IBOVESPA +0,64% | 172.787 Pontos
CÂMBIO -0,01% | 5,19/USD
O que pode impactar o mercado hoje
Ibovespa
O Ibovespa encerrou o pregão de quinta-feira em alta de 0,6%, aos 172.787 pontos.
Na ponta positiva, CSN Mineração (CMIN3, +2,7%) liderou os ganhos em meio à valorização do minério de ferro. Na ponta negativa, Natura (NATU3, -4,2%) recuou apesar da divulgação de uma participação de 6,6% pela gestora Advent.
Renda Fixa
Os juros futuros fecharam em alta ontem. Nos EUA, os rendimentos das Treasuries avançaram levemente mesmo após um Payroll mais fraco em junho, diante da avaliação de que o Federal Reserve deve manter postura cautelosa em relação à inflação, com a T-note de 2 anos a 4,17% (0bps), a T-note de 10 anos a 4,49% (+1bp) e o T-bond de 30 anos a 4,98% (+1bp). No Brasil, a curva de DI acompanhou o movimento externo e reagiu à forte colocação de títulos prefixados pelo Tesouro e a preocupações fiscais, com o DI jan/27 a 14,04% (+2bps), o DI jan/29 a 14,39% (+16bps) e o DI jan/31 a 14,49% (+16bps). A curva de NTN-B avançou, com a B29 a 8,63% (vs. 8,59%), a B35 a 8,26% (vs. 8,17%) e a B50 a 7,73% (vs. 7,71%).
Mercados globais
Nesta sexta-feira, os mercados nos EUA permanecem fechados devido feriado de 4 de julho (Dia da Independência). Ontem, o relatório de emprego dos EUA mostrou criação de 57 mil vagas em junho, abaixo da expectativa de 115 mil, enquanto a taxa de desemprego caiu para 4,2%. O dado reduziu as expectativas de novas altas de juros no curto prazo, impulsionando índices, mas a rotação para fora das empresas de ligadas à inteligência artificial continuou pressionando ações de semicondutores.
Na Europa, os mercados operam em alta (Stoxx 600: +0,2%), colocando o índice em rota para fechar em alta pela 4ª semana consecutiva. Na China, os mercados fecharam em alta (CSI 300: +0,6%; HSI: +1,3%).
IFIX
O Índice de Fundos de Investimento Imobiliário (IFIX) encerrou o pregão de quinta-feira em alta de 0,18%, aos 3.833,57 pontos. Dentre os segmentos, os fundos de recebíveis (+0,26%) lideraram os ganhos, seguidos pelos fundos híbridos (+0,28%). No universo dos fundos de tijolo (+0,13%), o avanço foi sustentado principalmente pelos segmentos de shoppings (+0,29%) e ativos logísticos (+0,13%), enquanto lajes corporativas registraram leve queda (-0,04%).
Fundos de fundos (-0,25%) figuraram entre os destaques negativos do dia, enquanto multiestratégia apresentou desempenho próximo da estabilidade (+0,08%). Entre os destaques positivos do pregão, sobressaíram SNFF11 (+1,8%), BTAL11 (+1,7%) e BTCI11 (+1,6%). No campo negativo, as maiores quedas foram registradas por CACR11 (-4,4%), XPIN11 (-4,4%) e BBIG11 (-2,3%).
Economia
A criação de postos de trabalho nos EUA ficou abaixo das expectativas em junho: 57 mil contra 113 mil. Os totais mensais de abril e maio foram revisados para baixo. Os resultados indicam que o mercado de trabalho desacelerou, embora ainda apresente um nível positivo. Isso reduz a probabilidade de um aumento nas taxas de juros pelo Federal Reserve (banco central) este ano, mas não a ponto de sugerir que o próximo movimento possa ser um corte.
No Brasil, destaque para a divulgação da produção industrial de maio.
Veja todos os detalhes
Economia
Dados mais fracos do mercado de trabalho dos EUA reduzem as chances de alta de juros pelo Fed
- Os mercados nos EUA estão fechados hoje devido ao feriado da Independência. Conforme divulgado ontem pelo Bureau of Labor Statistics americano, a criação de postos de trabalho ficou abaixo das expectativas em junho: 57 mil contra 113 mil. Os totais mensais de abril e maio foram revisados para baixo, com uma redução combinada de 74 mil vagas, passando para 148 mil e 129 mil, respectivamente. A taxa de desemprego caiu de 4,3% para 4,2%, à medida que mais pessoas deixaram a força de trabalho. Os resultados indicam que o mercado de trabalho desacelerou, embora ainda apresente um nível positivo. Isso reduz a probabilidade de um aumento nas taxas de juros pelo Federal Reserve (banco central) este ano, mas não a ponto de sugerir que o próximo movimento possa ser um corte. Afinal, a inflação permanece acima da meta — mesmo com os preços do petróleo retornando aos níveis pré-guerra — e a atividade econômica continua crescendo;
- A sondagem empresarial PMI Composta (serviços e indústria) da Zona do Euro atingiu 50 pontos em junho, ante 48,5 em maio (leituras acima de 50 indicam expansão). O dado sugere que a economia não está em recessão, mas também não apresenta um crescimento robusto. Na quarta-feira, a inflação ao consumidor veio ligeiramente abaixo das expectativas, embora ainda acima da meta. A presidente do Banco Central Europeu, Christine Lagarde, fará um discurso público hoje; os mercados acompanharão atentamente em busca de sinais sobre os próximos passos da política monetária;
- Na China, o PMI de serviços RatingDog (compilado pela S&P Global, antigo Caixin) recuou de 54,4 em maio para 54,1 em junho, mas superou o consenso de mercado (53,0), segundo a Reuters. O resultado foi sustentado pelo avanço de novos pedidos, com a demanda externa em alta pelo segundo mês seguido, e manteve o setor em expansão desde janeiro de 2023. A leitura contrasta com o PMI oficial de serviços (NBS), que ficou em 50,2, apenas marginalmente acima da linha de estabilidade, e reforça a resiliência do setor de serviços como sustentáculo da atividade chinesa, ainda que a demanda doméstica siga fraca;
- No Brasil, o destaque são os resultados da produção industrial de maio que serão publicados esta manhã. O consenso de mercado aponta para um aumento de 1,3% na comparação anual. A produção industrial tem ganhado tração desde o início do ano, indicando que a economia está reagindo positivamente às recentes medidas expansionistas do governo.
Empresas
Sentimento construtivo para o setor de saúde, apesar do posicionamento ainda leve dos investidores
- Após o início de cobertura, passamos as últimas duas semanas em reuniões com investidores em São Paulo e no Rio de Janeiro;
- De forma geral, observamos um tom mais construtivo em relação ao setor, apesar de o posicionamento ainda permanecer relativamente leve na maioria dos nomes;
- As discussões estiveram majoritariamente concentradas nos nomes large-cap — Rede D’Or, Bradesco Saúde, Hypera e Fleury — e giraram em torno de três temas principais: (i) múltiplos de valuation negociando abaixo dos níveis históricos, em conjunto com potenciais catalisadores de curto prazo; (ii) expectativas de maior estabilidade na base de investidores estrangeiros após saídas relevantes recentes; e (iii) preocupações relacionadas a possíveis impactos da Copa do Mundo sobre os volumes de utilização de serviços de saúde.
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Varejo Farma: A tese de assimetria nos GLP-1: modelando o desconhecido; apresentando o Painel de Mercado GLP-1 da XP
- Varejistas farmacêuticos tiveram uma underperformance relevante em meio a preocupações com a dinâmica do mercado de GLP-1, à medida que Mounjaro (MJ) enfrenta uma base mais comparável e alternativas de semaglutida (SA) impulsionam deflação de preços na categoria;
- Em nossa visão, a principal questão é como a dinâmica de volumes irá se desenrolar, uma pergunta que continua difícil de responder dado o número de variáveis envolvidas;
- Ainda assim, construímos um painel para ajudar investidores a encontrar essa resposta com base em seu nível de confiança e conforto em relação às principais variáveis que impactam GLP-1;
- Sob nossas premissas, estimamos crescimento de 54% do mercado em 2027 e potencial para o mercado quadruplicar no longo prazo;
- Também fazemos um teste de estresse das dinâmicas de crescimento e margem de curto prazo de GLP-1 para sustentar nossa visão de que os níveis atuais de valuation para o segmento parecem assimétricos;
- Assim, reiteramos nossa recomendação de Compra para as três varejistas farmacêuticas, com RD como nossa preferência dado seu perfil mais defensivo;
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Embraer (EMBJ3): Entregas no caminho certo; mix como potencial vento favorável de margem no 2T26
- A Embraer anunciou suas entregas referentes ao 2T26, compostas por 20 aeronaves comerciais (vs. 19 no 2T25) e 45 jatos executivos (vs. 38 no 2T25), sem entregas de defesa neste trimestre (vs. 4 A-29 Super Tucano no 2T25);
- No geral, vemos a melhora nas entregas como uma implicação positiva para o 2T26 (entregas comerciais +2 unidades vs. XPe e jatos executivos +4 unidades vs. nossas estimativas), com o mix potencialmente benéfico para a rentabilidade T/T;
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Renda fixa
De Olho na Renda Fixa: principais notícias de crédito privado, mercados e renda fixa
- GPA conclui venda de participação na Stix para RD Saúde (Valor Econômico);
- Área técnica do Cade aprova operação entre Petrobras e Equinor Brasil (Valor Econômico);
- Seis gestoras fazem proposta a credores para comprar dívida da Raízen (Estadão);
- Fitch Revisa Perspectiva da Gerdau Para Positiva e Afirma IDR de Longo Prazo em ‘BBB’ (Fitch Ratings).
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Estratégia
Carteiras XP: Top Ações, Dividendos e Small Caps – Julho 2026
- Na carteira Top Ações XP, realizamos alguns ajustes setoriais neste mês. Estamos adicionando uma companhia do setor de Saúde, aumentando a exposição em uma de Saneamento e removendo outra do setor de Elétricas. (clique aqui para conferir);
- Na carteira Top Dividendos XP, estamos aumentando a exposição em uma companhia do setor de Elétricas e removendo outra companhia do mesmo setor. Além disso, estamos aumentando exposição em uma companhia do setor Financeiro. (clique aqui para conferir);
- Na Carteira Top Small Caps XP, estamos aumentando a exposição a uma companhia de TMT e outra do setor de Transportes. Além disso, removemos uma companhia do setor de Mineração & Siderurgia. (clique aqui para conferir).
Alocação & Fundos
Principais notícias
- Fundos Imobiliários (FIIs): confira as principais notícias
- Estratégia Quant: Carteira Viva de Renda com FIIs (Research XP);
- Dividendos de 14,6%: Veja os fundos imobiliários recomendados pela XP para julho (Money Times);
- SNFF11 sobe 1,81%, CACR11 cai 4,43%; IFIX fecha em alta de 0,18% (Suno Notícias);
- Clique aqui para acessar o relatório.
- Carteira Recomendada XP FIIs – Carteira Viva de Renda com FIIs – Julho/26
- Atualizamos a carteira Viva de Renda com FIIs para o mês de julho de 2026;
- Em junho a carteira registrou queda de 1,0%, ficando acima do IFIX, que recuou 1,2% no período. Além disso, entregou um dividend yield mensal de 0,98%, equivalente a 11,8% em termos anualizados;
- Com isso, a carteira acumula valorização de 13,3% nos últimos 12 meses, correspondente a 133,% do IFIX e a 91,7% do CDI acumulado no período;
- Clique aqui para mais informações.
- ETFs: confira as principais notícias dos índices e movimentos setoriais
- ETFs alavancados são só a ponta do iceberg: a alavancagem recorde que varre o sistema financeiro — com a demanda de varejo por ETFs geared em máxima histórica desde o melt-up de memória — expõe hedge funds, bancos e fundos money market a perdas crescentes se o trade de IA virar. (Bloomberg)
- ETF Zoo mid-year: fluxo cruza US$ 1 tri e o trade de IA não para (ETF.com)
- SMH vs SOXX, SPY vs IVV: os ETFs mais comparados de 2026 (ETF.com)
- Citi cuts bitcoin, ether forecasts as ETF flows turn negative (Reuters)
- Clique aqui para acessar o relatório.
ESG
Ministério de Minas e Energia cria GT para mapeamento de reservas de urânio no país | Café com ESG, 03/07
- O pregão de quinta-feira fechou em território positivo, com o IBOV e ISE avançando 0,64 e 0,59%, respectivamente.
- Na política, (i) o governo aprovou nesta quinta-feira uma resolução que cria um grupo de trabalho para estudar o papel do urânio no Programa Nuclear Brasileiro e em outros programas estratégicos de defesa e transição energética – segundo o Ministério de Minas e Energia (MME), o grupo irá avaliar o estado atual do mapeamento sobre os recursos e reservas de minerais nucleares do país, e propor estratégias para ampliar esse conhecimento; e (ii) o Ministério de Minas e Energia publicou o plano decenal de expansão de energia 2035 (PDE 2035), com R$ 3,5 trilhões de investimentos previstos nos próximos dez anos – o PDE estima que a capacidade instalada de geração elétrica cresça de 255 GW para cerca de 367 GW, impulsionada pelo crescimento das fontes eólica, solar e da geração distribuída (GD).
- Do lado das empresas, a ByteDance anunciou um investimento superior a R$ 200 bilhões para construir um campus de data centers no Complexo Portuário do Pecém, no Ceará – quando concluído, o projeto terá capacidade de até 900 MW e será o maior complexo de data centers do Brasil e da América Latina, destinado a atender as operações globais do Tik Tok fora da China.
- Clique aqui para acessar o relatório completo.

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