IBOVESPA -2,22% | 170.331 Pontos
CÂMBIO +1,15% | 5,06/USD
O que pode impactar o mercado hoje
Ibovespa
O Ibovespa encerrou a quarta-feira (3) em queda de 2,2%, aos 170.331 pontos. O movimento refletiu a continuidade do movimento de correção do índice, em meio à saída de fluxos estrangeiros e à forte abertura da curva de juros no pregão.
Na ponta positiva, Copasa (CSMG3, +13,3%) disparou após a Equatorial (EQTL3, +1,9%) apresentar uma nova proposta e vencer a disputa no processo de privatização da companhia. Na ponta negativa, ações sensíveis a juros lideraram as perdas, com Azzas 2154 (AZZA3, -8,5%), Hapvida (HAPV3, -8,3%) e Cosan (CSAN3, -7,7%) entre os destaques de queda, refletindo a abertura da curva de juros.
Para o pregão desta sexta-feira (5), o principal destaque da agenda internacional será a divulgação do Non-farm Payroll de maio nos EUA.
Renda Fixa
Os juros futuros encerraram a sessão de quarta-feira em forte alta. Nos EUA, a escalada das tensões no Oriente Médio, aliada a preocupações inflacionárias ligadas ao petróleo, pressionou as Treasuries, com a T-note de 2 anos a 4,08% (+4bps), a de 10 anos a 4,49% (+4bps) e o T-bond de 30 anos a 4,99% (+3bps). No Brasil, a curva de DI apresentou abertura expressiva, em meio à revisão altista das projeções para a Selic e ao cenário externo, com o jan/27 a 14,28% (+12bps), o jan/29 a 14,38% (+36bps) e o jan/31 a 14,35% (+31bps). A curva de NTN-B acompanhou a abertura, com a B29 em 8,19% (vs. 8,11%), a B35 em 7,95% (vs. 7,83%) e a B50 em 7,46% (vs. 7,37%). Já na sessão de quinta-feira (4), as Treasuries recuaram, com a T-note de 2 anos a 4,05%, a de 10 anos a 4,47% e a de 30 anos a 4,97%, em dia de feriado no Brasil.
Mercados globais
Nesta sexta-feira, os futuros nos EUA operam em queda (S&P 500: -0,4%; Nasdaq 100: -0,9%), pressionados por uma forte rotação para fora das empresas ligadas à inteligência artificial e semicondutores. O principal evento do dia será a divulgação do payroll de maio. O dado será fundamental para calibrar as expectativas sobre a trajetória dos juros do Fed.
Na Europa, as bolsas operam em leve alta (Stoxx 600: +0,1%), apesar de mostrar realização de lucros no setor de tecnologia. Empresas de semicondutores registram quedas relevantes após a forte correção observada nos nomes de AI nos Estados Unidos. O movimento foi desencadeado pela reação negativa do mercado aos resultados da Broadcom, que intensificou a rotação para setores mais defensivos.
Na China, os mercados fecharam em queda (HSI -1,2%; CSI 300 -1,8%), acompanhando o movimento global de redução de exposição ao setor de tecnologia. No restante da Ásia, o destaque negativo ficou com a Coreia do Sul, onde o Kospi despencou 5,54%, refletindo a forte correção dos gigantes de semicondutores. As ações da Samsung caíram 6,4%, enquanto a SK Hynix perdeu quase 10%.
IFIX
O IFIX encerrou o pregão desta quarta‑feira (3) aos 3.842,46 pontos, com queda de 0,46%, equivalente a uma retração de 17,82 pontos em relação ao fechamento anterior. O índice terminou o dia em território negativo após oscilar entre ganhos e perdas ao longo da sessão. Entre os segmentos, o movimento foi predominantemente negativo. Os Fundos de Tijolo lideraram as perdas, com recuo de 0,60%, pressionados principalmente por Shoppings (‑0,85%), Ativos Logísticos (‑0,30%) e Lajes Corporativas, que registraram queda mais acentuada de 0,98%. Os Fundos de Recebíveis também apresentaram desempenho negativo, com baixa de 0,22%. Entre os demais segmentos, o tom seguiu pressionado, com os Fundos Híbridos caindo 0,44%, os Fundos de Fundos recuando 1,18% e Multiestratégia registrando queda de 0,53%. Entre os destaques positivos do pregão, sobressaíram JSRE11 (+0,8%), RPRI11 (+0,6%) e XPIN11 (+0,4%). No campo negativo, as maiores quedas foram registradas por CACR11 (-8,2%), HSML11 (-3,5%) e MFII11 (-3,3%).
Economia
Nos Estados Unidos, os dados divulgados ontem reforçaram o cenário de desaceleração gradual da atividade. O setor privado criou 122 mil vagas em maio (ADP), o ISM de serviços avançou para 54,5 e os pedidos de bens industrializados cresceram 4,8% em abril — todos acima do esperado. Ainda assim, o subíndice de emprego do ISM serviços contraiu pelo terceiro mês consecutivo, e os pedidos de seguro-desemprego atingiram o maior nível desde fevereiro. Na Zona do Euro, os PMIs finais confirmaram contração da atividade em maio, com pressões inflacionárias ao produtor persistentes.
No Brasil, a produção industrial de abril surpreendeu positivamente, com alta de 0,7% na margem e 2,7% em 12 meses, quarto avanço consecutivo. A balança comercial de maio registrou superávit de US$ 7,82 bilhões, acima do esperado. O PMI de serviços de maio recuou para 50,4, ainda em território expansionista.
Na agenda de hoje, o destaque é o relatório Nonfarm Payroll de maio nos Estados Unidos, com divulgação às 9h30 de Brasília. No Brasil, não há indicadores relevantes na agenda.
Veja todos os detalhes
Economia
Relatório de emprego nos Estados Unidos é destaque nesta sexta-feira
- Nos Estados Unidos, o relatório ADP indicou criação líquida de 122 mil vagas no setor privado em maio, superando o consenso de 118 mil. O índice ISM de serviços subiu de 53,7 para 54,5 em maio, com novas encomendas avançando para 57,3. Os pedidos de bens industrializados (factory orders) de abril cresceram 4,8%, também acima do esperado (4,6%). Em contraste, o subíndice de emprego do ISM serviços registrou contração pelo terceiro mês consecutivo (47,9), reforçando a leitura de que o mercado de trabalho esfria gradualmente. Os pedidos iniciais de seguro-desemprego na semana encerrada em 30 de maio vieram em 225 mil, o maior nível desde fevereiro, acima da expectativa de 212 mil — mas economistas atribuíram o resultado à sazonalidade do feriado do Memorial Day. O conjunto de dados não altera o cenário de manutenção de juros pelo Fed, que deve se repetir na reunião de 16–17 de junho. Os mercados precificam probabilidade superior a 95% de manutenção.
- Na Zona do Euro, o PMI composto de maio (leitura final) ficou em 48,5, em território de contração, com a França (44,9) e a Alemanha (48,8) puxando o índice para baixo. O Reino Unido surpreendeu positivamente, com PMI composto de 49,7, e o PMI final dos serviços chegou a 52,7, resultado acima do esperado. Em paralelo, o PPI da Zona do Euro de abril avançou 4,9% em 12 meses (vs. consenso de 4,8%), sinalizando pressões inflacionárias persistentes pelo lado dos custos. O quadro — desaceleração da atividade combinada com inflação acima da meta — reforça o cenário de alta de juros pelo BCE em sua próxima reunião, marcada para 11 de junho. O mercado precifica probabilidade superior a 95% de alta de 25 pontos-base, o que levaria a taxa de depósito de 2,00% para 2,25%.
- No Brasil, a produção industrial de abril (PIM) avançou 0,7% na margem (série dessazonalizada), quarto resultado positivo consecutivo, com acumulado de 4,4% no período. Na comparação anual, a indústria cresceu 2,7%, acima do consenso de 1,7%. A balança comercial de maio registrou superávit de US$ 7,82 bilhões, também acima das expectativas (US$ 7,65 bilhões). Em paralelo, o PMI de serviços de maio desacelerou para 50,4 (vs. 52,3 em abril), indicando que o setor segue em expansão, porém em ritmo menos intenso.
- Na agenda de hoje, o destaque internacional é o relatório Nonfarm Payroll de maio nos Estados Unidos. O consenso aponta para criação de cerca de 105 mil vagas, com a taxa de desemprego estável em 4,3%. Um resultado expressivamente acima do esperado reforçaria o cenário de juros mais altos por mais tempo, enquanto uma leitura fraca poderia reabrir o debate sobre cortes.
Empresas
WEG (WEGE3): um esperado leilão de BESS começa a tomar forma
- O MME definiu a estrutura do primeiro leilão de BESS do Brasil, o que vemos como um passo positivo diante das incertezas anteriores quanto ao timing;
- Embora o leilão com conteúdo local favoreça players domésticos, também esperamos alto interesse de fornecedores globais (particularmente chineses), uma vez que a capacidade de produção local ainda é limitada;
- Nesse contexto, vemos a WEG bem posicionada, mas não dominante, com nosso cenário-base (e o da WEG) de ~25% de market share em um potencial leilão de ~8GWh já sendo suficiente para sustentar o ramp up de sua nova capacidade;
- Clique aqui para acessar o relatório completo.
Principais notícias dos setores
Nestas publicações diárias, trazemos as principais notícias nacionais e internacionais dos setores: Financeiro, Varejo (e-commerce, supermercados, lojas de roupa, farmácias, etc.), Agro, Alimentos e Bebidas, Energia (óleo & gás e elétricas) e Saúde.
Entrega XP: notícias diárias do setor de varejo
- Varejo Farma: atualizando nossas estimativas após o 1T26
- Estamos atualizando nossas estimativas para varejistas farmacêuticos, incorporando uma perspectiva de receita ligeiramente mais conservadora, junto com maiores despesas de SG&A, refletindo a nova legislação trabalhista ‘prestes a ser aprovada’;
- Em relação ao GLP-1, agora assumimos uma aceleração mais lenta dos genéricos, dadas as restrições de poder de compra e a competição de alternativas informais, enquanto mantemos nossas premissas de desaceleração do crescimento de RX em uma base mais comparável;
- Combinadas com premissas macro atualizadas, essas mudanças nos levam a cortar lucros e preços-alvo para RADL, PGMN e PNVL;
- Ainda assim, mantemos nossa recomendação de Compra para os três nomes, pois acreditamos que as revisões de resultados estão amplamente precificadas após o recente de-rating das ações;
- Além disso, seguimos construtivos com os drivers estruturais do setor, com RD se destacando como um nome líquido e de alta qualidade, e PGMN / PNVL ainda oferecendo espaço para melhorar a produtividade das lojas;
- Clique aqui para acessar o relatório completo.
Radar Energia XP: notícias diárias do setor de energia
- Market Dispatch – Maio de 2026
- Fraqueza no curto prazo, resiliência no longo; CVaR permanece o principal catalisador
- Nesta edição do nosso Market Dispatch mensal, trazemos atualizações sobre os mapas climáticos para os próximos meses e recapitulamos o que foi um mês negativo para os preços de energia de curto prazo (queda de 19% MoM para maio/26 e de 21% para jun/26);
- Maio foi marcado por uma forte correção nos preços de CP e estabilidade no LP (em patamar elevado);
- Dando continuidade à dinâmica observada em abril, maio mostrou volatilidade no curto prazo e “aderência” no longo prazo, refletindo um cenário mais incerto, com forças conflitantes associadas à possível consolidação de um evento de El Niño, que traz duas consequências claras;
- mais chuva na região Sul (pressão de baixa sobre preços de CP) e ii) possíveis ondas de calor e maior volatilidade na geração eólica (pressão de alta sobre preços para 2S26/2027);
- Nesse contexto, rodamos novamente nossa análise de “mark-to-model”, que continua apontando algum downside nas nossas estimativas de EBITDA para AXIA no período 2026–2030 (embora esse downside tenha se reduzido na comparação MoM), o qual vem sendo compensado, do ponto de vista de valuation, pelos preços de energia de longo prazo cada vez mais altos (medidos pela Dcide);
- Destacamos ainda que: i) a modulação aumentou substancialmente em relação ao ano anterior (positiva para hídrica e eólica e negativa para solar) e ii) o spread de R$ 62/MWh entre submercados observado no 2T25 recuou para R$ 42/MWh no 2T26 até o momento;
- Clique aqui para acessar o relatório completo.
Renda fixa
De Olho na Renda Fixa: principais notícias de crédito privado, mercados e renda fixa
- De Olho na Renda Fixa: principais notícias de crédito privado, mercados e renda fixa
- Raízen detalha plano de recuperação com aporte de R$ 3,5 bi da Shell, conversão de dívidas e cisão de negócios (Valor Econômico);
- Braskem descarta aporte dos novos controladores em plano para reestruturar dívida (InvestNews);
- Única preponente, Equatorial vai ser acionista de referência da Copasa (Valor Econômico);
- S&P National Ratings rebaixa ratings da Vale do Tijuco para ‘brAA-’ e de duas operações risco Vale do Tijuco para ‘brAA- (sf)’; perspectiva negativa (S&P National).
- Clique aqui para acessar o clipping.
Alocação & Fundos
Principais notícias
Fundos Imobiliários (FIIs): confira as principais notícias
- Carteira Recomendada XP FIIs – Renda Total – Junho/26
- Atualizamos a carteira Renda Total para o mês de junho de 2026;
- Em maio, a carteira registrou queda de 1,41%, ficando abaixo do IMA-B 5+, que recuou 0,2% no período. Além disso, gerou um dividend yield mensal de 1,01%, equivalente a 12,1% em termos anualizados;
- Com isso, a carteira acumula valorização de 18,4% desde sua criação, em maio de 2025, correspondente a 149% do desempenho do IMA‑B 5+ no período;
- Clique aqui para mais informações.
Bullets | Fundos Imobiliários (FIIs) [Daily]
- Carteira de Fundos Listados Renda Total – Junho de 2026 (Research XP);
- CACR11 volta a desabar, HSML11 cai, e IFIX recua 0,46% (FIIs);
- GGRC11 registra maior liquidez da história com R$ 200 mi em volume após contrato de market maker (FIIs);
- Clique aqui para acessar o relatório.
ESG
Governo publica regras para dois leilões de baterias; Um será exclusivo para produção nacional | Café com ESG, 05/06
- O mercado encerrou o pregão de quarta-feira, véspera de feriado, em queda, com o IBOV e o ISE caindo 2,22% e 1,94%, respectivamente;
- Na política, o governo federal publicou nesta quarta-feira (3/6) as aguardadas diretrizes para a contratação de baterias voltadas ao reforço de potência do sistema elétrico, com regras que favorecem tecnologias produzidas no Brasil – em linhas gerais, o MME dividiu a disputa em dois leilões de reserva de capacidade, ambos previstos para dezembro: o primeiro, em 2 de dezembro de 2026, será exclusivo para projetos com conteúdo nacional; o segundo, em 4 de dezembro, será aberto a todos os projetos de armazenamento;
- No lado das empresas, (i) a Natura manterá a adesão voluntária aos padrões internacionais de divulgação de informações financeiras relacionadas à sustentabilidade, mesmo após a CVM recuar da exigência obrigatória desse modelo – em setembro do ano passado, a companhia informou, em comunicado ao mercado, que publicará em 2026 seu primeiro relatório nesse formato, referente ao exercício de 2025, seguindo os padrões do IFRS; e (ii) o Ibama pediu à PetrobrasCotação de Petrobras cronograma atualizado das atividades de perfuração do poço Morpho, localizado na Bacia da Foz do Amazonas (AP), região localizada na Margem Equatorial – inicialmente, a atividade exploratória estava prevista para ser concluída em fevereiro deste ano, mas o vazamento de fluido de perfuração ocorrido em janeiro fez com que os trabalhos fossem suspensos e retomados em fevereiro;
- Clique aqui para acessar o relatório completo.

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