IBOVESPA +1,20% | 187.366 Pontos
CÂMBIO -0,77% | 5,08/USD
O que pode impactar o mercado hoje
Ibovespa
O Ibovespa encerrou o pregão de terça-feira em alta de 1,2%, aos 187.367 pontos, atingindo o maior patamar desde abril. O cenário político doméstico permaneceu no centro das atenções, reforçando o trade eleitoral e contribuindo para a forte queda dos juros futuros. A alta de 3,3% do petróleo Brent também impulsionou as ações de Óleo & Gás.
Na ponta positiva, as maiores altas do dia vieram de papéis domésticos mais sensíveis à trajetória de juros, como MRV (MRVE3, +4,7%) e Yduqs (YDUQ3, +3,2%), acompanhando o fechamento da curva de juros. Na ponta negativa, Motiva (MOTV3, -3,0%) recuou após as ações passarem à condição ex-provento, referente ao pagamento de R$ 1,45 bilhão em juros sobre capital próprio.
Renda Fixa
Os juros futuros fecharam sem direção única ontem. Nos EUA, as taxas das Treasuries avançaram no retorno do feriado, refletindo a alta do petróleo diante das tensões no Oriente Médio e a expectativa de uma postura mais cautelosa do Fed antes da divulgação dos dados de inflação. A T-note de 2 anos encerrou a 4,39% (+2bps), a de 10 anos a 4,79% (+1bp) e o T-bond de 30 anos a 5,25% (+1bp).
No Brasil, a curva de juros voltou a fechar de forma expressiva, sobretudo nos vencimentos mais longos, impulsionada por novas pesquisas eleitorais que reforçaram a percepção de maior probabilidade de alternância de poder em 2027 e consequente redução do prêmio de risco fiscal. O DI jan/27 encerrou a 13,58% (0bps), o DI jan/29 a 13,72% (-13bps) e o DI jan/31 a 13,91% (-18bps). A melhora do ambiente doméstico também favoreceu a demanda por títulos públicos, com o Tesouro registrando colocação integral de NTN-Bs em um relevante leilão (R$ 9,7 bilhões em volume financeiro). A NTN-B fechou com a B29 a 7,70% (vs. 7,78%), a B35 a 7,63% (vs. 7,74%) e a B50 a 7,42% (vs. 7,45%).
Mercados globais
Nesta quarta-feira, os futuros nos EUA operam próximos da estabilidade (S&P 500: +0,0%; Nasdaq 100: +0,1%), após a sessão negativa da véspera. Na Europa, o Stoxx 600 recua cerca de 1,0%, pressionado pelos setores de varejo, viagens e lazer e bancos. Na Ásia, os mercados fecharam sem direção única: o Kospi (Coreia) avançou 1,4%, o Nikkei 225 (Japão) ganhou 0,1%, enquanto na China o CSI 300 subiu 0,3% e o Hang Seng recuou 0,2%.
O mercado acompanha a disparada do petróleo, com o Brent rompendo os US$ 100/barril pela primeira vez desde julho, em alta de mais de 2%, e o WTI próximo de US$ 95/barril, depois de o Exército americano destruir cinco petroleiros iranianos em retaliação a uma tentativa de ataque a um navio de guerra dos EUA. A Guarda Revolucionária do Irã afirmou ter atingido duas embarcações americanas e oito petroleiros no Golfo, o que impulsionou as ações de energia na Europa. Além das dúvidas sobre a persistência do conflito, os investidores já precificam 60% de chance de uma alta de 25 pontos-base pelo Fed neste mês, segundo o CME Group. Os investidores também direcionam o foco para a agenda corporativa, com os resultados de Oracle e Adobe na quinta-feira, além dos indicadores PPI e CPI de agosto, na quinta e sexta-feira respectivamente.
IFIX
O Índice de Fundos de Investimento Imobiliário (IFIX) encerrou o pregão de terça-feira em queda de 0,22%, aos 3.761,37 pontos.
O desempenho foi majoritariamente negativo entre os segmentos acompanhados. Os fundos híbridos lideraram as perdas do dia, com recuo de 0,90%, seguidos pelas lajes corporativas (-0,42%). Os fundos de recebíveis também encerraram a sessão em baixa (-0,21%), enquanto o segmento de multiestratégia/FOFs registrou queda de 0,20%. Já os fundos de tijolo apresentaram variação próxima da estabilidade (-0,06%), refletindo o desempenho misto entre ativos logísticos (+0,21%) e fundos de shoppings (-0,04%).
Entre os destaques positivos do pregão, sobressaíram HSLG11 (+5,4%), VRGR11 (+3,2%) e LIFE11 (+2,6%). No campo negativo, as maiores quedas foram registradas por TRXF11 (-3,9%), RECR11 (-2,1%) e VRII11 (-1,9%).
Economia
Destaque para a divulgação dos principais dados de inflação da China em agosto. O índice de preços ao produtor (PPI, na sigla em inglês) acelerou de 3,5% para 3,8% no acumulado em 12 meses, ligeiramente acima das expectativas. Por sua vez, o índice de preços ao consumidor (CPI) avançou de 0,5% para 0,8% na mesma métrica, em linha com as projeções.
No Brasil, o Boletim Focus do Banco Central apresentou queda sutil na mediana das expectativas de mercado para o IPCA de 2026, de 5,01% para 5,00%. Por sua vez, a projeção para a inflação de 2027 avançou marginalmente de 4,28% para 4,29%. As previsões para a taxa Selic continuaram em 13,75% no final deste ano e 12,00% no final do ano que vem.
Hoje, o destaque da agenda internacional será o relatório semanal de empregos ADP dos Estados Unidos, trazendo uma leitura atualizada das condições do mercado de trabalho privado. No Brasil, nenhum indicador econômico relevante será publicado.
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Economia
Preços do petróleo se aproximam de US$ 100 por barril após novos ataques entre Estados Unidos e Irã
- No ambiente global, o preço do petróleo (Brent) subiu quase 2,5% ontem, para US$ 99 por barril, após relatos de ataques dos Estados Unidos a alvos iranianos próximos à Ilha de Kharg e à cidade portuária de Jask. Enquanto isso, uma rede de televisão estatal do Irã afirmou que navios-tanque atracados no Kuwait e no Bahrein serão atacados e orientou as tripulações a abandonar as embarcações imediatamente. No mesmo sentido, a Arábia Saudita interrompeu a operação de diversas instalações de energia no sul do país, depois que milicianos houthis reivindicaram novos ataques na região. Com isso, as bolsas americanas operaram em queda na segunda-feira, ao passo que os juros dos títulos públicos (Treasuries) de 2 anos subiram moderadamente;
- O Secretário de Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, minimizou os efeitos econômicos da guerra comercial com o Canadá, estimando impacto praticamente nulo sobre a inflação americana e afirmando acreditar que a disputa será superada. A autoridade também voltou a defender as operações de recompra de Treasuries, argumentando que ajudaram a estabilizar o mercado de títulos, e rejeitou sinais de preocupação dos investidores com a qualidade do crédito soberano americano. Em relação à China, classificou a liderança em inteligência artificial como uma questão estratégica e defendeu maior coordenação entre Estados Unidos, União Europeia, Canadá e demais países do G7. Por fim, Bessent sinalizou que mais um banco ligado a Teerã deverá ser sancionado nesta semana;
- Em relação aos indicadores econômicos, destaque para a divulgação dos principais dados de inflação da China em agosto. O índice de preços ao produtor (PPI, na sigla em inglês) acelerou de 3,5% para 3,8% no acumulado dos últimos 12 meses, ligeiramente acima das estimativas (3,7%). Por sua vez, o índice de preços ao consumidor (CPI) avançou de 0,5% para 0,8% na mesma métrica, em linha com as projeções;
- No Brasil, o Boletim Focus do Banco Central apresentou ligeira queda na mediana das expectativas de mercado para o IPCA de 2026, de 5,01% para 5,00%. Por sua vez, a projeção para a inflação de 2027 avançou marginalmente de 4,28% para 4,29%. Em relação à atividade econômica, a mediana das previsões de crescimento real do PIB em 2026 subiu de 1,92% para 1,93%, enquanto a expectativa para 2027 permaneceu em 1,50%. As projeções para a taxa Selic continuaram em 13,75% no final deste ano e 12,00% no final do ano que vem;
- O IGP-DI registrou elevação mensal de 0,06% em agosto, após queda de 0,86% em julho. Esse resultado ficou entre nossa projeção (0,10%) e a mediana das expectativas do mercado (0,04%). Consequentemente, a inflação acumulada em 12 meses chegou a 2,63%. Em relação aos dados desagregados, o IPA-DI subiu 0,10% em agosto, revertendo parcialmente a forte queda do mês anterior, enquanto o IPC-DI recuou 0,37% e o INCC-DI avançou 0,66%. As últimas leituras do IGP-DI indicam moderação na inflação ao atacado;
- Hoje, o destaque da agenda internacional será o relatório semanal de empregos ADP dos Estados Unidos, trazendo uma leitura atualizada das condições do mercado de trabalho privado. No Brasil, nenhum indicador econômico relevante será publicado.
Empresas
Papel e Celulose: O dilema da recuperação dos preços da celulose
- O sentimento do mercado de celulose melhorou em Set’26, com expectativa de que o momentum positivo persista, embora potencialmente por pouco tempo;
- Do lado positivo, os preços da BHKP em ~US$560/t sustentaram uma atividade de compra mais forte na China, com baixos estoques de fibra curta e recomposição de estoques no downstream levando os fornecedores a anunciar aumentos de preços para Set’26 de +US$20/t para BHKP (e +US$10/t para NBSK);
- Com uma sazonalidade positiva da demanda e oferta nova limitada no 3T26E sugerindo que esse momentum positivo pode persistir em Out’26;
- Por outro lado, a lucratividade dos produtores de papel permanece (muito) fraca, a tendência estrutural de integração da China continua (~6,8Mt de capacidade adicional de celulose no 4T26E-27E)
- E novos projetos de celulose de mercado ainda estão planejados para iniciar no próximo ano (Oki II da APP no 1T27E; Sucuriú da Arauco no 4T27E), o que esperamos que limite o ritmo de uma recuperação mais significativa dos preços da celulose;
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Mineração e Siderurgia: notícias corporativas dominam a semana; minério de ferro sobe 2% S/S
- Foi uma semana movimentada: (i) a Vale supostamente adiou os planos para um potencial IPO de Metais Básicos, o que não vemos necessariamente como uma “notícia”, uma vez que a companhia tem constantemente se referido a um IPO como uma alternativa, tendo o turnaround operacional dos ativos como sua verdadeira prioridade;
- Enquanto (ii) a CSN nomeou Fabio Schvartsman como CEO, com as vendas de ativos reiteradas como uma parte relevante de sua estratégia de desalavancagem (Cimento, Infraestrutura, Siderurgia na Alemanha etc.);
- Além disso, (iii) a Usiminas suspendeu as operações na mina de Samambaia (~30% da capacidade da MUSA), destacando a pressão dos crescentes custos logísticos (fretes Tubarão-Qingdao de ~US$ 40/t, além dos níveis de breakeven já elevados da MUSA);
- Do lado das commodities, os preços do minério de ferro subiram +2% S/S, revertendo as mínimas de ~US$ 94/t do início de Ago’26;
- Com o cobre avançando +1% S/S, atingindo novas máximas históricas em meio a interrupções de oferta e tendências favoráveis de demanda (embora um potencial acordo comercial dos EUA continue sendo um risco de queda, uma vez que poderia liberar parte do grande estoque de cobre atualmente armazenado na COMEX);
- Por fim, os preços do HRC e do vergalhão permaneceram estáveis S/S no Brasil;
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XP Varejo: de olho no termômetro; um início frio de setembro após um inverno excepcionalmente quente
- Nesta edição do Carrinho XP, atualizamos nosso monitor de temperaturas e avaliamos as potenciais implicações para os varejistas;
- Destacamos: (i) após um início frio de inverno, julho e, especialmente, agosto se tornaram significativamente mais quentes, com as temperaturas de agosto ficando, em média, cerca de 1,6°C acima do ano anterior, lideradas pelo Sudeste (+2,3%), Sul (+2,1%) e Centro-Oeste (+2,5%);
- Com a entrada de setembro, no entanto, as temperaturas reverteram parcialmente, ficando abaixo dos níveis do ano passado nas principais regiões para o varejo de vestuário, particularmente no Sul (-2,3%) e no Centro-Oeste (-1,8%);
- (ii) temperaturas mais baixas podem representar um potencial vento favorável de curto prazo após um 2T26 fraco para os varejistas de vestuário, enquanto a Copa do Mundo pesou sobre o fluxo de clientes até meados de julho e a isenção tributária para compras internacionais abaixo de US$50 foi tornada permanente;
- e (iii) por outro lado, uma transição antecipada para temperaturas mais quentes pode beneficiar categorias selecionadas, com potencial demanda incremental para SMFT, Farmácias, ALPA, MGLU e ASAI;
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Bens de Capital: dados de exportação sugerem aumento dos preços de Motion para os EUA
- Os dados de exportação de Ago’26 mostraram um desempenho misto, mas, no geral, construtivo para as operações brasileiras da WEG, com sua cesta de exportações avançando +6% A/A e +11% M/M;
- Destacamos: (i) as exportações consolidadas do Brasil de EEI aumentaram +19% A/A, sustentadas por envios mais fortes para os EUA, enquanto as exportações de EEI do WEG-Proxy recuaram -6% A/A em meio à Automação mais fraca, apesar dos preços favoráveis de Motion;
- (ii) GTD permaneceu como o principal destaque, com as exportações do WEG-Proxy avançando +72% A/A e +36% no acumulado de 2026, sustentadas por Geração e T&D;
- Os envios consolidados do Brasil se normalizaram após um Jul’26 robusto, enquanto os preços dos transformadores enfraqueceram M/M, embora tenham permanecido +16% mais altos no acumulado de 2026;
- E (iii) as exportações aeroespaciais permaneceram consistentes com um ramp up gradual das entregas, com 5 turbojatos exportados em Ago’26, acima dos 3 de Ago’25, enquanto o valor das exportações aumentou +43% A/A;
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Mineração e Siderurgia | Papel e Celulose: importações de aço plano aumentaram em Ago’26, embora ainda tenham recuado A/A
- A SECEX divulgou seus dados de Ago’26, com destaque para:
- (i) as importações de aço plano aumentaram +15% M/M (embora tenham recuado -17% A/A), revertendo parcialmente a queda de Jul’26, impulsionadas por maiores entradas de produtos revestidos e bobinas laminadas a frio, o que vemos como marginalmente negativo para Usiminas e CSN;
- (ii) as exportações de aço plano aumentaram M/M, enquanto as importações e exportações de aço longo recuaram;
- (iii) com as decisões antidumping para HRC e fio-máquina ainda pendentes;
- (iv) as exportações de celulose de fibra curta recuaram (-19% M/M, -10% A/A), refletindo menores envios de Três Lagoas, Guaíba, Imperatriz, Ortigueira e Aracruz, enquanto os volumes de exportação de kraftliner recuaram ligeiramente, com um aumento sequencial de preços M/M;
- Por fim, (v) as exportações de minério de ferro recuaram (-1% M/M, -7% A/A), uma vez que maiores envios de Ponta da Madeira e Tubarão foram compensados por menores volumes de Itaguaí;
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Renda fixa
De Olho na Renda Fixa: principais notícias de crédito privado, mercados e renda fixa
- ANEEL antecipará R$ 308 mi a geradores para estoque de combustível no Norte (Agência Infra);
- Galpões da Casas Bahia atraem interesse do mercado (Valor Econômico);
- Oil hits $100 for first time since July (Financial Times);
- Fitch Rebaixa Ratings da CEEE-G Para ‘CCC+(bra)’; Observação Negativa (Fitch Ratings).
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Alocação & Fundos
Principais notícias
- Fundos Imobiliários (FIIs): confira as principais notícias
- IFIX cai 0,22% e fecha pregão da terça-feira aos 3.761,37 pontos (Suno Notícias);
- FIIs são pilar para aposentadoria de 97% dos investidores (FIIs);
- Agropecuária avança em exportações; movimento fortalece terras agrícolas (FIIs);
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