Bom dia! Neste relatório diário publicado todas as manhãs pelo time ESG do Research da XP, buscamos trazer as últimas notícias para que você comece o dia bem informado e fique por dentro do tema ESG – do termo em inglês Environmental, Social and Governance ou, em português, ASG – Ambiental, Social e Governança.
Quais tópicos abordamos ao longo do conteúdo? (i) Notícias no Brasil e no mundo acerca do tema ESG; (ii) Performance histórica dos principais índices ESG em diferentes países; (iii) Comparativo da performance do Ibovespa vs. ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial, da B3); e (iv) Lista com os últimos relatórios publicados pelo Research ESG da XP.
Principais tópicos do dia
• O mercado encerrou a semana passada em queda, com o Ibovespa recuando 0,6% e o ISE caindo 0,35%. O pregão de sexta-feira também fechou em território negativo, com o IBOV e o ISE em queda de 0,81% e 1,19%, respectivamente.
• Na política, o ministro de Minas e Energia (MME), Alexandre Silveira, disse nesta sexta-feira (22/5) que a portaria do leilão de baterias será publicada em até 15 dias – a divulgação das regras para o certame é cobrada há meses pelo mercado, que espera a realização ainda em 2026.
• No lado das empresas, (i) a mineradora de terras raras Terra Brasil Minerals assinou um acordo de intenções para vender uma participação minoritária da empresa para a Corporação Financeira de Desenvolvimento Internacional (DFC), braço de investimentos do governo dos Estados Unidos no exterior – se efetivado, esse será o segundo investimento dos EUA em minas de terras raras no Brasil neste ano, em meio a uma corrida do país para enfrentar o domínio chinês; e (ii) a BNDESPar iniciou em maio um processo de venda de parte de sua participação societária na Petrobras e na Axia Energia, disseram à Reuters quatro fontes a par das negociações – o banco afirmou que “mantém sua estratégia de desinvestimento de ativos maduros, sempre buscando otimizar e diversificar seu portfólio”.
Gostaria de receber os relatórios ESG por e-mail? Clique aqui.
Gostou do conteúdo, tem alguma dúvida ou quer nos enviar uma sugestão? Basta deixar um comentário no final do post!
Brasil
Empresas
BNDES vende ações da Petrobras, da Copel e da Axia em maio, dizem fontes
“O BNDES iniciou em maio um processo de venda de parte de sua participação societária na Petrobras e na Axia Energia, disseram à Reuters quatro fontes a par das negociações. De acordo com uma das fontes, que falou sob condição de anonimato, a BNDESPar vendeu, neste mês, até o momento, cerca de R$ 3 bilhões em ações de Petrobras, e mais de R$ 500 milhões em papéis da Axia, a antiga Eletrobras. A mesma fonte disse que o banco também se desfez, neste mês, de R$ 280 milhões em ações da Copel, totalizando R$ 1,2 bilhão neste ano em vendas de papéis da empresa de energia do Paraná. Axia, Petrobras, Copel e JBS concentram a maior parcela da carteira da BNDESPar, o braço de participações societárias do BNDES. Procurado, o banco afirmou que “mantém sua estratégia de desinvestimento de ativos maduros, sempre buscando otimizar e diversificar seu portfólio”. Segundo uma fonte do banco, as vendas das ações ocorreram diante dos preços elevados dos papéis. “São ações que estão em níveis elevados, e o banco enxergou uma oportunidade de ganho com as vendas”, disse uma fonte do BNDES, sob condição de anonimato. No caso da Petrobras, as ações vendidas não têm direito a voto, “então não há impacto na estratégia e no planejamento da empresa”, acrescentou outra fonte. Procurada, a Petrobras afirmou que “não comenta sobre negociações em andamento, em observância à confidencialidade que tais processos estabelecem”.”
Fonte: Valor Econômico; 22/05/2026
EUA se preparam para investir em mais uma mina de terras raras no Brasil
“A mineradora de terras raras Terra Brasil Minerals assinou um acordo de intenções para vender uma participação minoritária da empresa para a Corporação Financeira de Desenvolvimento Internacional (DFC), braço de investimentos do governo dos Estados Unidos no exterior, apurou o Reset. Se efetivado, esse será o segundo investimento dos Estados Unidos em minas de terras raras no Brasil neste ano, em meio a uma corrida do país para enfrentar o domínio chinês. No começo do ano, a mesma DFC concedeu um financiamento de US$ 565 milhões para a Serra Verde, a única mina de terras raras em operação comercial no Brasil. Em troca, os americanos têm direito ao produto extraído em Goiás. Em abril, a companhia foi comprada pela americana USA Rare Earth (USAR). O que foi firmada agora é uma comfort letter, semelhante a uma carta de intenção de compra. A Terra Brasil busca investidores para captar US$ 1 bilhão (cerca de R$ 5 bilhões) para construir duas plantas-piloto: uma de terras raras e outra de fertilizantes em Minas Gerais. Além da DFC, há conversas também com Emirados Árabes, Japão e Austrália. Hoje, a mineradora tem capital inteiramente nacional, com Eduardo Duarte (atual CEO) e sua família como majoritários. A expectativa é que o negócio seja fechado em até 60 dias. Procurada, a Terra Brasil Minerals não comentou. A DFC disse que não comenta projetos “que podem ou não ser apoiados devido a questões comerciais confidenciais.”
Fonte: Capital Reset; 22/05/2026
Política
Silveira promete portaria do leilão de baterias em 15 dias e sinaliza conteúdo local
“O ministro de Minas e Energia (MME), Alexandre Silveira (PSD), disse nesta sexta-feira (22/5) que a portaria do leilão de baterias será publicada em até 15 dias. A divulgação das regras para o certame é cobrada há meses pelo mercado, que espera a realização ainda em 2026. “Dentro de 15 dias nós vamos publicar a portaria do leilão, vamos fazer um leilão esse ano, o leilão de bateria. Quando fizemos o cálculo para o LRCAP, nós já separamos um montante substancial para que a gente faça o primeiro leilão de bateria”, afirmou durante participação no Fórum Esfera, no Guarujá (SP). “O leilão de bateria não foi feito antes do LRCAP por uma questão muito óbvia: o leilão de bateria no mundo inteiro só deu certo com subsídio governamental, e nós não demos esse subsídio no Brasil. Portanto precisou ter um debate muito profundo para que a gente possa agora lançar o leilão”, completou. Segundo o ministro, o governo discute, ainda, o quanto é possível colocar de exigência de conteúdo local sem inviabilizar o certame. A portaria é o documento que falta para elaboração do edital do certame. O leilão estava, inicialmente, previsto para abril. A demanda por sistemas de armazenamento em baterias (BESS) despontou com o crescimento da utilização de fontes renováveis intermitentes, como solar e eólica.Segundo o Plano Decenal de Expansão de Energia (PDE 2035), o sistema elétrico brasileiro deve demandar mais de 6 gigawatts (GW) de baterias até 2035..A realização do certame tem sido cobrada pelo setor elétrico. Em nota técnica divulgada na semana passada, a Associação Brasileira de Soluções de Armazenamento de Energia (Absae) afirma que o BESS já tem maturidade operacional e participação em mecanismos competitivos de contratação de capacidade. “Não há fundamento técnico para excluir ou postergar a participação do armazenamento em mecanismos de reserva de capacidade ou para dizer que BESS ainda é uma tecnologia experimental e que é uma aposta”, disse a associação.”
Fonte: Eixos; 22/05/2026
Internacional
Empresas
A Exxon consegue construir o maior negócio de captura de carbono do mundo?
“A ExxonMobil, há muito vista por críticos como a petroleira ocidental mais resistente à ação climática, está apostando bilhões de dólares que a captura e o armazenamento de carbono (CCS) se tornarão uma nova grande indústria, à medida que empresas sofrem pressão para reduzir emissões. O grupo americano está construindo o maior negócio de CCS do mundo na Costa do Golfo dos EUA, ao buscar conectar clientes industriais a uma rede de dutos de 900 milhas (cerca de 1.450 km) capaz de transportar dióxido de carbono até formações rochosas porosas em grandes profundidades no subsolo. Dominic Genetti, vice-presidente sênior de CCS, disse que a Exxon está gastando centenas de milhões de dólares por ano perfurando poços e conectando clientes à sua rede de dutos de mais de US$ 5 bilhões em Texas, Louisiana e Mississippi — e também avalia expandir o negócio para outros países. “Todos os ingredientes se encaixam nos EUA e, de forma bem específica, na Costa do Golfo americana, mas estamos olhando oportunidades em Alberta, no Canadá, em Taiwan, Singapura… no mundo todo”, afirmou. A aposta da Exxon reflete um movimento mais amplo em todo o setor de energia, no qual empresas historicamente associadas a combustíveis fósseis buscam também lucrar com a descarbonização. Mas sua ambição esbarra em uma crescente oposição pública e política à CCS na Louisiana, o principal polo da tecnologia nos Estados Unidos.”
Fonte: Financial Times; 25/05/2026
Grupos da indústria pedem abordagem faseada da UE para regulação do transporte de CO₂
“Uma coalizão de 21 agentes do setor publicou uma declaração conjunta pedindo que a Comissão Europeia adote uma abordagem faseada e flexível para a regulação da infraestrutura de transporte de CO₂ em toda a União Europeia. O grupo afirmou que o desenvolvimento de um arcabouço regulatório claro será crítico para a expansão de projetos de captura, utilização e armazenamento de carbono (CCUS) e para o cumprimento das metas climáticas da UE. No entanto, alertou que o mercado europeu de transporte de CO₂ ainda está em estágio inicial, com infraestrutura limitada em operação e muitos projetos enfrentando desafios regulatórios, financeiros e de coordenação. Segundo o documento, os formuladores de políticas deveriam priorizar a viabilização de investimentos e o apoio a projetos pioneiros, em vez de introduzir regulações excessivamente rígidas cedo demais. Os signatários enfatizaram que regras prematuras ou muito prescritivas podem atrasar projetos, reduzir a flexibilidade para desenvolvedores e minar a confiança de investidores. Os grupos da indústria defendem um arcabouço regulatório que evolua junto com o mercado, permitindo maior flexibilidade aos Estados-membros nas fases iniciais de implantação e, gradualmente, introduzindo regras mais estruturadas à medida que o setor amadurece. Entre as principais recomendações estão: simplificar processos de licenciamento, melhorar a coordenação transfronteiriça, apoiar o desenvolvimento de clusters industriais e implementar mecanismos de financiamento direcionado e de mitigação de riscos para projetos de infraestrutura de CO₂. A declaração também destacou a importância de coordenar toda a cadeia de valor de CCUS, incluindo captura, transporte, armazenamento e utilização de carbono.”
Fonte: Carbon Herald; 23/05/2026
Política
Temperaturas na Europa e no Reino Unido variam até 15 ºC em meio a “efeito chicote”
“As temperaturas em países como Reino Unido, Irlanda, França e Bélgica devem subir mais de 15 ºC em pouco mais de uma semana, à medida que um “efeito chicote climático” atinge a Europa. O termo se refere a mudanças bruscas entre calor e frio, bem como de condições extremamente secas para extremamente úmidas, fenômeno que cientistas apontam como influenciado pelo aquecimento global, à medida que a elevação das temperaturas desorganiza os padrões atmosféricos. O continente passou rapidamente de uma onda de frio ártico incomum no início de maio para uma onda de calor. Em partes da Bélgica, França e norte da Espanha, as temperaturas devem aumentar 18 ºC em uma semana. Ao mesmo tempo, partes do oeste da Rússia enfrentaram quedas de 18 ºC. “A Europa está experimentando um efeito chicote climático em uma escala impressionante”, afirmou Hannah Cloke, professora régia de meteorologia e ciência do clima na Universidade de Reading. Embora a Europa esteja enfrentando uma “onda de calor intensa”, apenas duas semanas antes uma “massa de ar ártico havia deixado algumas áreas com temperaturas 15 ºC abaixo da média sazonal”, provocando geadas que ameaçaram vinhedos na França e neve caindo nos Alpes, observou Cloke. As consequências dessas mudanças extremas de tempo são “amplas”, indo de agricultores sofrendo com “danos às lavouras tanto por geadas tardias quanto por calor repentino” até serviços de saúde sobrecarregados, que precisam lidar com doenças relacionadas ao frio em uma semana e exaustão pelo calor na seguinte.”
Fonte: Financial Times; 23/05/2026
Índices ESG e suas performances


(1) O Índice ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3) tem como objetivo ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de empresas com reconhecido comprometimento com o desenvolvimento sustentável, práticas e alinhamento estratégico com a sustentabilidade empresarial.
(2) O Índice S&P/B3 Brasil ESG mede a performance de títulos que cumprem critérios de sustentabilidade e é ponderado pelas pontuações ESG da S&P DJI. Ele exclui ações com base na sua participação em certas atividades comerciais, no seu desempenho em comparação com o Pacto Global da ONU e também cias sem pontuação ESG da S&P DJI.
(3) O ICO2 tem como propósito ser um instrumento indutor das discussões sobre mudança do clima no Brasil. A adesão das companhias ao ICO2 demonstra o comprometimento com a transparência de suas emissões e antecipa a visão de como estão se preparando para uma economia de baixo carbono.
(4) O objetivo do IGCT é ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de emissão de empresas integrantes do IGC que atendam aos critérios adicionais descritos nesta metodologia.
(5) A série de índices FTSE4Good foi projetada para medir o desempenho de empresas que demonstram fortes práticas ambientais, sociais e de governança (ESG)..
Ainda não tem conta na XP? Clique aqui e abra a sua!
![YA_2026_Banner_Intratexto_-_download[1]](https://conteudos.xpi.com.br/wp-content/uploads/2025/12/YA_Banner_Intratexto_-_download1.jpg)
