Mercado secundário: entenda as diferenças com o mercado primário

Mercado secundário é uma parte do mercado financeiro destinada à movimentação de ativos de empresas que já possuem capital aberto na Bolsa Valores. Quando uma empresa decide abrir seu capital para captar recursos, ela negocia ações diretamente com os investidores. Uma vez que os investidores possam vender essas ações para outras pessoas, alheias à empresa, […]


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Mercado secundário é uma parte do mercado financeiro destinada à movimentação de ativos de empresas que já possuem capital aberto na Bolsa Valores.

Quando uma empresa decide abrir seu capital para captar recursos, ela negocia ações diretamente com os investidores.

Uma vez que os investidores possam vender essas ações para outras pessoas, alheias à empresa, dizemos que a operação está ocorrendo no mercado secundário.

Quer saber um pouco mais sobre os termos utilizados no mercado de ações? Esses artigos podem ser do seu interesse:

Assim, quando falamos em mercado financeiro, é importante lembrarmos que não existe um único mercado. É sobre isso que falaremos neste artigo, incluindo:

  • O que é mercado secundário
  • Como funciona o mercado secundário
  • Diferença entre o mercado secundário e mercado primário
  • Dúvidas sobre mercado primário e mercado secundário
  • Mercado secundário é indicado para qual perfil de investidor?
  • Como investir no mercado secundário com a XP

Boa leitura!

O que é mercado secundário

Ele reúne as operações financeiras de investidor para investidor.

É o ambiente onde investidores negociam entre si — não mais com a empresa emissora do ativo.

As novas ações emitidas por uma empresa podem ser negociadas entre terceiros. Isso acontece após a subscrição dos ativos após uma oferta pública (IPO), onde a empresa decide abrir seu capital e vender ações no mercado financeiro pela primeira vez, ou depois de uma oferta subsequente (follow-on) primária, em que uma empresa já listada emite novas ações.

Ou seja: o investidor que compra novas ações emitidas pela empresa, tem a possibilidade de repassá-los, através de venda, para outros investidores em momento oportuno.

Essa transação — onde a transferência de recursos é feita entre investidores — é realizada no mercado secundário.

Desse modo, a empresa emissora dos papéis transacionados neste mercado, não se apropria dos recursos obtidos com a negociação.

Como funciona o mercado secundário?

O mercado secundário não oferece novos rendimentos à empresa emissora.

Para explicar melhor o funcionamento do mercado secundário vamos, em resumo, considerar a seguinte situação hipotética.

Digamos que a empresa XYZ decide abrir seu capital na Bolsa de Valores de São Paulo (B3, antiga Bovespa). O objetivo é captar recursos financeiros a fim de alavancar seus negócios. Assim, decide abrir parte de sua operação para novos acionistas.

João é um investidor interessado na proposta da empresa, e decide embarcar nessa oportunidade. Desse modo, compra alguns papéis (ações) da empresa XYZ, e passa a fazer parte do quadro societário da empresa e receber seus dividendos.

Os dividendos (lucros do negócio) são compartilhados entre João e os demais sócios, conforme a participação (volume de investimento) de cada um.

Essa categoria de investimento é boa para ambos os lados: a empresa XYZ consegue o recurso necessário para investir em seu desenvolvimento, e os acionistas – incluindo João – conquistam uma renda recorrente – desde que a operação dê lucro.

João, no entanto, ao investir em outras empresas, decide que a empresa XYZ não é mais uma boa opção em sua carteira, mesmo que continue com bons rendimentos.

Naturalmente, a empresa XYZ soube aproveitar os recursos captados, crescendo de forma sustentável e aumentando seu valor de mercado.

Assim, João tem a oportunidade de vender suas ações da XYZ para outro investidor, por um preço maior do que ele mesmo pagou, na ocasião da oferta pública.

O comprador transfere o dinheiro para o investidor, e não para a empresa, pois é João o dono daqueles papéis.

A operação entre a empresa XYZ e João aconteceu no mercado primário; já a operação seguinte, entre João e outro investidor, foi realizada no mercado secundário.

Como investir no mercado secundário

Agora que você entendeu o funcionamento do mercado secundário, é hora de aprender como investir nesse mercado.

A Bolsa de Valores também traz inúmeras opções de produtos financeiros do mercado secundário (de compra e venda).

Apesar de termos citado ações nos exemplos anteriores, essas não são as únicas opções de ativos. Existem outros produtos de renda variável – e até de renda fixa – que podem ser negociados no mercado secundário.

Como investir na Bolsa de Valores no mercado secundário

Na Bolsa de Valores é possível negociar ações, fundos imobiliários, fundos de índice e até mesmo minicontratos.

A possibilidade de realizar transações com facilidade é uma grande vantagem do mercado secundário e isso impacta positivamente no crescimento do mercado primário.

Afinal, com o mercado secundário oferecendo mais oportunidades de liquidez dos investimentos, aumenta a segurança dos investidores na hora de adquirir papéis em ofertas públicas iniciais.

Para investir em ativos de renda variável do mercado secundário, é preciso entrar na Bolsa de Valores através de um homebroker.

Abra sua conta em uma corretora para conseguir acessar a plataforma. Após isso, procure por ativos disponíveis e efetue a transferência dos recursos.

Quer aprender e entender as siglas apresentadas na Bolsa de Valores, de tal forma que você consiga identificar as empresas e prazos oferecidos? Leia este artigo que elaboramos sobre esse assunto: Entenda o significado dos códigos das ações.

Como investir em CDB no mercado secundário

Apesar das ações serem formatos de investimento mais conhecidas no mercado secundário, também é possível negociar produtos de renda fixa nesse ambiente.

No entanto, o procedimento é um pouco diferente. Será preciso contar com a ajuda de um assessor de investimentos ou um banco para intermediar a transação.

Somente esses profissionais podem acessar as plataformas onde se encontram os produtos de renda fixa disponíveis, incluindo títulos públicos que não estão mais sendo ofertados pelo Tesouro Direto.

Outro exemplo de produto financeiro que pode ser negociado através desses sistemas são as debêntures.

Uma outra forma de negociar no mercado secundário é através de transações diretas, entre investidor e instituição financeira. É o caso do CDB, da LCI e da LCA.

No caso do investidor desistir de sua posição, antes do vencimento do produto, a instituição financeira negocia o título diretamente, o que garante uma maior liquidez.

Porém, é importante reforçar que operações de renda fixa no mercado secundário, podem ser menos atrativas, pois grande parte dos produtos tem seu valor descontado em casos de antecipação da venda.

Portanto, para escolher o produto adequado para você, avalie seus objetivos e seu perfil de investidor. Se você deseja retirar os valores disponíveis a qualquer momento, é melhor procurar investimentos com maior liquidez.

Diferença entre mercado secundário e mercado primário

O mercado primário acontece entre empresa e investidor; o mercado secundário não envolve a empresa emissora dos papéis.

Anteriormente, já comentamos a diferença básica entre mercado primário e mercado secundário. Em resumo:

  • Mercado primário é aquele em que, através de uma nova emissão, os ativos da companhia são negociados diretamente entre a mesma e os investidores, com o intuito de captar recursos para investimento no negócio ou reforço de caixa. Através da venda de papéis na Bolsa de Valores, a empresa abre parte de sua operação para novos acionistas – subscritores da oferta.
  • Mercado secundário engloba todas as negociações futuras desses papéis, a partir do momento que o investidor decide repassar esses ativos, vendendo-os para outros investidores.

Desse modo, enquanto os recursos obtidos por meio de ofertas no mercado primário são destinados à própria empresa emissora, aqueles obtidos no mercado secundário são direcionados apenas aos investidores que estão negociando os ativos em questão.

Afinal, qual rende mais?

Infelizmente, não existe resposta certa. Como de costume, e melhor alternativa será aquela que melhor atender ao seu perfil e objetivos de curto, médio e longo prazo.

Uma empresa que abre seu capital no mercado pode oferecer bons rendimentos aos acionistas. Claro, isso se conseguir manter sua operação sustentável financeiramente e em constante crescimento.

No entanto, no caso de um IPO (primeira oferta pública), a visibilidade do investidor é menor, pois a empresa não apresenta um histórico de sua performance na Bolsa.

Por outro lado, a possibilidade de liquidez do mercado secundário e maior histórico de desempenho das empresas fazem deste uma alternativa interessante em alguns casos.

Dúvidas sobre mercado primário e secundário

Abaixo, separamos algumas questões que podem ter surgido no decorrer da leitura.

O que é oferta primária de ações?

A oferta primária de ações acontece quando a empresa abre seu capital pela primeira vez na Bolsa de Valores (IPO) ou quando a mesma realiza uma oferta subsequente (follow-on) via emissão de novas ações.

Ao vender parte de sua operação, através de papéis negociados na Bolsa, ela amplia seu quadro societário, com a entrada de novos acionistas.

Essas ações são negociadas a um preço fixo. Elas têm como principal objetivo angariar novos recursos, que possibilitem o desenvolvimento do negócio ou reforço de caixa.

Dessa forma, a oferta primária de ações possibilita que um investidor compre papéis de uma empresa, pagando um valor fixo e tornando-se sócio. Assim, passa a ter direito à divisão de lucros, respeitando seu percentual de participação.

Todas as ações ofertadas pelas empresas são primárias?

Nem todas as ações oferecidas pelas empresas na Bolsa de Valores são exclusivamente primárias.

Em ofertas subsequentes (follow-on) as empresas já listadas em alguns casos oferecem lotes de ações primárias (nova emissão) e secundárias (ações dos atuais acionistas).

Parte do valor vai para a empresa (como novos recursos), e parte vai para os acionistas que venderam sua posição.

Como funciona o leilão no mercado secundário?

O mecanismo de leilão é a forma como as negociações são realizadas. Quando um investidor deseja vender (ou comprar) papéis no leilão, ele envia a ordem ao sistema. Todas as ordens formam o chamado “livro de ofertas”.

A partir daí, ganha prioridade na negociação a ordem de compra com maior valor. Quando ambas as partes concordam no valor da negociação, o negócio é encerrado.

Mercado secundário é indicado para qual perfil de investidor?

Tanto o perfil conservador, quanto o moderado ou agressivo podem encontrar oportunidades no mercado secundário.

O mercado secundário pode atender a todos os tipos de perfil de investidor. A diferença, neste caso, é o que o investidor pretende fazer com determinada operação.

Investidores conservadores podem comprar papéis de empresas estáveis e com um bom histórico de rentabilidade, buscando rendimentos recorrentes a longo prazo.

investidores arrojados podem aproveitar o mercado secundário para fazer especulações de preço, investindo em modalidades agressivas, como o day trade.

Este tipo de operação oferece um alto risco, já que a volatilidade do mercado pode acabar pegando o trader de surpresa, o que pode fracassar sua estratégia.

Para montar uma carteira de investimentos com boa diversificação e rentabilidade, confira o artigo “Carteira de Investimentos: Como montar uma carteira para o seu perfil de investidor”.

Como investir no mercado secundário com a XP

Como vimos, para investir no mercado secundário, é preciso ter acesso a um homebroker.

Este tipo de operação é intermediada por corretoras. Elas dão acesso aos produtos financeiros disponíveis da Bolsa por meio de plataformas próprias.

A XP Investimentos é referência em assessoria de investimentos no Brasil, com mais de 18 anos de atuação e mais de 350 bilhões de reais sob custódia.

Com o propósito de mudar a cultura de investimentos no Brasil, utilizando o mercado financeiro para melhorar a vida das pessoas, a XP tem uma grande diversidade de produtos, oferecidos de forma imparcial a seus clientes.

Alinhada a seus valores, a XP oferece taxa zero de custódia e corretagem para inúmeras modalidades de investimentos como: renda fixa e COE.

Além disso, a XP não cobra nada para abertura e manutenção da conta.

Como criar sua conta

Abra sua conta na XP Investimentos e acesse o portfólio diversificado e exclusivo da plataforma investindo no mercado secundário.

Para isso, siga o passo a passo apresentado abaixo:

  1. Clique neste link para ser direcionado ao site.
  2. Preencha o formulário. Serão solicitadas diversas informações pessoais, profissionais, além de dados bancários. Confira o preenchimento para que correspondam corretamente com os seus documentos.
  3. Aguarde a análise do seu perfil. Caso alguma informação fornecida esteja inconsistente, você receberá um e-mail solicitando a revisão do seu formulário de cadastro.
  4. Quando aprovado (em até 48 horas), você receberá através do seu e-mail, um usuário e senha para seu primeiro acesso.
  5. Ao acessar a plataforma, faça o teste para determinar seu perfil de investidor. Assim, o sistema ofereça as opções recomendadas para você.
  6. Faça uma transferência de valor do seu banco para sua conta XP, e comece a investir!

Conclusão

O mercado primário e o mercado secundário são complementares e fundamentais para a economia.

Mercado secundário e o mercado primário são complementares. O mercado secundário é um grande incentivo para o desenvolvimento do mercado primário.

Se os investidores não tivessem a chance de liquidar seus títulos antes do prazo de vencimento, possivelmente não estariam dispostos a investir em outros produtos financeiros.

Investir no mercado secundário pode ser uma boa estratégia, independentemente do seu perfil de investidor. Basta escolher produtos adequados aos seus objetivos.

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