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Dados de inflação no Brasil e nos EUA são destaque

Mercados amanhecem negativos enquanto ainda digerem os dados de inflação ao consumidor (CPI) dos EUA, que veio acima das expectativas.

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IBOVESPA +1,3% | 104.396 Pontos

CÂMBIO +0,2% | 5,14/USD

O que pode impactar o mercado hoje

Destaque do dia

Mercados amanhecem negativos enquanto ainda digerem os dados de inflação ao consumidor (CPI) dos EUA, que veio acima das expectativas e mantém viva a possibilidade de o Fed acelerar e/ou alongar o ciclo de aperto do juro americano. No dia de hoje, destaque para os dados americanos de auxílio-desemprego e índice de preços ao produtor, que mede os preços no atacado.

Brasil

Após quatro sessões de queda, a Bolsa brasileira fechou em alta na sessão desta quarta-feira (11), em um movimento descolado dos mercados americanos, que fecharam em baixa. Os ganhos foram impulsionados por empresas de peso ligadas a commodities, com os preços do petróleo e do minério de ferro em alta no mercado internacional. Com isso, o Ibovespa fechou em alta de +1,25% aos 104.396 pontos. O dólar reverteu parte das perdas da sessão anterior e fechou em alta, com investidores analisando os dados de inflação no Brasil e nos EUA e reavaliando suas apostas sobre o ritmo de aperto monetário do Banco Central brasileiro e do Federal Reserve. A moeda americana fechou em alta de +0,21%, a R$ 5,14. No mercado de renda fixa, os juros futuros sofreram elevação em dia marcado pela divulgação de dados de inflação no mundo. O IPCA e o CPI, principais medidas de inflação ao consumidor no Brasil e Estados, respectivamente, vieram acima do esperado pelo mercado e intensificaram a percepção de uma necessidade de aperto monetário ainda mais restritivo. As taxas de juros de curto prazo tiveram alta mais intensa durante o dia, devido a maior sensibilidade às mudanças nas expectativas de política monetária pelo Banco Central. DI jan/23 fechou em 13,325%; DI jan/24 em 13,025%; DI jan/25 em 12,435%; DI jan/27 encerrou em 12,3%; e DI jan/29 em 12,4%.

Mundo

Bolsas internacionais amanhecem negativas (EUA -0,7% e Europa -2,2%) após dados da inflação ao consumidor virem acima do esperado nos EUA (8,3% no comparativo anual vs. 8,1% das expectativas), aumentando as preocupações sobre a necessidade de uma alta de juros mais acentuada do Federal Reserve para controlar o aumento de preços. Ainda em solo americano, hoje teremos a divulgação da inflação ao produtor e pedidos de auxílio-desemprego. Na China, o índice de Hang Seng (-2,2%) encerra em baixa após autoridade monetária de Hong Kong recomprar cerca de HK$ 1,59 bilhões para fortalecer a moeda local, pela primeira vez desde 2019. A medida foi vista com tom negativo, uma vez que retira liquidez de uma economia já fragilizada pela Covid-19. Por fim, o Bitcoin (-5,7%) e o Ethereum (-10,2%) seguem em forte queda pela manhã, com temores sobre uma possível venda de parte da reserva de Bitcoins da Luna Foundation para sustentar sua stablecoin em dificuldades.

Inflação ao consumidor dos EUA

Os preços ao consumidor nos EUA subiram a um ritmo anual de 8,3% no mês passado, pouco acima das expectativas do mercado. Embora mostre uma redução na margem em relação a março (8,5%), a inflação ainda se mantém nos maiores patamares em 40 anos. Além disso, o núcleo da inflação ficou bem acima do esperado, atingindo 0,6% ante uma expectativa de 0,3%, e frustrou diversos analistas que esperavam uma redução mais rápida da inflação neste momento. O presidente do Fed de St. Louis, James Bullard, comentou que a inflação veio “quente”, mas que não vê necessidade de aumentar o ritmo do aperto monetário para 0.75 pontos por reunião. No entanto, deixou claro que entende que será necessário fazer aumentos adicionais de 0,5 pp até o final de 2022.

Inflação no Brasil

No Brasil, a divulgação do IPCA de abril ontem mostrou que a inflação também continua bastante elevada, atingindo 1,06%, acima das expectativas de mercado de 1,0%. Oito dos nove grupos pesquisados subiram, o que mostra a elevada dispersão da inflação na economia, com destaque para alimentos e bebidas e transportes.

Mercado em Gráfico

Em meio à perspectiva de elevação mais agressiva dos juros nos EUA e temores de uma forte desaceleração econômica na China, causada pela política zero-Covid, os mercados internacionais vem adotando um viés negativo, que acabou se intensificando no mês de maio. As bolsas globais vem sofrendo em meio a esse sentimento de cautela, que, em contrapartida, beneficiou a moeda americana e auxiliou sua valorização em relação às demais moedas. A Bolsa brasileira, essa semana, devolveu todos os ganhos – em Reais – conquistados no ano de 2022. Mas, ao olharmos para esse mesmo retorno em dólares, o Ibovespa segue com a melhor performance dentre os principais índices. Enquanto o Ibovespa sobe +8,1% em dólares no acumulado de 2022, o índice americano S&P 500 já acumula perdas de -17,4%.

Veja todos os detalhes

Agenda de resultados

Aeris (AERI3): Após o fechamento
Allied Tecnologia (ALLD3): Após o fechamento
Americanas (AMAR3): Após o fechamento
Banco do Estado do Rio Grande do Sul (BRSR6): Após o fechamento
Bemobi (BMOB3): Após o fechamento
BR Malls (BRML3): Após o fechamento
Bradespar (BRAP4): Após o fechamento
Brisanet (BRIT3): Após o fechamento
Burger King (BKBR3): Após o fechamento
CCR SA (CCRO3): Após o fechamento
Cogna Educação (COGN3): Após o fechamento
Even Construtora (EVEN3): Após o fechamento
EZTec Empreendimentos e Participações (EZTC3): Após o fechamento
Instituto Hermes Pardini (PARD3): Após o fechamento
International Meal Company (MEAL3): Após o fechamento
JHSF (JHSF3): Após o fechamento
Locaweb Serviços de Internet (LWAS3): Após o fechamento
Melnick (MELK3): Após o fechamento
MRV Engenharia e Participações (MRVE3): Após o fechamento
Plano & Plano (PLPL3): Após o fechamento
Randon (RAPT4): Após o fechamento
Rede D’Or (RDOR3): Após o fechamento
Trisul (TRIS3): Após o fechamento
Tupy SA (TUPY3): Após o fechamento
Yduqs (YDUQ3): Após o fechamento

Calendário do 1T22

Temporada de resultados do 1º trimestre 2022 – o que esperar?

Economia

O índice de preços ao consumidor nos EUA mostrou redução pela primeira vez em oito meses, passando de 8,5 em março para 8,3 em abril, mas ficou um pouco acima das expectativas e o núcleo do CPI veio bem acima do esperado. O presidente do Fed de St. Louis, James Bullard, disse que não entende necessário que o Fomc mude para um aumento de 0,75, mas precisará continuar aumentando meio ponto pelo restante de 2022. No Brasil, o IPCA subiu 1,06% em abril, ligeiramente acima do expectativas de mercado de 1,0%, com oito dos nove grupos pesquisados ​​apresentando aumentos. Na agenda de hoje, PPI nos EUA e Pesquisa Mensal de Serviços no Brasil

  • Os preços ao consumidor nos EUA subiram a um ritmo anual de 8,3% no mês passado, mais do que as expectativas dos economistas e mantendo-se nos maiores níveis em quatro décadas, ressaltando a urgência do esforço do Federal Reserve para conter a inflação. Embora o índice de preços ao consumidor tenha se moderado pela primeira vez em oito meses – ficou abaixo do aumento de 8,5 por cento registrado em março – foi ligeiramente superior às expectativas dos economistas de um aumento de 8,1 por cento. Residência, alimentação, passagens aéreas e veículos novos foram os grupos que mais contribuíram para o IPC no mês passado. No entanto, a fraqueza nos preços da energia ajudou a conter a inflação geral, com o índice da gasolina caindo 6,1% mês a mês. Excluindo itens voláteis, como alimentos e energia, o aumento mensal do núcleo do IPC aumentou 0,6% no mês passado, em comparação com 0,3% em março. Em uma base anual, isso representou um aumento de 6,2%;
  • A inflação de abril nos EUA permaneceu “quente”, mas ainda não exige que o Federal Reserve mude para aumentos de taxa de três quartos de ponto, disse o presidente do Fed de St. Louis, James Bullard, na quarta-feira. O plano atual do Fed para aumentos de meio ponto é “uma boa referência por enquanto”, e grandes aumentos “não são meu caso base… Acho que temos um bom plano em prática”, disse Bullard. Os comentários de um dos defensores mais vocais do Fed de aumentos mais rápidos das taxas mostram o quão firmemente os bancos centrais dos EUA se uniram em torno do plano delineado pelo presidente do Fed Jerome Powell na semana passada de aumentar as taxas em meio ponto nas próximas duas reuniões do Fed e fazer um balanço ao longo do caminho de como a inflação está se comportando e o que mais precisa ser feito. Bullard, no entanto, repetiu na quarta-feira que sente que o Fed precisará continuar avançando nesses incrementos de meio ponto pelo restante de 2022, empurrando a taxa de fundos federais para um intervalo entre 3,25% e 3,5% até o final do ano, mais alto do que o nível que muitos outros integrantes do Fed projetaram até agora;
  • Os preços ao consumidor no Brasil medidos pelo IPCA subiram 1,06% em abril, ligeiramente acima da expectativa de 1,0% em pesquisa da Reuters, mas inferior ao aumento de 1,62% observado em março. A inflação desacelerou em abril, mas ainda registrou o aumento mais acentuado para o mês em 26 anos, empurrando o número de 12 meses para mais de 12% em meio a pressões contínuas sobre alimentos e combustíveis. De acordo com o IBGE, o resultado mensal foi novamente impulsionado pela alta em alimentos e bebidas (+2,06%) e transportes (+1,91%), grupos que foram impactados pela disparada das commodities e pela interrupção das cadeias produtivas a guerra Rússia-Ucrânia. Oito dos nove grupos pesquisados ​​apresentaram alta em abril, reforçando a dispersão da inflação. Apenas os gastos com habitação caíram (-1,14%) devido às quedas nas tarifas de energia. Nos 12 meses até abril, os preços subiram 12,13%, contra 12,07% esperados na pesquisa, e acima dos 11,3% registrados até março;
  • Na agenda de hoje, PPI (Ex Food and Energy and Final demand) nos EUA – o consenso de mercado é de alta de 0,5% M/M (8,9% A/A). No Brasil, o IBGE divulgará a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS). O consenso do mercado é de um aumento de 0,8% M/M (8,4% A/A) e esperamos um aumento de 0,6% (9,1% A/A), impulsionado pela recuperação contínua da mobilidade após um pico da variante ômicron do Covid-19.

Empresas

Banco do Brasil (BBAS3): Lucro líquido salta 57,6% apesar do maior custo de captação | Revisão 1T22

  • Ontem (11), Banco do Brasil (BBAS3) reportou seus resultados do 1T22, que consideramos positivos;
  • O banco apresentou um lucro líquido forte de R$ 6,6 bi (+24,4% T/T e +57,6% A/A) apesar da Margem Financeira (NII) pressionada pelo aumento dos custos de captação decorrente do aperto do ciclo monetário. Se conduzirmos um exercício anualizando os números do trimestre, é possível perceber que os números estão rodando acima do guidance e enxergamos chance de revisão para cima nas expectativas contidas no consenso do mercado;
  • Isto posto, esperamos uma reação positiva para as ações e reiteramos BBAS3 como nossa top pick do setor;
  • Clique aqui para acessar o relatório completo.

Vitrine XP – Resultados do 1T22: d1000, Enjoei, Grupo Soma, Multilaser e Panvel

  • Cinco empresas da nossa cobertura divulgaram seus resultados ontem: d1000, Enjoei, Grupo Soma, Multilaser e Panvel, sendo Grupo Soma o destaque positivo, enquanto o negativo foi a Multilaser;
  • Clique nos links a seguir para acessar o relatório de cada uma delas: d1000, Enjoei, Grupo Soma, Multilaser e Panvel.

JBS (JBSS3): resultados fortes, em linha com nossas estimativas no 1T22

  • A JBS apresentou bons resultados no 1T22, em linha com nossas estimativas. A receita líquida atingiu R$ 90,8 bilhões (+21% A/A e em linha com nossas estimativas), reportando um EBITDA aj. de R$ 10,0 bilhões (+47% A/A e +8% vs. XPe);
  • US Beef + Australia, PPC e US Pork permaneceram fortes e bem acima dos níveis históricos, enquanto Friboi se recuperou, mais do que compensando a queda da Seara devido ao aumento de custos e a um consumidor mais frágil no Brasil;
  • A empresa também anunciou o cancelamento das ações mantidas em tesouraria e um novo programa de recompra de até 10% das ações em circulação, além do pagamento de dividendos que se traduz em um interessante dividend yield de 2,7%;
  • Acreditamos que a JBS continuará mostrando força em sua diversificação de proteínas e geografia, o que esperamos que ajude a compensar a ciclicidade nos resultados da empresa. Dessa forma, restabelecemos nossa recomendação de Compra em JBSS3 com preço-salvo de R$ 51,8/ação, reforçando sua posição como nossa top pick no setor de proteínas;
  • Clique aqui para acessar o relatório completo.

Unifique (FIQE3): Resultados do 1T22; crescimento inorgânico compensando o fraco crescimento orgânico e maior churn

  • Unifique reportou resultados neutros no primeiro trimestre de 2022, em linha com nossas estimativas, mas com uma menor margem EBITDA. O sólido desempenho da receita líquida (+71,4% A/A) foi impulsionado (i) pela expansão da rede e, consequentemente, pelo aumento da base de clientes; e (ii) empresas adquiridas desde o IPO;
  • De forma negativa, a companhia reportou (i) piora na rentabilidade com contração de margem EBITDA refletindo uma inflação mais alta e forte expansão inorgânica no período (11 aquisições nos últimos 12 meses); e (ii) um aumento do churn por conta de uma maior inadimplência;
  • Contudo, mantemos nossa recomendação de compra e preço-alvo para o final de 2022 de R$ 13,0/ação;
  • Clique aqui para acessar o relatório.

Santos Brasil (STBP3) – 1T22: Desempenho Financeiro Continua a Superar Desafios de Volume; Positivo

  • A Santos Brasil apresentou resultados continuamente fortes no 1T22, com EBITDA recorrente de R$ 179 milhões (+8% vs. XPe e recorde desde 2013);
  • Destacamos que apesar do cenário desafiador para volumes (operações de cais -5% A/A) e mix (volumes de importação -22%, prejudicando os volumes de armazenagem), a Santos Brasil apresentou forte desempenho financeiro (receita líquida e EBITDA +40-80% A/A, respectivamente) impulsionado pelo aumento do ticket médio (principalmente no Tecon Santos), em função de renegociações contratuais com clientes ao longo de 2021;
  • Reiteramos nosso rating de Compra para a Santos Brasil, principalmente com base em um cenário positivo de oferta/demanda e níveis atrativos de valuation;
  • Clique aqui para acessar o relatório completo.

Copel (CPLE6): Fortes resultados operacionais do 1T22, juntamente com PMSO mais baixo; Positivo

  • Destaques Financeiros: O EBITDA ajustado atingiu R$ 1.461 bilhões, superando nossas expectativas de R$ 1.192 bilhões (+22%) e consenso de mercado de R$ 1.246 bilhões. Além disso, o lucro líquido ficou 9% acima da nossa estimativa de R$ 612 milhões;
    Forte resultado operacional com menor PMSO: O resultado positivo pode ser explicado pelo:
    • (i) forte desempenho da Copel GeT devido ao melhor cenário hidrológico e consequentemente maior GSF (95,3% no 1T22 vs. 88,6% no 1T21;
    • (ii) aumento de +5,8% no volume de vendas na Copel Distribuição;
    • (iii) impacto de R$ 21,2 milhões do primeiro trimestre completo de operação do Complexo Eólico Vilas; e
    • (iv) redução de -8,7% em despesas de pessoal como resultado de um programa de PVI bem sucedido.
  • Do lado negativo, como esperado devido ao melhor cenário hidrológico no período, observamos um menor despacho da UTE Araucária, uma queda de 65,4% A/A (238 GWh no 1T22 vs. 687 GWh no 1T21);
    Temos uma avaliação positiva dos resultados da Copel no 1T22 e mantemos nossa recomendação de Compra, com preço-alvo baseado em DCF de 12 meses de R$ 8,0/ação para CPLE6;
  • Acesse relatório completo aqui.

Tenda (TEND3): Resultados do 1T22 – Resultados fracos conforme esperado no 1T22

  • A Tenda divulgou resultados fracos como esperado no 1T22, prejudicados por uma queima de caixa operacional de R$ 241 milhões vs. uma geração de caixa de R$ 22 milhões no 4T21, afetada negativamente por (i) gargalos operacionais reduzindo os repasses de unidades; e (ii) compra antecipada de matérias-primas para reduzir o impacto da inflação de custos. Com isso, a alavancagem (dívida líquida/patrimônio líquido) da Tenda aumentou significativamente, atingindo 51,6% (+24,3 p.p. T/T e +49,1 p.p. A/A);
  • Do lado positivo, a margem bruta ajustada teve uma recuperação gradual, atingindo 20,6% (-10,5 p.p. A/A / +31,5 p.p. T/T), acima das nossas estimativas de 17,5%. No entanto, ainda vemos a margem bruta da Tenda impactada negativamente pela forte inflação dos custos de construção, pressionando os orçamentos estruturais e principalmente os de infraestrutura, e pela perda de produtividade mais forte do que o esperado devido à pandemia. Além disso, as despesas com vendas aumentaram, atingindo 8,6% das vendas brutas (+2,5 p.p. A/A e +0,2 p.p. T/T), seguidas por um aumento nas despesas gerais e administrativas, representando 10,3% do total de lançamentos (+2,4 p.p. A/A e +4,2 p.p. T/T);
  • Portanto, o resultado financeiro da Tenda ficou em linha com nossas estimativas, com a receita líquida atingindo R$ 581 milhões (-3,4% abaixo das nossas estimativas e -3,6% A/A). Adicionalmente, a empresa reportou um prejuízo líquido de -R$67 milhões, em linha com nossas estimativas de -R$66 milhões. Por fim, o ROE caiu para -22,6% vs. 14,1% no 4T21;
  • Clique aqui para acessar o relatório.

Lavvi (LAVV3) – Resultados do 1T22: Resultados neutros e majoritariamente em linha com nossas estimativas

  • A Lavvi apresentou resultados neutros e praticamente em linha com nossas estimativas no 1T22. Do lado positivo, a empresa reportou uma geração de caixa de R$ 68 milhões vs. R$ 35 milhões no 4T21, principalmente devido ao adiantamento de pagamento mais rápidos do que o esperado do projeto High Wonder, o que resultou em distratos menores do que o esperado de 3% das vendas brutas ( -10,5 p.p. A/A e -2,8 p.p. T/T);
  • Do lado negativo, margem bruta veio abaixo do esperado chegando a 34,2% (-1,6 p.p. vs. nossa projeção e -5,2 p.p. T/T), prejudicada (i) pelo mix de receitas com menor margem bruta, principalmente devido ao projeto High Wonder; (ii) maior adiantamento de pagamento nas vendas de lançamentos, evitando exposição à inflação (INCC), o que gerou maiores descontos; e (iii) pressão inflacionária dos custos de construção. Além disso, as despesas com vendas caíram, atingindo 10,4% da receita líquida (-2,4 p.p. T/T), e as despesas gerais e administrativas subiram para 7,6% da receita líquida (+1,7 p.p. T/T);
  • Assim, a receita líquida atingiu R$ 100 milhões (+10% A/A) e em linha com nossas estimativas de R$ 99 milhões. Ainda assim, a receita foi prejudicada (i) pelo baixo andamento das obras dos empreendimentos Villa Versace e Lumiere Residence; e (ii) vendas mais fortes de novos lançamentos. Além disso, o lucro líquido ficou abaixo de nossas expectativas, atingindo R$ 21 milhões (-6,6% vs. nossa projeção). Por fim, o ROE atingiu 15%, o que consideramos saudável;
  • Mantemos nossa recomendação de compra para Lavvi com TP de R$ 11,50/ação;
  • Clique aqui para acessar o relatório completo.

Fras-le (FRAS3) – 1T22: Receita Impulsionada por Mercados Externos; Neutro

  • A Fras-le apresentou resultado neutro no 1T22, com EBITDA ajustado de R$106 milhões estritamente em linha com nossa estimativa (-13% ano contra ano e +27% trimestre a trimestre);
  • Em termos de receitas  (já reportadas anteriormente em nível consolidado), vemos um faturamento de R$ 705 milhões (+10% A/A e +2% T/T) refletindo positivamente um melhor desempenho relativo das receitas do mercado externo (+27% A/A e +13% T/T), com vendas domésticas estáveis vs. o ano passado (-3% T/T), negativamente afetadas por uma redução no poder de compra dos consumidores (que vemos como um risco para as perspectivas de demanda do mercado de reposição ao longo de 2022);
  • Em termos de rentabilidade,  a margem EBITDA de 15,0% melhorou sequencialmente em relação ao 4T21, embora abaixo dos 18,9% reportados há um ano devido ao aumento dos preços dos insumos de produção (redução da margem bruta de ~2p.p. A/A);
  • Reiteramos nossa recomendação Neutra para a Fras-le;
  • Clique aqui para acessar o relatório completo.

Positivo (POSI3): Forte demanda nos segmentos de Instituições Públicas e Corporativo compensando a desaceleração do Varejo no 1T22

  • A Positivo reportou resultados sólidos no primeiro trimestre de 2022, superando nossas estimativas de receita líquida e EBITDA. A empresa continua a se beneficiar de sua maior diversificação de linhas de receita, compensando a desaceleração do segmento de varejo;
  • A Receita Líquida ficou 12,4% acima das nossas estimativas, apresentando um forte crescimento de 52,5% A/A. Além disso, a empresa registrou um sólido crescimento de EBITDA de 104% A/A, +74% acima das nossas estimativas;
  • Em suma, reiteramos nossa recomendação de Compra e preço-alvo de R$16,0/ação de POSI3 para o final de 2022;
  • Clique aqui para conferir o conteúdo completo.

GOLL4: Gol e Avianca Holdings se unem no nível dos controladores para criação do Abra Group; Neutro

  • O que  foi anunciado?
    • A Gol anunciou que seu controlador Mobi FIA (Família Constantino) celebrou um acordo com alguns dos principais acionistas da Avianca Holdings para a formação de uma nova Holding (Abra Group), que deterá o controle acionário da Gol e da Avianca Holdings. Os grupos controladores passarão a ser co-controladores do Abra Group e terão seus direitos e obrigações regidos por um acordo de acionistas a ser criado quando do fechamento da operação (ainda sujeita à aprovação dos órgãos reguladores).
      • A Avianca Holdings, além do programa de milhas LifeMiles e participação de controle na Avianca (empresa aérea Colombiana) possui: (i) participações econômicas na Viva Colombia, e (ii) um investimento de dívida conversível em participação minoritária na Sky Airline (aérea Chilena);
      • As empresas do Grupo Abra (incluindo a Gol) seguirão com gestão independente e a nova holding será liderada por: (i) Roberto Kriete (Chairman), (ii) Constantino Junior (CEO), e (iii) Adrian Neuhauser e Richard Lark (Co-Presidentes).
  • Qual a nossa visão?
    • Enxergamos a transação como neutra para as ações da Gol (GOLL4) uma vez que:
      • Gol e Avianca continuarão operando de forma independente e mantendo suas respectivas marcas e culturas; e
      • Os atuais controladores da Gol não venderão, direta ou indiretamente, ações da Gol, não ensejando portanto em alienação ou transferência de controle.
    • No entanto, notamos como fator positivo se confirmada a transação:
      • Potenciais sinergias a serem criadas pelo Grupo Abra buscando otimização de custo unitário nos respectivos mercados, na oferta de rotas, e dos programas de fidelidade (Smiles e LifeMiles).
  • O que fazer com a ação?
    • Apesar do possível desenrolar positivo da notícia, reiteramos nossa recomendação neutra para GOLL4, bem como visão neutra para o setor aéreo no Brasil.

Principais notícias dos setores

Nestas publicações diárias, trazemos as principais notícias nacionais e internacionais dos setores: Financeiro, Varejo (e-commerce, supermercados, lojas de roupa, farmácias, etc.), Agro, Alimentos e Bebidas e Energia (óleo & gás e elétricas).

  • Notícias Diárias do Setor Financeiro
    • BB tem lucro de R$ 6,6 bi com queda em provisões (Valor);
    • Saúde pesa, e SulAmérica vê resultado cair 54,7% (Valor);
    • Clique aqui para acessar o relatório completo.
  • Entrega XP: Notícias diárias do setor de varejo
    • Inflação desacelera, mas números seguem ruins e projeções para o ano pioram. (Estado);
    • Soma ganha share; Hering navega tradeoff entre margem e crescimento. (Brazil Journal);
    • Clique aqui para acessar o relatório.
  • Agro, Alimentos & Bebidas: confira as principais notícias
    • JBS (JBSS3) vê lucro mais do que dobrar e anuncia dividendos de R$ 2,2 bilhões (Infomoney);
    • Vittia (VITT3) lucra R$ 15,5 milhões no 1º trimestre, alta de 23% (Infomoney);
    • Raízen investirá R$ 2 bilhões em duas novas plantas de E2G (Valor);
    • Clique aqui para acessar o relatório completo.
  • Radar Energia XP: Notícias diárias do setor de energia
    • Primeiro ato será estudos para privatização da Petrobras, diz novo ministro de Minas e Energia, Adolfo Sachsida. (Valor Econômico);
    • Mudanças climáticas podem reduzir em 13% a capacidade de geração das hidrelétricas no Brasil, diz AIE. (Valor Econômico);
    • Petróleo fecha em forte alta após dados de estoques nos EUA. (Valor Econômico);
    • Clique aqui para acessar o relatório.

Mercados

Radar Global: Análises das principais empresas e tendências sob o nosso Radar | Disney surpreende em número de assinantes e Netflix anuncia assinatura de baixo custo

  • Disney reporta forte número de assinantes de streaming;
  • Google anuncia novo ecossistema de dispositivos;
  • Netflix pode apresentar plano de menor custo com suporte de anúncios até o final de 2022;
  • Emissão de títulos de dívida em dólar na China cai para o menor valor desde 2013;
  • Acesse aqui o relatório internacional.

Alocação & Fundos

Principais notícias

  • Fundos Imobiliários (FIIs): confira as principais notícias
    • Ifix fecha em queda de 0,15%, oitava sessão seguida de perdas; FII JSRE11 sobe 4% (InfoMoney);
    • Existe fundo imobiliário perfeito? (Valor);
    • Diminuição de Vacância de Prédios Aumentam Otimismo na Recuperação de FIIs (Investing);
    • Clique aqui para acessar o relatório completo.

ESG

Redução da dependência do gás russo em foco | Café com ESG, 12/05

  • O Ibov fechou o pregão desta quarta-feira em território positivo, em alta de +1,2%, enquanto o ISE permaneceu neutro, em leve queda de -0,1%;
  • Do lado das gestoras, ontem, a BlackRock disse que tem mais de US$ 800 milhões em compromissos para um novo fundo de impacto – BlackRock Impact Opportunities Fund, que visa apoiar negócios ou projetos administrados ou que atendem comunidades negras, latinas e nativas americanas;
  • Na Europa, (i) a União Europeia anunciou que deve ampliar as metas de energia renovável e de economia de energia como parte de um plano de € 195 bilhões para acabar com a dependência do bloco dos combustíveis fósseis russos até 2027; e (ii) o governo italiano está trabalhando em incentivos para impulsionar a implantação de instalações eólicas offshore, de acordo com o ministro da transição energética do país – um dos objetivos é, também, reduzir a dependência do gás russo. Clique aqui para acessar o relatório e começar o dia bem informado com as principais notícias ao redor do Brasil e do mundo quando o tema é ESG.
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Este relatório de análise foi elaborado pela XP Investimentos CCTVM S.A. (“XP Investimentos ou XP”) de acordo com todas as exigências na Resolução CVM 20/2021, tem como objetivo fornecer informações que possam auxiliar o investidor a tomar sua própria decisão de investimento, não constituindo qualquer tipo de oferta ou solicitação de compra e/ou venda de qualquer produto. As informações contidas neste relatório são consideradas válidas na data de sua divulgação e foram obtidas de fontes públicas. A XP Investimentos não se responsabiliza por qualquer decisão tomada pelo cliente com base no presente relatório. Este relatório foi elaborado considerando a classificação de risco dos produtos de modo a gerar resultados de alocação para cada perfil de investidor. O(s) signatário(s) deste relatório declara(m) que as recomendações refletem única e exclusivamente suas análises e opiniões pessoais, que foram produzidas de forma independente, inclusive em relação à XP Investimentos e que estão sujeitas a modificações sem aviso prévio em decorrência de alterações nas condições de mercado, e que sua(s) remuneração(es) é(são) indiretamente influenciada por receitas provenientes dos negócios e operações financeiras realizadas pela XP Investimentos.

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O agente autônomo de investimento não pode realizar consultoria, administração ou gestão de patrimônio de clientes, devendo atuar como intermediário e solicitar autorização prévia do cliente para a realização de qualquer operação no mercado de capitais. Os produtos apresentados neste relatório podem não ser adequados para todos os tipos de cliente. Antes de qualquer decisão, os clientes deverão realizar o processo de suitability e confirmar se os produtos apresentados são indicados para o seu perfil de investidor. Este material não sugere qualquer alteração de carteira, mas somente orientação sobre produtos adequados a determinado perfil de investidor. A rentabilidade de produtos financeiros pode apresentar variações e seu preço ou valor pode aumentar ou diminuir num curto espaço de tempo. Os desempenhos anteriores não são necessariamente indicativos de resultados futuros. A rentabilidade divulgada não é líquida de impostos. As informações presentes neste material são baseadas em simulações e os resultados reais poderão ser significativamente diferentes. Este relatório é destinado à circulação exclusiva para a rede de relacionamento da XP Investimentos, incluindo agentes autônomos da XP e clientes da XP, podendo também ser divulgado no site da XP. Fica proibida sua reprodução ou redistribuição para qualquer pessoa, no todo ou em parte, qualquer que seja o propósito, sem o prévio consentimento expresso da XP Investimentos. SAC. 0800 77 20202. A Ouvidoria da XP Investimentos tem a missão de servir de canal de contato sempre que os clientes que não se sentirem satisfeitos com as soluções dadas pela empresa aos seus problemas. O contato pode ser realizado por meio do telefone: 0800 722 3710. O custo da operação e a política de cobrança estão definidos nas tabelas de custos operacionais disponibilizadas no site da XP Investimentos: www.xpi.com.br. A XP Investimentos se exime de qualquer responsabilidade por quaisquer prejuízos, diretos ou indiretos, que venham a decorrer da utilização deste relatório ou seu conteúdo. A Avaliação Técnica e a Avaliação de Fundamentos seguem diferentes metodologias de análise. A Análise Técnica é executada seguindo conceitos como tendência, suporte, resistência, candles, volumes, médias móveis entre outros. Já a Análise Fundamentalista utiliza como informação os resultados divulgados pelas companhias emissoras e suas projeções. Desta forma, as opiniões dos Analistas Fundamentalistas, que buscam os melhores retornos dadas as condições de mercado, o cenário macroeconômico e os eventos específicos da empresa e do setor, podem divergir das opiniões dos Analistas Técnicos, que visam identificar os movimentos mais prováveis dos preços dos ativos, com utilização de “stops” para limitar as possíveis perdas. O investimento em ações é indicado para investidores de perfil moderado e agressivo, de acordo com a política de suitability praticada pela XP Investimentos Ação é uma fração do capital de uma empresa que é negociada no mercado. É um título de renda variável, ou seja, um investimento no qual a rentabilidade não é preestabelecida, varia conforme as cotações de mercado. O investimento em ações é um investimento de alto risco e os desempenhos anteriores não são necessariamente indicativos de resultados futuros e nenhuma declaração ou garantia, de forma expressa ou implícita, é feita neste material em relação a desempenhos. As condições de mercado, o cenário macroeconômico, os eventos específicos da empresa e do setor podem afetar o desempenho do investimento, podendo resultar até mesmo em significativas perdas patrimoniais. A duração recomendada para o investimento é de médio-longo prazo. Não há quaisquer garantias sobre o patrimônio do cliente neste tipo de produto. O investimento em opções é preferencialmente indicado para investidores de perfil agressivo, de acordo com a política de suitability praticada pela XP Investimentos. No mercado de opções, são negociados direitos de compra ou venda de um bem por preço fixado em data futura, devendo o adquirente do direito negociado pagar um prêmio ao vendedor tal como num acordo seguro. As operações com esses derivativos são consideradas de risco muito alto por apresentarem altas relações de risco e retorno e algumas posições apresentarem a possibilidade de perdas superiores ao capital investido. A duração recomendada para o investimento é de curto prazo e o patrimônio do cliente não está garantido neste tipo de produto. O investimento em termos é indicado para investidores de perfil agressivo, de acordo com a política de suitability praticada pela XP Investimentos. São contratos para compra ou a venda de uma determinada quantidade de ações, a um preço fixado, para liquidação em prazo determinado. O prazo do contrato a Termo é livremente escolhido pelos investidores, obedecendo o prazo mínimo de 16 dias e máximo de 999 dias corridos. O preço será o valor da ação adicionado de uma parcela correspondente aos juros – que são fixados livremente em mercado, em função do prazo do contrato. Toda transação a termo requer um depósito de garantia. Essas garantias são prestadas em duas formas: cobertura ou margem. O investimento em Mercados Futuros embute riscos de perdas patrimoniais significativos, e por isso é indicado para investidores de perfil agressivo, de acordo com a política de suitability praticada pela XP Investimentos. Commodity é um objeto ou determinante de preço de um contrato futuro ou outro instrumento derivativo, podendo consubstanciar um índice, uma taxa, um valor mobiliário ou produto físico. É um investimento de risco muito alto, que contempla a possibilidade de oscilação de preço devido à utilização de alavancagem financeira. A duração recomendada para o investimento é de curto prazo e o patrimônio do cliente não está garantido neste tipo de produto. As condições de mercado, mudanças climáticas e o cenário macroeconômico podem afetar o desempenho do investimento.

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