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Bolsas em alta; emprego nos EUA e indústria no Brasil no radar

Boletim Focus e Copom são alguns dos temas de maior destaque nesta terça-feira, 04/08/2026

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IBOVESPA 0,00% | 178.000 Pontos

CÂMBIO +0,04% | 5,06/USD

O que pode impactar o mercado hoje

Ibovespa

O Ibovespa encerrou o pregão de segunda-feira praticamente estável, com variação de 0,00%, aos 178.000 pontos, em meio a forças opostas dentro do índice. De um lado, o preço do petróleo recuou, o que pesou sobre as ações ligadas à commodity, mas o fechamento da curva de juros sustentou papéis domésticos e sensíveis aos juros.

Como resultado, na ponta positiva se destacaram nomes como Hapvida (HAPV3, +5,6%), Cury (CURY3, +4,5%) e Direcional (DIRR3, +3,5%). Na ponta negativa, CSN (CSNA3, -6,8%) recuou após a prévia operacional do segundo trimestre revelar deterioração na geração de caixa. 

Para o pregão de terça-feira, Itaú Unibanco, PRIO, Gerdau, Raia Drogasil, Iguatemi e C&A irão divulgar seus resultados do 2T26.

Renda Fixa

Os juros futuros fecharam a sessão em baixa na maior parte da curva. Nos EUA, a redução das tensões entre Estados Unidos e Irã contribuiu para o recuo das Treasuries, com a T-note de 2 anos encerrando a 4,25% (-2bps), a T-note de 10 anos a 4,69% (-2bps) e o T-bond de 30 anos a 5,23% (+7bps). No Brasil, a curva de DI acompanhou o movimento externo e incorporou a percepção de um ambiente mais favorável para a continuidade do ciclo de cortes da Selic em agosto, com o DI jan/27 fechando a 13,81% (0bps), o DI jan/29 a 13,98% (-15bps) e o DI jan/31 a 14,19% (-20bps). As NTN-Bs apresentaram movimentos marginais, com a NTN-B 2029 encerrando a 8,20% (vs. 8,27%), a NTN-B 2035 a 8,07% (vs. 8,12%) e a NTN-B 2050 a 7,65% (vs. 7,68%).

Mercados globais

Nesta terça-feira, os futuros nos EUA operam em leve alta (S&P 500: +0,1%; Nasdaq 100: +0,6%), sustentados pelos resultados da Palantir. Na Europa, o Stoxx 600 opera em alta de 0,5%. Na Ásia, os mercados fecharam majoritariamente em alta: o Kospi (Coreia) subiu 1,6%, recuperando parte da queda da véspera, o Nikkei 225 (Japão) avançou 0,6%, enquanto na China, o CSI 300 ganhou mais de 1,2% e o Hang Seng recuou -0,6%.

O mercado acompanha a reação aos resultados da Palantir, que dispara mais de 17% no pré-mercado após reportar avanço de 93% na receita em base anual, reforçando a tese de demanda por inteligência artificial. Na Europa, o HSBC anunciou recompra de até US$ 1 bilhão em ações após reportar lucro trimestral antes de impostos de US$ 10,1 bilhões, acima do esperado. No mercado de commodities, o petróleo devolve parte da forte queda da véspera, com o Brent subindo 2,8%, para US$ 86,11/barril, à medida que os investidores reavaliam o alcance das negociações entre Estados Unidos e Irã. Os investidores também direcionam o foco para a temporada de resultados, com divulgações esperadas de AMD, McDonald’s, Costco, Uber, Eli Lilly e Disney ao longo da semana, além do relatório de emprego de julho na sexta-feira.

IFIX

O Índice de Fundos de Investimento Imobiliário (IFIX) encerrou o pregão desta segunda-feira em queda de 0,86%, aos 3.785,52 pontos.

O desempenho setorial foi amplamente negativo, com os fundos híbridos liderando as perdas do dia (-1,28%), seguidos por lajes corporativas (-1,21%), multiestratégia/FOFs (-0,93%) e recebíveis (-0,77%). Os fundos de tijolo recuaram 0,80%, pressionados principalmente pelas quedas em ativos logísticos (-0,43%) e shoppings (-0,29%).

Entre os destaques positivos do pregão, sobressaíram DEVA11 (+1,4%), BROF11 (+0,7%) e CYCR11 (+0,5%). No campo negativo, as maiores quedas foram registradas por MFII11 (-41,1%), VGHF11 (-8,3%) e CACR11 (-7,9%).

Economia

O preço do petróleo recuou cerca de 5% na segunda-feira (Brent abaixo de US$ 84 por barril), após o Presidente Donald Trump cancelar um ataque planejado ao Irã e sinalizar a retomada das negociações. Aliados do Golfo – incluindo a Arábia Saudita – pediram a Washington que priorizasse a diplomacia; o Irã negou conversas diretas com os Estados Unidos, mas afirmou que discussões mediadas por Omã avançam. Em relação aos indicadores, o ISM industrial americano de julho surpreendeu positivamente, atingindo 55,6 pontos — maior nível desde maio de 2022 —, com o componente de emprego entrando em território de expansão pela primeira vez em 33 meses.

No Brasil, o Boletim Focus do Banco Central mostrou a quinta queda consecutiva na projeção para o IPCA de 2026 (de 5,12% para 5,03%). Para 2027 e 2028, as expectativas permaneceram em 4,22% e 3,80%, respectivamente – ainda bem distantes da meta de 3%. A mediana para a taxa Selic no final deste ano declinou de 14,00% para 13,75%. Publicamos ontem o relatório “Esquenta do Copom”, que traz nossas expectativas para a próxima decisão de juros, que será anunciada amanhã. Prevemos mais um corte de 0,25 p.p. na taxa Selic, para 14,00%. O comunicado pós-reunião será neutro, em nossa opinião.   

Na agenda econômica de hoje, destaque para o relatório Jolts nos Estados Unidos, particularmente o número de vagas abertas no mercado de trabalho em junho. No Brasil, o IBGE publicará a Pesquisa Industrial Mensal (PIM). Esperamos a segunda queda consecutiva no volume produzido na indústria (-0,7% em junho/maio). Apesar disso, o setor registrará expansão no 2º trimestre.  

Veja todos os detalhes

Economia

Suspensão de ataque dos EUA ao Irã e retomada de negociações derrubam preço do petróleo; ISM industrial americano surpreende positivamente em julho

  • O preço do petróleo recuou cerca de 5% ontem, com o Brent caindo para abaixo de US$ 84 por barril, após o Presidente Donald Trump anunciar o cancelamento de um ataque planejado ao Irã e sinalizar a retomada das negociações de paz. Aliados-chave do Golfo, incluindo a Arábia Saudita, teriam pedido a Washington que priorizasse a via diplomática. O Irã negou a existência de conversas diretas com os Estados Unidos, mas afirmou que discussões mediadas por Omã avançam no que diz respeito à reabertura do Estreito de Ormuz. A perspectiva de desescalada reverteu parte expressiva do aumento nas cotações do petróleo observado em julho (quase 25%);
  • O ISM industrial dos Estados Unidos registrou 55,6 pontos em julho — bem acima do consenso de mercado de 54,0 e da leitura de junho de 53,3 —, atingindo o maior nível desde maio de 2022 e marcando o sétimo mês consecutivo de expansão. Quatro dos cinco componentes do índice melhoraram: a produção saltou de 52,2 para 58,5 e o emprego entrou em território expansionista (52,8) pela primeira vez em 33 meses, com 60% dos entrevistados relatando contratações. A métrica de novos pedidos avançou ligeiramente para 56,7. Já o componente de preços pagos recuou de 73,0 para 71,1, um pouco abaixo do esperado — um alívio em linha com a queda recente nos preços do petróleo, que pode ser revertida caso as negociações com o Irã fracassem. O resultado reforça o cenário de economia americana aquecida, com a precificação de mercado indicando alta de juros pelo Federal Reserve até o final do ano;
  • No Brasil, o Boletim Focus divulgado ontem pelo Banco Central mostrou a quinta queda consecutiva nas projeções para a inflação deste ano. A mediana do IPCA de 2026 recuou de 5,12% para 5,03%, movimento que provavelmente refletiu as surpresas baixistas do IPCA-15 de julho e o recente declínio nos preços do petróleo. Para 2027 e 2028, por sua vez, as expectativas seguiram em 4,22% e 3,80%, respectivamente, ainda bem acima da meta de inflação (3%). Em relação à política monetária, a mediana da taxa Selic esperada para o final de 2026 caiu de 14,00% para 13,75%. A previsão para o crescimento do PIB em 2026 permaneceu em 1,99%, enquanto a estimativa para a taxa de câmbio no final do ano seguiu em 5,20 reais por dólar;
  • Publicamos ontem o relatório “Esquenta do Copom”, que traz nossas expectativas para a próxima decisão de juros. Prevemos mais um corte de 0,25 p.p. na taxa Selic, para 14,00%. O comunicado pós-reunião será neutro, em nossa opinião. O Copom tende a evitar uma sinalização clara sobre os próximos passos de política monetária. Nosso cenário considera uma pausa no ciclo de calibração de juros após a redução desta semana. Isto posto, reconhecemos que, se houver sinais de “ressaca” na atividade doméstica e surpresas baixistas adicionais com a inflação corrente, o Copom pode estender o ciclo de cortes pelas reuniões seguintes;  
  • Hoje, o destaque da agenda econômica internacional será o relatório JOLTS, com o número de vagas abertas no mercado de trabalho dos Estados Unidos em junho. No Brasil, o IBGE publicará a Pesquisa Industrial Mensal (PIM). Esperamos a segunda queda consecutiva no volume produzido na indústria (-0,7% em junho/ maio). Apesar disso, o setor registrará expansão no 2º trimestre.

Commodities

Papel e Celulose: Aumentos de preços de papelão ondulado ganham tração nos EUA

  • Após o aumento de preços anunciado pela PCA na semana passada, a International Paper e a Smurfit Westrock também anunciaram reajustes de preços de papelão ondulado para Set’26;
  • Com uma participação mais ampla dos produtores aumentando a probabilidade de implementação, o que pode sustentar os preços internacionais de papelão ondulado e kraftliner;
  • Para a Klabin, embora a exposição direta aos EUA permaneça limitada, preços mais firmes de papelão ondulado na América do Norte podem ajudar a conter a pressão negativa recente nos mercados internacionais de papelão ondulado e kraftliner, em nossa visão;
  • Em relação aos dados recentes do setor, destacamos:
  • (i) os preços de OCC no Brasil avançaram +4% M/M em Jul’26 (-14% A/A), segundo a Anguti;
  • (ii) os estoques de celulose nos portos europeus aumentaram +8% em Jun’26 (-15% A/A), segundo a Europulp;
  • E (iii) os preços líquidos de BHKP e NBSK na China estão atualmente em US$578/t e US$611/t, respectivamente, enquanto os futuros de BHKP estão em US$587/t para Set’26 (estáveis S/S);
  • Clique aqui para acessar o relatório completo.

Bens de Capital: Veículos pesados nos EUA melhoram, embora o momentum no Brasil permaneça impulsionado por subsídios

  • Dados automotivos recentes reforçam os ciclos divergentes discutidos em nossa atualização de Autopeças, na qual elevamos Tupy para Compra e favorecemos exposição a vetores externos de crescimento em detrimento da dependência do pano de fundo macro brasileiro;
  • Nos EUA, os pedidos de Classe 8 aceleraram +241% A/A em Jun’26, marcando o quinto mês consecutivo de crescimento de três dígitos;
  • No Brasil, os indicadores de veículos pesados também melhoraram, com as vendas de caminhões e implementos rodoviários retornando ao território positivo (+12% e +9% A/A, respectivamente), embora a tendência possa ser transitória, sustentada pelo Move Brasil 2;
  • Neste mês, FENABRAVE e ANFAVEA revisaram suas projeções para 2026E, reduzindo as expectativas para veículos pesados;
  • Mesmo após a revisão, contudo, o guidance da FENABRAVE ainda implica crescimento de +13% A/A nas vendas de veículos pesados no 2S26 vs;
  • Os níveis reportados no 1S26, uma aceleração que parece otimista diante do cenário macro, que combina juros persistentemente elevados, esgotamento dos recursos do Move Brasil 2 e a proximidade do ciclo eleitoral;
  • Em ônibus, a produção de carrocerias aumentou +23% A/A, ainda sustentada pelos volumes de micro-ônibus, que continuam compensando a fraqueza de ônibus rodoviários e exportações;
  • Por fim, a demanda por veículos leves permaneceu como outro destaque, com vendas e produção no Brasil crescendo +29% e +19% A/A; no entanto, as importações aceleraram +49% A/A;
  • As exportações recuaram -27% e os incentivos para veículos eletrificados SKD continuaram permitindo que OEMs estrangeiras capturassem parte do crescimento do mercado doméstico, limitando a leitura positiva das vendas mais fortes para a produção local;
  • Clique aqui para acessar o relatório completo.

Empresas

BradSaúde (SAUD3): Lucro acima do esperado, mas sem ajuda da sinistralidade

  • SAUD reportou lucro líquido de R$1,1 bilhão, 19% acima da nossa estimativa, com a surpresa positiva sendo explicada principalmente por despesas menores do que o esperado, e não por uma melhora na sinistralidade;
  • O MLR aumentou 160bps ano contra ano, acima das nossas expectativas e provavelmente será o principal foco dos investidores;
  • Importante destacar que o MLR do 1S26 ficou praticamente estável em relação ao 1S25, evidenciando a base de comparação excepcionalmente favorável do 1T26, beneficiada pela sazonalidade do Carnaval mais cedo (meados de fevereiro);
  • O crescimento orgânico permaneceu sólido, com adição líquida de 75 mil vidas ex-ASO no trimestre, enquanto a Atlântica continuou ganhando escala, contribuindo com 6% do lucro líquido, ante 1% no 1T26 e 2% no 2T25;
  • De forma geral, apesar da forte surpresa positiva nos resultados, a sinistralidade mais elevada pode reacender preocupações sobre a tendência dos sinistros nos próximos trimestres, o que pode pressionar as ações da SAUD3;
  • Clique aqui para acessar o relatório completo.

Jalles (JALL3) | Prévia dos Resultados do 1T27: esperando por uma janela melhor

  • Esperamos que a Jalles reporte resultados fracos neste trimestre, refletindo o início da safra e um mix de produção mais voltado para o etanol em meio à forte queda dos preços dos combustíveis no mercado doméstico;
  • Assim como observado em outras usinas do setor, acreditamos que a companhia tenha postergado parte de suas vendas de etanol, aguardando uma janela de comercialização mais favorável;
  • No geral, apesar do suporte esperado dos ganhos com hedge, acreditamos que os investidores devem permanecer em compasso de espera até que os fundamentos das principais commodities da companhia passem a apresentar uma trajetória mais favorável;
  • Link: https://conteudos.xpi.com.br/acoes/relatorios/jalles-jall3-previa-dos-resultados-do-1t27-esperando-por-uma-janela-melhor/.

Caixa Seguridade (CXSE3): Tendências operacionais sólidas sustentam um trimestre decente

  • Esperamos um trimestre decente para a Caixa Seguridade no 2T26, com o lucro líquido devendo permanecer praticamente estável na comparação trimestral, em R$1,1 bilhão, à medida que um resultado financeiro ligeiramente mais fraco e a normalização dos índices de sinistralidade compensam parcialmente o sólido crescimento operacional nos principais segmentos:
  • Em Seguros, o Seguro Habitacional deve mais uma vez ser o principal vetor de crescimento, beneficiando-se da forte expansão da carteira imobiliária da Caixa;
  • O Seguro Residencial também deve continuar crescendo, apoiado pela estratégia de venda de produtos, com os seguros atrelados aumentando sua participação nos prêmios emitidos;
  • Em Vida, os prêmios devem permanecer relativamente estáveis, uma vez que a expansão da base de clientes continua sendo compensada por tíquetes médios menores;
  • Já o Prestamista segue enfrentando desafios, à medida que a combinação de uma curva de juros mais inclinada e dos tetos de taxas do crédito consignado continua pressionando as originações;
  • Previdência Privada deve continuar apresentando fortes captações, impulsionada pela ampla rede de distribuição da Caixa;
  • As tendências em Capitalização permanecem saudáveis, apesar de alguma pressão sobre margens decorrente de uma carteira mais madura, enquanto Consórcios devem se recuperar de um início de ano mais fraco e entregar crescimento de dois dígitos baixos nas cartas de crédito emitidas;
  • Por fim, os índices de sinistralidade devem se normalizar após os níveis excepcionalmente benignos observados no 1T26;
  • Clique aqui para acessar o relatório completo.

Marcopolo (POMO4): Surpresa negativa de margem adiciona preocupações sobre níveis estruturais de rentabilidade; revisão do 2T26

  • A Marcopolo reportou um 2T26 fraco, com EBITDA recorrente (excl. equivalência patrimonial) de R$336 milhões, ficando -8% abaixo da XPe (-17% A/A);
  • As receitas líquidas de R$2,4 bilhões vieram em linha com nossas estimativas (+3% vs. XPe, +3% A/A), apoiadas por maiores entregas de micro-ônibus e preços domésticos resilientes em modelos de maior valor agregado;
  • Parcialmente compensados por volumes significativamente menores de ônibus rodoviários e urbanos, além de entregas internacionais mais fracas (excl. Austrália);
  • No entanto, a margem EBITDA de 14,2% (recorrente e excluindo equivalência patrimonial) ficou abaixo das nossas estimativas (e do consenso), pressionada por um mix de produtos menos favorável, maiores custos de matérias-primas (não totalmente repassados aos programas governamentais, que juntos responderam por mais de ~40% das entregas do trimestre) e efeitos cambiais desfavoráveis sobre as exportações, apenas parcialmente compensados pela disciplina de custos em SG&A;
  • Embora os dividend yields relativamente atrativos da POMO4 permaneçam como um ponto positivo, vemos os resultados de hoje corroborando parte das incertezas que temos observado em relação aos níveis estruturais de margem, potencialmente adicionando preocupações sobre as perspectivas de crescimento de resultados da Marcopolo à frente;
  • Clique aqui para acessar o relatório completo.

Pague Menos (PGMN3): Um 2T sólido ao analisar o quadro completo 

  • A Pague Menos apresentou resultados sólidos no 2T, com desaceleração do crescimento da receita, mas mantendo-o em níveis saudáveis, e entregando um EBITDA recorde com despesas controladas; 
  • Embora a desaceleração sequencial na categoria de GLP-1 já fosse amplamente esperada, dada a base de comparação mais difícil após o lançamento do Mounjaro, a desaceleração mais ampla nas demais categorias pode gerar algumas preocupações entre os investidores; 
  • Dito isso, a principal conclusão positiva é que, apesar do ritmo de vendas abaixo do esperado, a companhia conseguiu entregar uma margem EBITDA recorde, sustentada por uma gestão disciplinada das despesas com vendas, gerais e administrativas e por uma alavancagem operacional relevante; 
  • A geração de FCF também foi um destaque, mesmo em meio à pressão temporária sobre o capital de giro relacionada ao ramp-up do novo centro de distribuição da Paraíba, que deve se estabilizar até o final do 3T26 e sustentar uma melhor dinâmica de capital de giro; 
  • Mantemos nossa recomendação de Compra; 
  • Clique aqui para acessar o relatório completo. 

ISA Energia (ISAE4) | Revisão do 2T26: Resultados Fracos, Mas Sem Motivos para Preocupação

Despesas Não Recorrentes e Receitas Mais Fracas Explicam o Miss

  • A ISA Energia reportou resultados operacionais fracos no 2T26;
  • O EBITDA reportado foi de R$967 milhões, 8% abaixo das nossas estimativas, explicado principalmente por: i) receitas ligeiramente abaixo do esperado (-3% vs. XPe);
  • ii) despesas pressionadas no trimestre (+19% vs. XPe), principalmente em função de gastos relacionados a baixas contábeis e custos de substituição de ativos;
  • Além disso, destacamos que o lucro líquido reportado pela ISAE, de R$174 milhões, também ficou abaixo das nossas estimativas, impactado por maiores despesas de depreciação associadas às unitizações e por despesas financeiras líquidas pressionadas;
  • De forma geral, esperamos uma reação neutra do mercado, já que nossas estimativas estavam ligeiramente acima do consenso e entendemos que os fatores que explicaram o miss são não recorrentes;
  • Mantemos recomendação Neutra para ISAE e acreditamos que o principal catalisador continua sendo um desfecho para a disputa com a SEFAZ, cuja resolução provavelmente será adiada para 2027, na melhor das hipóteses;
  • Clique aqui para acessar o relatório completo.

Renda fixa

De Olho na Renda Fixa: principais notícias de crédito privado, mercados e renda fixa

  • Área técnica da Aneel rejeita defesa da Enel e mantém processo para romper contrato em SP (Valor Econômico);
  • CSN, de Steinbruch, avalia reter fatia minoritária em unidade de cimento, dizem fontes (Bloomberg Linea);
  • Oncoclínicas receberá R$ 90 milhões após acordo para encerrar disputa com Unimed Leste Fluminense (Valor Econômico);
  • S&P National Ratings reafirma rating da Arteris e subsidiárias apesar da redução do portfólio e coloca ratings da Régis Bittencourt em CreditWatch negativo (S&P National).
  • Clique aqui para acessar o clipping.

Estratégia

Carteiras XP: Top Ações, Dividendos e Small Caps – Agosto 2026

Na carteira Top Ações XP, ampliamos a exposição aos setores de Bens de Capital, Mineração & Siderurgia, Óleo & Gás, Saneamento e Financeiro. Por outro lado, retiramos posições nos setores Financeiro e de Transportes, além de reduzirmos a exposição ao segmento de Propriedades Comerciais (clique aqui para conferir);

  • Na carteira Top Dividendos XP, reduzimos a exposição aos setores Financeiro e Elétrico. Por outro lado, adicionamos uma nova posição no setor Elétrico (clique aqui para conferir);
  • Na Carteira Top Small Caps XP, removemos um papel do setor de Bens de Capital, enquanto reduzimos um papel de Agro e outro papel de Varejo. Por outro lado, substituímos por um papel de Bens de Capital e outro papel de Agro. Por fim, aumentamos o peso de uma ação de Elétricas (clique aqui para conferir).

Alocação & Fundos

Principais notícias

  • Fundos Imobiliários (FIIs): confira as principais notícias
    • IFIX fecha segunda-feira em queda de 0,86% (FIIs);
    • Brookfield Properties vira BGRE e abre novo capítulo no mercado imobiliário brasileiro (Buildings);
    • Projeto logístico de 591 mil m² encolhe 70% no Espírito Santo (SiiLA);
    • Clique aqui para acessar o relatório.
  • Carteira Recomendada XP FIIs – Fundamentalista – Agosto/26
    • Atualizamos a carteira Fundamentalista para o mês de agosto de 2026;
    • Em julho, a carteira registrou queda de 0,42%, enquanto o IFIX apresentou desempenho de -0,32% no período. Além disso, entregou um dividend yield mensal de 1,01%, equivalente a 12,2% em termos anualizados;
    • Com isso, a carteira acumula valorização de 12,2% nos últimos 12 meses, o que corresponde a 110% do desempenho do IFIX;
    • Clique aqui para mais informações.
  • Calendário de Dividendos – Agosto/26
    • Atualizamos o Calendário de Dividendos para o mês de agosto de 2026;
    • Neste relatório, preparamos um calendário com as datas de pagamento dos dividendos dos fundos que compõem o IFIX;
    • Clique aqui para mais informações.
  • ETFs: confira as principais notícias dos índices e movimentos setoriais
    • Transações em cripto batem recorde no trimestre apesar da queda nos preços, diz Hashdex (Valor)
    • Galapagos Capital coloca em oferta ETFs atrelados a NTN-Bs com prazos constantes (Valor)
    • South Korea’s Leveraged ETF Trading Plummets Under New Curbs (Bloomberg)
    • ETF Inflows Hit $191B in July, 2026 Total Nears $1.3 Trillion. (ETF.com)
    • BTG Pactual estreia no mercado de ETFs da Colômbia e amplia presença na América Latina (Bloomberg Línea)
    • Fluxos da semana de 27/07 a 31/07: entre os maiores inflows globais, aparecem os ETFs de semicondutores SMH, SOXX e SOXL. No Brasil, SPBZ11, LFTB11, BOVA11, SPXI11 e POSB11 aparecem entre os maiores inflows, enquanto LLFT11, LFTS11, PACO11, GLFT11 e SMAL11 aparecem entre os maiores outflows no recorte apresentado.
    • Clique aqui para acessar o relatório.

ESG

Empresa de Pesquisa Energética (EPE) cadastra mais de 6 mil projetos no leilão de baterias | Café com ESG, 04/08

  • O pregão de segunda-feira fechou em território misto, com o IBOV andando de lado (0,0%), enquanto o ISE avançou 0,45%.
  • No Brasil, (i) um levantamento feito pela Associação Brasileira de Energia de Resíduos (Abren) mostrou que a substituição de ônibus movidos a óleo diesel por veículos a biometano pode demandar ~R$ 69 bilhões em investimentos na mobilidade urbana – além disso, as estimativas mostram que a troca de 30 mil ônibus exigeriam cerca de 1.800 usinas de biogás e biometano e um investimento entre R$ 10 e R$ 15 bilhões para atender à expansão da demanda; e (ii) a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) cadastrou 6.091 projetos para os leilões de bateria no final do ano, totalizando 296,8 GW de potência – segundo a EPE, o expressivo volume de projetos cadastrados evidencia o elevado interesse dos agentes na implantação dos sistemas de armazenamento no setor elétrico brasileiro e reforça o papel estratégico dessa tecnologia para ampliar a flexibilidade operativa do sistema e apoiar a integração de fontes renováveis. 
  • Ainda no país, segundo um levantamento da Bright Consulting, os preços dos carros começaram a cair em junho deste ano em relação ao mesmo período do ano passado após anos de altas acima da inflação – o principal fator é a aceitação das novas marcas chinesas no mercado brasileiro, impulsionada por valores mais baixos que os da concorrência.
  • Clique aqui para acessar o relatório completo.

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  • O custo da operação e a política de cobrança estão definidos nas tabelas de custos operacionais disponibilizadas no site da XP Investimentos: www.xpi.com.br.
  • A XP Investimentos se exime de qualquer responsabilidade por quaisquer prejuízos, diretos ou indiretos, que venham a decorrer da utilização deste relatório ou seu conteúdo.
  • A Avaliação Técnica e a Avaliação de Fundamentos seguem diferentes metodologias de análise. A Análise Técnica é executada seguindo conceitos como tendência, suporte, resistência, candles, volumes, médias móveis entre outros. Já a Análise Fundamentalista utiliza como informação os resultados divulgados pelas companhias emissoras e suas projeções. Desta forma, as opiniões dos Analistas Fundamentalistas, que buscam os melhores retornos dadas as condições de mercado, o cenário macroeconômico e os eventos específicos da empresa e do setor, podem divergir das opiniões dos Analistas Técnicos, que visam identificar os movimentos mais prováveis dos preços dos ativos, com utilização de “stops” para limitar as possíveis perdas.
  • Ação é uma fração do capital de uma empresa que é negociada no mercado. É um título de renda variável, ou seja, um investimento no qual a rentabilidade não é preestabelecida, varia conforme as cotações de mercado. O investimento em ações é um investimento de alto risco e os desempenhos anteriores não são necessariamente indicativos de resultados futuros e nenhuma declaração ou garantia, de forma expressa ou implícita, é feita neste material em relação a desempenhos. As condições de mercado, o cenário macroeconômico, os eventos específicos da empresa e do setor podem afetar o desempenho do investimento, podendo resultar até mesmo em significativas perdas patrimoniais. A duração recomendada para o investimento é de médio-longo prazo. Não há quaisquer garantias sobre o patrimônio do cliente neste tipo de produto.
  • O investimento em opções é preferencialmente indicado para investidores de perfil agressivo, de acordo com a política de suitability praticada pela XP Investimentos. No mercado de opções, são negociados direitos de compra ou venda de um bem por preço fixado em data futura, devendo o adquirente do direito negociado pagar um prêmio ao vendedor tal como num acordo seguro. As operações com esses derivativos são consideradas de risco muito alto por apresentarem altas relações de risco e retorno e algumas posições apresentarem a possibilidade de perdas superiores ao capital investido. A duração recomendada para o investimento é de curto prazo e o patrimônio do cliente não está garantido neste tipo de produto.
  • O investimento em termos são contratos para compra ou a venda de uma determinada quantidade de ações, a um preço fixado, para liquidação em prazo determinado. O prazo do contrato a Termo é livremente escolhido pelos investidores, obedecendo o prazo mínimo de 16 dias e máximo de 999 dias corridos. O preço será o valor da ação adicionado de uma parcela correspondente aos juros – que são fixados livremente em mercado, em função do prazo do contrato. Toda transação a termo requer um depósito de garantia. Essas garantias são prestadas em duas formas: cobertura ou margem.
  • O investimento em Mercados Futuros embute riscos de perdas patrimoniais significativos. Commodity é um objeto ou determinante de preço de um contrato futuro ou outro instrumento derivativo, podendo consubstanciar um índice, uma taxa, um valor mobiliário ou produto físico. É um investimento de risco muito alto, que contempla a possibilidade de oscilação de preço devido à utilização de alavancagem financeira. A duração recomendada para o investimento é de curto prazo e o patrimônio do cliente não está garantido neste tipo de produto. As condições de mercado, mudanças climáticas e o cenário macroeconômico podem afetar o desempenho do investimento.
  • ESTA INSTITUIÇÃO É ADERENTE AO CÓDIGO ANBIMA DE DISTRIBUIÇÃO DE PRODUTOS DE INVESTIMENTO.
  • A XP Investimentos CCTVM S/A, inscrita sob o CNPJ: 02.332.886/0001-04, é uma instituição financeira autorizada a funcionar pelo Banco Central do Brasil.Toda comunicação através de rede mundial de computadores está sujeita a interrupções ou atrasos, podendo impedir ou prejudicar o envio de ordens ou a recepção de informações atualizadas. A XP Investimentos exime-se de responsabilidade por danos sofridos por seus clientes, por força de falha de serviços disponibilizados por terceiros. A XP Investimentos CCTVM S/A é instituição autorizada a funcionar pelo Banco Central do Brasil.


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