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Payroll nos EUA e Caged no Brasil na agenda da semana

No Brasil, semana carregada com Caged, produção industrial, estatísticas fiscais e de crédito, IGP-M e balança comercial

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IBOVESPA +0,76% | 173.295 Pontos

CÂMBIO -0,38% | 5,16/USD

O que pode impactar o mercado hoje

Ibovespa

Ibovespa encerrou a semana passada em alta de 3,0% em reais e de 2,5% em dólares, por conta da depreciação de 0,4% do real, aos 173.295 pontos.

Assaí foi o destaque positivo da semana (ASAI3, +15,4%), com cenário favorável da dinâmica de inflação de alimentos e possível movimento estratégico na companhia com participação da gestora Alaska.

Por outro lado, Braskem (BRKM5, -16,7%) acumulou forte queda, após protocolar um pedido de tutela cautelar para proteger as negociações com credores. Confira o resumo semanal da Bolsa.

Renda Fixa

No comparativo semanal, os juros futuros encerraram a semana em queda. Nos EUA, a T-note de 2 anos encerrou a 4,09% (-10 bps vs. semana anterior), a T-note de 10 anos fechou a 4,37% (-8 bps) e o T-bond de 30 anos a 4,87% (-3 bps), repercutindo o PCE em linha com o esperado e o recuo do petróleo para níveis próximos aos observados antes do início do conflito geopolítico.

No Brasil, a curva de juros devolveu parte relevante da forte abertura observada na semana anterior. O movimento foi sustentado pelo recuo do petróleo, pelo IPCA-15 abaixo das expectativas e pelo aumento das apostas de queda da Selic. O DI jan/27 encerrou a 14,05% (-21 bps vs. semana anterior), o DI jan/29 a 14,26% (-68 bps) e o DI jan/31 a 14,37% (-52 bps). Por outro lado, acurva de NTN-B mostrou resiliência, encerrando com a B29 a 8,58% (vs. 8,61%), a B35 a 8,10% (vs. 8,14%) e a B50 a 7,57% (vs. 7,52%).

Mercados globais

Nesta segunda-feira, os futuros nos EUA operam em alta (S&P 500: +0,8%; Nasdaq 100: +1,2%), devido recuperação das ações de tecnologia e com os investidores avaliando a trégua entre EUA e Irã, embora as incertezas sobre a durabilidade do acordo mantenham as atenções voltadas ao mercado de petróleo.

Na Europa, o Stoxx 600 opera próximo da estabilidade (-0,2%), refletindo a cautela dos investidores diante das incertezas geopolíticas no Oriente Médio e da evolução das negociações entre EUA e Irã. Na Ásia, as bolsas fecharam sem direção única. O HSI (+1,6) e o CSI 300 (+1,2%) lideraram os ganhos, enquanto o Nikkei (+0,2%) teve alta modesta e o Kospi recuou 0,2%. Saiba os Top 5 temas globais da semana aqui.

IFIX

O IFIX registrou alta de 0,17% na semana, em meio a uma agenda macroeconômica mais construtiva, após as quedas observadas nas semanas anteriores. No cenário doméstico, o destaque foi o IPCA-15 de junho, que avançou 0,41% M/M, desacelerando em relação à divulgação anterior e ficando abaixo tanto da projeção do nosso time Macro quanto do consenso de mercado. Embora os núcleos de inflação permaneçam elevados, a leitura do indicador trouxe alívio na margem (link).

Referente ao desempenho dos segmentos no pregão de sexta-feira, os fundos de recebíveis avançaram 0,28%, sustentando o bom desempenho do índice. Os fundos de tijolo subiram 0,31% no agregado, impulsionados por Ativos Logísticos (+0,32%), Multiestratégia (+0,22%) e Shoppings (+0,51%), enquanto Lajes Corporativas ficaram estáveis (0,00%). Os FOFs avançaram 0,03% e os Fundos Híbridos subiram 0,19%.

Entre os destaques positivos do pregão, sobressaíram CACR11 (+10,6%), MCRE11 (+3,4%) e BTAL11 (+3,4%). No campo negativo, as maiores quedas foram registradas por RBRP11 (-2,2%), BPML11 (-2,1%) e LIFE11 (-1,4%). Leia o resumo semanal.

Economia

Estados Unidos e Irã trocaram ataques contra navios e bases militares ao longo do fim de semana, colocando sob pressão o memorando de entendimento assinado em 17 de junho. As partes concordaram em cessar novas ofensivas e retomar as negociações, possivelmente em Doha. O preço do petróleo Brent opera em leve alta nesta manhã.

No Brasil, a taxa de desemprego recuou de 5,8% para 5,6% no trimestre móvel encerrado em maio, em linha com as expectativas. O mercado de trabalho segue apertado, embora os rendimentos reais do trabalho mostrem sinais de arrefecimento pelo segundo mês consecutivo.

Na agenda desta semana, destaque para o Nonfarm Payroll de junho nos Estados Unidos, a inflação preliminar de junho na Zona do Euro e os PMIs das principais economias. No Brasil, semana carregada com Caged, produção industrial, estatísticas fiscais e de crédito, IGP-M e balança comercial. O Boletim Focus é divulgado ainda hoje. Confira o Economia em Destaque.

Veja todos os detalhes

Economia

EUA e Irã trocam ataques no Estreito de Ormuz, testando cessar-fogo assinado em junho

  • Os Estados Unidos e o Irã travaram uma sequência de ataques ao longo do fim de semana que colocou sob pressão o memorando de entendimento assinado em 17 de junho. Entre quinta e sábado, as partes trocaram ataques contra navios no Estreito de Ormuz e bases militares americanas no Bahrein e no Kuwait. O Irã classificou a ofensiva como “violação clara” do cessar-fogo e ameaçou “suspender completamente todos os processos diplomáticos”. Trump, por sua vez, advertiu que o Irã “deixará de existir” caso os ataques continuem. Segundo o Wall Street Journal, citando autoridades americanas e países envolvidos nas negociações, as duas partes concordaram em cessar novos ataques e retomar as negociações — alguns funcionários disseram que os Estados Unidos ofereceram realizar as discussões em Doha, embora os detalhes ainda não tenham sido finalizados. O petróleo Brent opera em leve alta nesta manhã, subindo cerca de 1,5% para 73 dólares por barril. O Brent registrou queda acumulada de cerca de 10% na semana passada, quando o mercado precificou o avanço da reabertura do Estreito;
  • No Brasil, a taxa de desemprego recuou de 5,8% no trimestre móvel encerrado em abril para 5,6% no trimestre encerrado em maio, em linha com as expectativas. Em nossas estimativas mensais com ajuste sazonal, a taxa de desemprego recuou marginalmente de 5,5% para 5,4%, permanecendo em níveis historicamente baixos. Os rendimentos reais do trabalho perderam fôlego pelo segundo mês seguido: o rendimento médio real efetivo caiu 0,5% em maio ante abril, embora registre ganho de 4,2% em relação ao mesmo mês de 2025. Em linhas gerais, os dados mostram alguns sinais de arrefecimento no emprego e na renda, mas nossa avaliação de mercado de trabalho apertado permanece, com a taxa de desemprego bem abaixo de seu nível neutro. Projetamos a taxa em torno de 5,5% até o final de 2026, subindo para 6,2% ao final de 2027 (estimativas com ajuste sazonal);
  • Na agenda desta semana, o foco internacional estará nos indicadores de emprego nos Estados Unidos, sobretudo o Nonfarm Payroll de junho. Na Zona do Euro, será divulgada a inflação preliminar de junho. Nas principais economias, serão conhecidos os índices PMI de junho — sondagens empresariais que buscam captar o pulso da atividade econômica. No Brasil, a agenda é repleta de indicadores. Do lado da atividade, o Ministério do Trabalho divulgará o Caged com a geração de empregos formais do último mês, e a produção industrial (PIM-PF) de maio será publicada. Nas estatísticas fiscais, o Tesouro Nacional divulgará o resultado primário do governo central e o Banco Central publicará as estatísticas fiscais do setor público, ambos referentes a maio. A autoridade monetária também divulgará as estatísticas de crédito do último mês. Por fim, o IGP-M de junho estará em destaque no lado da inflação, e os resultados da balança comercial deste mês serão conhecidos ao final da semana.

Empresas

Varejo Farma | Preços de GLP-1 emagrecendo; um olhar mais próximo sobre os desenvolvimentos recentes de preços de GLP-1

  • Nesta edição, além do nosso tracker tradicional de preços, olhamos mais de perto para a dinâmica de preços de GLP-1, uma vez que movimentos recentes podem alterar as tendências subjacentes deste mercado / o equilíbrio preço x volume; 
  • Principais pontos: (i) mapeamos reduções recentes de preços entre todos os principais players de GLP-1 após o lançamento do Ozivy, concentradas principalmente em ofertas de “combo” / início de tratamento; 
  • (ii) as condições de pagamento das farmácias diferem entre si, enquanto a RD adota uma abordagem customizada por produto; 
  • (iii) a PGMN acompanhou o ajuste de RX dos pares após CMED; 
  • (iv) PGMN / PNVL reverteram parcialmente aumentos recentes de preços de OTC; 
  • e (v) marketplaces seguem como os mais baratos em HPC, sustentados principalmente por frete grátis, enquanto as estratégias dos players listados estão amplamente alinhadas. 
  • Clique aqui para acessar o relatório completo. 

Renda fixa

De Olho na Renda Fixa: principais notícias de crédito privado, mercados e renda fixa

  • Braskem tem execuções suspensas por 60 dias após decisão judicial (Valor Econômico);
  • SLC e Bom Futuro reivindicam direito de preferência na Radar (Pipeline Valor);
  • Banco do Brasil obtém autorização do TCU para repactuar devolução de recursos ao Tesouro (Valor Econômico);
  • S&P National Ratings rebaixa ratings da Braskem para ‘D’ e de um CRA risco Braskem para ‘D (sf) após recebimento de proteção cautelar (S&P National).
  • Clique aqui para acessar o clipping.

Alocação & Fundos

Principais notícias

  • Fundos Imobiliários (FIIs): confira as principais notícias
    • BTG Pactual Logística (BTLG11) | Perspectiva positiva, apesar do potencial de valorização limitado
      • Reiteramos a recomendação de COMPRA para o BTLG11, sustentada pelos seguintes pilares:
        • Portfólio de ativos de alta qualidade, concentrado no raio de até 60 km da cidade de São Paulo — principal polo logístico do país;
        • Posicionamento estratégico para aproveitar o momento ainda favorável do mercado logístico;
        • Equipe de gestão qualificada, com histórico consistente de geração de valor por meio da reciclagem de ativos;
        • Dividend yield convidativo (9,5%), com perspectiva positiva para a distribuição de rendimentos ao longo do 2S26;
      • Clique aqui para mais informações.
    • Bullets | Fundos Imobiliários (FIIs) [Daily]
      • BTG Pactual Logística (BTLG11) | Perspectiva positiva, apesar do potencial de valorização limitado (Research XP);
      • FIIs na Semana | IFIX encerra em alta e perspectivas para FOFs/Multiestratégias (Research XP);
      • SP reduz vacância para 12,5% em escritórios; Rio sai de 35% para 24% em dois anos (Buildings);
      • Clique aqui para acessar o relatório.
  • ETFs: confira as principais notícias dos índices e movimentos setoriais
    • ETF Brief: Capital migra para ETFs de renda fixa enquanto saídas recordes de equities e Bitcoin sinalizam rotação defensiva diante da fraqueza tech global
      • Tower Research entra na infraestrutura de ETFs de renda fixa: trading firm passou de 30 para mais de 500 fundos cotados em nove meses, disputando espaço com Jane Street e Goldman num mercado de US\$ 3 tri. (Financial Times)
      • US equity funds post record weekly outflows as tech weakness weighs (Reuters)
      • ETFs de renda fixa atraem fluxo recorde de investidores (CNN Brasil)
      • Bitcoin ETFs face record $4 billion in June outflows, worst since launch (Bloomberg)
      • Clique aqui para acessar o relatório.

ESG

FEBRABAN atualizará sua taxonomia sustentável; China eleva metas de renováveis | Brunch com ESG

  • Pensando em melhor auxiliar os investidores, o Brunch com ESG é um relatório publicado todos os domingos pelo time ESG do Research da XP que busca destacar os principais tópicos da agenda na semana;
  • Nesta semana, destacamos: (i) Febraban vai atualizar sua taxonomia sustentável para alinhá-la à taxonomia nacional; e (ii) China eleva metas de energia limpa, mantendo a segurança energética no centro da pauta política;
  • Clique aqui pera ler o conteúdo completo.

Gasmig e GeoMit investem R$ 1 bi em produção e distribuição de biometano | Café com ESG, 29/06

• O mercado encerrou a semana passada em alta, com o Ibovespa subindo 2,94% e o ISE, 5,17%. O pregão de sexta-feira também fechou em território positivo, com o IBOV e o ISE avançando 0,76% e 1,2%, respectivamente.

• No Brasil, a Companhia de Gás de Minas Gerais (Gasmig) e o consórcio GeoMit assinaram um contrato que marca o início do projeto de produção e distribuição de biometano no Triângulo Mineiro – com investimento de cerca de R$ 1 bilhão, o projeto prevê a implantação de aproximadamente 400 quilômetros de gasodutos, com capacidade de produção de 50 mil metros cúbicos diários de biometano.

• No Internacional, (i) o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) quer deixar para trás os empréstimos pontuais para projetos de minerais críticos na América Latina e no Caribe e investir de forma mais integrada para apoiar o desenvolvimento de todo o setor – segundo estimativas do banco, países latino-americanos concentram cerca de 30% da reserva mundial de minérios como cobre, cobalto, lítio, níquel e terras raras, essenciais para a transição energética, desenvolvimento da inteligência artificial e defesa militar; e (ii) frente a uma possível escassez na oferta de créditos de carbono, as companhias aéreas se preparam para um eventual aumento de preços das permissões necessárias para compensar suas emissões de gases de efeito estufa – segundo estimativas, o custo dos créditos de carbono pode aumentar quase 8x, chegando a US$ 100 por tonelada até 2035, à medida que a demanda das companhias aéreas supera a oferta gerando uma alta dos preços que pode resultar em custos de até US$ 127 bilhões para o setor.

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