IBOVESPA -0,05% | 173.205 Pontos
CÂMBIO +0,09% | 5,17/USD
O que pode impactar o mercado hoje
Ibovespa
O Ibovespa encerrou o pregão de terça-feira em queda de 0,7%, aos 172.024 pontos, em meio à repercussão dos dados do Caged, que vieram bem abaixo do esperado. Com isso, o índice fechou junho com recuo de 1,0%.
Embraer (EMBJ3, +2,1%) avançou após a companhia informar que o jato Praetor 500E recebeu certificação tripla da Agência Nacional de Aviação Civil. Na ponta negativa, Braskem (BRKM5, -3,8%) recuou após um banco de investimentos rebaixar sua recomendação para as ações da companhia de compra para neutra.
Renda Fixa
Os juros futuros fecharam em direções opostas ontem. Nos EUA, as Treasuries avançaram diante de dados ainda resilientes do mercado de trabalho e da expectativa de juros elevados por mais tempo pelo Federal Reserve, com a T-note de 2 anos a 4,15% (+5bps), a de 10 anos a 4,44% (+7bps) e o T-bond de 30 anos a 4,93% (+7bps). No Brasil, a curva de DI fechou, especialmente nos vértices curtos, com o DI jan/27 a 14,00% (-4bps), o DI jan/29 a 14,12% (-8bps) e o DI jan/31 a 14,21% (-6bps), refletindo a desaceleração na geração de empregos formais, a perda de dinamismo do mercado de trabalho doméstico e o aumento das apostas em um novo corte da Selic na reunião de agosto do Copom. Já a curva de NTN-B avançou, com a B29 a 8,62% (vs. 8,56%), a B35 a 8,14% (vs. 8,12%) e a B50 a 7,67% (vs. 7,66%).
Mercados globais
Nesta quarta-feira, os futuros nos EUA operam em queda (S&P 500: -0,2%; Nasdaq 100: -0,4%), com investidores realizando lucros antes de uma agenda econômica importante, com a divulgação do Payroll amanhã, e atentos aos próximos sinais do Federal Reserve. Os mercados iniciam julho em tom mais cauteloso, após um primeiro semestre bastante positivo para as bolsas americanas. No dia, o foco dos mercados estará nos dados de emprego (ADP), atividade industrial (ISM) e no discurso do presidente do Fed, Kevin Warsh.
Na Europa, o Stoxx 600 recua 0,2%, acompanhando o movimento de realização global. Na Ásia, o fechamento foi majoritariamente negativo, com alta do Nikkei (+0,6%) e queda do Kospi (-2,0%), HSI (-0,6%) e CSI 300 (-0,4%).
IFIX
O Índice de Fundos de Investimento Imobiliário (IFIX) encerrou o pregão de ontem em alta de 0,31%, aos 3.830,59 pontos, mantendo a trajetória positiva recente do mercado. O desempenho entre os segmentos foi amplamente positivo, com destaque para os fundos de tijolo (+0,37%), impulsionados principalmente por lajes corporativas (+0,51%) e shoppings (+0,47%), além de avanços em ativos logísticos (+0,32%) e multiestratégia (+0,21%).
Os fundos de fundos (+0,37%) e os híbridos (+0,30%) também contribuíram positivamente, enquanto os fundos de recebíveis avançaram de forma mais moderada (+0,25%). Entre os destaques positivos do pregão, sobressaíram XPIN11 (+4,9%), HCTR11 (+3,6%) e PVBI11 (+2,3%). No campo negativo, as maiores quedas foram registradas por RBRL11 (-5,1%), HABT11 (-1,8%) e BTAL11 (-1,2%).
Economia
Na Zona do Euro, a inflação mostrou sinais de arrefecimento e recuou a 2,8% em junho, na esteira da redução dos preços de energia. Na China, o PMI industrial subiu para 50,3 em junho, terceiro mês consecutivo de expansão, enquanto nos Estados Unidos a confiança do consumidor melhorou para 91,2, ainda em patamar historicamente baixo.
No Brasil, o setor público consolidado registrou déficit primário de R$ 56,1 bilhões em maio, levando a Dívida Bruta do Governo Geral a 81,1% do PIB, o maior nível desde 2021. O Caged mostrou criação de apenas 73 mil empregos formais no mês, bem abaixo do esperado, reforçando o quadro de moderação do mercado de trabalho.
Na agenda, destaque para os PMIs industriais de junho nos Estados Unidos, Zona do Euro e China. Ainda no exterior, teremos a divulgação do relatório de emprego da ADP nos Estados Unidos, além dos discursos de Christine Lagarde e Kevin Warsh. No Brasil, destaque para a nota de Crédito do Banco Central referente a maio e o PMI industrial de junho.
Veja todos os detalhes
Economia
Dados de emprego e atividade nos Estados Unidos são destaque nesta quarta-feira
- A inflação ao consumidor da Zona do Euro recuou para 2,8% em junho (ante 3,2% em maio e abaixo da expectativa de 3,0%), impulsionada principalmente pela desaceleração nos preços de energia — que subiram 8,7% contra 10,8% no mês anterior — após o acordo de paz entre EUA e Irã aliviar a pressão sobre o petróleo, que havia ultrapassado US$ 110/barril com o fechamento do Estreito de Ormuz. O núcleo da inflação também cedeu, para 2,4%, enquanto serviços, alimentos e combustíveis moderaram. Apesar do alívio, o BCE — primeiro banco central do G7 a elevar juros em resposta à inflação — sinalizou que novos aumentos ainda não estão descartados;
- Na China, o PMI industrial oficial subiu para 50,3 em junho, ante 50,0 em maio, superando a expectativa de mercado (50,1) e marcando o terceiro mês consecutivo em território de expansão. O resultado foi sustentado pelas fortes exportações de manufatura de alta tecnologia ligadas à demanda por inteligência artificial, ainda que a demanda doméstica e outros segmentos industriais permaneçam fracos. O PMI de serviços também avançou, de 50,1 para 50,2;
- Nos Estados Unidos, a confiança do consumidor medida pelo Conference Board subiu para 91,2 em junho, ante uma leitura revisada para baixo de 90,6 em maio, ainda um patamar historicamente baixo. A melhora foi atribuída à recente queda nos preços da gasolina, que aliviou parte das preocupações com a inflação, embora as avaliações sobre o mercado de trabalho tenham piorado no mês. O relatório de emprego (payroll) de junho será divulgado na quinta-feira, com o mercado projetando criação de 100 mil vagas e taxa de desemprego estável em 4,3%;
- No Brasil, o setor público consolidado registrou déficit primário de R$ 56,1 bilhões em maio, acima do déficit de R$ 33,7 bilhões observado no mesmo mês de 2025. No acumulado em 12 meses, o déficit chegou a R$ 149,0 bilhões (1,1% do PIB). O resultado foi puxado pelo governo central, que registrou déficit de R$ 55,2 bilhões, refletindo forte alta das despesas discricionárias (+130% A/A) e dos benefícios previdenciários; estados e municípios também tiveram resultado negativo (R$ 1,2 bilhão). As despesas com juros nominais somaram R$ 107,5 bilhões, elevando o déficit nominal do setor público a R$ 163,7 bilhões no mês e a R$ 1.259,9 bilhões (9,6% do PIB) em 12 meses. Como resultado, a Dívida Bruta do Governo Geral subiu de 80,2% para 81,1% do PIB, o maior nível desde maio de 2021, enquanto a Dívida Líquida do Setor Público avançou para 67,9% do PIB, máxima da série histórica. Olhando à frente, projetamos déficit de R$ 55,2 bilhões (0,4% do PIB) para o setor público consolidado em 2026 e dívida bruta em 83,3% do PIB ao final do ano;
- Ainda no Brasil, o Caged mostrou criação líquida de 73 mil empregos formais em maio, consideravelmente abaixo das expectativas (Mercado: 130 mil; XP: 118 mil). Em nossas estimativas com ajuste sazonal, o saldo passou de 16 mil em abril para 40 mil em maio, levando a média móvel de três meses a recuar de 103 mil para 82 mil; no acumulado em 12 meses, a criação chegou a 973,3 mil, ante 1,053 milhão na leitura anterior. Tanto admissões quanto demissões recuaram no mês. Em nossa visão, a moderação do emprego reflete, ao menos em parte, restrições pelo lado da oferta de mão de obra em setores como comércio, hospedagem, alimentação e construção, e não necessariamente uma desaceleração da demanda doméstica — que deve ficar mais evidente a partir do fim deste ano. A dinâmica salarial seguiu moderada, com o salário real de admissão praticamente estável pelo segundo mês seguido. Diante do resultado, revisamos a projeção de criação líquida de empregos formais em 2026 de 1,050 milhão para 960 mil;
- Na agenda internacional, destaque para a divulgação do PMI industrial de junho nos Estados Unidos, tanto pela leitura da S&P Global quanto pelo ISM, além do relatório de emprego da ADP (Mercado: +118 mil, ante +122 mil em maio). Também serão conhecidos o PMI industrial da Zona do Euro e o PMI privado (RatingDog, ex-Caixin) da China. Na agenda de discursos, destaque para as falas de Christine Lagarde (BCE) e do novo presidente do Federal Reserve, Kevin Warsh. No Brasil, o Banco Central divulga a nota de crédito referente a maio, e a S&P Global publicará o PMI industrial de junho (S&P Global) – em maio, o índice ficou em 49,1 pontos, em zona de contração.
Commodities
Papel e Celulose: Demanda fraca na china limita a recuperação dos preços de celulose
- Os fundamentos de celulose na China seguem pressionados, com estoques elevados, chegadas constantes de importações e demanda fraca no downstream continuando a pesar sobre o mercado;
- Embora a celulose de fibra curta tenha mostrado resiliência relativamente melhor, sustentada por cotações mais estáveis no mercado externo, o pano de fundo mais amplo ainda aponta para espaço limitado para uma recuperação no curto prazo,
- já que uma retomada mais relevante provavelmente exigiria demanda mais forte por papel, uma retomada de recomposição de estoques ou cortes de oferta mais visíveis, com riscos de baixa para os níveis atuais de preços aumentando;
- Em relação aos dados recentes do setor, observamos: (i) os preços de OCC no Brasil aumentaram +4% M/M em Mai’26 (-19% A/A), segundo a Anguti;
- (ii) os estoques de celulose nos portos europeus aumentaram +1% M/M em Mai’26 (-20% A/A), segundo a Europulp; e
- (iii) os preços líquidos de celulose de fibra curta na China estão atualmente em US$606/t, com futuros de celulose de fibra curta a US$606/t para Jul’26 (queda S/S), enquanto a celulose de fibra longa está em US$650/t;
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Mineração e Siderurgia: Nova rodada de atritos da CMRG no minério de ferro; preços do ouro sob pressão
- Nesta semana, os preços do minério de ferro subiram +2% S/S, apoiados por preocupações renovadas em torno de atritos de oferta no curto prazo;
- Particularmente após reportes de que algumas cargas da Fortescue previstas para siderúrgicas chinesas em Jul’26 estavam retidas em meio a negociações travadas com a CMRG;
- Enquanto a CSN Mineração estaria negociando um acordo pelo qual a CMRG poderia se tornar agente exclusivo de vendas para algumas de suas cargas vendidas na China;
- Além disso, os preços do ouro recuaram -2% S/S, com saídas de ETFs de -38 toneladas na semana de 26 de junho;
- À medida que expectativas mais fortes de alta de juros pelo Fed e um dólar mais forte continuaram pesando sobre o metal, com o ouro caminhando para seu pior desempenho trimestral em 13 anos;
- Também destacamos que (i) os estoques portuários de minério de ferro na China avançaram +1% S/S;
- E (ii) os preços de HRC ficaram estáveis, enquanto os preços de vergalhão recuaram -1% S/S no Brasil, respectivamente, com paridade de importação de aço plano em +21% (estável S/S) e paridade de aço longo em -4% (-1p.p. S/S), com importações de aço do Egito (isentas de tarifas) sugerindo paridade em +7%;
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Empresas
PRIO (PRIO3) e Brava Energia (BRAV3) | Prévia de produção – Junho/26
• As companhias independentes de E&P devem divulgar seus dados de produção de junho nos próximos dias. Antes das divulgações, revisamos os dados diários de produção da ANP disponíveis até 24 de junho e apresentamos nossas expectativas;
• Nossos principais destaques são: (i) a produção de óleo da PRIO deve aumentar sequencialmente para c.171.7kbpd (+11.0kbpd m/m), impulsionada principalmente por um melhor desempenho em Frade + Wahoo e Peregrino (80%);
• e (ii) a produção de óleo da Brava deve permanecer praticamente estável em c.63.9kbpd (-0.5kbpd m/m), à medida que uma paralisação em Atlanta no início de junho (já normalizada) é compensada por um desempenho mais forte em Parque das Conchas;
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Renda fixa
De Olho na Renda Fixa: principais notícias de crédito privado, mercados e renda fixa
- Banco Safra está entre os interessados em ativos do Digimais (Pipeline Valor);
- Superintendência da CVM nega pedido de OPA da Oncoclínicas; caso agora será analisado pelo Colegiado (Valor Econômico);
- JBS dará férias coletivas em duas unidades de Mato Grosso (Globo Rural);
- Potenciais compradores avaliam pendência da CSN no porto de Itaguaí (Pipeline Valor).
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Estratégia
Raio-XP Brasil: Um semestre de dois opostos para a Bolsa brasileira
- Em junho, as ações globais registraram desempenho negativo, com o trade de IA perdendo força. As ações brasileiras também encerraram o mês em queda, pressionadas pelas saídas de fluxos estrangeiros, mas superaram outros mercados no fim do mês, beneficiando-se da correção em ações de IA. Apresentamos nossas expectativas para o 2º semestre, com foco em dois temas:
- Juros e inflação, uma vez que, de acordo com nosso modelo, o Brasil recentemente entrou em um regime de Inflação Alta e pode entrar em um regime de Juros em Alta;
- As eleições presidenciais, já que o aumento de volatilidade observado antes das eleições de outubro já começou.
- Apesar desse cenário mais desafiador, seguimos construtivos devido ao valuation e ao técnico, uma vez que nosso indicador proprietário de sentimento, historicamente um bom indicador contrário, permanece em níveis de “Pessimismo Extremo”;
- Reduzimos nossa projeção do Ibovespa para o final de 2026 para 200 mil pontos, de 205 mil anteriormente. Também atualizamos as carteiras recomendadas XP.
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Alocação & Fundos
Principais notícias
- Fundos Imobiliários (FIIs): confira as principais notícias
- IFIX fecha em alta e retoma os 3.830 pontos no último pregão de junho (Suno Notícias);
- Paraná atrai gigantes do e-commerce e fortalece galpões logísticos (Buildings);
- Mercado de galpões atinge 2 milhões de metros quadrados com disputa entre Meli e Amazon (Exame);
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- ETFs: confira as principais notícias dos índices e movimentos setoriais
- SEC abre consulta pública sobre ETFs “novel”: com o setor batendo US\$ 15,7 tri, o regulador americano questiona se seu arcabouço ainda cabe em produtos alavancados, de opções, cripto e prediction markets, e estuda mais confidencialidade e poder de intervenção pós-lançamento. (Reuters)
- China wants its own chips — now there’s an ETF for it (ETF.com)
- Bitcoin fecha pior semestre desde 2022 e perde mais de 30% (Valor Investe)
- SEC mulls new ETF rules as $16 trillion boom disrupts status quo (Bloomberg)
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ESG
Âmbar Energia, do Grupo J&F, anuncia expansão da produção de biometano | Café com ESG, 01/07
- O pregão de terça-feira fechou em território negativo, com o IBOV e ISE recuando 0,68% e 0,7%, respectivamente.
- No Brasil, (i) a JBS informou que a Âmbar Energia, empresa de energia do grupo J&F, vai investir R$ 65 milhões para ampliar a produção de biometano nas plantas da Friboi no Campo Grande II (MS), Lins (SP) e Andradina (SP) – segundo a companhia, a expansão tem potencial de adicionar mais de 14 milhões de metros cúbicos de biometano por ano à matriz energética e aumentar a substituição de combustíveis fósseis por energia renovável; e (ii) oIbama está elaborando critérios que podem orientar o licenciamento ambiental de projetos de captura e armazenamento de carbono em áreas marítimas – a regulamentação pretende definir quais estudos ambientais serão exigidos para empreendimentos offshore, enquanto projetos em terra deverão ficar sob responsabilidade dos órgãos ambientais estaduais.
- No internacional, o Mercosul está avançando para construir uma estratégia regional para minerais críticos, elaborando um mapeamento dos insumos considerados essenciais para a transição energética e a indústria de alta tecnologia – a iniciativa pretende orientar a cooperação entre os países na exploração, processamento e agregação de valor desses recursos.
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