali após dez semanas consecutivas de alta. No radar do dia estão o relatório ADP de emprego privado e os dados de encomendas industriais.

Na Europa, as bolsas operam em queda (Stoxx 600: -0,5%). O mercado acompanha o aumento das tensões geopolíticas no Oriente Médio e novas propostas tarifárias dos Estados Unidos. Entre os destaques corporativos, as ações da Akzo Nobel despencam cerca de 18% após o encerramento das negociações para uma potencial aquisição envolvendo Nippon Paint e Sherwin-Williams. Já a controladora da Zara, Inditex, avança mais de 5% após divulgar resultados em linha com as expectativas.

Na China, os mercados fecharam mistos (HSI -1,6%; CSI 300 +0,5%). No restante da Ásia, o principal destaque foi o Japão, onde o Nikkei avançou 2,50% e renovou máximas históricas, impulsionado pelo otimismo com tecnologia e inteligência artificial. O mercado ignorou em grande parte a escalada das tensões entre EUA e Irã, incluindo relatos de novos confrontos envolvendo mísseis e drones no Oriente Médio.

IFIX

O Índice de Fundos Imobiliários (IFIX) encerrou a terça-feira praticamente estável, aos 3.860,28 pontos, com variação neutra de 0,00% frente ao fechamento anterior. O comportamento contido reflete a cautela dos investidores em um pregão de baixa volatilidade e sem gatilhos macro relevantes no dia.

Os Fundos de Recebíveis avançaram 0,45%, em movimento que reforça o perfil defensivo do segmento. Dentro do segmento de tijolo, que recuou 0,17% no agregado, Shoppings registraram alta de 0,28%, enquanto Ativos Logísticos cederam 0,59% e Lajes Corporativas encerraram estáveis, sem variação no dia. Os Fundos Híbridos foram o segmento de maior pressão, com queda de 0,47%, enquanto Multiestratégia recuou 0,04% e Fundos de Fundos cederam 0,04%.

Entre os destaques positivos do pregão, sobressaíram CACR11 (+7,3%), HSML11 (+2,9%) e KNIP11 (+1,8%). No campo negativo, as maiores quedas foram registradas por URPR11 (-4,3%), KIVO11 (-2,4%) e OUJP11 (-2,3%).

Economia

Nos Estados Unidos, as vagas de emprego abertas (Jolts) subiram para 7,6 milhões em abril — o maior nível desde maio de 2024 — reforçando que não há mais espaço para cortes de juros nos EUA. Na verdade, contratos futuros precificam cerca de 60% de probabilidade de elevação dos juros até dezembro. Preços do petróleo voltam a subir esta manhã, reforçando o risco de inflação global.

O governo Trump propôs na terça-feira novas tarifas comerciais de pelo menos 10% sobre as importações de 60 economias – incluindo o Brasil – alegando que a falha dessas economias em bloquear produtos fabricados com trabalho forçado prejudicou injustamente as empresas e os trabalhadores americanos. No caso do Brasil, a alta foi de 12,50%

Nesta manhã, divulgamos o relatório Brasil Macro Mensal, que traz projeções para as principais variáveis da economia doméstica. Entre os destaques, elevamos nossa projeção para o IPCA de 2026 de 5,3% para 5,5% e a de 2027 de 4,0% para 4,2%. Prevemos agora apenas dois cortes de 0,25 p.p. na taxa Selic neste ano, para 14,00% (antes: 13,75%), seguidos por uma pausa, com possibilidade de retomada do ciclo de flexibilização em 2027. Para acessar o relatório completo, clique aqui.

Na agenda de hoje, destaque para o ADP e o PMI de serviços ISM nos EUA, os PMIs finais de serviços na Zona do Euro, e a PIM de abril e a balança comercial de maio no Brasil.

Veja todos os detalhes

Economia

Vagas de emprego nos EUA atingem maior nível em dois anos; petróleo volta a subir

  • Nos Estados Unidos, as vagas de emprego abertas (JOLTS) subiram para 7,618 milhões em abril, ante 6,887 milhões em março e bem acima do consenso de 6,88 milhões — o maior nível desde maio de 2024. O aumento foi concentrado nos serviços profissionais e empresariais. A taxa de demissões caiu de 1,2% para 1,1%, e a taxa de saídas voluntárias ficou estável. O dado reforça a resiliência do mercado de trabalho americano e reforça que o Fed (banco central dos EUA) não cortará mais juros no curto prazo. Na verdade, contratos futuros precificam cerca de 60% de probabilidade de elevação dos juros até dezembro;
  • Preços do petróleo em alta próximo de 3,0% esta manhã, se aproximando novamente de 100 dólares o barril. Alta do petróleo é o principal risco de inflação global nos próximos meses.
  • O governo Trump propôs na terça-feira novas tarifas comerciais de pelo menos 10% sobre as importações de 60 economias – incluindo o Brasil – alegando que a falha dessas economias em bloquear produtos fabricados com trabalho forçado prejudicou injustamente as empresas e os trabalhadores americanos. No caso do Brasil, a alta foi de 12,50%
  • Na Zona do Euro, a prévia do índice de inflação ao consumidor (CPI) de maio, divulgada pelo Eurostat, mostrou aceleração da taxa anual de 3,0% em abril para 3,2%, levemente abaixo do consenso (3,3%). O núcleo da inflação — que exclui energia e alimentos — avançou de 2,2% para 2,5% na base anual, acima do esperado (2,4%). A energia foi o principal driver, com alta de 10,9% em 12 meses. O resultado mantém a inflação da região afastada da meta de 2% do BCE, que decide sobre juros na próxima semana (11/06);
  • Nesta manhã, divulgamos o relatório Brasil Macro Mensal, que traz projeções para as principais variáveis da economia doméstica. Entre os destaques, elevamos nossa projeção para o IPCA de 2026 de 5,3% para 5,5% e a de 2027 de 4,0% para 4,2%, refletindo o cenário global de inflação mais pressionada, com destaque para o prolongamento dos conflitos no Oriente Médio e o ambiente mais desafiador para os preços de alimentos. Diante desse quadro, prevemos agora apenas dois cortes de 0,25 p.p. na taxa Selic neste ano, para 14,00% (antes: 13,75%), seguidos por uma pausa, com possibilidade de retomada do ciclo de flexibilização em 2027, caso a política fiscal se torne menos expansionista. Mantivemos a projeção de taxa de câmbio em 5,00 reais por dólar no final deste ano e 5,30 reais por dólar em 2027. Para o PIB, mantivemos nossa expectativa de alta de 2,0% em 2026 e de 1,2% em 2027, após o PIB do 1T26 vir em linha com as expectativas. Para acessar o relatório completo, clique aqui.
  • Na agenda de hoje, no exterior destaque para o relatório ADP de emprego privado nos EUA referente a maio e para o PMI de serviços ISM, também de maio. Na Zona do Euro, serão divulgados os PMIs finais de serviços das principais economias.
  • No Brasil, o IBGE publica a Pesquisa Industrial Mensal (PIM) de abril e o MDIC divulga o resultado da balança comercial de maio.


Empresas

Natura (NATU3): Monitor de preços de beleza #28| Aumentos de preços começam; Boti sobe 3-4%, enquanto Natura faz ajustes menores

  • Conforme antecipado em nossa última checagem, o Grupo Boticário (GB) implementará uma nova rodada de aumentos de preços no próximo ciclo, que começa amanhã para Eudora e em meados de julho para O Boticário;
  • Nossa checagem de preços indica um aumento médio de 4-3%, respectivamente;
  • A Natura também fez alguns ajustes próprios, em produtos específicos e em menor magnitude, de 2% em média;
  • Além disso, trazemos insights obtidos por nossas checagens de canais em redes sociais, bem como uma atualização sobre as inovações recentes das marcas;
  • Clique aqui para acessar o relatório completo.

Agibank (AGBK): Crescimento defensivo com desconto

  • Estamos iniciando a cobertura do Agibank (AGBK) com recomendação de Compra e preço-alvo de $13/ação para o final de 2026. Nossa tese está ancorada em três pilares:
  • (i) um modelo de negócios estruturalmente diferenciado, no qual o consignado INSS e do setor público entregam crescimento resiliente, com baixa inadimplência e alta eficiência de capital, complementado pelo consignado privado como alavanca de margem e de resultados, apoiado por um modelo “phygital” escalável com mais de 1.100 Smart Hubs, impulsionando uma monetização líder no mercado (ARPAC ~3x pares digitais), apesar de um índice de eficiência de ~40%;
  • (ii) lucro líquido e NII com expectativas de crescimento de ~18% e ~21% de CAGR (2025–28), respectivamente, e ROE normalizando de ~40% para ainda atrativos ~25%, sustentado por cerca de ~90% da carteira colateralizada e forte disciplina operacional; e
  • (iii) um valuation descontado, com o papel negociando a ~5,3x P/E e ~1,0x P/B para 2026E, apesar do elevado crescimento e rentabilidade, com nosso DDM indicando ~80% de upside.
  • À medida que o crescimento se normaliza após as recentes disrupções regulatórias, esperamos um re-rating relevante para a ação;
  • Clique aqui para acessar o relatório completo.

Renda fixa

De Olho na Renda Fixa: principais notícias de crédito privado, mercados e renda fixa

  • Governo do DF envia à Câmara Legislativa projeto de lei sobre empréstimo do FGC para capitalizar BRB (Valor Econômico);
  • Cemig vai emitir R$ 1,5 bi em debêntures para reembolsar investimentos (Valor Econômico);
  • Braskem negocia para iniciar recuperação extrajudicial antes de julho, dizem fontes (Bloomberg Línea);
  • Raízen está perto de vender operação da Argentina por R$ 7 bilhões (Valor Econômico).
  • Clique aqui para acessar o clipping.

Estratégia

Aquecendo para a Copa do Mundo: Quem vai levantar a taça?

  • Rodamos um modelo probabilístico e 10.000 simulações do torneio, combinando o histórico de mais de 3.300 partidas internacionais, e nosso modelo aponta a França como favorita (9,0% de probabilidade), seguida pela Espanha (6,4%) e pela Argentina (6,1%).
  • O Brasil aparece em quarto lugar  no nosso modelo (6,0% de probabilidade de vencer). Ao longo do torneio, o Brasil tem 93,0% de chance de chegar às oitavas e a maior probabilidade entre todas as seleções de alcançar as quartas de final (39,2%).
  • Caso o Brasil chegue à final, no entanto, suas chances de ser campeão sobem para cerca de 59% — a segunda maior do torneio.
  • Para as ações globais, o evento deve gerar um vento favorável relevante em nível setorial, com ganhos concentrados em hospedagem & turismo, transporte & mobilidade, consumo temático e streaming & mídia.
  • Para as ações locais, o torneio deve criar oportunidades seletivas em Varejo, sobretudo em vestuário, eletrônicos e varejo alimentar. Grupo SBF (SBFG3) se destaca como a aposta direta mais clara. Dentro de Alimentos & Bebidas, o nome com maior probabilidade de se beneficiar é a Ambev (ABEV3).
  • Clique aqui para acessar o relatório completo.

Alocação & Fundos

Principais notícias

  • Fundos Imobiliários (FIIs): confira as principais notícias
    • Estratégia Quant: Carteira Viva de Renda com FIIs (Research XP);
    • IFIX estável; CACR11 sobe 7,31% e lidera ganhos (Suno Notícias);
    • Carteira de FIIs da XP reforça posição em logística e shoppings (EuQueroInvestir);
    • Clique aqui para acessar o relatório.
  • Carteira Recomendada XP FIIs – Carteira Viva de Renda com FIIs – Junho/26
    • Atualizamos a carteira Viva de Renda com FIIs para o mês de junho de 2026;
    • Em maio, a carteira registrou queda de 1,1%, ficando acima do IFIX, que recuou 1,3% no período. Além disso, entregou um dividend yield mensal de 0,96%, equivalente a 11,5% em termos anualizados;
    • Com isso, a carteira acumula valorização de 16,3% nos últimos 12 meses, correspondente a 119,9% do IFIX e a 113,2% do CDI acumulado no período;
    • Clique aqui para mais informações.

ESG

MME deve publicar hoje regras do leilão de baterias; Certame previsto para dezembro | Café com ESG, 03/06

  • O mercado encerrou o pregão de terça-feira em alta, com o IBOV e o ISE subindo 1,16% e 1,22%, respectivamente;
  • Na política, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, disse nesta terça (2/6) que as regras para o primeiro leilão do Brasil para contratação de armazenamento em baterias para o sistema elétrico serão publicadas hoje – a previsão é de realização do certame em dezembro deste ano;
  • No lado das empresas, (i) as montadoras chinesas SAIC Motor e BYD planejam lançar veículos elétricos equipados com baterias de estado sólido (ASSB) em 2027, após sucessivos testes para produção em massa – de forma geral, as ASSB são vistas como um potencial divisor de águas para o setor, por endereçarem limitações das baterias de íon-lítio atuais: oferecem maior segurança, eliminam o risco de fuga térmica (superaquecimento decorrente de vazamento de eletrólito) e apresentam maior densidade energética, o que pode viabilizar autonomias superiores a mil quilômetros; e (ii) a JetBio, controlada pelo grupo americano Summit Agricultural Group, planeja construir no Brasil a maior fábrica comercial do mundo de combustível sustentável de aviação (SAF) a partir do etanol, aproveitando a ampla disponibilidade de matérias-primas do país – a planta contará com uma ampla variedade de fornecedores de etanol, incluindo aqueles que produzem o biocombustível a partir da cana-de-açúcar, do milho de segunda safra ou de resíduos;
  • Clique aqui para acessar o relatório completo.

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