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Bolsas em queda e petróleo em alta com tensões no Oriente Médio

Ataques no Oriente Médio e ata do FOMC são alguns dos temas de maior destaque nesta quarta-feira, 08/07/2026

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IBOVESPA -0,25% | 172.020 Pontos

CÂMBIO -0,41% | 5,14/USD

O que pode impactar o mercado hoje

Ibovespa

O Ibovespa encerrou o pregão de terça-feira em queda de 0,3%, aos 172.021 pontos, em meio ao aumento das tensões no Oriente Médio, que elevou o petróleo (Brent: +1,60%). Além disso, o índice acompanhou o tom negativo das bolsas globais, pressionadas pelas ações de tecnologia e ligadas ao tema de IA.

PRIO (PRIO3: +5,0%) foi o destaque positivo do dia, beneficiada pela alta do Brent. Por outro lado, os destaques negativos foram as companhias cíclicas da bolsa, como C&A (CEAB3: -4,1%) e YDUQS (YDUQ3: -3,8%), que foram pressionadas pela abertura da curva de juros.

Renda Fixa

Os juros futuros encerraram ontem em alta, acompanhando o aumento da aversão ao risco nos mercados globais após os Estados Unidos revogarem a licença para a comercialização de petróleo iraniano, medida que impulsionou os preços da commodity e elevou os rendimentos das Treasuries na véspera da divulgação da ata do Federal Reserve. Nos EUA, as taxas encerraram com a T-note de 2 anos a 4,18% (+7 bps), a T-note de 10 anos a 4,55% (+8 bps) e o T-bond de 30 anos a 5,05% (+7 bps). No Brasil, a curva de DI também abriu, com o DI jan/27 a 14,02% (+2 bps), o DI jan/29 a 14,28% (+9 bps) e o DI jan/31 a 14,37% (+5 bps). A curva de NTN-B apresentou movimentos marginais, com a B29 a 8,50% (estável), a B35 a 8,13% (vs. 8,15%) e a B50 a 7,55% (vs. 7,58%).

Mercados globais

Nesta quarta-feira, os futuros nos EUA operam em queda (S&P 500: -1,0%; Nasdaq 100: -1,4%) em forte aversão ao risco após escalada das tensões no Oriente Médio. O sentimento foi pressionado após o presidente Donald Trump afirmar que o cessar-fogo com o Irã “acabou”, em meio à retomada dos ataques na região. Segundo o Comando Central americano, os EUA iniciaram uma série de fortes ataques contra o Irã na noite de terça-feira, em retaliação a ataques contra três embarcações comerciais que navegavam pelo Estreito de Ormuz. Na Europa, o Stoxx 600 cai 1,8%, enquanto o petróleo dispara, com o Brent (+5,6%) e o WTI (+5,7%). Na Ásia, o Kospi (Coreia do Sul) continuou sua trajetória de queda, impactados principalmente pelo desempenho de Samsung e SK Hynix. O restante dos mercados asiáticos fechou majoritariamente em queda, com exceção de Hong Kong (HSI: +3,0%).

IFIX

O Índice de Fundos de Investimento Imobiliário (IFIX) encerrou o pregão desta terça-feira em queda de 0,17%, aos 3.828,53 pontos. Entre os segmentos, os fundos de recebíveis apresentaram estabilidade (+0,00%), enquanto os fundos de tijolo recuaram 0,17%, pressionados principalmente por ativos logísticos (-0,14%), multiestratégia (-0,25%) e lajes corporativas (-0,33%). Os fundos híbridos também tiveram desempenho negativo (-0,41%), enquanto os FOFs registraram a maior queda entre os principais segmentos, com recuo de 0,83%. Já os fundos de shoppings apresentaram leve variação negativa de 0,04%. Entre os destaques positivos do pregão, sobressaíram TOPP11 (+2,7%), VINO11 (+1,5%) e LIFE11 (+1,5%). No campo negativo, as maiores quedas foram registradas por BBIG11 (-2,1%), OUJP11 (-1,9%) e XPSF11 (-1,7%).

Economia

Os Estados Unidos atacaram mais de 80 alvos militares no Irã ontem à noite, em resposta a ataques da Guarda Revolucionária iraniana contra três embarcações comerciais no Estreito de Ormuz. Paralelamente, o Departamento do Tesouro revogou a licença que autorizava a venda de petróleo iraniano, e o Irã prometeu resposta “esmagadora”, lançando mísseis e drones contra bases americanas no Bahrein e no Kuwait. O episódio fragiliza o cessar-fogo em vigor desde junho e levou o petróleo (tipo Brent) a subir para cerca de US$ 78 por barril.

Na agenda internacional de hoje, destaque para a ata da última reunião do Fed (banco central dos Estados Unidos), a primeira sob a presidência de Kevin Warsh, além da divulgação da inflação ao consumidor e ao produtor na China.

Veja todos os detalhes

Economia

Ataques a navios no Estreito de Ormuz levam Estados Unidos a atacar o Irã e revogar autorização para venda de petróleo iraniano

  • Os Estados Unidos atacaram mais de 80 alvos militares no Irã ontem à noite, em resposta a ataques da Guarda Revolucionária iraniana contra três embarcações comerciais no Estreito de Ormuz — um navio gaseiro qatari e um petroleiro saudita, entre os alvos. Paralelamente, o Departamento do Tesouro revogou a licença que autorizava a venda de petróleo iraniano no mercado internacional, concedida em junho como parte do acordo de cessar-fogo entre os dois países. O Irã classificou as ações dos Estados Unidos como violação do memorando de entendimento e prometeu resposta “esmagadora”; horas depois, mísseis e drones foram lançados contra bases americanas no Bahrein e no Kuwait, que ativaram seus sistemas de defesa antiaérea. O episódio fragiliza o já instável cessar-fogo em vigor desde junho e eleva o risco de nova escalada no conflito iniciado em fevereiro. O preço do petróleo (tipo Brent) voltou a subir, para cerca de 78 dólares por barril, revertendo o recuo que havia levado a commodity de volta a níveis pré-guerra na semana passada;
  • Na agenda internacional de hoje, destaque para a divulgação da ata da última reunião de política monetária do Fed (banco central dos Estados Unidos), a primeira sob a presidência de Kevin Warsh, que deve trazer mais detalhes sobre a decisão de manter os juros. Também será divulgada a inflação ao consumidor e ao produtor na China.

Principais notícias dos setores

Nestas publicações diárias, trazemos as principais notícias nacionais e internacionais dos setores: Financeiro, Varejo (e-commerce, supermercados, lojas de roupa, farmácias, etc.), Agro, Alimentos e Bebidas, Energia (óleo & gás e elétricas) e Saúde.

  • Radar Energia XP: Notícias diárias do setor de energia
    • Nesta edição do nosso Market Dispatch mensal, trazemos atualizações sobre os mapas climáticos para os próximos meses e recapitulamos o que foi um mês negativo para os preços de energia no curto prazo (queda MoM de 8% para Jun’26 e de 33% para Jul’26);
    • Junho foi marcado por uma forte correção nos preços de curto prazo;
    • Em linha com as tendências observadas em maio, junho apresentou volatilidade no curto prazo e resiliência no longo prazo, refletindo a perspectiva incerta trazida pela consolidação de um Super El Niño;
    • Até aqui, as duas consequências mais claras são: i) chuvas na região Sul (pressão baixista sobre os preços de curto prazo) e ii) potenciais ondas de calor e volatilidade na geração eólica (pressão altista sobre os preços no 3T/4T26);
    • Nesse contexto, rodamos novamente nossa análise de mark-to-model, que continua apontando para algum risco de baixa em nossas estimativas de EBITDA da AXIA no período 26-30e, algo que vem sendo compensado do ponto de vista de valuation pelos preços de longo prazo cada vez mais elevados (medidos pela Dcide);
    • Também destacamos que: i) a modulação aumentou substancialmente na comparação anual (positiva para hidrelétricas e eólicas, e negativa para solares) e ii) o spread entre submercados de R$62/MWh observado no 2T25 caiu para R$43/MWh no 2T26;
    • Clique aqui para acessar o relatório completo.

Renda fixa

De Olho na Renda Fixa: principais notícias de crédito privado, mercados e renda fixa

  • Após crise, Aegea convoca capitalização de até R$ 2,1 bi (Valor Econômico);
  • Justiça nega pedido do Safra e venda da Braskem à IG4 pode seguir adiante (Valor Econômico);
  • Governo propõe juros maiores e prazo menor para renegociação de dívidas rurais (Globo Rural);
  • Moody’s Ratings confirms Amaggi’s Ba3 ratings; outlook changed to negative⁠ (Moody’s Global).
  • Clique aqui para acessar o clipping.

Alocação & Fundos

Principais notícias

  • Fundos Imobiliários (FIIs): confira as principais notícias
    • Em dia positivo para o TOPP11, IFIX fecha em queda de 0,17% (Suno Notícias);
    • FIIs ganham força para atrair estrangeiros, diz Abbud (ClubeFII News);
    • Escassez na logística: e-commerce devora espaços e vacância é a menor da história (SiiLA);
    • Clique aqui para acessar o relatório.
  • ETF Brief: Chegada de ETFs de semicondutores e terras raras à B3 e novo Nasdaq-100 da BlackRock ampliam acesso à tese de IA enquanto trade de metais preciosos reverte
    • Gold’s Bull Market Has Ended, and Now All Eyes Are on Bears: após anos de máximas sucessivas, o metal entra em território de baixa e o mercado começa a reprecificar o papel do ouro em carteira. O que isso significa para quem carrega GOLD11 e ETFs de metais preciosos é o ângulo do dia. (Bloomberg)
    • Os ETFs mudaram a forma de investir, mas não o gosto do brasileiro pela renda fixa (Exame)
    • ETFs com exposição a semicondutores e terras raras chegam à bolsa (Valor Investe)
    • BlackRock to Launch Nasdaq-100 ETF, Challenging Invesco’s Dominance as AI Rally Boosts Demand (Reuters)
    • Clique aqui para acessar o relatório.

ESG

Airbus anuncia sua primeira iniciativa em motores de aeronaves movidos a hidrogênio | Café com ESG, 08/07

  • O pregão de terça-feira fechou em território levemente negativo, com o IBOV e ISE recuando 0,25% e 0,45%, respectivamente. 
  • No Brasil, a Anfavea decidiu não recorrer à Justiça contra a renovação das cotas de importação para veículos elétricos e levará o caso ao TCU para questionar a governança da decisão – a medida prorrogou por seis meses a isenção tarifária para veículos CKD e SKD, importados desmontados ou semidesmontados para montagem no país, reacendendo o debate sobre os impactos da política industrial para a cadeia automotiva nacional.
  • No internacional, (i) a Airbus, em parceria com a alemã MTU Aero Engines, anunciou sua primeira iniciativa em motores de aeronaves movidos a hidrogênio – o projeto pretende desenvolver um sistema de propulsão a hidrogênio para equipar uma futura geração de aviões com emissão zero, reforçando a estratégia da companhia para descarbonizar o setor de aviação; e (ii) produtores de terras raras apoiados pelo governo dos EUA estão ampliando as exportações para Japão e Coreia do Sul diante da demanda doméstica ainda limitada – empresas como MP Materials, Energy Fuels e Phoenix Tailings vêm direcionando sua produção para mercados asiáticos, onde a escala de fabricação de ímãs permanece muito superior à produção ainda incipiente nos EUA. 
  • Clique aqui para acessar o relatório completo.

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