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Bolsas em alta à espera de acordo entre EUA e Irã

No Brasil, o segundo relatório bimestral de 2026 trouxe bloqueio de gastos discricionários de R$ 22,1 bilhões — acima do esperado

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IBOVESPA -0,81% | 176.209 Pontos

CÂMBIO +0,13% | 5,01/USD

O que pode impactar o mercado hoje

Ibovespa

O Ibovespa encerrou a semana passada em queda de 0,6% em reais mas em alta de 0,4% em dólares, por conta da apreciação do real, aos 176.209 pontos.

O destaque positivo da semana foi Usiminas (USIM5, +13,5%), repercutindo revisões positivas de recomendação e elevações de preço-alvo por bancos de investimento.

Por outro lado, Minerva (BEEF3, -14,1%) teve forte queda após um banco de investimentos rebaixar a recomendação do papel de compra para neutra. Veja o resumo semanal da Bolsa.

Renda Fixa

No comparativo semanal, os juros futuros recuaram nas pontas intermediárias e longas, em uma semana marcada por algum alívio nas tensões entre EUA e Irã, apesar do tom mais duro da ata do Fed, que elevou as expectativas de aperto monetário à frente. Ainda assim, houve elevada volatilidade ao longo da semana, levando o juro de 30 anos a atingir na terça-feira (19) o maior patamar desde 2007 (5,197%).

Nos EUA, a T-note de 2 anos encerrou em 4,12% (+4bps vs. semana anterior), a T-note de 10 anos em 4,60% (-4bps) e o T-bond de 30 anos em 5,07% (-5bps). No Brasil, o DI jan/27 encerrou em 14,12% (-12bps), o DI jan/29 em 13,90% (-27bps) e o DI jan/31 em 14,00% (-25bps). A curva de NTN-B apresentou abertura, com a B29 em 7,99% (vs. 7,98%), a B35 em 7,82% (vs. 7,67%) e a B50 em 7,38% (vs. 7,26%);

Mercados globais

Nesta segunda-feira, os mercados nos EUA permanecem fechados por conta do feriado de Memorial Day. Na sexta-feira o S&P 500 (+0,4%) e o Nasdaq (+0,2%) encerraram em alta. O principal driver do mercado segue sendo o alívio nas preocupações geopolíticas, após Donald Trump afirmar que as negociações com o Irã estão avançando de forma “ordenada e construtiva”. O movimento provocou forte queda do petróleo, reduzindo parte das pressões inflacionárias.

Na Europa, as bolsas operam em forte alta (Stoxx 600: +1,6%) e atingindo o maior nível desde o início de março, antes da escalada do conflito envolvendo EUA, Israel e Irã. O DAX alemão e o CAC 40 francês avançam cerca de 1,1%, impulsionados principalmente pela queda expressiva do petróleo e pela expectativa de reabertura do Estreito de Ormuz. No corporativo, as ações da Delivery Hero disparam mais de 10% após a confirmação de uma proposta de aquisição feita pela Uber.

Na China, a bolsa fechou em alta (CSI 300: +1,6%) acompanhando o forte alívio observado no petróleo e a melhora do sentimento global. No restante da Ásia, o destaque ficou para o Japão, onde o Nikkei saltou 2,9% e ultrapassou pela primeira vez os 65 mil pontos, renovando máximas históricas. Em Taiwan, o Taiex atingiu recorde histórico, impulsionado pelas ações de tecnologia e semicondutores. Os mercados de Hong Kong e Coreia do Sul permaneceram fechados devido feriado. Confira o Top 5 temas globais da semana.

IFIX

O Índice de Fundos Imobiliários (IFIX) registrou queda de 0,76% no acumulado da semana, com desempenho negativo disseminado entre os principais segmentos. Os Fundos de Recebíveis recuaram 0,69%, em movimento puxado principalmente pelos fundos high yield, enquanto os Fundos de Tijolo encerraram a semana com baixa de 0,74%. No segmento de papel, mantemos visão positiva para os fundos de menor risco, pelo seu caráter mais defensivo no atual ambiente de incerteza, com preferência por fundos expostos a operações de baixo e moderado risco, dado o risco de inadimplência elevado. Os indexados ao IPCA seguem como destaque, com potencial de distribuições mais robustas em um cenário de juros e inflação persistentemente elevados.

Entre os segmentos de tijolo, Lajes Corporativas recuaram 1,34% na semana, embora a demanda por escritórios em São Paulo siga consistente, sustentando os resultados operacionais dos fundos de maior qualidade. Um movimento de flight to price tem impulsionado a descentralização corporativa para regiões fora do eixo da Faria Lima, como a Chucri Zaidan. Shoppings cederam 1,58%, enquanto Ativos Logísticos exibiram comportamento mais defensivo, com queda de 0,51%, sustentados por demanda consistente e perspectivas positivas, apesar do prêmio de risco mais comprimido.
Entre os destaques positivos do pregão de sexta-feira, sobressaíram TRBL11 (+3,1%), HFOF11 (+2,4%) e JSRE11, RCRB11 e KORE11 (todos com +2,0%). No campo negativo, as maiores quedas foram registradas por HCTR11 (-2,2%), SNCI11 (-2,2%) e TGAR11 (-2,1%). Saiba mais sobre os FIIs na semana.

Economia

Estados Unidos e Irã se aproximam de um acordo para encerrar o conflito no Oriente Médio, com perspectiva de reabertura do Estreito de Hormuz. O Brent recua nesta manhã para cerca de US$ 95 por barril.

No Brasil, o segundo relatório bimestral de 2026 trouxe bloqueio de gastos discricionários de R$ 22,1 bilhões — acima do esperado. Seguimos projetando déficit primário de R$ 55,3 bilhões (0,4% do PIB) em 2026 e não vemos necessidade de novos bloqueios ao longo do ano.

Na agenda desta semana, destaque para a inflação ao consumidor (medida pelo PCE) de abril e a segunda leitura do PIB do 1º trimestre nos Estados Unidos. No Brasil, foco para o PIB do 1º trimestre, o IPCA-15 de maio e os indicadores de mercado de trabalho de abril. Confira o Economia em Destaque.

Veja todos os detalhes

Economia

Acordo entre EUA e Irã se aproxima

  • Estados Unidos e Irã se aproximam de um acordo para encerrar o conflito no Oriente Médio. Segundo jornais, Washington e Teerã chegaram a um entendimento que incluiria a reabertura do Estreito de Hormuz e o encerramento formal da guerra. A perspectiva de acordo derrubou o preço do petróleo: o Brent recua nesta manhã, operando ao redor de 95 dólares por barril — ainda bem acima dos níveis anteriores ao conflito. Dito isso, o Ministério das Relações Exteriores do Irã afirmou, segundo a Reuters, que o memorando de entendimento não incluiria especificações sobre a gestão do Estreito, e o próprio Trump publicou nas redes sociais que pediu aos seus representantes para “não correrem para fechar o acordo” e que o bloqueio naval americano permanecerá até que um acordo esteja “fechado, certificado e assinado”;
  • Nos Estados Unidos, Kevin Warsh foi empossado como presidente do Fed (banco central) na sexta-feira, em cerimônia realizada na Casa Branca, substituindo Jerome Powell. Warsh assume o Fed em momento de elevada incerteza — com inflação pressionada pelo choque de energia, preços de combustíveis nos maiores níveis em anos e mercado de trabalho ainda aquecido. Em seu discurso, comprometeu-se a preservar a independência da instituição e a perseguir os mandatos de estabilidade de preços e pleno emprego;
  • No Brasil, o governo publicou o segundo relatório bimestral de receitas e despesas primárias (RARDP) de 2026 sem necessidade de contingenciamento, mas com bloqueio de gastos discricionários de R$ 22,1 bilhões — acima dos R$ 6 bilhões que estimávamos. Somado ao valor bloqueado em março, o montante congelado chega a R$ 23,7 bilhões. O bloqueio reflete aumento na projeção de despesas obrigatórias, concentrado em BPC/LOAS e benefícios previdenciários, ambos incorporando a redução mais rápida do que o esperado no estoque de requerimentos de benefícios. Pelo lado das receitas, a revisão foi positiva, liderada pela arrecadação administrada pela Receita Federal. O governo também retirou a projeção de receitas com leilão de petróleo, o que reduz a incerteza sobre o quadro fiscal do ano. Seguimos projetando déficit primário de R$ 55,3 bilhões (0,4% do PIB) em 2026, ou superávit de R$ 4,0 bilhões excluindo despesas fora da meta. Não vemos necessidade de novos bloqueios ao longo do ano e avaliamos como possível um desbloqueio de gastos discricionários nos próximos relatórios bimestrais. O principal risco remanescente são as medidas de mitigação do preço dos combustíveis, sobre as quais o relatório não abordou;
  • Na agenda internacional desta semana, o destaque será a divulgação do núcleo do deflator do consumo pessoal de abril nos Estados Unidos (Core PCE), o indicador de inflação preferido do Fed. Ainda nos Estados Unidos, será publicada a segunda leitura do PIB do 1º trimestre, cuja primeira estimativa apontou crescimento anualizado de 2,0%. O mercado também se mantém atento a possíveis desenvolvimentos nas negociações de paz entre Irã e Estados Unidos. No Brasil, o destaque será o PIB do 1º trimestre pelo IBGE, para o qual esperamos forte aceleração em relação ao trimestre anterior. Do lado da inflação, o IPCA-15 de maio será conhecido, com alívio parcial em combustíveis, mas altas relevantes em preços de alimentos e serviços. Além disso, os principais indicadores do mercado de trabalho — Caged e PNAD Contínua — referentes a abril serão divulgados. Por fim, o Banco Central publicará as notas estatísticas de fiscal, setor externo e crédito.

Empresas

XP Retail: Baixa convicção, baixa exposição 

  • Fizemos um NDR no Rio de Janeiro na semana passada para discutir o setor; 
  • No geral, os investidores continuam demonstrando baixa convicção e posicionamento leve no setor; 
  • Em termos de ações, vestuário se destacou como o segmento com momentum aparentemente melhor, enquanto preocupações em torno da desaceleração de GLP-1 e da jornada de trabalho 6×1 estão levando a revisões para baixo nas estimativas de farmácias; 
  • Sentimos uma melhora no sentimento em relação à SMFT após o 1T, embora ainda com algumas dúvidas em torno da dinâmica competitiva e da nova economia das academias; 
  • Por fim, a VIVA está sendo monitorada por alguns para um potencial ponto de entrada, enquanto NATU também foi um nome discutido, mas com a maioria vendo falta de momentum;
  • Clique aqui para acessar o relatório completo. 

Senior Sistemas – Investor Day 2026: Principais Conclusões e Implicações para a TOTVS

  • Ontem participamos do Investor Day da Senior Sistemas e saímos positivamente impressionados com o nível de detalhe estratégico e operacional apresentado pela companhia, bem como com seu histórico consistente de crescimento de dois dígitos acompanhado por sólida rentabilidade;
  • Em termos de implicações para a TOTVS, o evento reforça nossa visão construtiva sobre a tese e seus fundamentos: o mercado de software de gestão cresce estruturalmente acima do PIB nominal, a migração para cloud ocorre em ritmo acelerado e segue sendo um dos principais impulsionadores de crescimento de receita recorrente, e a IA está efetivamente ampliando o mercado endereçável e redefinindo produto, precificação e estratégia comercial;
  • Clique aqui para mais informações.

Renda fixa

De Olho na Renda Fixa: principais notícias de crédito privado, mercados e renda fixa


Estratégia

Posicionamento dos Fundos de Ações – Maio de 2026

  • Nos últimos 30 dias, o posicionamento indica uma rotação para Cíclicos e uma devolução parcial em nomes defensivos. TMT (+192 pb) registrou o maior aumento, seguido por Óleo, Gás & Petroquímicos (+150 pb) e Transportes (+141 pb).
  • Por outro lado, Elétricas (-258 pb) tiveram a maior redução, seguidas por Alimentos & Bebidas (-160 pb) e Bancos (-124 pb), estes últimos devolvendo parcialmente o forte fluxo observado no mês anterior.
  • Os setores com excesso de posições compradas, com relação ao benchmark, são Propriedades Comerciais, Saúde e Papel & Celulose, enquanto os setores subalocados são Bancos, Mineração & Siderurgia e Inst. Financeiras Não-Bancárias
  • Destaques dos fatores: Nas últimas quatro semanas, o posicionamento reverteu o movimento de busca por Qualidade observado no mês anterior. Valor (+368 pb) apresentou o avanço mais forte, recuperando-se após vários meses de quedas, enquanto Qualidade (-446 pb) registrou a maior redução, à medida que os fundos rotacionaram para fora desse fator. Baixo Risco (+74 pb) avançou marginalmente, enquanto Momentum (+21 pb) e Tamanho (-39 pb) permaneceram relativamente estáveis. A exposição direcional ao mercado aumentou 22 pb, ficando em termos gerais praticamente inalterada. Vale destacar que o índice de Risco Ativo se recuperou a partir das mínimas (z-score de 5 anos passando de -2,2 para -1,4), sugerindo que os fundos voltaram a assumir mais risco ativo em relação ao benchmark, após um período prolongado de maior indexação.
  • Clique aqui para acessar o relatório completo

Alocação & Fundos

Principais notícias

  • Fundos Imobiliários (FIIs): confira as principais notícias
    • Habitat Recebíveis Pulverizados (HABT11) | High yield, high risk
    • Mantemos posição NEUTRA para o HABT11, apesar da performance histórica superior à dos referenciais, da atuação técnica e diligente da gestão e do elevado desconto em relação à cota patrimonial;
    • A decisão é fundamentada nos seguintes fatores:
      • Exposição a créditos mais arrojados, o que exige cautela no atual cenário macroeconômico;
      • Garantias menos evidentes, ainda que o LTV seja reduzido (~51%);
      • Dividend yield elevado, porém insuficiente diante de alternativas com melhor relação risco-retorno disponíveis no mercado;
    • Clique aqui para mais informações.
  • Bullets | Fundos Imobiliários (FIIs) [Daily]
    • Habitat Recebíveis Pulverizados (HABT11) | High yield, high risk (Research XP);
    • FIIs na Semana | IFIX em queda; HGBS11 e HGRU11 movimentam semana (Research XP);
    • IFIX fecha em alta de 0,13%, mas tem queda de 0,76% na semana (FIIs);
    • Clique aqui para acessar o relatório.
  • ETFs: Confira as principais notícias dos índices e movimentos setoriais
    • 21Shares prepara ETF cripto de renda para competir com a Selic: País será laboratório para nova estratégia da gestora suíça, que vê potencial para testar produtos de yield com criptos capazes de rivalizar com a Selic. (Infomoney);
    • World’s Most Fervent Day Traders in Korea to Get Risky New Tools: South Korea is set to debut its first single-stock 2x daily leveraged ETFs, linked to Samsung Electronics and SK Hynix, offering amplified exposure to the country’s AI-driven chipmakers for its 14 million+ retail investors. (Bloomberg);
    • Global equity fund investors halt eight-week buying streak as bond yields rise: Global equity funds recorded the first weekly outflow in nine weeks in the week through May 20, as investors turned cautious over inflation and a rise in long-term borrowing costs to nearly ‌two-decade highs. (Reuters);
    • Por que a renda fixa tomou conta do mercado de ETFs (não é só a Selic): ETFs de renda fixa atingem R$ 51 bi em patrimônio, impulsionados por Selic alta, vantagens tributárias e modelo fee-based (Brazil Journal).
    • Acesse o relatório completo aqui

ESG

Brasil define setores e avança na implementação de seu mercado regulado de carbono | Brunch com ESG

  • Pensando em melhor auxiliar os investidores, o Brunch com ESG é um relatório publicado todos os domingos pelo time ESG do Research da XP que busca destacar os principais tópicos da agenda na semana;
  • Nesta semana, destacamos: Mercado regulado de carbono do Brasil avança com implementação setorial faseada entre 2027 e 2031, embora os prazos de implementação ainda permaneçam incertos;
  • Clique aqui pera ler o conteúdo completo.

Portaria do leilão de baterias será publicada em até 15 dias, diz MME | Café com ESG, 25/05

  • O mercado encerrou a semana passada em queda, com o Ibovespa recuando 0,6% e o ISE caindo 0,35%. O pregão de sexta-feira também fechou em território negativo, com o IBOV e o ISE em queda de 0,81% e 1,19%, respectivamente;
  • Na política, o ministro de Minas e Energia (MME), Alexandre Silveira, disse nesta sexta-feira (22/5) que a portaria do leilão de baterias será publicada em até 15 dias – a divulgação das regras para o certame é cobrada há meses pelo mercado, que espera a realização ainda em 2026;
  • No lado das empresas, (i) a mineradora de terras raras Terra Brasil Minerals assinou um acordo de intenções para vender uma participação minoritária da empresa para a Corporação Financeira de Desenvolvimento Internacional (DFC), braço de investimentos do governo dos Estados Unidos no exterior – se efetivado, esse será o segundo investimento dos EUA em minas de terras raras no Brasil neste ano, em meio a uma corrida do país para enfrentar o domínio chinês; e (ii) a BNDESPar iniciou em maio um processo de venda de parte de sua participação societária na Petrobras e na Axia Energia, disseram à Reuters quatro fontes a par das negociações – o banco afirmou que “mantém sua estratégia de desinvestimento de ativos maduros, sempre buscando otimizar e diversificar seu portfólio”;
  • Clique aqui para acessar o relatório completo.

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