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FEBRABAN atualizará sua taxonomia sustentável; China eleva meta de renováveis | Brunch com ESG

Nossa visão sobre as principais notícias da semana na agenda ESG

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Como avaliamos os principais acontecimentos da semana

Pensando em melhor auxiliar os investidores, o Brunch com ESG é um relatório publicado pelo time ESG do Research da XP que busca destacar os principais tópicos da agenda na semana. Considerando que informação é a melhor ferramenta para auxiliar os investidores na tomada de decisão, nosso objetivo é mantê-los atualizados com os acontecimentos mais relevantes no Brasil e no exterior da semana que passou, incluindo: (i) nossa visão sobre as principais notícias ESG; (ii) o desempenho dos principais índices ESG em diferentes países; e (iii) comparação da performance do Ibovespa vs. ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial).

#1. Febraban vai atualizar sua taxonomia sustentável para alinhá-la à taxonomia nacional

Na mídia. Após uma revisão, a Febraban lançará uma taxonomia de sustentabilidade atualizada
nas próximas semanas – Valor Econômico, 25 de junho (link)

Nossa visão. Nesta semana, a Federação Brasileira de Bancos (FEBRABAN) anunciou que lançará, nas próximas semanas, uma versão revisada de sua taxonomia sustentável, substituindo a estrutura de classificação “verde” adotada em 2015 por um novo modelo alinhado à taxonomia nacional de sustentabilidade, apresentada pelo governo brasileiro no fim de 2025. Vale notar que a estrutura original foi pensada para classificar o crédito sob uma perspectiva ambiental, mas a discussão evoluiu para uma abordagem mais ampla, abrangendo sustentabilidade e riscos climáticos. Em nossa visão, isso representa um passo importante rumo a uma estrutura mais padronizada para identificar e financiar atividades econômicas sustentáveis ​​no Brasil, especialmente considerando que a taxonomia da FEBRABAN continua sendo a principal referência do setor bancário. Mais do que uma revisão técnica, vemos essa atualização como um reflexo da crescente integração de considerações climáticas e de sustentabilidade nas decisões de crédito, na avaliação de riscos e na alocação de capital. Do ponto de vista do investidor, a estrutura revisada tem o potencial de melhorar a comparabilidade ao estabelecer critérios mais claros e consistentes para definir atividades sustentáveis, ao mesmo tempo em que fortalece a integração de critérios ESG no setor financeiro.

#2. China eleva metas de energia limpa, mantendo a segurança energética no centro da pauta política

Na mídia. China visa obter metade de sua energia de fontes não fósseis até 2030 – Reuters, 25 de junho (link)

Nossa visão. No dia 25 de junho, a China divulgou seu novo plano quinquenal de energia, elevando as metas de médio prazo e reforçando seu compromisso com a expansão de energia de baixo carbono, ao mesmo tempo em que mantém a segurança energética como um pilar central de sua política. O plano inclui quatro objetivos principais: (i) aumentar a participação da eletricidade gerada a partir de fontes não fósseis para 50% até 2030, em comparação com a meta de 42,3% para 2025; (ii) elevar a participação da geração de energia eólica e solar para 30% até 2030, vs. 22% em 2025; (iii) expandir a produção de hidrogênio renovável para 2 milhões de toneladas métricas por ano até 2030, em comparação com a meta anterior de 100 a 200 mil toneladas até 2025; e (iv) reafirmar a meta de que o consumo de carvão atinja seu pico até 2030. Em nossa visão, o plano aponta para uma expansão mais ambiciosa de energia renovável, ao mesmo tempo em que reforça que a transição energética continuará sendo buscada em paralelo a preocupações com segurança energética (de forma geral, o carvão deve continuar sendo uma parte relevante da matriz energética, em conjunto com uma estratégia de adição de energia em vez de substituição total). Esta mensagem está em linha com as conclusões da equipe de Metais e Mineração, Papel e Celulose e Bens de Capital do Research da XP após a recente viagem à China (acesse aqui), que apontaram uma aceleração dos investimentos em infraestrutura de transmissão e redes elétricas para dar suporte à eletrificação e à integração de fontes renováveis, amparada por apoio contínuo de políticas públicas e financiamento de baixo custo — elementos centrais para o cumprimento das metas chinesas. De modo geral, dado o papel ambíguo do país como o maior mercado global de energia limpa e um dos maiores emissores de gases de efeito estufa do mundo, a forma como a China equilibra a expansão de fontes de energia fósseis e não fósseis continuará sendo um tema-chave a ser acompanhado pelos investidores.

Índices ESG e suas performances

(1) O Índice ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3) tem como objetivo ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de empresas com reconhecido comprometimento com o desenvolvimento sustentável, práticas e alinhamento estratégico com a sustentabilidade empresarial.
(2) O Índice S&P/B3 Brasil ESG mede a performance de títulos que cumprem critérios de sustentabilidade e é ponderado pelas pontuações ESG da S&P DJI. Ele exclui ações com base na sua participação em certas atividades comerciais, no seu desempenho em comparação com o Pacto Global da ONU e também cias sem pontuação ESG da S&P DJI.
(3) O ICO2 tem como propósito ser um instrumento indutor das discussões sobre mudança do clima no Brasil. A adesão das companhias ao ICO2 demonstra o comprometimento com a transparência de suas emissões e antecipa a visão de como estão se preparando para uma economia de baixo carbono.
(4) O objetivo do IGCT é ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de emissão de empresas integrantes do IGC que atendam aos critérios adicionais descritos nesta metodologia.
(5) A série de índices FTSE4Good foi projetada para medir o desempenho de empresas que demonstram fortes práticas ambientais, sociais e de governança (ESG).
(6)
O Índice MSCI ACWI, que representa o desempenho de todo o conjunto de ações de grande e médio porte do mundo, em 23 mercados desenvolvidos e 26 emergentes.



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