IBOVESPA -0,91% | 185.500 Pontos
CÂMBIO +1,53% | 5,16/USD
O que pode impactar o mercado hoje
Ibovespa
O Ibovespa encerrou a segunda-feira em queda de 0,9%, aos 185.501 pontos, em sessão de aversão a risco nos mercados globais e com o mercado doméstico repercutindo o cenário político local. As ações exportadoras lideraram as perdas, com Vale (VALE3, -3,5%) como principal peso do índice.
Totvs (TOTS3, +4,3%) e Hypera (HYPE3, +3,4%) avançaram e foram uma das poucas altas do pregão. Já a CSN Mineração (CMIN3, -6,9%) liderou as perdas, seguida por Usiminas (USIM5, -4,7%), CSN (CSNA3, -4,7%) e Gerdau (GGBR4, -4,0%), em meio à fraqueza do minério de ferro.
Renda Fixa
Os juros futuros encerraram ontem em alta. Nos EUA, a T-note de 2 anos avançou para 4,66% (+3 bps), a T-note de 10 anos subiu para 4,99% (+2 bps) e o T-bond de 30 anos recuou para 5,35% (-1 bp). O movimento refletiu a alta dos preços do petróleo, as expectativas de uma nova alta de juros pelo Fed nesta semana e a persistência das preocupações inflacionárias.
No Brasil, a curva de DI acompanhou parcialmente o movimento externo, mas foi influenciada pelo aumento dos prêmios de risco locais em meio a ruídos políticos. O DI jan/27 encerrou a 13,59% (0 bp), o DI jan/29 subiu para 13,92% (+8 bps) e o DI jan/31 avançou para 14,14% (+10 bps). A NTN-B encerrou com a B29 a 7,52% (vs. 7,50%), a B35 a 7,62% (vs. 7,56%) e a B50 a 7,39% (vs. 7,37%).
Mercados globais
Nesta terça-feira, os futuros nos EUA operam em queda (S&P 500: -0,4%; Nasdaq 100: -0,4%), pressionados pela expectativa de aperto monetário na reunião do Federal Reserve desta semana. Na Europa, o Stoxx 600 opera em queda de 0,7%, com a maioria dos setores no vermelho e os serviços financeiros liderando as perdas. Na Ásia, os mercados fecharam majoritariamente em queda: o Kospi (Coreia) caiu 0,8%, o Nikkei 225 (Japão) liderou a direção oposta avançando 0,4%, enquanto na China o CSI 300 perdeu 0,7% e o Hang Seng recuou 1,0%.
O mercado acompanha a alta do petróleo, em que o Brent sobe 1,7%, para próximo de US$ 103/barril, alimentando preocupações inflacionárias. Em contrapartida, o setor de tecnologia segue pressionado pela realização nas ações ligadas à inteligência artificial, depois que o CEO da Anthropic, Dario Amodei, defendeu uma desaceleração no treinamento dos modelos; juntamente a isso, a Nvidia recuou cerca de 3,3% e Broadcom e AMD cederam mais de 4%, enquanto ações de cibersegurança avançaram. Os investidores também direcionam o foco para as vendas no varejo de agosto, divulgadas na manhã da decisão do Fed.
IFIX
O Índice de Fundos de Investimento Imobiliário (IFIX) encerrou o pregão em queda de 0,45%, aos 3.731,62 pontos, diante da incerteza dos mercados com o cenário eleitoral e o avanço do petróleo em meio a novos desdobramentos da guerra no Oriente Médio.
A pressão sobre o índice foi disseminada entre os principais segmentos do mercado. Os fundos híbridos registraram a maior queda do dia (-0,75%), seguidos pelas lajes corporativas (-0,63%) e pelo segmento de multiestratégia/FOFs (-0,86%). Os fundos de recebíveis também encerraram a sessão em baixa (-0,31%), enquanto os fundos de tijolo recuaram 0,48%, pressionados principalmente pelos fundos de shoppings (-0,90%), apesar da leve alta observada nos ativos logísticos (+0,02%).
Entre os destaques positivos do pregão, sobressaíram MFII11 (+4,0%), TRBL11 (+2,5%) e KORE11 (+1,9%). No campo negativo, as maiores quedas foram registradas por BTCI11 (-5,6%), HSLG11 (-3,4%) e BTHF11 (-3,4%).
Economia
Conforme divulgado ontem à noite, indicadores de atividade econômica da China trouxeram sinais mistos em agosto. Por um lado, a produção industrial cresceu acima das expectativas (5,2% a/a), refletindo sobretudo a resiliência das exportações. Por outro lado, as vendas varejistas decepcionaram (0,4% a/a), na esteira da fraqueza do consumo local. Além disso, os investimentos em ativos fixos apresentam queda acentuada no acumulado do ano (-7,2%).
No Brasil, o Boletim Focus do Banco Central trouxe mais uma rodada de redução nas projeções de PIB. A mediana para o crescimento deste ano cedeu de 1,93% para 1,89%. Para 2027, a expectativa recuou de 1,50% para 1,45% – considerando apenas as revisões realizadas na semana passada, houve declínio para 1,33%. No que diz respeito à inflação, a mediana das estimativas para o IPCA de 2026 passou de 5,00% para 4,90%, a terceira queda consecutiva. Para 2027, por sua vez, a previsão subiu ligeiramente de 4,29% para 4,30%, a quinta alta seguida.
Na agenda doméstica desta terça-feira, destaque para a publicação da PMC (Pesquisa Mensal do Comércio) de julho. Esperamos estabilidade nas vendas reais do varejo restrito na comparação com junho, mas crescimento de 2,5% em relação a julho de 2025. Para o varejo ampliado, que inclui os segmentos de veículos, materiais de construção e atacado especializado em alimentos, bebidas e fumo, prevemos elevação de 0,5% na margem e de 2,0% na base interanual.
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Economia
Mercados globais iniciam a semana no campo negativo em meio ao choque de energia e discussões sobre modelos avançados de IA
- No final de semana, o CEO da Anthropic, Dario Amodei, publicou manifesto defendendo desaceleração no desenvolvimento de modelos de inteligência artificial (IA) mais avançados, sendo apoiado por Sam Altman, da OpenAI, e Elon Musk, da SpaceXAI. Ontem, o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, rejeitou a proposta em publicação nas redes sociais, atribuiu a oposição a data centers de IA a uma “conspiração doentia” e afirmou que a única beneficiada seria a China;
- Com as discussões sobre IA em foco, as bolsas americanas recuaram na sessão de segunda-feira, com o índice acionário de semicondutores caindo quase 6%. Ademais, os preços do petróleo seguiram pressionados, em torno de 106 dólares por barril (Brent). Os juros dos títulos do Tesouro americano (Treasuries) de 10 anos superaram 5,00%, o patamar mais elevado desde outubro de 2023;
- Na Europa, a Presidente do BCE (Banco Central Europeu), Christine Lagarde, alertou que a região precisa ampliar sua capacidade própria de IA para reduzir a dependência de tecnologias importadas, principalmente dos Estados Unidos. Segundo Lagarde, uma adoção rápida da IA poderia elevar o nível de produtividade europeu em até 4% ao longo de uma década, com implicações relevantes para crescimento potencial e finanças públicas. Entretanto, a Europa já apresenta capacidade insuficiente de data centers e, mantidas as tendências atuais, essa lacuna pode aumentar mais de seis vezes em dez anos. A questão passa, portanto, a envolver não apenas produtividade, mas também autonomia econômica e estratégica;
- No Brasil, o Boletim Focus do Banco Central trouxe mais uma rodada de redução nas projeções de PIB. A mediana para o crescimento deste ano cedeu de 1,93% para 1,89%. Para 2027, a expectativa recuou de 1,50% para 1,45% – considerando apenas as revisões realizadas na semana passada, houve declínio para 1,33%. Nossas projeções seguem em 1,7% para 2026 e 1,0% para 2027. No que diz respeito à inflação, a mediana das estimativas para o IPCA deste ano passou de 5,00% para 4,90%, a terceira queda consecutiva. Para o ano que vem, por sua vez, a previsão avançou ligeiramente de 4,29% para 4,30%, o quinto aumento seguido. Por fim, o mercado continua a projetar a taxa Selic em 13,75% no final de 2026, 12,00% no final de 2027 e 10,50% no final de 2028. A leitura restrita aos últimos cinco dias úteis, contudo, aponta para 13,56% no final do ano corrente – sinal de que parte dos respondentes já incorpora cortes adicionais de juros além do esperado para a reunião de setembro;
- Divulgamos, ontem pela manhã, nosso relatório Esquenta do Copom: Fatores domésticos devem permitir a continuação do ciclo. Desde a última reunião do Copom, o ambiente global deteriorou-se, com preços mais elevados de petróleo e outras commodities, juros longos pressionados em diversas economias avançadas e maior probabilidade de aperto monetário pelo Fed. No cenário doméstico, entretanto, inflação e atividade vieram abaixo das expectativas, com desaceleração mais evidente da demanda e melhora das medidas de núcleo do IPCA. Esperamos, portanto, que o Copom mantenha a comunicação cautelosa, mas reduza novamente a taxa Selic em 0,25 p.p. nesta semana, para 13,75%. Nossas simulações indicam que a projeção do Comitê para o IPCA de 2026 deve cair de 5,1% para 4,9%, enquanto a estimativa para 2027 deve subir de 3,8% para 3,9%. Para o atual horizonte relevante da política monetária (1º trimestre de 2028), esperamos aumento de 3,2% para 3,3%, principalmente pela pressão adicional nos preços das commodities. Reiteramos nosso cenário de continuação do ciclo de cortes de juros nos próximos meses, com a taxa Selic chegando a 13,25% no final de 2026 e 11,50% em 2027, embora a trajetória continue condicionada aos choques globais de oferta e à sinalização de ajuste fiscal após as eleições;
- Conforme publicado ontem à noite, indicadores de atividade econômica da China trouxeram sinais mistos em agosto. Por um lado, a produção industrial avançou 5,2% na comparação anual, superando tanto a leitura anterior (4,5%) quanto a mediana das expectativas de mercado (4,8%). Por outro lado, as vendas no varejo cresceram apenas 0,4% na mesma base, desacelerando ante os 0,6% de julho e ficando aquém do consenso de 0,8%. Além disso, a taxa de desemprego subiu de 5,2% para 5,3%, acima da expectativa do mercado de estabilidade no período. Por fim, os investimentos em ativos fixos recuaram 7,2% no acumulado do ano até agosto, em linha com as estimativas. A economia chinesa vem mostrando desequilíbrio prolongado, no qual a resiliência das exportações continua a sustentar a atividade industrial, enquanto a fraqueza do consumo e do investimento — agravada pela contração aguda no setor imobiliário e por pressões persistentes no mercado de trabalho — tem pesado significativamente sobre a demanda doméstica;
- Na agenda doméstica desta terça-feira, destaque para a publicação da PMC (Pesquisa Mensal do Comércio) de julho. Esperamos estabilidade nas vendas reais do varejo restrito na comparação com junho, mas crescimento de 2,5% em relação a julho de 2025. Para o varejo ampliado, que inclui os segmentos de veículos, materiais de construção e atacado especializado em alimentos, bebidas e fumo, esperamos elevação de 0,5% na margem e de 2,0% na base interanual.
Commodities
Papel e Celulose: recuperação dos preços da celulose ganha tração, embora a demanda na ponta permaneça frágil
- Na semana passada, publicamos nossa perspectiva para o mercado de Papel e Celulose de Set’26, destacando que a melhora da atividade de compra, os baixos estoques de fibra curta e a recomposição de estoques na ponta poderiam sustentar o momentum positivo dos preços da celulose em Out’26, embora potencialmente por pouco tempo;
- Dados recentes da SCI99 reforçam essa visão, com os preços spot da celulose importada de fibra curta subindo +1% S/S e os estoques de celulose nas principais regiões e portos chineses recuando -3% S/S;
- Contudo, a lucratividade na ponta permanece fraca, enquanto a melhora das condições climáticas poderia potencialmente aumentar a oferta de madeira doméstica e reduzir o suporte de custos para os produtores integrados;
- Em relação aos dados recentes do setor, observamos (i) os envios brasileiros de caixas de papelão ondulado totalizaram ~366kt em Ago’26 (queda de -4% M/M e -1% A/A), segundo a Empapel; e (ii) os preços líquidos da BHKP e da NBSK na China estão atualmente em US$572/t e US$625/t, respectivamente, enquanto os futuros de BHKP estão em US$585/t para Out’26 (+3% S/S);
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Empresas
Vale (VALE3): como avaliar corretamente o desconto da Vale em relação aos pares?
- Estamos atualizando nossas estimativas para a Vale e mantendo nossa recomendação Neutra, uma vez que vemos uma relação risco-retorno equilibrada nos níveis atuais;
- Embora os múltiplos headline possam sugerir um desconto relevante em relação aos pares globais, nosso framework de EV/EBITDA baseado em caixa indica que a Vale está sendo negociada a 5,9x EV/EBITDA 2027E;
- Implicando um desconto de ~10% em relação às mineradoras diversificadas e permanecendo amplamente em linha com sua média histórica recente;
- Além disso, a geração de caixa no curto prazo segue pressionada, com um FCF yield de ~6% em 2027E, refletindo pressões de custos ainda elevadas, embora com expectativa de arrefecimento, e capex elevado relacionado a projetos de crescimento com retorno atrativo;
- Olhando mais adiante, continuamos vendo a Vale Base Metals como um importante vetor de criação de valor, apoiada por maiores volumes de cobre e uma perspectiva construtiva para as commodities;
- O que poderia elevar o FCF yield para ~7-13% até 2030-35E, em termos reais, e aumentar a contribuição da VBM para o FCF dos atuais ~0-10% para ~30-50%;
- Dito isso, vemos o valuation já refletindo essa oportunidade de crescimento do FCF, com nossa análise por SOTP sugerindo um prêmio implícito para a plataforma de Metais Básicos, (~8x EV/EBITDA, vs;
- ~5x para Minério de Ferro), implicando uma faixa de preço justo de ~US$14-16/ADR ou ~R$70-80/ação para a Vale, (consistente com nossa recomendação Neutra);
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Natura (NATU3): monitor de preços de beleza XP #29; GB lidera os aumentos de preços; consultoras se preparando para a Reforma Tributária
- Após os aumentos registrados em nossa última verificação, os preços das companhias de beleza permaneceram amplamente estáveis neste mês, com o GB ainda liderando no acumulado do ano (Eudora +9%, O Boticário +7%), à frente da Natura (+5%) e Avon (+4%);
- A Avon foi o único movimento relevante em relação ao nosso último monitor (+1,5%), com O Boticário realizando ajustes modestos em Perfumes e Natura e Eudora permanecendo estáveis;
- O principal sinal, no entanto, está além da etiqueta de preço: a Natura vem preparando suas consultoras para a Reforma Tributária, segundo a qual aquelas que venderem acima de R$40,5 mil/ano se tornarão contribuintes a partir de 2027;
- O canal não está recebendo bem a mudança, com algumas consultoras discutindo abertamente descer de nível, dividir contas para permanecer abaixo do limite ou desistir completamente, tudo isso em meio a uma insatisfação que já era elevada;
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Bemobi (BMOB3): crescimento + perfil defensivo + alocação de capital + valuation = compra
- Neste relatório, atualizamos nosso modelo após o 2T26 e avançamos nosso preço-alvo para o final de 2027, elevando-o para R$ 32,5 por ação (ante R$ 31,0), o que implica um potencial de valorização de 21%, além de um dividend yield de aproximadamente 9% e um atrativo P/L de aproximadamente 11x para 2027;
- Com múltiplas avenidas para crescimento da receita, ainda vemos espaço para um re-rating da ação ao longo do tempo e reiteramos nossa recomendação de Compra;
- Além disso, discutimos outros quatro temas;
- (i) como a forte execução comercial sustenta uma longa avenida de crescimento que não está refletida no preço da ação;
- (ii) como o atual cenário macroeconômico desafiador pode beneficiar a Bemobi;
- (iii) qual é a estratégia de alocação de capital da Bemobi e como ela tem destravado valor relevante para os acionistas;
- (iv) o que o mercado está precificando no preço atual da ação;
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Telecom: saldo de portabilidade de agosto
- Neste relatório, continuamos analisando os dados de portabilidade numérica móvel da Anatel para compreender melhor a dinâmica competitiva recente.
- A portabilidade numérica permite que os clientes troquem de operadora mantendo seus números de telefone atuais. Chamamos de “doação” quando uma operadora perde clientes para outra operadora, enquanto a outra operadora “recebe” clientes da primeira. A diferença líquida entre o número de acessos recebidos de outras operadoras e o número de acessos doados a outras operadoras é chamada de saldo de portabilidade (positivo ou negativo). As operadoras podem ser “doadoras líquidas” ou “receptoras líquidas”;
- A Claro permaneceu como a maior receptora líquida, enquanto a TIM continuou sendo a maior doadora líquida. Os ganhos líquidos da Claro melhoraram em agosto, após um forte crescimento em julho, aproximando-se dos níveis observados nos meses anteriores à desaceleração de junho. Em base líquida (bruta), a Claro adicionou 75 mil (221 mil) clientes via portabilidade em agosto de 2026, acima dos 70 mil (217 mil) registrados em julho. O elevado nível de portabilidade persiste há onze meses consecutivos (out/25-ago/26), período que coincidiu com o aumento dos esforços de marketing da NuCel, sugerindo um novo patamar, e não um pico temporário;
- Para a Vivo, o desempenho da portabilidade enfraqueceu sequencialmente em agosto. Após registrar perdas líquidas em novembro e dezembro de 2025, a Vivo apresentou ganhos líquidos em todos os meses de 2026, com exceção de fevereiro. No entanto, o ganho líquido da companhia caiu para 14 mil clientes em agosto, após permanecer acima de 20 mil em cada um dos três meses anteriores, incluindo 21 mil em julho, à medida que os port-ins recuaram de 170 mil para 164 mil, enquanto as doações aumentaram levemente de 150 mil para 151 mil;
- Para a TIM, o desempenho permaneceu fraco em agosto, com perdas líquidas de 137 mil clientes, praticamente estáveis em relação à perda de 139 mil registrada em julho e ligeiramente melhores do que a perda de 151 mil observada em maio. Os port-ins caíram de 75 mil em julho para 73 mil em agosto, enquanto as doações recuaram de 214 mil para 210 mil. As doações líquidas mensais médias ficaram em aproximadamente 135 mil clientes entre out/25 e ago/26, ante aproximadamente 106 mil entre out/24 e set/25, o que implica uma deterioração de cerca de 29 mil clientes por mês;
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Desktop (DESK3): Cade aprova a operação Claro-Desktop — o caminho para a oferta pública está aberto
- Na última sexta-feira (11 de setembro), o CADE aprovou sem restrições a aquisição do controle da Desktop pela Claro;
- A decisão veio por meio do Parecer nº 18/2026/CGAA4/SGA1/SG/CADE, no âmbito do Processo nº 08700.005032/2026-63, e encerra a análise sob rito ordinário à qual a operação havia sido submetida, sem remédios, sem desinvestimentos e sem condições comportamentais impostas pela autoridade;
- Juntamente com o consentimento prévio da Anatel, concedido ainda em maio, a aprovação remove a última condição regulatória relevante para o fechamento da transação anunciada em março, que avaliou a Desktop em EV de R$ 4,0 bilhões;
- Também atualizamos nossas estimativas e chegamos a um preço-alvo para o fim de 2026 de R$ 20,8, data que deve ficar próxima ao fechamento da operação;
- Isso implica um potencial de valorização de 8% em relação ao preço atual da ação, ou cerca de 2x o retorno esperado da Selic no mesmo período;
- Portanto, mantemos nossa recomendação de Compra;
- Com a aprovação do CADE, o risco binário de não aprovação desaparece, e a tese passa a ser dominada por: (i) o timing e a mecânica da oferta pública; (ii) a geração de caixa entre a assinatura e o fechamento da operação; e (iii) os termos definitivos da conta escrow de R$ 175 milhões e se ela se aplica aos acionistas minoritários;
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HYPE3 | Semavy chega às prateleiras
- Neste relatório, analisamos mais detalhadamente o início da comercialização do Semavy após seu lançamento em 4 de setembro, avaliando sua disponibilidade e precificação nas principais redes de farmácias, os descontos oferecidos por meio da Mantecorp Saúde e o ecossistema mais amplo de produtos complementares da Hypera;
- Também apresentamos nosso monitor de GLP-1, mapeando o crescente pipeline de produtos aprovados pela Anvisa à medida que a concorrência no mercado pós-patente começa a ganhar forma;
- Por fim, estimamos que o Semavy possa contribuir com aproximadamente 1% a 8% da receita e 0,6% a 3,7% do EBITDA no atual ambiente de preços;
- Nosso cenário-base considera uma contribuição incremental de R$ 400 milhões para a receita e de R$ 60 milhões para o EBITDA;
- Reiteramos nossa recomendação de Compra.
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Renda fixa
De Olho na Renda Fixa: principais notícias de crédito privado, mercados e renda fixa
- Petrobras fecha contrato de 20 anos com Sempra Infrastructure para compra de GNL (Valor Econômico);
- Credores da Raízen definem nomes para conselhos após conversão da dívida, dizem fontes (Valor Econômico);
- Trump critica Brasil, mas abre mercado à carne do país para combater inflação nos EUA (Bloomberg Línea);
- Yield dos Treasuries de 10 anos supera 5% com temor de inflação (Bloomberg Línea).
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Estratégia
Factor Investing: analisando o fator Dividendos na Bolsa brasileira
- Neste relatório, construímos e analisamos o fator Dividendos, obtido ao ranquear o universo de ações pelo payout yield, incluindo dividendos e JCP.
- O fator Dividendos apresenta um prêmio real sobre as ações brasileiras, com retorno anualizado de 12,8% ao ano em uma carteira long/short e índice de Sharpe de 0,86 desde 2008
- É um sinal da família de Valor, e não um fator independente: apresenta correlação de 0,70 com Valor e de 0,67 com Baixo Risco.
- A sensibilidade aos juros é, em grande parte, beta de mercado: 79% da resposta da ponta comprada do fator em juro real de cinco anos é explicada pelo Ibovespa. O que sobra é a segunda menor inclinação específica a juros entre os sete fatores analisados. A ponta vendida é mais sensível aos juros em todas as métricas de taxas testadas.
- A direção dos juros importa mais do que o nível: o fator obtém seu prêmio enquanto os juros estão subindo, e a carteira exclusivamente comprada perde dinheiro nesses mesmos meses. O spread se amplia porque as empresas com baixo pagamento de proventos caem mais, e não porque as empresas com alto pagamento são recompensadas.
- Não é uma bond-proxy: Utilities é o maior setor, com 19%, mas a carteira apresenta, em média, exposição efetiva a cerca de dez setores. Além disso, sua sobreposição com Qualidade (0,48) é a mais baixa entre os estilos da família de Valor.
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Alocação & Fundos
Principais notícias
- Fundos Imobiliários (FIIs): confira as principais notícias
- IFIX fecha segunda-feira em queda de 0,45%, aos 3.731,62 pontos (Suno Notícias);
- FIIs de tijolo reduzem dívida, mas shoppings vão na direção oposta (EuQueroInvestir);
- Do global ao local: a resiliência do mercado imobiliário em tempos de volatilidade (Revista Buildings);
- Clique aqui para acessar o relatório.
- ETF Brief: Novos ETFs temáticos chegam à B3 enquanto renda fixa ganha tração e o investidor reavalia risco entre ações, cripto e duration
- Bradesco lança novo ETF de inteligência artificial na bolsa brasileira (Valor Investe)
- Com apoio do BNDES, Galapagos lança ETF de energia limpa (Valor Investe)
- Bond Yields Near 5%, ETF Investors Keep Buying (etf.com)
- Brasileiros tiram dinheiro de fundos de ações há oito meses seguidos; entenda (E-Investidor)
- Clique aqui para acessar a página
ESG
Divergência no governo adia definição das fontes de energia no Redata | Café com ESG, 15/09
- O pregão de segunda-feira fechou em território negativo, com o IBOV e o ISE recuando 0,91% e 0,82%, respectivamente.
- Do lado das empresas, após crescer e ameaçar as montadoras tradicionais, a BYD está se consolidando em outro segmento da eletrificação no Brasil, liderando os emplacamentos de ônibus elétricos no mercado doméstico – em agosto, das 254 unidades comercializadas, a BYD teve uma participação de 49,6% no segmento, emplacando 126 unidades, reforçando a penetração da companhia no país.
- Na política, (i) o presidente Lula deve sancionar, nesta quarta, a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos (PNMCE), criada pelo PL 2.780/2024 – o projeto cria, além da política nacional, o Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos, onde estão previstos até R$ 5 bilhões em créditos fiscais, entre 2027 e 2034, para projetos de beneficiamento e transformação de minerais críticos e estratégicos no Brasil; e (ii) uma divergência dentro do governo federal deve adiar a definição dos critérios para escolha das fontes de energia usadas pelos empreendimentos do Regime Especial de Tributação para Serviços de Data Center (Redata) – o pano de fundo da divergência é a disputa sobre a inclusão do gás natural entre as fontes aptas a abastecer os data centers, com o Ministério Minas e Energia tendo uma posição mais favorável à utilização do insumo, enquanto o Ministério da Fazenda apresenta maior resistência.
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