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Disney surpreende em número de assinantes e Netflix anuncia assinatura de baixo custo – 🌎Radar Global

Google lança nova linha de dispositivos, Disney reporta número forte de assinantes de streaming e Netflix pode antecipar plano de baixo custo.

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MACRO

Bolsas internacionais amanhecem negativas (EUA -0,7% e Europa -2,1%) após dados da inflação ao consumidor virem acima do esperado nos EUA (8,3% no comparativo anual vs. 8,1% das expectativas), aumentando as preocupações sobre a necessidade de uma alta de juros mais acentuada do Federal Reserve para controlar o aumento de preços. Ainda em solo americano, hoje teremos a divulgação da inflação ao produtor e pedidos de auxílio-desemprego. Na China, o índice de Hang Seng (-2,2%) encerra em baixa após autoridade monetária de Hong Kong recomprar cerca de HK$ 1,59 bilhões para fortalecer a moeda local, pela primeira vez desde 2019. A medida foi vista com tom negativo, uma vez que retira liquidez de uma economia já fragilizada pela Covid-19. Por fim, o Bitcoin (-1,4%) e o Ethereum (-10,2%) seguem em queda pela manhã, com temores sobre uma possível venda de parte da reserva de Bitcoins da Luna Foundation para sustentar sua stablecoin em dificuldades.

Coronavírus: As subvariantes de Omicron BA.4 e BA.5 foram detectadas em mais de uma dúzia de países, ajudando a alimentar surtos esporádicos de Covid em todo o mundo, mas as cepas fortemente mutantes ainda estão circulando em níveis baixos, disse a Organização Mundial da Saúde na quarta-feira.

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EMPRESAS

Disney reporta número forte de assinantes de streaming: A Disney (NYSE: DIS, BDR: DISB34) reportou os resultados do primeiro trimestre nessa última quarta-feira, com uma receita de US$ 19,3bi vs. US$ 20,1bi projetado pelo mercado, o LPA foi de US$ 1,08 vs. US$ 1,17 esperado pelos analistas, uma surpresa negativa de -7,7%. A empresa informou que o total de assinaturas do Disney+ subiu para 137,7 milhões durante o segundo trimestre fiscal, acima dos 135 milhões de analistas previstos, segundo a StreetAccount. Além disso, a receita média por usuário (ARPU) para assinantes domésticos do Disney+ aumentou 5%, para US$ 6,32. O segmento de parques, experiências e produtos da Disney viu a receita mais que dobrar para US$ 6,7bi durante o trimestre, em comparação com o mesmo período do ano anterior. A empresa disse que o crescimento foi impulsionado pelo aumento do público, reservas de hotéis e viagens de navios de cruzeiro, bem como preços mais altos de ingressos e maiores gastos com alimentos, bebidas e mercadorias.

A Disney disse que seus parques domésticos estão começando a ver o retorno de viajantes internacionais, mas não nos mesmos níveis que a empresa viu antes da pandemia, que já representou cerca de 18% a 20% dos hóspedes. Além disso, os parques em Hong Kong e Shangai enfrentam fechamentos temporários devido a picos locais de Covid. Olhando para o futuro, mais especificamente para o segmento de streaming, os executivos disseram que a empresa planeja introduzir o Disney+ em 53 novos mercados até o final do trimestre atual, mas alguns lugares, como a Polônia, estão sofrendo interrupções devido à guerra na Ucrânia. Além disso, a empresa espera que os ganhos líquidos do Disney+ sejam mais fortes no segundo semestre do que no primeiro, mas “o crescimento pode não ser tão grande quanto o previsto anteriormente”, disse a CFO Christine McCarthy.

Novos dispositivos da Google: Durante a palestra dos desenvolvedores do Google I/O, nesta quarta-feira, a gigante da tecnologia exibiu vários novos dispositivos da linha Pixel. O seu novo ecossistema de produtos abrangerá relógios, fones de ouvido sem fio, smartphones e até tablets, projetados para funcionar de forma eficiente e integrada. Com o novo movimento, o Google fará frente aos produtos e ecossistema da Apple e toda a linha Galaxy da Samsung.

Mas ainda há um longo caminho pela frente… Apesar do otimismo com o lançamento de alguns dos produtos como os smartwatches, que por sua vez poderão ter elementos da consolidada marca Fitbit da qual a Google é dona, não é a primeira vez que a empresa tenta emplacar produtos proprietários. O seu smartphone, Google Pixel, está no mercado já há alguns anos e ainda representa apenas 2% das vendas dos smartphones na América do Norte, segundo a Statcounter. Por outro lado, a empresa permanece otimista com este segmento e pontua que o Pixel 6 e Pixel 6 pro foram os smartphones que esgotaram mais rápido desde que iniciaram a linha e, apenas por culpa de interrupções na cadeia de suprimentos, a companhia acabou não vendendo ainda mais. O mercado ficará de olho nesta nova batalha de dispositivos e se, de fato, o Google conseguirá transformar esta linha de receita em um novo motor de crescimento no futuro.

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Assinatura de baixo custo da Netflix: A pioneira do streaming pode apresentar seu plano de assinatura, com suporte de anúncios, de preço mais baixo até o final do ano, antes do planejado originalmente, informou o New York Times na terça-feira. O atraso no crescimento de assinantes levou a Netflix a contemplar a oferta de uma versão de preço mais baixo do serviço com publicidade, citando o sucesso de ofertas semelhantes dos rivais HBO Max e Disney +. A gigante também planeja começar a reprimir o compartilhamento de senhas entre sua base de assinantes na mesma época, disse o relatório, citando uma nota interna aos funcionários.

Agora vai? A companhia parece correr contra o tempo para mitigar a desaceleração de crescimento em sua base de assinantes, que resultou em quedas acentuadas em suas duas últimas divulgações de resultados. Apenas no primeiro trimestre deste ano, as ações da Netflix despencaram 26% após a divulgação de seu balanço e a empresa perdeu US$ 40 bilhões em capitalização de mercado. O escrutínio sobre o compartilhamento de senhas e a tentativa de diversificar seus planos são novas apostas da empresa para retomar parte do seu ritmo de crescimento visto nos anos anteriores.

ANÁLISE

Fonte: Bloomberg

Emissão de títulos em dólar na China cai para o menor valor desde 2013: O gráfico acima, da Bloomberg, mostra que a participação da China na emissão de títulos em dólar da Ásia caiu para o menor nível desde 2013, atingindo + 46,3%. O epicentro dos problemas tem sido o mercado imobiliário, sofrendo com a repressão do governo à alavancagem excessiva e uma série de inadimplências em incorporadoras, incluindo a gigante Evergrande. Esses problemas foram agravados mais recentemente pela inflação global, que levou vários grandes bancos centrais a aumentar as taxas de juros e reduzir o estímulo à pandemia. Os movimentos subsequentes nos mercados de câmbio e taxas estão intensificando a ameaça às notas corporativas chinesas. O dólar subiu, com o yuan caindo recentemente para seu menor nível em relação à moeda dos EUA desde 2020, um risco para as empresas chinesas com dívidas em dólar se não tiverem hedge. A moeda local mais fraca eleva os custos efetivos para os mutuários pagarem o serviço da dívida denominada em dólares e aumenta os riscos de refinanciamento.

Quer saber mais sobre criptomoedas? Acesse aqui nosso relatório semanal.

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