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GM aumenta incentivos a concessionárias para competir com BYD no Brasil | Café com ESG, 31/08

Disputa pelo mercado de elétricos no Brasil em destaque

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Bom dia! Neste relatório diário publicado todas as manhãs pelo time ESG do Research da XP, buscamos trazer as últimas notícias para que você comece o dia bem informado e fique por dentro do temaESG – do termo em inglês Environmental, Social and Governance ou, em português, ASG – Ambiental, Social e Governança.

Quais tópicos abordamos ao longo do conteúdo? (i) Notícias no Brasil e no mundo acerca do tema ESG; (ii) Performance histórica dos principais índices ESG em diferentes países; (iii) Comparativo da performance do Ibovespa vs. ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial, da B3); e (iv) Lista com os últimos relatórios publicados pelo Research ESG da XP.

Principais tópicos do dia

•  O mercado encerrou a semana passada em território positivo, com o Ibovespa subindo 2,7% e o ISE 2,32%. O pregão de sexta-feira também fechou em alta, com o IBOV e o ISE avançando 0,3% e 0,15%, respectivamente.

• Do lado das empresas, a BYD ultrapassou a General Motors no acumulado de vendas em agosto no Brasil, mas a marca americana prepara uma política de resposta de bonificação para todos os revendedores para competir com a chinesa, que poderá ser usada pela rede concessionária para oferecer descontos aos clientes ou melhorar a avaliação de modelos usados dados em troca por carros novos – segundo os números do Renavam (Registro Nacional de Veículos Automotores) acumulados até último sábado, a BYD tem 22.334 carros de passeio e comerciais leves emplacados no mês, e a GM tem 22.242 unidades licenciadas no mesmo período. 

• Na política, (i) o Conselho Monetário Nacional (CMN) elevou o limite de remuneração do quinto leilão do programa Eco Invest Brasil, o que pode incentivar as instituições financeiras que estruturam e operam os fundos de inovação do programa a financiarem mais projetos – com a nova regra, a instituição financeira poderá receber até 3% ao ano pela injeção de recursos aos Fundos de Inovação (vs. limite anterior de 2%); e (ii) os senadores Eduardo Braga (MDB/AM) e Cid Gomes (PSD/CE) foram escolhidsos para relatar o marco legal dos minerais críticos (PL 2780/2025) e do Redata (PL 278/2026), respectivamente, após negociações que envolveram o Planalto e a presidência da Câmara dos Deputados – aprovadas pela Câmara e paradas no Senado há alguns meses, ambas as políticas estão entre os cinco projetos considerados prioritários pelo governo.

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Brasil

Custo de energia em data centers é desafio a avanço do setor

“Quando a onda da inteligência artificial (IA) começou, alguns anos atrás, sabia-se que grandes centros de processamento de dados, os data centers, teriam de ser construídos. Sabia-se também que eles consomem vastas quantidades de eletricidade. Assim, havia o temor de que, se a oferta de energia não acompanhasse o crescimento da demanda, surgiriam gargalos no fornecimento, e os preços acabariam subindo. Aos poucos, está ficando claro que os temores tinham fundamento. O Congresso brasileiro está perto de aprovar o Redata, um programa de incentivos fiscais para atrair data centers para o país. O desafio do fornecimento de energia, de seus custos e dos efeitos na conta de luz dos consumidores será enfrentado também por aqui. Nos EUA, que lideram a corrida da IA, os preços da energia para o consumidor residencial estão subindo ao dobro do ritmo da inflação. Ou seja, a sociedade está pagando a conta, o que começa a provocar uma reação pelo mundo. Data centers existem há décadas. Mas, desde o lançamento do ChatGPT, em 2022, o uso de IA generativa disparou, o que multiplicou a demanda por processamento e, consequentemente, por energia elétrica. Hoje há cerca de 12 mil data centers em operação pelo mundo, e a capacidade de processamento deve dobrar até 2030. Empresas como Amazon, Google, Meta e Microsoft estão construindo instalações gigantescas, os data centers de hiperescala. O investimento apenas das 14 maiores empresas abertas do setor deve atingir US$ 750 bilhões neste ano, contra US$ 450 bilhões em 2026. O gasto global na construção de data centers pode chegar a US$ 7 trilhões em 2030, segundo estimativa da consultoria McKinsey. Esse é maior processo de investimento em infraestrutura em tempos de paz da história. Apesar dos valores astronômicos, um dos principais obstáculos ao setor não tem sido levantar capital, mas sim a escassez de eletricidade. Segundo a Agência Internacional de Energia (AIE), em 2025 os data centers consumiram 485 terawatts-hora, cerca de 1,5% do consumo mundial de energia elétrica. O aumento foi de 17% em relação ao ano anterior.”

Fonte: Valor Econômico; 31/08/2026

ONS projeta aceleração da demanda energética em todos os subsistemas em setembro

“O boletim do Programa Mensal de Operação (PMO) do Operador Nacional do Sisema (ONS) para a semana entre os dias 29 de agosto e 4 de setembro indica cenários de aceleração da demanda da carga e em todos os subsistemas, ao final do mês. No Sistema Interligado Nacional (SIN), o avanço previsto é de 5,9% (85.118 MWmed). No Nordeste, deve ser verificado aumento de 7,1% (14.398 MWmed); no Norte, 6,5% (9.496 MWmed), e no Sul, 6,5% (13.821 MWmed). No Sudeste/Centro-Oeste, a projeção de crescimento é de 5,3% (47.403 MWmed). Os números comparam setembro de 2026 com o mesmo período de 2025. “O Operador segue avaliando as projeções de carga e fatores que possam impactá-las, como o aumento de temperaturas a partir de setembro, com o início da primavera. Essa análise permite a antecipação de cenários, mantendo a confiabilidade e a segurança do fornecimento de energia para a sociedade”, comenta o diretor-geral do ONS, Marcio Rea, em nota. Em relação à Energia Natural Afluente (ENA), o subsistema Sul se mantém com previsão acima da Média de Longo Termo (MLT): 199%. Em seguida, vem o Sudeste/Centro-Oeste com indicação de ENA em 97% da MLT; o Nordeste, 67% da MLT; e o Norte, 52% da MLT. Já os percentuais de Energia Armazenada (EAR), indicador que reflete o nível dos reservatórios, apontam o subsistema Sul com maior percentual, 93,6%. Na sequência, vem a região Norte, 75,6%; a Nordeste, 69,2%; e a Sudeste/Centro-Oeste, 55%. O Custo Marginal de Operação (CMO) aparece com valores equivalentes no Sudeste/Centro-Oeste, Sul e Nordeste: R$ 152,86. No Norte, a projeção é de R$ 581,48.”

Fonte: Eixos; 28/08/2026

Conselho eleva limite de remuneração do Eco Invest Brasil

“O Conselho Monetário Nacional (CMN) elevou o limite de remuneração do quinto leilão do programa Eco Invest Brasil, o que pode incentivar as instituições financeiras que estruturam e operam os fundos de inovação do programa a financiarem mais projetos. Aprovada na quinta-feira (27/8) em reunião extraordinária, a mudança altera as regras do programa voltado ao financiamento de projetos ligados à transformação ecológica. Com a nova regra, a instituição financeira poderá receber até 3% ao ano pela injeção de recursos aos Fundos de Inovação. Antes, o limite era de 2% ao ano. Somado à remuneração fixa de 1% ao ano para os recursos da Linha Eco Invest Brasil, como em outros editais, o custo total da operação fica limitado a 4% ao ano.”

Fonte: Eixos; 28/08/2026

GM concede bônus no fim de agosto para tentar segurar avanço da BYD

“A disputa pela terceira colocação em vendas no setor automotivo nacional se intensificou em agosto. A chinesa BYD ultrapassou a General Motors no acumulado até o fim da última semana, mas a marca americana prepara uma reação de última hora. Neste domingo (30), concessionários da marca Chevrolet receberam um comunicado enviado pela montadora, que concedeu um bônus para os revendedores. “A Chevrolet, com o objetivo de impulsionar as vendas do mês de agosto de 2026, disponibiliza à rede a campanha de aceleração para os nossos carros em uma ação de incentivo aplicável às vendas e emplacamentos realizados dentro do período de vigência estabelecido neste comunicado. Essa campanha é adicional às condições vigentes do mês”, diz o texto encaminhado aos lojistas. O comunicado informa ainda que a bonificação vale para toda a linha Chevrolet e que o emplacamento deve ser realizado nesta segunda (31). Conforme os números do Renavam (Registro Nacional de Veículos Automotores) acumulados até sábado (29), a BYD tem 22.334 carros de passeio e comerciais leves emplacados no mês, o que coloca a marca na terceira posição. Na GM, são 22.242 unidades licenciadas no mesmo período, uma diferença de 92 automóveis em relação à concorrente de origem chinesa. A bonificação poderá ser usada pela rede concessionária para oferecer descontos aos clientes ou melhorar a avaliação de modelos usados dados em troca por carros novos.”

Fonte: Folha de São Paulo; 31/08/2026

BYD leva capacitação em energia solar ao interior do Amazonas e forma 367 profissionais

“No interior do Amazonas, onde os deslocamentos entre comunidades e cidades podem exigir horas de navegação, a formação de profissionais para trabalhar com novas tecnologias de energia também passa pelos rios. Uma parceria entre a BYD e o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) capacitou 367 pessoas em Tefé, Coari, Codajás e Parintins, com parte da estrutura de ensino instalada em um barco-escola. Os cursos abordaram sistemas fotovoltaicos, inversores, eletricidade, Indústria 4.0, tecnologia da informação, segurança e sustentabilidade. A iniciativa teve ainda apoio da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) e do Centro Internacional de Tecnologia de Software (CITS). A capacitação faz parte de um conjunto de investimentos da BYD em pesquisa, desenvolvimento e inovação na região Norte que, segundo a companhia, já supera R$ 1,1 milhão. A empresa mantém uma fábrica de baterias em Manaus e desenvolve projetos relacionados a soluções de energia adaptadas às características da Amazônia. A escolha da energia solar como uma das áreas da formação ocorre em um território no qual o fornecimento de eletricidade ainda enfrenta limitações. Em comunidades do interior amazonense, geradores movidos a diesel são usados para abastecimento de energia. Além das emissões associadas ao combustível, seu transporte enfrenta uma logística condicionada pelas grandes distâncias e pelo acesso predominantemente fluvial a determinadas localidades. Nesse cenário, formar profissionais capazes de instalar e fazer a manutenção de sistemas fotovoltaicos cria uma mão de obra local para uma tecnologia que pode ser utilizada em áreas distantes da infraestrutura elétrica convencional. Mas levar o curso para o interior não elimina todas as barreiras de acesso à qualificação. Para alguns participantes, estudar ainda significou deixar temporariamente suas comunidades.”

Fonte: Exame; 30/08/2026

Redata e minerais críticos no esforço concentrado e ZPE para data center no Ceará

“O senador Eduardo Braga (MDB/AM) foi escolhido pelo presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União/AP), para relatar o marco legal dos minerais críticos (PL 2780/2025), e Cid Gomes (PSD/CE) assumirá a relatoria do Redata (PL 278/2026), após negociações que envolveram o Planalto e a presidência da Câmara dos Deputados. Aprovadas pela Câmara e paradas no Senado há alguns meses, ambas as políticas estão entre os cinco projetos considerados prioritários pelo governo na semana de esforço concentrado do Congresso, de 31 de agosto a 3 de setembro. São pautas da agenda de soberania do governo federal, que busca atrair investimentos com contrapartidas de conteúdo local no regime especial de data centers, além de garantir controle do Estado sobre a destinação de minerais críticos e terras raras extraídos do solo brasileiro. Em entrevista a emissoras de TV do Amazonas, Eduardo Braga afirmou que, na relatoria do Marco Legal dos Minerais Críticos, vai priorizar os mecanismos de garantia da soberania nacional e agregação de valor. “Terei como prioridade a manutenção da soberania nacional sobre esse bem, que é um recurso nacional não renovável, para que nós possamos extrair o melhor do valor agregado gerando emprego e renda, desenvolvendo, absorção de tecnologia para preparar o Brasil para o futuro”. Ontem (27/8), 11 Frentes Parlamentares e 35 entidades representativas do setor produtivo apresentaram uma carta aberta ao Congresso Nacional, reforçando o apelo para que Senado e Câmara atuem de forma coordenada pela aprovação do Redata. Segundo o grupo, a janela para atrair grandes investimentos está aberta, mas é estreita, já que as decisões dos investidores estão sendo tomadas agora.”

Fonte: Eixos; 28/08/2026

Risco da transição ecológica é reproduzir desigualdade

“A transição ecológica que já está em curso no Brasil não será necessariamente justa e sustentável. Se não for conduzida de forma integrada pode reproduzir problemas históricos de pressão sobre territórios e recursos naturais, concentração de benefícios econômicos, mais desigualdade e baixa agregação de valor. O risco é de o país, para descarbonizar, reproduzir um modelo de “neoextrativismo verde”. Dito de outra forma, o Brasil está diante de uma encruzilhada: pode seguir uma trajetória de especialização em commodities verdes, reproduzindo o padrão histórico de desenvolvimento dependente e desigual ou pode fazer da transição a oportunidade para promover diversificação produtiva, inovação e inclusão social. A escolha entre estas duas rotas é política. O alerta é uma das mensagens centrais de um estudo iniciado há mais de um ano e feito por pesquisadores do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap), sediado em São Paulo, diante de uma demanda do Instituto ClimaInfo. “Cenários e custos da transição ecológica no Brasil: as interdependências entre a transição energética e a transição agroalimentar e os riscos de um neoextrativismo verde” tem 104 páginas e foi lançado na semana passada.”

Fonte: Valor Econômico; 31/08/2026

Leilão estruturante de gás do Brasil pode funcionar como teste de compromisso por gás argentino

“Enquanto Brasil e Argentina ainda esbarram em desafios para destravar a agenda de integração no gás natural, os produtores das mega reservas de gás não-convencional de Vaca Muerta se preparam para começar a exportar GNL firme para a Europa a partir do ano que vem. O ano de 2027, no entanto, desponta como um teste para medir a real disposição dos players brasileiros e argentinos por contratos de longo prazo e fazer, assim, escalar a integração gasífera no Cone Sul em direção a compromissos firmes. O governo brasileiro tem a intenção de realizar, em 2027, o primeiro leilão estruturante de gás do país – uma política originalmente concebida para ofertar os volumes que pertencem à União Federal, oriundos dos campos do pré-sal contratados sob regime de partilha, mas que foi ampliada para reunir moléculas de outros vendedores (incluindo gás importado). A ideia é que o gás da União seja usado como âncora, portanto, de um leilão mais amplo, na tentativa de casar oferta e demanda em contratos de suprimento de longo prazo. É justamente um dos fatores que faltam para destravar os investimentos em infraestrutura para que a Argentina consiga exportar volumes firmes ao Brasil e outras praças, como o Chile.”

Fonte: Eixos; 29/08/2026

Em ano de El Niño forte, Brasil terá ao menos seis ondas de calor até dezembro

“São Paulo vive neste fim de semana mais um episódio do que deve se tornar rotina nos próximos meses: a Defesa Civil do estado emitiu alerta de onda de calor até segunda-feira, 31, com termômetros podendo bater os 42°C no interior do norte e noroeste, enquanto a capital deve registrar máximas entre 33°C e 36°C. Em 2026, o cenário agravado pelas mudanças climáticas vem com uma preocupação extra: a tendência de um Super El Niño que poderia aumentar ainda mais as temperaturas e levar a eventos extremos como secas e incêndios. É nesse contexto que o Brasil deve enfrentar ao menos seis ondas de calor entre agora e dezembro, segundo nova análise do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden). O levantamento, baseado em 47 anos de registros de temperatura, identificou o padrão observado em anos de El Niño e alerta que o número pode ser ainda maior: no último evento da mesma intensidade, foram nove ondas registradas. Uma onda de calor não se resume a um dia quente isolado e se caracteriza por um período de pelo menos três dias consecutivos em que as temperaturas máximas e mínimas permanecem excepcionalmente acima do normal, sem dar trégua entre o dia e a noite. Segundo o Cemaden, o padrão que antes se concentrava em regiões específicas hoje tende a atingir todo o território nacional.”

Fonte: Exame; 30/08/2026

Internacional

Como as baterias estão remodelando o modelo de negócios de energia solar

“A desenvolvedora de energia verde CrossBoundary Energy começou a fornecer eletricidade ao complexo de mineração Kamoa-Kakula a partir de uma usina que combina 357.000 painéis solares com 180 unidades de bateria do tamanho de contêineres de carga. Segundo a empresa, isso fornecerá 30 megawatts de energia de carga de base (baseload) firme durante pelo menos 95% de todos os minutos do ano. A dimensão do projeto não é monumental, suprindo pouco mais de um décimo da demanda total de energia do complexo de mineração. No entanto, ele faz parte de uma onda de investimentos em projetos de energia solar e armazenamento “co-localizados” (instalados no mesmo local), que atualmente representam o tipo de usina de energia que mais cresce em grande parte do mundo, de acordo com uma nova pesquisa da BloombergNEF. O modelo recebeu um impulso nos últimos anos de governos provinciais na China, preocupados com a quantidade de capacidade solar e eólica que estava sendo desperdiçada. Eles introduziram regras exigindo que as desenvolvedoras construíssem ou comissionassem capacidade de armazenamento juntamente com novas usinas de energia renovável. Isso ajudou a reduzir os preços das baterias, o que agora está impulsionando um boom de projetos co-localizados de energia solar e armazenamento no restante do mundo. Os investimentos fora da China nesse tipo de projeto totalizaram US$ 25 bilhões no primeiro semestre do ano, segundo a BloombergNEF — quase o triplo do valor registrado um ano antes. Baterias co-localizadas são uma resposta óbvia a muitos dos problemas enfrentados por operadores de usinas e redes elétricas com o rápido crescimento da geração de energia renovável. Em um dia ensolarado, as usinas solares podem gerar muito mais energia do que a rede demanda em um determinado momento, levando a desperdícios em larga escala e, na Europa, a preços de energia negativos que causam transtornos. Uma instalação de baterias no próprio local permite que os operadores de energia solar armazenem o excedente e o vendam quando houver demanda mais tarde no dia. Avanços realizados por fabricantes chineses fizeram os custos de baterias em escala industrial despencar — o que significa que, em grande parte do mundo, usinas co-localizadas de energia renovável e armazenamento agora podem fornecer energia ininterrupta a um custo menor do que as usinas movidas a combustíveis fósseis, segundo a Agência Internacional de Energia Renovável (IRENA).”

Fonte: Financial Times; 30/08/2026

Nepal estima até US$ 5 bi para reconstrução após tragédia e cobra financiamento climático

“O Nepal responde por menos de 0,01% das emissões globais de gases de efeito estufa, mas está entre os países mais expostos aos efeitos da crise climática. A injustiça climática ficou ainda mais dramática nesta semana, depois que o colapso de uma geleira no Himalaia desencadeou uma avalanche de gelo, rochas, lama e detritos que atingiu comunidades inteiras e deixou centenas de mortos. Neste sábado, 29, o número de mortos no país chegou a 675, enquanto quase 3 mil pessoas permaneciam desaparecidas no país e na região do Tibete, na China. Sete mortes também foram confirmadas em território chinês. Além da dimensão humana, a catástrofe impôs uma conta bilionária a uma das economias mais vulneráveis da Ásia. O ministro das Finanças do Nepal, Swarnim Wagle, estima que serão necessários entre US$ 4 bilhões e US$ 5 bilhões para reconstruir as áreas atingidas, em um valor equivalente a quase 10% da economia nepalesa. “Esta é apenas uma estimativa”, afirmou Wagle à Reuters. Segundo ele, as perdas e os danos ainda estão sendo avaliados. Diante do desastre, a reflexão que fica é: quem paga pela adaptação de países que pouco contribuíram para o aquecimento global, mas estão entre os mais expostos aos seus efeitos? Em um apelo neste sábado, o ministro das Relações Exteriores, Shisir Khanal, pediu ajuda da comunidade internacional para que “se una na proteção do ecossistema do Himalaia”.”

Fonte: Exame; 30/08/2026

Como a guerra no Irã está redesenhando o mapa global de energia

“Seis meses depois de ataques dos EUA e de Israel terem interrompido a produção de combustíveis fósseis no Oriente Médio e transformado o Estreito de Ormuz em um campo de batalha naval, o mundo começa a ter uma visão mais completa de como a guerra no Irã remodelou a economia da energia. Uma série de novos relatórios mostra como, ao elevar drasticamente os preços dos combustíveis fósseis, o conflito também vem levando governos, empresas e consumidores a buscar fontes de energia renovável, com um conjunto claro de vencedores e perdedores começando a surgir. Importadores globais de combustíveis fósseis gastaram mais de US$ 330 bilhões em custos adicionais – um valor equivalente ao Produto Interno Bruto da Finlândia em 2025 – desde o início da guerra, em 28 de fevereiro, segundo dados do Centre for Research on Energy and Clean Air (CREA), uma organização sem fins lucrativos sediada em Helsinque. Enquanto isso, os preços mais altos da energia foram uma bênção para alguns países produtores de petróleo e gás fora da zona de guerra. As economias que haviam avançado na redução do uso de combustíveis fósseis antes da guerra também resistiram melhor à crise. Na China, por exemplo, os projetos de energia renovável acrescentados desde 2020 permitiram ao país evitar quase US$ 8 bilhões em importações de combustíveis fósseis entre março e julho, segundo estimativa do CREA. Essas transformações podem acabar tendo impacto sobre o meio ambiente. De modo geral, as emissões globais de gases de efeito estufa permaneceram relativamente contidas no primeiro semestre do ano, aumentando apenas 0,2% em relação ao mesmo período do ano anterior, segundo uma análise preliminar das emissões até meados de 2026 realizada pela ONG Climate Trace.”

Fonte: Valor Econômico; 31/08/2026

Índices ESG e suas performances

(1) O Índice ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3) tem como objetivo ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de empresas com reconhecido comprometimento com o desenvolvimento sustentável, práticas e alinhamento estratégico com a sustentabilidade empresarial.
(2) O Índice S&P/B3 Brasil ESG mede a performance de títulos que cumprem critérios de sustentabilidade e é ponderado pelas pontuações ESG da S&P DJI. Ele exclui ações com base na sua participação em certas atividades comerciais, no seu desempenho em comparação com o Pacto Global da ONU e também cias sem pontuação ESG da S&P DJI.
(3) O ICO2 tem como propósito ser um instrumento indutor das discussões sobre mudança do clima no Brasil. A adesão das companhias ao ICO2 demonstra o comprometimento com a transparência de suas emissões e antecipa a visão de como estão se preparando para uma economia de baixo carbono.
(4) O objetivo do IGCT é ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de emissão de empresas integrantes do IGC que atendam aos critérios adicionais descritos nesta metodologia.
(5) A série de índices FTSE4Good foi projetada para medir o desempenho de empresas que demonstram fortes práticas ambientais, sociais e de governança (ESG).
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