O que é ETF e como esse pode ser o seu 1º investimento na Bolsa

Entenda como investir em ETF pode ser uma das melhores portas de entrada na Bolsa de Valores por sua facilidade e chance de bons ganhos.

access_time 22/10/2019 - 08:20
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ETF: Uma porta de entrada na Bolsa.

No universo dos investimentos é normal que cada pessoa esteja em uma etapa como investidor. Você pode tanto estar saindo da poupança quanto movimentando milhões entre ativos complexos. Mas esse post é destinado especificamente para uma categoria: os investidores moderados, que ainda prezam pelo conservadorismo, porém já estão aptos para tomar mais risco e conseguir maiores rentabilidades.

Então, se você se enquadra nesse perfil, saiba que o Exchange Traded Fund (ETF) pode ser perfeito como porta de entrada na Bolsa de Valores.

O ETF é um dos investimentos mais promissores para quem busca uma alternativa mais conservadora dentro da Bolsa de Valores

O que é ETF?

O ETF é, basicamente, um fundo de investimento com cotas negociadas na Bolsa de Valores. Eles também são chamados de “fundos de índice”, um apelido que explica a funcionalidade desse tipo de investimento. Assim, quando falamos de índice estamos nos referindo a um conjunto de ativos que representam uma categoria.

Então, por exemplo, você já deve ter ouvido falar nos noticiários sobre o Ibovespa (IBOV), um dos índices mais famosos do mercado brasileiro. Ele é como se fosse uma cesta imaginária que reúne as principais ações das empresas listadas na Bolsa.

Já pensou se tivesse um instrumento financeiro capaz de replicar o Ibovespa? O ETF é justamente o ativo que consegue fazer isso.

Ou seja, se você aplicar o seu dinheiro em um ETF que replica o Ibovespa, como por exemplo o BOVA11, ou o BOVV11, a rentabilidade será a variação do índice. Para ficar ainda mais claro, vamos a um exemplo bem simples.

Pois bem, imagine que um investidor tenha aplicado R$ 10.000 em um desses ETFs há um ano, quando o Ibovespa atingia a marca aproximada de 83.000 pontos. Somente nesse período, o Ibovespa subiu 25%, alcançando os 104.000 pontos. Esse investidor, portanto, estaria ganhando cerca de R$ 2.500.

Quais as vantagens do ETF?

1) Rentabilidade mais atrativa do que a Renda Fixa

Em termos de rentabilidade, tomando o mesmo exemplo de um ETF que acompanha as flutuações do Ibovespa, vale, sim, muito a pena investir nesse ativo, considerando os ganhos de qualquer opção conservadora no mercado de renda fixa.

Se compararmos as rentabilidades, esse tipo de ETF proporcionou, pelo menos, mais do que o dobro do lucro de qualquer investimento em renda fixa no espaço de 1 ano (15/10/2018 a 14/10/2019).

Claro que nem todos os ETFs do mercado tiveram tamanho desempenho, mas a tendência é superar os ganhos da renda fixa. Por isso é um dos investimentos mais indicados para investidores moderados.

Também é fundamental registrar que rentabilidade passada não garante rentabilidade futura.

2) Facilidade para investir

Mesmo que os ETFs estejam em ambiente de Bolsa, fazer esse tipo de investimento é muito simples, já que você só precisará escolher a cesta de ativos que mais lhe agrada. Essa característica acaba sendo mais vantajosa para quem está começando a investir na Bolsa ou nunca teve a experiência. 

Com as ações, por exemplo, não basta escolher qualquer uma. É preciso traçar estratégias para saber  a que mais se adequa ao seu perfil e a que trará o retorno desejado. No entanto, com os ETFs já há, por trás, uma estratégia delineada pelas gestoras que administram o ativo, o que poupa o investidor de ter muito conhecimento ou experiência na Bolsa de Valores.

3) Baixo investimento mínimo

De fato, o investimento em ETF pode ser considerado acessível e com um valor de aporte mínimo relativamente baixo. Assim como as ações, os ETFs são vendidos por lote-padrão. Ou seja, é vendido um pacote fechado com pelo menos 10 cotas. Há ativos desse tipo, já reconhecidos no mercado, com cotas que giram em torno de 100 a 200 reais cada cota.

Então, caso você compre em lote, o seu investimento mínimo seria de R$ 1.000 a R$ 2.000. Contudo, para quem não quiser comprar em lotes, é possível investir pelo mercado fracionário (1 a 9 cotas), onde você pode comprar unidades de ETF sem ter que obedecer a quantidade de um lote.

E as desvantagens do ETF?

  1. Taxa de Administração

Assim como os fundos de investimentos habituais, as gestoras que compõem a cesta de ativos em um ETF cobram por essa gestão. É a chamada Taxa de Administração. Mas, apesar de ser considerada uma desvantagem por implicar em um custo para o investidor, a porcentagem da taxa de administração de um ETF é baixa.

Há fundos de investimento com 2% de taxa de administração, cobrada anualmente. Nos ETFs, dos males o menor: essa taxa não passa de 1%. A cobrança já está embutida no preço do ativo, não sendo paga diretamente pelo investidor.

2. Cobrança de IR

Embora os ETFs tenham diversas vantagens em relação ao mercado acionário, há uma desvantagem clara: a cobrança de Imposto de Renda (IR) sobre os lucros. A venda de ações realizada em um mês, no valor de até R$ 20 mil, é isenta da cobrança de IR. E isso não ocorre com os ETFs.

Conheça os principais tipos de ETFs negociados na Bolsa

Há uma variedade de ETFs que replicam seus pares originais. É importante ter em mente alguns deles, pois cada um pode se adequar melhor ao que um determinado investidor procura. Citaremos a seguir os índices e os códigos correspondentes aos seus respectivos ETFs.

Ibovespa

Assim como já mencionamos, há na B3, a Bolsa de Valores oficial do Brasil, alguns ETFs que replicam o índice Bovespa, conhecido como Ibovespa. Com esse ativo, o investidor tem a chance de acompanhar o desempenho da carteira teórica formada pelas ações com maior volume de negociação da B3.

A seguir, os principais ETFs que replicam o Ibovespa, mudando apenas o gestor: BOVA11 (BlackRock), BOVV11, (Itaú) e BOVB11, (Bradesco).

Índices de Renda Fixa

Os ETFs também contemplam o mercado de renda fixa. É uma estratégia mais recente dos gestores para atrair cada vez mais o público conservador. Na Bolsa brasileira, é possível encontrar quatro ETFs de Renda Fixa. Três deles são geridos pela Itaú:

  1. IMAB11: Esse ETF é uma seleção de títulos variados do Tesouro IPCA+, acompanhando o IMA-B, índice da Anbima que faz a média de desempenho desse tipo específico de título público.
  2. IB5M11: Esse ETF acompanha o IMA-B5+, específico para os vencimentos mais longos do IPCA+, isto é, de cinco anos ou mais.
  3. IRFM11: Esse ETF também é destinado ao Tesouro Direto, porém acompanha os títulos prefixados. O índice correspondente é o IRF-M P2, calculado pela Anbima, composto por títulos do Tesouro prefixados, partindo de 3 anos ou mais de vencimento.

O outro ETF de Renda Fixa listado na B3 é gerido pela Mirae Asset. O código para investir é FIXA11, que acompanha o desempenho de uma carteira composta por aplicações de renda fixa prefixadas seguindo o índice Standard & Poor’s (S&P) B3, refletindo o rendimento dos juros projetados pelo mercado para os próximos três anos.

Índice de Small Caps

A gestora BlackRock também disponibiliza um ETF específico para quem quer seguir o rendimento do índice BM&FBOVESPA Small Cap, que mede o desempenho das ações com baixo volume de negócio na Bolsa de Valores brasileira. O código desse ativo é SMALL11.

Índices S&P 500

Caso você queira investir em índices renomados medidos pela Standard & Poor’s, também há dois ETFs disponíveis na B3.

  1. IVVB11: Esse ETF, gerido pela BlackRock, tem como referência o índice S&P 500, formado pelas 500 maiores ações dos Estados Unidos. É uma boa opção para quem quer se expor a ativos internacionais.
  2. SPXI11: Esse ETF, da gestora do Itaú, também busca replicar o desempenho do índice internacional S&P 500.

Se você quiser saber todos os ETFs disponíveis na Bolsa de Valores, basta acessar a lista atualizada da B3.

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Em menos de 10 passos já é possível investir em ETF sem precisar se descabelar

Como investir em ETF? Saiba o passo a passo

1) Antes de tudo, você deve ter uma conta em uma corretora. Na XP Investimentos, por exemplo, você tem acesso aos melhores ETFs do mercado.

2) Logo após isso, você deve fazer uma transferência de dinheiro de sua conta bancária para a conta na plataforma de investimentos.

No Home Broker…

3) Agora, você já pode investir. Nos ETFs, especificamente, você deve acessar o Home Broker, sistema de negociação de ativos da Bolsa de Valores.

4) Em seguida, digite o código que corresponde ao ETF que você quer investir. Por exemplo, BOVA11. Depois, aperte em comprar.

5) Note que aparecerá uma pequena tela com o ativo que você escolheu. Nessa tela, preencha a quantidade desejada (normalmente, o lote-padrão é de 10 cotas). Caso você queira comprar no mercado fracionário, basta inserir F depois do código no campo “Ativo”. Exemplo: BOVA11F.

6) Terminando esses passos, aparecerá o valor final do seu investimento. Em seguida, é só inserir a sua assinatura eletrônica e clicar em “Enviar Ordem”. Pronto, agora você é um investidor de um ETF.

Como usar o ETF em sua carteira?

Nesse sentido, os ETFs são ótimas alternativas para quem busca diversificação. Digamos que você investia somente em renda fixa, de forma conservadora e obtendo lucros previsíveis, e agora quer arriscar um pouco mais para elevar os ganhos. Os ETFs são válidos nesses casos.

Assim, você não precisa sair totalmente da renda fixa e colocar todo o dinheiro em um ETF. Essa, inclusive, é uma prática nada recomendada. Portanto, use os ETFs na sua carteira como aquela pequena tomada de risco que irá garantir a você maior exposição em ações na Bolsa, porém de uma forma que não agrida o seu perfil de investidor.

Como investir com a XP?

Abra sua conta na XP de forma gratuita e rápida. E, assim, antes de começar a investir, saiba de fato qual é o seu perfil de investidor, conhecido também como Suitability.

Portanto, se você já tem como certo que quer investir em um ETF, lembre do passo a passo e comece agora mesmo a ter chances maiores de lucro.

Se você ainda não tem conta na XP, abra a sua aqui.