IBOVESPA -1,52% | 174.278 Pontos
CÂMBIO +0,57% | 5,03/USD
O que pode impactar o mercado hoje
Ibovespa
O Ibovespa encerrou o pregão de terça-feira em queda de 1,5%, aos 174.278 pontos, acompanhando o movimento negativo dos mercados globais (S&P 500: -0,7%; Nasdaq: -0,6%), e com 74 dos 79 papéis do índice fechando no campo negativo. O índice seguiu pressionado pela continuidade do conflito no Oriente Médio, que tem elevado as expectativas de inflação e levado à abertura das curvas de juros globais, além de ruídos políticos domésticos.
Na ponta positiva, Usiminas (USIM5, +1,1%) repercutiu o relatório de um banco de investimentos com tom positivo para as ações da companhia. Na ponta negativa, B3 (B3SA3, -5,0%) recuou. A companhia anunciou a eleição de Christian George Ergan como seu novo CEO.
Para o pregão de quarta-feira, o destaque fica para a divulgação da ata do do FOMC e do CPI da Zona do Euro. No micro, pela temporada internacional de resultados do 1T26, todos os olhos se voltam para a divulgação do balanço da Nvidia.
Renda Fixa
Os juros futuros subiram nesta terça-feira, acompanhando a forte disparada das Treasuries, com o juro de 30 anos tocando o maior nível desde 2007 e o rendimento de 10 anos do Japão renovando máxima desde 1996, em meio à perspectiva de inflação mais pressionada pelo petróleo, dados fortes de imóveis nos EUA e expectativas de aperto adicional pelo BoJ, enquanto o noticiário político doméstico impulsionou os movimentos locais. Nos EUA, a T-note de 2 anos encerrou em 4,11% (+5 bps), a T-note de 10 anos em 4,66% (+6 bps) e o T-bond de 30 anos em 5,18% (+5 bps). No Brasil, o DI jan/27 encerrou em 14,14% (0 bps), o DI jan/29 em 14,11% (+11 bps) e o DI jan/31 em 14,27% (+14 bps). A curva de NTN-B encerrou com a B29 em 7,99% (de 8,03%), a B35 estável em 7,73% e a B50 em abertura para 7,29% (de 7,20%).
Mercados globais
Nesta quarta-feira, os futuros nos EUA operam em alta (S&P 500: +0,4%; Nasdaq 100: +0,7%), com investidores aguardando os resultados da Nvidia após o fechamento, em um momento particularmente importante para as companhias de inteligência artificial. O movimento recente de queda dos mercados foi pressionado principalmente pela forte alta das taxas das Treasuries americanas.
Na Europa, as bolsas operam em alta (Stoxx 600: +0,4%), enquanto investidores seguem monitorando a dinâmica global de juros e inflação. O destaque macroeconômico veio do Reino Unido, onde a inflação desacelerou para 2,8% em abril, abaixo das expectativas do mercado (3,0%), ajudando a aliviar parcialmente a pressão sobre os yields britânicos. Apesar do dado mais benigno, investidores continuam atentos ao impacto persistente dos preços de energia elevados decorrentes da guerra no Oriente Médio.
Na China, os mercados fecharam em queda (CSI 300: -0,1%; HSI: -0,6%), pressionados pela alta global dos juros longos e pelo aumento das tensões geopolíticas. O Nikkei caiu 1,2%, enquanto o Kospi recuou 0,9% e o Kosdaq perdeu mais de 2,6%, em meio ao agravamento da greve dos trabalhadores da Samsung Electronics. No Japão, os yields dos títulos públicos seguem em níveis historicamente elevados, refletindo o movimento global de reprecificação da curva de juros.
IFIX
O Índice de Fundos Imobiliários (IFIX) engatou mais uma sessão de queda na terça-feira, encerrando aos 3.816,65 pontos, com recuo de 0,87% e perda de 33,54 pontos frente ao fechamento anterior. O movimento reforça o tom de pressão que vem se acumulando sobre o índice, com queda disseminada entre os segmentos.
Os Fundos de Tijolo recuaram 0,98%, com desempenho negativo em todos os seus subsegmentos: Shoppings caíram 1,35%, Ativos Logísticos recuaram 0,74% e Lajes Corporativas cederam 1,29%. Os Fundos de Recebíveis também não escaparam da pressão, encerrando com queda de 0,68%. Os Fundos Híbridos foram o segmento de maior retração no dia, com baixa de 1,01%, enquanto Fundos de Fundos recuaram 0,85% e Multiestratégia cedeu 0,70%.
Entre os destaques positivos do pregão, sobressaíram KISU11 (+1,4%), DEVA11 (+1,2%) e RBRL11 (+1,1%). No campo negativo, as maiores quedas foram registradas por TGAR11 (-6,7%), BROF11 (-5,9%) e CACR11 (-4,7%).
Economia
Na China, o PBoC manteve suas taxas de referência inalteradas pelo 12º mês seguido, sinalizando postura de espera diante das incertezas do conflito no Oriente Médio. No Reino Unido, a inflação ao consumidor de abril cresceu menos que o esperado, atingindo 2,8% em termos anuais, mas o índice de preços ao produtor disparou para 4,0%, maior valor em três anos, na esteira do aumento de preços em decorrência do conflito no Oriente Médio,
No Brasil, o presidente Lula assinou Medida Provisória criando o programa “Move Aplicativos”, com até R$ 30 bilhões em crédito subsidiado para taxistas e motoristas de aplicativo financiarem a compra de veículos novos.
Na agenda de hoje, destaque para a ata do FOMC, que deve trazer mais informações sobre a última decisão de política monetária do Fed, especialmente sobre as dissidências; e o PMI preliminar de maio do Japão.
Veja todos os detalhes
Economia
Juros americanos atingem máxima em quase duas décadas com pressão inflacionária crescente
- Nos Estados Unidos, os rendimentos dos títulos do Tesouro voltaram a subir. O juro do título de 30 anos atingiu 5,20%, o nível mais alto desde 2007, enquanto o de 10 anos chegou a 4,69%, máxima desde janeiro de 2025. O movimento prolongou a venda generalizada de Treasuries que se iniciou na semana passada, impulsionada por uma sequência de dados de inflação acima do esperado — o CPI de abril subiu a 3,8% em 12 meses, máxima em quase três anos, e o PPI veio a 6,0%, maior patamar desde 2022 — reflexo do choque de energia decorrente do conflito no Oriente Médio. O cenário reforça a percepção de que o Fed terá dificuldade de cortar juros em 2026. Conforme a ferramenta FedWatch do CME Group, a probabilidade implícita de elevação de juros pelo Fed até o fim do ano superou 80%, reversão expressiva diante das expectativas de cortes que prevaleciam no início do ano. Os mercados acionários encerraram no negativo, com o S&P 500 em queda de 0,7%, na terceira sessão consecutiva de perdas;
- Na China, o Banco do Povo da China (PBoC) manteve suas taxas de referência para empréstimos inalteradas pelo 12º mês consecutivo, em linha com as expectativas do mercado. A LPR de 1 ano permanece em 3,0% e a de 5 anos — referência para o mercado hipotecário — segue em 3,5%. A decisão reflete o equilíbrio entre um crescimento interno resiliente — o PIB cresceu 5,0% no primeiro trimestre, no topo da meta anual de 4,5% a 5% — e as incertezas externas decorrentes do conflito no Oriente Médio, que importam pressões inflacionárias via energia e complicam a avaliação sobre novos estímulos. O PBoC sinalizou que manterá a política monetária “moderadamente frouxa” e seguirá monitorando os desdobramentos geopolíticos antes de acionar novos instrumentos de afrouxamento;
- A inflação medida pelo índice de preços ao consumidor (CPI) do Reino Unido cresceu 2,8% em termos anuais em abril, de acordo com dados do Escritório de Estatísticas Nacionais (ONS, na sigla em inglês) divulgados na quarta-feira. O resultado ficou abaixo das expectativas de 3% e desacelerou em relação ao índice de 3,3% registrado em março. Na comparação mensal, o crescimento foi de 0,7%, também abaixo das estimativas de 0,9%. Excluindo energia, alimentos, bebidas alcoólicas e tabaco, o núcleo do CPI cresceu 2,5% em abril, desacelerando em relação à alta de 3,1% observada em março. O CPI de serviços — acompanhado de perto pelo Banco da Inglaterra como indicador de inflação de longo prazo — recuou para 3,2% em abril, ante 4,5% em março. Por sua vez, a inflação medida pelo índice de preços ao produtor (PPI) disparou para 4,0% em abril, segundo dados do ONS, muito acima das expectativas de 2,8% e acelerando em relação aos 3,0% registrados no mês anterior. O aumento nos custos ao produtor foi amplamente atribuído à alta dos preços de insumos, parte dos quais decorrente das perturbações nas cadeias de fornecimento causadas pela guerra no Oriente Médio.
- No Brasil, o presidente Lula assinou ontem, em evento em São Paulo, Medida Provisória que cria o programa “Move Aplicativos”, destinando até R$ 30 bilhões em crédito subsidiado para taxistas e motoristas de aplicativo financiarem a compra de veículos novos de até R$ 150 mil. As linhas serão operadas pelo BNDES, com taxas abaixo da Selic atual de 14,5% ao ano — frente aos cerca de 25% praticados pelo mercado para pessoa física —, com prazos e condições a serem definidos pelo CMN ainda esta semana. Para ter acesso ao programa, os motoristas de aplicativo precisam comprovar cadastro ativo há pelo menos 12 meses e ter realizado ao menos 100 corridas na mesma plataforma. Os veículos elegíveis devem atender a critérios de sustentabilidade (flex, híbrido flex, elétrico ou exclusivamente a etanol). A medida faz parte de uma série de iniciativas do governo em ano eleitoral e mira segmentos em que o governo enfrenta menor aprovação;
- Na agenda de hoje, as principais divulgações internacionais são: a ata da última reunião do FOMC — primeiro documento do ciclo sob a nova presidência de Kevin Warsh, com mercados atentos ao mapa de dissidências e à abertura para alta de juros – e o PMI preliminar de maio do Japão (indústria e serviços). Não há divulgação relevante de indicadores no Brasil.
Renda fixa
De Olho na Renda Fixa: principais notícias de crédito privado, mercados e renda fixa
- Casino decide desembarcar do GPA; liminar freia estratégia (InvestNews);
- Ometto avalia comprar terras da Radar em vez de capitalizar a Raízen, dizem fontes (Bloomberg Linea);
- Técnicos do TCU recomendam suspender homologação de térmicas do leilão de capacidade (Valor Econômico);
- Shell segue comprometida em aportar R$ 3,5 bilhões na Raízen, diz presidente (Valor Econômico).
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Estratégia
Resultados do 1º trimestre de 2026: mais uma fraca temporada de resultados no Brasil
- A temporada de resultados do 1T26 chegou ao fim e, em nossa visão, foi mais uma temporada fraca. Dentro da nossa cobertura XP, 45% das empresas superaram nossas estimativas de lucro líquido (vs. 44% no trimestre anterior), enquanto apenas 24% superaram as estimativas de receita (vs. 28% no trimestre anterior);
- No agregado, as companhias apresentaram crescimento de receita e EBITDA de 5,5% e 2,9%, respectivamente, ligeiramente melhor do que no 4T25. No nível setorial, Propriedades Comerciais e Locadoras de Veículos foram os principais destaques positivos, enquanto Bens de Capital e Papel & Celulose ficaram entre os destaques negativos;
- Em termos de performance das ações, a temporada também trouxe um quadro levemente negativo, com uma reação média de -0,25%. O diferencial de performance entre resultados acima e abaixo das expectativas aumentou em relação ao trimestre anterior, com as ações que frustraram registrando retorno médio de -1,47% um dia após a divulgação de seus resultados, vs. +0,73% para as ações que superaram as expectativas;
- Clique aqui para acessar o relatório completo.
Alocação & Fundos
Principais notícias
- Fundos Imobiliários (FIIs): confira as principais notícias
- HGRU11 conclui venda de dois imóveis e destrava ganho de capital (Research XP);
- IFIX recua 0,87% e fecha terça-feira em 3.816,65 (Suno);
- Fundo imobiliário anuncia nova emissão de cotas de até R$ 120,1 milhões (FIIs);
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- ETFs: confira as principais notícias dos índices e movimentos setoriais
- ETFs são comprados, não vendidos. E isso muda tudo: Os ETFs vêm ganhando espaço globalmente porque são mais baratos, transparentes e eficientes, sendo cada vez mais escolhidos ativamente por investidores e alocadores (e não “empurrados”), o que acelera sua adoção estrutural — inclusive com gestoras tradicionais passando a usar ETFs em suas próprias carteiras e fundos. (Valor Investe);
- O bitcoin fracassou como ouro digital?: O bitcoin ainda não se consolidou como “ouro digital”, mas vem ganhando espaço como reserva de valor com apoio crescente de ETFs e fluxo institucional. (Valor Econômico);
- Japan ETFs Are Up 41%. Here’s How to Play the Takaichi Boom: Japanese equities have surged, with Japan-focused ETFs like EWJ rising about 41%, driven by economic reforms, strong growth and a weaker yen, highlighting how ETFs are the main vehicle capturing investor flows into Japan and allowing positioning via currency-hedged and unhedged strategies (etf.com);
- U.S. software stocks attempt rebound as investors reassess AI risks: Shares of several U.S. software stocks gained on Tuesday, as the industry attempts a comeback after being battered for much of the year on fears of disruption from artificial intelligence. (Reuters).
- Acesse o relatório completo aqui
ESG
Governo define 17 setores que entrarão no mercado regulado de carbono até 2031 | Café com ESG, 20/05
- O mercado encerrou o pregão de terça-feira em território negativo, com o IBOV e o ISE caindo 1,52% e 1,79%, respectivamente;
- Na política brasileira, o Ministério da Fazenda apresentou ontem sua proposta sobre quais setores serão obrigados a reportar suas emissões de gases de efeito estufa no âmbito do mercado regulado de carbono, totalizando 17 setores que passarão a ser incluídos em três etapas entre 2027 e 2031 – na primeira, com início em 2027, estão papel e celulose; ferro e aço; cimento; alumínio primário; exploração e produção de petróleo e gás e refino e transporte aéreo;
- No lado das empresas, (i) o BNDES estuda ampliar o uso de instrumentos de equity e de project finance para viabilizar projetos ligados à cadeia de minerais críticos no Brasil, afirmou o diretor de desenvolvimento produtivo, inovação e comércio exterior do banco, José Luís Gordon – o diretor afirmou ainda que o banco avalia modalidades de project finance para empreendimentos mais maduros do setor mineral, e que olha para parcerias com bancos privados e bancos de desenvolvimento estrangeiros; e (ii) a re.green, líder em restauração florestal em escala no Brasil, emitiu nesta semana o primeiro lote de créditos de carbono de restauração ecológica da Mata Atlântica feita exclusivamente com espécies nativas – o lote integra uma primeira safra de mais de 120 mil créditos de remoção de carbono que a empresa promete emitir nos próximos meses, somando projetos na Mata Atlântica e na Amazônia;
- Clique aqui para acessar o relatório completo.

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