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Gasmig e GeoMit investem R$ 1 bi em produção e distribuição de biometano | Café com ESG, 29/06

Créditos de carbono entram no radar de companhias aéreas

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Bom dia! Neste relatório diário publicado todas as manhãs pelo time ESG do Research da XP, buscamos trazer as últimas notícias para que você comece o dia bem informado e fique por dentro do tema ESG – do termo em inglês Environmental, Social and Governance ou, em português, ASG – Ambiental, Social e Governança.

Quais tópicos abordamos ao longo do conteúdo? (i) Notícias no Brasil e no mundo acerca do tema ESG; (ii) Performance histórica dos principais índices ESG em diferentes países; (iii) Comparativo da performance do Ibovespa vs. ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial, da B3); e (iv) Lista com os últimos relatórios publicados pelo Research ESG da XP.

Principais tópicos do dia

• O mercado encerrou a semana passada em alta, com o Ibovespa subindo 2,94% e o ISE, 5,17%. O pregão de sexta-feira também fechou em território positivo, com o IBOV e o ISE avançando 0,76% e 1,2%, respectivamente.

• No Brasil, a Companhia de Gás de Minas Gerais (Gasmig) e o consórcio GeoMit assinaram um contrato que marca o início do projeto de produção e distribuição de biometano no Triângulo Mineiro – com investimento de cerca de R$ 1 bilhão, o projeto prevê a implantação de aproximadamente 400 quilômetros de gasodutos, com capacidade de produção de 50 mil metros cúbicos diários de biometano.

• No Internacional, (i) o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) quer deixar para trás os empréstimos pontuais para projetos de minerais críticos na América Latina e no Caribe e investir de forma mais integrada para apoiar o desenvolvimento de todo o setor – segundo estimativas do banco, países latino-americanos concentram cerca de 30% da reserva mundial de minérios como cobre, cobalto, lítio, níquel e terras raras, essenciais para a transição energética, desenvolvimento da inteligência artificial e defesa militar; e (ii) frente a uma possível escassez na oferta de créditos de carbono, as companhias aéreas se preparam para um eventual aumento de preços das permissões necessárias para compensar suas emissões de gases de efeito estufa – segundo estimativas, o custo dos créditos de carbono pode aumentar quase 8x, chegando a US$ 100 por tonelada até 2035, à medida que a demanda das companhias aéreas supera a oferta gerando uma alta dos preços que pode resultar em custos de até US$ 127 bilhões para o setor.

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Brasil

Projeto de biometano no Triângulo Mineiro tem início com contrato de R$ 1 bilhão

“A Companhia de Gás de Minas Gerais (Gasmig) e consórcio GeoMit assinaram nesta quinta-feira, 25, em Uberaba (MG), o contrato que marca o início do projeto de produção e distribuição de biometano no Triângulo Mineiro. O empreendimento prevê investimento de cerca de R$ 1 bilhão, a implantação de aproximadamente 400 quilômetros de gasodutos, com capacidade de produção de 50 mil metros cúbicos diários, e o fornecimento do combustível renovável para Uberaba, Uberlândia, Indianópolis e Araxá a partir de 2028. O objetivo, segundo as companhias, é criar uma malha regional capaz de atender consumidores que atualmente dependem de combustíveis fósseis como óleo combustível, diesel e GLP. O combustível será produzido a partir de resíduos orgânicos gerados na usina Vale do Tijuco, da Companhia Mineira de Açúcar e Álcool (CMAA), em Uberaba. A expectativa é que a produção contribua para ampliar o uso de fontes renováveis e reduzir as emissões de carbono. A construção da fábrica já havia sido anunciada durante a abertura da safra mineira de açúcar e álcool em 2025. O licenciamento ambiental para a instalação foi aprovado em dezembro do mesmo ano. O acordo é resultado da maior chamada pública de biometano já realizada pela Gasmig. Lançado em maio deste ano, o processo recebeu 27 propostas de 11 empresas. Após análises técnicas, econômicas e regulatórias, a Geomit foi selecionada para fornecer o combustível renovável por meio de um contrato com vigência de dez anos. Segundo a Gasmig, a previsão é que as obras da planta de produção e da infraestrutura, a cargo da Geomit – formada pela Mitsui Gás e Energia do Brasil e pela Geo Bio Gas&Carbon – comecem em 2027. Já a operação comercial da fábrica está prevista para maio de 2028. O volume de 50 mil metros cúbicos ao dia contratado pela Gasmig representa aproximadamente 20% da demanda de biometano projetada pela distribuidora para os próximos anos.”

Fonte: NovaCana; 26/06/2026

Re.green estreia na Isometric sem abandonar a Verra 

“A empresa de restauração florestal Re.green passou a operar com mais de uma certificadora de créditos de carbono, a britânica Isometric. Sua concorrente Mombak fez movimento semelhante ao migrar seu maior projeto, que estava cadastrado na Verra, para a Isometric. No caso da Re.green, porém, não houve migração, mas sim o cadastro de um novo projeto. A área inicial do projeto é a Fazenda Ipê, em Paragominas, no Pará, que tem cerca de 2,3 mil hectares elegíveis para restauração ecológica, com estimativa de remoção líquida de 788 mil toneladas de CO2 ao longo de 50 anos, iniciado em abril de 2024. No site da Verra, a Re.green segue com três projetos ativos. Em nota ao Reset, a empresa afirmou que a iniciativa “faz parte da estratégia de acompanhar a evolução do mercado de carbono e avaliar diferentes abordagens, metodologias e plataformas”. A Re.green avalia que “a ampliação de padrões e certificadoras contribui para fomentar a inovação, fortalecer a integridade do setor e apoiar a expansão de um mercado que segue em desenvolvimento”. A decisão da Re.green demonstra uma movimentação do setor, que vinha apontando lentidão da certificação da Verra – e que agora começa a adotar alternativas aceitas pelos grandes compradores de créditos de carbono. Em abril, a Mombak apontou que a motivação para a migração do projeto Turmalina foi a necessidade de maior agilidade na certificação de créditos, que na Verra pode levar até três anos. À época, a empresa afirmou que isso não era um “adeus definitivo” à Verra. Com os dois maiores nomes do setor de reflorestamento do país no portfólio, a Isometric tem ampliado sua atuação no Brasil. São dez projetos cadastrados e a expectativa é dobrar esse número, segundo o diretor comercial Lukas May. A empresa conta ainda com a Terradot e a InPlanet, que atuam com intemperismo acelerado de rochas, uma categoria da remoção de carbono na qual rochas trituradas, como o basalto, são espalhadas em solos agrícolas para capturar CO2 da atmosfera.”

Fonte: Capital Reset; 26/06/2026

WEG vai fornecer 600 motores para projeto da Lithium Americas junto com a GM, diz agência

“A WEG firmou acordo para fornecer 600 motores elétricos para uma unidade de processamento de lítio pertencente a uma joint venture entre Lithium Americas e General Motors localizada em Nevada, nos Estados Unidos, segundo informou a agência Bloomberg nesta sexta-feira (26). O negócio contempla motores de baixa e média tensão, que serão destinados ao projeto Thacker Pass, que deve produzir cerca de 40 mil toneladas de carbonato de lítio para baterias uma vez concluída a primeira fase de desenvolvimento. Os valores do acordo não foram divulgados, segundo a Bloomberg. A Lithium Americas tem um contrato para fornecer a totalidade do volume de lítio extraído para a General Motors por 20 anos”

Fonte: Capital Reset; 26/06/2026

Atvos pagará R$ 124,87 mil para compensação ambiental de ampliação de usina em MS

“A Atvos Bioenergia deverá repassar cerca de R$ 124,87 mil ao Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul) como medida de compensação ambiental vinculada à ampliação de sua unidade industrial em Costa Rica (MS). O recurso será destinado ao fortalecimento de ações de preservação e manejo de áreas protegidas no estado. O compromisso consta em termo de compensação ambiental publicado no Diário Oficial do Estado (DOE) de quinta-feira, 25, firmado entre a empresa e o Imasul. O valor foi calculado conforme critérios previstos no processo de licenciamento ambiental. A cobrança decorre dos impactos ambientais associados à ampliação da usina de produção de açúcar e etanol instalada em Costa Rica. A medida faz parte das exigências para obtenção da licença ambiental necessária à expansão das atividades da empresa. Segundo o documento, os recursos deverão ser aplicados integralmente em ações de custeio, gestão e manejo de unidades de conservação administradas pelo estado. O termo terá vigência de 48 meses, período em que o valor deverá ser utilizado conforme as diretrizes definidas pelo órgão ambiental. A compensação ambiental é um instrumento previsto na legislação para equilibrar os impactos causados por empreendimentos considerados de significativo potencial de degradação ambiental.”

Fonte: Capital Reset; 26/06/2026

ANP aprova regras para acesso a terminais de GNL e outras infraestruturas de gás

“A agência reguladora ANP aprovou nesta sexta-feira norma que estabelece regras para o acesso negociado e não discriminatório de terceiros a infraestruturas essenciais do setor de gás natural, incluindo terminais de gás natural liquefeito (GNL), gasodutos de escoamento e unidades de processamento. A medida regulamenta um artigo da Nova Lei do Gás, de 2021, e faz parte de iniciativas ao longo dos últimos anos que visam a abertura do mercado de gás no Brasil, com menor concentração de agentes e a entrada de novos investidores. Dentre os principais operadores de terminais de GNL no Brasil estão Petrobras, Eneva e GNA. A petroleira brasileira também detém infraestrutura de escoamento da produção de gás, em parceria com empresas como Shell SHEL.L, Petrogal Brasil, da Galp GALP.LS, e Repsol Sinopec, além de ativos de processamento. O novo marco busca ampliar a concorrência e a transparência no uso das infraestruturas consideradas essenciais, ao estabelecer critérios e obrigações para operadores e agentes interessados. O texto foi submetido a análise de impacto regulatório e passou por consulta e audiência públicas antes da aprovação, segundo a ANP. Entre os principais pontos, a resolução prevê a chamada desverticalização, com a separação contábil das atividades de operação de terminais das demais atividades dos agentes regulados. Também estão previstas exigências adicionais para empresas verticalizadas, que atuam em diferentes elos da cadeia de gás Segundo a agência, essa é a primeira resolução da ANP sobre o tema. Uma segunda norma ainda será publicada para disciplinar especificamente a solução de conflitos relacionados ao acesso às infraestruturas essenciais.”

Fonte: Valor Econômico; 26/06/2026

Aneel formaliza destinação de R$ 5,6 bi para aliviar contas de luz dos consumidores

“A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) assinou, nesta sexta-feira (26), os termos aditivos aos contratos de concessão com geradoras de energia para a repactuação de parcelas de Uso do Bem Público (UBP), espécie de royalty pago pelas usinas hidrelétricas. Os recursos, que somam R$ 5,636 bilhões, corrigidos pela Selic, serão usados para atenuar os reajustes tarifários de consumidores atendidos por 21 distribuidoras de energia nas regiões Norte, Nordeste, Mato Grosso e em partes de Minas Gerais e do Espírito Santo. A repactuação foi aprovada pelo Congresso no ano passado. A legislação permite que as empresas antecipem parcelas da UBP e que os recursos sejam destinados à modicidade tarifária das distribuidoras localizadas em áreas de atuação da Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam) e da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene). No total, houve adesão correspondente à renovação de 24 contratos de concessão, dos 34 geradores elegíveis à medida. Inicialmente, a Aneel chegou a estimar que os recursos arrecadados poderiam chegar a cerca de R$ 7 bilhões. Coube à Aneel regulamentar o rateio dos recursos entre as distribuidoras. O modelo, aprovado em maio, busca equalizar os impactos dos reajustes tarifários entre as empresas beneficiadas. Assim, os valores destinados a cada empresa não serão distribuídos em montantes iguais, mas definidos de acordo com a projeção de reajuste tarifário de cada concessionária neste ano, permitindo a convergência para um efeito médio equilibrado de 4,51%. Com a assinatura dos termos aditivos, as geradoras têm até julho para quitar os valores junto à Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). Até o momento, já foram pagos R$ 468 milhões, referentes a cinco contratos. Os dados depois serão repassados para a agência reguladora.”

Fonte: Valor Econômico; 26/06/2026

Internacional

As companhias aéreas se preparam para até US$ 127 bilhões em custos extras devido à escassez de créditos de carbono

“As companhias aéreas de longa distância estão preparadas para bilhões de dólares em custos extras, já que a iminente escassez de créditos de carbono ameaça elevar os preços das permissões necessárias para compensar suas emissões. O custo dos créditos pode aumentar quase oito vezes, chegando a US$ 100 por tonelada até 2035, à medida que a demanda das companhias aéreas supera a oferta, segundo pesquisa do provedor de dados MSCI Carbon Markets. A alta dos preços pode resultar em uma fatura de até US$ 127 bilhões para a indústria durante a vida de um grande esquema internacional de redução de emissões, que obriga as transportadoras a comprar créditos para compensar suas emissões de carbono. A Emirates pode ter as maiores despesas, com US$ 8 bilhões — equivalente a um quinto de sua receita operacional de 2025 — durante a vigência do esquema, que cobre as emissões geradas entre 2024 e 2035, segundo a MSCI. O risco de aumento dos preços ocorre após companhias aéreas e passageiros já terem sido atingidos pela incerteza sobre as tarifas aéreas, já que a guerra EUA-Irã aumentou a volatilidade nos preços dos combustíveis para aviação e colocou os suprimentos em risco. Executivos das companhias aéreas há muito tempo afirmam que custos ambientais mais altos influenciam os preços das passagens. O Esquema de Compensação e Redução de Carbono para a Aviação Internacional (Corsia) visa ajudar a alcançar um crescimento “carbono neutro” no setor. Ela exige que companhias aéreas de pelo menos 130 países participantes — incluindo Emirados Árabes Unidos, EUA e Reino Unido — comprem créditos de carbono para compensar as emissões de rotas globais quando ultrapassarem 85% dos níveis de 2019. Créditos de carbono geralmente estão ligados a projetos que reduzem ou removem emissões de gases de efeito estufa — como programas de proteção florestal ou regeneração — mas a escassez de iniciativas elegíveis corre o risco de restringir a oferta e aumentar os preços.”

Fonte: Financial Times; 28/06/2026

VW avalia cortar até 100 mil empregos e fechar quatro fábricas em sua maior reestruturação até o momento, dizem fontes

“A Volkswagen está considerando fechar quatro fábricas na Alemanha e intensificar os cortes de empregos, que podem chegar a 100 mil postos de trabalho, disseram na sexta-feira duas pessoas a par do assunto, no que poderia ser a maior reestruturação da história do setor. Membros do conselho de supervisão da VW foram informados sobre os planos, que devem ser discutidos em uma reunião no dia 9 de julho, segundo as fontes. A medida ocorre em um momento em que a montadora enfrenta pressão crescente de rivais chinesas e tarifas elevadas sobre a importação de veículos para os Estados Unidos, além da queda na demanda na Europa — fatores que, segundo a empresa, tornam seu modelo de negócios insustentável. O fechamento das fábricas em Hannover, Zwickau e Emden, bem como da unidade da Audi em Neckarsulm, colocaria em risco mais de 45.000 empregos, segundo as fontes. Isso se somaria aos 50.000 cortes já planejados. Em termos absolutos, a demissão de 100.000 pessoas e o fechamento de quatro fábricas de montagem representariam a maior reestruturação na história da indústria automotiva. A medida seria comparável às grandes reestruturações realizadas pela GM — tanto no período que antecedeu e durante sua falência em 2009 quanto no início da década de 1990, quando a empresa cortou até 74.000 empregos ao longo de quatro anos e fechou ou paralisou as atividades de 21 fábricas. O CEO da Volkswagen, Oliver Blume, apresentou os planos a altos executivos no início desta semana para buscar apoio a cortes drásticos, que provavelmente enfrentarão forte resistência dos sindicatos e do estado da Baixa Saxônia, o segundo maior acionista da montadora. A reformulação foi noticiada inicialmente pela Manager Magazin, que também informou que a segunda maior montadora do mundo reduziria seus investimentos em cerca de 15% — para pouco mais de 130 bilhões de euros (148 bilhões de dólares) — ao longo dos próximos cinco anos. Blume e o Diretor Financeiro Arno Antlitz pretendem reestruturar fundamentalmente a empresa, que conta com 89 anos de história, incluindo a separação da marca principal VW e das operações de peças em entidades distintas, acrescentou a revista, citando fontes.”

Fonte: Reuters; 26/06/2026

BID aposta em cadeia completa para minerais da transição na AL

“O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) quer deixar para trás os empréstimos pontuais para projetos de minerais críticos na América Latina e no Caribe. A aposta de um dos principais financiadores da transição verde na região é apoiar o desenvolvimento de todo o setor de forma integrada: da exploração ao processamento industrial. Segundo estimativas do banco, países latino-americanos concentram cerca de 30% da reserva mundial de minérios como cobre, cobalto, lítio, níquel e terras raras, essenciais para a transição energética, desenvolvimento da inteligência artificial e defesa militar. Em cifras, o potencial pode chegar a US$ 770 bilhões até 2040, calcula o BID. O valor não está ligado apenas à quantidade de minério no subsolo, mas ao tamanho da demanda. Estados Unidos, União Europeia e Japão correm para fortalecer suas reservas e quebrar o monopólio virtual da China, que hoje domina toda a cadeia e controla os preços O problema é que a riqueza geológica não se traduz automaticamente em desenvolvimento econômico. Países como Brasil, Chile e Argentina acabam exportando produtos com menor valor agregado. É essa a ponta que o IDB Lac Minerals quer atacar. Para Ilan Goldfajn, presidente do BID, os países latino-americanos podem suprir a necessidade das potenciais do Norte global, desde que haja contrapartidas e desenvolvimento industrial local. “A região aporta recursos e oportunidades; o mundo aporta tecnologia, capital, contratos de longo prazo e preços atrativos. O Grupo BID ajuda a conectar esses dois lados”, afirmou Goldfajn, quando apresentou a iniciativa. A estratégia combina os três braços da instituição: o financiamento soberano do BID, o financiamento ao setor privado com o BID Invest e as soluções de inovação promovidas pelo BID Lab. São três frentes de atuação: melhoria do ambiente regulatório dos países, mobilização de capital privado e expansão de infraestrutura para o desenvolvimento das cadeias produtivas. O plano é criar condições básicas para atrair investimento privado aos projetos de mineração, afirmou Tomás Serebrisky, gerente de infraestrutura e energia do BID, ao Reset. “O crescimento do setor dependerá do investimento privado.” A articulação ocorre em um momento de expansão da capacidade financeira do próprio BID. Após a capitalização aprovada pelos países-membros, o banco projeta conceder cerca de US$ 500 bilhões em financiamentos ao longo da próxima década, um aumento de 50% em relação ao período anterior. O Japão foi o primeiro a apoiar de forma concreta o IDB Lac, com um aporte de US$ 20 milhões por meio da Japan Resilience Initiative. Canadá e Finlândia participam com assistência técnica e avaliam mecanismos financeiros. Alemanha, Espanha, França, Suécia, Suíça, Reino Unido e EUA manifestaram apoio formal ao programa.”

Fonte: Capital Reset; 26/06/2026

Fim do crédito fiscal de Trump para energia limpa impulsiona corrida por projetos, com previsão de disparada nos preços

“Desenvolvedores de projetos solares nos EUA garantiram subsídios federais para uma onda de empreendimentos grande o suficiente para quase dobrar a capacidade atual, correndo contra um prazo final de 4 de julho que poderia elevar drasticamente os custos da energia renovável. As projeções refletem a perda de valiosos créditos fiscais para energia renovável — que cobrem pelo menos 30% dos custos dos projetos —, uma mudança que ameaça aumentar os preços de energia nos EUA em meio a uma demanda crescente impulsionada pela inteligência artificial. A eliminação gradual desses subsídios, em vigor há 20 anos e acelerada pela lei tributária de 2025 do governo Donald Trump, pode elevar os preços contratuais de energia eólica e solar entre 40% e 50%; dados preliminares do Texas indicam aumentos de até 120% nos preços de alguns contratos, segundo análise da LevelTen Energy. Essa mudança ocorre em um momento em que as políticas do governo Trump buscam desacelerar o desenvolvimento de energias renováveis, aumentando a dependência de combustíveis fósseis — apesar dos gargalos no fornecimento de turbinas a gás natural e da crescente pressão por apoio federal ao carvão. O presidente dos EUA, Donald Trump, tem argumentado repetidamente que fontes de energia renovável, como a solar e a eólica, são caras demais, recebem subsídios injustos e são menos confiáveis ​​do que os combustíveis fósseis, pois dependem da ocorrência de vento ou da incidência de luz solar.”

Fonte: Reuters; 26/06/2026

Índices ESG e suas performances

(1) O Índice ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3) tem como objetivo ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de empresas com reconhecido comprometimento com o desenvolvimento sustentável, práticas e alinhamento estratégico com a sustentabilidade empresarial.
(2) O Índice S&P/B3 Brasil ESG mede a performance de títulos que cumprem critérios de sustentabilidade e é ponderado pelas pontuações ESG da S&P DJI. Ele exclui ações com base na sua participação em certas atividades comerciais, no seu desempenho em comparação com o Pacto Global da ONU e também cias sem pontuação ESG da S&P DJI.
(3) O ICO2 tem como propósito ser um instrumento indutor das discussões sobre mudança do clima no Brasil. A adesão das companhias ao ICO2 demonstra o comprometimento com a transparência de suas emissões e antecipa a visão de como estão se preparando para uma economia de baixo carbono.
(4) O objetivo do IGCT é ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de emissão de empresas integrantes do IGC que atendam aos critérios adicionais descritos nesta metodologia.
(5) A série de índices FTSE4Good foi projetada para medir o desempenho de empresas que demonstram fortes práticas ambientais, sociais e de governança (ESG).
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