IBOVESPA -0,69% | 176.589 Pontos
CÂMBIO +0,28% | 5,02/USD
O que pode impactar o mercado hoje
Ibovespa
O Ibovespa encerrou o pregão de terça-feira em queda de 0,7%, aos 176.589 pontos, após novos ataques militares entre EUA e Irã. Além disso, o índice segue sua tendência de correção das últimas semanas à medida que o setor de tecnologia global segue apresentando um forte desempenho, o que está causando saídas de fluxos de capital estrangeiro do Brasil.
Minerva (BEEF3, +2,6%) liderou os ganhos do índice, em correção após queda na semana passada. Já entre as maiores quedas, Braskem (BRKM5, -5,8%) recuou após um relatório de banco de investimentos, que manteve a recomendação neutra para as ações da companhia.
Na agenda desta quarta-feira, o destaque macro fica para a divulgação do IPCA-15 do mês de maio.
Renda Fixa
Os juros futuros divergiram nesta terça-feira, com Treasuries recuando na volta do feriado em meio ao otimismo cauteloso com as negociações entre EUA e Irã, enquanto a curva brasileira voltou a abrir com a alta de 3,5% do petróleo e o aumento das tensões geopolíticas e fiscais. Nos EUA, a T-note de 2 anos fechou em 4,04% (-8bps vs. sexta), a T-note de 10 anos em 4,49% (-11bps) e o T-bond de 30 anos em 5,03% (-4bps). No Brasil, a abertura foi concentrada na parte intermediária e longa, com o DI jan/27 em 14,07% (+4bps vs. segunda), o DI jan/29 em 13,82% (+11bps) e o DI jan/31 em 13,90% (+6bps). A curva de NTN-B apresentou certo recuo, com a B29 em 7,89% (vs. 7,95%), a B35 em 7,73% (vs. 7,78%) e a B50 em 7,33% (vs. 7,32%).
Mercados globais
Nesta quarta-feira, os futuros nos EUA operam em alta (S&P 500: +0,4%; Nasdaq 100: +0,6%), após mais uma sessão de recordes para S&P 500 e Nasdaq, impulsionados principalmente pelo setor de tecnologia. Na sessão anterior, as ações da Micron Technology dispararam 19%, levando a companhia a ultrapassar US$ 1 trilhão em valor de mercado pela primeira vez. Apesar do otimismo, parte do mercado segue cautelosa diante de yields elevados e expectativas inflacionárias mais persistentes.
Na Europa, as bolsas avançam (Stoxx 600: +0,4%), acompanhando a melhora do sentimento global com a queda do petróleo e sinais de avanço diplomático no Oriente Médio. O setor automotivo sobe com força após dados mostrarem crescimento anual de 5,1% nos registros de veículos novos na União Europeia.
Na China, os índices encerraram em queda (CSI 300: -0,8%; HSI: -1,1%), refletindo maior cautela diante das tensões geopolíticas e das recentes ações militares americanas no sul do Irã. No Restante da Ásia, o Kospi sul-coreano avançou 2,5% e renovou máximas históricas, impulsionado pelas ações da Samsung Electronics após aprovação de um acordo salarial que evitou uma greve relevante no setor de semicondutores.
IFIX
O Índice de Fundos Imobiliários (IFIX) encerrou a terça-feira em queda de 0,33%, aos 3.851,02 pontos, recuando 12,85 pontos frente ao fechamento anterior. O índice oscilou entre a máxima de 3.864,85 pontos e a mínima de 3.850,72 pontos ao longo da sessão, encerrando próximo às mínimas do dia.
Os Fundos de Tijolo recuaram 0,51%, com desempenho negativo na maior parte dos subsegmentos: Ativos Logísticos cederam 0,50% e Shoppings recuaram 0,43%, enquanto Lajes Corporativas registraram queda mais expressiva de 0,48%. Os Fundos de Recebíveis também fecharam no campo negativo, com baixa de 0,24%. Os Fundos de Fundos recuaram 0,38% e Multiestratégia cedeu 0,73%, enquanto os Fundos Híbridos foram o único segmento a escapar da pressão, encerrando com leve alta de 0,10%.
Entre os destaques positivos do pregão, sobressaíram KNRI11 (+2,6%), HSAF11 (+1,2%) e HGRE11 (+1,2%). No campo negativo, as maiores quedas foram registradas por CACR11 (-6,7%), TGAR11 (-2,8%) e PVBI11 (-2,5%).
Economia
Segundo a agência de notícias Al Jazeera, as negociações para um acordo de paz entre Washington e Teerã continuaram, apesar dos bombardeios no início desta semana. Os termos do acordo incluem uma extensão do cessar-fogo e a reabertura do Estreito de Ormuz. O estreito está praticamente fechado desde o início da guerra, no final de fevereiro. Os preços do petróleo estão em queda nesta manhã, com os contratos futuros do Brent cotados a US$ 93,50 por barril (US$ 97 ontem, entre US$ 100 e US$ 110 na semana passada).
No Brasil, o destaque de hoje é a inflação IPCA-15. Prevemos um aumento de 0,61% no índice geral em relação ao mês anterior, ligeiramente acima do consenso da Bloomberg de 0,57% e dentro da faixa de 0,47% a 0,65% das projeções do mercado. O indicador é um ingrediente importante para a definição dos próximos passos de política monetária pelo Banco Central.
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Economia
Imprensa reporta que discussões sobre um acordo de paz no Oriente Medio continua
- Segundo a agência de notícias Al Jazeera, as negociações para um acordo de paz entre Washington e Teerã continuaram, apesar dos bombardeios no início desta semana. Os termos do acordo incluem uma extensão do cessar-fogo e a reabertura do Estreito de Ormuz. O estreito está praticamente fechado desde o início da guerra, no final de fevereiro. Os preços do petróleo estão em queda nesta manhã, com os contratos futuros do Brent cotados a US$ 93,50 por barril (US$ 97 ontem, entre US$ 100 e US$ 110 na semana passada). Os mercados de ações também reagiram positivamente à notícia;
- Na Zona do Euro, a diretora executiva do BCE Isabel Schnabel afirmou à agencia Reuters que uma alta de juros em junho é necessária mesmo que as negociações entre EUA e Irã resultem em acordo em breve. Schnabel argumentou que, dado o tamanho e a persistência do choque de energia, “ignorá-lo não é mais uma opção”. A inflação na Zona do Euro já atingiu 3% e, segundo as expectativas de mercado, deve avançar para próximo de 4% até o fim do ano. Philip Lane, economista-chefe do BCE, reforçou o diagnóstico, alertando para sinais crescentes de que a inflação além da energia começa a se disseminar. O mercado já precifica dois aumentos de 0,25 p.p. na taxa de depósito do BCE neste ano, atualmente em 2,0%, com probabilidade de 50% para um terceiro mais adiante;
- Na agenda internacional de hoje, destaque para a inflação ao consumidor da Austrália referente a abril (exp: 5,0% em 12 meses), monitorada em busca de sinais de segundo round do choque de energia. O Banco Central da Nova Zelândia (RBNZ) decide sobre juros e deve manter sua taxa básica em 2,25%, pela terceira reunião consecutiva. Nos Estados Unidos, o relatório ADP de emprego de maio indicará o ritmo atual do mercado de trabalho — contexto relevante para calibrar as expectativas sobre a política monetária;
- No Brasil, o destaque de hoje é a inflação IPCA-15. Prevemos um aumento de 0,61% no índice geral em relação ao mês anterior, ligeiramente acima do consenso da Bloomberg de 0,57% e dentro da faixa de 0,47% a 0,65% das projeções do mercado. O indicador é um ingrediente importante para a definição dos próximos passos de política monetária pelo Banco Central;
- O Banco Central divulgou o balanço de pagamentos de abril. O déficit em transações correntes ficou em US$ 1,8 bilhão, acima das projeções (XP: +US$ 0,7 bilhão; mercado: -US$ 0,2 bilhão), com surpresa negativa concentrada na conta de renda primária. Apesar disso, a balança comercial registrou superávit de US$ 9,7 bilhões, impulsionada por exportações de petróleo e soja, e o IDP (Investimento Direto no País) surpreendeu fortemente para cima: US$ 8,9 bilhões em abril, ante mediana de mercado de US$ 5,55 bilhões. No acumulado em 12 meses, o IDP atingiu US$ 79,2 bilhões (3,28% do PIB). Nossa projeção para o déficit em conta corrente em 2026 é de US$ 58,0 bilhões (2,1% do PIB), com o IDP projetado em US$ 75,0 bilhões, com viés de alta por conta do forte resultado de ontem;
- O senador e pré-candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) se reuniu com Donald Trump no Salão Oval da Casa Branca.
Commodities
Agro, Alimentos e Bebidas – Data Expert | Mercado doméstico favorável; oferta e demanda Brasil proprietário XPe – Maio/26
- Milho. A produção brasileira segue incerta, mas suficiente para sustentar a demanda interna aquecida e exportações elevadas, embora pressionadas pela concorrência de Argentina e EUA;
- Complexo da soja. Projetamos exportações abaixo das estimativas do USDA em função do acordo China-EUA, enquanto a demanda doméstica permanece firme e concentrada no “crush for oil”. O aumento do esmagamento amplia a oferta de farelo, que pode seguir ganhando espaço no mercado externo, mesmo com maior competição da Argentina. Além disso, garante boa absorção do óleo pela demanda de biodiesel, apesar das incertezas sobre o mandato de mistura e a participação do óleo de soja na matriz de matérias-primas;
- Algodão. O Brasil ganha espaço nas exportações no curto prazo, mas tende a reduzir volumes em 2026/27 por menor produção;
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Empresas
WEG (WEGE3): Indicações de melhora marginal no curto prazo
- Retornos de longo prazo em foco conforme capacidades entram em operação e novas verticais ganham tração Ontem, realizamos uma reunião com o CFO da WEG, André Rodrigues, e o Gerente de RI, Felipe Hoffmann, para discutir tendências conjunturais e estruturais, com indicações de melhora marginal no curto prazo vs. interações recentes;
- Em rentabilidade, o resultado trimestral recente parece menos indicativo de níveis normalizados, com margens melhor ancoradas na média dos últimos anos e esperadas para melhorar sequencialmente devido à precificação e à normalização da dinâmica de custos, ainda que as despesas com SG&A tendam a subir no 2S26E com o ramp-up de capacidade;
- Embora o crescimento de curto prazo permaneça limitado por capacidade e câmbio (corroborando nossas expectativas de crescimento de dígito simples em 2026E), seguimos vendo uma reaceleração crível ligada à entrada de capacidade a partir de 2027–28E, particularmente em T&D;
- Em EEI, recebemos positivamente indicações de entrada de pedidos sólida, especialmente em mercados externos; enquanto em GTD continuamos vendo desempenho mais forte em alternadores e um ramp-up gradual de novas avenidas (por exemplo: condensadores síncronos) compensando um pano de fundo fraco em solar;
- No geral, continuamos vendo a WEG como uma compounder orientada a retornos, com retornos mais bem avaliados em um horizonte mais longo, conforme os investimentos maturam;
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Natura (NATU3): XP Retail Up to Date: Borrado, com uma correção em andamento
- Atualizamos nosso modelo após os resultados do 1T e premissas macro/custo de capital revisadas;
- À luz dos resultados mais fracos do 1T e de uma perspectiva ainda desafiadora à frente, adotamos uma postura mais conservadora para os próximos resultados, agora assumindo apenas uma leve expansão de margem em 2026 (+0,1 p.p. a/a);
- Como resultado, cortamos nosso EBITDA e lucro líquido estimados para 2026-27e e ajustamos nosso preço-alvo para o fim de 2026 para R$13,5/ação, com nosso lucro líquido estimado para 2027e agora 13% abaixo do consenso;
- Apesar da perspectiva desafiadora, mantemos nossa recomendação de Compra, pois (i) os resultados devem melhorar gradualmente, especialmente a partir do 2S, em meio a melhorias operacionais e recuperação da receita no Brasil e em Hispana; (ii) ganhos de reestruturação oferecem um colchão para as margens; e (iii) o FCF deve permanecer sólido apesar dos ventos contrários;
- No entanto, se a Advent exercer sua opção de encerramento antecipado de seu compromisso, a ação deve sofrer de-rating, dada a recente deterioração macro e a incerteza de curto prazo;
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Renda fixa
De Olho na Renda Fixa: principais notícias de crédito privado, mercados e renda fixa
- Raízen avança com bondholders, mas credores pedem nova captação (Pipeline Valor);
- Plano para socorrer BRB prevê crédito junto ao FGC e fiança de bancos públicos e privados (Valor Econômico);
- Gasmig abre sua maior chamada pública para contratação de biometano (Valor Econômico);
- Perspectiva do rating da Cocal alterada para estável por maior alavancagem; rating ‘brAA+’ reafirmado (S&P National).
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Alocação & Fundos
Principais notícias
- Fundos Imobiliários (FIIs): confira as principais notícias
- KNRI11 avança 2,63%, CACR11 volta a cair; IFIX fecha em baixa (FIIs);
- Fundo do Safra é o novo sócio da HSI em shopping de Alagoas (Metro Quadrado);
- Como seria o mercado logístico brasileiro sem Mercado Livre, Amazon e Shopee? (SiiLA);
- Clique aqui para acessar o relatório.
ESG
Cemig, via Gasmig, lança maior chamada pública de biometano de sua história | Café com ESG, 27/05
- O mercado encerrou o pregão de terça-feira em queda, com o IBOV e o ISE recuando 0,69% e 0,93%, respectivamente;
- No Brasil, a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), por meio da Companhia de Gás de Minas Gerais (Gasmig), lançou uma chamada pública para contratação de até 250 mil metros cúbicos diários de biometano produzido no Estado e entregue na região do Triângulo Mineiro – as propostas podem ser enviadas até 3 de junho de 2026, e o contrato, que terá vigência de dez anos, representa a maior chamada pública de biometano da história da companhia e a primeira realizada neste ano;
- No internacional, (i) a mineradora australiana Mineral Resources e a chinesa Ganfeng Lithium decidiram avançar com uma expansão de US$351 milhões em uma mina conjunta no oeste da Austrália, aproveitando a recuperação dos preços do lítio após um longo período de baixa – com o investimento, a capacidade de produção de concentrado de espodumênio, mineral que contém lítio, aumentará de 500 mil para 600 mil toneladas por ano; e (ii) os chanceleres da Austrália, Índia, Japão e Estados Unidos assinaram ontem um acordo sobre minerais críticos e segurança energética, em uma tentativa de dar novo impulso ao grupo conhecido como Quad – além disso, o grupo concordou em construir um porto em Fiji, o primeiro projeto conjunto de infraestrutura firmado entre os países;
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