IBOVESPA -1,19% | 181.908 Pontos
CÂMBIO -0,05% | 4,89/USD
O que pode impactar o mercado hoje
Ibovespa
O Ibovespa encerrou o pregão de segunda-feira em queda de 1,2%, aos 181.909 pontos e com 63 dos 79 papéis do índice fechando em baixa. O índice segue pressionado pela continuidade das tensões no Oriente Médio, enquanto a alta nas expectativas de inflação e a abertura da curva de juros pressionaram principalmente os papéis mais cíclicos.
A Vale (VALE3, +2,4%) se destacou, acompanhando a alta dos preços do minério de ferro. C&A (CEAB3, -7,7%) liderou as perdas do pregão, pressionada pela alta dos juros futuros.
Nesta terça-feira, o foco doméstico fica para o IPCA de abril no Brasil, enquanto no exterior teremos o CPI nos EUA. No micro, o mercado acompanha os resultados de Cury, JBS, PagBank e Viveo, entre outros.
Renda Fixa
Os juros futuros avançaram ontem, em meio à escalada do conflito entre EUA e Irã, petróleo em alta próxima de 3% com Brent para julho a US$ 104,21 e expectativa por dados de inflação nos EUA e encontro entre Trump e Xi Jinping. Nos EUA, a T-Note de 2 anos encerrou em 3,95% (+6 bps), a T-Note de 10 anos em 4,41% (+5 bps) e o T-Bond de 30 anos em 4,98% (+4 bps). No Brasil, a curva de DIs teve forte abertura, com maior pressão na parte longa em meio ao pessimismo com o fim da guerra e aumento da cautela em relação ao Copom, com o DI jan/27 fechando em 14,11% (+7 bps), o DI jan/29 em 13,70% (+20 bps) e o DI jan/31 em 13,77% (+18 bps).
Mercados globais
Nesta terça-feira, os futuros nos EUA operam em queda (S&P 500: -0,3%; Nasdaq 100: -0,6%), enquanto investidores aguardam a divulgação do CPI de abril e seguem monitorando os desdobramentos das negociações entre EUA e Irã. No geopolítico, Trump voltou a elevar o tom ao afirmar que o cessar-fogo com o Irã está “em suporte de vida”, após rejeitar a contraproposta iraniana, que inclui reparações de guerra, soberania total sobre o Estreito de Ormuz e suspensão das sanções.
Na Europa, as bolsas operam em queda (Stoxx 600: -0,8%), pressionadas pela deterioração do cenário geopolítico e pela crise política no Reino Unido. O foco local está na crescente pressão sobre o primeiro-ministro Keir Starmer, após a forte derrota do Partido Trabalhista nas eleições locais. No corporativo, Bayer (+6%) se destaca após resultados acima do esperado e melhora no lucro operacional, enquanto bancos britânicos lideram as perdas.
Na China, os mercados fecharam em queda (HSI: -0,2%; CSI 300: -0,1%), em sessão marcada por cautela após os comentários de Trump sobre o cessar-fogo. Na Ásia, o desempenho foi misto: o Nikkei avançou (+0,5%) e o Topix subiu (+0,8%), enquanto o Kospi recuou (-2,3%) após renovar máximas históricas na véspera. Os yields dos títulos japoneses de 10 anos atingiram o maior nível desde 1997, após membros do BOJ defenderem novas altas de juros.
IFIX
O Índice de Fundos Imobiliários (IFIX) recuou 1,36% no pregão de segunda‑feira. Na ausência de eventos específicos, entendemos essa queda como um movimento de correção mais acentuado associado ao aumento da aversão ao risco, em meio à persistência das tensões no Oriente Médio e aos seus potenciais impactos sobre a inflação e a condução da política monetária.
Em um contexto no qual o mercado já passou a precificar um ciclo de cortes de juros mais curto, o ajuste foi disseminado entre os segmentos, com destaque para os Fundos de Tijolo, que caíram 1,55%, pressionados principalmente por Shoppings (‑2,25%), Lajes Corporativas (‑1,66%) e Ativos Logísticos (‑1,06%). Os Fundos de Recebíveis também registraram desempenho negativo (‑1,00%), enquanto Híbridos (‑1,47%) e Multiestratégia (‑1,54%) acompanharam o movimento.
Adicionalmente, a correção do IFIX nos primeiros pregões do mês reflete uma defasagem característica da classe em relação a outros ativos domésticos que já haviam se ajustado, como o Ibovespa e o índice de Small Caps. Por fim, entendemos que também pode ter contribuído para esse movimento o fato de muitos FIIs já se encontrarem em patamares de precificação mais ajustados, de modo que parte da queda pode ser interpretada como realização de lucros, especialmente por investidores institucionais, como FOFs e fundos multiestratégia, diante do fator de risco mencionado, bem como da redução do prêmio de risco da classe em relação à NTN-B de referência.
Ainda assim, avaliamos que os fundamentos do setor permanecem sólidos e que o movimento pode gerar bons pontos de entrada em fundos com fundamentos consistentes e perspectivas positivas.
Economia
Ontem, os mercados globais reagiram ao impasse nas negociações entre Estados Unidos e Irã. No final de semana, o presidente Donald Trump rejeitou a contraproposta iraniana, classificando-a como “totalmente inaceitável”, e afirmou que o cessar-fogo “está por um fio”. Segundo o portal de notícias Axios, a possibilidade de os Estados Unidos retomarem ataques militares está em discussão. Com o Estreito de Ormuz praticamente interditado, o preço médio do petróleo (tipo Brent) subiu cerca de 3% na segunda-feira, para US$ 104 por barril. A alta nos preços de energia reacendeu preocupações com a inflação e pressionou as taxas de juros globais.
Hoje, destaque para o IPCA de abril, que deve registrar mais um aumento relevante em meio aos efeitos da guerra no Oriente Médio. Esperamos elevação de 0,67% em relação a março e de 4,39% no acumulado em 12 meses, em linha com a mediana das projeções de mercado. Os grupos de preços de combustíveis e alimentos tendem a mostrar os avanços mais expressivos. Na agenda internacional, atenções voltadas para o índice de preços ao consumidor dos Estados Unidos (CPI, na sigla em inglês). A mediana das expectativas aponta para alta de 0,6% em abril, o equivalente a 3,7% em 12 meses. Já a medida de núcleo da inflação – exclui alimentos e energia – deve apresentar elevação de 0,4% no mês e de 2,7% em termos anuais.
Veja todos os detalhes
Economia
Dados de inflação dos Estados Unidos e do Brasil no centro das atenções
- Ontem, os mercados globais reagiram ao impasse nas negociações entre Estados Unidos e Irã. No final de semana, o Presidente Donald Trump rejeitou a contraproposta iraniana, classificando-a como “totalmente inaceitável”, e afirmou que o cessar-fogo “está por um fio”. Segundo o portal de notícias Axios, a possibilidade de os Estados Unidos retomarem ataques militares está em discussão. Além disso, Trump se prepara para um encontro com Xi Jinping ainda esta semana, no qual o conflito no Oriente Médio deve estar entre os principais temas da pauta. Com o Estreito de Ormuz praticamente interditado, o preço do petróleo (tipo Brent) subiu cerca de 3% na segunda-feira, para US$ 104 por barril. A alta nos preços de energia reacendeu preocupações com a inflação e pressionou as taxas de juros globais;
- No Brasil, o Boletim Focus do Banco Central trouxe poucas mudanças. A mediana das expectativas de mercado para o IPCA de 2026 aumentou de 4,89% para 4,91%. Para 2027 e 2028, por sua vez, as projeções de inflação continuaram em 4,00% e 3,64%, respectivamente. A previsão para o crescimento real do PIB este ano seguiu em 1,85%, enquanto a mediana para o ano que vem subiu ligeiramente de 1,75% para 1,76%. O mercado continua a projetar a taxa Selic em 13,00% ao final de 2026; mas elevou a expectativa para o final de 2027, de 11,00% para 11,25%. O choque de oferta global, combinado a uma atividade doméstica ainda resiliente, requer uma postura mais cautelosa da política monetária. Em termos práticos, isso implica um ritmo de flexibilização mais gradual ao longo dos próximos meses em relação ao cenário observado antes do conflito no Oriente Médio. Para um análise completa sobre o Boletim Focus, clique aqui;
- Hoje, destaque para a divulgação do IPCA de abril, que deve registrar mais um aumento relevante em meio aos efeitos da guerra no Oriente Médio. Esperamos elevação de 0,67% em relação a março e de 4,39% no acumulado em 12 meses, em linha com a mediana das projeções de mercado. Os grupos de preços de combustíveis e alimentos tendem a mostrar as altas mais expressivas. Conforme divulgado no último relatório Brasil Macro Mensal, prevemos aumento de 5,3% para o IPCA de 2026. Ainda no campo da inflação, o índice de preços ao consumidor dos Estados Unidos (CPI, na sigla em inglês) será o destaque da agenda internacional. A mediana das expectativas aponta para elevação de 0,6% em abril, o equivalente a 3,7% em 12 meses. Enquanto isso, a medida de núcleo da inflação – exclui alimentos e energia – deve apresentar aumento de 0,4% no mês e de 2,7% em termos anuais.
Empresas
Energisa (ENGI11) | Resultados 1T26: Exatamente em linha com nossas expectativas
Dinâmica saudável de opex apesar de maior despesa com inadimplência.
- Os resultados operacionais da Energisa no 1T26 vieram em linha com às nossas expectativas, com um EBITDA ajustado de R$1.981 milhões;
- A margem bruta ficou levemente abaixo das nossas estimativas (2%), mas esse efeito foi compensado por um PMSO menor do que o esperado (crescendo abaixo da inflação na comparação anual);
- Pelo lado negativo, a Energisa registrou mais um trimestre de queima de caixa (R$ 1 bilhão, medido pela variação da dívida líquida trimestre contra trimestre);
- Embora a maior parte do aumento da alavancagem seja explicada por um plano robusto de capex nas distribuidoras, que deve se traduzir em maior EBITDA a partir de 2028, após as revisões de EMT e EMS, o patamar de 3,5x certamente está no limite superior do intervalo em que a companhia gostaria de manter sua alavancagem recorrente;
- Clique aqui para acessar o relatório completo.
Multiplan (MULT3): Venda de ativo com impacto positivo a um cap rate atrativo
- A Multiplan anunciou a assinatura de um MoU para vender 9,33% de participação no Shopping Barigüi. O valor da transação totaliza R$ 250 milhões. Metade do valor será paga em caixa na data de fechamento da operação, enquanto a outra metade será paga em 18 meses, corrigida pela inflação medida pelo IPCA no período. Do ponto de vista financeiro, avaliamos a transação de forma positiva, uma vez que a Multiplan vendeu uma participação de 9,33% a um cap rate LTM estimado de 6,8%, em comparação com nosso cap rate estimado para 2026 de 11,2%;
- Sob a ótica estratégica, a Multiplan vendeu participação em seu segundo shopping com maior crescimento de receita no período entre 2022 e 2025, mas que ocupa apenas a 9ª posição em vendas por m² e receita por m². Após o fechamento da operação, a Multiplan passará a deter 84% de participação no ativo (ante 93,33% anteriormente);
- Entendemos que a Multiplan manteve um nível de investimento relativamente controlado no ativo, ao mesmo tempo em que monetizou oportunidades de arbitragem entre o cap rate da transação e o cap rate médio de seus ativos. Mantemos nossa recomendação de Compra, com preço‑alvo de R$ 37,00 por ação.;
- Clique aqui para acessar o relatório completo.
Petrobras | Resultado 1T26: R$ 9,0 bilhões em dividendos anunciados
- Nesta segunda-feira (11), após o fechamento do mercado, a Petrobras divulgou os resultados do 1T26. Apesar de terem aumentado sequencialmente (+7,3% t/t), o EBITDA ajustado de US$ 11,7 bilhões ficou abaixo das nossas estimativas (-7,1% vs. XPe) e do consenso (-8,9%). O lucro líquido de US$ 6,2 bilhões ficou praticamente em linha com nossas estimativas (-2,7% vs. XPe);
- Consequentemente, os dividendos de US$ 1,8 bilhão (cerca de 1,4% de retorno no trimestre) e a geração de fluxo de caixa livre também ficaram abaixo das nossas estimativas, em magnitude semelhante à diferença no EBITDA. O resultado abaixo das expectativas é explicado principalmente por preços de realização mais baixos do que o esperado nas exportações de petróleo bruto (aproximadamente US$ 72/bbl, +6,5% t/t vs. Brent +27%). A nosso ver, os resultados do 1T26 da Petrobras decepcionaram as expectativas e provavelmente devem desencadear uma reação negativa nas ações no próximo pregão;
- No entanto, entendemos que isso não deve se traduzir em revisões das estimativas para baixo relevantes à frente. Para o 2T26, esperamos resultados substancialmente melhores, à medida que a Petrobras deve capturar mais upside dos preços mais altos do Brent via preços de realização de exportação, reajustes de derivados e captura do benefício do programa de subsídio ao diesel do Governo.
- Clique aqui para acessar o relatório completo.
Natura (NATU3): 1T fraco; dinâmica desafiadora pode levar investidores a uma postura de esperar para ver
- A Natura reportou resultados fracos no 1T, com margem bruta e EBITDA ajustado abaixo do esperado;
- Como esperado, a Natura apresentou resultados fracos, com o macro permanecendo como vento contrário principalmente no Brasil e na Argentina, o que levou a companhia a aumentar os investimentos em consultoras para estimular a atividade;
- A margem bruta abaixo do esperado, combinada à desalavancagem operacional e às despesas rescisórias relacionadas à reestruturação da companhia, levou a uma queda de 7,9 p.p. a/a na margem EBITDA;
- Por fim, desembolsos de caixa pontuais relacionados ao acordo da Chapman e à reestruturação da companhia, combinados a resultados operacionais pressionados e sazonalidade fraca, levaram a uma queima de FCF de R$430 milhões;
- Já esperávamos resultados muito fracos e abaixo do consenso, e o EBITDA ajustado veio abaixo do nosso (-6%), embora com custos rescisórios menores no trimestre do que o esperado;
- Assim, esperamos uma reação negativa do mercado, embora a indicação de preço não vinculante da Advent (mais aqui) deva fornecer um piso para as ações da NATU (em R$9,75/ação);
- Além disso, a administração destacou sinais positivos iniciais no Brasil após ajustes comerciais recentes e o relançamento da Avon;
- Dito isso, a administração espera que o 2T seja um trimestre de transição, com um ambiente desafiador e riscos de execução elevados, particularmente com o go-live do SAP programado para junho;
- Embora estejamos construtivos com as perspectivas de médio prazo da companhia, esperamos que os investidores retornem a uma postura de esperar para ver em relação à NATU, em meio ao aumento dos riscos macro e de execução;
- Clique aqui para acessar o relatório completo.
Track&Field (TFCO4): 1T sólido; forte crescimento da receita com pressão de margem esperada pelo mix de canais
- A T&F reportou um 1T sólido e ligeiramente melhor do que o esperado, com forte crescimento da receita, mas níveis de rentabilidade pressionados pela dinâmica de mix de canais;
- A TFCO apresentou um dos crescimentos de receita mais fortes da nossa cobertura (novamente), com a assertividade de suas coleções e uma rede bem abastecida sustentando essa dinâmica;
- No entanto, como esperado, a companhia entregou uma compressão de margem bruta impulsionada por uma maior participação de vendas de mercadorias para franqueados (sell-in), embora mais branda do que nossas expectativas (+1,3 p.p. vs. Xpe);
- Destacamos que isso reflete uma volatilidade trimestral normal, sem impacto estrutural na tese;
- Além disso, isso deve se traduzir em uma maior participação de royalties no 2T, o que, por sua vez, é um vento favorável para margens;
- Embora vejamos de forma positiva mais um conjunto de resultados fortes, mantemos nossa recomendação Neutra em função de uma avaliação justa (14-12x P/L 2026-27e) e liquidez limitada;
- Clique aqui para acessar o relatório completo.
Grupo SBF (SBFG3): 1T melhor; aceleração das vendas com Copa do Mundo e benefício de ICMS, mas margem EBITDA ainda pressionada
- O Grupo SBF entregou resultados melhores no 1T, com receita e margem bruta acima das nossas estimativas em ambas as unidades de negócio, o que foi parcialmente impactado por maiores investimentos em SG&A, mas ainda levou a um EBITDA ajustado 10% acima do esperado;
- A Centauro manteve um momentum sólido, impulsionado por reformas de lojas, melhorias operacionais e sortimento assertivo, enquanto a Fisia mostrou uma reaceleração relevante com demanda relacionada ao futebol (Copa do Mundo e novas camisas) e recuperação contínua do atacado;
- O câmbio (FX) permanece como vento contrário para as margens brutas da Fisia, embora melhorando sequencialmente e amplamente compensado pelo impacto do incentivo fiscal de ICMS;
- A pressão em SG&A foi explicada principalmente por royalties mais elevados e headcount de lojas, mas a administração menciona uma normalização da base comparativa para este último a partir do 2T;
- Um ponto negativo dos resultados de hoje à noite é o consumo de caixa de R$402 milhões, atribuído principalmente à preparação para a Copa do Mundo, com maiores estoques e reformas de lojas, uma vez que o 2T deve ser o trimestre mais forte do ano para ambas as unidades de negócio, dada a representatividade da Copa do Mundo;
- Mantemos nossa recomendação de Compra;
- Clique aqui para acessar o relatório completo.
Papel e Celulose: Suzano revisa guidance; JV com Kimberly-Clark aprovada
- Hoje, a Suzano revisou seu guidance tanto para as metas de dívida líquida/alavancagem quanto para os custos caixa de produção de celulose, o que vemos como marginalmente positivo (embora em linha com nossas estimativas);
- A companhia agora mira dívida líquida de US$11 bilhões e alavancagem abaixo de 2,5x a serem alcançadas ao longo de 2027-28E, enquanto projeta custos caixa de celulose no 2T26E em R$830-840/t e ~R$800/t para 2026E;
- Na frente corporativa, a Comissão Europeia aprovou a JV da Suzano com a Kimberly-Clark, e a transação agora aguarda a decisão da CMA do Reino Unido;
- Além disso, os custos domésticos de cavaco na China continuam subindo, com preços de Guangxi Euca em alta de +US$4/BDMT M/M em Abr’26, enquanto os custos de produtores integrados estão agora em ~US$538/t;
- Reforçando a visão de que a curva de custo doméstica segue em trajetória de alta e sustentando o piso para os preços de celulose de fibra curta no curto prazo;
- Em relação aos dados recentes do setor, os preços líquidos de BHKP na China estão atualmente em US$606/t, com futuros de BHKP em US$608/t para Jun’26 (estáveis S/S), enquanto o NBSK está em US$670/t;
- Clique aqui para acessar o relatório completo.
Marcopolo (POMO4): Segmentos divergentes, produção estável
- Dados da FABUS de Abr’26 A FABUS divulgou seus dados de produção de carrocerias de ônibus referentes a Abr’26, com produção total de 2,520 unidades, melhora de +10% A/A (embora -6% M/M);
- Destacamos (i) produção para o mercado doméstico em alta de +10% A/A, enquanto (ii) as exportações mantiveram desempenho estável, +4% A/A;
- Por segmento, destacamos especialmente a aceleração em ônibus urbanos (+29% A/A e +16% M/M), contrastando com uma leve desaceleração em ônibus rodoviários (-9% A/A e -2% M/M);
- Clique aqui para acessar o relatório completo.
São Martinho (SMTO3) | A calmaria antes da tempestade; Prévia de resultados 4T26
- Projetamos que a São Martinho reporte um trimestre forte, marcado por:
- preços sólidos de etanol na entressafra;
- maiores vendas de açúcar e etanol, seguindo a estratégia comercial da Companhia, mais do que compensando preços menores de açúcar;
- maior diluição de custos, impulsionada pelos volumes mais elevados supracitados; e
- forte geração de fluxo de caixa livre, em linha com a sazonalidade.
- No geral, projetamos receita líquida de BRL 2,4bi (+42% A/A), EBIT ajustado de BRL 578mi (+105% A/A), EBITDA ajustado de BRL 1,0bi (+36% A/A) e fluxo de caixa livre em torno de BRL 1bi no trimestre.
- Clique aqui para acessar o relatório.
Telefônica Brasil (VIVT3): Tendências operacionais sólidas, mas lucro por ação abaixo do esperado, apesar do EBITDA ex-Outros em linha
- A Vivo reportou resultados mistos no 1T26, com tendências operacionais sólidas nos segmentos móvel, FTTH e B2B, mas lucro abaixo das nossas estimativas:
- A receita total atingiu R$ 15,5 bilhões (+7,4% A/A), 1% acima da nossa projeção, impulsionada principalmente por vendas mais fortes de aparelhos, enquanto as receitas de serviços permaneceram amplamente em linha.
- A MSR cresceu 6,6% A/A, sustentada pelo crescimento do pós-pago, migrações e baixos níveis de churn, enquanto FTTH e serviços digitais em B2B continuaram apoiando as receitas fixas.
- O EBITDA somou R$ 6,2 bilhões (+8,9% A/A), levemente abaixo da nossa estimativa; porém, o EBITDA ex-Outros ficou em linha, reforçando que as tendências operacionais subjacentes e a disciplina de custos seguem saudáveis.
- O lucro por ação (EPS) veio abaixo do esperado, principalmente em função de maiores despesas financeiras ligadas à FiBrasil e a passivos de leasing.
- No geral, a Vivo continua sendo uma tese de telecomunicações defensiva e de alta qualidade, apoiada em execução resiliente, convergência, crescimento de serviços digitais e forte remuneração aos acionistas.
- Clique aqui para acessar o relatório completo.
BTG Pactual (BPAC11): Resultado de alta qualidade em todas as linhas, apesar da sazonalidade do 1T
- O BTG entregou mais um trimestre forte e bem equilibrado, superando tanto as nossas estimativas quanto o consenso, apesar de um ambiente macroeconômico desafiador e da sazonalidade usual do primeiro trimestre:
- A receita total atingiu R$10,0 bilhões (+34% A/A), 3% acima da nossa projeção, enquanto o lucro líquido ajustado somou R$4,8 bilhões (+42% A/A), 5% acima do esperado, resultando em um ROAE robusto de 26,6%, também superior à nossa estimativa.
- Destacamos que o resultado positivo não ficou concentrado em linhas mais sensíveis a mercado: Wealth e Corporate Lending registraram receitas recordes, enquanto Asset Management apresentou forte captação líquida (NNM), sustentando uma leitura de maior qualidade.
- As receitas de Wealth também cresceram acima do WuM, indicando maior atividade dos clientes e melhor monetização, enquanto Corporate Lending continuou se beneficiando de uma originação disciplinada e de menor competição no mercado de capitais.
- No geral, o BTG segue entregando forte execução, crescimento amplo e rentabilidade estruturalmente elevada.
- Reiteramos nossa recomendação de Compra, com preço-alvo de R$63 por unit.
- Clique aqui para acessar o relatório completo.
Multiplan (MULT3): Multiplan revisa uso de créditos de PIS/COFINS, acelerando benefício fiscal de R$ 253 milhões
- A Multiplan divulgou um fato relevante informando que seu Conselho aprovou uma revisão na metodologia de reconhecimento de créditos de PIS/COFINS:
- (i) a revisão segue a Lei 11.488/2007 e acelera o reconhecimento de créditos tributários relacionados a PP&E elegível ao longo de um período de 24 meses;
- (ii) o total de créditos soma R$ 253 milhões e será integralmente reconhecido no 2T26;
- (iii) a iniciativa tem impacto positivo nas despesas tributárias, no NOI e no FFO;
- (iv) o montante representa ~1,6% do valor de mercado atual da companhia; e
- (v) o evento não altera a tese estrutural de investimento, ao mesmo tempo em que reforça a disciplina financeira da gestão.
- Reiteramos nossa recomendação de Compra.
- Clique aqui para acessar o relatório completo.
Kepler Weber (KEPL3): Condições desafiadoras de demanda persistem
- Revisão do 1T26 A Kepler Weber entregou resultados fracos no 1T26, com EBITDA de R$34 milhões (-36% A/A), refletindo um ambiente de demanda ainda desafiador;
- A receita líquida recuou -11% A/A, com o desempenho de Fazendas como destaque negativo em meio ao crédito rural restrito, parcialmente compensado pela melhora nas operações Internacionais e pelo desempenho resiliente de Agronegócio e R&S;
- A margem EBITDA contraiu para 10,6% (-4,2 p.p. A/A), refletindo uma combinação de menor alavancagem operacional, mix de produtos menos favorável e pressões de preços;
- Olhando à frente, vemos a manutenção de um pano de fundo operacional desafiador, em meio a juros elevados, preços de grãos fracos e uma camada adicional de incerteza em torno dos preços de insumos (após a escalada do conflito), pesando sobre o apetite de investimento dos produtores;
- Nesse contexto, embora reconheçamos a disciplina de custos da Kepler e os esforços de diversificação, vemos visibilidade limitada para uma inflexão de demanda e risco crescente de downside para as estimativas;
- Clique aqui para acessar o relatório completo.
Renda fixa
De Olho na Renda Fixa: principais notícias de crédito privado, mercados e renda fixa
- Casas Bahia vai pedir para excluir dívida de R$ 170 milhões do plano do GPA (Valor Econômico);
- Novo modelo de crédito imobiliário deve ampliar diferença de taxas de juros por renda, diz diretor do BC (Valor Econômico);
- Sindicato de MG aciona TCE do estado contra privatização da Copasa (Agência Infra);
- União Europeia aprova aquisição pela Suzano de participação majoritária na Kimberly-Clark (Valor Econômico).
- Clique aqui para acessar o clipping.
Alocação & Fundos
Principais notícias
- Fundos Imobiliários (FIIs): confira as principais notícias
- IFIX recua 1,36% com volume concentrado em CPTS11 (Suno);
- Pátria Malls aposta em ativo premium e compra fatia do Shopping Curitiba (Buildings);
- Nunca foi tão caro construir um escritório (Metro Quadrado);
- Clique aqui para acessar o relatório.
- ETFs: confira as principais notícias dos índices e movimentos setoriais
- Tendências para o Brasil são bem animadoras, diz BlackRock: A BlackRock aponta uma visão construtiva para o Brasil, destacando o potencial de crescimento da região na indústria global de investimentos e o aumento da demanda por produtos modernos — movimento que reforça o avanço de ETFs e soluções indexadas como porta de entrada para investidores institucionais e de varejo. (Valor Econômico);
- Ouro fica estável com impasse entre EUA-Irã e melhora no fluxo de ETFs: O ouro ficou estável em meio ao impasse geopolítico entre EUA e Irã, com pressão vinda do petróleo, mas encontrou suporte em fortes entradas em ETFs de ouro (US$ 6,6 bilhões em abril), indicando retomada da demanda por proteção via ETFs. (Valor Econômico);
- Fundos de investimento encerram abril com resgate líquido de R$ 18 bi, informa Anbima: A indústria de fundos no Brasil registrou resgates líquidos de R$ 18 bilhões em abril, puxados por renda fixa, enquanto os ETFs se destacaram positivamente com captação de cerca de R$ 4 bilhões, reforçando a migração para produtos passivos mesmo em um ambiente de cautela. (Valor Econômico);
- Vanguard targets doubling European assets to $1 trillion by 2030: Vanguard plans to expand its exchange-traded fund (ETF) product range in Europe to 60-70 products from about 40, including new fixed income, multi-asset and geographically focused funds, Cleborne said in an interview. (Reuters).
- Acesse o relatório completo aqui
ESG
Demanda global de energia sobe em 2025, puxado por renováveis e nuclear, diz Agência Internacional de Energia | Café com ESG, 12/05
- O mercado fechou o pregão de segunda-feira em queda, com o IBOV e o ISE caindo 1,19% e 2,35%, respectivamente;
- No internacional, (i) a Comissão Europeia elaborou planos para conceder mais licenças gratuitas de emissão às indústrias nos próximos anos – segundo documento do bloco, a medida pode gerar uma economia de até €4 bilhões em custos de carbono, em um cenário de conflito no Oriente Médio que elevou o custo de energia e a pressão sobre o setor industrial; (ii) segundo dados da Associação Chinesa de Veículos de Passageiros (CPCA), a China exportou mais veículos elétricos e híbridos plug-in do que carros a gasolina ou diesel pela primeira vez em abril, à medida que as montadoras expandiram agressivamente suas operações no exterior para compensar a demanda fraca no mercado interno – para a CPCA, a alta dos preços do petróleo também afetou a demanda por veículos tradicionais movidos a gasolina no período;
- Ainda no contexto global, a demanda por energia cresceu 1,3% em 2025, segundo a Agência Internacional de Energia, alcançando o maior nível da história – os combustíveis fósseis ainda respondem por cerca de 80% da geração, contudo, as fontes limpas de baixa emissão (renováveis e nuclear) foram responsáveis por ~60% do crescimento da demanda no ano;
- Clique aqui para acessar o relatório completo.

Se você ainda não tem conta na XP Investimentos, abra a sua!
![YA_2026_Banner_Intratexto_-_download[1]](https://conteudos.xpi.com.br/wp-content/uploads/2025/12/YA_Banner_Intratexto_-_download1.jpg)
