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Dados de inflação no Brasil e nos EUA em destaque na semana

Ataque a petroleiros iranianos no fim de semana e IPCA de agosto no Brasil são alguns dos temas de maior destaque nesta terça-feira, 08/09/2026

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IBOVESPA -0,02% | 185.147 Pontos

CÂMBIO +0,57% | 5,12/USD

O que pode impactar o mercado hoje

Ibovespa

O Ibovespa encerrou a semana em alta de 5,4% em reais e de 7,3% em dólares, por conta da apreciação de 1,2% do real, aos 185.096 pontos.

Magazine Luiza foi o destaque positivo da semana (MGLU3, +25,3%) após anunciar uma parceria com o Mercado Livre para vender cerca de 27 mil produtos de seu estoque próprio no marketplace da rival, com entregas realizadas pela Magalog.

Por outro lado, Rumo (RAIL3, -2,4%) foi o destaque negativo, após notícia da desistência do Grupo México da compra da fatia de Cosan na companhia.

Renda Fixa

No comparativo semanal, os juros futuros encerraram em alta nos Estados Unidos e em queda no Brasil. Nos EUA, as taxas oscilaram com as tensões no Oriente Médio e as expectativas para o Fed, enquanto o payroll reforçou uma postura mais restritiva. A T-note de 2 anos encerrou a 4,37% (+2 bps vs. semana anterior), a de 10 anos a 4,78% (+5 bps) e o T-bond de 30 anos a 5,24% (+3 bps).

No Brasil, a curva fechou em todos os vencimentos, favorecida por sinais de desaceleração da atividade, inflação mais branda e menor prêmio de risco eleitoral. O DI jan/27 encerrou a 13,58% (-4 bps), o DI jan/29 a 13,84% (-33 bps) e o DI jan/31 a 14,08% (-43 bps). A NTN-B recuou, com a B29 a 7,78%, B35 a 7,74% e B50 a 7,45%.

Mercados globais

Nesta terça-feira, os futuros nos EUA operam em leve queda (S&P 500: -0,3%; Nasdaq 100: 0,0%), com semicondutores sustentando o Nasdaq. Na Europa, o Stoxx 600 recua cerca de 0,3%. Na Ásia, os mercados fecharam em queda: o Kospi (Coreia) recuou 0,6%, o Nikkei 225 (Japão) recuou 0,7%, enquanto na China, o CSI 300 recuou 0,4% e o Hang Seng perdeu 0,4%.

O mercado acompanha a escalada do petróleo, com o Brent avançando para cerca de US$ 98/barril, depois de o Irã ameaçar estabelecer uma zona de exclusão marítima no Golfo Pérsico e atingir a infraestrutura de energia da região, o que reacende as preocupações, juntamente ao rendimento do Treasury de dez anos perto de 4,8%. Os investidores também direcionam o foco para o PPI e CPI de agosto, na quinta e sexta-feira respectivamente, sendo as principais referências para a decisão do Fed na próxima reunião, além dos resultados de Oracle e Adobe na quinta-feira.

IFIX

O Índice de Fundos de Investimento Imobiliário (IFIX) encerrou o pregão da última sexta-feira (4) em alta de 0,22%, aos 3.769,71 pontos, acumulando ganho de 0,77% na semana. O movimento foi liderado pelos fundos de tijolo (+1,27%) e de multiestratégia/FOFs (+1,20%), segmentos mais sensíveis aos movimentos da curva de juros, enquanto os fundos de recebíveis apresentaram alta relativamente mais tímida (+0,30%). Entre os segmentos de tijolo, os destaques ficaram com lajes corporativas (+2,23%) e shoppings (+2,11%).

Entre os destaques positivos do pregão, sobressaíram MFII11 (+8,8%), BRCR11 (+3,6%) e VILG11 (+2,2%). No campo negativo, as maiores quedas foram registradas por GZIT11 (-2,1%), LIFE11 (-1,7%) e HGRE11 (-1,7%).

Economia

Nos Estados Unidos, a economia registrou criação líquida de 162 mil empregos em agosto, muito acima da mediana das estimativas de mercado (56 mil). Após os dados, os investidores ampliaram as apostas em elevação de juros pelo Fed (banco central) na reunião de política monetária deste mês.

No Oriente Médio, os Estados Unidos atacaram três petroleiros iranianos no fim de semana, e o Irã ameaçou estabelecer uma zona de exclusão marítima por todo o Golfo Pérsico. O tráfego pelo Estreito de Ormuz caiu para o menor nível desde maio. O preço do petróleo (tipo Brent) acumula três sessões consecutivas de alta e é negociado próximo de 99 dólares por barril, o maior patamar em seis semanas.

Na agenda desta semana, destaque para a inflação ao consumidor de agosto nos Estados Unidos e para a decisão de política monetária do Banco Central Europeu, para a qual o mercado espera elevação de 0,25 p.p. No Brasil, atenções voltadas para o IPCA de agosto, que deverá registrar deflação mensal.

Veja todos os detalhes

Economia

Criação de vagas nos Estados Unidos surpreende e reacende o debate sobre alta de juros pelo Fed

  • Nos Estados Unidos, a economia registrou criação líquida de 162 mil empregos em agosto, conforme divulgado na sexta-feira passada. O resultado ficou muito acima da mediana das estimativas de mercado, de 56 mil, e foi o maior em cinco meses. A taxa de desemprego permaneceu em 4,1% e o rendimento médio por hora subiu 0,3% na margem (3,1% em 12 meses). Os dados de junho e julho foram revisados para cima em 55 mil vagas no conjunto, o que converteu a perda de 23 mil postos reportada em julho em criação de 21 mil. Após os dados, os investidores ampliaram as apostas em elevação de juros pelo Fed (banco central) na reunião de política monetária deste mês, com valorização do dólar e alta dos rendimentos dos Treasuries de prazo mais curto.
  • Os Estados Unidos atacaram três petroleiros iranianos no fim de semana, em retaliação a disparos de mísseis balísticos contra navios de guerra americanos, e destruíram uma das embarcações, segundo o Comando Central americano. Em resposta, o Irã ameaçou estabelecer uma zona de exclusão marítima por todo o Golfo Pérsico, até o perímetro do bloqueio naval americano, caso a pressão econômica de Washington continue. Mohsen Rezaei, secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional iraniano, afirmou que a postura do país diante de navios de guerra e bases americanas foi “fundamentalmente recalibrada”. Em paralelo, ataques de forças houthis contra a Arábia Saudita ampliaram as preocupações com a segurança da infraestrutura energética da região. O tráfego pelo Estreito de Ormuz caiu para uma média de dez navios por dia, o menor nível desde maio, segundo a Reuters. O preço do petróleo (tipo Brent) acumula três sessões consecutivas de alta e é negociado próximo de 99 dólares por barril, o maior nível em seis semanas;
  • Na Zona do Euro, o PIB do segundo trimestre foi revisado de 0,4% para 0,6% na comparação com o trimestre anterior, segundo a leitura final da Eurostat. Trata-se do ritmo mais forte em mais de um ano, após estagnação no primeiro trimestre. A revisão, contudo, decorreu quase integralmente da Irlanda, cujo crescimento passou de 3,9% para 10,2% no período. Oscilações dessa magnitude no país refletem operações contábeis de multinacionais farmacêuticas e de tecnologia sediadas lá, e não a atividade econômica subjacente. Na comparação anual, o crescimento da região passou de 1,0% para 1,2%. O setor externo respondeu por praticamente toda a expansão, com contribuição de 0,9 p.p., enquanto o emprego avançou apenas 0,1% e a formação bruta de capital fixo recuou 0,1%;
  • No Japão, o PIB do segundo trimestre foi revisado de 1,1% para 1,4% em termos anualizados, ainda abaixo da mediana das projeções de mercado (1,6%). Sem anualização, o crescimento foi de 0,4%. A revisão decorreu de queda menor do investimento das empresas (-0,9%, ante -1,2% na leitura preliminar), enquanto o consumo das famílias ficou estável. Segundo a Reuters, os contratos de swap embutem probabilidade de 98% de alta de 0,25 p.p. na taxa de juros de referência, para 1,25%, na reunião do Banco do Japão deste mês, e já precificam integralmente um novo aumento, para 1,50%, até janeiro;
  • Na agenda internacional desta semana, o destaque será a divulgação da inflação ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) de agosto nos Estados Unidos. O dado será relevante para o banco central americano (Fed) avaliar uma eventual alta de juros, após leituras mais fortes de mercado de trabalho. Na Europa, foco na decisão de política monetária pelo Banco Central Europeu (BCE), para a qual o mercado espera elevação de 0,25 p.p. nas taxas de juros de referência. Por fim, na China, os indicadores de inflação ao consumidor e ao produtor serão conhecidos. No Brasil, o protagonismo da agenda econômica ficará com o IPCA de agosto, que deverá registrar deflação mensal, em linha com o observado na prévia (IPCA-15). Do lado da atividade econômica, o IBGE divulgará a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) de julho. Por fim, a FGV divulgará o IGP-DI do último mês.

Empresas

Saúde: Atualização dos dados de beneficiários

  • O setor brasileiro de planos de saúde registrou adição líquida de 76 mil beneficiários em julho de 2026, encerrando o mês com 53,2 milhões de vidas. Apesar da desaceleração em relação às 113 mil adições registradas em junho, o resultado ficou aproximadamente 25% acima da média mensal dos últimos 12 meses.
  • A SulAmérica foi o principal destaque do mês, adicionando 37 mil beneficiários e superando a Bradesco Saúde (+35 mil) pela primeira vez em 2026. O desempenho foi impulsionado principalmente pela carteira ex-ASO (+34 mil), que registrou sua maior adição líquida mensal dos últimos 12 meses;
  • A Amil e a Porto Seguro mantiveram um ritmo sólido, com adições líquidas de 23 mil e 14 mil beneficiários, respectivamente. Em conjunto, SulAmérica, Bradesco Saúde, Amil e Porto Seguro adicionaram 109 mil vidas, parcialmente compensadas pela perda de 58 mil beneficiários da Hapvida;
  • Os dados estaduais indicam uma expansão geográfica mais disseminada, com destaque para o crescimento da Bradesco Saúde em Minas Gerais (+5,3 mil beneficiários) e da SulAmérica no Rio de Janeiro (+9,6 mil) e em Goiás (+5,4 mil). Em São Paulo, as adições também se estenderam para além da capital, especialmente no caso da Bradesco Saúde;
  • Esperamos que SulAmérica e Bradesco Saúde continuem liderando o crescimento de beneficiários, com uma contribuição cada vez maior de regiões fora das principais capitais, particularmente do interior do estado de São Paulo;
  • Reiteramos nossas recomendações de Compra para SAUD3, com preço-alvo de R$ 18,00, e RDOR3, com preço-alvo de R$ 45,00.
  • Clique aqui para acessar nosso relatório completo.

Renda fixa

De Olho na Renda Fixa: principais notícias de crédito privado, mercados e renda fixa

  • Aumento de demanda por data centers é oportunidade para setor, diz Taesa (Canal Energia);
  • Global Markets’ Summer Lull to End as Volatility, Risks Mount (Yahoo Finance);
  • Para Tereos, mercado de etanol exige “trabalho pedagógico” (The Agribiz);
  • Quem vai pagar a conta do leilão de baterias? (Brazil Journal).
  • Clique aqui para acessar o clipping.

Estratégia

Posicionamento dos Fundos de Ações – Setembro de 2026                

  • Atualizamos nossa estimativa do posicionamento dos fundos de ações, analisando regressões em janela móvel que comparam o desempenho dos fundos a vários setores e fatores. Para esta análise, selecionamos fundos com exposição líquida variando de 50% a 150%, com base nos dados mais recentes disponíveis. No mês passado, isso correspondeu a 1.017 fundos com um total de patrimônio líquido de R$ 304,6 bilhões.
  • No último mês, os movimentos de posicionamento foram maiores do que em julho, com as reduções concentradas em poucos setores e os aumentos distribuídos de forma mais ampla.
  • Bancos (+202 bps; -2,6 p.p. subalocado) registrou o maior aumento, seguindo na redução de uma subalocação de longa data, seguido por TMT (+188 bps; +5,5 p.p. sobrealocado) e Elétricas (+174 bps; +0,5 p.p. sobrealocado), este último retornando ao território de sobrealocação.
  • Por outro lado, Propriedades Comerciais (-413 bps; +4,5 p.p. sobrealocado) apresentou a maior redução, desmontando parcialmente uma posição que esteve entre as mais concentradas por vários meses, seguido por Inst. Financeiras (-286 bps; -12,8 p.p. subalocado), que estendeu sua redução para território líquido vendido, e Saúde (-166 bps; +2,0 p.p. sobrealocado).
  • Os setores com sobrealocação mais concentrada (crowded) são Papel & Celulose, TMT e Propriedades Comerciais. Os setores mais subalocados (underbought) são Inst. Financeiras, Mineração & Siderurgia e Alimentos & Bebidas.
  • O Índice de Risco Ativo retomou a trajetória de queda (z-score de 5 anos de -0,5 para -0,7), afastando-se do nível neutro alcançado em junho e indicando que os fundos voltaram a assumir menos risco ativo em relação ao benchmark.
  • Clique aqui para acessar o relatório completo

Alocação & Fundos

Principais notícias

  • Fundos Imobiliários (FIIs): confira as principais notícias
    • IFIX avança 0,22% e encerra semana aos 3.769,71 pontos (FIIs);
    • Investidor estrangeiro? FIIs miram outro perfil de cotistas para expansão do mercado (InfoMoney);
    • Patria tenta comprar prédio ocupado pelo Insper quase pelo valor patrimonial (SiiLA);
    • Clique aqui para acessar o relatório.
  • Carteira Recomendada XP FIIs: Ganho de Capital | Setembro 2026
    • Atualizamos a carteira Ganho de Capital para o mês de setembro de 2026;
    • Em agosto, a carteira registrou queda de 0,53%, desempenho superior ao do IFIX, que recuou 1,46% no mesmo período. Apesar disso, o dividend yield médio mensal foi de 1,07%, equivalente a 12,9% ao ano;
    • Com isso, a carteira acumula valorização de 10,2% nos últimos 12 meses, o que corresponde a 125% do IFIX;
    • Clique aqui para mais informações.
  • ETF Brief: ETFs UCITS captam na Europa enquanto brasileiros preferem títulos isentos e bancos ampliam cripto, reforçando a disputa entre renda fixa, ações e ativos digitais
    • UCITS: Equities Propel Strong Summer Inflows for European UCITS ETFs (Funds Europe)
    • Bancos e ações domésticas lideram ETFs na semana (DEX ETFs)
    • A $1.6 Billion Quant ETF Pivots to Huge Oil Bet as Adviser Exits (Bloomberg)
    • US Equity Funds Record Second Weekly Outflow on Iran Tensions, High Yields (Reuters)
    • Clique aqui para acessar o relatório.
  • Relatório Mensal de Alocação: Set/2026
    • Enquanto o conflito no Oriente Médio tem poucos avanços em agosto, o foco das atenções nos EUA segue sobre os próximos movimentos do Fed, enquanto um novo regime de juros de longo prazo estruturalmente mais elevados segue se formando, impulsionado por déficits fiscais persistentes, elevada demanda por capital e incertezas geopolíticas.
    • No Brasil, a desaceleração da inflação e da atividade cria algum espaço para maior flexibilização monetária nas próximas reuniões do Copom, e os desequilíbrios fiscais brasileiros têm mantido também aqui as taxas longas em alto patamar, aumentando também os prêmios exigidos em ativos de risco.
    • Em agosto, as carteiras de alocação registraram retornos acima de suas respectivas metas em IPCA+, tendo a Renda Fixa Pós-fixada, Renda Fixa Inflação e Renda Variável Internacional como principais vetores de contribuição positiva.
    • Acesse aqui o conteúdo completo.

ESG

Redata incorpora gás natural e amplia discussão sobre matriz energética dos data centers | Café com ESG, 08/09

  • O mercado encerrou a semana passada em território positivo, com o Ibovespa subindo 5,39% e o ISE 4,53%. O pregão de sexta-feira fechou de lado, com o IBOV e o ISE recuando 0,02%.
  • Do lado das empresas, (i) o Ibama autorizou a Petrobras a perfurar os três próximos poços da campanha exploratória na Bacia da Foz do Amazonas – os poços batizados como Manga, Crotalus e PAD Morpho ajudarão a delimitar o tamanho da descoberta de petróleo anunciada em agosto no poço Morpho, localizado a cerca de 175 km da costa do estado do Amapá; e (ii) representantes dos setores de energia eólica e armazenamento planejam buscar, na fase de regulamentação, limites à possibilidade de enquadramento do gás natural como fonte de baixa emissão para abastecer os data centers beneficiados pelo Redata – a preocupação é que a substituição da exigência de energia “limpa” pela expressão “de baixa emissão” na lei que concede benefícios fiscais à instalação de infraestrutura digital leve a uma redução da renovabilidade da matriz, ao permitir a contratação de energia fóssil por esses grandes consumidores.
  • Na política, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) propõe que as companhias aéreas que deixarem de cumprir as metas de descarbonização previstas no Programa Nacional de Combustível Sustentável de Aviação (ProBioQAV) paguem uma multa de R$ 750 por tonelada de CO2 não reduzida – o texto se aplica a empresas que emitem 10 mil toneladas de CO2 ou mais por ano em voos domésticos e inclui as companhias aéreas Gol, Latam e Azul e empresas de carga e táxis aéreos.
  • Clique aqui para acessar o relatório completo.

Agenda política em destaque: Senado aprova PLs de data centers e minerais críticos | Brunch com ESG

  • Pensando em melhor auxiliar os investidores, o Brunch com ESG é um relatório publicado todos os domingos pelo time ESG do Research da XP que busca destacar os principais tópicos da agenda na semana;
  • Nesta semana, destacamos: (i) Senado aprova o Redata, criando incentivos para investimentos em data centers; e (ii) Senado avança com política industrial para cadeias de suprimento de minerais críticos
  • Clique aqui pera ler o conteúdo completo.

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