IBOVESPA -0,6% | 177.283 Pontos
CÂMBIO +1,7% | 5,06/USD
O que pode impactar o mercado hoje
Ibovespa
O Ibovespa encerrou a semana passada em queda de 3,7% em reais e 7,0% em dólares, fechando em 177.283 pontos.
O destaque positivo foi a Braskem (BRKM5, +35,8%), após uma revisão para recomendação de compra por parte de um banco de investimento.
Por outro lado, Localiza (RENT3, -13,8%) teve queda, após um corte no preço-alvo por um banco de investimento. Confira o resumo semanal da Bolsa aqui.
Renda Fixa
No comparativo semanal, os juros futuros avançaram, em meio à disparada dos rendimentos globais de renda fixa na sexta-feira (15), com petróleo em forte alta diante do agravamento da guerra no Oriente Médio e das apostas de aperto monetário nos EUA, além de ruídos políticos domésticos. Nos EUA, a T-note de 2 anos encerrou em 4,08% (+19 bps vs. semana anterior), a T-note de 10 anos em 4,60% (+24 bps) e o T-bond de 30 anos em 5,12% (+18 bps). No Brasil, o DI jan/27encerrou em 14,24% (+20 bps), o DI jan/29 em14,17% (+67 bps) e o DI jan/31 em14,25% (+66 bps). A curva de NTN-B apresentou abertura, com a B29 em 7,98% (vs. 7,77%), a B35 em 7,67% (vs. 7,51%) e a B50 em 7,26% (vs. 7,16%).
Mercados globais
Nessa segunda-feira, os futuros nos EUA operam em queda (S&P 500: -0,4%; Nasdaq 100: -0,4%), com investidores aguardando os resultados de gigantes como Nvidia, Target e Walmart. O petróleo voltou a subir após Donald Trump afirmar que o Irã precisa “agir rápido” para fechar um acordo. Na semana passada, o Nasdaq 100 registrou sua pior sessão desde março diante da disparada dos juros longos, enquanto investidores passaram a questionar a sustentabilidade do rally excessivamente concentrado em tecnologia e AI.
Na Europa, as bolsas operam em queda nesta manhã (Stoxx 600: -0,5%), pressionadas pela alta do petróleo, avanço dos yields soberanos e renovadas preocupações inflacionárias. O setor de energia é um dos poucos em alta, acompanhando o avanço do petróleo, enquanto empresas ligadas ao consumo e tecnologia sofrem mais pressão. No Reino Unido, o ambiente político também pesa sobre os ativos locais, com o primeiro-ministro Keir Starmer enfrentando novas ameaças internas à sua liderança.
Na China, os mercados fecharam em queda (CSI 300: -0,5%; HSI: -1,1%), acompanhando o aumento das tensões geopolíticas e o avanço dos yields globais. No restante da Ásia, os mercados seguiram o mesmo movimento, com Coreia de Sul destoando após o Kospi avançar 0,3%, mesmo com volatilidade no setor de semicondutores. Investidores seguem monitorando os desdobramentos das negociações entre EUA e Irã, especialmente após Trump endurecer o tom contra Teerã e manter o bloqueio às exportações iranianas. Veja o Top 5 temas globais da semana.
IFIX
O aumento da aversão ao risco por parte dos investidores foi o principal destaque da semana, em meio à continuidade do impasse no Oriente Médio e aos potenciais impactos sobre a inflação e a condução da política monetária doméstica, em um contexto no qual o mercado passou a precificar um ciclo de cortes de juros mais curto. Adicionalmente, o cenário eleitoral também esteve em evidência, que gerou pressão adicional sobre os ativos de risco — movimento parcialmente revertido. Nesse contexto, o IFIX registrou mais uma semana de correção, com queda de 0,95% no período, ampliando a retração acumulada no mês para 1,15%.
Além dos fatores macroeconômicos, entendemos que a correção dos fundos imobiliários na primeira metade do mês de maio também reflete a defasagem característica da classe em relação a outros ativos domésticos que já haviam passado por ajustes em abril, como o Ibovespa e o índice Small Caps. Avaliamos, ainda, que o movimento pode ter sido intensificado pelo fato de muitos FIIs já se encontrarem em patamares de precificação mais ajustados, favorecendo a realização de lucros — especialmente por investidores institucionais, como FOFs e fundos multiestratégia —, em meio ao aumento das incertezas e à redução do prêmio de risco da classe em relação à NTN‑B de referência.
Entre os principais segmentos, os fundos de recebíveis apresentaram queda mais contida, de 0,48%, evidenciando novamente seu perfil mais defensivo. O destaque negativo ficou para os segmentos mais sensíveis aos movimentos da curva de juros futuros, que apresentou abertura ao longo da semana, sobretudo na ponta longa da NTN‑B de referência. Nesse contexto, os Fundos de Fundos recuaram 2,56%, seguidos pelos Fundos de Tijolo, com queda de 1,20%, puxados principalmente pelos fundos de lajes corporativas (‑2,50%).
Entre as maiores altas do pregão de sexta-feira, destacaram-se CACR11 (7,9%), TGAR11 (5,0%) e HCTR11 (3,3%). Já entre as principais quedas, figuraram TOPP11 (-2,0%), GTWR11 (-1,4%) e VIBO11 (-1,4%). Saiba mais sobre os FIIs na semana.
Economia
O conflito no Oriente Médio entra no 80º dia sem resolução à vista. Ataques de drone no fim de semana — incluindo a uma usina nuclear nos Emirados Árabes Unidos — lançaram nova dúvida sobre a fragilidade do cessar-fogo. O Brent opera a cerca de US$ 110 por barril nesta manhã.
Nos Estados Unidos, Kevin Warsh assumiu a presidência do Fed após a confirmação pelo Senado, herdando um cenário de inflação elevada e sem espaço para cortes de juros. Na China, os dados de atividade de abril vieram mais fracos do que o esperado, refletindo tanto os efeitos do choque do petróleo quanto da demanda doméstica fraca.
Na agenda desta semana, destaque para a ata da última reunião de política monetária do banco central dos Estados Unidos, os PMIs de maio nas principais economias e a decisão de juros na China. No Brasil, o IBC-Br de março será divulgado hoje.
Veja todos os detalhes
Economia
Dados de atividade na China mais fracos do que o esperado em abril
- Na China, os dados de atividade de abril vieram abaixo das expectativas. A produção industrial cresceu 4,1% na comparação interanual — o ritmo mais lento desde julho de 2023 —, desacelerando frente aos 5,7% de março e ficando abaixo dos 5,9% esperados em pesquisa da Reuters. As vendas no varejo avançaram apenas 0,2%, o resultado mais fraco desde dezembro de 2022 e aquém da projeção de 2%. O investimento em ativos fixos contraiu 1,6% nos primeiros quatro meses do ano, revertendo o crescimento de 1,7% do 1º trimestre de 2026. Os custos de energia mais elevados decorrentes do conflito no Oriente Médio, combinados à demanda doméstica persistentemente fraca, explicam a desaceleração;
- A cúpula entre Donald Trump e o presidente chinês Xi Jinping em Pequim (13–15 de maio) — a primeira visita de um presidente americano em exercício à China em quase uma década — produziu avanços comerciais tangíveis, mas deixou as questões mais sensíveis em aberto. No campo econômico, a China comprometeu-se a comprar pelo menos US$ 17 bilhões em produtos agrícolas americanos por ano até 2028, adquirir 200 aviões Boeing e retomar o fornecimento de terras raras críticas — incluindo ítrio, escândio e neodímio — cuja restrição havia sido usada como instrumento de pressão por Pequim nos últimos meses. Os EUA, por sua vez, sinalizaram abertura para expandir a venda de chips da Nvidia à China. Em contrapartida, Xi voltou a demandar cautela no tema de Taiwan, alertando que o relacionamento bilateral estaria “em sério risco” caso a questão seja mal conduzida. A visita foi marcada por cerimônias elaboradas e tom cordial entre os líderes, e os dois lados concordaram em realizar novo encontro nos EUA em setembro.
- O petróleo segue em alta à medida que o conflito no Oriente Médio entra no 80º dia sem sinais concretos de resolução. O Brent opera a cerca de 110 dólares por barril nesta manhã. No fim de semana, um ataque de drone provocou incêndio em uma usina nuclear nos Emirados Árabes Unidos, enquanto a Arábia Saudita afirmou ter interceptado três drones — episódios que lançaram nova dúvida sobre a fragilidade do cessar-fogo entre Washington e Teerã. Trump escreveu nas redes sociais que “o relógio está correndo” para o Irã fechar um acordo, embora em entrevista à Fortune tenha afirmado que o país está “morrendo de vontade de assinar”.
- Nos Estados Unidos, Kevin Warsh assumiu a presidência do Fed (banco central) na sexta-feira, após a confirmação no Senado (54–45) na semana passada — a votação mais dividida da história para o cargo. Warsh substitui Jerome Powell, cujo mandato expirou no dia 15. O novo presidente herdou um cenário desafiador: o CPI de abril veio em 3,8% ao ano (acima dos 3,7% esperados), com energia subindo 17,9% a/a, enquanto o núcleo da inflação avançou 2,8% a/a. Paralelamente, os dados de atividade seguem resilientes — as vendas no varejo de abril cresceram 0,5% no mês. Os contratos futuros não precificam corte de juros em 2026;
- Na agenda internacional desta semana, o destaque será a divulgação da ata da última reunião de política monetária do Fed (banco central dos Estados Unidos). Também por lá e nas principais economias do Ocidente, serão publicados os índices PMI de maio, que trazem o pulso da atividade econômica sob a ótica das empresas. Na China, o banco central (PBoC) decidirá sobre as taxas de juros de curto e médio prazo. No Brasil, teremos agenda mais leve, com a divulgação do IBC-Br de março pelo Banco Central, considerado uma proxy para o PIB.
Empresas
Unipar (UNIP6) | Resultados do 1T26: resultados sequencialmente mais fracos, abaixo do esperado
- Nesta quinta-feira (24), após o fechamento do mercado, a Unipar divulgou os resultados do 1T26. A receita líquida atingiu R$ 1,2 bilhão, estável t/t, mas ligeiramente abaixo das nossas estimativas (-3% contra XPe);
- O EBITDA ajustado de R$ 174 milhões também ficou abaixo da nossa projeção (-9% contra XPe, ou -R$ 18 milhões) e recuou sequencialmente (-4% t/t). O lucro líquido foi de R$ 37 milhões, revertendo um prejuízo de -R$ 7 milhões no 4T25;
- Em termos gerais, os resultados seguem em níveis deprimidos. Dito isso, esperamos melhora no 2T26, uma vez que preços internacionais e spreads se recuperaram para patamares mais fortes em março e abril após o início do conflito entre EUA e Irã;
- Clique aqui para acessar o relatório completo.
Trisul (TRIS3) | Resultados mistos explicados por maiores despesas comerciais
- A Trisul apresentou resultados mistos no 1T26. A receita líquida somou R$343 milhões (+26% A/A), em linha com nossa estimativa (+0,1% vs. XPe), impulsionada por sólidos pré-lançamentos líquidos e maior demanda do MCMV. Por outro lado, o EBITDA veio abaixo do esperado, devido a despesas gerais e administrativas (G&A) e comerciais acima do esperado, +1% e +30,4%, respectivamente;
- O lucro líquido totalizou R$28 milhões (-31% A/A), ligeiramente abaixo da nossa estimativa de R$29 milhões (-3,4% vs. XPe), pressionado por maiores G&A e despesas comerciais;
- No geral, os resultados vieram em linha com nossas expectativas. Não esperamos reação relevante das ações e mantemos recomendação neutra no papel neste momento;
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Even (EVEN3) | Resultado acima do esperado impulsionado por forte controle de despesas
- A Even apresentou resultados mistos no 1T26, com atividade operacional mais fraca compensada por forte controle de despesas;
- Os principais destaques incluem: (i) receita líquida de R$330 milhões, abaixo das nossas estimativas (-8% vs. XPe), refletindo ausência de lançamentos e dinâmica de vendas mais fraca (VSO de 7,2%); (ii) rentabilidade sólida, com margem bruta ajustada de 35,6% (+5,5 p.p. vs. XPe), sustentada por mix e execução de custos;
- (iii) lucro líquido de R$33 milhões, acima das nossas estimativas (+27% vs. XPe), impulsionado por melhores resultados financeiros e menores participações minoritárias; e (iv) queima de caixa (-R$56 milhões) e ligeiro aumento da alavancagem (DL/PL em 24,8%);
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Renda fixa
De Olho na Renda Fixa: principais notícias de crédito privado, mercados e renda fixa
- Cosan avalia sair da Raízen (Pipeline);
- Aegea receberá até US$ 1 bi de acionistas liderados por Itaúsa e fundo de Cingapura, diz agência (Valor Econômico).
- Cosan recebe propostas para venda de participação na Rumo (Pipeline);
- Petrobras anuncia investimentos de R$ 37 bilhões no Estado de São Paulo até 2030 (Valor Econômico).
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Alocação & Fundos
Principais notícias
- Fundos Imobiliários (FIIs): confira as principais notícias
- Patria Escritórios FII (HGRE11) | Baixo potencial de valorização e riscos no radar (Research XP);
- FIIs na Semana | Aversão a risco pressiona FIIs e VILG11 ganha destaque (Research XP);
- Construção de escritórios em São Paulo sinaliza nova onda de oportunidades (Buildings);
- Clique aqui para acessar o relatório.
- Patria Escritórios FII (HGRE11) | Baixo potencial de valorização e riscos no radar
- Reiteramos a recomendação NEUTRA, apesar da gestão ativa eficiente, com foco na reciclagem e na maior qualificação do portfólio, na presença de inquilinos consolidados e na manutenção de uma estrutura de capital saudável;
- A decisão fundamenta-se nos seguintes pontos:
- Baixo potencial de valorização em relação à nossa estimativa e aos pares;
- Elevada concentração da carteira de locatários;
- Exposição ainda relevante a localizações secundárias, associada a níveis mais elevados de vacância;
- Potenciais riscos relacionados aos vencimentos e às revisionais contratuais.
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ESG
Exportações de veículos da China e tendências globais de energia em destaque | Brunch com ESG
- Pensando em melhor auxiliar os investidores, o Brunch com ESG é um relatório publicado todos os domingos pelo time ESG do Research da XP que busca destacar os principais tópicos da agenda na semana;
- Nesta semana, destacamos: (i) China exporta mais carros elétricos a bateria e híbridos plug‑in do que veículos com motor a combustão pela primeira vez em abril; e (ii) Demanda global por energia atinge nível recorde, com fontes limpas impulsionando a maior parte do crescimento;
- Clique aqui pera ler o conteúdo completo.
China pode rever política de exportações de terras raras após encontro entre Trump e Xi Jinping | Café com ESG, 18/05
- O mercado encerrou a semana passada em queda, com o Ibovespa e o ISE ambos caindo 3,7%. O pregão de sexta-feira também fechou em território negativo, com o IBOV e o ISE recuando 0,61% e 1,28%, respectivamente;
- De olho nos efeitos da guerra EUA-Irã no setor de biocombustíveis, (i) segundo a 3tentos, a escalada do conflito e seus efeitos sobre os mercados globais de energia e fertilizantes já começam a mudar o comportamento dos produtores rurais brasileiros e a dinâmica comercial do agronegócio – para o CEO João Marcelo Dumoncel, o principal impacto imediato aparece nos fertilizantes nitrogenados, segmento mais sensível às tensões geopolíticas pela forte dependência de gás natural e pela importância dos países próximos ao Estreito de Ormuz na oferta internacional; e (ii) os EUA e o Brasil, os dois maiores produtores de etanol, estão prevendo um salto nas exportações do biocombustível este ano, devido aos movimentos de vários países consumidores para aumentar suas fontes de combustíveis, à medida que a crise do Estreito de Ormuz se arrasta – os EUA estão observando um salto de 20% nas exportações de etanol até agora neste ano, enquanto o Brasil pode mais do que dobrar suas vendas externas na nova temporada comercial (2026/27) que começou em abril;
- No internacional, após o encontro entre Donald Trump e Xi Jinping na última semana, a China afirmou que vai responder às preocupações dos EUA e possivelmente rever as restrições às exportações de tecnologia de processamento de terras raras – em contexto, as restrições chinesas foram introduzidos em abril de 2025, em retaliação às chamadas tarifas do “Dia da Libertação” do presidente dos EUA;
- Clique aqui para acessar o relatório completo.

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