IBOVESPA +0,30% | 175.664 Pontos
CÂMBIO +0,70% | 5,19/USD
O que pode impactar o mercado hoje
Ibovespa
O Ibovespa encerrou a semana passada em alta de 2,7% em reais e de 1,3% em dólares, por conta da depreciação de 1,1% do real, aos 175.665 pontos.
Yduqs foi o destaque positivo da semana (YDUQ3, +12,8%) após a confirmação de conversas iniciais com a Afya sobre uma possível combinação de negócios entre as duas companhias de educação.
Por outro lado, Brava Energia (BRAV3, -9,3%) foi o destaque negativo, junto de outras companhias de Óleo, Gás e Petroquímicos, acompanhando a queda do petróleo Brent. Confira o resumo semanal da Bolsa.
Renda Fixa
No comparativo semanal, os juros futuros encerraram a semana com desempenho misto. Nos EUA, a curva voltou a abrir após um PCE mais resistente e sinalizações mais duras do Federal Reserve em Jackson Hole. A T-note de 2 anos encerrou a 4,35% (+19 bps vs. semana anterior), a T-note de 10 anos a 4,73% (+9 bps) e o T-bond de 30 anos a 5,21% (+2 bps).
No Brasil, a curva fechou nos vencimentos curtos e abriu nos intermediários e longos, refletindo IPCA-15 e Caged mais benignos, mas pressão das Treasuries e do cenário fiscal na ponta longa. O DI jan/27 encerrou a 13,61% (-10 bps vs. semana anterior), o DI jan/29 a 14,17% (0 bps) e o DI jan/31 a 14,51% (+8 bps). A NTN-B teve pouca oscilação, com a B29 a 7,95% (vs. 7,97%), a B35 a 7,92% (vs. 7,91%) e a B50 a 7,50% (vs. 7,51%).
Mercados globais
Nesta segunda-feira, os futuros nos EUA operam em queda (S&P 500: -0,2%; Nasdaq 100: -0,1%), depois que forças americanas atingiram lançadores de foguetes iranianos na Ilha de Larak, no Estreito de Ormuz, reacendendo o temor de escalada no Oriente Médio. Na Europa, o Stoxx 600 opera em leve queda de 0,3%, com volumes reduzidos pelo feriado bancário em Londres e sustentação apenas do setor de energia. Na Ásia, os mercados fecharam mistos: o Nikkei 225 (Japão) sobe 0,8%, o Kospi (Coreia) avançou 0,5%, enquanto na China o CSI 300 subiu 0,3%, e o Hang Seng ficou praticamente estável.
O mercado acompanha a disparada do petróleo após o ataque americano, que impediu uma tentativa iraniana de minar o Estreito de Ormuz e levou Teerã a prometer retaliação. O Brent sobe cerca de 3%, para cerca de US$ 89/barril, pressionando os ativos de risco, enquanto o rendimento da Treasury de 10 anos opera em torno de 4,71%. Os investidores direcionam o foco para a agenda da semana, com os resultados de Broadcom, que reporta na quarta-feira após o fechamento, além disso, nos Estados Unidos serão divulgados o ISM industrial na terça-feira, o ISM de serviços na quinta e o relatório de payroll de agosto na sexta-feira.
IFIX
O Índice de Fundos de Investimento Imobiliário (IFIX) encerrou o pregão da última sexta-feira (28) em alta de 0,60%, aos 3.740,72 pontos. No cenário externo, a semana trouxe algum alívio na frente geopolítica. O avanço das negociações relacionadas ao conflito no Oriente Médio para o estabelecimento de um corredor marítimo temporário no Estreito de Ormuz contribuiu para reduzir o prêmio de risco incorporado aos preços do petróleo, embora o conflito siga sem uma solução definitiva. Nesse contexto, a combinação de uma inflação corrente mais baixa, da melhora das perspectivas para a política monetária e do alívio nos preços do petróleo contribuiu para que o IFIX recuperasse parte das perdas recentes e encerrasse a semana em alta de 1,59%. Saiba mais aqui.
Os ganhos foram liderados pelos fundos híbridos, que avançaram 1,33%, seguidos pelo segmento de multiestratégia/FOFs (+0,64%) e pelos fundos de recebíveis (+0,72%). Os fundos de tijolo registraram valorização de 0,30%, impulsionados principalmente pelos ativos logísticos (+0,39%) e pelos fundos de shoppings (+0,12%), apesar da leve queda observada em lajes corporativas (-0,11%).
Entre os destaques positivos do pregão, sobressaíram DEVA11 (+4,7%), TRXF11 (+3,2%) e HCTR11 (+3,0%). No campo negativo, as maiores quedas foram registradas por TRBL11 (-4,1%), MFII11 (-2,7%) e PORD11 (-1,5%).
Economia
O presidente do Fed (banco central dos Estados Unidos), Kevin Warsh, adotou tom conservador em seu primeiro discurso no simpósio de Jackson Hole. Ele afirmou que a autoridade monetária “terá trabalho a fazer” caso não ganhe confiança na convergência da inflação para a meta de 2%. Os contratos futuros passaram a embutir probabilidade de cerca de 60% para elevação da taxa básica de juros em setembro, ante aproximadamente 35% antes do discurso.
As forças americanas atacaram no final de semana lançadores de foguetes iranianos no Estreito de Ormuz. O Irã retaliou com ataques a duas bases americanas na Jordânia. O preço do petróleo (tipo Brent) opera nesta manhã acima de 90 dólares por barril.
No Brasil, o Banco Central divulga hoje o resultado primário do setor público consolidado de julho, e o governo deve encaminhar ao Congresso o Projeto de Lei Orçamentária Anual de 2027. Ao longo da semana, o destaque será o PIB do 2º trimestre. Projetamos alta de 0,4% ante o 1º trimestre. Na agenda internacional, atenções voltadas aos dados de trabalho nos Estados Unidos, com destaque para o Nonfarm Payroll. Leia o Economia em Destaque.
Veja todos os detalhes
Economia
Discurso de Warsh em Jackson Hole coloca alta de juros nos Estados Unidos no radar do mercado
- Nos Estados Unidos, o presidente do Fed (banco central), Kevin Warsh, afirmou em seu primeiro discurso no simpósio de Jackson Hole que a autoridade monetária “terá trabalho a fazer” caso não ganhe confiança de que a inflação convergirá para a meta de 2%. Warsh também avaliou que as condições financeiras não parecem restritivas. Após seu discurso, os contratos futuros passaram a embutir probabilidade de cerca de 60% para elevação da taxa básica de juros na reunião de política monetária de setembro, ante aproximadamente 35% antes do discurso;
- As forças americanas atacaram no final de semana lançadores de foguetes iranianos no Estreito de Ormuz, na primeira ação militar em um mês, após identificarem preparativos para lançar minas marítimas na rota. O Irã retaliou com ataques a duas bases americanas na Jordânia. O tráfego comercial segue restrito: segundo Donald Trump, 24 embarcações cruzaram o estreito na semana passada, contra cerca de 130 por dia antes do início do conflito. O preço do petróleo (tipo Brent) opera nesta manhã acima de 90 dólares por barril, após ter recuado mais de 5% na semana passada;
- Na China, o PMI industrial calculado pelo escritório nacional de estatísticas subiu de 49,2 pontos em julho para 49,8 em agosto, acima da mediana das estimativas de mercado (49,6), mas ainda abaixo da linha de 50 que separa expansão de contração. Os componentes de produção (50,4) e de novos pedidos (50,6) retornaram ao terreno expansionista, assim como os novos pedidos de exportação (50,1), enquanto o subíndice de emprego permaneceu em contração (48,7). O PMI não industrial, que cobre serviços e construção, ficou estável em 49,0. Os dois indicadores seguem abaixo de 50, com melhora apenas marginal na indústria, o que sustenta a expectativa de novos estímulos por parte de Pequim;
- Na agenda internacional desta semana, o foco estará na divulgação dos dados de trabalho nos Estados Unidos, com destaque para o Nonfarm Payroll, que mostrará a criação de vagas de emprego. Ademais, o livro bege do Fed trará mais detalhes sobre a situação econômica americana. Na Zona do Euro, os dados de inflação detalharão a dinâmica dos custos em meio à volatilidade das cotações do petróleo. Por fim, serão divulgados os PMIs, sondagens que buscam captar o pulso da atividade das principais economias mundiais;
- No Brasil, o Banco Central divulga hoje o resultado primário do setor público consolidado de julho, e o governo deve encaminhar ao Congresso o Projeto de Lei Orçamentária Anual de 2027. Ao longo da semana, as atenções do mercado estarão voltadas à divulgação do PIB do 2º trimestre de 2026. Projetamos alta de 0,4% ante o 1º trimestre, após um forte início de ano. A maioria dos setores perdeu dinamismo, o que reforça a tese de desaceleração gradual da economia. Ainda nesta semana, serão conhecidas a produção industrial de julho e a balança comercial de agosto. Por fim, representantes do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços e do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos se reúnem hoje para retomar as negociações sobre as tarifas aplicadas a produtos brasileiros.
Empresas
PicPay (PICS): execução em crédito consignado privado se destaca; perspectivas de crédito em foco
- Realizamos um Non-Deal Roadshow (NDR) no Rio de Janeiro com o PicPay, representado por Eduardo Chedid (CEO), André Cazotto (CFO e IRO) e Pedro Lippi (Diretor de RI);
- As discussões com investidores estiveram fortemente concentradas em crédito, especialmente consignado privado, dinâmica de inadimplência (NPL) e como a carteira pode se comportar em um ambiente macroeconômico potencialmente mais desafiador em 2027;
- Saímos das reuniões um pouco mais confortáveis com a execução recente do PicPay, particularmente em consignado privado, embora o cenário de crédito continue sendo um tema importante para os investidores;
- A administração indicou que não tem observado deterioração nos indicadores antecedentes e que já vem adotando uma postura mais seletiva na margem, enquanto o consignado privado continua apresentando uma atrativa relação risco-retorno, mesmo após as recentes mudanças regulatórias;
- Além do crédito, as discussões reforçaram a melhora da monetização da plataforma, ganhos de eficiência impulsionados por IA e o surgimento gradual de novas avenidas de crescimento, como PMEs e seguros;
- De forma geral, seguimos construtivos com a tese de investimento, com a evolução da qualidade de crédito devendo permanecer como um dos principais focos ao longo dos próximos trimestres;
- Clique aqui para acessar o relatório completo.
Principais notícias dos setores
Nestas publicações diárias, trazemos as principais notícias nacionais e internacionais dos setores: Financeiro, Varejo (e-commerce, supermercados, lojas de roupa, farmácias, etc.), Agro, Alimentos e Bebidas, Energia (óleo & gás e elétricas) e Saúde.
- Notícias Diárias do Setor Financeiro
- Nos últimos dias, realizamos um Non-Deal Roadshow (NDR), reunindo-nos com clientes em São Paulo;
- O sentimento dos investidores em relação ao setor financeiro brasileiro permanece cauteloso, mas o debate tem se tornado mais sofisticado;
- A principal preocupação deixou de ser apenas uma deterioração da qualidade de crédito e passou a refletir a combinação de crescimento mais fraco da carteira, alavancagem operacional limitada e menor folga de capital em direção a 2027;
- O Itaú continua sendo o banco preferido entre os incumbentes sob a ótica de qualidade, enquanto o Banco do Brasil concentra o maior nível de ceticismo dos investidores e o Bradesco ocupa uma posição intermediária, como uma tese de recuperação operando em um ambiente macroeconômico mais desafiador;
- Ao mesmo tempo, o Nubank segue se destacando como a principal história estrutural de crescimento e ganho de participação de mercado, enquanto as empresas ligadas ao mercado de capitais são cada vez mais vistas como veículos mais limpos para capturar uma eventual melhora do cenário macroeconômico e político no Brasil;
- Após nossas reuniões recentes com investidores locais, saímos com uma visão relativamente cautelosa para o setor financeiro brasileiro;
- Embora os investidores não esperem uma crise de crédito generalizada, há uma preocupação crescente de que um ambiente macroeconômico mais desafiador, o elevado endividamento das famílias e uma atividade econômica mais fraca possam resultar em crescimento mais lento da carteira de crédito, menor momentum de resultados e maior pressão sobre os índices de capital em direção a 2027;
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Renda fixa
De Olho na Renda Fixa: principais notícias de crédito privado, mercados e renda fixa
- Trump quer quebrar domínio dos gigantes da carne nos Estados Unidos (CNN Brasil Agro);
- Aneel mantém a bandeira amarela em setembro (CanalEnergia);
- FCA prorroga concessão da Malha Centro-Leste por dois anos (Agência Infra);
- Governo de Minas indica Márcio Nunes para presidência da Cemig (Agência Infra).
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Alocação & Fundos
Principais notícias
- Fundos Imobiliários (FIIs): confira as principais notícias
- FIIs na Semana | BTLG11 conclui aquisição, e RBRR11 e PCIP11 avançam no processo de consolidação (Research XP);
- IFIX fecha em alta de 0,6% e encerra semana com avanço de 1,59% (FIIs);
- BTLG11 amplia aposta em Guarulhos e eleva exposição no raio de 30 km de São Paulo (Buildings);
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- ETF Brief: Ouro atrai estratégias via opções enquanto Irlanda amplia acesso a ETFs e investidores reduzem exposição alavancada a chips na Coreia
- Investidor otimista com o ouro recorre a opções e spreads de olho em rali (Valor)
- Investidores sul-coreanos fogem de ETFs alavancados de chips após novas regras (Investing.com)
- US Equity Funds Post Biggest Weekly Outflow Since March Ahead of Nvidia Earnings (Reuters)
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ESG
GM aumenta incentivos a concessionárias para competir com BYD no Brasil | Café com ESG, 31/08
- O mercado encerrou a semana passada em território positivo, com o Ibovespa subindo 2,7% e o ISE 2,32%. O pregão de sexta-feira também fechou em alta, com o IBOV e o ISE avançando 0,3% e 0,15%, respectivamente.
- Do lado das empresas, a BYD ultrapassou a General Motors no acumulado de vendas em agosto no Brasil, mas a marca americana prepara uma política de resposta de bonificação para todos os revendedores para competir com a chinesa, que poderá ser usada pela rede concessionária para oferecer descontos aos clientes ou melhorar a avaliação de modelos usados dados em troca por carros novos – segundo os números do Renavam (Registro Nacional de Veículos Automotores) acumulados até último sábado, a BYD tem 22.334 carros de passeio e comerciais leves emplacados no mês, e a GM tem 22.242 unidades licenciadas no mesmo período.
- Na política, (i) o Conselho Monetário Nacional (CMN) elevou o limite de remuneração do quinto leilão do programa Eco Invest Brasil, o que pode incentivar as instituições financeiras que estruturam e operam os fundos de inovação do programa a financiarem mais projetos – com a nova regra, a instituição financeira poderá receber até 3% ao ano pela injeção de recursos aos Fundos de Inovação (vs. limite anterior de 2%); e (ii) os senadores Eduardo Braga (MDB/AM) e Cid Gomes (PSD/CE) foram escolhidsos para relatar o marco legal dos minerais críticos (PL 2780/2025) e do Redata (PL 278/2026), respectivamente, após negociações que envolveram o Planalto e a presidência da Câmara dos Deputados – aprovadas pela Câmara e paradas no Senado há alguns meses, ambas as políticas estão entre os cinco projetos considerados prioritários pelo governo.
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